Memória, preservação e patrimônio

Setor Cultural de Brasília: contradições no centro da cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sá, Cecilia Gomes de
Sexo
Mulher
Orientador
Machado, Andréa Soler
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Arquitetura
Instituição
UFRGS
Página Inicial
1
Página Final
492
Idioma
Português
Palavras chave
Museu
Biblioteca
Biblioteca Nacional
Teatro Nacional
Arquivo Público
Resumo

A seguinte pesquisa trata das origens e projetos arquitetônicos do Setor Cultural de Brasília e busca compreender os antagonismos e similitudes existentes entre o Plano Piloto realizado por Lucio Costa e as diversas propostas elaboradas por Oscar Niemeyer e outros arquitetos para o local, algumas das quais construídas e consolidadas. A Esplanada dos Ministérios em Brasília é o ponto mais representativo do urbanismo e arquitetura da cidade e após cinquenta e três anos da inauguração da capital o Setor Cultural é o único trecho da Esplanada ainda não executado plenamente. Essa situação associada ao tombamento do conjunto urbanístico de Brasília em 1991 e à portaria 314/92 que estabelece exclusividade de intervenção aos dois arquitetos autores de Brasília fortalece a preocupação entre arquitetos, cidadãos e Estado em conciliar os propósitos de Costa e Niemeyer. Apesar da referência afirmativa de ambos sobre o modelo progressista na idealização do plano urbanístico e ainda um consenso e maturação dos conceitos e críticas ao urbanismo moderno, associados a uma postura respeitosa dos arquitetos em relação aos precedentes arquitetônicos, há contradições explícitas entre projetos executados de Oscar Niemeyer e o plano-­‐piloto levando até hoje a diversos projetos inconclusos e à polêmicas discussões sobre o Setor. A compreensão do desenvolvimento desse processo resulta da análise crítica dos projetos concebidos confrontados ao Plano Piloto de Lucio Costa e seus precedentes históricos, além da organização do inventário de projetos para o setor.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Localidade
Esplanada dos Ministérios
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
1991–2014
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/101894

O manguesal do Pina: a representação sócio-cultural de uma paisagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezerra, Onilda Gomes
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Edvânia Torres Aguiar
Ano de Publicação
2000
Programa
Geografia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Natureza
Manguezal
Paisagem
Meio-ambiente
Resumo

A presente pesquisa tem como objetivo compreender a relação do homem com o seu meio a partir das atitudes e posturas que ele assume diante dos elementos naturais, evidenciadas em seu ambiente vivido. Relação homem-meio, consequência do arcabouço psíquico e sócio-cultural do ser humano. Para consecução do objetivo desta pesquisa, optou-se como objeto de estudo o Manguezal do Pina trata-se de um representativo exemplar da paisagem e formação urbana da cidade do Recife, reunindo características propiciadoras a elucidação da questão tratada. A temática enfocada é vista sob a ótica da Fenomenologia que trata da essência das vivências humanas mediante apreensão do significado dos acontecimentos e fatos empíricos. Apresentando-se como aporte teórico-metodológico possível de tratar a problemática apresentada, situa-se no cerne das preocupações da Geografia Humanística. Adota-se o conceito de paisagem como categoria de análise e como um meio para se atingir e/ou se aproximar da questão principal. Paisagem para além da acepção do aspecto estético e visual expressa sob forma de representação. A representação do Manguezal do Pina é captada a partir das falas e depoimentos dos grupos de pessoas, previamente selecionadas, que interagem de forma contudente com o objeto: moradores ribeirinhos de baixa renda, moradores ribeirinhos de classe média alta, especialistas e técnicos da área de meio ambiente, ambientalistas e o poder público. As representações reveladas expressam o conteúdo da relação estabelecida entre esses grupos e aquele elemento natural evidenciando o caráter da subjetividade psico-social e cultural de cada grupo considerando o seu ambiente vivido, a sua vivência e experiência em relação ao Manguezal. Sob a perspectiva teórico-metodológica, abrem-se alternativas quanto à adordagem da relação homem-meio mediante análise das representações da paisagem urbana à luz da experiência vivida, sedimentada histórica e culturalmente. Outrossim, salienta-se a possibilidade de utilização dessa abordagem como instrumental ao planejamento urbano e/ou  estudos acerca do fenômeno urbano. Porém, a reflexão maior desta pesquisa é o levantamento de questionamentos do caráter teórico-filosófico-cultural da relação homem-natureza que põe em xeque a discussão dessa relação no momento atual.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Manguezal do Pina
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1998-2000

