Estudos culturais

Por uma política cultural que dialogue com a cidade: o caso do encontro entre o MASP e o graffiti (2008-2011)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Verano, Paulo Nascimento
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Lucia Maciel Barbosa De
Ano de Publicação
2013
Programa
Ciência da Informação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Apropriação social da informação
espaço público
graffiti
museu
política cultural
Resumo

Em 2008 o Museu de Arte de São Paulo (MASP) recusou uma exposição da dupla de grafiteiros OsGemeos. Em 2011, organizou sua segunda mostra de graffiti em três anos. No mesmo ano, a Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo criou na capital o Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU). Em 2008, a Prefeitura de São Paulo apagara um mural de grandes proporções dos mesmos OsGemeos. Pretende-se compreender por que, no final da primeira década do século XXI, a política cultural formulada pelo MASP escolheu o graffiti como uma manifestação urbana a ser ali exibida, traçando-se um paralelo com opção similar feita pela Secretaria da Cultura em relação ao graffiti no espaço público. Está nessas ações uma tentativa de estabelecer novos modos de relacionamento com a cidade e, de algum modo, participar de sua reconfiguração? A ação permitiria estabelecer-se algum paralelo com as origens do museu concebido por Lina Bo Bardi, que nas suas primeiras décadas de criação travava forte diálogo crítico com a cidade? Considera-se a intensificação do diálogo entre os equipamentos culturais e o espaço público -- e com as manifestações artísticas e culturais no espaço público -- como potente para religar os laços entre os cidadãos e os equipamentos culturais da cidade, ao mesmo tempo em que se considera que uma maior intensificação no relacionamento entre pessoas, arte e cultura, equipamentos culturais e cidade contribui para uma ampliação dos usos da cidade e do relacionamento de seus moradores com o simbólico, entendendo-se que pelo diálogo passam obrigatoriamente as ideias de dissenso (RANCIÈRE, 2012), negociação e conflito (CANCLINI, 2004).

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008 - 2011
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=813576

São Paulo e Buenos Aires: “cidades-suporte” para a nova arte urbana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Paiva, Alessandra Mello Simoes
Sexo
Mulher
Orientador
Goncalves, Lisbeth Ruth Rebollo
Ano de Publicação
2014
Programa
Integração da América Latina
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte Contemporânea
Arte Urbana
Grafite
Teoria da Arte
Crítica de Arte
Resumo

Quais as relações entre as artes visuais e a cidade? Como isto ocorre especialmente na América Latina? Como podemos situar conceitualmente o lugar deste fenômeno artístico no panorama geral da arte contemporânea? Essas questões pontuam as preocupações basilares deste trabalho, que aborda os inúmeros aspectos da nova arte urbana a partir de um estudo comparativo entre São Paulo e Buenos Aires. Utilizando o conceito de “cidades-suporte”, que remonta à origem do termo “suporte” nas artes e sua ligação com a materialidade da obra, a pesquisa está ancorada em um corpus teórico multidisciplinar. A proposta é analisar o caráter simbólico da cidade e a relação da nova arte urbana com os campos da História, da Teoria e da Crítica da Arte, e sua condição frente às problemáticas apresentadas pela arte contemporânea. Sobretudo, procura-se enfatizar que a arte realizada no suporte da cidade reafirma o caráter presencial e transformador da experiência estética.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1854844

O Futebol pela visão dos Grafites: Os casos Buenos Aires e Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vasconcellos, Pedro Jorge Lo Duca
Sexo
Homem
Orientador
Vieira, Andrea Lopes Da Costa
Ano de Publicação
2014
Programa
Memória Social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Futebol
Grafite
Identidade
Memória
Território
Resumo

