Estrutura econômica e mercado de trabalho

Sob mesmo teto: Pobreza e globalização na pereferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Kauê Lopes dos
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, João Sette Whitaker
Ano de Publicação
2011
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
pobreza
capital financeiro
cidade
periferia
Resumo

Em tempos de globalização, o capital financeiro tornou-se um aspecto essencial no estudo da pobreza urbana brasileira, uma vez que a expansão da disponibilidade e do acesso ao crédito viabilizou a aquisição de bens eletrônicos modernos por parte daqueles que vivem nas periferias metropolitanas. Em São Paulo, a particularidade desse processo reside no fato de que não houve uma mudança significativa na renda familiar tampouco nos índices de desemprego da população. Além disso, apesar das fortes mudanças no padrão de consumo nas periferias, seus habitantes continuam vivendo sob situação precária em bairros marcados pela falta de investimento em infraestruturas e serviços básicos..A partir desses contrastes na vida da população de baixa renda, procuramos entender em que medida o capital financeiro esta transformando a pobreza urbana e o espaço periférico.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brasilândia ; Jardim Ângela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-23052012-165128/pt-br.html

A (re)produção social da escala metropolitana: um estudo sobre a abertura de capitais nas incorporadoras e sobre o endividamento imobiliário urbano em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Martins, Flavia Elaine da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Damiani, Amelia Luisa
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abertura de capitais
Endividamento imobiliário
Escala metropolitana
Mundialização financeira
periferia
Resumo

Nesta pesquisa buscamos compreender a produção social da escala metropolitana em um contexto atual de mundialização financeira. Neste sentido, reunimos dados referentes à abertura de capital nas incorporadoras do setor da construção civil brasileiras, abordando a penetração do capital financeiro em suas estruturas e a ampliação da escala de produção e de atuação geográfica destas empresas a partir de 2005. Estes dados foram iluminados com um estudo simultâneo sobre o endividamento imobiliário urbano, por meio da abordagem dos leilões de imóveis, trazendo os conteúdos do desemprego para a compreensão crítica do crédito imobiliário urbano. O mapeamento dos dados se concentrou na Região Metropolitana de São Paulo. Identificamos o desdobramento da noção de moderna propriedade da terra em posse e propriedade, liberando a propriedade abstrata para circular como mercadoria e concentrando na posse as lutas cotidianas pela habitação. Constatamos a introdução do endividamento imobiliário como forma significativa de acesso à habitação nas periferias metropolitanas. Este endividamento foi compreendido como elemento de ritmanálise, capaz de transmitir os ritmos de valorização do capital mundial financeiro, definidos pela presença do capital fictício, aos ritmos de trabalho, de exploração e de espoliação urbanos, redefinindo o modo de vida metropolitano, notadamente por meio do acesso à habitação e à cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Nova Jaguaré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2005
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-25052011-123730/pt-br.html

Metropolização e o discurso da modernidade na reposição da periferia: o bairro do Cabuçu no município de Guarulhos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carvalho, André Luiz de
Sexo
Homem
Orientador
Francesconi, Lea
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Especulação imobiliaria
Metrópole
Propriedade privada
Reestruturação produtiva capitalista
periferia
Resumo

