Meio ambiente e qualidade de vida

Producing Localized Commodity Frontiers at the End of Cheap Nature: An Analysis of Eco-scalar Carbon Fixes and their Consequences

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Schindler, Seth
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Kanai, J. Miguel
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
0309-1317
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1111/1468-2427.12665Digital Object Identifier (DOI)
Título do periódico
IJURR - International Journal of Urban & Regional Research
Volume
42
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Nova Jersey
Página Inicial
828
Página Final
844
Idioma
Inglês
Palavras chave
commodity frontiers
political ecology
uneven development
world ecology
environmental governance
Resumo

There is no single ‘great’ commodity frontier whose exploitation under current socio-technical conditions could fuel capital accumulation at the global scale. According to Jason Moore, this represents the ‘end of Cheap Nature’ and signals a terminal crisis for capitalism as we know it. In this article we complicate this assertion by showing how, in the context of global environmental governance frameworks of carbon control, a diverse range of actors situated at multiple scales are intensifying the use of cities and their hinterlands for the production/transgression of localized commodity frontiers. We draw on scholarship on uneven geographical development, state-led restructuring and eco-scalar fixes to present two case studies from different segments of the carbon cycle in the global South. The first case demonstrates how the introduction of waste-to-energy technology in Delhi facilitated the generation of ‘carbon credits’ while waste matter itself became a commodity. The second discusses attempts by the Brazilian state of Amazonas (Amazônia) aspiring to shift from rainforest exploitation to financialized conservation supported by the ‘green global city’ functions of metropolitan Manaus. These cases demonstrate that although the global carbon-control regime may enable accumulation, implementation remains speculative, and localized commodity frontiers provoke social resistances that jeopardize their durability.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Manaus
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
País estrangeiro
Índia
Especificação da Referência Espacial
Delhi
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1468-2427.12665

A Qualidade de Vida na Bacia do Córrego Lagoinha-Uberlândia (MG)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Arantes, Sandra Moreira
Sexo
Mulher
Orientador
Mercante, Mercedes Abid
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Bacia hidrográfica
Educação ambiental
Qualidade de vida
Resumo

Este trabalho propõe uma reflexão da crise ambiental urbana, os impactos sobre os recursos naturais, destacando a bacia hidrográfica como cenário de investigação, visto que é um ecossistema completo. Do mesmo modo, traça recomendações para a recuperação e preservação da bacia do Córrego Lagoinha baseadas na análise sócio-ambiental da área.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Bacia do Córrego Lagoinha
Cidade/Município
Uberlândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I

Educação Escolar e lixo urbano: uma experiência de educação ambiental com a escola estadual de 1º grau recanto das acácias, Barra do Garças, Mato Grosso.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Hernandes, Mara Rosa Gil
Sexo
Mulher
Orientador
Bordest, Suíse Monteiro Leon
Ano de Publicação
2000
Programa
Educação
Instituição
UFMT
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Ambiental
Ensino Fundamental
Barra do Garças(MT)
Resumo

Este trabalho descreve uma experiência de Educação Ambiental realizada junto à Escola de Primeiro Grau Recanto das Acácias, tendo como tema gerador "O LIXO". Os objetivos do trabalho foram: diagnosticar a problemática do lixo na escola, no bairro e na trilha das cachoeiras do Parque Estadual da Serra Azul (PESA), despertar a sensibilização dos alunos da escola para a questão dos resíduos sólidos urbanos e finalmente, buscar propostas de medidas adequadas para minimizar tais problemas. Com o envolvimento de alguns professores e alunos foram realizadas atividades dentro e fora de sala de aula: a) na Escola: a apresentação do Filme "A Ilha das Flores", estudo bibliográfico, confecção de cartazes, e outras; b) no Bairro: aula de campo para detectar e fotografar todo o lixo depositado de maneira inadequada, pesquisa junto aos moradores do bairro, pesagem do lixo de várias residências, proposta de coleta seletiva na bairro; c) no Parque Estadual da Serra Azul; e d) no lixão da cidade. A pesquisa foi realizada durante o ano de 1998 e, ao final deste, foi realizada a I FEIRA DE CIÊNCIAS da Escola, cujo tema foi: "LIXO x RECICLAGEM x MEIO AMBIENTE", onde foram apresentados os resultados das atividades realizadas ao longo daquele semestre. Concluímos que ao longo deste trabalho iniciamos um processo de sensibilização e mobilização da comunidade escolar no sentido de buscar soluções para aqueles problemas, e também, um processo de sensibilização dos moradores do bairro com relação à importância e necessidade de se fazer uma coleta seletiva dos materiais recicláveis existentes no lixo urbano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Barra do Garças
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
1998
Localização Eletrônica
https://earte.fe.unicamp.br/index.php/node/82554

