Pobreza e desigualdade

Subversão na Paisagem: Do canto do graffiti ao grito da pixação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Julia Monteiro Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Maria Helena Braga E Vaz Da
Ano de Publicação
2015
Programa
Geografia
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Pixação
Paisagem
Subversão
Resumo

Na cidade contemporânea a pixação e o graffiti estão cada vez mais presentes, expostos nos espaços público e privado constroem a paisagem urbana em suas dimensões simbólica e material. Esses grafismos urbanos são ricos em cores, formas e discursos. Eles representam o grito de sujeitos/agentes que muitas vezes são marginalizados socialmente, se utilizam destas formas de expressão para se manifestar e exercer uma ação política como protagonistas na produção simbólica da cidade. Este trabalho discute a espacialidade da pixação e do graffiti na cidade de Natal-RN, analisando suas formas e conteúdos impressos nos muros da cidade. Procura-se entender quais as lógicas regem a apropriação destes espaços, assim como quem deles se apropriam, levando em consideração os lugares que são grafitados. A paisagem é subvertida desta forma pelas mãos dos grafiteiros e pixadores que se arriscam riscando os muros e paredes da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2392969

Sob mesmo teto: Pobreza e globalização na pereferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Kauê Lopes dos
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, João Sette Whitaker
Ano de Publicação
2011
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
pobreza
capital financeiro
cidade
periferia
Resumo

Em tempos de globalização, o capital financeiro tornou-se um aspecto essencial no estudo da pobreza urbana brasileira, uma vez que a expansão da disponibilidade e do acesso ao crédito viabilizou a aquisição de bens eletrônicos modernos por parte daqueles que vivem nas periferias metropolitanas. Em São Paulo, a particularidade desse processo reside no fato de que não houve uma mudança significativa na renda familiar tampouco nos índices de desemprego da população. Além disso, apesar das fortes mudanças no padrão de consumo nas periferias, seus habitantes continuam vivendo sob situação precária em bairros marcados pela falta de investimento em infraestruturas e serviços básicos..A partir desses contrastes na vida da população de baixa renda, procuramos entender em que medida o capital financeiro esta transformando a pobreza urbana e o espaço periférico.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brasilândia ; Jardim Ângela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-23052012-165128/pt-br.html

Habitação social para a cidade sustentável

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lotufo, José Otávio
Sexo
Homem
Orientador
Ottoni, Dacio Araujo Benedicto
Ano de Publicação
2011
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arquitetura
Desenvolvimento sustentável
Habitação social
Urbanismo
Resumo

A habitação social, tema central na configuração da cidade é um fator essencial à sustentabilidade. O processo de crescimento e de transformação da cidade esteve sempre condicionado por fatores políticos, sociais, econômicos e culturais, sendo a própria cidade um retrato fiel destas condições. Propor uma cidade sustentável requer a superação de um modelo de uso e ocupação do solo que tem segregado a população em classes, reservando a boa cidade aos ricos e a periferia desqualificada aos pobres. Requer também a restauração do meio-ambiente urbano, propiciando que natureza e civilização coexistam em harmonia. O desrespeito aos princípios que regem os processos naturais na ordenação do espaço construído tem nos levado a tragédias sociais e ambientais, estas por sua vez demonstram os equívocos a serem corrigidos na definição de um novo paradigma. A totalidade da sociedade humana, suas atividades e artefatos devem compor-se com a natureza, o descuido de uma parte fatalmente afetará sua totalidade. Assim pode-se concluir que patologia social é desequilíbrio no ecossistema urbano. Desenvolvimento sustentável requer inserção social, erradicação da pobreza e a substituição de uma ética antropocêntrica por uma ética biocêntrica. O projeto, que pela tradição moderna se baseou em princípios mecanicistas, tem que incorporar em seu bojo além de princípios sociais que já lhes são inerentes, os princípios da ecologia. Por esta perspectiva entende-se que a natureza penetra a cidade como infraestrutura, e ao fazer confronta-se com a infraestrutura tecnológica. Seguindo este princípio tomamos como base para a localização sustentável da habitação, respectivamente, as bacias hidrográficas e a rede de transporte metroviária. A primeira define o caminho para a reintrodução da natureza no meio ambiente urbano e a última direciona o desenvolvimento a uma otimização da mobilidade urbana. Esta integração de infraestruturas requer uma repaginação progressiva da cidade, mas, sobretudo, requer a integração de toda a sociedade neste processo. A partir desta reflexão sobre os princípios norteadores do projeto para habitação social, propomos nos dois últimos capítulos algumas diretrizes iniciais de um projeto para a micro-bacia do córrego do Itararé, no distrito da Vila Sônia, na cidade de São Paulo. Um projeto ainda a ser desenvolvido em tese de doutoramento, como continuidade a este presente trabalho.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Favela Nova Jaguaré, Monte Kemel, Dias Vieira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro do Alemão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008-2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-20012012-160900/pt-br.html