Escritores Urbanos: uma pesquisa sobre a prática da pixação em Curitiba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Andrade, Felipe Vinicius De
Sexo
Homem
Orientador
Czajka, Rodrigo
Ano de Publicação
2019
Programa
Sociologia
Instituição
UFPR
Idioma
Português
Palavras chave
"Pixadores"
"Pixação"
Espaço urbano
Cultura
Sociabilidade
Resumo

Este estudo tem como principal objetivo a compreensão das práticas da “pixação” em Curitiba e região, analisando os discursos que envolvem essa forma de linguagem na cidade. Será discutido, primeiramente, quais são as relações entre a “pixação” e o graffiti, assim como a forma de atuação do “pixo” no espaço urbano brasileiro. Também será apresentada, uma discussão teórica e metodológica, explorando os meios utilizados para a realização desta pesquisa (inside) e abordagens teóricas que contribuem para o entendimento da “pixação” enquanto cultura. Por fim, será feita uma descrição sobre os dados levantados, a partir de uma pesquisa de campo, ressaltando a dinâmica da “pixação” em Curitiba, com base nos relatos dos “pixadores”. A pesquisa evidencia a memória do “pixo” na cidade e aspectos de sua sociabilidade, pois a “pixação” é também, consequência e parte do arranjo urbano curitibano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7655156

Palimpsestos de resistência: grafismos mortuários, religião implícita e governo marcial na cidade do Rio de Janeiro no início do século XXI

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bizarria, Júlio César de Lima
Sexo
Homem
Orientador
Gomes, Edlaine de Campos
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
biopolítica
religião e religiosidades
memória social
grafite e arte urbana
subalternidade
Resumo

A presente tese busca abordar o tema sensível do trabalho de memória em torno de mortes produzidas por agentes do Estado e outros operadores profissionais ou cotidianos da violência física na cidade do Rio de Janeiro. A pesquisa, desenvolvida em contexto de grave contrição do regime político, com ameaças aos direitos humanos e às liberdades democráticas fundamentais, assumiu como premissa central a necessidade de preservar potenciais interlocutores e participantes a partir o foco sobre os registros materiais dessas práticas de memória na cidade, particularmente, de grafismos realizados em epígrafe à morte de pessoas consideradas individual ou coletivamente. Essas homenagens, tanto pelas situações-limite que lhes dão causa, quanto pelas práticas de memória que lhes precederam, colocam-se na vizinhança de manifestações implícita e explicitamente religiosas que encartam a centralidade da população subalternizada na vida da cidade. Essas pessoas, historicamente circunscritas, a partir de variáveis sociais e raciais, a territórios específicos de violência e exceção política, são consideradas, ao mesmo tempo, como alteridade fundamental do poder necropolítico local e como subjetividade prototípica para o regime político em gestação no Brasil de começos do século XXI. Realizando uma série de experimentos éticos, políticos e metodológicos sobre as formas de pesquisa social possíveis em tal contexto, foi proposto o objetivo principal de analisar os regimes de produção, circulação e sucessão de memórias e grafismos destinados a epigrafar a morte violenta na cidade em face dos aspectos implícita e explicitamente religiosos que eles contêm e de seus efeitos sobre a conformação local do fechamento do regime político brasileiro na década atual. Sob diversos prismas de análise do fenômeno religioso contemporâneo, as mediações pararreligiosas dos grafismos mortuários se apresentam como recursos metaideológicos de potência apreciável, permanentemente disponíveis para a resistência das populações subalternizadas. Os grafismos, por outro lado, considerados como objetos estruturantes dessas práticas de memória e como agentes de transformação urbana, funcionam de maneira bastante diversa com respeito às vidas epigrafadas, aos recursos — materiais, humanos e simbólicos — mobilizados para sua produção e à sua sanção social contextual. A agência objetal dos grafismos mortuários se apresenta em dois sentidos principais: como objetos de culto, são capazes de articular verdadeiras estelas ou altares urbanos, modificando aspectos materiais e funcionais de sua vizinhança imediata; como objetos de anátema, são capazes de afrontar decisivamente as bases dos poderes hegemônicos em uma região determinada da cidade, funcionando à maneira de agentes necrotizantes do tecido urbano e promovendo, a partir das potências da morte e da putrefação, a emergência de novas hegemonias. Apropriadas e amadurecidas por uma militância capilar ao longo de várias décadas, potenciadas pela situação extrema da morte necropolítica, as mediações pararreligiosas passam a integrar um amplíssimo repertório de temas, imagens e afetos, de existência tão difusa e imemorial quanto o mito e o folclore. Enquanto a circunstância dos militantes se insinua em direção à totalidade da pólis, essas mediações são, afinal, vertidas para fora das militâncias, em direção a aliados, a inimigos, ao transeunte incidental e perplexo — a todos nós.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Início do século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8227605

