Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Derivação antrópica do clima na Região Metropolitana de São Paulo abordada como função do ritmo semanal das atividades humanas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Azevedo, Tarik Rezende de
Sexo
Homem
Orientador
Tarifa, Jose Roberto
Ano de Publicação
2001
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Derivação antrópica
Clima urbano
Holorritmo
Ritmo semanal
Mudanças climáticas
Resumo

Este trabalho expõe onze evidências de que o ritmo semanal das atividades humanas é um elemento significativo para explicar a derivação antrópica do sistema climático, pelo menos na Região Metropolitana da Grande São Paulo. Embora sugestivos, os resultados não são conclusivos, dada complexidade do próprio objeto, o clima, e a multiplicidade de hipóteses em investigação em climatologia e meteorologia sob diversas abordagens metodológicas, espaciais e temporais. A conclusão deste trabalho é, tão somente, que o tema merece ser estudado com maior profundidade e maior abrangência espacial e temporal, exigindo o concurso de um montante de trabalho exequível apenas se realizado coletivamente. A principal e mais importante conclusão que pode advir de um maior aprofundamento da investigação do tema no futuro, e que já está expressa neste trabalho, é que parte das "alterações climáticas'" imputadas à ação humana sobre o planeta, sobretudo em áreas urbanas, tem um caráter reversível em prazos muito curtos (possivelmente semanas ou meses). Face ações efetivas e dirigidas às fontes de calor e poluentes haveria significativa e imediata resposta na qualidade ambiental urbana, sobretudo uma maciça substituição do transporte individual por transporte coletivo.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-29052023-153347/pt-br.html

Uma Imagem de Curitiba - PR a partir do "Olhar" dos carrinheiros

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Amaral, Waléria
Sexo
Mulher
Orientador
Mendonça, Francisco de Assis
Ano de Publicação
2001
Programa
Geografia
Instituição
UFPR
Idioma
Português
Palavras chave
Curitiba
Imagem
Carrinheiros
Meio ambiente
Percepção
Resumo

O presente trabalho teve como propósito identificar a leitura de um grupo de carrinheiros, moradores na Vila das Torres, Curtiba/PR sobre a imagem da cidade. A pesquisa foi estrutura a partir da representação fotográfica das imagens percebidas no seu percurso diário. Tem como suporte teórico, a Geografia Humanística, enfocando a Percepção Ambiental. Utilizou-se como instrumento principal, máquinas fotográficas descartáveis, entregues a um grupo de 12 carrinheiros, onde estes fotografaram as imagens e as interpretaram. A leitura das imagens, aparece descrita juntamente com as fotografias no primeiro capítulo e, tem como objetivo despertar uma  primeira "percepção livre" do objeto de estudo. Trabalha-se os conceitos filosóficos e sentimentais de "belo" e do "feio", inseridos no mundo vivido pelos carrinheiros. Justificando o método humanístico, apresenta-se uma fundamentação teórica imbuída na Geografia Humanística, estudando conceitos de urbanização/metropolização, e sequencialmente o caso de Curitiba, inseridos nos conceitos de Geografia, meio ambiente e resíduos sólidos urbanos. Inseriu-se uma breve introdução da urbanização e da percepção da cidade moderna, a imagem oficial de Curitiba, o sistema de coleta de lixo na cidade e os aspectos sociais da Vila das Torres e dos carrinheiros que ali residem. O trabalho teve como objetivo a percepção ambiental dos carrinheiros, suas aspirações, seus conflitos, seu mundo vivido, possibilitando uma nova leitura da imagem de Curitiba/PR, a partir do "olhar" dos carrinheiros.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1999-2001
Localização Eletrônica
https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/handle/1884/100481

Das imagens às linguagens do geográfico: Curitiba: a "Capital Ecológica"

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Teixeira, Salete Kozel
Sexo
Mulher
Orientador
Simielli, Maria Elena Ramos
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mapas mentais
Socioculturais
Ecológico
Signos
Imaginario coletivo
Resumo

