Processos de urbanização

Vigilância, controle e correção. Análise dos discursos e práticas da assistência prestada pela Fundação Leão XIII a favelas cariocas entre 1947 e 1982

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cintia Aparecida Almeida Ramos
Sexo
Mulher
Orientador
Silvio de Almeida Carvalho Filho
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História Comparada
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Assistência social
Fundação Leão XIII
Resumo

A presente dissertação possui como objeto os discursos e práticas de assistência
social fomentadas pela Fundação Leão XIII, entre os anos de 1947 e 1982. Perscruta
historicamente a trajetória oficial da referida instituição e examina, particularmente, o caso de
sua intervenção na favela da Rocinha. Objetiva analisar se a assistência prestada às
localidades faveladas auxiliou a refletir sobre o lugar ocupado pelas mesmas e por seus
habitantes dentro do espaço da cidade formal, ou seja, de que forma o padrão de integração
social vigente no Rio de Janeiro foi (re) pensado pelas ações desenvolvidas pela Leão XIII.
As principais tipologias de fontes que compõe seu corpus documental são relatórios
institucionais oficiais, periódicos de circulação diária e edições especiais e entrevistas
realizadas através da metodologia de História Oral. Duas hipóteses são desenvolvidas e
validadas neste trabalho, quais sejam, apesar de embasar suas práticas nos discursos de
inclusão dos moradores das localidades faveladas à cidade, a política oficial da Fundação
Leão XIII, estando verdadeiramente orientada para o exercício de um poder disciplinar e por
uma lógica assistencialista, que não objetivava garantir à população assistida um lugar
autônomo e isonômico, consolidou-se como um instrumento de controle e vigilância
sóciopolítica daqueles indivíduos. A segunda hipótese sustentada na dissertação considera
que, não obstante as referidas diretrizes oficiais, isso não impossibilitou que na Rocinha
funcionários da Fundação, que atuavam no Centro de Ação Social dentro da favela, tenham
procurado promover uma intervenção preocupada com melhorias não paliativas das condições
de vida dos moradores, que tangenciavam a luta pela conquista de direitos e afirmação da
cidadania dos mesmos.

Autor do Resumo
Cintia Aparecida Almeida Ramos
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1947 - 1982
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/34/teses/CintiaAparecidaAlmeidaRamos.pdf

PRODUÇÃO DE PERIFERIAS URBANAS EM CIDADES MÉDIAS PAULISTAS: O CASO DE SÃO CARLOS E SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
BARBARA VALLILO SIQUEIRA
Sexo
Mulher
Orientador
RICARDO SILOTO DA SILVA
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
PPGEU - Programa de Pós Graduação em Engenharia Urbana
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
CIDADES MÉDIAS PAULISTAS
PERIFERIAS URBANAS
SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL
Resumo

O PRESENTE TRABALHO TEM O INTUITO DE DESENVOLVER UM MELHOR ENTENDIMENTO DO QUE TÊM CONFIGURADO O NOVO PAPEL DAS CIDADES MÉDIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO NA SUA REDE URBANA E COMO AS ATUAIS FORMAS DE EXPANSÃO URBANA TÊM CONTRIBUÍDO PARA DAR CONTINUIDADE A CONSTRUÇÃO DE CIDADES CADA VEZ MAIS DESIGUAIS EM RELAÇÃO À OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO. AS TRANSFORMAÇÕES E AS PERMANÊNCIAS DO USO DO SOLO NAS ÁREAS PERIFÉRICAS DE EXPANSÃO URBANA DESSAS CIDADES ESTÃO ASSOCIADAS À POLÍTICA HABITACIONAL DE INTERESSE SOCIAL, AOS ASSENTAMENTOS INFORMAIS E AOS INTERESSES FUNDIÁRIOS E IMOBILIÁRIOS DE NOVOS EMPREENDIMENTOS CONDOMINIAIS. AS NOVAS CONFIGURAÇÕES QUE TÊM RESULTADO DE DISPUTAS PELA OCUPAÇÃO DESSES ESPAÇOS, PODEM CONTRIBUIR NO ENTENDIMENTO DA ESPACIALIZAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL E DA SEGREGAÇÃO DE ÂMBITO SOCIOTERRITORIAL PARA PODERMOS COMPREENDER MELHOR A NOVA LÓGICA CENTRO-PERIFERIA. ATRAVÉS DA PESQUISA DE DOIS OBJETOS EMPÍRICOS, PROCURA-SE ENTENDER COMO ESSES NOVOS FENÔMENOS SE ESPACIALIZAM NOS ESPAÇOS PERIFÉRICOS DAS CIDADES MÉDIAS PAULISTAS E A APLICAÇÃO DE ALGUMAS VARIÁVEIS DE ANÁLISE IRÃO ORIENTAR PARA DESCOBRIR QUAIS SÃO OS PROCESSOS QUE TÊM SIDO REFORÇADOS E QUAIS SÃO OS PROCESSOS QUE TÊM SIDO PROVOCADOS NA ESCALA INTRAURBANA. PARA FORTALECER A ESPACIALIZAÇÃO DOS FENÔMENOS, PROCURA-SE DESCOBRIR SE EXISTE ALGUMA SINGULARIDADE E/OU PARTICULARIDADES NA ESCALA INTRAURBANA.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7333

