Geografia

A (re)produção social da escala metropolitana: um estudo sobre a abertura de capitais nas incorporadoras e sobre o endividamento imobiliário urbano em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Martins, Flavia Elaine da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Damiani, Amelia Luisa
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abertura de capitais
Endividamento imobiliário
Escala metropolitana
Mundialização financeira
periferia
Resumo

Nesta pesquisa buscamos compreender a produção social da escala metropolitana em um contexto atual de mundialização financeira. Neste sentido, reunimos dados referentes à abertura de capital nas incorporadoras do setor da construção civil brasileiras, abordando a penetração do capital financeiro em suas estruturas e a ampliação da escala de produção e de atuação geográfica destas empresas a partir de 2005. Estes dados foram iluminados com um estudo simultâneo sobre o endividamento imobiliário urbano, por meio da abordagem dos leilões de imóveis, trazendo os conteúdos do desemprego para a compreensão crítica do crédito imobiliário urbano. O mapeamento dos dados se concentrou na Região Metropolitana de São Paulo. Identificamos o desdobramento da noção de moderna propriedade da terra em posse e propriedade, liberando a propriedade abstrata para circular como mercadoria e concentrando na posse as lutas cotidianas pela habitação. Constatamos a introdução do endividamento imobiliário como forma significativa de acesso à habitação nas periferias metropolitanas. Este endividamento foi compreendido como elemento de ritmanálise, capaz de transmitir os ritmos de valorização do capital mundial financeiro, definidos pela presença do capital fictício, aos ritmos de trabalho, de exploração e de espoliação urbanos, redefinindo o modo de vida metropolitano, notadamente por meio do acesso à habitação e à cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Nova Jaguaré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2005
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-25052011-123730/pt-br.html

Metropolização e o discurso da modernidade na reposição da periferia: o bairro do Cabuçu no município de Guarulhos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carvalho, André Luiz de
Sexo
Homem
Orientador
Francesconi, Lea
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Especulação imobiliaria
Metrópole
Propriedade privada
Reestruturação produtiva capitalista
periferia
Resumo

O presente trabalho tem por objetivo de estudo a relação envolvendo a periferia e o seu processo de reposição na metrópole de São Paulo, tendo por base o estudo realizado no bairro do Cabuçu, no município de Guarulhos. A complexidade urbana do momento atual comporta diferentes análises no sentido de sua interpretação. Partindo-se desse pressuposto, o que se analisa neste trabalho é a atual condição da periferia na metrópole de São Paulo face as promessas da modernidade relacionada ao desenvolvimento urbano. Essa modernidade, acompanhando a evolução do capitalismo, leva a instituição propriedade privada à posição de centralidade, transformando esta numa das principais marcas da sociedade moderna. Em meio a tantas alternativas acerca da complexidade urbana atual, a escolha aqui feita foi a de analisar a periferia enquanto uma realidade sócio-espacial que, do ponto de vista desta reprodução ampliada, deve ser incessamente resposta ao longo do território da metrópole, não excluindo as contradições inerentes a esse processo. Por sua vez, esse movimento incessante vincula-se ao próprio sentido do urbano, que é reproduzido a partir da lógica do capital, e à impossibilidade no alcance das promessas da modernidade. A metrópole chega à atual fase enquanto um território que, dentre vários outros desdobramentos, passa a enfatizar a relação entre o capital especulativo e o mercado imobiliário. Vem daí a intensificação da especulação imobiliária, que é articulada longo do território da metrópole. Como consequência, a reposição da periferia, que se consubstancia em função do drama cada vez maior da moradia, passa também a ser um movimento articulado nessa mesma metrópole.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Bairro/Distrito
Cabuçu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-21092011-140937/pt-br.html

Crise do trabalho e a abordagem centro-periferia na metropolização de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinho, Rinaldo Gomes
Sexo
Homem
Orientador
Alfredo, Anselmo
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Crise do trabalho
Metrópole de São Paulo
centro-periferia
periferia
Resumo