O manguesal do Pina: a representação sócio-cultural de uma paisagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezerra, Onilda Gomes
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Edvânia Torres Aguiar
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Natureza
Manguezal
Paisagem
Meio-ambiente
Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo compreender a relação do homem com o seu meio a partir das atitudes e posturas que ele assume diante dos elementos naturais, evidenciadas em seu ambiente vivido. Relação homem-meio, consequência do arcabouço psíquico e sócio-cultural do ser humano. Para consecução do objetivo desta pesquisa, optou-se como objeto de estudo o Manguezal do Pina trata-se de um representativo exemplar da paisagem e formação urbana da cidade do Recife, reunindo características propiciadoras a elucidação da questão tratada. A temática enfocada é vista sob a ótica da Fenomenologia que trata da essência das vivências humanas mediante apreensão do significado dos acontecimentos e fatos empíricos. Apresentando-se como aporte teórico-metodológico possível de tratar a problemática apresentada, situa-se no cerne das preocupações da Geografia Humanística. Adota-se o conceito de paisagem como categoria de análise e como um meio para se atingir e/ou se aproximar da questão principal. Paisagem para além da acepção do aspecto estético e visual expressa sob forma de representação. A representação do Manguezal do Pina é captada a partir das falas e depoimentos dos grupos de pessoas, previamente selecionadas, que interagem de forma contudente com o objeto: moradores ribeirinhos de baixa renda, moradores ribeirinhos de classe média alta, especialistas e técnicos da área de meio ambiente, ambientalistas e o poder público. As representações reveladas expressam o conteúdo da relação estabelecida entre esses grupos e aquele elemento natural evidenciando o caráter da subjetividade psico-social e cultural de cada grupo considerando o seu ambiente vivido, a sua vivência e experiência em relação ao Manguezal. Sob a perspectiva teórico-metodológica, abrem-se alternativas quanto à adordagem da relação homem-meio mediante análise das representações da paisagem urbana à luz da experiência vivida, sedimentada histórica e culturalmente. Outrossim, salienta-se a possibilidade de utilização dessa abordagem como instrumental ao planejamento urbano e/ou  estudos acerca do fenômeno urbano. Porém, a reflexão maior desta pesquisa é o levantamento de questionamentos do caráter teórico-filosófico-cultural da relação homem-natureza que põe em xeque a discussão dessa relação no momento atual.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Manguezal do Pina
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1998-2000

Uso e ocupação do solo da Microbacia do Lajeado São José - Chapecó - SC e seus reflexos na qualidade ambiental

