Ideologia e política

Que cidade queremos? Grafite, espaço e território na avenida 23 de Maio/São Paulo – SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soriano, Filipe Coutinho
Sexo
Homem
Orientador
Papali, Maria Aparecida Chaves Ribeiro
Ano de Publicação
2017
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UNIVAP
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Poder Público
Cidade e Redes Sociais
Resumo

A discussão sobre as muitas formas de se construir uma governança democrática levou muitos pensadores a sonhar com utopias desde a Ágora grega, quando a praça da cidade representava um espaço de discussões entre os cidadãos da época. A função do espaço público e das muitas formas de apropriação desse mesmo espaço pelos cidadãos traz consigo o debate sobre o papel da gestão pública e seu relacionamento com os habitantes da cidade dentro do conceito de planejamento urbano. Não distante dos processos de produção do espaço urbano a expressão artística de rua vem desempenhando um importante papel sobre a representação simbólica do espaço, porém tais movimentos artísticos e culturais, na maior parte das vezes não se traduzem em uma esfera amena de respeito e tolerância pois toda a urbe é antes de mais nada um espaço de conflitos de vários grupos sobre o mesmo território, onde o grafite surge como forma de expressão de pessoas deslocadas e de grupos minoritários. A presente pesquisa versa justamente sobre participação e conflito, e as diferentes formas de ações do poder público e a comunidade na produção do espaço urbano, sobretudo nas manifestações artísticas inseridas na paisagem urbana. O grafite, expressão de pintura mural nos muros da cidade de São Paulo desde fim do século XX é forte atração na paisagem urbana, e também tem um longo histórico de parcerias e disputas com a gestão pública. Este trabalho tem como objetivo entender como são construídos estes canais de diálogo com a prefeitura, os artistas, os veículos de comunicação e os cidadãos paulistanos, comparando duas gestões públicas que apesar de parecerem diametralmente opostas tiveram curiosos traços em comum e na produção e destruição do corredor de grafites da Avenida 23 de Maio, em um curto mais conturbado período ente o primeiro semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2017.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida 23 de Maio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5166851

A PIXAÇÃO COMO APROPRIAÇÃO DA CIDADE: o pixador como formador do cenário urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Alan Oziel Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Regina Helena Alves Da
Ano de Publicação
2017
Programa
História
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Pixação
Memória
Cidade
Dissenso
Resumo

O presente trabalho é um olhar histórico sobre a pixação na cidade de Belo Horizonte e investiga como tal forma de escrita configurou-se, desde a década de 1980 aos dias atuais. A investigação é dedicada não somente aos escritos nos muros, mas explora a pixação a partir da relação entre sujeito e cidade, verificando como o pixo constituise nessa relação. Desta forma, entendemos que a urbe não é somente o suporte para o pixo, mas seu elemento constituidor e, portanto, analisamos como a pixação apropria-se da cidade, dos seus discursos e espaços instituídos e, a partir da subversão destes, constrói seus próprios lugares de socialização e memória, fazendose presente no cenário urbano. Investigamos, também, as estratégias de formação da memória da pixação e sua função na coesão do grupo. Para este fim, analisamos os dispositivos de memória dos adeptos dessa forma de escrita: folhinhas (coleções de folhas de papel com pixo de diversos praticantes, iniciantes e veteranos), fotografias de agendas (muros que reúnem inscrições de pixadores e de grupos variados), relíquias (muros com pixações antigas de autores que já não atuam mais) e coleções de recortes de jornais e revistas com matérias sobre pixo. Buscando evidenciar o lastro histórico da pixação, inserimo-la em um percurso das escritas não convencionadas em suportes não convencionais e apresentamos, também, um possível caminho percorrido da pichação à pixação, passando pelas modificações formais destas escritas e pela distinção de suas nomenclaturas. Buscamos, ainda, demonstrar as relações existentes entre a dinâmica social, em aspectos demográficos e políticos, e a configuração do pixo. Nesta pesquisa abordamos a pixação como uma ação política e questionamos o entendimento de que a pixação constitua mero rabisco, pois percebemos como ela evidencia uma escolha por uma forma de se apropriar e ressignificar a cidade, não se restringindo à juventude de seus praticantes. Por fim, este trabalho possibilita perceber como a pichação e pixação passam de elemento estratégico nos confrontos políticos e torna-se algo com centralidade em sua própria feitura como ação política.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1980-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5672580

