Ciência Ambiental

Regiões Bioclimáticas do Estado de Mato Grosso do Sul

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Parra, Maria Aparecida Teste
Sexo
Mulher
Orientador
Troppmair, Helmut
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Bioclimatologia
Conforto térmico
Sensação de conforto
Clima Urbano
Qualidade de vida
Resumo

Por meio da combinação entre a média mensal de temperatura (média das máximas, das mínimas e das médias mensais) e a média mensal de umidade relativa, foram obtidos, via nomograma de Terjung (1966), adaptado por Costa (1979), os índices de sensação de conforto térmico para a série temporal 1975-1989, de 12 (doze) estações meteorológicas do Estado de Mato Grosso do Sul. Após esse procedimento, estabeleceram-se as condições de conforto para os espaços bioclimáticos e suas variações sazonais. Três grandes regiões podem ser reconhecidas por meio das combinações conjugadas: planícies e depressões quentes/abafadas, planaltos quentes e planaltos ventilados/confortáveis. Considerando que as regiões bioclimáticas determinadas apresentam-se desconfortáveis para o calor no verão e a grande maioria também na primavera, alguns centros urbanos receberam análise: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Em Corumbá predomina o desconforto para o calor e apenas no inverno registra conforto. Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, é a mais confortável das cidades analisadas. Ponta Porã é o exemplo de exceção do desconforto para o frio no outono-inverno e do conforto na primavera.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Aquidauana
Campo Grande
Corumbá
Dourados
Três Lagoas
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso do Sul
Referência Temporal
1975-1989

A preservação ambiental e a urbanização na Serra do Cipó.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Alexandre Magno de
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Heloisa Soares de Moura
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Preservação ambiental
Urbanização
Serra do Cipó
Urbanização
Problemáticas socio-ambientais
Resumo

O discurso ambiental alimentou o mito da natureza intocada pelo homem durante muito tempo, e mesmo na atualidade ainda é comum referir-se à "sustentabilidade" deslocando-se do "urbano". Essa pesquisa enriquece essa discussão no tocante ao fenômeno da urbanização e sua relação com a gestão ambiental nas áreas protegidas. Em Santana do Riacho, no distrito de Cardeal Mota, encontram-se essas evidências empíricas nas "áreas protegidas" da Serra do Cipó. A Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira e o Parque Nacional da Serra do Cipó localizam-se na Serra do Espinhaço, com acesso principal pela rodovia MG-010, a cerca de 100 km de Belo Horizonte. Comumente presencia-se problemas sócio-ambientais nessa região, destacando-se: a questão fundiária associada à especulação imobiliária; o lixo gerado e dissipado pelo local, a ausência de uma rede de esgoto com tratamento dos efluentes líquidos, a falta de acompanhamento das hospedarias e áreas de camping que abrigam em épocas festivas mais turistas do que o suportado, contribuindo para a dilapidação do meio físico, entre outras formas de poluição. É nesse clima de litígio, diante de um discurso de preservação e uma prática predatória, que cada uma das partes possui sua própria razão, sob cada "lógica". Os atores sociais lidam e ajustam-se com esses problemas e muitas políticas adotadas são à revelia de qualquer trabalho científico, já que por enquanto existem poucas pesquisas sobre este tema. Este processo movimenta e acumula rendas e problemas, mesmo lá, "no mato", os conflitos tidos como urbanos também se manifestam, associados tanto aos interesses divergentes em termos de uso do espaço, quanto a conflitos entre os modos de vida mais tradicionais e outros mais modernos, típicos das cidades. Tudo se mistura num mesmo espaço e tempo. Qualquer distrito, por menor que seja, faz mais do que simplesmente ocupar um território, ele produz e reproduz processos sócio-espaciais, que se materializam ao longo do tempo. Para compreender esses processos e os conflitos inerentes na formação do "tecido urbano" é necessário desvendarmos os modos historicamente construídos. No que se refere aos procedimentos metodológicos, foi realizada uma revisão da literatura científica, em torno dos conceitos de sustentabilidade, qualidade de vida, justiça sócio-ambiental, entre outros. Foi resgatado as referências histórico-geográficas de Santana do Riacho para compreender a (re)produção do espaço urbano e os problemas sócio-ambientais vividos na atualidade. Neste percurso, foi sintetizado como ocorreu o surgimento da sociedade urbano-industrial e suas repercussões no Estado brasileiro e os reflexos em Santana do Riacho. Posteriormente, foi adicionado o discurso ambiental à questão urbana, inclusive com referências do próprio ordenamento jurídico. O debate da questão conceitual, a visão antagônica de meio ambiente natural e meio ambiente construído, construiu a tese que o urbano é um processo infinitamente maior e que engloba o próprio discurso ambiental. Busca-se em linhas gerais explicar criticamente de que forma a urbanização ocorre no entorno das "áreas protegidas" da Serra do Cipó e como são incorporados (ou não) os discursos ambientais, legitimamente aceitos pelo senso comum. Em Santana do Riacho fica explicita a vulnerabilidade das instituições estatais para tudo isto. Outras localidades já compreenderam que o preço da degradação urbana é muito alto e não pode ser pago com os direitos coletivos dos cidadãos. Apesar da gestão compartilhada, com participação popular, necessitar de muitos aperfeiçoamentos (inclusive em termos de sua real implantação em Santana do Riacho), constitui ainda um caminho possível de mudança social. Assim, com o fortalecimento da gestão coletiva, acredita-se numa sociedade mais justa!