O presente trabalho tem por objetivo de estudo a relação envolvendo a periferia e o seu processo de reposição na metrópole de São Paulo, tendo por base o estudo realizado no bairro do Cabuçu, no município de Guarulhos. A complexidade urbana do momento atual comporta diferentes análises no sentido de sua interpretação. Partindo-se desse pressuposto, o que se analisa neste trabalho é a atual condição da periferia na metrópole de São Paulo face as promessas da modernidade relacionada ao desenvolvimento urbano. Essa modernidade, acompanhando a evolução do capitalismo, leva a instituição propriedade privada à posição de centralidade, transformando esta numa das principais marcas da sociedade moderna. Em meio a tantas alternativas acerca da complexidade urbana atual, a escolha aqui feita foi a de analisar a periferia enquanto uma realidade sócio-espacial que, do ponto de vista desta reprodução ampliada, deve ser incessamente resposta ao longo do território da metrópole, não excluindo as contradições inerentes a esse processo. Por sua vez, esse movimento incessante vincula-se ao próprio sentido do urbano, que é reproduzido a partir da lógica do capital, e à impossibilidade no alcance das promessas da modernidade. A metrópole chega à atual fase enquanto um território que, dentre vários outros desdobramentos, passa a enfatizar a relação entre o capital especulativo e o mercado imobiliário. Vem daí a intensificação da especulação imobiliária, que é articulada longo do território da metrópole. Como consequência, a reposição da periferia, que se consubstancia em função do drama cada vez maior da moradia, passa também a ser um movimento articulado nessa mesma metrópole.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Bairro/Distrito
Cabuçu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-21092011-140937/pt-br.html

Crise do trabalho e a abordagem centro-periferia na metropolização de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinho, Rinaldo Gomes
Sexo
Homem
Orientador
Alfredo, Anselmo
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Crise do trabalho
Metrópole de São Paulo
centro-periferia
periferia
Resumo

A dissertação teve como principal questão a discussão acerca das abordagens das periferias urbanas no processo de metropolização de São Paulo, discutindo os pressupostos da literatura sobre o tema desta divisão intra-urbana a partir das idéias de marginalização e exclusão sócio-espacial. Procuramos problematizar a divisão entre centro e periferia urbana a partir da crítica às abordagens que privilegiavam estas análises a partir da centralidade das categorias de luta de classes, dos espaços periféricos como lócus do exército industrial de reserva e da hegemonia do capital produtivo. A pesquisa procura repensar a questão da divisão da metrópole no atual momento de reprodução crítica do capitalismo que marca uma mudança qualitativa de entendimento dos espaços considerados periféricos para além da materialidade e da visão geométrica da divisão centro periferia. Discutimos a perda de potência da idéia de espaços excluídos a partir da premissa de um processo de socialização negativa das populações pauperizadas, neste momento de crise dos fundamentos do trabalho, aliada à nova estrutura da reprodução do capital, baseada na financeirização e na ficcionalização. Deste modo através da generalização do crédito e do consumo para estas populações, buscamos um caminho possível para pensar a própria destituição da relação centro-periferia na metrópole de São Paulo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-06062011-174242/publico/2010_RinaldoGomesPinho.pdf

Os conteúdos sociais da crise ecológica: a reprodução do espaço urbano e a ocupação da Guarapiranga

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bertoletti, Frederico
Sexo
Homem
Orientador
Carlos, Ana Fani Alessandri
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Indústria
Produção
Reprodução
Mananciai
Periferia
Resumo

