Espaço urbano

Habitação social: o graffiti como catalisador para ressignificação dos espaços coletivos e inclusão social

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pugliesi, Livia Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Pina, Silvia Aparecida Mikami Goncalves
Ano de Publicação
2019
Programa
Arquitetura, Tecnologia e Cidade
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte Urbana
Habitação de Interesse Social
Graffiti
Espaço público e coletivo
Resumo

A questão da habitação social no Brasil tem sido tratada principalmente pela abordagem quantitativa, ou seja, pela construção numérica de unidades habitacionais para a população de mais baixa renda. Nesta orientação, os Programas Habitacionais brasileiros recentes priorizam a construção do maior número de unidade habitacional para suprir a demanda existente e, nesse cenário, os espaços públicos e coletivos das áreas habitacionais sociais são negligenciados, provendo apenas a função de circulação entre os blocos. Adotar o espaço público e o coletivo para promover a permanência e o convívio entre as pessoas e estimular a vida cotidiana não tem sido considerado um dos elementos principais dos projetos desenvolvidos. Como consequência, a segregação socioespacial se fortalece, deteriorando as relações sociais entre os moradores. O direito à cidade, frequentemente negado nestes contextos, poderia ser conquistado através da expressão das pessoas no meio urbano e, nesse sentido, a arte urbana possui um papel fundamental, pois se firma como função social da apropriação do espaço, o que possibilita a busca pela compreensão da cidade pela sociedade. Assim, o objetivo deste trabalho é identificar como o graffiti pode ser um importante catalisador para a qualificação socioespacial dos espaços públicos e coletivos das Áreas Habitacionais de Interesse Social. Para tanto, realiza-se uma pesquisa exploratória e qualitativa que se configura num estudo de caso, destacando duas unidades de estudo: o Conjunto Habitacional Parque do Gato e Comunidade da Água Branca, ambos na região central da cidade de São Paulo. Os resultados desta pesquisa permitem compreender a questão espacial nos conjuntos habitacionais e constrói referências interessantes para que o graffiti possa ser explorado como um instrumento catalisador importante em projetos habitacionais e urbanísticos, especialmente na concepção projetual para qualificação dos espaços públicos e coletivos em áreas habitacionais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Conjunto Habitacional Parque do Gato
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Comunidade da Água Branca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7724698

Quando a rua vira point: Práticas juvenis e pixadores no centro de São Paulo (2017-2019)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Piaia, Danilo Mendes
Sexo
Homem
Orientador
Frehse, Fraya
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Práticas juvenis
Usos da rua
Centro
São Paulo
Pichação
Resumo

A pesquisa que deu origem a esta dissertação se insere no campo dos estudos sobre juventude e cidade, ao tematizar as práticas juvenis nos lugares públicos do centro da cidade de São Paulo em anos recentes (2017-2019). Guiada pela indagação sobre quais são os usos que os protagonistas de práticas ditas juvenis fazem da rua do centro paulistano nos dias de hoje, a investigação teve como foco os usos que os adeptos da prática da pichação – isto é, de uma forma peculiar de comunicação gráfica no âmbito do grafite de rua – fazem de seu principal ponto de encontro semanal para fins de interação social pública com terceiros: um trecho específico, o chamado point, da Rua Dom José de Barros, no bairro República. Com base no método etnográfico, que implicou uso das técnicas da observação participante nos encontros com os pixadores no point, e de entrevistas semiestruturadas com cinco de seus frequentadores, a pesquisa teve como objetivo, de um lado, analisar os padrões de interação verbal e não verbal vigentes no ponto de encontro de pixadores em questão; de outro lado, descobrir traços do perfil social desses frequentadores e as representações que compartilham sobre o lugar onde se dão seus encontros. Para aquilatar a dimensão social desses dados etnográficos todos na segunda parte da dissertação, identifico, na primeira, representações produzidas em outros dois lugares sociais acerca das práticas juvenis na rua do centro paulistano nas últimas quatro décadas: as ciências sociais e a imprensa escrita. Assim, foi possível conhecer sociologicamente as regras de comportamento corporal e de interação social no referido point dos pixadores, afora representações compartilhadas por frequentadores já adultos sobre tal local, a rua, o centro e o espaço público. As regras de conduta vigentes nas interações sociais ali promovem a acessibilidade de terceiros para fins da sociabilidade entre pares pixadores. Já as representações reveladas a respeito do ponto de encontro o apontam simultaneamente como “lugar” e “momento” de reunião pública dos pixadores, frequentado há anos por esses protagonistas, da adolescência até a fase adulta.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
República
Logradouro
Rua Dom José de Barros
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7953668