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Belo Horizonte
Cidade/Município
Santana do Riacho
Bairro/Distrito
Cardeal Mota
Localidade
Parque Nacional da Serra do Cipó
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2001-2002

A Política Para Salvador - 1972/1997

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Simões, Maria Lucia
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Antonio Pedro Alves de
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
Meio Ambiente
Política Ambiental
Desenvolvimento Sustentável
Conferência ambiental
Resumo

A presente dissertação trata de uma abordagem sobre a política ambiental desenvolvida, no município de Salvador, pelo poder público, durante o período de 1972 a 1997, tomando como referência a realização da Conferência da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Estocolmo, Suécia, e seus reflexos no Brasil, no estado da Bahia e conseqüentemente, Salvador. Destaca-se o período 1993-96, quando o governo municipal elaborou um programa específico para a área ambiental, discutido e apoiado pelas entidades ecológicas, culturais, ambientalistas e partidos políticos, o que permite à geografia, como ciência ambiental, desenvolver pesquisas sobre as relações do poder, seus reflexos no espaço e o envolvimento afetivo que se cria com o lugar que se vive. São abordadas as medidas e instrumentos existentes entre 1972 a 1983, quando foi criado o Centro de Recursos Ambientais, pelo Governo do Estado; a legislação municipal, na qual se destaca o Sistema de Áreas Verdes e Espaços Abertos e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Com a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, em 1987, o município passa a ter em sua estrutura um órgão responsável pela política de meio ambiente, embora a concepção de um sistema ambiental para Salvador surja como proposta no período 1993/1996, quando, entre as variáveis consideradas, figuram o aspecto cultural da cidade, a herança africana, a religiosidade e sua relação com a natureza; a necessidade de um controle específico da produção indistinta de ruídos acima do permitido pelos índices de saúde, principalmente nas formas de lazer; a ampliação e valorização das áreas verdes e espaços públicos e a veiculação das informações como instrumento de educação ambiental.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1972-1997

Entre A Educação Escolar E Não Escolar: O Desafio Do Lixo - Estudo Realizado No Bairro Dos Alvarenga, Localizado No Município De São Bernardo Do Campo.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soares, Leila Esteves
Sexo
Mulher
Orientador
Demartini, Zeila de Brito Fabri
Ano de Publicação
2002
Programa
Educação
Instituição
UMESP
Idioma
Português
Palavras chave
Educação não formal
Educação ambiental
Aterro sanitário
Poluição do solo
Resumo