A dissertação teve como principal questão a discussão acerca das abordagens das periferias urbanas no processo de metropolização de São Paulo, discutindo os pressupostos da literatura sobre o tema desta divisão intra-urbana a partir das idéias de marginalização e exclusão sócio-espacial. Procuramos problematizar a divisão entre centro e periferia urbana a partir da crítica às abordagens que privilegiavam estas análises a partir da centralidade das categorias de luta de classes, dos espaços periféricos como lócus do exército industrial de reserva e da hegemonia do capital produtivo. A pesquisa procura repensar a questão da divisão da metrópole no atual momento de reprodução crítica do capitalismo que marca uma mudança qualitativa de entendimento dos espaços considerados periféricos para além da materialidade e da visão geométrica da divisão centro periferia. Discutimos a perda de potência da idéia de espaços excluídos a partir da premissa de um processo de socialização negativa das populações pauperizadas, neste momento de crise dos fundamentos do trabalho, aliada à nova estrutura da reprodução do capital, baseada na financeirização e na ficcionalização. Deste modo através da generalização do crédito e do consumo para estas populações, buscamos um caminho possível para pensar a própria destituição da relação centro-periferia na metrópole de São Paulo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-06062011-174242/publico/2010_RinaldoGomesPinho.pdf

Subúrbios de veraneio: condicionantes históricas, sociais, econômicas e ambientais da urbanização às margens de represas no entorno do Rio Grande (SP/MG)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Larrabure, Sara Pugliesi
Sexo
Mulher
Orientador
Cruz, Rita de Cassia Ariza da
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
segunda residência
turismo residencial
urbanização às margens de represas
periferia
Resumo

Esta dissertação aborda o fenômeno da segunda residência, propagado em forma de ranchos, ao redor de diversas represas formadas a partir da implantação de usinas hidrelétricas que se localizam no Rio Grande, a norte do Estado de São Paulo e sudoeste de Minas Gerais, mais especificamente entre a Usina de Volta Grande e de Furnas. O objetivo principal foi compreender o papel desta forma de consumo do espaço na apropriação e ordenamento do território na região estudada. Para isso, buscou-se analisar os diferentes vetores que contribuíram para a ressignificação da região e formaram, na orla fluvial do Rio Grande, grandes áreas de subúrbios de veraneio que servem às cidades economicamente mais pujantes da região, como Franca, Ribeirão Preto e Uberaba. No intuito de compreender esse fenômeno, além do suporte bibliográfico, foi necessária a realização de trabalhos de campo na região estudada. Observou-se que esse fenômeno acaba produzindo a fragmentação do espaço, dada por um uso especializado e elitista de parte do território regional, pela apropriação e privatização de áreas de preservação permanente. A ocupação das margens do Rio Grande vem crescendo de uma forma acelerada, novos empreendimentos estão sendo comercializados e as áreas livres lindeiras ao Rio são objeto de interesse por parte de loteadores e outros empreendedores imobiliários. Este estudo nos permitiu perceber que os subúrbios de veraneio são um dos principais fenômenos promotores da urbanização na região, e que existe um sistema de ações que incentiva a proliferação desses subúrbios de veraneio pelas margens do Rio, como a ampliação das zonas urbanas, criações de zonas de interesse social e ausência efetiva de fiscalização

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-17042012-084731/pt-br.html

Os conteúdos sociais da crise ecológica: a reprodução do espaço urbano e a ocupação da Guarapiranga

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bertoletti, Frederico
Sexo
Homem
Orientador
Carlos, Ana Fani Alessandri
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Indústria
Produção
Reprodução
Mananciai
Periferia
Resumo

