Estrutura social

CARTOGRAFIAS DE UM PASSEANTE URBANO: processos de aprendizagem e resistência no espaço urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Junior, Paulo Roberto Faber Tavares
Sexo
Homem
Orientador
Coelho, Alberto Davila
Ano de Publicação
2014
Programa
Educação e Tecnologia
Instituição
IFSUL
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia
Inscrições Urbanas
Aprendizagem
Graffiti
Pixação
Resumo

Esta dissertação trata de processos de aprendizagem realizados principalmente na cidade de Pelotas, mas também nas cidades de Curitiba e Porto Alegre, a partir de experiências estéticas com inscrições urbanas – graffitis, pichações, performances e instalações – considerando a capacidade de produzir marcas (ROLNIK, 1993) que estas carregam, ao desafiarem o que é efêmero na vida, estados inéditos que desestabilizam e forçam a produzir outros corpos (GIL, 2004). Seguindo as pistas deixadas por filósofos da diferença, como Gilles Deleuze e Felix Guattari, buscamos cartografar processos de subjetivação que se desenrolam a partir das inscrições, quando capturadas em seus modos de resistência, os quais colaboram para uma educação estética informal potencializadora. Destacam-se as inscrições enquanto agentes da subversão, da ação não pautada, capazes de abrir outros caminhos, provocar outras sensações, em conjunto com outros corpos, permitindo assim a liberação de uma vontade de potência (NIETZSCHE, 1983). Criações de inscritores que dizem respeito a todos que habitam e constroem uma cidade, que movimentam ações coletivas capazes de construções/ destruições, que se constituem componente compositivo junto às forças cotidianas, onde toda uma coletividade participa de um inventar (CERTEAU, 1998), de um aprendizado.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Pelotas
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1339819

DINÂMICA URBANA E PICHAÇÃO: Entre preto fosco e tons de concreto, há quem prefira outras cores

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Viegas, Glauce Cristine Ferreira Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Saraiva, Luiz Alex Silva
Ano de Publicação
2014
Programa
Administração
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
IDENTIDADE
LUGAR
CIDADE
DINÂMICA URBANA
CIRCUITO PICHAÇÃO
Resumo

As relações entre identidades e lugares na cidade se fazem notórias em aproximação ao fenômeno da pichação e conseguem ir além dessa dimensão, uma vez que o circuito perpassa por diversas faixas etárias, classes socioeconômicas, variados comportamentos e assimilações. O que se faz preocupante nesse cenário pouco deveriam ser as reparações de suas intervenções concretas no concreto. Mais atenção merece a violação física e moral, os abusos de poder e o reforço de estigmas sociais conferidos mutuamente. As formas de opressão e os aspectos de alteridade, assim, são elementos que avigoram as discussões sobre a prática pelos pressupostos das identidades em suas conexões às interações sociais e relações de poder, que no contexto urbano, em todo lugar, pode se fazer pelos dominantes e dominados. Meu objetivo nessa pesquisa é caracterizar, em termos identitários e topográficos, a dinâmica urbana conexa ao circuito da pichação em Belo Horizonte. Na tentativa de explanar tal compreensão insiro abordagens teóricas interdisciplinares e discorro sobre as relações entre as temáticas identidade e lugar na cidade. A partir do paradigma interpretativista e da estratégia metodológica qualitativa foram coletados dados primários e secundários sobre o circuito da pichação em Belo Horizonte, os quais contemplaram entrevistas com representantes da municipalidade, sociedade e pichação na capital mineira, além de documentos oficiais e observações diretas e indiretas dos lugares da cidade, contemplados pelo Conjunto Arquitetônico da Pampulha; Complexo da Lagoinha; e Viaduto Santa Tereza. Após organização, o material foi analisado conforme os elementos da análise do discurso em sua vertente francesa, junto aos quais também foram agregados notas de campo e dados iconográficos a fim de complementar a análise dos relatos e das observações de campo. Os principais resultados sugerem que a dinâmica urbana conexa a pichação em BH se caracteriza por práticas organizativas de controle e resistência e apelos identitários e topográficos, dimanantes das estratégias definidas para o combate à pichação a partir do programa municipal Movimento Respeito por BH. As diversas interações identificadas correspondem a arranjos organizacionais entre os agentes sociourbanos, que, em diferentes posições, ordenam e subvertem a organização da cidade. Os discursos variam, assim, em diferentes pontos de vista, que em determinado prisma combatem a pichação, por meio de ações de revitalização do espaço urbano; discursos de respeito ao bem e patrimônios público e privado; e ensaios de controle da cidade e seus cidadãos. De outro ângulo, as práticas de resistência ao ordenamento citadino, não estabelecido em vias horizontais de participação popular, se orientam sob discursos que desconsideram a preferência de outros grupos da sociedade, fixando e impondo as escritas de rua pela cidade e pelos muros particulares, por exemplo. Conclui-se, ainda, sobre a intensificação da insurgência junto aos pichadores e demais indivíduos que representam a prática na cidade, a qual se forma mediante a arbitrariedade da administração pública municipal e diante da decadência alteritária, característica das sociedades contemporâneas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1428110