A pesquisa realiza-se na interface da Geografia, da Cartografia e da Psicologia, embasada nas teorias lingüistica e social, tendo como referência a análise do estudo de caso sobre a Curitiba, a "capital ecológica", cuja estratégia de pesquisa foi desenvolvida por meio dos mapas mentais e da decodificação de um mapa turístico, tendo em vista que essas representações refletem condutas e valores socioculturais relacionados às pessoas e ao ambiente. No sentido de entender-se a dinâmica das construções sígnicas em relação ao espaço geográfico, buscou-se por meio desse olhar, as raízes socioculturais, referendadas pela vertente humanística perpassada pela percepção e pelos conceitos de espaço vivido, lugar e território. A idéia do ecológico, construída por intermédio dos discursos internalizados pela mídia, é referendada pela maioria dos integrantes do universo de análise, pelo verde dos parques e dos bosques: organização, transporte eficiente e limpeza, condizentes com o ambientalmente correto, sinônimo de qualidade de vida. As análises percorreram caminhos sinuosos desde a teoria social que embasa a Geografia das Representações, tangenciando as subjetividades oriundas dos enfoques fenomenológicos, permeada pelo cientificismo implícito nas teorias cognitivas e lingüísticas em direção ao conceito de Enunciado Bakhtiniano, cujo aporte é marxista. Nessa perspectiva, entendemos que os signos são construções dialógicas perpassadas por discursos que refletem ideologias particulares referenciada pelos grupos sociais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1998-2001

O manguesal do Pina: a representação sócio-cultural de uma paisagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezerra, Onilda Gomes
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Edvânia Torres Aguiar
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Natureza
Manguezal
Paisagem
Meio-ambiente
Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo compreender a relação do homem com o seu meio a partir das atitudes e posturas que ele assume diante dos elementos naturais, evidenciadas em seu ambiente vivido. Relação homem-meio, consequência do arcabouço psíquico e sócio-cultural do ser humano. Para consecução do objetivo desta pesquisa, optou-se como objeto de estudo o Manguezal do Pina trata-se de um representativo exemplar da paisagem e formação urbana da cidade do Recife, reunindo características propiciadoras a elucidação da questão tratada. A temática enfocada é vista sob a ótica da Fenomenologia que trata da essência das vivências humanas mediante apreensão do significado dos acontecimentos e fatos empíricos. Apresentando-se como aporte teórico-metodológico possível de tratar a problemática apresentada, situa-se no cerne das preocupações da Geografia Humanística. Adota-se o conceito de paisagem como categoria de análise e como um meio para se atingir e/ou se aproximar da questão principal. Paisagem para além da acepção do aspecto estético e visual expressa sob forma de representação. A representação do Manguezal do Pina é captada a partir das falas e depoimentos dos grupos de pessoas, previamente selecionadas, que interagem de forma contudente com o objeto: moradores ribeirinhos de baixa renda, moradores ribeirinhos de classe média alta, especialistas e técnicos da área de meio ambiente, ambientalistas e o poder público. As representações reveladas expressam o conteúdo da relação estabelecida entre esses grupos e aquele elemento natural evidenciando o caráter da subjetividade psico-social e cultural de cada grupo considerando o seu ambiente vivido, a sua vivência e experiência em relação ao Manguezal. Sob a perspectiva teórico-metodológica, abrem-se alternativas quanto à adordagem da relação homem-meio mediante análise das representações da paisagem urbana à luz da experiência vivida, sedimentada histórica e culturalmente. Outrossim, salienta-se a possibilidade de utilização dessa abordagem como instrumental ao planejamento urbano e/ou  estudos acerca do fenômeno urbano. Porém, a reflexão maior desta pesquisa é o levantamento de questionamentos do caráter teórico-filosófico-cultural da relação homem-natureza que põe em xeque a discussão dessa relação no momento atual.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Manguezal do Pina
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1998-2000

Comunidade tradicional e preservação ambiental: uma interpretação das representações sociais de agricultores familiares do entorno do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), MG

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Ivone Adelina de
Sexo
Mulher
Orientador
Neto, Canrobert Penn Lopes Costa
Ano de Publicação
2000
Programa
Desenvolvimento ,Agricultura e Sociedade
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunidade tradicional
Agricultores familiares
Preservação
Resumo

A presente dissertação analisa as relações que os agricultores familiares da comunidade de Celeste — município de Marliéria/MG — possuem com o Parque Estadual do Rio Doce (PERD), bem como as relações entre a forma de reprodução familiar que os mesmos adotam e a preservação ambiental. Esta comunidade foi atingida, especialmente em seu modo de vida com a implantação do PERD. No processo de desapropriação da área-própria do modelo de implantação de Parques adotado no Brasil — os ancestrais desses agricultores resistiram à adaptação em outras áreas, permanecendo no entorno do mesmo — hoje denominada de "zona tampão". A partir da trajetória histórico-humanística dos habitantes desta comunidade, privilegiando o campo das representações sociais, foi possível perceber que esses agricultores estabelecem uma relação específica com a "rata", patrimônio do Parque, dirigindo-se a ela de forma integrada; perceber os embates que os mesmos travam, por viverem em área normatizada quanto a sua utilização; visualizar a importância da família como locais de reprodução de valores; as reações dos referidos sujeitos frente ao desenvolvimento urbano e industrial da região; e a postura tomada por eles frente à preservação ambiental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Marliéria
Localidade
Parque Estadual do Rio Doce
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I