O objetivo central do trabalho repousa na tese de que a crise ecológica tem um conteúdo eminentemente social. Para tanto, localizamos a problemática da ocupação das áreas de mananciais da represa Guarapiranga na história da produção do espaço urbano capitalista na metrópole de São Paulo. Realizamos um percurso teórico usando o método regressivo-progressivo como caminho necessário para localizar a problemática dos mananciais no seio dos conteúdos da produção do espaço urbano, possibilitando destacar os fundamentos, processos e contradições sociais obscurecidos pela ótica que representa e reduz a problemática dos mananciais a uma questão ecológica. Nos dedicamos a entender a natureza desse fenômeno social, tentando desvendar os processos, sujeitos e contradições que justificaram a formação e expansão da periferia urbana em todas as direções dos extremos da metrópole de São Paulo; nas últimas décadas essa expansão vem promovendo a ocupação das áreas do entorno da Guarapiranga. Também nos empenhamos criticamente sobre a representação da crise de abastecimento hídrico, na qual buscamos desmistificar a linha de pensamento que responsabiliza os moradores pobres das áreas de mananciais pela crise de abastecimento hídrico.  A pesquisa demonstrou que a formação e expansão da periferia urbana de São Paulo foi um dos resultados da industrialização na primeira parte do século XX e manteve-se nas últimas décadas, quando a indústria foi perdendo hegemonia como principal pólo indutor da acumulação capitalista na capital paulistana, sendo substituída parcialmente pelo setor terciário moderno - capitaneado pelo capital financeiro. O processo de constituição da maior metrópole do país deu-se assentado em relações sociais contraditórias, resultando numa urbanização que não apenas reforçou as contradições sociais derivadas da introdução das relações capitalistas de produção, como elevou-as a patamares superiores, na condição de contradições do espaço. A ocupação das áreas de mananciais utilizadas no abastecimento público na região sul é resultado direto da lógica de acumulação que se consolidou em São Paulo, promotora da precarização do trabalho, por um lado, e da valorização do espaço por outro, resultando na deterioração das condições de vida da classe trabalhadora ao promover a segregação sócio-espacial e a deterioração das condições ambientais da cidade, ao forçar grande parte da população a habitar nas áreas menos valorizadas, em boa parte localizadas nas áreas de proteção ambiental.  A representação hegemônica desse fenômeno reforça uma ideologia que responsabiliza o morador de periferia pela crise de água para o abastecimento público, obscurecendo todas as contradições e fundamentos que estão na base do processo de urbanização, os interesses do setor imobiliário num dos últimos “recantos de natureza” da metrópole e também joga uma “cortina de fumaça” sobre as diferentes estratégias envolvidas na utilização dos recursos hídricos da bacia do Alto Tietê. A pesquisa revelou que a crise de abastecimento hídrico resulta, sobretudo, das estratégias do setor energético na bacia, da gestão dos serviços de saneamento básico na metrópole e do estabelecimento da água como mais uma mercadoria a serviço da diferenciação social através do consumo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://gesp.fflch.usp.br/sites/gesp.fflch.usp.br/files/Frederico_pronto.pdf

Conforto térmico em habitações de favelas e possíveis correlações com sintomas respiratórios: o caso do Assentamento Futuro Melhor - SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Utimura, Isabel
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2011
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Microclimatologia
conforto térmico
climatologia aplicada
Resumo