Engodo na arte contemporânea: A luta da pixação contra o campo da arte: uma escultura social

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Franco, Sergio Miguel
Sexo
Homem
Orientador
Barros, Sergio Miceli Pessoa de
Ano de Publicação
2018
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Sgraffito
Flâneur
Revolução Simbólica
Pierre Bourdieu
Resumo

Este doutorado apresenta a pixação como um fenômeno urbano, típico da cidade de São Paulo. Caracteriza-se pelo uso ortográfico da letra X (xis) na sua nomenclatura e de uma sociabilidade que amplia a rede de relações dos indivíduos, podendo expandir-se para a integralidade do território da metrópole. Além do estudo detalhado sobre o fenômeno em questão, compara os pixadores aos bandeirantes que iniciaram o reconhecimento do território do país nos primórdios do séc. XVI, partindo com as bandeiras das monções no rio Tietê, em Porto Feliz, cidade localizada no interior do Estado de São Paulo. Esta pesquisa estuda um conjunto de pixadores, responsáveis por um movimento de conquista no campo da arte contemporânea. Situa-os em eventos internacionais na cidade de Paris, em França, e Berlim, na Alemanha, ao mesmo tempo em que faz um retrato dessas metrópoles modernas no século XIX. Como metodologia, este trabalho perpassa por uma etnografia atual de 7 pixadores; dois já falecidos e uma mulher. Na etnografia dos entes presentes, o pesquisador contribuiu na expografia de suas obras de arte como curador, algumas transformadas em projetos e exposições. Acrescenta ainda um projeto de exposição para a cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, ainda não realizado com os pixadores em questão. Com isso, consolidou a confiança e a reciprocidade, entre pesquisador e pesquisados, necessárias para a obtenção de informações privilegiadas, responsáveis pelo desenvolvimento deste trabalho. Em relação à etnografia da pixadora presente no doutorado, foi feita uma comparação entre sua pixação e uma pintura do final do século XV, em Roma, do autor Caravaggio.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
França
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Alemanha
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Estados Unidos
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7951042

Mulheres no graffiti: perspectivas da prática em contexto metropolitano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Figueiredo, Ana Luisa Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Lopes, Ruy Sardinha
Ano de Publicação
2018
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Gênero
Interseccionalidades
Feminismos
São Paulo
Resumo

Entende-se graffiti como um fenômeno urbano por excelência. Cena, espaço e sociabilidades, em determinado espaço de tempo configuram certas territorialidades. Por meio de interlocução com quatro grafiteiras traçou-se uma área de estudo que relaciona as cidades de Diadema e Embu das Artes em relação a capital São Paulo dentro de uma cena feminina de graffiti. Com estudos de caso e pesquisa de campo, foram estudadas a vida, processos de trabalho, posicionamento e relações entre quatro grafiteiras e seus trabalhos nesta cena. Ao se identificarem enquanto mulheres negras, foram trabalhadas as questões gênero, raça e classe no âmbito do feminismo interseccional e buscou-se aporte teórico no que dizem as feministas negras, sobretudo as brasileiras. Discute-se também a presença das mulheres nas cenas do graffiti tanto no Brasil como no exterior e, como, por meio dos feminismos elas se relacionam com o fenômeno e membros de diferentes gerações. Atualmente os grupos e redes que se formaram ao longo dos últimos anos estão utilizando o graffiti como ferramenta para discutir questões mais amplas e as mulheres, em processo de empoderamento, se colocam para disputar espaços de poder dentro da cena. Assim, essas mulheres de raças, classes, idades e sexualidades distintas traçaram e continuam a contribuir para a história do graffiti em São Paulo, não somente nas ruas, mas em espaços de educação, debate e decisão.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Diadema
Embu das Artes
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7713359

