Novo Muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulista
Novo-muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulistana propõe uma reflexão sobre a produção da artista-pesquisadora e seu processo, em consonância com outros artistas da nova escola e os afetos que se desdobram das mesmas nos corpos da cidade. Nesta pesquisa, desenvolvida a partir da vivência nesse ambiente, o foco são as intervenções urbanas contemporâneas, no campo da pintura de rua, nas últimas décadas (2000 - 2010) e seus impactos, tanto em uma perspectiva local, quanto em um panorama da cidade. Há também, os impactos de três experiências da autora como arte-educadora em projetos sociais também em São Paulo, com a linguagem da pintura mural, nos corpos e espaços envolvidos. Os projetos são: o “Educação com Arte”, através da ONG CENPEC, na Fundação Casa; o “Jovens Urbanos”, também junto ao CENPEC, em diversos bairros periféricos com alto índice de vulnerabilidade e a “Fábrica de Cultura” da Brasilândia, através da ONG POIESIS. Novo Muralismo é o nome usado para tratar desse conjunto de obras de um grupo de artistas que rompe com a estética do hip hop, traz uma diversidade de referências, estilos e técnicas dando continuidade à história da pintura de rua com herança no muralismo latino-americano, conhecido também como nova escola. Estes trabalhos refletem o amadurecimento e consolidação desta história. O assunto é pouco discutido nos museus, sendo relevante evidenciar o potencial transformador dessa linguagem, analisando o antes e depois da intervenção no espaço público. Para isso, com respaldo teórico e prático, diferentes estéticas foram investigadas, de um recorte de artistas escolhidos para ilustrar tal fenômeno e mostrar os murais e seus impactos nos lugares, algumas de suas intervenções em espaços públicos e seus respectivos efeitos nos ambientes. A relação corpo-espaço do público e dos artistas no antes e depois da obra, do local e do conjunto de intervenções na cidade foi o foco principal da pesquisa, bem como as diferentes poéticas, a discussão sobre a questão do artivismo, passando pelo site specific, pelo recente boom dos murais em fachadas de prédios e suas transformações na paisagem urbana em São Paulo.