O objetivo deste trabalho é verificar a influência do microclima no condicionamento do ambiente de residências representativas da favela do “Assentamento Futuro Melhor” do Município de São Paulo. A investigação procura isolar e caracterizar os controles climáticos cuja variação espaço-temporal seja significativa a ponto de influenciar a ocorrência e distribuição de doenças respiratórias em população de baixa renda. O estudo foi desenvolvido com base no conceito de ritmo climático e na concepção bioclimática do ambiente construído, que foram aplicados empiricamente em trabalho de campo. Foram realizados monitoramento e avaliação do conforto térmico em ambiente interno de longa permanência de oito habitações com tecnologia e padrão construtivos diferentes, usando mini-regitradores digitais de temperatura e umidade relativa do ar com frequência de amostragem de 1 hora durante o verão de 2009 ao inverno de 2010. Procurou-se isolar a influência topoclimática (orientação e posição da vertente), instalando-os num mesmo quarteirão com declividades muito baixas. Foi classificada, hora a hora, a combinação de temperatura e umidade relativa do ar resultando no índice de sensação térmica humana segundo a proposta de Olgyay (1963). A comparação do ambiente interior das habitações com o exterior foi realizada a partir de dados obtidos junto às estações meteorológicas do INMET - Mirante de Santana (SP) e do IAG-USP, e das informações da circulação secundária sobre a área de estudo obtida das cartas sinóticas da Marinha do Brasil, e imagens do satélite GOES no canal infravermelho (CPTEC/INPE). Para associar o fator conforto térmico com sintomas respiratórios recorreu-se à aplicação de questionários, buscando investigar in loco se havia uma variação da prevalência de sintomas respiratórios em função de atributos das habitações. Foram realizadas entrevistas sistemáticas com cada um dos indivíduos moradores de 150 habitações tomadas como universo amostral. Os dados dos sintomas respiratórios foram associados e agrupados segundo os tipos construtivos de habitações, o perfil socioeconômico e demográfico, além de hábitos da família que interferem no conforto térmico e/ou na saúde respiratória. Essas associações buscaram um controle das variáveis que poderiam influir na incidência de sintomas e serviram para isolar exclusivamente a influência das variáveis construtivas da habitação. Por fim, buscou-se incorporar os dados climáticos registrados às informações qualitativas levantadas junto à população moradora. Os resultados apontam para a influência do padrão construtivo nos níveis de conforto térmico, consistindo em fatores diferenciadores dos atributos microclimáticos do ambiente interior. As habitações em fechamento de madeira e cobertura de telha ondulada de fibrocimento apresentaram um isolamento menor dentre às habitações pesquisadas, sendo que a habitação em alvenaria com laje ofereceu um maior isolamento e inércia térmica em relação ao ambiente externo. As habitações em alvenaria com telha de fibrocimento apresentaram diferenças nas condições de conforto térmico em função das pequenas melhorias construtivas empregadas em cada caso. Verificou-se que nas habitações da favela ocorrem extremos de temperaturas, e que nas habitações localizadas fora do ambiente de favela, tomadas como posto de controle o mesmo não ocorreu. Sobre os efeitos meteorológicos no condicionamento do ambiente das habitações estudadas, verificou-se que os maiores resfriamentos estão associados à MPA; os maiores aquecimentos sob a ação dos sistemas tropicais TC e MTA, e as FFs criam uma situação de homogeneização nas variações das temperaturas médias horárias ao longo do dia. A análise integrada da variação horária de temperatura e umidade relativa do ar permitiu verificar que existe um ritmo sazonal nas condições de conforto térmico humano. No tocante à sensação térmica, todas as habitações da favela mostraram-se, na maior parte do tempo, fora da faixa de conforto proposta por Olgyay (1963), variando entre situações de desconforto ao calor-úmido e ao frio-úmido. Verificou-se que as habitações da favela condicionam ambientes propícios à ocorrência de sensações opostas e extremas no mesmo dia, o que não ocorre nas habitações localizadas fora do ambiente de favela. Os resultados das entrevistas indicam que nas habitações mais precárias, em madeira e alvenaria sem reboco, há maior prevalência de sintomas respiratórios do que nas habitações mais estruturadas em alvenaria com reboco. Houve associação entre a frequência e distribuição dos sintomas respiratórios e as variáveis climáticas e o índice de conforto de forma diferenciada por tipo de padrão construtivo. Os resultados corroboram a hipótese de que as habitações precárias de favelas apresentam maior impacto negativo à saúde respiratória dos moradores. As habitações da favela do “Assentamento Futuro Melhor” produzem o oposto daquilo que se espera de qualquer abrigo humano, pois pioram a condição do ambiente e prejudicam a saúde de seus ocupantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Paraisópolis, Jardim Pery Alto
Localidade
Assentamento Futuro Melhor
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-06072011-091727/pt-br.html

Análise de impactos sócio-ambientais causados por obras de infraestrutura na represa Billings, município de Santo André, RMSP (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ralla, Thais Marina Castelhano
Sexo
Mulher
Orientador
Venturi, Luis Antonio Bittar
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Obras de infraestrutura
Ocupação irregular
Planejamento urbano
Represa Billings
periferia
Resumo