"A CIDADE INTEIRA É MINHA": REPRESENTAÇÕES E TERRITORIALIDADES NOS GRAFITES DE BRASÍLIA

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva Almendra, Renata
Sexo
Mulher
Orientador
Derntl, Maria Fernanda
Ano de Publicação
2019
Programa
História
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
intervenção urbana
Brasília
História Urbana
Resumo

Este trabalho busca fazer uma análise dos grafites realizados em Brasília a partir de um olhar da História Cultural. Ao interpelar essas intervenções urbanas em seus sentidos representacionais e territoriais, acessamos narrativas da/sobre a cidade, reveladoras das dinâmicas estabelecidas pelos grafiteiros em relação à urbe como espaço de experiência. As fontes documentais utilizadas na pesquisa são imagens fotográficas dos grafites impostos nos espaços públicos de Brasília e depoimentos de grafiteiros coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, que são analisadas em diálogo com uma bibliografia interdisciplinar e com reportagens de jornais que abordam o assunto. Entendemos que a execução de grafites em Brasília encontra desafios espaciais e sociais pelo seu ordenamento urbano, dando uma singularidade à sua prática na cidade modernista. Assim, esta pesquisa analisa a atuação de grafiteiros na Capital Federal, evidenciando formas de representação da cidade a partir das relações de pertencimento ou não aos seus espaços. A análise contribui para demonstrar que o grafite não é uma intervenção urbana de caráter marginal ou alternativo a formas aceitas ou institucionalizadas, mas envolve uma reinterpretação de códigos, símbolos e narrativas sobre Brasília e, desse modo, leva a ver problemas da vida na metrópole contemporânea, principalmente no campo dos conflitos entre o âmbito público e o privado e das disparidades sociais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10223858

Imagens da metrópole: fotografia, aura, produção e recepção

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Name, Jose Joao
Sexo
Homem
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simoes
Ano de Publicação
2016
Programa
Antropologia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
aura
fotogenia
metrópole
periferia
Resumo

