Serviços, espaços e práticas de lazer

O encontro das ruas pelos muros da cidade de Joinville (2006-2013)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Bruno Ramos
Sexo
Homem
Orientador
Assis, Glaucia De Oliveira
Ano de Publicação
2016
Programa
História
Instituição
UDESC
Idioma
Português
Palavras chave
Joinville
Migração
História do Tempo Presente
Grafite
Movimento Hip-Hop
Resumo

A presente dissertação versa acerca da cidade catarinense de Joinville, sendo esta uma localidade com inúmeras disputas, tensões e discursos relacionados ao seu caráter identitário e étnico, perpassando por discussões que envolvem e remetem aos processos e fluxos de migração ligados tanto ao seu passado de fundação durante a segunda metade do século XIX, bem como de uma história ligada ao tempo presente e as recentes movimentações dos anos 1980 e 1990. Durante a década de 1970 a cidade catarinense passou por um intenso processo de industrialização, voltando-se principalmente ao setor do metal-mecânico, que, por sua vez, atraiu e, sobretudo, necessitou atrair mão-de-obra de diversas localidades, dentre ela, a dos (i)migrantes. Este processo trouxe consigo a necessidade de revisar e repensar este “novo” fluxo migratório, bem como o seu caráter urbano (infraestrutura). Para além do capital humano ligado ao trabalho que ingressou em Joinville, outras práticas, tramas, redes-sociais e ideias adentraram os diversos espaços da cidade, acarretando em sociabilidades e experiências que, de certa maneira, destoavam, negociavam e abalavam os lastros de uma cidade que estabelecia uma nostalgia estetizada ao seu passado germânico, lançando-a em conectividade ao global. Dentre estas novas práticas sociais e culturais que configuram a cidade em seu tempo presente, tanto pela vinda de (i)migrantes internos por volta da década de 1980 e 1990, como pelas redes abertas por estes, se pode destacar o Movimento Hip-Hop e o Grafite que demonstram as transformações presentes na Joinville contemporânea, tanto em seus espaços físicos urbanos, quanto em sua presença na(s) programação(ões) de eventos culturais locais, a exemplo do Festival de Dança e o Encontro das Ruas, sendo este último criado no intuito de valorizar o Hip-Hop e os seus elementos, dando visibilidade, sobretudo entre os anos de 2006 a 2013, à cena do grafite local e a interação com grafiteiros/as de diversas cidades brasileiras. Estas novas modalidades de vivências e de se introduzir, identificar e relacionar com a urbe (e com os demais aspectos que envolvem o mundo e a cidade nos tempos atuais) se fizeram de forma conturbada, tendo como mediador, por vezes, a mídia e seus veículos de comunicação, sítios eletrônicos, portais e campanhas da cidade que lançavam olhares sobre estas novidades (Grafite ou Pichação? Prática que agride ou que agrada?), mas também a narrativa dos próprios grafiteiros e grafiteiras locais e as suas mais plurais produções de intervenção urbana. Neste diálogo aberto entre a historiografia joinvilense e estes mais variados elementos interligados com o tempo presente, fora possível identificar e perceber as permanências e rupturas acerca das experiências urbanas locais, sinalizando aspectos da trajetória desta prática (bem como do Movimento do Hip-Hop) para a urbe e o contato de alguns de seus praticantes com este cenário em constante estruturação.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Joinville
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4532773

DE PERIFERIA EM PERIFERIA”: os pixadores, seus espaços e circulações em Recife - Pernambuco

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Leao, Daniela Sales De Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Quadros, Marion Teodosio De
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Sociabilidade
Territorialidades
Antropologia Urbana
Resumo

