A elegia e o ibope do palimpsesto: territorialidades do Graffiti em Presidente Prudente-SP e São Paulo-SP
A proposta é construir um estudo comparativo entre as territorialidades do graffiti na cidade média (Presidente Prudente) e na metrópole (São Paulo). Para tanto, pretendemos retomar a trajetória histórica e geográfica do graffiti, suas transformações e difusões, que culminaram na cena graffiti contemporânea, tanto na escala global, quanto na escala contextualizada nas duas realidades de cidade. O graffiti aqui é entendido como um signo icônico, uma linguagem não-verbal, produto e produtor de identidades juvenis, e que, em uma relação dialética, é construído e constrói o espaço urbano de forma objetiva e subjetiva, por meio das territorialidades de seus agentes – e como um palimpsesto transforma a paisagem. Desembarcando em meados dos anos 1980 em São Paulo, quais foram as condições socioterritoriais necessárias para que ele se estabelecesse na cidade? Por que o graffiti só ocorreu em Presidente Prudente nos anos 1990? Serão algumas das questões que buscaremos responder.