Muros ocupados: A práxis do muralismo militante como ação de propaganda política

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amorim, Gabriel De Avellar
Sexo
Homem
Orientador
Rodrigues, Carlos De Azambuja
Ano de Publicação
2017
Programa
Artes Visuais
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
muralismo
autonomia
movimentos populares
comunicação popular
educação popular
Resumo

Esta pesquisa visa realizar uma análise de alguns processos de pinturas coletivas em espaços públicos, definidas aqui como “muralismo militante”. Tomando como estudo de caso quatro pinturas feitas por um movimento popular do Rio de Janeiro, o Movimento de Organização de Base (MOB), sendo duas delas realizadas com jovens e crianças de uma favela da cidade e as outras com estudantes de uma escola pública da região metropolitana.Como também alguns outros relevantes exemplos realizados em outros países da , históricos e contemporâneos. A produção deste “muralismo militante” se insere nos debates sobre a produção imagética e cultural por parte de grupos, movimentos sociais e organizações políticas, assim como as relações entre arte e política. Mais precisamente, em como analisar, desde um ponto de vista estético, este tipo de produção que muitas vezes parte principalmente de uma demanda política. Diante disso, a pesquisa propõe a possibilidade de haver uma relação entre a práxis, ou a prática política, identificada no espaço social de construção destes murais e seu resultado estético. Buscando, assim, trazer para o campo estético a problematização dos processos de produção de formas de propaganda política realizados por organizações de esquerda, envolvendo ideias e propostas como“autonomia”, “educação popular”, “comunicação popular”. Para isso, buscou-se ideia de“Estética da Formatividade” de Pareyson, na qual a concepção estética se desenvolve no processo de construção da obra de arte. Os resultados mais relevantes foram poder contextualizar diferentes manifestações de “mural político” e categorizá-las tomando como base a práxis presente em sua elaboração e o conteúdo visual presente em suas imagens.Em como os elementos e demandas populares locais se faziam mais presentes em murais onde seu espaço de construção possibilitava maior participação política das pessoas participantes. Não apenas executando a pintura – que nos casos estudados também poderia ser feita por artistas ou militantes –, mas principalmente pautando e pensando seu conteúdo.Ao contrário de outras experiências onde mesmo que as pessoas exercessem a ação de pintar, muitas vezes os conteúdos já haviam sido elaborados por outras pessoas

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5574192

Lutas na cidade de São Paulo: Mutirão Recanto da Felicidade e Banco Comunitário União Sampaio

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bergamin, Marta de Aguiar
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades e vilas
Mutirão
Economia solidária
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/1ba0e195-2f9b-47e9-800d-5c04e42cab2d

O Álibi Cultural: Novas Formas para a Valorização e Reprodução do Espaço na Metrópole Contemporânea

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Julio Cesar Ferreira
Orientador
Carlos, Ana Fani Alessandri
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
(Re)produção do espaço
Revitalização urbana
Políticas espaciais
periferia
Resumo