O foco desta dissertação foi o estudo das relações de sociabilidade e mobilidade que são estabelecidas pelos pixadores na cidade de Recife – Pernambuco. Esse estudo realizado entre o ano de 2015 e 2016, teve como recorte principal o point da João de Barros, “a pelada dos pixadores”, frequentada por jovens de diferentes localidades, provenientes das periferias da cidade, que experenciam e estabelecem formas particulares de se relacionar com os espaços de sociabilidade demostrando a construção de regras internas e formas próprias de circulação, manifestações de identidade e territorialidades entre seus pares. Foram os estudos antropológicos, atrelados a proposta etnográfica dos espaços urbanos que erigiram as narrativas e compreensões analíticas desta pesquisa, resgatando as incorporações dos atores e suas práticas, para que possibilitasse pensar as dinâmicas que são construídas e estabelecidas da/na cidade. Desta forma, a pesquisa revelou que os próprios modos que estão divididos os aglomerados urbanos sugestionam a distribuição e as dinâmicas que são vivenciadas nos espaços e suas relações, repensando os discursos e compreendendo etnograficamente suas manifestações particulares e específicas. Frequentar o point e outros espaços de sociabilidade e lazer, como os bailes funks, facilitou esta compressão do modo como se constituem e se relacionam com a cidade, com os espaços e com aqueles que estão “de fora” e “de dentro”. Nesta pesquisa as territorialidades foram pensadas como uma perspectiva chave ligada a diversas outras, como a sociabilidade. Revelando as implicações espaciais que, para os pixadores da cidade de Recife, estão bastante relacionadas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Localidade
João de Barros
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
2015 - 2016
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5965332

Parque Zoobotânico Leopoldo Linhares Fernandes e sua Contribuição para o Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Agda Lemes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Macedo, Miramy
Ano de Publicação
2002
Programa
Educação
Instituição
UFMT
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Ambiental
Biodiversidade
Ciências biologicas
Conservação da natureza
Parque urbano
Resumo

Este trabalho revela os aspectos históricos, a diversidade biológica e a importância do Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes", Município de Alta Floresta, Mato Grosso, para a comunidade altaflorestense, nos aspectos educacionais, científicos e de lazer. Apresenta, de maneira sucinta, a criação das Unidades de Conservação, precipuamente em Mato Grosso, relacionando-as com a recente preocupação acerca da destruição e conservação da Biodiversidade, abordando como sendo fundamentais um currículo pós-moderno e ações de educação ambiental. Utiliza uma abordagem qualitativa com enfoque no Estudo de Caso objetivando a compreensão do pensamento dos professores e acadêmicos de Ciências Biológicas, bem como dos visitantes na conservação deste patrimônio ambiental em perímetro urbano e na melhoria da qualidade de vida.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Alta Floresta
Localidade
Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes"
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://www.cedoc.fe.unicamp.br/banco-de-teses/37196

Pintando com elas: uma etnografia a partir do coletivo de graffiti Freedas Crew

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Thayanne Tavares
Sexo
Mulher
Orientador
Gontijo, Fabiano De Souza
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Experimentação
Gênero
Graffiti
Freedas Crew
Resumo

 

Esta dissertação é uma etnografia realizada a partir de um coletivo de graffiti chamado Freedas Crew. Esta crew é formada por quatro mulheres e um homem trans que, após frequentarem uma oficina de graffiti só para mulheres, idealizada por Michelle Cunha (artista visual e grafiteira), resolveram criar um coletivo capaz de fazer intervenções artísticas na Grande Belém. O objetivo deste estudo é apresentar como um coletivo de mulheres e pessoa trans se organiza e se relaciona em um cenário que privilegia a presença masculina, assim como externar quais aprendizados circundam esta prática coletiva. O campo de pesquisa, logo nas primeiras aproximações, se revelou fértil e generoso. Por meio da oficina, me foi possível adentrar neste universo do graffiti não só como pesquisadora, mas também como aprendiz dessa arte. Sendo assim, me apropriei da experimentação como caminho a ser traçado nesta investigação, atrelando conhecimento teórico simultaneamente ao aprendizado das inúmeras técnicas e moralidades que envolvem o graffiti. Esta arte, como os demais elementos do movimento hip hop, também protagoniza a presença masculina em detrimento da feminina. Diante disso, não só a experimentação foi direcionada pelo campo, mas a questão de gênero também se mostrou latente. Além da experimentação vivenciada com as integrantes do coletivo e a cena de graffiti, foram realizadas algumas entrevistas que trouxeram novos elementos de análise.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5269068

