História

Novo Muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barros, Yara Amaral Gurgel De
Sexo
Mulher
Orientador
Lara, Arthur Hunold
Ano de Publicação
2017
Programa
Estética e História da Arte
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Novo Muralismo
Arte de Rua
Arte Urbana
Graffiti
Artivismo
Resumo

Novo-muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulistana propõe uma reflexão sobre a produção da artista-pesquisadora e seu processo, em consonância com outros artistas da nova escola e os afetos que se desdobram das mesmas nos corpos da cidade. Nesta pesquisa, desenvolvida a partir da vivência nesse ambiente, o foco são as intervenções urbanas contemporâneas, no campo da pintura de rua, nas últimas décadas (2000 - 2010) e seus impactos, tanto em uma perspectiva local, quanto em um panorama da cidade. Há também, os impactos de três experiências da autora como arte-educadora em projetos sociais também em São Paulo, com a linguagem da pintura mural, nos corpos e espaços envolvidos. Os projetos são: o “Educação com Arte”, através da ONG CENPEC, na Fundação Casa; o “Jovens Urbanos”, também junto ao CENPEC, em diversos bairros periféricos com alto índice de vulnerabilidade e a “Fábrica de Cultura” da Brasilândia, através da ONG POIESIS. Novo Muralismo é o nome usado para tratar desse conjunto de obras de um grupo de artistas que rompe com a estética do hip hop, traz uma diversidade de referências, estilos e técnicas dando continuidade à história da pintura de rua com herança no muralismo latino-americano, conhecido também como nova escola. Estes trabalhos refletem o amadurecimento e consolidação desta história. O assunto é pouco discutido nos museus, sendo relevante evidenciar o potencial transformador dessa linguagem, analisando o antes e depois da intervenção no espaço público. Para isso, com respaldo teórico e prático, diferentes estéticas foram investigadas, de um recorte de artistas escolhidos para ilustrar tal fenômeno e mostrar os murais e seus impactos nos lugares, algumas de suas intervenções em espaços públicos e seus respectivos efeitos nos ambientes. A relação corpo-espaço do público e dos artistas no antes e depois da obra, do local e do conjunto de intervenções na cidade foi o foco principal da pesquisa, bem como as diferentes poéticas, a discussão sobre a questão do artivismo, passando pelo site specific, pelo recente boom dos murais em fachadas de prédios e suas transformações na paisagem urbana em São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6053619

A PIXAÇÃO COMO APROPRIAÇÃO DA CIDADE: o pixador como formador do cenário urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Alan Oziel Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Regina Helena Alves Da
Ano de Publicação
2017
Programa
História
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Pixação
Memória
Cidade
Dissenso
Resumo

O presente trabalho é um olhar histórico sobre a pixação na cidade de Belo Horizonte e investiga como tal forma de escrita configurou-se, desde a década de 1980 aos dias atuais. A investigação é dedicada não somente aos escritos nos muros, mas explora a pixação a partir da relação entre sujeito e cidade, verificando como o pixo constituise nessa relação. Desta forma, entendemos que a urbe não é somente o suporte para o pixo, mas seu elemento constituidor e, portanto, analisamos como a pixação apropria-se da cidade, dos seus discursos e espaços instituídos e, a partir da subversão destes, constrói seus próprios lugares de socialização e memória, fazendose presente no cenário urbano. Investigamos, também, as estratégias de formação da memória da pixação e sua função na coesão do grupo. Para este fim, analisamos os dispositivos de memória dos adeptos dessa forma de escrita: folhinhas (coleções de folhas de papel com pixo de diversos praticantes, iniciantes e veteranos), fotografias de agendas (muros que reúnem inscrições de pixadores e de grupos variados), relíquias (muros com pixações antigas de autores que já não atuam mais) e coleções de recortes de jornais e revistas com matérias sobre pixo. Buscando evidenciar o lastro histórico da pixação, inserimo-la em um percurso das escritas não convencionadas em suportes não convencionais e apresentamos, também, um possível caminho percorrido da pichação à pixação, passando pelas modificações formais destas escritas e pela distinção de suas nomenclaturas. Buscamos, ainda, demonstrar as relações existentes entre a dinâmica social, em aspectos demográficos e políticos, e a configuração do pixo. Nesta pesquisa abordamos a pixação como uma ação política e questionamos o entendimento de que a pixação constitua mero rabisco, pois percebemos como ela evidencia uma escolha por uma forma de se apropriar e ressignificar a cidade, não se restringindo à juventude de seus praticantes. Por fim, este trabalho possibilita perceber como a pichação e pixação passam de elemento estratégico nos confrontos políticos e torna-se algo com centralidade em sua própria feitura como ação política.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1980-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5672580