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gonçalves, Odete Catarina Locatelli
Sexo
Mulher
Orientador
Scheibe, Luiz Fernando
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Microbacia do lageado
Chapecó
Qualidade da água
Resumo
A presente dissertação de mestrado trata do uso e ocupação do solo da APA (Área de Proteção Ambiental) da Microbacia do Lajeado São José - Chapecó-SC, responsável pelo abastecimento público da maior parte da população dessa cidade, e localizada entre 26º 5 8' 40" e 27º 07' 00" de Latitude Sul e 52º 35' 31 " e 52º 41' 34" de Longitude Oeste. Para o mapa de uso e ocupação do solo foram usadas as fotografias aéreas de 1978 (1:25.000), 1988 (1:10.000) e 2000 (fotos oblíquas de sobrevôo para a pesquisa). Na margem direita do Lajeado são predominantes e intensas as atividades agropecuárias, e na margem esquerda desenvolveu-se uma expansão urbana-industrial. Foram coletadas amostras de água do lajeado e principais afluentes, para análise química para metais e de parâmetros de potabilidade. Os resultados mostram teores de metais pesados muitas vezes acima dos máximos permitidos pelo CONAMA (Res. 020/86) para águas destinadas ao abastecimento público, bem como elevado grau de contaminação orgânica, demonstrado pelos altos indices de coliformes totais e fecais, tanto na área agropecuária da margem direita (caso das amostras 4, 5, 15, e 8, por exemplo), como na urbano-industrial situada na Zona de Uso Especial (ZUE) que corta longitudinalmente a APA, na margem esquerda do Lajeado (p. ex. amostras 2 e 14). Estes indices de poluição comprometem a qualidade da água e conseqüentemente a qualidade de vida da população que se serve desta água. A poluição nas áreas de cultivo, é ligada aos aviários e chiqueirões, bem como aos estábulos com gado leiteiro, indica que não tem sido suficientes as técnicas preconizadas para o controle do lançamento dos dejetos orgânicos, e provavelmente dos agrotóxicos e outros insumos, nesta área de drenagem. Na margem esquerda da Microbacia, há carência de obras de saneamento, face aos problemas ambientais causados pelo lançamento de efluentes na drenagem. Considerando a importância das atividades desenvolvidas na Microbacia do Lajeado São José, faz-se portanto necessário, para paralelamente preserver os recursos hídricos da mesma bacia, disciplinar e controlar de forma mais rígida a ocupação e os usos do solo, e implementar formas de recuperação através do conveniente tratamento de águas residuárias, sanitárias e industriais. Assim, um plano de ação a ser desenvolvido nesta Microbacia deveria, entre outras providências, contemplar levantamentos de dados quanto à área total de terra cultivada, os diferentes tipos de cultivo e os fertilizantes químicos e agrotóxicos utilizados; buscar a diminuição e até a supressão do uso desses insumos; o equacionamento da quantidade de aviários/chiqueirões e de gado, em proporção a área de terra utilizada, bem como o controle do destino dos dejetos de suínos, quanto à vulnerabilidade das diversas áreas de aplicação; medidas para a recuperação da mata ciliar em toda a faixa de proteção legal; o levantamento, junto às indústrias, do destino e da qualidade dos resíduos industriais por elas lançados; exigir tratamento prévio de todos os resíduos, e estabelecer sistema de saneamento básico para captação dos efluentes já beneficiados; a urgente necessidade de saneamento básico nos loteamentos e áreas já urbanizadas desta área, bem como no campus da UNOESC e na área da EFAPI, priorizando-o até mesmo em relação às necessidades deste saneamento no centro da cidade. É importante ter presente que não se trata de desestabilizar as atividades agropecuárias e industriais, nem de desalojar as populações já residentes, mas de buscar a cooperação de todos, através da educação ambiental, e a aplicação das normas legais, buscando melhores condições de vida para todos.
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Região
Microbacia do Lajeado São José
Cidade/Município
Chapecó
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
1978-2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/78711?locale-attribute=pt_BR

A Virada da Canoa: as implicações do turismo na dinâmica espacial de Canoa Quebrada (Aracati-CE)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Marcia Moura dos
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Maria Geralda de
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo
Ambiente
Degradação
Resumo