Pixação e percepção geográfica no hipercentro de Belo Horizonte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Rodrigo Guedes Braz
Sexo
Homem
Orientador
Diniz, Alexandre Magno Alves
Ano de Publicação
2019
Programa
Geografia
Instituição
PUC-Minas
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Pixação
Percepção geográfica
Belo Horizonte
Hipercentro
Resumo

A pixação é uma manifestação gráfica, predominantemente desenvolvida por meio da escrita ou de desenhos mesclados com escritas, que faz uso de símbolos ou letras muitas vezes de difícil interpretação, quase enigmáticos e geralmente grafados em uma única cor. A presente pesquisa teve como objetivo geral identificar como os pixadores que atuam em Belo Horizonte percebem e valorizam os aspectos presentes na paisagem urbana, com o fim de compreender os elementos que os influenciam na seleção dos locais a serem pixados. Neste estudo, de percepção e comportamento urbano, buscou-se, com base na perspectiva dos pixadores entrevistados, mostrar como eles apontam os locais “desejados” ou “evitados” em suas práticas. Para tal, utilizou-se na metodologia escolhida: a) “mapa de rotulação”, que ajudou a captar e expor o conhecimento dos entrevistados acerca da área estipulada para esta pesquisa; b) imagens de fachadas de prédios e casas, buscando explorar a seletividade espacial e os significados dos espaços no processo de pixação, em uma escala espacial mais aproximada; c) roteiro de entrevista, com perguntas abertas, previamente definidas, que possibilitaram aos entrevistados discorrer sobre o tema proposto. Os resultados gerais deste trabalho revelaram que os pixadores possuem uma lógica espacial que privilegia e/ou evita locais baseados no conjunto de atividades e funções urbanas ali presentes e, também, relacionados aos grupos de pessoas que pela região circulam. Concluiu-se por meio desta pesquisa que os pixadores, enquanto agentes produtores do espaço urbano, vivenciam um conjunto de percepções, representações e valores singulares acerca da cidade e dos espaços onde estão inseridos. Tal lógica espacial resulta na produção de um conhecimento dessa cidade comum entre os atores pertencentes a esse grupo e, também, em uma criteriosa avaliação dos locais desejados, bem como dos locais a serem evitados no encaixe de uma inscrição.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7672676

Escritores Urbanos: uma pesquisa sobre a prática da pixação em Curitiba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Andrade, Felipe Vinicius De
Sexo
Homem
Orientador
Czajka, Rodrigo
Ano de Publicação
2019
Programa
Sociologia
Instituição
UFPR
Idioma
Português
Palavras chave
"Pixadores"
"Pixação"
Espaço urbano
Cultura
Sociabilidade
Resumo

Este estudo tem como principal objetivo a compreensão das práticas da “pixação” em Curitiba e região, analisando os discursos que envolvem essa forma de linguagem na cidade. Será discutido, primeiramente, quais são as relações entre a “pixação” e o graffiti, assim como a forma de atuação do “pixo” no espaço urbano brasileiro. Também será apresentada, uma discussão teórica e metodológica, explorando os meios utilizados para a realização desta pesquisa (inside) e abordagens teóricas que contribuem para o entendimento da “pixação” enquanto cultura. Por fim, será feita uma descrição sobre os dados levantados, a partir de uma pesquisa de campo, ressaltando a dinâmica da “pixação” em Curitiba, com base nos relatos dos “pixadores”. A pesquisa evidencia a memória do “pixo” na cidade e aspectos de sua sociabilidade, pois a “pixação” é também, consequência e parte do arranjo urbano curitibano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7655156

Palimpsestos de resistência: grafismos mortuários, religião implícita e governo marcial na cidade do Rio de Janeiro no início do século XXI

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bizarria, Júlio César de Lima
Sexo
Homem
Orientador
Gomes, Edlaine de Campos
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
biopolítica
religião e religiosidades
memória social
grafite e arte urbana
subalternidade
Resumo

