História

"A cidade inteira é minha": Representações e territorialidades nos grafites de Brasília

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Almendra, Renata Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Derntl, Maria Fernanda
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Brasília
Programa
História
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
321
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Intervenção urbana
Brasília
História Urbana
Resumo

Este trabalho busca fazer uma análise dos grafites realizados em Brasília a partir de um olhar da História Cultural. Ao interpelar essas intervenções urbanas em seus sentidos representacionais e territoriais, acessamos narrativas da/sobre a cidade, reveladoras das dinâmicas estabelecidas pelos grafiteiros em relação à urbe como espaço de experiência. As fontes documentais utilizadas na pesquisa são imagens fotográficas dos grafites impostos nos espaços públicos de Brasília e depoimentos de grafiteiros coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, que são analisadas em diálogo com uma bibliografia interdisciplinar e com reportagens de jornais que abordam o assunto. Entendemos que a execução de grafites em Brasília encontra desafios espaciais e sociais pelo seu ordenamento urbano, dando uma singularidade à sua prática na cidade modernista. Assim, esta pesquisa analisa a atuação de grafiteiros na Capital Federal, evidenciando formas de representação da cidade a partir das relações de pertencimento ou não aos seus espaços. A análise contribui para demonstrar que o grafite não é uma intervenção urbana de caráter marginal ou alternativo a formas aceitas ou institucionalizadas, mas envolve uma reinterpretação de códigos, símbolos e narrativas sobre Brasília e, desse modo, leva a ver problemas da vida na metrópole contemporânea, principalmente no campo dos conflitos entre o âmbito público e o privado e das disparidades sociais

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/40892

O direito da Fiel: Performances políticas de torcedores em protesto

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Borges, Bruno Vieira
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48006/2358-0097/V11N1.E111008
Título do periódico
Novos Debates
Volume
11
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
1
Página Final
23
Idioma
Português
Palavras chave
Futebol
Torcida
Performance
Eleição
Cidade
Resumo

No presente artigo investigo o universo do futebol em suas interdependências com outras figurações sociais, políticas e culturais. Com foco na atuação das torcidas organizadas, em especial dos Gaviões da Fiel, baseio-me em uma etnografia que fiz nos protestos ocorridos durante as últimas eleições do Sport Club Corinthians Paulista, realizadas em 25 de novembro de 2023. Recupero no percurso interpretativo a tradição da Democracia Corinthiana para testar a noção de performances político-torcedoras, sublinhando as estratégias traçadas e empregadas pelos torcedores corinthianos, no presente, a fim de driblar as barreiras institucionais que se lhes apresentam, como a ausência de direito a voto nos assuntos do clube. Em diálogo com as sociologias eliasiana e goffmaniana, bem como com a antropologia brasileira das práticas esportivas, a pesquisa apreende um torcer que se vale e se apropria da cidade, ocupando-a espacial e simbolicamente, para além dos limites da arquibancada. Os resultados que alcancei sugerem que as performances político-torcedoras são ações e expressões coletivas de descontentamento acerca de hierarquias e desigualdades existentes tanto no universo do futebol quanto em outros âmbitos sociais. 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Tatuapé
Logradouro
Parque São Jorge
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2023
Localização Eletrônica
https://novosdebates.abant.org.br/revista/index.php/novosdebates/article/view/475

O Hip Hop em São Gonçalo/RJ: territórios, experiências e memórias (1990-2017)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gonzaga, Klauder Vicente Quevedo
Sexo
Homem
Orientador
Maciel, Laura Antunes
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
Niterói
Programa
História
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
130
Idioma
Português
Palavras chave
Hip Hop
São Gonçalo
Grafite
Rap
Resumo