Subúrbios de veraneio: condicionantes históricas, sociais, econômicas e ambientais da urbanização às margens de represas no entorno do Rio Grande (SP/MG)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Larrabure, Sara Pugliesi
Sexo
Mulher
Orientador
Cruz, Rita de Cassia Ariza da
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
segunda residência
turismo residencial
urbanização às margens de represas
periferia
Resumo

Esta dissertação aborda o fenômeno da segunda residência, propagado em forma de ranchos, ao redor de diversas represas formadas a partir da implantação de usinas hidrelétricas que se localizam no Rio Grande, a norte do Estado de São Paulo e sudoeste de Minas Gerais, mais especificamente entre a Usina de Volta Grande e de Furnas. O objetivo principal foi compreender o papel desta forma de consumo do espaço na apropriação e ordenamento do território na região estudada. Para isso, buscou-se analisar os diferentes vetores que contribuíram para a ressignificação da região e formaram, na orla fluvial do Rio Grande, grandes áreas de subúrbios de veraneio que servem às cidades economicamente mais pujantes da região, como Franca, Ribeirão Preto e Uberaba. No intuito de compreender esse fenômeno, além do suporte bibliográfico, foi necessária a realização de trabalhos de campo na região estudada. Observou-se que esse fenômeno acaba produzindo a fragmentação do espaço, dada por um uso especializado e elitista de parte do território regional, pela apropriação e privatização de áreas de preservação permanente. A ocupação das margens do Rio Grande vem crescendo de uma forma acelerada, novos empreendimentos estão sendo comercializados e as áreas livres lindeiras ao Rio são objeto de interesse por parte de loteadores e outros empreendedores imobiliários. Este estudo nos permitiu perceber que os subúrbios de veraneio são um dos principais fenômenos promotores da urbanização na região, e que existe um sistema de ações que incentiva a proliferação desses subúrbios de veraneio pelas margens do Rio, como a ampliação das zonas urbanas, criações de zonas de interesse social e ausência efetiva de fiscalização

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-17042012-084731/pt-br.html

Etnicidade, Migração e Comunicação: etnopaisagens transculturais e negociação de pertencimentos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zanforlin, Sofia Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Elhajji, Mohammed
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
Etnicidade
Migração
Cultura
periferia
Resumo

Se no passado o pertencimento de imigrantes era negociado a partir do viés da assimilação, hoje, os grupos preferem muito mais reiterar sua cultura e seus laços originais num processo constante de negociação e interlocução com a cultura do local em que passam a.constituir suas novas vidas. Para desenvolver a nossa análise, nos concentramos na feira.Kantuta, em São Paulo, reduto da comunidade boliviana, e no Corredor da Central, no Rio de.Janeiro, onde se dava o encontro dos migrantes africanos. Assim, a relação de negociação do pertencimento nas comunidades de imigrantes está atrelada a uma sociabilidade espacial,.onde as etnopaisagens se confirmam como o lugar de troca e construção de redes e contatos.entre conterrâneos e à sociedade a qual procuram se inserir. É perceber a praça, ou o corredor, como lugar de diversão familiar e entre amigos, como o lugar da elaboração e renovação de vínculos, a busca por trabalho, a busca por pertencer.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Feira Kantuta
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://minerva.ufrj.br/F/NPUSUT96X2AQ2IFK7UHSSHBSGP3R159DHMURV9P6V24RS4JBK8-16226?func=full-set-set&set_number=005818&set_entry=000001&format=999

Estação da memória: um estudo das entidades de preservação ferroviária do estado do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matos, Lucina Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Fontes, Paulo Roberto Ribeiro
Ano de Publicação
2010
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio cultural
Ferrovias
Ferrovias e Estado
periferia
Resumo