ANÁLISE DA SUPRESSÃO DA ARBORIZAÇÃO VIÁRIA NA CIDADE DE SÃO CARLOS/SP NO PERÍODO DE 2004 A 2013: CONTRIBUIÇÕES PARA O PLANEJAMENTO URBANO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
DANIEL TONELLI CAICHE
Sexo
Homem
Orientador
RICARDO SILOTO DA SILVA
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
PPGEU - Programa de Pós Graduação em Engenharia Urbana
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Arborização
Planejamento urbano
São Carlos
Resumo

O OBJETIVO DESTE TRABALHO FOI ANALISAR DE MANEIRA CRÍTICA A ATIVIDADE DE SUPRESSÃO DA ARBORIZAÇÃO VIÁRIA, DE MODO A COMPREENDER OS FATORES QUE INFLUENCIAM ESTE PROCESSO, A FIM DE GERAR CONTRIBUIÇÕES PRA O PLANEJAMENTO URBANO. ESTA ANÁLISE SE DEU ATRAVÉS DA COLETA DOS DADOS PRODUZIDOS PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO CARLOS, NO PERÍODO DA DÉCADA (DE 2004 A 2013), REFERENTES ÀS SUPRESSÕES DE ÁRVORES LOCALIZADAS NOS PASSEISO PÚBLICOS. AS VARIÁVEIS DE ANÁLIOSE COLETADAS EM CADA LAUDO DE AVALIAÇÃO FORAM: DATA DE EMISSÃO; LOCALIZAÇÃO DO EXEMPLAR; ESPÉCIE DO EXEMPLAR; MOTIVAÇÃO DO CORTE. PÔDE-SE OBSERVAR UMA TENDÊNCIA CRESCENTE DE APROXIMADAMENTE 20 SUPRESSÕES POR ANO, DURANTE O PERÍODO. OS MESES COM MAIOR NÚMERO DE SUPRESSÕES FORAM MARÇO, JUNHO E AGOSTO. EM RELAÇÃO À LOCALIDADE, OS BAIRROS COM MAIS SUPRESSÕES NOS PASSEISO PÚBLICOS FORAM CENTRO, SANTA FELÍCIA E BOA VISTA. NO QUE TANGE A ESPÉCIES BOTÂNICAS, AS QUE OBTIVERAM MAIORES NÚMEROS FORAM SCHINUS MOLLE, SEGUIDA DE MICHELIA CHAMPACA E FICUS SPP. AS MAIORES MOTIVAÇÕES DAS SUPRESSÕES FORAM: CONFLITO COM PASSEIO PÚBLICO, ASPECTOS FITOSSANITÁRIOS E INTERFER^~ENCIA NA MOBILIDADE. ESTES RESULTADOS APONTAM UMA DEFICIÊNCIA NO PLANEJAMENTO DOS PASSEIOS PÚBLICOS, NA COMPATIBILIZAÇÃO DO ESPAÇO DO SISTEMA DE ARBORIZAÇÃO URBANA COMO UM DOS SISTEMAS DE INFRAESTRUTURA URBANA.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7560

FORMAÇÃO DA REDE URBANA E FUNDAÇÃO DE CIDADES NA REGIÃO DE ITU – 1796 A 1830

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
IARA FIORAVANTI SAMPAIO
Sexo
Mulher
Orientador
IVONE SALGADO
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
289
Idioma
Português
Palavras chave
Fundação de Cidades
História Urbana
Rede Urbana
População Urbana
Configuração Urbana
Resumo