Nos últimos tempos, o turismo tem revelado ser muito mais que uma simples atividade econômica. Tornou-se uma prática social capaz de gerar profundas mudanças na configuração espacial dos lugares onde ele se insere. No Ceará, assim como em outras regiões de países periféricos, o turismo se desenvolve como uma via que levará à solução dos seus problemas e ao fortalecimento de sua economia. Assim, na ânsia de beneficiar-se com esta atividade, governantes comumente incentivam o desenvolvimento turístico sem que se tenha feito um planejamento prévio para minimizar os possíveis impactos aos "espaços turísticos". Além disso, as políticas públicas, na maioria das vezes, tem um caráter geral, não considerando as especificidades locais. Nesse estudo, analisa-se as mudanças causadas pelo turismo em uma área receptora e as políticas direcionadas ao turismo no Brasil, especilamente no Nordeste e no Ceará. Como recorte espacial para esta análise foi selecionada a comunidade de Canoa Quebrada, por ser uma área onde o turismo se iniciou espontaneamente e que do fluxo turístico não foi acompanhada de um planejamento, resultando hoje num espaço degradado de ponto natural, cultural e social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Canoa Quebrada
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
1998-2000
Localização Eletrônica
http://observatoriodageografia.uepg.br/s/ogb/item/94481

A idéia de Natureza na Prática Cotidiana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barbosa, Eliana Marta
Sexo
Mulher
Orientador
Casseti, Valter
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFG
Idioma
Português
Palavras chave
Natureza
Prática cotidiana
Resumo

O conceito de natureza atravessa diversas vertentes epistemológicas, muito mais filosóficas do que propriamente sociais. Por isso busca-se, nesse trabalho, demonstrar a relação existente entre o conceito de natureza adotado na academia e a ideia de natureza concebida pela população, a partir da prática estabelecida no local de moradia. Ressalta-se que o crescimento acelerado e desordenado das cidades, fruto dos frutos migratórios inter-regionais e do êxodo rural, acarretou diversas consequências socioambientais. Esses fatores, somados à política imobiliária colaboram para a ocupação de áreas de risco, pois ao se considerar o solo como mercadoria, legitimaram-se a propriedade privada e a ocupação diferencial do espaço. Goiânia não foge deste contexto. As característica morfológicas favoráveis do seu relevo fizeram-na configurar-se como local apto à ocupação, e as restrições, ao direcionamento a áreas com declividades acentuadas, a fundos de vales e a áreas de proteção ambiental. Todavia, o que se verifica é um incremento na ocupação de áreas de risco. É o caso dos setores que compõem a sub-bacia hidrográfica do córrego Palmito, ocupados pela população de baixa renda, por meio de loteamentos irregulares. Essas áreas tornam-se susceptíveis aos "azares da natureza". Por outro lado verifica-se, também, no sítio urbano de Goiânia, a ocupação, na forma de loteamentos regulares, de área de risco, propiciada pelo acesso à recursos tecnológicos, que possibilitaram ultrapassar a vulnerabilidade do relevo, através de uma boa infraestrutura. Neste caso insere-se o Setor Gentil Meirelles, que possui como atrativo a possibilidade de uma ampla visão das áreas centrais de Goiânia favorecida pela inclinação de seu relevo. A partir da ocupação diferencial do espaço, da morfologia do relevo, da relação estabelecida com o lugar de moradia, em detrimento das condições socioeconômicas e culturais, pode-se, enfim, ter uma idéia distinta da natureza: de virtuosidade ou de hostilidade. Compreender a idéia de natureza utilizada pelo moradores dessas áreas permite levantar subsídios para dar-lhe um tratamento dialético.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1275/o/2000_MORAIS_ELIANA_MARTA_BARBOSA_DE_-_A_ID%C3%89IA_DA_NATUREZA_NA_PR%C3%81TICA_COTIDIANA.pdf

A Cartografia Ambiental para o Município de São Sebastião - SP: Análise e Reflexão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Paulo Ricardo Brum
Sexo
Homem
Orientador
Martinelli, Marcelo
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia ambiental
Mapa síntese
Resumo