Esse trabalho busca observar aspectos do desenvolvimento do movimento Hip Hop na cidade de São Gonçalo - RJ, segunda cidade mais populosa do Rio de Janeiro, reconhecendo seus principais articuladores, sua relação com o poder público e sua inserção midiática em perspectiva local, nacional e transnacional, além de pensar as transformações do movimento neste território entre os anos 1990 e 2017. Forjado sob a influência de uma série de estruturas como o racismo, o colonialismo, o imperialismo, o capitalismo, a diáspora, a indústria cultural, a modernização das grandes cidades, o Hip Hop é um movimento que marca e é marcado por uma série de mudanças tecnológicas, políticas, de valores sociais, de processos de independência, de migração, imigração e do próprio advento da globalização. Assim, procuro compreender em que medida o acesso às tecnologias digitais, como a internet em banda larga e acesso a equipamentos de filmagem e gravação na passagem dos anos 2000 para 2010, possibilitaram novos horizontes de expectativa para os jovens gonçalenses e a cena que construíam, gerando mais visibilidade aos artistas da cidade. Ao mesmo tempo, tentei não perder de vista as contradições entre os praticantes do Hip Hop e o poder público, como as tensões com a polícia durante a década de 2010. Outro conjunto de questões se articula em torno das interações entre o movimento Hip Hop e alguns espaços da cidade, em particular com os monumentos que se configuram como marcas de um passado a ser preservado. Ao mesmo tempo que acompanho a produção de memórias hegemônicas por parte de setores mais conservadores e tradicionais na cidade, procuro destacar como o Hip Hop tenta construir e reconstruir a memória sobre si mesmo e sobre seu lugar na cidade, procurando se diferenciar dos projetos políticos e discursivos anteriormente inscritos no cotidiano do município ancorados na lógica do mercado no decorrer do século XX.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Gonçalo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1990-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=13128836

Casas Flutuantes: o modelo hegemônico de modernização e a produção de um novo espaço no Morro da providência

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Nathália Mota
Orientador
Almeida, Gelsom Rozentino de
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Gonçalo
Programa
História Social
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
85
Idioma
Português
Palavras chave
remoção forçada
favela
Morro da Providência
Resumo

Este trabalho procura mostrar os impactos das remoções forçadas no Morro da Providência, diante das diversas ações tomadas pela prefeitura, desde o início do projeto de urbanização proposto na favela, até o embargo da justiça para a continuidade das obras. Intervenções que tendem a transformar o espaço da favela, promovendo uma descaracterização desse lugar histórico, a partir de uma lógica mercadológica. Elucidar a construção de um modelo de reforma urbana que responde aos interesses do grande capital, transformando a cidade em mercadoria, utilizando um discurso midiático que transfere para a favela os motivos de uma urgente intervenção pública: ora por ser um local desassistido e carente de políticas públicas, ora por superdimensionar o termo área de risco às áreas ditas de ocupação irregular no morro. Para tanto, serão apresentadas o lugar do Morro da Providência na história urbana da cidade, as características do Projeto Porto Maravilha, seus objetivos e interesses, e as formas de resistência dos moradores que se sentem afetados com essas obras. Além das divergências internas que envolvem não apenas os moradores atingidos, mas diferentes representatividades da sociedade civil, tais como a Associação de Moradores, universitários e parlamentares. Tensão que se manifesta em constantes conflitos e negociações, em busca de uma unidade reivindicatória.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2011-2013
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/13599/1/Nathalia%20Mota.pdf

Ideologia e utopia de Brasília : disputas em torno do projeto de Brasil moderno

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Couto, Bruno Gontyjo do
Sexo
Homem
Orientador
Farias, Edson Silva de
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
181
Idioma
Português
Palavras chave
Arquitetura moderna
Planejamento urbano
Arquitetura de Brasília
Brasília
Resumo

O presente estudo se propõe a lançar um novo olhar sobre a cidade de Brasília. Tomando a cidade como um espaço-memória, o nosso objetivo primordial consiste em destrinchar as trajetórias e cruzamentos históricos que estão aí materializados, configurando essa cidade como uma síntese histórica. Antes de qualquer coisa, é preciso ter em conta que a cidade nasce como uma capital planejada e concebida enquanto parte de um projeto de desenvolvimento nacional que, em última instância, almejava a renovação da sociedade brasileira. A cidade nasce como projeção de uma sociedade que ainda não existe. De algum modo, o nosso percurso de pesquisa se propõe a analisar a história de Brasília para entender qual é o lugar por ela ocupado na história, enquanto evento que sintetiza uma série de processos e que de alguma forma foi perpetrado com a finalidade última de controlar e transformar a própria história enquanto fluxo. Assim, nos propomos a descobrir e analisar as condições de possibilidade de emergência dessa cidade, esmiuçando as linhas de força históricas que levam até ela e que, de algum modo, estão materializadas como parte desse espaço e conservadas como parte dessa memória. Com esse intuito, nos propomos a analisar, no primeiro capítulo, o arranjo histórico que deu vida ao projeto de interiorização da capital como parte de um projeto republicano de civilização no Brasil. A nossa hipótese é que a agenda da transferência torna-se um imperativo a partir do momento em que é acoplada a uma determinada visão do mundo social e um respectivo projeto de poder. No segundo capítulo, procuramos destrinchar os caminhos que levam o modernismo cultural a se amalgamar às razões de Estado no regime Vargas através da linguagem do moderno e do nacional, fomentando a aliança entre modernismo arquitetônico e Estado ao longo das décadas seguintes. A nosso ver, esses cruzamentos foram fundamentais para a construção do modernismo do grupo carioca enquanto vanguarda arquitetônica oficial, desdobrando-se na escolha “natural” de Niemeyer e Costa para projetar a nova capital do país e na constituição de Brasília enquanto uma cidade modernista. Finalmente, no terceiro e último capitulo, tentamos compreender o contexto político e econômico que contribuiu para a formação do projeto de desenvolvimento nacional que dá nova vida à agenda de interiorização da capital, culminando na proposta de Juscelino Kubitschek de construir Brasília.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
1870-1960
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/14964