Sabemos que o processo educativo ocorre através de diferentes instituições sociais, em que o novo modelo de escola parte da constatação das desigualdades, do compromisso com a formação para a cidadania e da transmissão competente dos conhecimentos básicos que preparam os indivíduos para o mundo e a vida. Diante dessa abrangência, este estudo, realizado em um bairro de São Bernardo do Campo, estigmatizado devido à presença do Aterro Sanitário Municipal, cujas conseqüências refletiram sobremaneira na dinâmica das famílias e instituições ali localizadas, tem por objetivo apreender o educativo que se efetiva nas escolas, independentemente do sistema formal de ensino, entendendo, em especial, qual é o papel representado pela escola do bairro e se a educação por ela exercitada vem contemplando as necessidades e expectativas das famílias que contam com seus serviços. A dissertação, cuja essência está na análise de uma realidade específica, aqui documentada através de fotografias e relatos, tem como intenção oferecer contribuições para os estudos das relações entre a educação escolar e a não-escolar e seus usuários diretos, desvendando, em especial, a realidade no Bairro dos Alvarenga, município de São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Bairro/Distrito
Alvarenga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://earte.fe.unicamp.br/index.php/node/82428

Análise Geográfica do Lixo Hospitalar de Pelotas-RS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nobre, Izabel Cristina Machado
Sexo
Mulher
Orientador
Verdum, Roberto
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Lixo hospitalar
Visão ambiental
Análise geográfica
Resumo

A finalidade desse estudo foi realizar uma análise geográfica do lixo hospitalar de Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul, mapeando as áreas de produção e deposição desse lixo na localidade citada. Para dessa forma fundamentar a elaboração de uma medida tanto de gerenciamento interno quanto de gerenciamento externo no que tange à deposição final dos resíduos de serviços de saúde (RSS). A temática lixo hospitalar é analisada sob uma visão ambiental, social e política quanto às normas necessárias que devem ser tomadas para reduzir os problemas advindos da má deposição final desses resíduos. Como a industrialização e a urbanização fazem parte da geração do lixo hospitalar, iniciou-se esse trabalho relatando sucintamente a evolução histórica de Pelotas relacionando com a necessidade do surgimento de hospitais. Na segunda etapa, apresentou-se diversas classificações e gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, conduzindo a uma análise sócio-ambiental. Na terceira e última etapa, a caracterização da área de deposição do lixo hospitalar, serviu de embasamento para a elaboração de tentativas e propostas de solução quanto a este lixo especial. Logo, esta dissertação tem o intuito de possibilitar um esclarecimento sumário desta problemática e, expor algumas alternativas de tratamento, na expectativa de reduzir o nível de irreversibilidade que o fenômeno de resíduos provoca na biosfera.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Pelotas
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I

A Questão Ambiental do Resíduo/Lixo em Ribeirão Preto (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vieira, Elias Antonio
Sexo
Homem
Orientador
Godoy, Manuel Baldomero Rolando Berrios
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Resíduo
Lixo
Sociedade Moderna
Poluição ambiental
Percepção ambiental
Resumo

O presente estudo analisa a questão ambiental do resíduo/lixo em Ribeirão Preto, visto que esta cidade figura entre as que mais geram este tipo de detrito no estado de São Paulo e as que detêm altas taxas de geração desses objetos na América Latina e Caribe. Estudos realizados por diversos autores demonstram que a produção contínua e crescente de resíduo/lixo decorre dos valores culturais, sociais, políticos e econômicos da sociedade moderna. Com a finalidade de compreender melhor esses aspectos, analisa-se as práticas de gestão e gerenciamento; os impactos ambientais negativos acarretados pela destinação errada do resíduo/lixo. Verifica-se, a maneira pela qual a consciência das pessoas reflete essa problemática. Evidenciou-se que o Lixão da ex-Fepasa e o Lixão de Serrana, foram responsáveis por graves problemas ao ambiente; uma porcentagem significativa dos entrevistados preocupa-se com a preservação da vida no planeta, a poluição ambiental, assim como o destino do resíduo/lixo. Percebem também, as vantagens e desvantagens da sociedade de consumo, da tecnologia, bem como a necessidade de revisão de certos valores, discutindo a situação atual, na tentativa de reconstrução de uma sociedade sob fundamentos renovados.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://acervodigital.unesp.br/handle/11449/95721