O presente estudo apresenta uma visão integrada dos elementos e fatores que compõem o ambiente do município de São Sebastião — estado de São Paulo — através de uma cartografia ambiental. Essa representação é baseada em metodologia ainda em processo de sistematização. Fundamentalmente pela questão do atual estágio de desenvolvimento daquilo que, no contexto mais amplo da cartografia, pode ser considerado como uma cartografia ambiental. O município de São Sebastião possui uma variedade bastante significativa de elmentos e fatores que compõem o quadro geográfico. Para alcançarmos o objetivo de produzir um estudo ambiental, analisamos uma série de informações sobre as disciplinas do quadro natural (geologia, geomorfologia, vegetação e climatologia) e antrópico (histórico, da ocupação, uso da terra, urbanização, apropriação de recursos). Abordamos esses temas de forma integrada através de uma perspectiva da cartografia como um meio de comunicação, preocupada com os potenciais usuários. Os mapas de tipos de relevo e estrutura geológica foram fundamentais para a definição de três grandes sistemas ambientais que contribuiram para chegarmos ao mapa síntese de Unidades Ambientais. O mapa das Unidades Ambientais é o resultado das análises e reflexões das características de cada elemento e fator que compõem o ambiente do município, permitindo a espacialização das características mais homogêneas. Este estudo fornece também indicativos através de um preliminar diagnóstico dos problemas ambientais configurados no município, que podem ser utilizados por setores de Planejamento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Sebastião
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001078910

Lugar e Cidadania: Implicações Socioambientais das Políticas de Conservação Ambiental (situação do Parque Estadual de Ilhabela na Ilha de São Sebastião-SP).

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Furlan, Sueli Angelo
Sexo
Mulher
Orientador
Titarelli, Augusto Humberto Vairo
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento ambiental
Biogeografia
Ilhas
Ilha Bela
Resumo

Neste trabalho discute-se como moradores da Ilha de São Sebastião percebem e interpretam as políticas públicas de conservação ambiental em seu município, particularmente sua relação com o Parque Estadual de Ilhabela. O estudo partiu das seguintes hipóteses: A criação de áreas protegidas gera impactos sociais que se desdobram em impactos ambientais dentro e fora do perímetro da unidade de conservação; As "não políticas", são as políticas que vigoram nas situações socio-ambientais mais conflitivas e delas decorrem os principais impactos socio-ambientais. Salvo algumas exceções, ainda não existem planos de manejo, que contemplem adequadamente a participação dos moradores de UCs. Na Ilha de São Sebastião o Plano de Gestão Ambiental foi implantado sem que estudos necessários sobre as áreas a serem protegidas tivessem sido realizados, em particular no que se refere aos aspectos eco-geográficos, populacionais e sócio-culturais. Esta situação continua mesmo depois de uma sucessão de iniciativas recentes que permanecem sem continuidade. Para discutir essas hipóteses foi feita uma caracterização ao geral da ilha partindo de duas grandes noções de tempo: o tempo biogeográfico e o tempo social. Em seguida discutem-se as concepções de políticas públicas de criação de unidades de conservação fazendo uma retrospectiva histórica e contextualizada no Brasil. A partir de uma análise da percepção ambiental discutem-se as políticas públicas de criação de unidades deconservação, e sua relação com lugar e cidadania. Para isso alguns concertos foram centrais: território, natureza e lugar como expressão da ilheidade e a insularidade, conceitos propostos por Moles (1982), Péron (1993), Coddacioni-Meisterheim (1989) e Diegues, (1998). Tratamos da representação simbólica nas falas dos moradores que partem de atitudes que não se explicam apenas pelas relações de trabalho ou com o mercado social. O território como lugar e a identidade, não podem ser compreendidos em si mesmos, há sempre uma mediação com os objetos ou a materialidade do lugar. Analisa-se, também, a progressão do desmatamento nas últimas décadas discutindo sua natureza e, em particular, as implicações sociais e ambientais da criação do Parque para as comunidades de pescadores. O desmatamento foi analisado porque quase todas as políticas públicas tiveram como início sua contenção. O estudo do desmatamento foi feito utilizando-se análise digitalizada de Imagens de Satélite Landsat e levantamentos de campo. Conclui-se que a velocidade com que o turismo de segunda residência e hotelaria se implantou na ilha vem mudando o estilo de ocupação, principalmente na ausência de políticas públicas. Na ocupação desordenada em toda orla voltada para o canal de São Sebastião o desmatamento foi estimado em 5% para o período de 1986 a 1997. Foram feitos também dois ensaios de estudo fitossociológicos com o objetivo de caracterizar a mata em escala local. Esses ensaios foram úteis para discutir um possível manejo dessas florestas para recuperação ambiental do parque onde há maior progressão do desmatamento, ou na área tampão ao parque visando implantação de florestas sociais de médio e longo prazos para as comunidades caiçaras. A conquista da cidadania não é uma questão de reconhecer ou conceder a alguém direitos. Mas efetivamente uma apropriação civil dos direitos e liberdade democrática num processo construtivo de um novo modelo de sociedade civil. Mas aprender a ser cidadão em realidades socialmente tão desiguais como a nossa é uma conquista que depende de muitas contingências. Discutimos vários aspectos de como se determina o futuro de lugar nele e fora dele. Daí usarmos conquista da cidadania, para nos referirmos ao fato de sua ausência para muitos moradores de Ilha Bela. Esta conquista depende de vontade política mas também de mudanças nas mentalidades. Assim poderá atingir a todos os grupos sociais envolvidos na conservação socio-ambiental. As concepções de mundo, de natureza, de inter-relações são essenciais nesta conquista. São aspectos complexos e difíceis de serem analisados. Mas aos poucos podemos buscar compreendê-los. Em Ilhabela os ilhéus valorizam as singularidades do ambiente insular e refletem sobre o modo como se pode utilizá-lo e conservá-lo, questionando ao mesmo tempo como torná-lo lugar de melhores condições de vida. O fato de perceberem que isto é necessário para todos os ilhéus e não apenas para uma parte de seus moradores e freqüentadores é um passo essencial, uma possibilidade de uma nova pedagogia para a cidadania. Isso implica em questionar o quanto se conseguiu conservar de florestas sem degradar a vida das próprias pessoas, comparando usos, idéias e projeções que as pessoas tem de seu lugar. As estratégias de conservação das florestas no modelo vigente não tem obtido os resultados esperados. O desmatamento, seu principal paradigma, continua. Evidentemente a política de UCs, obteve resultados positivos no litoral excluindo da voracidade neoliberal alguns setores de mata. No entanto, não vem criando políticas públicas para atuar na causa do desmatamento. As políticas são contraditórias e nas situações mais conflitivas prevalecem as não política