A (re)produção social da escala metropolitana: um estudo sobre a abertura de capitais nas incorporadoras e sobre o endividamento imobiliário urbano em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Martins, Flavia Elaine da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Damiani, Amelia Luisa
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abertura de capitais
Endividamento imobiliário
Escala metropolitana
Mundialização financeira
periferia
Resumo

Nesta pesquisa buscamos compreender a produção social da escala metropolitana em um contexto atual de mundialização financeira. Neste sentido, reunimos dados referentes à abertura de capital nas incorporadoras do setor da construção civil brasileiras, abordando a penetração do capital financeiro em suas estruturas e a ampliação da escala de produção e de atuação geográfica destas empresas a partir de 2005. Estes dados foram iluminados com um estudo simultâneo sobre o endividamento imobiliário urbano, por meio da abordagem dos leilões de imóveis, trazendo os conteúdos do desemprego para a compreensão crítica do crédito imobiliário urbano. O mapeamento dos dados se concentrou na Região Metropolitana de São Paulo. Identificamos o desdobramento da noção de moderna propriedade da terra em posse e propriedade, liberando a propriedade abstrata para circular como mercadoria e concentrando na posse as lutas cotidianas pela habitação. Constatamos a introdução do endividamento imobiliário como forma significativa de acesso à habitação nas periferias metropolitanas. Este endividamento foi compreendido como elemento de ritmanálise, capaz de transmitir os ritmos de valorização do capital mundial financeiro, definidos pela presença do capital fictício, aos ritmos de trabalho, de exploração e de espoliação urbanos, redefinindo o modo de vida metropolitano, notadamente por meio do acesso à habitação e à cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Nova Jaguaré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2005
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-25052011-123730/pt-br.html

Metropolização e o discurso da modernidade na reposição da periferia: o bairro do Cabuçu no município de Guarulhos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carvalho, André Luiz de
Sexo
Homem
Orientador
Francesconi, Lea
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Especulação imobiliaria
Metrópole
Propriedade privada
Reestruturação produtiva capitalista
periferia
Resumo

O presente trabalho tem por objetivo de estudo a relação envolvendo a periferia e o seu processo de reposição na metrópole de São Paulo, tendo por base o estudo realizado no bairro do Cabuçu, no município de Guarulhos. A complexidade urbana do momento atual comporta diferentes análises no sentido de sua interpretação. Partindo-se desse pressuposto, o que se analisa neste trabalho é a atual condição da periferia na metrópole de São Paulo face as promessas da modernidade relacionada ao desenvolvimento urbano. Essa modernidade, acompanhando a evolução do capitalismo, leva a instituição propriedade privada à posição de centralidade, transformando esta numa das principais marcas da sociedade moderna. Em meio a tantas alternativas acerca da complexidade urbana atual, a escolha aqui feita foi a de analisar a periferia enquanto uma realidade sócio-espacial que, do ponto de vista desta reprodução ampliada, deve ser incessamente resposta ao longo do território da metrópole, não excluindo as contradições inerentes a esse processo. Por sua vez, esse movimento incessante vincula-se ao próprio sentido do urbano, que é reproduzido a partir da lógica do capital, e à impossibilidade no alcance das promessas da modernidade. A metrópole chega à atual fase enquanto um território que, dentre vários outros desdobramentos, passa a enfatizar a relação entre o capital especulativo e o mercado imobiliário. Vem daí a intensificação da especulação imobiliária, que é articulada longo do território da metrópole. Como consequência, a reposição da periferia, que se consubstancia em função do drama cada vez maior da moradia, passa também a ser um movimento articulado nessa mesma metrópole.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Bairro/Distrito
Cabuçu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-21092011-140937/pt-br.html

Crise do trabalho e a abordagem centro-periferia na metropolização de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinho, Rinaldo Gomes
Sexo
Homem
Orientador
Alfredo, Anselmo
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Crise do trabalho
Metrópole de São Paulo
centro-periferia
periferia
Resumo