Avaliação dos impactos ambientais no Rio Vieira, em Montes Claros; uma proposta de recuperação e manejo sustentado.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gomes, Maria José Narciso
Sexo
Mulher
Orientador
Conti, José Bueno
Ano de Publicação
2001
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Impactos ambientais
Recuperação
Bacia hidrográfica
Manejo
Clima Urbano
Resumo

Neste trabalho são feitos estudo e inventário dos impactos ambientais na Bacia do Rio Vieira, em Montes Claros, Minas Gerais. A Bacia composta pelo Rio Vieira e seus afluentes será estudada como um sistema aberto. Serão considerados variáveis a poluição biológica e química da água e a alteração do clima urbano. O referencial teórico que apoia a metodologia é a Teoria dos Sistemas, utilizada por ecólogos e biólogos para sistematizar o coneito de ecossistemas: um conjunto de seres vivos mutuamente dependentes uns dos outros e do meio ambiente no qual eles vivem (TANSLEY, apud TRICART, 1997 e MAMEDE, 1999). A análise ambiental utiliza esse conceito, entendendo nas interações harmônicas dos componentes geoambientais nos quais se inclui o homem. Mediante uma visão sistêmica se chegou à análise das inter-relações causa e efeito, visando estabelecer as realcões de interdependência entre os subsistemas físico, biótico e antrópico. Métodos e procedimentos interdisciplinares permitiram a integração, inibindo a visão setorial e bloqueios temáticos; por se tratar de Análise Ambiental, adotou-se também o método comparativo. Os dados foram obtidos mediante pesquisas bibliográficas, cartográficas, de campo, campanhas para coleta de amostras, entrevistas e questionários aplicados à população alvo. Com isso, chegou-se à conclusão de que os danos se relacionam com o histórico da ocupacão do espaço urbano - fator impactante - e o sistema de abastecimento de água, o serviço coletor de esgoto, o destino do lixo, a qualidade de vida do contingente humano são os sistemas impactados. A área não tem sustentabilidade para o grau de ações impactantes a que foi submetida. Sugeriram-se medidas de controle, correção e prevenção de agressões maiores à biota e ao sistema da bacia do Rio Vieira.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Bacia do Rio Vieira
Cidade/Município
Montes Claros
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001218186

O Clima Urbano de Campo Grande-MS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Anunciação, Vicentina Socorro da
Sexo
Mulher
Orientador
Neto, João Lima Sant'Anna
Ano de Publicação
2001
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Ilha de calor
Campo Grande(MS)
Caracterização do clima local
Clima urbano
Resumo

Na Segunda metade do século XIX, a urbanização tornou-se um fenômeno mundial, sendo que com a intensificação do seu processo, a interferência humana nos sistemas naturais passou a ocorrer numa proporção cada vez maior, ficando o debate sobre os problemas ambientais urbanos em evidência no mundo. Muitos trabalhos vem sendo realizados buscando explicar as relações entre a urbanização e as anomalias provocadas na temperatura e umidade relativa, nas escalas micro e macro climatológicas. Esta dissertação aborda o estudo do clima urbano da cidade de Campo Grande (MS), localizada em latitude tropical e procura contribuir com os estudos de climas urbanos, em áreas tropicais, numa perspectiva geográfica e climatológica. Assim esta pesquisa traz uma abordagem teórica e metodológica referente a estudos de clima urbano, tece uma análise do processo de urbanização e crescimento da cidade e caracteriza o clima regional e local. A partir das definições dos adrões espaciais de uso do solo urbano definiram-se 8 pontos de coleta de dados termo-pluviométricos representativos das duas estações do ano mais significativas - verão (J/F/M) e inverno (J/J/A). Estas medidas, em escala horária das 7:30hs às 21:hs, foram analisadas nas escalas temporais e em sua distribuição espacial. Em seguida, utilizando-se da análise rítmica, estabeleceram-se os tipos de tempo atuantes e foram selecionados os episódios típicos da estrutura intra-urbana do clima. Como resultados finais concluiu-se que: pode-se afirmar que já existe um clima urbano com forte influência antrópica na área urbana de Campo Grande; ilhas de calor e de frescor foram identificadas nas áreas mais densamente construídas e nas áreas verdes; no verão, quando ocorre o predomínio da massa Tropical Continental, a amplitude térmica atingiu valores de até 16º, no horário das 15:00 hs; no inverno, sob o domínio da massa Polar Atlântica, as diferenças de temperatura são bem menores; quando da penetração das frentes frias, há uma tendência de homogeinização das temperaturas. Como sugestões ao planejamento urbano, propõem-se que a formação de condições climáticas particulares no contexto da cidade atribuídas à urbanização local, são decorrentes dos tipos de uso e ocupação do solo e estreita relação com elementos do sítio, sendo notadamente mais expressivos a topografia e exposição de vertentes.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Campo Grande
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso do Sul
Referência Temporal
Século XIX
Localização Eletrônica
https://www2.fct.unesp.br/pos/geo/dis_teses/01/vicentina.htm