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Iha Bela
Localidade
Parque Estadual de Ilha Bela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001121263

Comunidade tradicional e preservação ambiental: uma interpretação das representações sociais de agricultores familiares do entorno do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), MG

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Ivone Adelina de
Sexo
Mulher
Orientador
Neto, Canrobert Penn Lopes Costa
Ano de Publicação
2000
Programa
Sociologia
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunidade tradicional
Agricultores familiares
Preservação
Resumo

A presente dissertação analisa as relações que os agricultores familiares da comunidade de Celeste — município de Marliéria/MG — possuem com o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), bem como as relações entre a forma de reprodução familiar que os mesmos adotam e a preservação ambiental. Esta comunidade foi atingida, especialmente em seu modo de vida com a implantação do PERD. No processo de desapropriação da área-própria do modelo de implantação de Parques adotado no Brasil — os ancestrais desses agricultores resistiram à adaptação em outras áreas, permanecendo no entorno do mesmo — hoje denominada de "zona tampão". A partir da trajetória histórico-humanística dos habitantes desta comunidade, privilegiando o campo das representações sociais, foi possível perceber que esses agricultores estabelecem uma relação específica com a "rata", patrimônio do Parque, dirigindo-se a ela de forma integrada; perceber os embates que os mesmos travam, por viverem em área normatizada quanto a sua utilização; visualizar a importância da família como locais de reprodução de valores; as reações dos referidos sujeitos frente ao desenvolvimento urbano e industrial da região; e a postura tomada por eles frente à preservação ambiental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Marliéria
Localidade
Parque Estadual do Rio Doce
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I