Processos de urbanização

Urbanização descontínua: fronteiras e novas centralidades, estudo de caso do município de Paulínia/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Letícia Jorge Wassall
Sexo
Mulher
Orientador
Maria Cristina da Silva Schicchi
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
URBANISMO
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
145
Idioma
Português
Palavras chave
RMC
novas centralidades
urbanização descontínua
Resumo

A pesquisa buscou compreender o surgimento do novo pólo centralizador de serviços do município de Paulínia e as mudanças ocorridas no tecido urbano da cidade, relacionando o processo ao fenômeno da urbanização dispersa, freqüentemente observado nas regiões metropolitanas brasileiras, inclusive na Região Metropolitana de Campinas. Para tal, foram realizados estudos dos aspectos urbanísticos, arquitetônicos, de uso e apropriação desta nova centralidade, a partir de levantamentos de dados históricos, censitários e de gestão, que possibilitaram refletir sobre a influência desta nova área, desdobrada e descontínua ao centro principal, na dinâmica urbana do município, avaliando os efeitos advindos deste processo. Com o auxílio de estudo de caso anterior sobre o distrito de Barão Geraldo, realizado em pesquisa de iniciação científica financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), foi possível delinear a presença de fatores comuns na gênese destes espaços, já que inseridos no mesmo contexto sócio-econômico, e, ao mesmo tempo, a geração de conformações distintas, dado que se desenvolveram a partir de diferentes fatores ou vocações anteriores presentes. Como resultado da análise dos fluxos e demandas entre o município de Paulínia e o distrito de Barão Geraldo e das especificidades de gestão político-administrativas destas áreas limítrofes, pretendeu-se contribuir para a compreensão das conseqüências deste processo na região, entre outros aspectos, na formação e reprodução de uma paisagem fragmentada e sem identidade

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Paulínia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16179

A cidade de São Paulo de 1870 a 1930: café, imigrantes, ferrovia, indústria

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mota, Paula de Brito
Sexo
Mulher
Orientador
Santos Junior, Wilson Ribeiro dos
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Urbanismo
Instituição
PUC/Campinas
Página Inicial
1
Página Final
181
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização
Geografia política
São Paulo
Cidades e vilas
Resumo

Este trabalho aborda os condicionantes da evolução urbana de São Paulo no período de 1870 a 1930, desde o seu estágio de vila até a cidade que posteriormente se transfigurou na atual metrópole. Para tanto, discorre de forma concatenada, formulando nexos causais, sobre a importância da cultura do café; a implantação e desenvolvimento das estradas de ferro, decisivas para o grande impulso urbano registrado no período em análise; o grande contingente de imigrantes vindos da Europa em busca de melhores oportunidades de enriquecimento  e as influências  por eles plasmadas nos corpos sociais da época; o desenvolvimento social e o percurso urbano do bairro do Brás como palco das transformações ocorridas na emergência da metrópole industrial na cidade de São Paulo no período de 1870  a 1930.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1870-1930
Localização Eletrônica
https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16193

A conservação natural como parâmetro para o planejamento do território: aplicação dos princípios da ecologia de paisagem em área de expansão urbana no município de São João da Boa Vista, SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Araujo, Leandro Letti da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Ricardo Siloto da
Ano de Publicação
2010
Programa
Engenharia Urbana
Instituição
UFSCAR
Página Final
192
Idioma
Português
Palavras chave
ecologia de paisagem
desenho ambiental
planejamento territorial
Resumo