O objetivo central do trabalho repousa na tese de que a crise ecológica tem um conteúdo eminentemente social. Para tanto, localizamos a problemática da ocupação das áreas de mananciais da represa Guarapiranga na história da produção do espaço urbano capitalista na metrópole de São Paulo. Realizamos um percurso teórico usando o método regressivo-progressivo como caminho necessário para localizar a problemática dos mananciais no seio dos conteúdos da produção do espaço urbano, possibilitando destacar os fundamentos, processos e contradições sociais obscurecidos pela ótica que representa e reduz a problemática dos mananciais a uma questão ecológica. Nos dedicamos a entender a natureza desse fenômeno social, tentando desvendar os processos, sujeitos e contradições que justificaram a formação e expansão da periferia urbana em todas as direções dos extremos da metrópole de São Paulo; nas últimas décadas essa expansão vem promovendo a ocupação das áreas do entorno da Guarapiranga. Também nos empenhamos criticamente sobre a representação da crise de abastecimento hídrico, na qual buscamos desmistificar a linha de pensamento que responsabiliza os moradores pobres das áreas de mananciais pela crise de abastecimento hídrico.  A pesquisa demonstrou que a formação e expansão da periferia urbana de São Paulo foi um dos resultados da industrialização na primeira parte do século XX e manteve-se nas últimas décadas, quando a indústria foi perdendo hegemonia como principal pólo indutor da acumulação capitalista na capital paulistana, sendo substituída parcialmente pelo setor terciário moderno - capitaneado pelo capital financeiro. O processo de constituição da maior metrópole do país deu-se assentado em relações sociais contraditórias, resultando numa urbanização que não apenas reforçou as contradições sociais derivadas da introdução das relações capitalistas de produção, como elevou-as a patamares superiores, na condição de contradições do espaço. A ocupação das áreas de mananciais utilizadas no abastecimento público na região sul é resultado direto da lógica de acumulação que se consolidou em São Paulo, promotora da precarização do trabalho, por um lado, e da valorização do espaço por outro, resultando na deterioração das condições de vida da classe trabalhadora ao promover a segregação sócio-espacial e a deterioração das condições ambientais da cidade, ao forçar grande parte da população a habitar nas áreas menos valorizadas, em boa parte localizadas nas áreas de proteção ambiental.  A representação hegemônica desse fenômeno reforça uma ideologia que responsabiliza o morador de periferia pela crise de água para o abastecimento público, obscurecendo todas as contradições e fundamentos que estão na base do processo de urbanização, os interesses do setor imobiliário num dos últimos “recantos de natureza” da metrópole e também joga uma “cortina de fumaça” sobre as diferentes estratégias envolvidas na utilização dos recursos hídricos da bacia do Alto Tietê. A pesquisa revelou que a crise de abastecimento hídrico resulta, sobretudo, das estratégias do setor energético na bacia, da gestão dos serviços de saneamento básico na metrópole e do estabelecimento da água como mais uma mercadoria a serviço da diferenciação social através do consumo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://gesp.fflch.usp.br/sites/gesp.fflch.usp.br/files/Frederico_pronto.pdf

Lutas na cidade de São Paulo: Mutirão Recanto da Felicidade e Banco Comunitário União Sampaio

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bergamin, Marta de Aguiar
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades e vilas
Mutirão
Economia solidária
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/1ba0e195-2f9b-47e9-800d-5c04e42cab2d

Percursos juvenis e trajetórias escolares : vidas que se tecem nas periferias das cidades

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Carla Regina
Sexo
Mulher
Orientador
Lopes, Roseli Esquerdo
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Juventude - políticas públicas
Território
periferia
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/b1b45041-b0bf-49e1-9043-70ff15d7b2f7

Etnicidade, Migração e Comunicação: etnopaisagens transculturais e negociação de pertencimentos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zanforlin, Sofia Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Elhajji, Mohammed
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
Etnicidade
Migração
Cultura
periferia
Resumo

Se no passado o pertencimento de imigrantes era negociado a partir do viés da assimilação, hoje, os grupos preferem muito mais reiterar sua cultura e seus laços originais num processo constante de negociação e interlocução com a cultura do local em que passam a.constituir suas novas vidas. Para desenvolver a nossa análise, nos concentramos na feira.Kantuta, em São Paulo, reduto da comunidade boliviana, e no Corredor da Central, no Rio de.Janeiro, onde se dava o encontro dos migrantes africanos. Assim, a relação de negociação do pertencimento nas comunidades de imigrantes está atrelada a uma sociabilidade espacial,.onde as etnopaisagens se confirmam como o lugar de troca e construção de redes e contatos.entre conterrâneos e à sociedade a qual procuram se inserir. É perceber a praça, ou o corredor, como lugar de diversão familiar e entre amigos, como o lugar da elaboração e renovação de vínculos, a busca por trabalho, a busca por pertencer.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Feira Kantuta
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://minerva.ufrj.br/F/NPUSUT96X2AQ2IFK7UHSSHBSGP3R159DHMURV9P6V24RS4JBK8-16226?func=full-set-set&set_number=005818&set_entry=000001&format=999