A produção de imagens fotográficas tem se intensificado na atualidade e suas características poéticas, como a fotogenia, por exemplo, continuam em permanente debate. as aproximações entre os conceitos de fotogenia e aura propiciam um alargamento das fronteiras e ampliam o alcance analítico sobre a temática. Walter benjamin situa a aura como um elemento que se atrofia diante da reprodutibilidade técnica a partir do século xix; reserva, entretanto, para certas obras, uma abordagem poética apesar da reprodutibilidade que as caracteriza. Edgar morin define fotogenia como a qualidade poética dos seres e das coisas, intensificada na imagem. esses pressupostos podem ser analisados especialmente nos cenários da metrópole moderna e nas estruturas virtuais e também nas atmosferas das culturas digitais que se sobrepõem e se mesclam à metrópole física. A reflexão sobre o flâneur contemporâneo destaca-se na intersecção entre a metrópole moderna e a cybercity. Estes novos personagens e ambientes demandam um posicionamento relacional para os conceitos de objetividade e subjetividade, de documental e de ficcional, e emergem também como critérios para a recepção de imagens fotográficas. Esta tese objetiva analisar as interações estabelecidas na relação entre produção, produto e recepção, por meio de dois ensaios fotográficos de nossa autoria: a) “impactos da copa 2014: favela vila da paz e arredores” (fvp), de caráter documental; b) e “cidade dos crocodilos: incertezas e estranhamentos” (cc), de caráter ficcional. As metrópoles de são paulo (região de itaquera) e de nova iorque, locais da realização dos ensaios, foram analisadas sob o ponto de vista de suas dinâmicas de construção e reconstrução, nas quais encontravam-se também inseridos tanto este fotógrafo quanto os receptores selecionados para esta pesquisa. A base teórica para estruturação do campo e da análise dos resultados encontra-se na teoria das mediações desenvolvida, em particular, por j. martín barbero e guillermo orozco g., e, no brasil, por pesquisa de recepção de telenovelas realizada por m. immacolata v. lopes, silvia h. s. borelli e vera rezende. As mediações situacional, demográfica/ de referência e narratividade fotográfica possibilitaram estudar os vínculos e matrizes culturais que estruturam a interação receptor/ produto/ produtor. Esta pesquisa considera, por meio da perspectiva das mediações, que a narratividade fotográfica se estrutura não só embasada por elementos provenientes das mídias e da formação cultural dos entrevistados mas também de faculdades vinculadas ao poético, à aura e à fotogenia das imagens.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Itaquera - Favela Vila da Paz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Estados Unidos
Especificação da Referência Espacial
Nova Iorque
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/18996

A rima na escola, o verso na história: um estudo sobre a criação poética e a afirmação étnico-social em jovens de uma escola pública de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Maíra Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Amaral, Monica Guimarães Teixeira do
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
adolescência
criação poética
culturas juvenis
preconceito e afirmação étnico-social
periferia
Resumo

Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa e intervenção realizada em uma sala de aula com alunos da 7ª série de uma escola pública de São Paulo. Estes jovens, amantes do ritmo e da poesia, são descendentes de famílias afro-brasileiras e indígenas Pankararu, oriundas do sertão de Pernambuco, que se alojaram em São Paulo, a partir da década de 50, período desenvolvimentista, servindo como mão-de-obra da construção civil paulistana. A escola onde se fez a investigação está situada no bairro Morumbi e atende os estudantes, moradores da favela Real Parque, cujas histórias estão vinculadas a esta experiência de migração do sertão pernambucano para a região sudeste. Observou-se que apesar de conhecida a história desta comunidade, esta não se revelou integrada à cultura escolar, cuja tendência parecia ser a de negar a herança afro-indígena nordestina do corpo discente. Neste sentido, o objetivo do estudo foi investigar e propiciar, pela via poéticomusical dos jovens, formas de interlocução com este passado recente. Assim, a partir de uma pesquisa etnográfica" rumo ao sertão nordestino, na região do Brejo dos Padres, de onde veio grande parte dessas famílias, deparamo-nos com as mais ricas produções de poesia popular, que nos forneceu o material para algumas intervenções em sala de aula. O trabalho em classe, que contou com a participação de alunos e professores, foi em torno dos hibridismos culturais com ênfase nos processos de apropriação, recombinação e reinvenção presentes nas manifestações do cordel, do rap e do repente. Entendemos que este processo de mistura de diferentes estilos de produção poética, convertendo-o em algo próprio, foi um modo de os grupos sociais discriminados pela sociedade brasileira responderem às exigências de subjetivação e de afirmação étnico-social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Zona
Sul
Bairro/Distrito
Morumbi
Localidade
Favela Real Parque
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.11606/D.48.2010.tde-30082010-102212