Estação da memória: um estudo das entidades de preservação ferroviária do estado do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matos, Lucina Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Fontes, Paulo Roberto Ribeiro
Ano de Publicação
2010
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio cultural
Ferrovias
Ferrovias e Estado
periferia
Resumo

Esta pesquisa trata da memória, tendo como campo de observação as entidades de preservação ferroviária como organizações civis juridicamente constituídas que cobram do poder público a preservação da memória ferroviária. No levantamento inicial, foram identificadas 16 entidades, das quais são recortadas duas para aprofundamento da análise: a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e o Movimento de Preservação Ferroviária, sediados na cidade do Rio de Janeiro. A proposta é demonstrar como esses grupos se estruturam em torno dessa memória. Aprofundo o debate sobre a consolidação desse conceito como categoria instituída e proponho sua reconstrução à luz dos debates atuais. Abordo em maior detalhe duas maneiras pelas quais os grupos entendem preservar a memória ferroviária: a operação de trens turísticos e o patrimônio cultural. Para alcançar seus objetivos, esses grupos usam de diversas estratégias que vão da inclusão da comunidade à denúncia aos órgãos responsáveis pelo patrimônio da União até mesmo do direito à preservação da memória ferroviária pelo Estado. Há nesses grupos a participação de figuras políticas e acadêmicas que contribuem umas com as outras. Uma das hipóteses é que a extinção da RFFSA intensificou a criação dessas entidades sob a justificativa da perda da identidade do trabalhador ferroviário. Utilizo o método de observação participante, da história oral e da internet – ferramenta comum na divulgação e armazenamento de dados desses grupos. Os referenciais teóricos estão representados nos debates sobre memória, patrimônio cultural e industrial, movimentos sociais, museus e turismo. E concluo que as entidades são exemplos das formas como a sociedade civil se organiza perante a instituição política. As entidades do Rio contribuem para a preservação de uma parcela daquilo que pode representar uma dada memória ferroviária.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.fgv.br/entities/publication/e0d846d9-fcd1-4ae3-8f3a-bc7301392626

História, Memória e Patrimônio da Escola Militar do Realengo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Viana, Claudius Gomes de Aragão
Sexo
Homem
Orientador
Castro, Celso Corrêa Pinto de
Ano de Publicação
2010
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Exército Brasileiro
Escola Militar
Realengo
periferia
Resumo