Esta pesquisa trata da memória, tendo como campo de observação as entidades de preservação ferroviária como organizações civis juridicamente constituídas que cobram do poder público a preservação da memória ferroviária. No levantamento inicial, foram identificadas 16 entidades, das quais são recortadas duas para aprofundamento da análise: a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e o Movimento de Preservação Ferroviária, sediados na cidade do Rio de Janeiro. A proposta é demonstrar como esses grupos se estruturam em torno dessa memória. Aprofundo o debate sobre a consolidação desse conceito como categoria instituída e proponho sua reconstrução à luz dos debates atuais. Abordo em maior detalhe duas maneiras pelas quais os grupos entendem preservar a memória ferroviária: a operação de trens turísticos e o patrimônio cultural. Para alcançar seus objetivos, esses grupos usam de diversas estratégias que vão da inclusão da comunidade à denúncia aos órgãos responsáveis pelo patrimônio da União até mesmo do direito à preservação da memória ferroviária pelo Estado. Há nesses grupos a participação de figuras políticas e acadêmicas que contribuem umas com as outras. Uma das hipóteses é que a extinção da RFFSA intensificou a criação dessas entidades sob a justificativa da perda da identidade do trabalhador ferroviário. Utilizo o método de observação participante, da história oral e da internet – ferramenta comum na divulgação e armazenamento de dados desses grupos. Os referenciais teóricos estão representados nos debates sobre memória, patrimônio cultural e industrial, movimentos sociais, museus e turismo. E concluo que as entidades são exemplos das formas como a sociedade civil se organiza perante a instituição política. As entidades do Rio contribuem para a preservação de uma parcela daquilo que pode representar uma dada memória ferroviária.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.fgv.br/entities/publication/e0d846d9-fcd1-4ae3-8f3a-bc7301392626

Para além dos muros: Uma abordagem antropológica sobre graffitis femininos na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Izabele Lira Queiroz De
Sexo
Mulher
Orientador
Jesus, Fatima Weiss De
Ano de Publicação
2019
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Graffitis
pixação
etnografia
práticas
urbano
Resumo

Este trabalho situa-se a partir de uma etnografia e observação participante de grupos de mulheres grafiteiras e/ou pixadoras em Manaus realizadas entre Março de 2017 e Janeiro de 2019 e um evento feminino realizado em Agosto de 2018. Trata-se de um estudo antropológico sobre a multiplicidade de práticas adotadas entre praticantes dos graffitis, as redes de apoio e protagonismo entre mulheres dentro do movimento do hip hop e suas lógicas de intervenção e apropriação da cidade, ressignificação e disputas de espaços, conflitos, manifestação artística/profissional e tensionamentos de gênero. Este trabalho contribui para a compreensão e legitimação dos graffitis feito por mulheres na cidade de Manaus através de uma ótica ampla e sensível à pluralidade de experiências e visões sobre a prática, o espaço urbano e a arte.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
2017 - 2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7674655

Zoneamento ambiental da Estação Ecológica da UFMG

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Neves, Celso D'Amato Baeta
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Cristiane Valéria de
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Zoneamento ambiental
Estação Ecológica
UFMG
Campus Universitário
Preservação Ambiental
Resumo

A Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais é uma unidade de conservação urbana em implantação localizada no campus universitário, (19º 52' S e 43º 58' W) com cento e dois hectares de área formada por vegetação típica de matas semideciduais e de cerrado, onde são realizadas atividades de pesquisa, ensino e extensão. O estudo pretendeu contribuir para a implantação legal da unidade através de parâmetros científicos utilizando-se o zoneamento ambiental como ferramenta principal. As análises também podem servir como fonte de consulta para o estabelecimento de critérios de manejo em áreas similares. O Zoneamento Ambiental ou Ecológico é um termo genérico que abriga um variado número de métodos de compartimentação do ambiente em estudo, dividindo uma área ambiental em parcelas, conhecidas por zonas, para que possam ser definidos e alcançados os ojetivos básicos de manejo da área. O zoneamento foi efetuado ordenando-se porções homogêneas da unidade de conservação sob uma mesma denominação, segundo suas características naturais ou físicas e com base nos interesses culturais, recreativos e científicos, constituindo-se assim, em um instrumento de manejo que apoia a administração na definição das atividades que podem ser desenvolvidas em cada setor, orienta as formas de uso das diversas áreas, ou mesmo desaconselha determinadas atividades por falta de zonas apropriadas. A metodologia utilizada para o Zoneamento Ambiental da Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais foi o mapeamento de biótopos, que foi realizado incialmente, com o uso do estereoscópio e do Global Position System (GPS). Foi realizado um planilhamento e uma descrição sumária das áreas amostrais, quando foram identificados 13 biótopos na unidade de conservação, o que revelou uma variação de formações vegetacionais. As matas semidecíduas e o cerrado se destacaram por apresentar um bom estado de conservação e um adiantado processo de sucessão ecológica. Em alguns biótopos, tais como, o bambuzal, a capineira, o solo exposto e a lagoa assoareada, verificou-se a presença de formas variadas de impactos. A identificação e valoração dos biótopos utilizando-se graus de relevância e indicadores ecológicos permitiu o estabelecimento de zonas específicas para a área. A Estação Ecológica foi classificada em sete zonas a saber: Zona Primitiva, Zona de Uso Extensivo, Zona de Uso Intensivo, Zona de Recuperação, Zona de Amortecimento, Zona Histórico-Cultural e Corredores Ecológicos. A Zona Primitiva possui a melhor qualidade ambiental da unidade, ocupando 30% de sua extensão, o que reforça a sua importância na conservação da área e indica a necessidade de ações que visem a sua proteção. As Zonas de Uso Extensivo e de Uso Intensivo apresentam níveis variados de conservação, devendo ser manejadas, de maneira a harmonizar as medidas de proteção e as atividades acadêmicas realizadas na área de estudo. A Zona de Recuperação ocupa a maior extensão dentro da unidade de conservação evidenciando a influência dos centros urbanos na degradação de áreas protegidas. Foram diagnosticadas várias fontes de impacto e ações no sentido de sua mitigação. A Zona Histórico-Cultural caracteriza-se pela presença de estruturas pontuais, uma olaria e um pedestral em homenagem a Juscelino Kubitscheck, que são utilizadas em atividades culturais da Estação Ecológica da UFMG. Foram definidas duas zonas especiais, localizadas nos limites da unidade de conservação, a Zona de Amortecimento e os Corredores Ecológicos, que têm como função a minimização dos impactos ambientais e a conexão da Estação com fragmentos florestais existentes no campus. O Zoneamento Ambiental da Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais forneceu registros cartográficos, dados biogeoecológicos, como por exemplo, comunidades florísticas e faunísticas. A unidade poderá dispor de um conjunto de cartas temáticas, comparações e avaliações sobre locais de potencial ambiental elevado, zonas dispersoras de impactos ambientais, pontos críticos para determinadas obras ou construções, regiões com funções paisagísticas, indicativos de locais e formas de lazer adequados que contribuirão para a sua implantação legal junto ao conselho universitário da UFMG e como fonte de consulta para elaboração de seu plano de manejo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
Pampulha
Logradouro
Campus UFMG
Localidade
Estação Ecológica da UFMG
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I

A dança da identidade: os usos e significados do samba no mundo globalizado

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pavão, Fábio Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Leopoldi, José Sávio
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
identidade
tradição
globalização
cultura popular
periferia
Resumo

Surgido nos morros e subúrbios do Rio de Janeiro, o samba carioca ascende à condição de elemento constitutivo de nossa identidade nacional, percorrendo o caminho de inúmeras outras práticas culturais ao redor do planeta, que, oriundas das camadas populares da sociedade, passaram a significar a unidade da nação, representando não mais uma determinada classe social ou grupo étnico, mas a “comunidade imaginada” que se pretendia agregar. Entretanto, no mundo globalizado de hoje, o aumento dos fluxos migratórios e das influências culturais promovem a chamada “crise das identidades nacionais”, ou da própria idéia de nação. Este trabalho mostra como o samba carioca, reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial, ressignifica suas práticas e atualiza sua importância para a sociedade, sendo instrumentalizado e gerenciado como um recurso, conferindo privilégios aos grupos de sambistas em um cenário caracterizado pela diversidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1942-2009
Localização Eletrônica
http://www.academiadosamba.com.br/monografias/FabioPavao-3.pdf