"A maior zoeira" : experiências juvenis na periferia de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pereira, Alexandre Barbosa
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2010.tde-17112010-141417
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
262
Idioma
Português
Palavras chave
juventude
escola
lúdico
tecnologia
periferia
Resumo

Esta tese aborda diferentes experiências juvenis observadas em variados contextos etnográficos em duas localidades em periferias do município de São Paulo: Cidade Ademar, na zona sul, e Brasilândia, na zona norte. A partir de uma perspectiva multilocalizada, a pesquisa buscou entender como as experiências juvenis modificavam e eram modificadas por outras experiências como as escolares, territoriais (de moradores da periferia), tecnológicas, além das de gênero, classe social e raça. Assim, com base em etnografias realizadas de maneiras e intensidades diferentes em cinco escolas, atentou-se para a importância de dois aspectos no cotidiano dos jovens: o lúdico e o tecnológico. A centralidade das tecnologias mostrou-se de forma bastante contundente nas experiências juvenis por meio dos telefones celulares acionados em sala de aula, da internet, dos games e dos sons automotivos emitidos em volume elevado nas festas funks produzidas no espaço da rua. As interações que os jovens estabeleciam com os itens tecnológicos mantinham fortes associações com o lúdico, muitas vezes esse também marcado por particularidades de gênero. Em suas múltiplas relações com o cômico, o jocoso, o festivo e o agonístico nas experiências juvenis contemporâneas, a questão da ludicidade mostrou-se como um componente importante não apenas do cotidiano das escolas muitas vezes desestabilizando a ordem institucional destas como também de outros contextos e práticas como as lan houses e a música funk.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Zona
Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Cidade Ademar
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
São Paulo
Zona
Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brasilândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006 - 2009
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.11606/T.8.2010.tde-17112010-141417

Mito e autoria nas práticas letradas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pereira, Anderson de Carvalho
Sexo
Homem
Orientador
Tfouni, Leda Verdiani
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Psicologia
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
348
Idioma
Português
Palavras chave
subjetivação
processos culturais
linguagem e história
periferia
letramento
Resumo

O objetivo deste trabalho foi interpretar posições de autoria, articuladas com a relação entre memória discursiva, mito e circulação das práticas letradas. Para isso, tomamos o efeito de separação entre Mito e verdade, para, de modo contrário, considerar como prática letrada a maneira pela qual as questões trazidas pelos Mitos se apresentam entre narrativas orais contadas por uma mulher não-alfabetizada. As bases teóricas são a Análise do Discurso francesa de Pêcheux (AD), a Psicanálise e as pesquisas sobre letramento, principalmente tal como conduzidas por Tfouni e colaboradores. Em relação à metodologia, seguimos o paradigma indiciário de análise proposto por Ginzburg. A partir desses referenciais, consideramos que há uma relação estreita entre a constituição mítica do dizer (a impossibilidade de nele marcar uma origem) e a função do recalque no interdiscurso (esquecimento número um, no sentido de Pêcheux) na estabilização e distribuição dos sentidos. Além disso, entendemos que as produções discursivas (orais e escritas) disponíveis numa sociedade letrada se interpenetram, mesmo que haja desníveis no seu poderio simbólico, por conta da heterogeneidade na distribuição dos sentidos sustentada pela interdição ideológica aos arquivos. A posição de autoria é uma das maneiras de se indiciar diversas alteridades presentes nessa distribuição do sentido que se articula em práticas letradas. Dentro dessa implicação estão formas de leitura do arquivo, que incluem produções de alfabetizados e não-alfabetizados. Concorde essa fundamentação teórica e pelo paradigma indiciário, foi analisado um corpus formado por trinta e quatro narrativas orais produzidas por uma mulher não-alfabetizada e moradora da periferia de Ribeirão Preto-SP, que foram gravadas e transcritas. Nelas, apontamos as marcas, indícios e gestos de interpretação utilizados pelo sujeito-narrador, considerando que o retorno ao já dito ocorre pela marcação de fronteiras com os discursos semanticamente estabilizados e que apontam graus de letramento de natureza vária. Dentre essas marcas, a análise das seqüências discursivas apresenta: 1- os processos de re-significação de narrativas já disponíveis na tradição oral; 2- a transmissão de saberes disponíveis na memória discursiva por meio de sua reformulação articulada às estratégias interpretativas em que o interdiscurso (arquivo) conflui para uma estabilidade do fio do discurso (intradiscurso); 3- as fronteiras discursivas marcadas pelas modalizações e por uma reflexão meta-discursiva que o sujeito-narrador sustenta ao longo do fio do discurso; 4- a articulação do efeito de fechamento de genéricos discursivos (máximas, provérbios, ditos populares) com o mito individual sustentado pelo recalque originário; e por fim, 5- a distribuição de sentidos por meio de formulações não marcadas pelo sujeito-narrador o que vai ao encontro de uma noção de escritura do sujeito (Derrida) e que rompe com a supremacia logocêntrica da escrita alfabética que monopoliza o conhecimento sobre a língua. Ao apostar na alteridade entre oralidade e escrita, portanto este trabalho se posiciona num esforço interpretativo de oposição à dicotomia entre as línguas de madeira e as práticas factuais de linguagem, dicotomia esta a que também se filia a cisão entre oralidade e escrita para enfrentar o monopólio do conhecimento cooptado pela escrita e possibilitar a circulação das práticas letradas (FAPESP).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.11606/T.59.2010.tde-03072011-175354