INTERVENÇÕES GRÁFICAS NO ESPAÇO PÚBLICO URBANO: Uma abordagem antropológica da cidade de são paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Rafael Acacio De
Sexo
Homem
Orientador
Barbosa, Andrea Claudia Miguel Marques
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Intervenção gráfica
Graffiti
Pixação
Espaço Público
São Paulo
Resumo

Este trabalho analisa a produção social do espaço público da cidade de São Paulo a partir da leitura das intervenções gráficas, como graffiti e pixação. A partir de uma abordagem antropológica urbana e visual buscamos os vínculos e relações entre as intervenções gráficas e a constituição e organização do espaço público urbano, tanto na dimensão individual, quanto na dimensão coletiva da percepção. Com o foco nas intervenções gráficas em seus suportes por excelência, os aparelhos arquitetônicos urbanos, nos colocamos à disposição dos encontros e desencontros cotidianos pela cidade para então considerarmos os diversos discursos sobre a prática social e espacial urbana, revelando assim alguns traços das relações entre autor, obra, público e a própria cidade. A argumentação segue no sentido de que as relações cotidianas em torno das intervenções gráficas, marcadas pela tensão entre transgressão e controle, revelam a sobreposição de versões distintas da cidade, da São Paulo vista e da São Paulo imaginada, em que o edificado da paisagem urbana é atravessado por construções simbólicas efêmeras conferindo outra cor e sentido social à cidade de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=812064

A palavra no muro: relações entre o grafitti urbano e a Ciência da Informação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Muniz, Pollyanna Farias
Sexo
Mulher
Orientador
Netto, Carlos Xavier De Azevedo
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciência da informação
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Memória
Informação
Representação
Cultura
Resumo

Quando falamos dos grafites urbanos, temos representações simbólicas aliadas a uma produção material e este conjunto está disposto em um domínio heterogêneo, onde uma categorização dicotômica levaria a uma perda significativa de seu valor informacional. O que deve ficar claro é que o que se intenciona analisar não é uma “cultura”, “sociedade” ou mesmo “grupo” nitidamente distinto, mas sistemas abertos em diferentes graus de coexistência. Seguindo uma linha que se utiliza da Ciência da Informação como arcabouço teórico e percorre os meandros da arqueologia e antropologia, apoiando-se na teoria semiótica para obtenção de uma representação e compreensão do movimento mural como expressão que remete informações não apenas aos indivíduos produtores, mas também a sociedade e auxilia nas formações identitárias. As imagens do grafite urbano configuram uma “realidade paralela” no espaço da cidade, considerando aqui, sobretudo o mundo ocidental, estes compartilham também de semelhantes espaços geográficos e sociais, o que possibilita a construção gradativa de sua “peregrinação imagética” na proposição de novas formas de exposição e de apropriação do urbano, com uma grande carga de significação e de simbolismo. O presente trabalho pretende demonstrar o alicerce desta uma cultura específica, atribuindo à pintura representações contextualizadas com o movimento das ruas, tendo em vista que, elas registram expressões, que só podem ser compreendidas de maneira apropriada quando considerados o meio em que elas foram produzidas e o público específico para o qual elas se destinam, buscou-se ainda, meios para registrar, mapear e difundir os painéis da arte mural, definindo atributos com base nas teorias de representação e semiótica foi possível delinear as faces do fenômeno mural no bairro do Recife, mais conhecido popularmente como Recife Antigo, tendo este uma parte destacada como área de pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Bairro/Distrito
Recife Antigo
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1482361