 

Esta pesquisa tem por objetivo explorar as interações entre os bairros rurais e o núcleo urbano da vila de Itu, processo este marcado pelo contínuo desmembramento do termo da vila, pois à medida que os bairros rurais se elevavam à freguesia e posteriormente à vila, carregavam consigo parte do território desta, redefinindo em diversos momentos a fronteira da vila e a rede urbana da região, até alcançar a configuração que conhecemos hoje. O método de análise adotado é o da história urbana, com destaque para o estudo da base documental do Arquivo Público do Estado de São Paulo, os Maços de População, que a partir do governo do Morgado de Mateus da capitania de São Paulo (1765-1775), foram elaborados no contexto de adoção de uma política de povoamento para a capitania. Para esta pesquisa foram analisados os Maços de População de 1796, 1807, 1818 e 1830, observando duas diferentes escalas, a da formação da rede urbana e a da configuração da vila. A primeira revela a vida rural da população em bairros agrícolas, muitas vezes distante do núcleo urbano central, onde se reconhece a origem de diversas cidades paulistas desmembradas do território ituano, num processo de redefinição de fronteiras que ocorreu entre o final do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX, período no qual a vila perde boa parte de seu termo para a formação das vilas de Porto Feliz e Piracicaba. Na segunda, o foco é a esfera de vida urbana, em que foi possível verificar a formação do núcleo urbano da vila de Itu entre 1796 e 1830, auge da cultura açucareira e início da ascensão da cultura do algodão, quando revela uma configuração urbana típica da cidade portuguesa na América.

Referência Espacial
Região
Região de Itu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1796 - 1830
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2400835

Missões, colégios e aldeamentos jesuíticos no Brasil Colônia: Ocupação territorial das capitanias do sul (1549-1759)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rinaldi, Renan Amauri Guaranha
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Jane Victal
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
149
Idioma
Português
Palavras chave
jesuítas
missões
aldeamentos
Brasil colonial
Capitanias do Sul
Resumo

Em 1549, logo após a aprovação da Companhia de Jesus em Roma, o P. Manuel da Nóbrega partiu de Lisboa na armada de Tomé de Souza juntamente de cinco companheiros para conduzir as Missões Portuguesas do Ocidente. Em 1553, após formar as primeiras missões brasileiras na Baía de Todos os Santos, onde primeiramente aportou, seguiu em direção à Capitania de São Vicente onde percorreu o litoral sul do Brasil colonial. Em seguida, subindo a Serra do Mar, Nóbrega liderou a fundação da Aldeia de Piratininga e nela implantou o Colégio de São Paulo possibilitando o início das entradas para o interior do continente. As implantações destes colégios por vezes deram origem a núcleos urbanos, como nos casos das Vilas de São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória, que se tornaram posteriormente centros de irradiação da expansão colonial formando redes de pequenas localidades. Os pátios e terreiros associados a esses colégios, bem como as igrejas jesuíticas e os aldeamentos destinados à redução indígena formavam os conjuntos arquitetônicos dos aldeamentos enquanto a organização do espaço das residências visava dar suporte à evangelização e a introdução do índio ao sistema de vida português. Este trabalho tem como propósito analisar a atuação da Companhia de Jesus perante os propósitos dos colonizadores portugueses durante o século XVI até primeira metade do século XVIII, antes da política pombalina de expulsão, e a lógica de expansão nas Capitanias ao sul do território brasileiro no período colonial, concentrando o olhar na expansão territorial realizada a partir da influência do Colégio de São Paulo, sendo a Vila de São José dos Campos no Vale do Paraíba e a Fazenda de Botucatu no oeste da Capitania, os dois últimos redutos da presença jesuítica no território do período colonial. Para tal, nos apoiaremos na historiografia e na análise de cartas jesuíticas, além de estudos sobre os fluxos e expansão dos assentamentos tendo como base as cartografias antiga e contemporânea, demonstrando a presença dos jesuítas no território em questão.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
1549 - 1759
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=971226

UM OLHAR SOBRE O TERRITÓRIO: ANÁLISE TERRITORIAL E ESTUDO PROSPECTIVO SOBRE A GRANDE DIAGONAL PAULISTA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CLAUDIO MANETTI
Sexo
Homem
Orientador
JONATHAS MAGALHAES PEREIRA DA SILVA
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
203
Idioma
Português
Palavras chave
Desenho urbano e ambiental
Unidades de Desenvolvimento
Gestão Metropolitana
Conflitos
Suporte Ambiental
Resumo