O Porto Negro: trabalho, cultura e associativismo dos trabalhadores portuários no Rio de Janeiro na virada do XIX para o XX.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Arantes, Erika Bastos
Orientador
Mattos, Marcelo Badaró
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Niterói
Programa
História
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
224
Idioma
Português
Resumo

Os negros, desde os tempos da escravidão, encontraram no porto um ambiente propício ao trabalho. O serviço, por ser dinamizado principalmente através da mão de obra avulsa, fazia do porto um local privilegiado onde escravos de ganho poderiam conseguir o jornal do senhor. Mesmo depois da abolição os negros continuaram dominando o cenário do cais, apesar das constantes levas de imigrantes que chegavam na cidade. Essa tesa analisa o cotidiano dos trabalhadores negros do porto do Rio de Janeiro em fins do século XIX e primeiros anos do século XX, articulando os trabalhadores do porto com a região em que estavam inseridos – a Zona Portuária, local que ficou conhecida posteriormente pela bibliografia por Pequena África. O trabalho aborda, para além do ambiente de trabalho, outros espaços de sociabilidade, como as habitações, as associações de lazer, as praças e as ruas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Localidade
Área Portuária do Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1801-2000
Localização Eletrônica
https://drive.google.com/file/d/1fqIDD_-D9_LnreA5aqzuQBUxTVNY5oY6/view?usp=drive_link

Vizinhos do MAR: Trajetórias de Memória e Resistência

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miragaya, Luciana Gondim Cruz
Orientador
Santos, Ynaê Lopes dos
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
FGV/RJ
Página Inicial
1
Página Final
224
Idioma
Português
Palavras chave
museologia social
memória
arte
educação
vizinhança
Resumo

Essa dissertação propõe reflexões, à luz da área de estudo da “Museologia Social”, das
dinâmicas e possibilidades de convivência e atuação entre museus e seus públicos mais
próximos, a partir do estudo de caso do programa Vizinhos do MAR, do Museu de Arte do Rio.
A localização na Região Portuária do Rio de Janeiro e o período de realização dessa pesquisa,
durante as intervenções urbanísticas do Porto Maravilha, me permitiram acessar questões como
as violências históricas e atuais sofridas pelas populações negras e moradoras de favela, bem
como os caminhos de resistência no contexto contemporâneo do Rio de Janeiro. A principal
metodologia utilizada foi a História Oral. A escuta de três moradores de favelas impactadas
pelo Porto Maravilha sobre como experimentaram a chegada e o estabelecimento do MAR no
território onde habitam, e construíram ações com (e apesar) do museu, foi fonte para a pesquisa
dos desafios e possibilidades de construção de uma museologia socialmente responsável no
século XXI.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014-2019
Localização Eletrônica
https://drive.google.com/file/d/1LrHUexME3OFAgG4hHuGz9eROAk0ykCp1/view

O Porto Negro: trabalho, cultura e associativismo dos trabalhadores portuários no Rio de Janeiro na virada do XIX para o XX.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Arantes, Erika Bastos
Sexo
Mulher
Orientador
Mattos, Marcelo Badaró
Código de Publicação (DOI)
https://app.uff.br/riuff/handle/1/16898
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Niterói
Programa
Programa de pós graduação em História
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
224
Descrição Adicional
Palavras chaves encontradas somente no site da faculdade.
Idioma
Português
Palavras chave
Portuário
Cultura operária
Trabalho
Negro - Aspecto histórico
Rio de Janeiro
Resumo

Os negros, desde os tempos da escravidão, encontraram no porto um ambiente propício ao
trabalho. O serviço, por ser dinamizado principalmente através da mão de obra avulsa, fazia
do porto um local privilegiado onde escravos de ganho poderiam conseguir o jornal do
senhor. Mesmo depois da abolição os negros continuaram dominando o cenário do cais,
apesar das constantes levas de imigrantes que chegavam na cidade. Essa tesa analisa o
cotidiano dos trabalhadores negros do porto do Rio de Janeiro em fins do século XIX e
primeiros anos do século XX, articulando os trabalhadores do porto com a região em que
estavam inseridos – a Zona Portuária, local que ficou conhecida posteriormente pela
bibliografia por Pequena África. O trabalho aborda, para além do ambiente de trabalho,
outros espaços de sociabilidade, como as habitações, as associações de lazer, as praças e as
ruas.

Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Região
Centro
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Séc. XIX

Vizinhos do MAR: Trajetórias de Memória e Resistência

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miragaya, Luciana Gondim Cruz
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Ynaê Lopes dos
Ano de Publicação
2019
Programa
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA, POLÍTICA E BENS CULTURAIS MESTRADO PROFISSIONAL EM BENS CULTURAIS E PROJETOS SOCIAIS
Instituição
FGV
Página Inicial
1
Página Final
224
Idioma
Português
Palavras chave
Museologia Social
Memória
Arte
Educação
Vizinhança
Resumo

Essa dissertação propõe reflexões, à luz da área de estudo da “Museologia Social”, das
dinâmicas e possibilidades de convivência e atuação entre museus e seus públicos mais
próximos, a partir do estudo de caso do programa Vizinhos do MAR, do Museu de Arte do Rio.
A localização na Região Portuária do Rio de Janeiro e o período de realização dessa pesquisa,
durante as intervenções urbanísticas do Porto Maravilha, me permitiram acessar questões como
as violências históricas e atuais sofridas pelas populações negras e moradoras de favela, bem
como os caminhos de resistência no contexto contemporâneo do Rio de Janeiro. A principal
metodologia utilizada foi a História Oral. A escuta de três moradores de favelas impactadas
pelo Porto Maravilha sobre como experimentaram a chegada e o estabelecimento do MAR no
território onde habitam, e construíram ações com (e apesar) do museu, foi fonte para a pesquisa
dos desafios e possibilidades de construção de uma museologia socialmente responsável no
século XXI.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Morro da Providência
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1891

O habitus militar e as práticas da tortura na ditadura militar no Brasil (1964-1985)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Castro, Jeferson Martins de
Sexo
Homem
Orientador
Coelho, Maria Francisca Pinheiro
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.26512/2016.03.D.20417
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Tortura
Militares
Hábitos (Psicologia)
Ditadura militar - Brasil
Resumo

O objeto e objetivo foi construir um quadro teórico que desse conta tanto da prática de tortura nos dias do regime militar, como desse conta do papel que os militares desempenharam nesse processo. E a despeito das controvérsias sobre definição de tortura, optamos por defini-la pela imposição de sofrimento de um sobre outrem contra a sua vontade, sob quaisquer motivos e finalidades. Outrossim, suas práticas arquitetaram o regime e a repressão, estruturadores do quadro social que engendrou uma afinidade eletiva entre o habitus militar e o habitus da maldade, habitus instanciador do mal banal e por conseguinte da tortura. Contudo, mostramos que não somente o torturado precisou ser desconstruído para ser “torturável”, mas também os torturadores sofriam e sofreram essa desconstrução. Assim, da violência sofrida pelo militar em sua formação, eufemizada como brincadeira/trote, à violência sofrida pelos opositores do regime, todas cabem nessa definição que trouxemos de tortura. Ademais, colocamos com isso que uma desigualdade, via de regra inscrita no natural, precisou ser erigida entre aqueles que praticaram o mal e aqueles que o sofreram. Da desconstrução e desligamento simbólico se passou, portanto, ao desligamento moral e à prática do mal banal. Nessa reflexão em que rotulamos por um lado, a prática de tortura como mal banal, por outro, vimos que a prática da tortura aparecia aos interrogadores/torturadores do regime não como mal e sim como uma violência virtuosa. Assim, o habitus da maldade é instanciado justamente quando se relaciona dialeticamente com quadros sociais onde foi tanto estruturado uma vítima como erigida uma ideologia que lhe justifique. Mal banal que definimos como mal sociológico, mal como fato social, o mal como construção humana e coisa deste mundo, mal cuja prática nasce do instanciamento de um habitus, mal internalizado e reproduzido socialmente. E por conseguinte, diante desse mal, como fato social, o habitus que instancia esse mal, é aquele que chamamos de habitus da maldade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1964-1985
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/20417