Os processos de apropriação, ocupação e manejo das paisagens utilizadas pelo ser humano em seu momento atual têm gerado conflitos que podem acarretar a deterioração de sua qualidade ambiental. Diante de seu constante desenvolvimento e da necessidade de expansão territorial, devem ser propostos novos modelos de planejamento que consideram como premissa principal a manutenção da integridade ambiental e a maximização dos recursos paisagísticos disponíveis. Tendo como base a ecologia de paisagem, esta pesquisa realiza discussão sobre os elementos constituintes das paisagens e a importância da incorporação de conceitos ecológicos  no processo de territorialização empreendido pelo ser humano. Como estudo de caso, optou-se por uma área do município de São João da Boa Vista, estado de SP, com potencial para a expansão urbana e conservação de importantes fragmentos remanescentes de floresta estacional semidecidual, formação pertencente ao bioma mata atlântica. A área de estudo foi escolhida com base em características biofísicas e de uso e ocupação do solo que ocorrem em todo o município, permitindo a expansão da proposta resultante para outros locais.  Por meio da utilização dos Sistemas de Informações Geográficas (ArcGIS 9.2 – ESRI) para compartimentar as informações obtidas em levantamentos de campo, pesquisa científica e interpretação de imagem orbital, foram realizadas a identificação e a caracterização dos biótopos antrópicos e naturais que constituem o mosaico paisagístico da área de estudo. Posteriormente, foram elaboradas cartas temáticas que auxiliaram na realização de um estudo preliminar para o planejamento integrado entre o meio antrópico e o natural. Partindo-se do princípio da conservação e da utilização racional e sustentável dos elementos naturais, foram propostos 4 espaços com níveis específicos de uso: de proteção dos recursos ambientais, de conectividade, de amortecimento e de interação entre ser humano e natureza. Como resultado, foi obtida uma carta temática com o cenário ambiental pretendido, fornecendo uma contribuição aos tomadores de decisão e à sociedade civil na condução de um planejamento municipal com responsabilidade ambiental.

Referência Espacial
Cidade/Município
São João da Boa Vista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1990; Década de 2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/4291

Planejamento de Transporte Cicloviário Urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Telmo Terumi Teramoto
Sexo
Homem
Orientador
Suely da Penha Sanches
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Engenharia Urbana
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
263
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento urbano
Transporte cicloviário
Bicicletas
Resumo

A organização espacial das cidades brasileiras e dos seus sistemas de transporte tem provocado, entre outros problemas, uma distribuição desigual da acessibilidade. Esse desequilíbrio é marcado pelo fato que os usuários dos modos motorizados particulares têm recebido os maiores benefícios, enquanto que os que se valem dos modos não motorizados são os mais prejudicados. As informações a respeito do uso da bicicleta como modo de transporte estão num estágio de desenvolvimento muito inferior ao das informações a respeito dos modos de transporte motorizado. Enquanto houver esse tipo de desequilíbrio, não haverá eqüidade nas áreas da sociedade que estejam relacionados aos transportes. O objetivo desta pesquisa é fornecer dados gerais e fundamentos para compreensão das características do transporte cicloviário urbano, assim como das formas de organizar o espaço de circulação da bicicleta. Busca-se, através da avaliação de variadas formas de organizar esse espaço, expor as que apresentaram melhores resultados ou melhores potenciais de resultados favoráveis e que tenham características gerais o suficiente para se adequarem a um grande número de localidades urbanas brasileiras. Dentro dos objetivos traçados, as discussões e propostas apresentadas nesta dissertação foram focadas na inserção do condutor de bicicleta dentro da estrutura viária, de modo que lhe seja possível alcançar todos os lugares das cidades, em condições adequadas. Dessa forma, buscou-se a apresentação de discussões e propostas que lidassem com as necessidades dos condutores de bicicleta, evitando as que pudessem resultar na exclusão destes. Foi dado, portanto, um enfoque às formas de organização do espaço de circulação da bicicleta que fossem adequados a projetos de novas urbanizações, mas principalmente que buscassem atender às características de áreas urbanas com sistemas viários estabelecidos. Essa pesquisa permitiu a verificação de que o transporte cicloviário urbano pode realmente ocorrer de forma mais harmoniosa com os demais modos de transporte. As propostas avaliadas e apresentadas indicam que o transporte cicloviário não é incompatível com o transporte motorizado.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2004-2007
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/4234

A PAULICEIA DE ANTÓNIO DE ALCÂNTARA MACHADO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
RENATA BELONI DE ARRUDA
Sexo
Mulher
Orientador
REGINA CELIA DOS SANTOS
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
LONDRINA
Programa
Letras
Instituição
UEL
Página Inicial
1
Página Final
122
Idioma
Português
Palavras chave
António de Alcântara Machado
Contos
Crônicas
Urbanidade
Resumo