A dissertação teve como principal questão a discussão acerca das abordagens das periferias urbanas no processo de metropolização de São Paulo, discutindo os pressupostos da literatura sobre o tema desta divisão intra-urbana a partir das idéias de marginalização e exclusão sócio-espacial. Procuramos problematizar a divisão entre centro e periferia urbana a partir da crítica às abordagens que privilegiavam estas análises a partir da centralidade das categorias de luta de classes, dos espaços periféricos como lócus do exército industrial de reserva e da hegemonia do capital produtivo. A pesquisa procura repensar a questão da divisão da metrópole no atual momento de reprodução crítica do capitalismo que marca uma mudança qualitativa de entendimento dos espaços considerados periféricos para além da materialidade e da visão geométrica da divisão centro periferia. Discutimos a perda de potência da idéia de espaços excluídos a partir da premissa de um processo de socialização negativa das populações pauperizadas, neste momento de crise dos fundamentos do trabalho, aliada à nova estrutura da reprodução do capital, baseada na financeirização e na ficcionalização. Deste modo através da generalização do crédito e do consumo para estas populações, buscamos um caminho possível para pensar a própria destituição da relação centro-periferia na metrópole de São Paulo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-06062011-174242/publico/2010_RinaldoGomesPinho.pdf

Os conteúdos sociais da crise ecológica: a reprodução do espaço urbano e a ocupação da Guarapiranga

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bertoletti, Frederico
Sexo
Homem
Orientador
Carlos, Ana Fani Alessandri
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Indústria
Produção
Reprodução
Mananciai
Periferia
Resumo

O objetivo central do trabalho repousa na tese de que a crise ecológica tem um conteúdo eminentemente social. Para tanto, localizamos a problemática da ocupação das áreas de mananciais da represa Guarapiranga na história da produção do espaço urbano capitalista na metrópole de São Paulo. Realizamos um percurso teórico usando o método regressivo-progressivo como caminho necessário para localizar a problemática dos mananciais no seio dos conteúdos da produção do espaço urbano, possibilitando destacar os fundamentos, processos e contradições sociais obscurecidos pela ótica que representa e reduz a problemática dos mananciais a uma questão ecológica. Nos dedicamos a entender a natureza desse fenômeno social, tentando desvendar os processos, sujeitos e contradições que justificaram a formação e expansão da periferia urbana em todas as direções dos extremos da metrópole de São Paulo; nas últimas décadas essa expansão vem promovendo a ocupação das áreas do entorno da Guarapiranga. Também nos empenhamos criticamente sobre a representação da crise de abastecimento hídrico, na qual buscamos desmistificar a linha de pensamento que responsabiliza os moradores pobres das áreas de mananciais pela crise de abastecimento hídrico.  A pesquisa demonstrou que a formação e expansão da periferia urbana de São Paulo foi um dos resultados da industrialização na primeira parte do século XX e manteve-se nas últimas décadas, quando a indústria foi perdendo hegemonia como principal pólo indutor da acumulação capitalista na capital paulistana, sendo substituída parcialmente pelo setor terciário moderno - capitaneado pelo capital financeiro. O processo de constituição da maior metrópole do país deu-se assentado em relações sociais contraditórias, resultando numa urbanização que não apenas reforçou as contradições sociais derivadas da introdução das relações capitalistas de produção, como elevou-as a patamares superiores, na condição de contradições do espaço. A ocupação das áreas de mananciais utilizadas no abastecimento público na região sul é resultado direto da lógica de acumulação que se consolidou em São Paulo, promotora da precarização do trabalho, por um lado, e da valorização do espaço por outro, resultando na deterioração das condições de vida da classe trabalhadora ao promover a segregação sócio-espacial e a deterioração das condições ambientais da cidade, ao forçar grande parte da população a habitar nas áreas menos valorizadas, em boa parte localizadas nas áreas de proteção ambiental.  A representação hegemônica desse fenômeno reforça uma ideologia que responsabiliza o morador de periferia pela crise de água para o abastecimento público, obscurecendo todas as contradições e fundamentos que estão na base do processo de urbanização, os interesses do setor imobiliário num dos últimos “recantos de natureza” da metrópole e também joga uma “cortina de fumaça” sobre as diferentes estratégias envolvidas na utilização dos recursos hídricos da bacia do Alto Tietê. A pesquisa revelou que a crise de abastecimento hídrico resulta, sobretudo, das estratégias do setor energético na bacia, da gestão dos serviços de saneamento básico na metrópole e do estabelecimento da água como mais uma mercadoria a serviço da diferenciação social através do consumo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://gesp.fflch.usp.br/sites/gesp.fflch.usp.br/files/Frederico_pronto.pdf