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) acumula historicamente, problemas relacionados à exclusão social e à degradação ambiental. Esta problemática socioambiental encontra nas áreas dos mananciais metropolitanos sua maior expressão; suas causas referemse à falta de planejamento, de fiscalização, de políticas públicas, especulação imobiliária, entre outras. Atualmente, fortes intervenções governamentais estão em curso nestas áreas, o que exige uma análise de seus prováveis impactos socioambientais. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é prognosticar os possíveis impactos, positivos ou negativos, que obras de infraestrutura podem causar aos bairros Parque Miami, Jardim Riviera e seus entornos, às margens da Represa Billings. A urbanização de áreas irregulares, a implementação de saneamento básico e o incremento de sistema viário são as três variáveis analíticas consideradas neste estudo, escolhidas em função de corresponderem às principais ações estruturais previstas nas áreas selecionadas. O método utilizado baseou-se na análise evolutiva do uso do solo e na identificação de fragilidades ambientais, as quais possibilitaram a análise integrada. Tecnicamente, foram feitos mapeamentos para demonstrar a evolução do uso e ocupação do solo e as fragilidades naturais da área. Em seguida, a pesquisa apoiou-se em trabalhos de campo, que viabilizaram a observação e registros fotográficos da área. Além disso, foram realizadas entrevistas com responsáveis pelas obras e com o representante da comunidade. Estudos voltados a esta problemática são cada vez mais necessários, pois identificar as transformações e as conseqüências da ocupação pode subsidiar o planejamento urbano e ambiental. De forma geral as obras de urbanização e saneamento mostram-se satisfatórias no que tange a questão social. Em relação ao Rodoanel Trecho Sul, a população já foi impactada, mas esta obra pode desencadear impactos futuros. Na questão ambiental o Rodoanel já causou diversos impactos, e as de urbanização também podem causar, mas também existem os impactos positivos, como a suspensão do despejo de dejetos domésticos na Represa Billings.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Parque Miami, Jardim Riviera, Favela Pintassilgo
Logradouro
Represa Billings
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-13092012-101509/pt-br.html

Subúrbio, morro e terreiro: a geografia da prática cultural dos negros em meio ao processo de urbanização da cidade do Rio de Janeiro entre 1890 e 1940

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Marcelo Pereira da
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Bernadete Aparecida Caprioglio de Castro
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia
Instituição
UNESP-RC
Idioma
Português
Palavras chave
Subúrbio
processo de urbanização
periferia
Resumo

Através deste estudo procuramos debater de forma interdisciplinar a respeito do desdobramento sócio-espacial ocasionado pela reforma urbana realizada no início do século XX na cidade do Rio de Janeiro e continuada por gestores municipais ao longo do século, que mantiveram a lógica burguesa de apropriação do espaço, resultando em sérios impactos sobre as camadas mais pobres da população e, por sua vez, sobre a espacialização das manifestações culturais dos negros, seja no campo religioso, cultural ou festivo. Nossa intenção está justamente em ter como foco principal as práticas religiosas e culturais dos negros na cidade do Rio de Janeiro, fazendo o contraponto com a consolidação de uma sociedade burguesa inspirada nos padrões europeus de comportamento, o que por sua vez acarretou em repressão e rearranjos espaciais para os demais setores sociais. Observa-se na atualidade a nítida divisão do espaço no que tange à prática religiosa, pois enquanto os cultos cristãos tais como catolicismo e protestantismo, reconhecidos socialmente, tem livre fixação em qualquer área da cidade, não vemos na mesma proporção a presença de centros de candomblé e umbanda. O presente trabalho busca traçar a relação entre as mudanças dos conceitos comportamentais da sociedade carioca em inícios do século XX e o peso que essas alterações tiveram sobre os hábitos dos negros e brancos pobres. A absorção do conceito europeu de civilização, sobretudo de influência francesa, estava em desacordo com a conduta dos populares que habitavam o centro do Rio de Janeiro. Muitos trabalhos já se debruçaram sobre os aspectos urbanísticos, habitacionais e sociais que a Reforma Pereira Passos e os governos subseqüentes tiveram sobre a população carioca, porém não encontramos até o presente momento estudo que tente fazer a relação entre a citada reforma e a religião.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Madureira; favela Parque Vila Nova; favela R. Pereira Leitão; favela Vila das Torres; favela Morro do Sossego; favela Sanatório; favela São José; favela Groto; favela Serrinha; Morro do Dendê; favela R. Iguaçu e Morro da Serrinha.
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1890–1940
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/entities/publication/6c2ed2db-28c1-4229-955c-edcfbda3d64e

O Álibi Cultural: Novas Formas para a Valorização e Reprodução do Espaço na Metrópole Contemporânea