Educação ambiental e representações sociais dialogos, ações educativas e desafios com professores de séries iniciais - Santa Maria - Áreas rurais e urbanas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Angonesi, Maria Aparecida Garcia
Sexo
Mulher
Orientador
Xavier, Neide Uchoa
Ano de Publicação
2000
Programa
Educação
Instituição
UFSM
Idioma
Português
Palavras chave
Educação ambiental
Representações sociais
Resumo

O presente estudo constitui-se de uma investigação cuja principal finalidade é obter uma aproximação com a realidade de duas escolas (rural e urbana), discutir com o grupo de professoras essa realidade e elaborar, juntamente com o mesmo, sugestões de propostas de intervenção em educação ambiental relacionadas às dificuldades, expectativas e desejos das professoras participantes. A aproximação com a realidade das escolas foi realizada com base na teoria das representações sociais, consideradas um conceito dinâmico e explicativo de uma realidade sempre marcada por contradições histórico-sociais mas sempre abertas ao caráter potencial e instituinte da ação humana. A educação ambiental é considerada, nessa investigação, como um processo que, além do conhecimento e da discussão de problemas ambientais com seus aspectos históricos, culturais, políticos e econômicos, evidencia também os valores, o auto-conhecimento e o respeito às diferentes culturas. O trabalho realizado nas duas escolas demonstrou que, embora cada escola tenha sua característica, sua singularidade, as professoras possuem muitas representações comuns referentes à educação ambiental. Um dos pontos que as professoras das duas escolas evidenciaram, muitas vezes nas entrelinhas, foi o desejo de obter um maior conhecimento sobre a temática ambiental. Isso ficou confirmado com a proposta de realização de grupos de estudo durante nossa discussão. Portanto, acredito que a proposta sugerida no grupo, venha a construir caminhos que auxiliem novos referenciais em educação ambiental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
1998-2000

Clima e Percepção

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sartori, Maria das Graças Barros
Sexo
Mulher
Orientador
Titarelli, Augusto Humberto Vairo
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Percepção ambiental
Percepção climática
Vento norte
Resumo

A percepção do clima pelo homem influencia em seu ajustamento ao meio atmosférico. Como os indivíduos percebem o tempo e o clima é assunto principal no campo da percepção ambiental, influenciando nas suas sensações de conforto e desconforto físico e mental. A Bioclimatologia Humana estuda de que maneira e porque o organismo reage às mudanças nas condições de tempo, e que tipo de reações podem lhe ser impostas. Na avaliação da percepção climática da população rural e urbana da região de Santa Maria, Rio Grande do Sul, e na identificação de suas reações psico-fisiológcas às situações de tempo, em especial ao Vento Norte regional e local, adotaram-se duas formas de abordagem, com respectivas estratégias: a climática, baseada em dados diários e horários, cartas sinóticas e imagens de satélite, para análise rítmica e avaliação dos parâmetros atmosféricos sob domínio do Vento Norte; a perceptiva, baseada nos trabalhos de campo, na zona rural (de tradição pastorial e colonial) e na urbana, através de seis estratégias e respectivos instrumentos para coleta de dados, envolvendo todas as faixas etárias. A metodologia utilizada, de forma inédita, possilitou novos avanços na interpretação da gênese do Vento Norte e a identificação e análise de atitudes, sensações e significados envolvidos na percepção do tempo e do clima, bem como a avaliação da tempo-sensitividade das pessoas ao Vento Norte, incluindo a prática da interdisciplinaridade com a medicina e observações em "tempo real". A pecepção ambiental e climática pelo homem são mais desenvolvidas no meio rural que no urbano e a tempo-sensitividade afeta a grande maioria da população regional, em especial a relativa ao Vento Norte. Na cidade, os indivíduos percebem as alterações do clima urbano.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001104533

A urbanização e a problemática ambiental no Centro Oeste do Brasil: O caso de Rondonópolis - MT

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Neto, José Vieira
Sexo
Homem
Orientador
Lemos, Amalia Inés Geraiges de
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização
Centro-Oeste
Meio Ambiente
Violência
Resumo