Subversão na Paisagem: Do canto do graffiti ao grito da pixação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Julia Monteiro Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Maria Helena Braga E Vaz Da
Ano de Publicação
2015
Programa
Geografia
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Pixação
Paisagem
Subversão
Resumo

Na cidade contemporânea a pixação e o graffiti estão cada vez mais presentes, expostos nos espaços público e privado constroem a paisagem urbana em suas dimensões simbólica e material. Esses grafismos urbanos são ricos em cores, formas e discursos. Eles representam o grito de sujeitos/agentes que muitas vezes são marginalizados socialmente, se utilizam destas formas de expressão para se manifestar e exercer uma ação política como protagonistas na produção simbólica da cidade. Este trabalho discute a espacialidade da pixação e do graffiti na cidade de Natal-RN, analisando suas formas e conteúdos impressos nos muros da cidade. Procura-se entender quais as lógicas regem a apropriação destes espaços, assim como quem deles se apropriam, levando em consideração os lugares que são grafitados. A paisagem é subvertida desta forma pelas mãos dos grafiteiros e pixadores que se arriscam riscando os muros e paredes da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2392969

A incorporação da dimensão ambiental no planejamento: uma discussão a partir do caso da zona de especial interesse social da Vila Califórnia, Belo Horizonte.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Daniela Maria Penna Amorim Carvalho
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Heloisa Soares de Moura
Ano de Publicação
2002
Programa
Geografia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Dimensão ambiental
Interesse social
ZEIS
Planejamento urbano
Regularização fundiária
Resumo

Nos diversos períodos do planejamento urbano brasileiro a dimensão ambiental foi sendo incorporada, com diferentes enfoques. O momento atual coloca em destaque a questão ambiental, direcionando as ações no espaço urbano a internalizarem este tema, dentro de uma idéia de sustentabilidade urbana, buscando promover a melhoria da qualidade de vida nas cidades. O resgate das legislações urbanísticas de Belo Horizonte, desde o Plano de Arão Reis, que deu origem à capital mineira, até os dias de hoje, revela como os aspectos ambientais eram considerados no planejamento da cidade. As favelas, representantes de uma urbanização excludente e, muitas vezes, à revelia do planejamento, apresentam-se como um desafio ao planejamento atual que se propõe a alterar a forma de atuação nessas áreas, através da inclusão de novos parâmetros. Dentro deste contexto, as favelas de Belo Horizonte, hoje Zonas de Especial Interesse Social - ZEIS, passaram a ser tratadas como um zoneamento é a regularização urbanística e fundiária. No caso das ZEIS de Belo Horizonte, a proposta de planejamento tem ocorrido em cada vila/favela e conjunto popular, encarando-os como uma realidade similar, mas que possui especificidades. Com este intuito têm sido elaborados Planos Globais Específicos - PGEs, como forma de integrar a cidade "ilegal" à cidade legal. Nesse sentido, utlizando-se do caso da ZEIS da Vila Califórnia, discute-se os limites e vantagens da utilização deste instrumento, elucidando também algumas tendências recentes da intervenção urbana atual no Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
Vila Califórnia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2001-2002

Bnei anussim: uma experiência de judaísmo na periferia paulistana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gutierrez, Carlos Andrade Rivas
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
judaísmo
novas identidades
periferia
Resumo

O objetivo dessa reflexão é realizar a análise acerca da inserção de um novo agente no campo judaico, suas relações dentro desse campo e também com a metrópole. Um ex-pastor da Assembleia de Deus e fiéis de instituições pentecostais e neopentecostais passam a se identificar como bnei anussim, isto é, afirmam-se descendentes dos judeus forçados a se converter na Inquisição. Após as tentativas fracassadas de reconhecimento da identidade judaica perante as autoridades rabínicas, criam a sinagoga Beith Israel, no bairro de São Mateus, periferia de São Paulo. Lá, praticam o judaísmo, conforme seus próprios esquemas de percepção, ortodoxo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Mateus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-23052012-154251/fr.html