A (re)produção das metrópoles para a venda no mercado mundial ocorre através da produção de novas formas espaciais associadas à urbanização contemporânea. Até então reconhecidamente espaço produzido pela indústria, agora a metrópole tende a conformar-se pela dispersão relativa da atividade produtiva. No bojo desse movimento, novos processos e estratégias são engendrados, voltados à reestruturação urbana, reproduzindo a metrópole de acordo com novas estratégias que apontam para a produção do Centro, ora em deterioração, como “nova” centralidade. Estas estratégias apontam para a recuperação de áreas urbanas degradadas, de modo a trazer de volta aos centros ou outras áreas em vias de revitalização as classes sociais com maior poder aquisitivo. Para isso, neste momento, a cultura é instrumentalizada como produto e lógica potencializada por uma ideologia desenvolvimentista. Assim, o objeto de nossa pesquisa consiste no estudo das políticas espaciais voltadas à revitalização de centros urbanos, políticas que atuam sob o discurso culturalista articuladas pelo Estado e pelo capital para a superação das barreiras existentes à valorização do valor e à circulação do capital. Neste sentido, dá-se a relação entre o Político e o econômico no processo de produção de novos espaços, utilizando-se de ideologias que ganham materialidade nas novas formas e relações engendradas na área central da metrópole. Dessa forma, nosso objetivo principal é discutir os termos nos quais a cultura aparece no interior do processo de (re)produção do espaço urbano a partir do Centro. Temos então como hipótese o seguinte: esses empreendimentos apoiados em um “álibi” cultural – que criam marcos nas novas paisagens de poder e de dinheiro que se constituem no Rio de Janeiro e em São Paulo – são elementos-chave para decifrar a mudança estrutural pela qual passamos atualmente e, particularmente, um novo momento da urbanização brasileira. ..Imprescindível nesta empreitada é resgatar os fundamentos históricos do processo de urbanização do Rio de Janeiro, das origens à atualidade, tendo a Lapa como recorte privilegiado nesta análise. São Paulo insere-se nesta investigação ao final do trabalho através de um estudo sobre a revitalização da área conhecida como Cracolândia, na periferia do Centro. Coloca-se, então, a necessidade de um paralelo com São Paulo a fim de apontar tendência no movimento da reprodução hoje.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Lapa
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XIX - XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001818828

A Favela como expressão de conflitos no espaço urbano do Rio de Janeiro: o exemplo da Zona Sul carioca

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Marta do Nascimento
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Alvaro Henrique de Souza
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Reprodução do espaço urbano
favela
cotidiano
luta de classes
periferia
Resumo

Este estudo é decorrente de uma inquietação a respeito de um tema bastante atual: a favela. A existência de uma crise urbana e habitacional na atualidade traz à tona a discussão sobre as favelas nas grandes metrópoles brasileiras, como uma das questões mais importantes a serem discutidas no espaço urbano. Cada vez mais as favelas estão evidenciadas na paisagem urbana, tornando-se necessário o entendimento da dinâmica das áreas faveladas e também da sua relação com a metrópole. Temos aqui o objetivo de mostrar a favela como a expressão de alguns conflitos no espaço urbano atual, utilizando como exemplo a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, buscando apontar as principais contradições que envolvem a presença das áreas faveladas em bairros voltados para grupos sociais de alta renda na cidade. Buscamos, portanto, observar os elementos que expressam esses conflitos e entender até que ponto essa população favelada participa do cotidiano dos bairros em estudo; uma discussão que envolve, portanto, a questão do direito à cidade. Entendemos que estes conflitos são também .simbólicos e perpassam a questão do estigma que envolve a favela e o favelado no Rio de Janeiro, por isso, buscamos também exemplificar o quanto esses conflitos e contradições contribuem para acirrar tal estigma e a distância entre a favela e o bairro.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela Santa Marta, Chácara do Céu, Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=especifico&nrSeq=16168%401&rc=1

Juventude e Movimento Hip Hop: a construção de identidade, luta por direitos e cidadania

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Flavia Monteiro de Castro
Sexo
Mulher
Orientador
Salvador, Andréia Clapp
Ano de Publicação
2010
Programa
Serviço Social
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos Sociais Culturais
Hip Hop
Identidade
Cidadania
periferia
Resumo