Narrativas de reforma psiquiátrica e cidadania no Distrito Federal

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Amaral, Marcela Corrêa Martins
Sexo
Mulher
Orientador
Nunes, Christiane Girard Ferreira
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Programa
Pós Graduação em Sociologia
Instituição
UnB
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia
Reforma psiquiátrica
saúde mental
cidadania
Resumo

A presente pesquisa tem por objetivo conhecer o processo de implementação das políticas de reforma psiquiátrica no Distrito Federal e o alcance das novas práticas de assistência à saúde mental sobre a cidadania das pessoas acometidas por transtornos mentais. Para desenvolvermos tal investigação, optamos por buscar os discursos dos profissionais que atuam nas seguintes instituições: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Instituto de Convivência e de Recriação do Espaço Social, Hospital São Vicente de Paula e Instituto de Saúde Mental. Entender os movimentos pela desinstitucionalização da atenção à saúde mental no Distrito Federal torna-se relevante para compreender como os profissionais, que são agentes concretizadores da reforma local, percebem estas transformações, o que nos possibilita, ainda, conhecer suas representações sociais sobre a doença mental.

A análise estende-se ao processo de exclusão social imposto às pessoas acometidas por transtornos mentais foram objeto, ao estigma que se construiu sobre a loucura, bem como a sua institucionalização e às mudanças dos paradigmas que vêm redirecionando o atendimento psiquiátrico à saúde mental. Nesta perspectiva, buscamos demonstrar a relevância dos movimentos sociais em saúde no Brasil, sobretudo a do movimento da luta antimanicomial, desde a década de 1970, para o redirecionamento das políticas de atenção à saúde mental. O trabalho pretende, ainda, analisar a Lei nº 10.216/01, conhecida como a “Lei da Reforma Psiquiátrica”, que trata do redirecionamento da psiquiatria e da proteção aos direitos dos portadores de transtornos mentais.

O foco principal deste estudo é provocar uma reflexão sobre os avanços e os impasses da reforma psiquiátrica no DF e sobre o exercício de uma cidadania plena para as pessoas acometidas por transtornos mentais e, nesse sentido, concluímos que pouco se avançou para desinstitucionalizar a assistência e criar serviços substitutivos ao modelo manicomial. Ademais, não existem ini-ciativas significativas que busquem reinserir as pessoas acometidas por transtornos mentais no convívio em sociedade, exceto pelas atividades desenvolvidas pela ONG Inverso. Quanto à Lei nº 10.216, esta é percebida como um respaldo para a defesa e proteção dos direitos das pessoas acometidas por transtornos mentais, mas não teve influência significativa para que as políticas de reforma fossem implantadas no DF.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
Década 1970-2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5260