Esta dissertação analisa a influência das instituições militares, particularmente a Escola Militar, no período de 1912 a 1944, na configuração urbana de Realengo, bairro localizado no subúrbio do município do Rio de Janeiro. Tendo como principal corpus documental os relatórios do Ministério da Guerra e a legislação pertinente, são estabelecidos marcos históricos para análise do processo de transformação da antiga zona rural do município em uma área militar, enfatizando os impactos que incidiram sobre a região em decorrência da transferência da sede da Escola Militar do Brazil, da Praia Vermelha para o Realengo. Preliminarmente, são identificadas as primeiras unidades militares que ocuparam a região, estabelecendo conexões entre o funcionamento dessas organizações, a constituição do seu patrimônio e o desenvolvimento urbano de Realengo. Para contextualização, também são apresentadas as sedes ocupadas pela Escola Militar ao longo do século XIX e as circunstâncias que motivaram sua saída da Praia Vermelha no início do século XX. O recorte temporal se inicia no período compreendido entre o início do século XIX, quando as chamadas terras realengas foram doadas à Câmara da cidade do Rio de Janeiro por D. João VI; atravessa o século XX, quando se consolidaram o patrimônio da Escola Militar em Realengo e a urbanização do bairro; e chega aos dias atuais, quando, após a extinção da escola, a decadência e o abandono são as marcas das antigas edificações militares do bairro. Também são assinalados o funcionamento da Fábrica de Cartuchos e a criação de duas grandes áreas militares, a Vila Militar de Deodoro e o Campo dos Afonsos. Por fim, são levantadas as perspectivas e ações do Exército Brasileiro e de outros órgãos da sociedade na preservação do patrimônio e da memória da antiga escola.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Realengo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1912–1944
Localização Eletrônica
https://repositorio.fgv.br/entities/publication/2aadb9e1-c45c-443c-ac08-05f2424b6489

Protesto e spray: o graffiti e a pichação como forma de intervenção artística e política na ditadura militar na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Priscilla Nathani Pessoa De
Sexo
Mulher
Orientador
Wolff, Cristina Scheibe
Ano de Publicação
2018
Programa
História
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
pichação
ditadura militar
São Paulo
arte urbana
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo fazer uma discussão histórica sobre a cultura da arte e da contravenção urbana em São Paulo durante o período da ditadura militar. As características que se destacaram nessa cultura foram sua forte inclusão com o meio urbano, sua dimensão política, a relação com os sujeitos envolvidos na cidade, bem como os próprios indivíduos dessa pesquisa se constituem enquanto artistas, graffiteiros e pichadores. A pesquisa nos faz perceber que o ato de pichar e de graffitar muros pode ir muito além de diversão ou de questões estéticas, e pode sim agir como ferramenta de luta política. A metodologia desta pesquisa se deu a partir da busca por fontes fotográficas que mostrassem os graffitis e pichações existentes na época estudada. Porém, com a dificuldade em encontrar fotografias das pichações, surgiu a necessidade de se buscar outras fontes documentais que ajudassem a comprovar a existência das mesmas, bem como saber sobre seu teor imagético e seu significado político. O Arquivo Público do Estado de São Paulo foi o local que propiciou o encontro dessas fontes: dossiês provenientes do DOPS, os quais continham denúncias de pichação. Foram encontrados, em livros e acervos online entrevistas e depoimentos de alguns graffiteiros aqui mencionados, nos proporcionando maior dimensão da intenção que estes tinham ao espalhar graffiti pelos muros de São Paulo. Fontes bibliográficas também foram utilizadas para ajudar na busca por fotos e por explicações que ajudassem a demonstrar a importância da arte urbana para contestar politicamente no Brasil. São imprescindíveis para a teoria desta pesquisa as contribuições de Walter Benjamim, em seu ensaio sobre a Reprodutibilidade Técnica, nos ajudando a compreender os rumos da arte depois que ela passou a ser reprodutível, chegando à técnica do stencil art, muito mencionada neste trabalho. As contribuições de Célia Maria Antonacci Ramos e Cristina Fonseca também foram primordiais para que pudéssemos problematizar o graffiti e a pichação enquanto intervenções de cunho político. O método etnográfico também tornou-se importante através do envolvimento pessoal da pesquisadora com o mundo do graffiti e da pichação, permitindo uma outra compreensão do tema e novos elementos para a discussão.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1964 - 1985
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6323391

NEGRAFIAS NO CENTRO DE SÃO PAULO: A presença e a representação do negro na arte urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barbosa, Marina Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Carolin Overhoff
Ano de Publicação
2019
Programa
História da Arte
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
imagens de negras/os
identidade
população afro-brasileira
São Paulo
Resumo