O futebol tem, para as metrópoles de Buenos Aires e do Rio de Janeiro, a força das grandes representações culturais. Embora ubíquo nas duas cidades, o esporte se manifesta de modo bastante distinto em cada uma delas, e permite articulações igualmente díspares com outros domínios do social. O grafite, como manifestação simbólica capaz de materializar no espaço as particularidades de cada cidade, permite vislumbrar relevantes aspectos da formação histórica e identitária do esporte nas duas cidades latino-americanas: enquanto a capital argentina privilegia elementos localistas, ao ponto de cada clube representar especificamente seu bairro, a urbe fluminense, sob o signo da neutralidade hiperbólica do Estádio Jornalista Mário Filho, vulgo Maracanã, é palco dos amplos projetos de (re)construção de uma identidade nacional. Portanto, se no caso portenho é possível identificar nos grafites com motivos futebolísticos um caráter fragmentário, nos quais o fator prevalecente é a demarcação e apropriação simbólica de um determinado território entendido como particular, no caso carioca, o aspecto fundamental dessas manifestações imagéticas e discursivas é o de unificação, sobretudo nas representações referentes à seleção nacional. Dessa forma, as implicações sobre os usos do espaço, os deslocamentos populacionais, as formas de vida associativa e a coesão social em sentido mais amplo estão profundamente ligadas às noções de memória, identidade e território.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1314285

PALHAÇOS: poética e política nas ruas. direito à cultura e à cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Flavio Aniceto Dos
Sexo
Homem
Orientador
Tenorio, Fernando Guilherme
Ano de Publicação
2014
Programa
História, Política e Bens Culturais
Instituição
FGV-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas culturais
Arte pública
Políticas públicas
Cidadania cultural
Direitos Culturais
Resumo

O presente trabalho analisará ações culturais em logradouros públicos do município do Rio de Janeiro, atualmente chamadas de Arte Pública, no contexto posterior à promulgação, em junho de 2012, da Lei do Artista de Rua, que garante o uso livre do espaço urbano para as apresentações artísticas destes grupos e artistas e reconhece oficialmente estas manifestações. A partir deste quadro a pesquisa se propõe a refletir sobre as possíveis contradições entre a mediação cultural que acreditamos ser inerente a este segmento e a institucionalização decorrente desta lei. O estudo da mediação visa ainda pensar em outras formas de participação social no planejamento das políticas culturais. A investigação foi feita prioritariamente com palhaços profissionais que atuem nas ruas, praças, comunidades e outras áreas públicas do município.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1308776

DE PERIFERIA EM PERIFERIA”: os pixadores, seus espaços e circulações em Recife - Pernambuco

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Leao, Daniela Sales De Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Quadros, Marion Teodosio De
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Sociabilidade
Territorialidades
Antropologia Urbana
Resumo

O foco desta dissertação foi o estudo das relações de sociabilidade e mobilidade que são estabelecidas pelos pixadores na cidade de Recife – Pernambuco. Esse estudo realizado entre o ano de 2015 e 2016, teve como recorte principal o point da João de Barros, “a pelada dos pixadores”, frequentada por jovens de diferentes localidades, provenientes das periferias da cidade, que experenciam e estabelecem formas particulares de se relacionar com os espaços de sociabilidade demostrando a construção de regras internas e formas próprias de circulação, manifestações de identidade e territorialidades entre seus pares. Foram os estudos antropológicos, atrelados a proposta etnográfica dos espaços urbanos que erigiram as narrativas e compreensões analíticas desta pesquisa, resgatando as incorporações dos atores e suas práticas, para que possibilitasse pensar as dinâmicas que são construídas e estabelecidas da/na cidade. Desta forma, a pesquisa revelou que os próprios modos que estão divididos os aglomerados urbanos sugestionam a distribuição e as dinâmicas que são vivenciadas nos espaços e suas relações, repensando os discursos e compreendendo etnograficamente suas manifestações particulares e específicas. Frequentar o point e outros espaços de sociabilidade e lazer, como os bailes funks, facilitou esta compressão do modo como se constituem e se relacionam com a cidade, com os espaços e com aqueles que estão “de fora” e “de dentro”. Nesta pesquisa as territorialidades foram pensadas como uma perspectiva chave ligada a diversas outras, como a sociabilidade. Revelando as implicações espaciais que, para os pixadores da cidade de Recife, estão bastante relacionadas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Localidade
João de Barros
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
2015 - 2016
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5965332