A presente tese busca abordar o tema sensível do trabalho de memória em torno de mortes produzidas por agentes do Estado e outros operadores profissionais ou cotidianos da violência física na cidade do Rio de Janeiro. A pesquisa, desenvolvida em contexto de grave contrição do regime político, com ameaças aos direitos humanos e às liberdades democráticas fundamentais, assumiu como premissa central a necessidade de preservar potenciais interlocutores e participantes a partir o foco sobre os registros materiais dessas práticas de memória na cidade, particularmente, de grafismos realizados em epígrafe à morte de pessoas consideradas individual ou coletivamente. Essas homenagens, tanto pelas situações-limite que lhes dão causa, quanto pelas práticas de memória que lhes precederam, colocam-se na vizinhança de manifestações implícita e explicitamente religiosas que encartam a centralidade da população subalternizada na vida da cidade. Essas pessoas, historicamente circunscritas, a partir de variáveis sociais e raciais, a territórios específicos de violência e exceção política, são consideradas, ao mesmo tempo, como alteridade fundamental do poder necropolítico local e como subjetividade prototípica para o regime político em gestação no Brasil de começos do século XXI. Realizando uma série de experimentos éticos, políticos e metodológicos sobre as formas de pesquisa social possíveis em tal contexto, foi proposto o objetivo principal de analisar os regimes de produção, circulação e sucessão de memórias e grafismos destinados a epigrafar a morte violenta na cidade em face dos aspectos implícita e explicitamente religiosos que eles contêm e de seus efeitos sobre a conformação local do fechamento do regime político brasileiro na década atual. Sob diversos prismas de análise do fenômeno religioso contemporâneo, as mediações pararreligiosas dos grafismos mortuários se apresentam como recursos metaideológicos de potência apreciável, permanentemente disponíveis para a resistência das populações subalternizadas. Os grafismos, por outro lado, considerados como objetos estruturantes dessas práticas de memória e como agentes de transformação urbana, funcionam de maneira bastante diversa com respeito às vidas epigrafadas, aos recursos — materiais, humanos e simbólicos — mobilizados para sua produção e à sua sanção social contextual. A agência objetal dos grafismos mortuários se apresenta em dois sentidos principais: como objetos de culto, são capazes de articular verdadeiras estelas ou altares urbanos, modificando aspectos materiais e funcionais de sua vizinhança imediata; como objetos de anátema, são capazes de afrontar decisivamente as bases dos poderes hegemônicos em uma região determinada da cidade, funcionando à maneira de agentes necrotizantes do tecido urbano e promovendo, a partir das potências da morte e da putrefação, a emergência de novas hegemonias. Apropriadas e amadurecidas por uma militância capilar ao longo de várias décadas, potenciadas pela situação extrema da morte necropolítica, as mediações pararreligiosas passam a integrar um amplíssimo repertório de temas, imagens e afetos, de existência tão difusa e imemorial quanto o mito e o folclore. Enquanto a circunstância dos militantes se insinua em direção à totalidade da pólis, essas mediações são, afinal, vertidas para fora das militâncias, em direção a aliados, a inimigos, ao transeunte incidental e perplexo — a todos nós.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Início do século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8227605

PAISAGENS-GRAFITE EM SÃO PAULO: reinvenções da vida urbana e do habitar as cidades

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Freitas, Patricia Ponte De
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Maria Auxiliadora Da
Ano de Publicação
2019
Programa
Geografia
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
São Paulo
grafite
paisagem
urbano
habitar
Resumo