Conforto térmico em habitações de favelas e possíveis correlações com sintomas respiratórios: o caso do Assentamento Futuro Melhor - SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Utimura, Isabel
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Microclimatologia
conforto térmico
climatologia aplicada
Resumo

O objetivo deste trabalho é verificar a influência do microclima no condicionamento do ambiente de residências representativas da favela do “Assentamento Futuro Melhor” do Município de São Paulo. A investigação procura isolar e caracterizar os controles climáticos cuja variação espaço-temporal seja significativa a ponto de influenciar a ocorrência e distribuição de doenças respiratórias em população de baixa renda. O estudo foi desenvolvido com base no conceito de ritmo climático e na concepção bioclimática do ambiente construído, que foram aplicados empiricamente em trabalho de campo. Foram realizados monitoramento e avaliação do conforto térmico em ambiente interno de longa permanência de oito habitações com tecnologia e padrão construtivos diferentes, usando mini-regitradores digitais de temperatura e umidade relativa do ar com frequência de amostragem de 1 hora durante o verão de 2009 ao inverno de 2010. Procurou-se isolar a influência topoclimática (orientação e posição da vertente), instalando-os num mesmo quarteirão com declividades muito baixas. Foi classificada, hora a hora, a combinação de temperatura e umidade relativa do ar resultando no índice de sensação térmica humana segundo a proposta de Olgyay (1963). A comparação do ambiente interior das habitações com o exterior foi realizada a partir de dados obtidos junto às estações meteorológicas do INMET - Mirante de Santana (SP) e do IAG-USP, e das informações da circulação secundária sobre a área de estudo obtida das cartas sinóticas da Marinha do Brasil, e imagens do satélite GOES no canal infravermelho (CPTEC/INPE). Para associar o fator conforto térmico com sintomas respiratórios recorreu-se à aplicação de questionários, buscando investigar in loco se havia uma variação da prevalência de sintomas respiratórios em função de atributos das habitações. Foram realizadas entrevistas sistemáticas com cada um dos indivíduos moradores de 150 habitações tomadas como universo amostral. Os dados dos sintomas respiratórios foram associados e agrupados segundo os tipos construtivos de habitações, o perfil socioeconômico e demográfico, além de hábitos da família que interferem no conforto térmico e/ou na saúde respiratória. Essas associações buscaram um controle das variáveis que poderiam influir na incidência de sintomas e serviram para isolar exclusivamente a influência das variáveis construtivas da habitação. Por fim, buscou-se incorporar os dados climáticos registrados às informações qualitativas levantadas junto à população moradora. Os resultados apontam para a influência do padrão construtivo nos níveis de conforto térmico, consistindo em fatores diferenciadores dos atributos microclimáticos do ambiente interior. As habitações em fechamento de madeira e cobertura de telha ondulada de fibrocimento apresentaram um isolamento menor dentre às habitações pesquisadas, sendo que a habitação em alvenaria com laje ofereceu um maior isolamento e inércia térmica em relação ao ambiente externo. As habitações em alvenaria com telha de fibrocimento apresentaram diferenças nas condições de conforto térmico em função das pequenas melhorias construtivas empregadas em cada caso. Verificou-se que nas habitações da favela ocorrem extremos de temperaturas, e que nas habitações localizadas fora do ambiente de favela, tomadas como posto de controle o mesmo não ocorreu. Sobre os efeitos meteorológicos no condicionamento do ambiente das habitações estudadas, verificou-se que os maiores resfriamentos estão associados à MPA; os maiores aquecimentos sob a ação dos sistemas tropicais TC e MTA, e as FFs criam uma situação de homogeneização nas variações das temperaturas médias horárias ao longo do dia. A análise integrada da variação horária de temperatura e umidade relativa do ar permitiu verificar que existe um ritmo sazonal nas condições de conforto térmico humano. No tocante à sensação térmica, todas as habitações da favela mostraram-se, na maior parte do tempo, fora da faixa de conforto proposta por Olgyay (1963), variando entre situações de desconforto ao calor-úmido e ao frio-úmido. Verificou-se que as habitações da favela condicionam ambientes propícios à ocorrência de sensações opostas e extremas no mesmo dia, o que não ocorre nas habitações localizadas fora do ambiente de favela. Os resultados das entrevistas indicam que nas habitações mais precárias, em madeira e alvenaria sem reboco, há maior prevalência de sintomas respiratórios do que nas habitações mais estruturadas em alvenaria com reboco. Houve associação entre a frequência e distribuição dos sintomas respiratórios e as variáveis climáticas e o índice de conforto de forma diferenciada por tipo de padrão construtivo. Os resultados corroboram a hipótese de que as habitações precárias de favelas apresentam maior impacto negativo à saúde respiratória dos moradores. As habitações da favela do “Assentamento Futuro Melhor” produzem o oposto daquilo que se espera de qualquer abrigo humano, pois pioram a condição do ambiente e prejudicam a saúde de seus ocupantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Paraisópolis, Jardim Pery Alto
Localidade
Assentamento Futuro Melhor
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-06072011-091727/pt-br.html