Este trabalho visa compreender o processo de urbanização e a problemática ambiental na cidade de Rondonópilis - MT. Para desenvolver esta pesquisa, analisamos o processo urbano tomando como totalidade o desenvolvimento da urbanização do Brasil passando pela região Centro-Oeste até o nosso objeto de estudo. Nesta tese, procuramos mostrar que a partir do lugar da existência humana e da falta de qualidade de vida não pode existir condições ambientais propícias para a vida do cidadão. Apresentamos por um enfoque dialético que o recente processo de urbanização e os problemas ambientais identificados como qualidade de vida que ocorrem na cidade de Rondonópilis, são os reflexos da sociedade que criou esta cidade e que nela vive, dividida em classes sociais desiguais. Mostramos que o processo de degradação ambiental, a pobreza e a falta de uma qualidade de vida digna, tem se transformado numa série de doenças que vêm afetando uma grande parte dos habitantes desta cidade. Procuramos mostrar nesta tese, que o lugar das carências e da pobreza é também o lugar onde se produz indivíduos revoltados e violentos e que a constante violência que vem ocorrendo em Rondonópolis, bem como, o uso de drogas, de armas e uma variedade de crimes deixam a vida na cidade com poucas condições ambientais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rondonópolis
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
N/I

Retrato Ambiental da Cidade de São Paulo: o sentido de ligação de crianças e adolescentes paulistanos com a natureza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Victal, Maria Imaculada
Sexo
Mulher
Orientador
Arruda, Rinaldo Sérgio Vieira
Ano de Publicação
2000
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Retrato
Ambiental
Natureza
Resumo

Este estudo busca compreender o sentido de ligação de crianças e adolescentes paulistanos com a natureza, tomando como pressuposto a idéia de que a consciência da deterioração sócio-ambiental traz à superfície um entendimento intimo do homem como sujeito da natureza - e portanto conhecedor, mesmo que veladamente do que ela simboliza em termos vitais. A análise dos aspectos simbólicos das imagens evocadas em "retratos ambientais" da cidade de São Paulo, feitos pelos jovens, revela um possível ponto de partida para a compreensão desse sentido de ligação com a natureza. O olhar juvenil sobre o meio ambiente da cidade evidencia a permanência de uma dimensão mítica, arquetípica em sua relação com o mundo natural. A pesquisa encontra um pequeno sinal - um lampejo - entre alguns jovens do ano 2000 no que tange à percepção da natureza como o "viva".

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000

Habitação social: o graffiti como catalisador para ressignificação dos espaços coletivos e inclusão social

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pugliesi, Livia Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Pina, Silvia Aparecida Mikami Goncalves
Ano de Publicação
2019
Programa
Arquitetura, Tecnologia e Cidade
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte Urbana
Habitação de Interesse Social
Graffiti
Espaço público e coletivo
Resumo

A questão da habitação social no Brasil tem sido tratada principalmente pela abordagem quantitativa, ou seja, pela construção numérica de unidades habitacionais para a população de mais baixa renda. Nesta orientação, os Programas Habitacionais brasileiros recentes priorizam a construção do maior número de unidade habitacional para suprir a demanda existente e, nesse cenário, os espaços públicos e coletivos das áreas habitacionais sociais são negligenciados, provendo apenas a função de circulação entre os blocos. Adotar o espaço público e o coletivo para promover a permanência e o convívio entre as pessoas e estimular a vida cotidiana não tem sido considerado um dos elementos principais dos projetos desenvolvidos. Como consequência, a segregação socioespacial se fortalece, deteriorando as relações sociais entre os moradores. O direito à cidade, frequentemente negado nestes contextos, poderia ser conquistado através da expressão das pessoas no meio urbano e, nesse sentido, a arte urbana possui um papel fundamental, pois se firma como função social da apropriação do espaço, o que possibilita a busca pela compreensão da cidade pela sociedade. Assim, o objetivo deste trabalho é identificar como o graffiti pode ser um importante catalisador para a qualificação socioespacial dos espaços públicos e coletivos das Áreas Habitacionais de Interesse Social. Para tanto, realiza-se uma pesquisa exploratória e qualitativa que se configura num estudo de caso, destacando duas unidades de estudo: o Conjunto Habitacional Parque do Gato e Comunidade da Água Branca, ambos na região central da cidade de São Paulo. Os resultados desta pesquisa permitem compreender a questão espacial nos conjuntos habitacionais e constrói referências interessantes para que o graffiti possa ser explorado como um instrumento catalisador importante em projetos habitacionais e urbanísticos, especialmente na concepção projetual para qualificação dos espaços públicos e coletivos em áreas habitacionais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Conjunto Habitacional Parque do Gato
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Comunidade da Água Branca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7724698