Este trabalho tem o objetivo de analisar alguns contos e crônicas do escritor modernista António de Alcântara Machado com o intuito de verificar como sua obra aborda alguns traços da urbanidade de seu momento presente. Com isto, pretendemos demonstrar a importância do autor, no que se refere às inovações estéticas e temáticas desenvolvidas nas obras analisadas, para o fortalecimento de uma literatura nacional original. Além de registrar o cotidiano urbano da cidade em desenvolvimento, através de seus habitantes e das transformações no cenário físico e comportamental da urbe, o escritor representa de que forma São Paulo inicia o processo progressista do século XX.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=106265

O Conjunto Habitacional CECAP Maria Izabel Marília: uma análise comparativa com os CECAPs Guarulhos e Jundiaí

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Augusto, Wilton Flavio Camoleze
Sexo
Homem
Orientador
Guadanhim, Sidnei Junior
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Maringá
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UEM
Página Final
163
Idioma
Português
Palavras chave
arquitetura moderna
CECAP
Conjunto Habitacional Maria Izabel
habitação social
Resumo

O conjunto habitacional Zezinho Magalhães Prado, com sua construção iniciada em 1967, na cidade de Guarulhos, projetado por João Batista Vilanova Artigas, Fábio Penteado e Paulo Mendes da Rocha. Considerado representante na aplicação de conceitos de racionalidade, industrialização e pré-fabricação em conjuntos habitacionais, buscou-se construir, no interior do estado de São Paulo, novos conjuntos habitacionais, visando a multiplicação dos resultados obtidos, como ocorreu nos municípios de Americana, Jundiaí e Marília. Visto que o CECAP Guarulhos desempenha papel de projeto seminal a ser reproduzido, a pesquisa buscou verificar em que medida as reproduções aconteceram nos conjuntos de Jundiaí e Marília, estes em menor escala e em diferentes contextos. Também buscou verificar o desenvolvimento e aprimoramento das soluções projetuais constantes nos projetos arquitetônicos dos conjuntos de Guarulhos, Americana, Jundiaí e Marília. Por meio das visitas, da análise dos projetos e das informações reunidas dos conjuntos habitacionais analisados na presente pesquisa, foi possível identificar elementos constantes nos projetos e construídos de fato. Estes elementos foram graficamente representados e reunidos em quadros comparativos. A análise comparativa desenvolvida no presente trabalho buscou verificar a relação entre os projetos e a construção dos conjuntos de Guarulhos, Jundiaí e Marília. A adoção de rampas como circulação vertical, a partir dos estudos preliminares de americana; o agrupamento dos edifícios, conforme executado em Jundiaí; a redução de escala dos conjuntos habitacionais, como visto em Marília, são exemplos de soluções de projeto que objetivam a efetiva construção. A semelhança entre os conjuntos de Jundiaí e Marília reforça a hipótese de adequação dos conjuntos ao lugar de implantação. O registro detalhado do conjunto CECAP Maria Izabel, em Marília - SP, contribui para a historiografia da arquitetura brasileira, visto que é pouco conhecido na literatura.

Referência Espacial
Cidade/Município
Marília
Jundiaí
Americana
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1967-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1304592

Valentia e linhagem: valores sociais em negociação e mudança entre os capoeiristas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Caldas, Alan
Sexo
Homem
Orientador
Maria Nilza da Silva
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Londrina
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UEL
Página Final
188
Idioma
Português
Palavras chave
capoeira
valores populares
clientelismo
Resumo