Análise de impactos sócio-ambientais causados por obras de infraestrutura na represa Billings, município de Santo André, RMSP (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ralla, Thais Marina Castelhano
Sexo
Mulher
Orientador
Venturi, Luis Antonio Bittar
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Obras de infraestrutura
Ocupação irregular
Planejamento urbano
Represa Billings
periferia
Resumo

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) acumula historicamente, problemas relacionados à exclusão social e à degradação ambiental. Esta problemática socioambiental encontra nas áreas dos mananciais metropolitanos sua maior expressão; suas causas referemse à falta de planejamento, de fiscalização, de políticas públicas, especulação imobiliária, entre outras. Atualmente, fortes intervenções governamentais estão em curso nestas áreas, o que exige uma análise de seus prováveis impactos socioambientais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é prognosticar os possíveis impactos, positivos ou negativos, que obras de infraestrutura podem causar aos bairros Parque Miami, Jardim Riviera e seus entornos, às margens da Represa Billings. A urbanização de áreas irregulares, a implementação de saneamento básico e o incremento de sistema viário são as três variáveis analíticas consideradas neste estudo, escolhidas em função de corresponderem às principais ações estruturais previstas nas áreas selecionadas. O método utilizado baseou-se na análise evolutiva do uso do solo e na identificação de fragilidades ambientais, as quais possibilitaram a análise integrada. Tecnicamente, foram feitos mapeamentos para demonstrar a evolução do uso e ocupação do solo e as fragilidades naturais da área. Em seguida, a pesquisa apoiou-se em trabalhos de campo, que viabilizaram a observação e registros fotográficos da área. Além disso, foram realizadas entrevistas com responsáveis pelas obras e com o representante da comunidade. Estudos voltados a esta problemática são cada vez mais necessários, pois identificar as transformações e as conseqüências da ocupação pode subsidiar o planejamento urbano e ambiental. De forma geral as obras de urbanização e saneamento mostram-se satisfatórias no que tange a questão social. Em relação ao Rodoanel Trecho Sul, a população já foi impactada, mas esta obra pode desencadear impactos futuros. Na questão ambiental o Rodoanel já causou diversos impactos, e as de urbanização também podem causar, mas também existem os impactos positivos, como a suspensão do despejo de dejetos domésticos na Represa Billings.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Parque Miami, Jardim Riviera, Favela Pintassilgo
Logradouro
Represa Billings
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-13092012-101509/pt-br.html

A casa e seus objetos: Construções da identidade em famílias de camadas populares

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Schrijnemaekers, Stella Christina
Sexo
Mulher
Orientador
Augusto, Maria Helena Oliva
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
sociologia urbana
antropologia urbana
identidade
periferia
Resumo

Esta tese apresenta uma análise das relações das pessoas de camadas populares com a casa em que moram e os objetos que a compõem para compreender como se dão os processos de construção da identidade para essa camada da população tomando como objeto suas relações com a moradia e seus objetos. A hipótese do trabalho é a de que o espaço da casa expressa processos de construção da identidade. Esta pesquisa entende que os membros de uma mesma casa não se relacionam com o espaço da mesma forma. Na verdade, acredita-se que o espaço da casa seja negociado, renegociado e apreendido, de acordo com os projetos individuais. Para tanto foram pesquisadas quatorze casas cujas famílias moram num a favela da cidade de São Paulo..Palarvras-chave: Sociologia Urbana; Antropologia Urbana; identidade; casa; cultura material.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Favela Nova Jaguaré,
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/002213771