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Julio Cesar Ferreira
Orientador
Carlos, Ana Fani Alessandri
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
(Re)produção do espaço
Revitalização urbana
Políticas espaciais
periferia
Resumo

A (re)produção das metrópoles para a venda no mercado mundial ocorre através da produção de novas formas espaciais associadas à urbanização contemporânea. Até então reconhecidamente espaço produzido pela indústria, agora a metrópole tende a conformar-se pela dispersão relativa da atividade produtiva. No bojo desse movimento, novos processos e estratégias são engendrados, voltados à reestruturação urbana, reproduzindo a metrópole de acordo com novas estratégias que apontam para a produção do Centro, ora em deterioração, como “nova” centralidade. Estas estratégias apontam para a recuperação de áreas urbanas degradadas, de modo a trazer de volta aos centros ou outras áreas em vias de revitalização as classes sociais com maior poder aquisitivo. Para isso, neste momento, a cultura é instrumentalizada como produto e lógica potencializada por uma ideologia desenvolvimentista. Assim, o objeto de nossa pesquisa consiste no estudo das políticas espaciais voltadas à revitalização de centros urbanos, políticas que atuam sob o discurso culturalista articuladas pelo Estado e pelo capital para a superação das barreiras existentes à valorização do valor e à circulação do capital. Neste sentido, dá-se a relação entre o Político e o econômico no processo de produção de novos espaços, utilizando-se de ideologias que ganham materialidade nas novas formas e relações engendradas na área central da metrópole. Dessa forma, nosso objetivo principal é discutir os termos nos quais a cultura aparece no interior do processo de (re)produção do espaço urbano a partir do Centro. Temos então como hipótese o seguinte: esses empreendimentos apoiados em um “álibi” cultural – que criam marcos nas novas paisagens de poder e de dinheiro que se constituem no Rio de Janeiro e em São Paulo – são elementos-chave para decifrar a mudança estrutural pela qual passamos atualmente e, particularmente, um novo momento da urbanização brasileira. ..Imprescindível nesta empreitada é resgatar os fundamentos históricos do processo de urbanização do Rio de Janeiro, das origens à atualidade, tendo a Lapa como recorte privilegiado nesta análise. São Paulo insere-se nesta investigação ao final do trabalho através de um estudo sobre a revitalização da área conhecida como Cracolândia, na periferia do Centro. Coloca-se, então, a necessidade de um paralelo com São Paulo a fim de apontar tendência no movimento da reprodução hoje.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Lapa
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XIX - XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001818828

Entre territórios do cárcere, de contenção e lugares de vida: uma Microgeografia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vasconcelos, Tiago Santos de
Sexo
Homem
Orientador
Rua, João
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Violência
Narcotráfico
Favela
Território
periferia
Resumo

Pensar o espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro remete, num primeiro momento, a pensamentos de violência e medo. Destarte essa cidade vem assistindo a um forte e intenso processo de fragmentação de seu tecido sociopolítico-espacial. Compondo esse violento cenário emergem as facções criminosas de compra e venda de entorpecentes, que dominam grande parte das favelas cariocas, as forças do estado, via de regra apenas o braço policial, e a população comum que assiste abismada e amedrontada, a intensos conflitos armados, mormente a população localizada em favelas. O poderio sociopolítico-econômico alcançado pelas facções criminosas na metrópole do Rio de Janeiro é bastante influente, a ponto de se tornar legitimado nas unidades de internação de jovens infratores e nas unidades prisionais de adultos. Dessa forma esses locais de clausura em associação com as favelas se configuram em territórios de intensa disputa política e bélica, assumindo papel crucial no desenrolar da dinâmica cotidiana da cidade. Essa correlação é percebida e analisada através de um estudo transescalar, que permite enxergar o espaço não só em sua feição territorial – de contenção, de cárcere – mas também sob a forma de lugar, lugar de vida e lugar de clausura, simultaneamente. Portanto assiste-se à formação e a consequente interligação transescalar de diferentes territórios do cárcere em locais fechados, como as unidades de internação para jovens infratores, e em locais de residência, como as favelas e os condomínios exclusivos. Esta constatação tem importância vital para o desenvolvimento da rotina narcotraficante, influenciando diretamente a vida da população carioca.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16067&idi=1&rc=1