Derivação antrópica do clima na Região Metropolitana de São Paulo abordada como função do ritmo semanal das atividades humanas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Azevedo, Tarik Rezende de
Sexo
Homem
Orientador
Tarifa, Jose Roberto
Ano de Publicação
2001
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Derivação antrópica
Clima urbano
Holorritmo
Ritmo semanal
Mudanças climáticas
Resumo

Este trabalho expõe onze evidências de que o ritmo semanal das atividades humanas é um elemento significativo para explicar a derivação antrópica do sistema climático, pelo menos na Região Metropolitana da Grande São Paulo. Embora sugestivos, os resultados não são conclusivos, dada complexidade do próprio objeto, o clima, e a multiplicidade de hipóteses em investigação em climatologia e meteorologia sob diversas abordagens metodológicas, espaciais e temporais. A conclusão deste trabalho é, tão somente, que o tema merece ser estudado com maior profundidade e maior abrangência espacial e temporal, exigindo o concurso de um montante de trabalho exequível apenas se realizado coletivamente. A principal e mais importante conclusão que pode advir de um maior aprofundamento da investigação do tema no futuro, e que já está expressa neste trabalho, é que parte das "alterações climáticas'" imputadas à ação humana sobre o planeta, sobretudo em áreas urbanas, tem um caráter reversível em prazos muito curtos (possivelmente semanas ou meses). Face ações efetivas e dirigidas às fontes de calor e poluentes haveria significativa e imediata resposta na qualidade ambiental urbana, sobretudo uma maciça substituição do transporte individual por transporte coletivo.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-29052023-153347/pt-br.html

Producing Localized Commodity Frontiers at the End of Cheap Nature: An Analysis of Eco-scalar Carbon Fixes and their Consequences

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Schindler, Seth
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Kanai, J. Miguel
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
0309-1317
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1111/1468-2427.12665Digital Object Identifier (DOI)
Título do periódico
IJURR - International Journal of Urban & Regional Research
Volume
42
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Nova Jersey
Página Inicial
828
Página Final
844
Idioma
Inglês
Palavras chave
commodity frontiers
political ecology
uneven development
world ecology
environmental governance
Resumo

There is no single ‘great’ commodity frontier whose exploitation under current socio-technical conditions could fuel capital accumulation at the global scale. According to Jason Moore, this represents the ‘end of Cheap Nature’ and signals a terminal crisis for capitalism as we know it. In this article we complicate this assertion by showing how, in the context of global environmental governance frameworks of carbon control, a diverse range of actors situated at multiple scales are intensifying the use of cities and their hinterlands for the production/transgression of localized commodity frontiers. We draw on scholarship on uneven geographical development, state-led restructuring and eco-scalar fixes to present two case studies from different segments of the carbon cycle in the global South. The first case demonstrates how the introduction of waste-to-energy technology in Delhi facilitated the generation of ‘carbon credits’ while waste matter itself became a commodity. The second discusses attempts by the Brazilian state of Amazonas (Amazônia) aspiring to shift from rainforest exploitation to financialized conservation supported by the ‘green global city’ functions of metropolitan Manaus. These cases demonstrate that although the global carbon-control regime may enable accumulation, implementation remains speculative, and localized commodity frontiers provoke social resistances that jeopardize their durability.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Manaus
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
País estrangeiro
Índia
Especificação da Referência Espacial
Delhi
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1468-2427.12665