Grafite: uma etnografia dos produtores da escrita urbana de Salvador

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cruz, Evanilton Goncalves Gois Da
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Emilia Helena Portella Monteiro De
Ano de Publicação
2017
Programa
Língua e Cultura
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
Leitura
Escrita
Letramentos Vernaculares
Etnografia
Grafite
Resumo

Tradicionalmente, os estudos sobre a História da Cultura Escrita eram voltados para o âmbito institucional e privilegiavam quase exclusivamente a prática ortodoxa da escrita, de modo que outras manifestações do escrito em sociedade não eram submetidas à pesquisa. Os resquícios dessa postura, atravessada por desigualdades raciais e sociais, ainda ressoam em nosso tempo. Por isso, este trabalho segue uma outra direção, aliado ao conceito de história vista de baixo (SHARPE, 1992), que busca expandir os objetos historiográficos, no intuito de examinar práticas tradicionalmente subalternizadas, como é o caso do grafite. Através de uma perspectiva sócio-histórica, observam-se os usos da escrita distante de instâncias oficiais de normatização. O presente estudo se realizou através da perspectiva etnográfica; a estratégia metodológica permitiu a observação participante e entrevistas individuais com os grafiteiros e grafiteiras da cidade. A partir da imersão no “universo” do grafite soteropolitano, foi possível analisar os usos sociais que tal prática tem para aqueles que a realizam, o que permitiu evidenciar as disputas pelo espaço público, e compreender o uso da escrita distante de instâncias oficiais de normatização e do espaço da escolarização. Apresenta-se, nesse sentido, a descrição de códigos e categorias inerentes à prática do grafite: siglas de vinculação aos grupos, estilos das letras e características do grafite soteropolitano. A contextualização do grafite em Salvador possibilitou compreender algumas trajetórias de grafiteiros e grafiteiras na cidade, bem como a transformação por quais passaram as escritas urbanas. Esse conjunto de resultados permite reconhecer a diversidade de sujeitos que participam dessa manifestação cultural e possibilita identificar como as escritas urbanas circulam na cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5010246

Mãos e a cidade; Uma análise sobre a trajetória de rodrigo grau e a prática de grafiti no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Beatriz Novo Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Tommasi, Maria Livia De
Ano de Publicação
2017
Programa
Cultura e Territorialidades
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Arte Direito à Cidade
Resumo

O presente trabalho visa refletir sobre alguns novos arranjos artísticos, culturais e políticos da prática do graffiti na cidade do Rio de Janeiro. Combinando perspectivas históricas, sociológicas e antropológicas, a análise aqui apresentada propõe duas dimensões que se entrelaçam. Uma investiga a prática do graffiti em relação ao mercado da arte e às políticas públicas, que cada vez mais legitimam estéticas urbanas, especificamente no âmbito das chamadas “requalificações urbanas” realizadas em ocasião dos megaventos na cidade do Rio de Janeiro. A outra dimensão investiga a trajetória do grafiteiro e artista plástico Rodrigo Grau, oriundo da zona norte do Rio. As vivências de Grau oferecem ferramentas úteis para compreender como a prática do graffiti se desenvolve a partir do indivíduo que deseja interferir, com tinta, na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5066304

A Presença indígena nos grafites de Belém: Entre fraturas e resistências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Camille Nascimento Da
Sexo
Mulher
Orientador
Neves, Ivania Dos Santos
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação, Cultura e Amazônia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Discurso
Enunciados
Presença Indígena
Grafite
Resumo

A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
2007 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5424955

MUROS QUE NÃO SEPARAM – A ARTE DE RUA EM MANAUS: A identidade indígena e sua representação em murais grafitados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Glaunara Mendonca De
Sexo
Mulher
Orientador
Soares, Neiva Maria Machado
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Humanas
Instituição
UEA
Idioma
Português
Palavras chave
Arte de Rua
Murais Grafitados
Representações Indígenas
Gramática do Design Visual
Manaus-AM
Resumo