Algo novo é percebido no comportamento das transformações do território no estado de São Paulo. O trabalho investiga a configuração futura desse fenômeno urbano em expansão. Toma-se como estudo de caso o sistema de ocupação e acumulação econômica dos municípios localizados ao longo das principais conexões do Porto de Santos aos domínios do Planalto Ocidental (São José do Rio Preto / Barretos / Ribeirão Preto). Denominamos este vetor de ocupação que ocorre no estado de São Paulo de “Grande Diagonal Paulista”. Esta nova realidade territorial pode mudar a lógica das cidades como as conhecemos até agora. Estudar tal processo contribui para: a)compreender o "novo desenho" do território; b) investigar novas indagações de capacidades e pertinências e c) entendimento de papeis e circunstâncias nas quais se encontram os gestores públicos frente aos destinos desse fundamental fenômeno urbano, rural e ambiental em formação. Objetiva-se a construção de um processo de leitura para investigação da territorialidade. Toma-se como base o reconhecimento dos processos e produtos resultantes. Objetiva-se compreender as profundas transformações enunciadas e seus rebatimentos na estrutura, forma e paisagem.Busca-se desenvolver um método de leitura que apóie a prática de arquitetos e urbanistas.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=970686

Urbanização, Morfologia e Adensamento: O eixo noroeste da Região Metropolitana de Campinas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
CAUANA LEMES CONDE NANDIN
Sexo
Mulher
Orientador
MANOEL LEMES DA SILVA NETO
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
81
Idioma
Português
Palavras chave
região metropolitana de campinas
urbanização contemporânea
morfologia urbana
Resumo

 

Este trabalho aborda a formação e expansão do tecido urbano no Eixo Noroeste da Região Metropolitana de Campinas (RMC), que corresponde à Rodovia Anhanguera no trecho entre Campinas e Americana, por intermédio da análise de sua morfologia, suas características de dispersão e espraiamento urbano. A área de estudo foi escolhida por seu intenso crescimento urbano e industrial iniciado nos anos de 1970, que potencializou a evolução de alguns centros como Campinas, em função da sua infraestrutura, sendo a rodovia Anhanguera fundamental no crescimento socioeconômico em toda a RMC, por representar em conjunto com a Rodovia Bandeirantes e a Rodovia Washington Luís o maior corredor financeiro do país interligando a Região Metropolitana de São Paulo a Campinas e a Baixada Santista. Com o fortalecimento econômico dos municípios da RMC através da instalação de novas indústrias e ampliação de centros tecnológicos, novos pólos de atração foram criados desencadeando um processo de urbanização periférica com grandes disparidades morfológicas, que se expressam através da legislação de uso do solo, zoneamento e acesso a equipamentos e espaços livres públicos. As combinações da expansão urbana e do crescimento das periferias geraram várias áreas de conurbação no âmbito da RMC, que se apresentam espraiadas dos núcleos principais e com características similares em termos de ocupação representando atualmente uma nova morfologia. Um ponto particular da análise é o de compreender as características deste vetor de expansão metropolitana às margens do sistema rodoviário da Anhanguera considerando seu potencial na atração de indústrias e na localização de novos loteamentos residenciais de alto e médio padrão.

Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970 - 2012
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=109815

O Processo de expansão urbana recente da Região Sudoeste de Campinas - Agentes e Impactos.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Ricardo Alexandre Da
Sexo
Homem
Orientador
Bueno, Laura Machado De Mello
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUC/CAMP
Página Inicial
1
Página Final
131
Idioma
Português
Palavras chave
zonas de sacrifício
contaminantes
habitantes
indústria
gestão urbana
Resumo