Quando passamos pelas ruas das grandes cidades, é muito difícil não encontrarmos grafites ao repararmos em suas paisagens. Em algumas, eles são quase onipresentes; em outras, requerem um pouco mais de atenção para serem notados. Fenômeno cuja origem data do final da década 1960, o grafite contemporâneo tem passado por importantes transformações nas últimas décadas, decorrentes da sua inserção no mercado formal de arte e das novas relações travadas com as gestões municipais. No caso específico da cidade de São Paulo, encontramos um campo fértil de observação e investigação dessa atual conjuntura, em uma cena que é considerada das mais dinâmicas do mundo. Com essa pesquisa, buscamos compreender os processos de criação espacial que dão origens a essas paisagens – as paisagens-grafite -, a partir das experiências de seus criadores, os grafiteiros. Para tanto, realizamos entrevistas e os acompanhamos em suas diversas práticas, buscando revelar os significados dessas experiências espaciais e as formas pelas quais elas podem transformar suas relações com a cidade e suas maneiras de habitá-la. Seguindo o método fenomenológico, visamos aliar nossa prática de campo ao entendimento do mundo-da-vida geográfico, das intersubjetividades e das aparições dos fenômenos, em uma perspectiva fundamentada nas contribuições de autores como Edward Relph, Sartre e Merleau-Ponty. Aprofundando-nos nas paisagens como experiência, contamos com as bases teóricas propostas por Eric Dardel, Augustin Berque, e, especialmente, Jean-Marc Besse, que nos leva à dimensão do habitar e suas relações com a vida urbana, entendida segundo o pensamento lefebvriano. Entendendo a cidade como obra e produto, originada dos processos de criação e produção espacial, buscamos também compreender as relações entre arte e grafite e as distintas modalidades relacionadas (arte urbana, street art e pichação) e as relações entre poder público e grafite, analisando como exemplos as gestões municipais de Fernando Haddad e João Dória. Por fim, buscamos analisar diferentes contextos do grafite no mundo a partir das experiências de campo em cidades europeias, a fim de identificar semelhanças e diferenças em relação ao grafite paulistano, visando compreender de forma mais ampla suas particularidades.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8533243

A elegia e o ibope do palimpsesto: territorialidades do Graffiti em Presidente Prudente-SP e São Paulo-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
De Queiroz, Agda
Sexo
Mulher
Orientador
Turra Neto, Necio
Ano de Publicação
2019
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Presidente Prudente
São Paulo
Territorialidades
arte urbana
Resumo

A proposta é construir um estudo comparativo entre as territorialidades do graffiti na cidade média (Presidente Prudente) e na metrópole (São Paulo). Para tanto, pretendemos retomar a trajetória histórica e geográfica do graffiti, suas transformações e difusões, que culminaram na cena graffiti contemporânea, tanto na escala global, quanto na escala contextualizada nas duas realidades de cidade. O graffiti aqui é entendido como um signo icônico, uma linguagem não-verbal, produto e produtor de identidades juvenis, e que, em uma relação dialética, é construído e constrói o espaço urbano de forma objetiva e subjetiva, por meio das territorialidades de seus agentes – e como um palimpsesto transforma a paisagem. Desembarcando em meados dos anos 1980 em São Paulo, quais foram as condições socioterritoriais necessárias para que ele se estabelecesse na cidade? Por que o graffiti só ocorreu em Presidente Prudente nos anos 1990? Serão algumas das questões que buscaremos responder.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7735926

ESCRITAS MARGINAIS URBANAS NAS RUAS DE SALVADOR: Cartografias e reescritas do Direito à Cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mariani, Carla Neves
Sexo
Mulher
Orientador
Portela, Thais De Bhanthumchinda
Ano de Publicação
2018
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
escritas urbanas
pichação
conflito
direito à cidade
Resumo

Esta conversa privilegia as margens - este interstício, ora lugar de encontros, ora lugar de tensões – que conduz a pensar Salvador, cidade negra, e suas escritas desautorizadas, que preenchem muros e superfícies à revelia das leis. Principia pelo diálogo entre as escritas marginais urbanas e o direito à cidade, entendido aqui como o fazer cotidiano das ruas, horizonte de emancipação e modo de existir. Defronta-se com os conflitos que têm como base a invenção de (i)legalidades para controle e homogeneização dos espaços urbanos. Interessa, pois, investigar como as estruturas de poder, mais precisamente o ordenamento jurídico-urbano, operam processos de marginalização e de invisibilização contra as expressões fora-da-lei, perseguição e apagamento lidas como face da necropolítica e do epistemicídio em curso. Como suporte metodológico, se orienta pela cartografia incorporada aos rolês, que parte da análise das Ocorrências de Flagrantes à pichação, feitas pela Polícia e Guarda Municipal, e caminha ao encontro dos muros, observando e provocando as múltiplas narrativas das ruas, acessando diversas camadas de percepção da cidade. Num constante estado de travessia, aposta, ainda, na experiência da escuta e da memória, para construção de imaginários mediativos, vislumbrando possíveis espaços de negociação nas disputas socioespaciais por visibilidade e por participação na vida urbana.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8903425