A autorrepresentação das favelas: a criação de mundos possíveis por sujeitos heterotópicos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Lilian Saback de Sá
Sexo
Mulher
Orientador
Habert, Angeluccia Bernardes
Ano de Publicação
2010
Programa
Comunicação
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Audiovisual
autorrepresentação
documentário
favela
periferia
Resumo

Este trabalho faz uma reflexão sobre a autorrepresentação da favela a partir da produção audiovisual feita por jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro. O estudo investiga a capacitação por meio de núcleos de audiovisual instalados dentro das comunidades, a produção e o conteúdo dos filmes, o diálogo da favela com os recursos humanos e materiais do mercado audiovisual e da academia para pensar a constituição de sujeitos heterotópicos dispostos a criar estratégias que permitam a sua inserção no mercado cinematográfico.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha, Complexo da Maré, Cidade de Deus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16087&idi1

Habilidade dos analistas de credito e discriminação de gênero: Evidências do microcredito em favelas no Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Agier, Isabelle A.
Sexo
Mulher
Orientador
Assunção, Juliano Junqueira
Ano de Publicação
2010
Programa
Economia
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Microcredito
Analista de credito
Gênero
periferia
Resumo

Esta tese estuda a in.uência do analista de crédito nos mecanismos de concess.ão de microcrédito a partir de uma base de dados do Vivacred, uma ONG.que atua em favelas do Rio de Janeiro. Um breve histórico do Vivacred e do.microcrédito no Brasil é apresentado no segundo capítulo..0 terceiro capítulo estima um modelo estrutural cujos resultados revelam que.a heterogeneidade na habilidade dos analistas é mais importante na fase de.seleção que na fase de auditoria dos projetos. Além disso, a habilidade dos.analistas é correlacionada com a experiência interna, mas não com a anterior,.mostrando a importância da gestão dos recursos humanos. Como os analistas.têm uma relativa autonomia, os demais capítulos analisam se esta se traduz.em comportamentos discriminatórios em relação às mulheres..O quarto capítulo documenta que as mulheres se bene.ciam de um acesso.equitativo ao crédito, mas obtêm menores volumes em relação aos homens,.dado um mesmo montante requisitado. Ao analista pode ser imputado 27,3%.da diferença no tamanho de empréstimo entre gêneros, enquanto ao comitê.de crédito, apenas 7,4%; no entanto, 65,3% é imputável às próprias mulheres.que pedem empréstimos signi.cativamente menores..O quinto capítulo compara gêneros em termo de atraso, inadimplência e.perda. Para o mesmo montante de empréstimo, a mulher tem melhor reembolso.em relação aos homens, nas três dimensões, implicando que o diferencial.encontrado no capítulo anterior não é justi.cável economicamente. Além.disso, o diferencial não se reduz ao longo do relacionamento, conforme seria.esperado caso sua origem fosse a informação assimétrica. Mais ainda, um..ador masculino permite acessar maior crédito, enquanto uma .adora feminina.não tem impacto. Preconceito, portanto, parece ser a causa provável.para essa diferenciação..Um modelo teórico à la Becker, no sexto capítulo, mostra que discriminação.pode levar a três possíveis estados: a rejeição de candidaturas femininas, a redu.ção de empréstimos para maiores pedidos femininos ou a nenhum impacto..Resultados empíricos con.rmam o segundo caso. Conforme a literatura de.psicologia .nanceira, analistas femininas tendem a reforçar esse fenômeno,.mulheres sendo mais aversas ao risco..Tendemos a atribuir os presentes resultados aos hábitos culturais. Às mulheres.falta credibilidade, especialmente entre as mais ambiciosas. Não acreditamos.que esse fenômeno seja necessariamente voluntário ou consciente e.queremos simplesmente alimentar a re.exão a respeito de um atendimento.equitativo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1997-2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=37869&idi1=&rc=1