A presente pesquisa pretende compreender e analisar o processo de criação dos bairros Jardim Florence I e II, Parque Floresta, Jardim Itajaí, Jardim Lisa, Jardim Rossin, Jardim Satélite Iris, Jardim Santa Rosa, Chácaras Cruzeiro do Sul e Parque Valença, implantados na região do Campo Grande, Campinas / São Paulo. Mais especificamente, pretende-se verificar o papel dos agentes a legislação como ferramenta de apropriação e transformação de amplas parcelas do espaço geográfico em território construído; a indústria que ao aplicar as suas práticas produtivas, dinamiza e requalifica as escalas urbanas da cidade; a moradia popular, que ao ser direcionada ao trabalhador, estimula o mercado imobiliário a produzi-la de forma legal e ou ilegal. E ao aplicar a analise feita destes agentes, busca-se por meio do estudo de caso dos bairros presentes nesta área, identificar as práticas de ocupação que resultaram na construção de bairros que atualmente apresentam grandes disparidades sociais e econômicas, resultando em uma ocupação urbana precária, com bairros fragmentados, dispersos e ocupados por uma população, permeada por práticas econômicas predatórias que conferem a muitos destes locais o titulo de Zonas de Sacrifício.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campo Grande, Campinas e São Paulo
Bairro/Distrito
Jardim Florence I e II, Parque Floresta, Jardim Itajaí, Jardim Lisa, Jardim Rossin, Jardim Satélite Iris, Jardim Santa Rosa, Chácaras Cruzeiro do Sul e Parque Valença
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/16207

As dinâmicas vivenciais na borda das metrópoles: o caso de Atibaia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Passos, Francisco Carlos Leal
Sexo
Homem
Orientador
Benfatti, Denio Munia
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
PUC/CAMP
Página Inicial
1
Página Final
85
Idioma
Português
Palavras chave
expansão metropolitana
políticas públicas
esfera de vida pública
Resumo

A expansão urbana contemporânea, analisada aqui particularmente na região Sudeste do Brasil, tem avançado e si consolidado nas últimas décadas como um novo modelo de ocupação e articulação dos territórios metropolitanos e sua faixa envoltória. Este novo cenário disperso, fragmentado, e polinucleado, é estruturado por grandes eixos expressos de deslocamento e conurbações funcionais, novas tecnologias e comunicação, transporte de informação, novas práticas de produção e consumo individualizadas de onde emergem profundas alterações nas relações e dinâmicas cotidianas de suas populações, assim como em suas esferas de vida pública e privada. Este trabalho procura a partir do estudo de caso do Município da Estância de Atibaia, à borda das Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, contribuir com uma reflexão acerca dos movimentos hegemônicos imbricados nesse novo modelo de expansão e ocupação, e seus reflexos em um Município de menor porte inserido nesse sistema, naquilo que se refere, em especial, às suas dinâmicas cotidianas e vivenciais. O trabalho propõe ainda uma reflexão sobre as questões que relativizam o sentimento de pertencimento e identidade como possíveis motores do fortalecimento da esfera da vida pública, a fim de ampliar o conhecimento do urbanismo na direção do aprofundamento do entendimento das complexidades dos processos de urbanização contemporâneos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Atibaia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=212922

Quando a cidade vira muro: os condomínios residenciais fechados de Itatiba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nadya Massaretto
Sexo
Mulher
Orientador
Manoel Lemes da Silva Neto
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
URBANISMO
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
98
Idioma
Português
Palavras chave
empreendimento imobiliário
metropolização
Resumo

O foco é análise do processo de formação dos condomínios residenciais fechados no município de Itatiba, estado de São Paulo, explicado por meio do fenômeno da metropolização. Essa dinâmica produz uma organização espacial do tecido urbano de baixa densidade e territorialmente dispersa, que resulta, entre outras consequências, o aumento dos custos de urbanização, uma cidade fragmentada, perda da identidade cultural relacionadas aos hábitos de uso da cidade, etc. Nesta perspectiva é que se observou, a partir de meados dos anos 1970, a proliferação da construção de condomínios residenciais fechados, como causa e efeito do processo de urbanização contemporânea, identificado pela metropolização paulista. Os fatores que podem explicar essa dinâmica estão relacionados, pelo menos, ao seguinte: 1) valor da terra, relativamente baixo se comparado a outras localidades em contextos semelhantes e próximos a Itatiba; 2) estratégias de propaganda e markenting que produzem um quadro de violência urbana inexistente na cidade nas proporções anunciadas e relacionando a moradia em condomínios fechados a idéia de segurança; 3) proximidade a grandes centros metropolitanos geradores de fluxos econômicos comerciais, industriais e, especialmente, de serviços; 4) oferta de um dos mais modernos sistemas viários do país; e, 5) paisagem predominantemente rural atrelada às expectativas de um modo de vida saudável. O caso analisado também revela de maneira exemplar evidências do respaldo que a legislação municipal garante à aprovação e legalização dessa forma de empreendimento imobiliário.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Itatiba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16148