O Brasil é um país multirracial e pluriétnico no qual mais da metade da população auto declara-se negra e parda. Contudo, esta maioria não é visível, por exemplo, nos meios de comunicação – propagandas, nos programas televisivos e jornalísticos – e nem tampouco possui expressividade, de forma minimamente equânime, em outros setores culturais – no cinema, no teatro – e sociais, sobretudo em profissões de grande visibilidade como na política, no judiciário, legislativo, executivo etc. Um dos primeiros elementos de autoafirmação da negritude passa pela revalorização e pelo reconhecimento de sua própria imagem, tanto individual como coletiva. O graffiti tem sido um meio de expressão e uma forma de afirmar esta imagem na cidade de São Paulo, na medida que os grafiteiros incorporam ao seu repertório temáticas raciais e étnicas negras para evidenciar sua visibilidade/invisibilidade social, construir e valorizar sua identidade cultural negra. O presente trabalho visa mapear e analisar a presença de imagens de negros e negras presente nos graffitis – nas negrafias – encontrados em percursos específicos pela cidade de São Paulo, atentando-se para uma possível reconfiguração e apropriação do espaço assim como a democratização do mesmo. Este percurso é o da própria autora – estudante e trabalhadora. Para tanto, com base neste estudo de caso etnográfico a dissertação oferecerá uma análise da presença e da representação da/do negra/o nas negrafias, perguntando se ela consegue reconfigurar uma cidade que se quer branca. Trata-se, portanto, de um trabalho que traz para a História da Arte uma proposta metodológica antropológica e etnográfica, pois o recorte não se baseia exclusivamente no conceito de obra de arte ou no estudo de artistas escolhidos, senão do vivenciar a cidade por meio de um percurso considerado comum nele, porém de um ponto de vista subjetivo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8193226

O spray e a tinta: a cobertura da imprensa sobre os grafites artísticos na década de 80

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dias, Silvia Freire
Sexo
Mulher
Orientador
Lara, Arthur Hunold
Ano de Publicação
2019
Programa
Estética e História da Arte
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Anos 1980
arte na paisagem urbana
jornalismo
política
Resumo

Este trabalho investiga a cobertura que a imprensa fez sobre os grafites artísticos, em São Paulo, durante a década de 80, quando teve início o uso intenso de imagens em intervenções urbanas nas ruas da capital, configurando um movimento artístico. O objetivo deste trabalho é fazer uma reflexão sobre como a mídia registrou e interpretou este movimento surgido fora do circuito tradicional das artes, feito ilegalmente, em um momento que coincide com a redemocratização do País e com a pressão da sociedade por mais liberdade de expressão. Esta pesquisa aborda a história da produção de grafites artísticos em São Paulo a partir de entrevista com artistas que participaram deste movimento, além de relacionar esta história com a cobertura da imprensa. Para qualificar a análise da cobertura da mídia, este trabalho foi buscar nas teorias do jornalismo bases teóricas sobre construção da notícia, que levam em conta as rotinas de trabalho, com as pressões e limitações exercidas sobre esta atividade profissional em seu dia a dia.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-1989
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7889668

Arte urbana underground: arte e derivação em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Fabiana Rodrigues De
Sexo
Mulher
Orientador
Queiroz, Rodrigo Cristiano
Ano de Publicação
2019
Programa
Estética e História da Arte
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte
Graffiti
Semiótica
Street art
Linguagem
Resumo