A casa e seus objetos: Construções da identidade em famílias de camadas populares

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Schrijnemaekers, Stella Christina
Sexo
Mulher
Orientador
Augusto, Maria Helena Oliva
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
sociologia urbana
antropologia urbana
identidade
periferia
Resumo

Esta tese apresenta uma análise das relações das pessoas de camadas populares com a casa em que moram e os objetos que a compõem para compreender como se dão os processos de construção da identidade para essa camada da população tomando como objeto suas relações com a moradia e seus objetos. A hipótese do trabalho é a de que o espaço da casa expressa processos de construção da identidade. Esta pesquisa entende que os membros de uma mesma casa não se relacionam com o espaço da mesma forma. Na verdade, acredita-se que o espaço da casa seja negociado, renegociado e apreendido, de acordo com os projetos individuais. Para tanto foram pesquisadas quatorze casas cujas famílias moram num a favela da cidade de São Paulo..Palarvras-chave: Sociologia Urbana; Antropologia Urbana; identidade; casa; cultura material.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Favela Nova Jaguaré,
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/002213771

Trajetória e perfil dos adolescentes em conflito com a lei atendidos pelo NAI - São Carlos-SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guimarães, Carlos Eduardo
Sexo
Homem
Orientador
Mancuso, Maria Inês Rauter
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Periferia urbana
Relações familiares
Sociologia urbana
periferia
Resumo

As cidades brasileiras têm apresentado parte da população adolescente em situação de risco social e pessoal e alguns, nessa condição, são autores de atos infracionais. Cada município, porém, pode ter um fator específico de vulnerabilidade adolescente como também um fator comum ao verificado em outros municípios, bem como um perfil comum ou específico dos tipos de atos infracionais praticados. Conhecer com maior detalhamento o contexto de uma população específica é fator fundamental para que sejam implementadas políticas públicas que atendam às demandas da mesma. Em São Carlos há o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) que centraliza as ações das instituições oficiais e extra-oficiais no município e é, portanto, um ator importante no campo das políticas públicas para a população em questão. O NAI é uma fonte privilegiada de dados para pesquisas que tenham, como objeto, comportamentos específicos dos adolescentes pois centraliza as informações sobre os adolescentes que praticaram atos infracionais. O acesso a esses dados, portanto, pela pesquisa documental, permitiu responder aos seguintes objetivos: i) identificar os atos infracionais cometidos pelos adolescentes que os levaram a ser atendidos pelo NAI; ii) analisar as mudanças ao longo do tempo (de 2002 a 2008) da frequência desses mesmos atos infracionais, os dados quantitativos foram organizados por meio do software Statistica. A partir de pesquisa bibliográfica, pode-se (e esse é o terceiro objetivo do trabalho), comparar os resultados obtidos em São Carlos e em outros municípios – São Paulo, Brasília e Ribeirão Preto – e com São Carlos mesmo em períodos anteriores à implantação do NAI. A revisão bibliográfica abordou questões envolvendo relações sociais presentes no universo do adolescente focando as vulnerabilidades que os colocam em situações de risco como a violência, o envolvimento com as drogas, seja de forma ativa ou passiva. Essas pesquisas, e especialmente a documental, deram margem à realização de pesquisa de campo, observação não participante, centrada em entrevista orientada por questionário pré-definido e submetido ao Comitê de Ética da UFSCar. As entrevistas permitiram atender um quarto objetivo: identificar os elementos de vulnerabilidade da população adolescente que a levaram a praticar os atos infracionais e caracterizar os sujeitos entrevistados.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2002-2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/18e080ff-a9c6-4576-a814-74fee5f0f80a

Percursos juvenis e trajetórias escolares : vidas que se tecem nas periferias das cidades

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Carla Regina
Sexo
Mulher
Orientador
Lopes, Roseli Esquerdo
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Juventude - políticas públicas
Território
periferia
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/b1b45041-b0bf-49e1-9043-70ff15d7b2f7