As práticas referidas por diversos agentes pelo nome de capoeira são um fenômeno de grande difusão na sociedade brasileira. O objetivo deste trabalho é uma compreensão histórica dos valores que orientam os indivíduos autonomeados capoeiras ou capoeiristas. Estes valores foram analisados em quatro contextos históricos diferentes, a saber, na cidade do Rio de Janeiro no século XIX, na cidade de Salvador no início do século XX, na cidade de São Paulo na segunda metade do século XX e na cidade de Londrina no final do século XX e início do século XXI. Do ponto de vista teórico metodológico, estes valores são analisados na sua relação com os campos sociais dominantes e subalternos por onde transitam os capoeiristas. Os dados do trabalho foram construídos a partir de pesquisa bibliográfica sobre o tema da capoeira no Brasil e, nas análises referentes à cidade de Londrina, a partir de entrevistas semi-estruturadas com capoeiristas da cidade e observação participativa. Conclui-se que os capoeiristas pautam-se em um conjunto de valores variáveis segundo o contexto e que são a reelaboração dos valores vigentes nas famílias patriarcais, em algumas sociedades coloniais da África Centro-Ocidental, no campo esportivo e no campo artístico. Os valores mais recorrentes e mais reatualizados são denominados “valores da valentia”, isto é, uma crença baseada numa visão de mundo religiosa que supõe as técnicas marciais da capoeira como dons divinos. No contexto das grandes metrópoles brasileiras estes valores foram reinterpretados e deram origem à “estrutura de linhagem” que organiza as relações entre os capoeiristas em diversos lugares.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Londrina
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
séculos XIX, XX, segunda metade do XX e fim do XX e início do XXI, respectivamente
Localização Eletrônica
https://portalcapoeira.com/download/valentia-e-linhagem-valores-sociais-em-negociacao-e-mudanca-entre-os-capoeiristas/

Os shopping centers atacadistas de Maringá: a lógica de uma centralidade criada pela indústria e comércio de confecções.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Asalin, Gilmar Aparecido
Sexo
Homem
Orientador
Cesar Miranda Mendes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Maringá
Programa
Geografia
Instituição
UEM
Página Inicial
1
Página Final
124
Idioma
Português
Palavras chave
espaço urbano
shoppings atacadistas
Resumo

O presente estudo teve por objetivo compreender a produção espacial da cidade de Maringá, a partir da centralidade criada pelos shoppings atacadistas de confecções. Os (re)arranjos espaciais relacionados aos empreendimentos passaram a se desenvolver a partir dos agentes sociais produtores do espaço urbano, dos quais utilizou-se no referencial teórico-metodológico, como categorias de análise: o Estado, o Promotor Imobiliário e o Industrial-lojista, para se compreender a dinâmica da (re)organização do espaço geográfico que originou uma centralidade. No referencial empírico, ocorreram várias visitas “in loco” aos shopping centers atacadistas de confecções, onde foram realizadas entrevistas e/ou questionários com os industriais-lojistas, compristas, guias, ministradores e com outros profissionais ligados ao histórico da evolução destes empreendimentos, buscando entender as estratégias e ações de cada agente no desenvolvimento dos shoppings estudados, da cidade e da região polarizada por estes. No referencial técnico, foram utilizados fotoaéreas, imagens de satélite e fotografias, bem como se elaborou mapas, tabelas e gráficos, com a finalidade de facilitar o tratamento de dados e permitir uma melhor visualização dos resultados. A sistematização do estudo voltado a centralidade criada pelos shoppings atacadistas de confecções de Maringá foi possível a partir de um diálogo interdisciplinar da Geografia Urbana e Econômica com as Geografias Regional, Populacional, Cultural e as demais disciplinas geográficas e científicas. O setor atacadista de confecções de Maringá desenvolveu-se a partir do processo de desconcentração industrial da metrópole de São Paulo, através da terceirização da produção ou de parte da mesma, além do surgimento de diversas pequenas indústrias de iniciativa local e regional, propiciada pela experiência acumulada tanto na produção quanto no comércio destes produtos. A capitalização desses industriais levou a uma tendência de verticalização econômica, no qual grande parte passou a atuar no setor de comércio, sobretudo no comércio atacadista de confecções. Ao buscar maior acessibilidade, tais comerciantes se reuniram em shoppings atacadistas de confecções: Vest Sul, Mercosul e Avenida Fashion, dando origem a uma nova centralidade urbana, na PR 317, entre os km 1 e 6, que tornou-se um dos principais pólos atacadistas do setor no Brasil, recebendo a maior parte dos guias e compristas das regiões Sul e Sudeste, além de uma.significativa parcela oriunda do Centro-Oeste do país. Essa centralidade expressa pelos fluxos de capitais, pessoas e mercadorias, tem uma relevante participação na economia municipal, representando em 2006 mais de 70% do setor atacadista de Maringá e, no total da indústria e do comércio do vestuário, empregava quase quarenta mil pessoas diretamente e contava com, aproximadamente, mil e duzentas empresas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Maringá
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
século XXI

CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO ECONÔMICA NO ESTADO DE SÃO PAULO NO PERÍODO DE 1996 A 2007

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guimarães, Fred William
Sexo
Homem
Orientador
Antonio Carlos de Campos
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Maringá
Programa
Economia
Instituição
UEM
Idioma
Português
Palavras chave
globalização
economias de aglomeração
indústria paulista
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo interpretar a inserção regional enquanto uma estrutura organizacional envolvida pelo espaço, delimitada por eventos econômicos e suas relações com o território, haja vista a dinâmica dos movimentos de localizações desenvolvidos pelos grandes grupos internacionais. Procura-se enfatizar as mudanças advindas dos novos ambientes econômicos que fizeram surgir uma nova hierarquia urbana, fruto das deseconomias de escala e externalidades, contradições estas que, deram origem a movimentos de desconcentração no espaço.  As influências recíprocas do ambiente regional impõem um desafio transformador para a região, pelas novas formas de inovação organizacional, tecnológica e produtiva oriundas do novo paradigma tecnológico. Adicionalmente, procura-se analisar o movimento recente ocorrido no espaço econômico de São Paulo relacionado à concentração e desconcentração produtiva na indústria de transformação no período de 1996 a 2007. Para obter os resultados, utiliza-se da análise setorial segundo as grandes regiões brasileiras e Estado de São Paulo, através dos dados relacionados a distribuição do produto interno bruto e valor da transformação industrial, assim como estatísticas de comércio exterior por fator agregado e por categorias de uso referentes ao Estado de São Paulo, Sudeste (exc. SP) e Brasil (exc. Sudeste). Conclui-se que a desconcentração produtiva verificada no espaço paulista no período recente, está diretamente relacionada com as mudanças impostas pela passagem do modo de produção fordista para o modelo de especialização flexível, e que estas transformações alteram as participações relativas dos setores de Serviços e da Indústria, pela natureza encadeada dos seus processos e pela influência exercida pelo processo de globalização na atividade produtiva.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1996-2007
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=124072

FLUTUAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: REGIÕES METROPOLITANAS E NÃO METROPOLITANAS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Kretzmann, Camila Kraide
Sexo
Mulher
Orientador
Marina Silva da Cunha
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Maringá
Programa
Economia
Instituição
UEM
Idioma
Português
Palavras chave
mercado de trabalho
desconcentração industrial
região metropolitana
Resumo

O objetivo deste trabalho é estudar as flutuações no mercado de trabalho das regiões metropolitanas e não metropolitanas no período de 1996 a 2006, ou seja, verificar quais as regiões que estão criando mais empregos, além da verificação da existência ou não de movimentos cointegrados das séries de saldo de empregos, obtidos junto ao CAGED/MTE para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco e Pará. A hipótese é de que o mercado formal de trabalho vem apresentando comportamento diferenciado entre as regiões, apresentando-se menos dinâmico nas metrópoles brasileiras. Isto, de fato, pode ser evidenciado a partir das teorias de desenvolvimento regional, quando iniciam nas teorias da localização, passam por conceitos de aglomeração, proposto por Marshall (1982), regime fordista, flexível e, finalmente, a desconcentração industrial, para dar sustentação à hipótese apresentada. Com base na metodologia de séries temporais, a partir da análise de cointegração de Engle-Granger e o método inovador de Pesaran et al. (2001), os resultados, em geral, sugerem que não existe uma relação de equilíbrio de longo prazo entre as regiões metropolitanas e não metropolitanas para o Brasil e para os estados, com uma exceção. Os métodos apresentam resultados que evidenciam uma relação de longo prazo entre as regiões metropolitana e não metropolitana de .Pernambuco, para o qual é, então, elaborado um modelo de correção de erros. Com isto, a hipótese inicial é confirmada para o Brasil e para a maioria dos estados, quando são analisados individualmente. Ou seja, há um diferencial no comportamento de geração de emprego formal entre a região metropolitana e não metropolitana brasileira e entre as mesmas regiões em grande parte dos estados. ..Palavras-chave: Mercado de trabalho, desconcentração industrial, regiões metropolitana e não .metropolitana e cointegração.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
1996-2006
Localização Eletrônica
https://www.anpec.org.br/revista/vol10/vol10n2p401_419.pdf