Os registros mais antigos da linguagem humana são visuais e se encontram em paredes de cavernas em todos os continentes, revelando que o uso de representações através de imagens pintadas em paredes e muros é inerente à cultura humana, à qual, pelo conceito genérico, é atribuída “a qualidade de característica universal de todos os homens e apenas destes” (BAUMAN, 2012, p. 133). Por isso, não há evidências de cultura pura, sem interferência de outras. Nesse contexto de culturas híbridas, identidades são deslocadas (HALL, 2015) por meio da propagação de ideologias, as quais são “capazes de propiciar a base sobre a qual os indivíduos possam moldar uma identidade coerente” (EAGLETON, 1997, p. 27). Tais ideologias são reconhecidas tanto em discursos disseminados verbalmente, como por meio de recursos multissemióticos, dentre os quais se destacam nesta pesquisa as manifestações artísticas expostas em muros e paredes das ruas das cidades. A Arte de Rua ressignifica essas construções, reunindo artistas que produzem coletivamente murais e aproximando a sociedade daqueles que são representados por meio dessa manifestação artística, como os indígenas pintados em muros e paredes da cidade de Manaus, capital do Amazonas. Partindo desses princípios, viu-se a possibilidade de, através desta pesquisa, desvelar os discursos manifestos em murais grafitados produzidos nos espaços urbanos da cidade de Manaus em que indígenas estão representados e evidenciar criticamente aspectos relacionados a essas representações através de imagem do que é ser índio, sua cultura e sua relação com a cidade e o meio ambiente. Visando atender a esse objetivo, foram selecionados como corpus quatro murais produzidos por Raí Campos e Rogério Soares e, como metodologia, usaram-se as categorias da Gramática do Design Visual – GDV – a qual define que “as estruturas visuais não reproduzem apenas estruturas da realidade, mas estão ligadas aos interesses das instituições sociais, sendo, assim, ideológicas” (KRESS; VAN LEEUWEN, 2006, p. 47), por isso a necessidade de uma metodologia que considere o poder discursivo de recursos multissemióticos de comunicação. A pesquisa foi dividida considerando-se os processos de produção artística: O Esboço, em que se trata da Fundamentação Teórica sobre a qual se sustentam as análises; A Técnica, na qual são apresentadas a metodologia e as categorias analíticas utilizadas no corpus escolhido; O Acabamento, que se refere às análises e dados discutidos; por fim, A Arte Final, em que são apresentadas as considerações finais, limitações e sugestões para futuras pesquisas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6993299

A arte que colore a cidade: Um estudo sobre o graffiti em Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Delcaro, Fatima Regina Da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Ramos, Evandro De Morais
Ano de Publicação
2018
Programa
Sociedade e Cultura na Amazônia
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Urbanismo
Cultura
Comunicação
Amazônia
Resumo

Esta pesquisa visa compreender como a arte do Graffiti se manifesta na cidade de Manaus/AM; como os grafiteiros se apropriam de elementos da cultura amazônica e quais os seus propósitos e os sentidos dado a sua arte. Para alcançar tal objetivo, primeiramente aborda-se a gênese da produção do Graffiti entendendo as transformações e desdobramentos ao longo do tempo, que fizeram com que alcançasse o status de Arte. Busca-se também, entender o processo de urbanização de Manaus, a incorporação de novos hábitos e costumes e a formação de grupos urbanos. As análises desdobram-se sobre a história de vida de três grafiteiros atuantes em Manaus: Amazon, Raiz e Erê, que permitiram conhecer em suas trajetórias, obras, estilos e propostas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou instrumentos da pesquisa etnográfica para a coleta de dados, como a entrevista tipo história de vida e a observação participante. Quanto aos resultados observa-se que a prática do Graffiti em Manaus é dinâmica, fomentada por muitos eventos. Os grafiteiros em sua maioria fazem parte da cultura Hip Hop. Os três grafiteiros entrevistados apresentam técnicas aprimoradas no uso do spray, e através de temáticas amazônicas provocam reflexões sobre questões ambientais, sociais e culturais. Esta pesquisa teve como finalidade contribuir com os estudos sobre a arte do Graffiti em Manaus, e devido à amplitude do tema, deixa em aberto caminhos para outras frentes de pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7233712