O tema desta pesquisa de mestrado é arte e derivações na cultura urbana em São Paulo. O tema foi escolhido com o intuito de analisar a produção visual gerada pela cultura underground paulistana, demonstrando-o através de exemplos e estudo de dois artistas: iaco e Meny Weezy. O recorte de tempo está entre início do ano 2000 até os dias atuais, onde é possível captar a influência e consequências da mudança das mídias analógicas para digitais. A intenção é dar mais visibilidade às manifestações da arte contemporânea nacional que surge a partir desse nicho, realizar o exame do discurso e da produção. Na arte urbana underground, existem padrões de negação, protesto e inconformismo, referentes ao período histórico em que vivemos, de instabilidade econômica e política. A partir da análise psicológica e semiótica dos trabalhos produzidos, é possível chegar a uma leitura desses trabalhos profunda que retrata o perfil da cultura underground paulistana. Também há o intento de apresentar a street art não apenas como uma manifestação artística, mas o seu funcionamento como uma linguagem visual eficiente e de amplo alcance.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7884328

Catando Trabalho: Um Estudo sobre os catadores de Materiais Reciclaveis da região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Azeredo, Dahir Inez de
Sexo
Homem
Orientador
Cardoso, Adalberto Moreira
Ano de Publicação
2002
Programa
Sociologia
Instituição
UCAM
Idioma
Português
Palavras chave
Reciclaveis
Catadores de lixo
Pobreza urbana
Resumo

Na presente dissertação temos como objetivo traçar um perfil dos Catadores de Lixo da região metropolitana do Rio de Janeiro, entrevistados durante a pesquisa "Perfis e Mapeamento das Populações de Rua". No primeiro capítulo, voltaremos ao século XIX e mostraremos que as ruas das cidades modernas, principalmente as ruas do Rio de Janeiro sempre atraíram pessoas marginalizadas, pois oferecem recursos lícitos e ilícitos para a sua sobrevivência. No segundo capítulo, veremos que a pobreza e as formas de retratá-la e tratá-la se modificaram ao longo do século, mas as atividades desempenhadas nas ruas persistiram e, nas décadas de 1980 e 1990 houve a percepção de que a pobreza urbana ganhava nova forma e novo modo de vida, extraindo a sua sobrevivência das vias públicas, enquanto as utilizava, simultaneamente, como abrigo. O terceiro capítulo tem por objetivo traçar um perfil dos catadores de materiais recicláveis que moram e trabalham nas ruas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, bem como mostrar as semelhanças e diferenças deles em relação aos outros trabalhadores de rua.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XIX-XX

Ser(tão) sem fim - cartografias sócio-ambientais entre o Alto Santana e o Remanso do Paraíba

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Monteiro, Rosa Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Alimonda, Héctor Alberto
Ano de Publicação
2001
Programa
Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço-tempo
Redes de vizinhança
Solidariedade
Ocupação territorial
Resumo

Reflexão crítica sobre o processo de ocupação territorial na parte alta do rio Santana, um dos componentes da bacia hidrográfica do rio Guandu, de importância estratégica no abastecimento de águas da cidade do Rio de Janeiro e municípios vizinhos. Uma análise foi realizada segundo os parâmetros da teoria social da constituição do espaço que tem origem nas posições de Henri Lefebvre, e que encontra continuidade em autores que entendem a formação das matrizes espaciais ao longo da história como exercícios na base material do poder. A avaliação histórica da ocupação na região culminou com a construção de uma perspectiva de reordenação territorial com ênfase nos paradigmas de vivência do espaço dos habitantes das localidades pesquisadas.  A crítica da estrutura fundiária que predomina na região conduziu à identificação de situações a serem valorizadas, positiva e negativamente, na definição de exercícios políticos que visam à emancipação social. Entende-se que a problemática inicialmente colocada, de abundância ou escassez de recursos hídricos, não pode ser abordada sem uma pauta ética que evite a transformação de pessoas e coisas em valores instrumentais de uma racionalidade única, o que implica na urgente formação de linhas de comunicação que permitam compor/recompor redes de vizinhança e solidariedade entre segmentos sócio-culturais hoje dispersos e fragmentados.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Bacia hidrográfica do rio Guandu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/17674