A dissertação em questão oferece uma reflexão acerca dos movimentos sociais culturais da atualidade, especificamente do Movimento Hip-Hop. Inicialmente foi realizada uma fundamentação teórica onde privilegiei algumas categorias de análise pertinentes ao tema de estudo, como movimento social cultural e identidade. Em seguida mostrei um pouco da história da construção cultural das Américas e do surgimento das expressões culturais e artísticas na diáspora africana. Foram ressaltados significativos aspectos dos Griots africanos, da escravidão, do Blues, do Jazz, do Lindy Hop, do Soul, do Funk e do Hip-Hop. Em seguida foram entrevistados líderes militantes dos seguintes grupos de hip-hop da periferia do Rio de Janeiro: o Coletivo Hip-Hop LUTARMADA, o Grupo Breaking Consciente da Rocinha e o Rap de Saia. A pesquisa buscou conhecer o olhar que as lideranças destes coletivos têm com relação à arte como instrumento de transformação, à identidade, à luta por direitos e ao exercício da cidadania. Buscou-se também, demarcar a influência destas visões na vida dos integrantes das organizações. O objetivo do trabalho foi, a partir da análise do discurso destes atores, conhecer as representações sociais que estes têm sobre a cultura hip-hop carioca, enquanto expressão artística e cultural e ação política. Entre as questões mais presentes nos depoimentos estavam: o aspecto identitário incluindo raça, gênero e classe; a paixão pela cultura hip-hop; a associação do hip-hop com o conhecimento; e diferentes ideologias quanto a transformação social. O aspecto mais marcante do movimento cultural do hip-hop, diz respeito a pluralidade deste movimento cultural, que ressalta ideologias diversas, muitas vezes antagônicas, e que revelam desde visões revolucionárias à luta por mudança pessoal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1920-2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16846&idi1=&rc=1

Financiamento e participação democrática na educação: a relação entre o Programa Dinheiro Direto na Escola e o Plano de Desenvolvimento da Educação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nascimento, Luciane da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Hora, Dinair Leal da
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Financiamento da Educação
Participação Democrática
Programa Dinheiro Direto na Escola
Plano de Desenvolvimento da Educação
periferia
Resumo

    O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) repercutiram diretamente nas ações cotidianas das escolas através da reivindicação da participação da comunidade escolar nos processos de aplicação financeira. Esta pesquisa definiu como problema: Até que ponto a participação democrática é estimulada por meio das ações do PDDE e do PDE e de que formas essas propostas se relacionam? . O objetivo deste estudo foi analisar as ações do PDDE e do PDE ligadas ao financiamento e à participação democrática no interior de uma escola pública, suas contradições e seus impactos na gestão escolar, através da realização de uma pesquisa qualitativa caracterizada como um estudo de caso. O PDDE foi implementado com vistas à descentralização da aplicação financeira nas escolas. O seu objetivo principal é agilizar a assistência financeira da Autarquia FNDE aos sistemas públicos de ensino. O PDE iniciou em 2007, inclui metas de qualidade para a educação básica. O plano prevê acompanhamento e assessoria aos municípios com baixos indicadores de ensino. Em sua versão Escola, o PDE tem por objetivo fortalecer a autonomia da gestão escolar a partir de um diagnóstico dos desafios de cada escola e da definição de um plano para a melhoria dos resultados, com foco na aprendizagem. Conhecer os mecanismos operacionais dessas duas propostas em um contexto escolar trouxe possibilidades de desvelar ações que merecem ser analisadas pelos que se interessam pelos processos de financiamento da educação. Foi selecionada uma escola da rede estadual do Rio de Janeiro. O Instituto de Educação Carmela Dutra é um estabelecimento de ensino de educação básica, que atende turmas de Ensino Médio. Foram realizadas observações em campo. Foram aplicados questionários aos diversos segmentos escolares e foi efetivada uma entrevista com o diretor, interrogando sobre a as repercussões que essas verbas trouxeram para a autonomia da escola, sobre os processos de gestão e participação na escola. Pôde-se depreender que nesta realidade escolar, os sujeitos participam da elaboração e execução de alguns processos pedagógicos, porém no que se refere à aplicação financeira, as decisões ficam aos encargos da gestão do Instituto. Os níveis de conhecimento acerca do PDDE e do PDE por parte da comunidade escolar e o planejamento/execução desses programas ainda mostram-se restritos aos setores administrativos . As falas mostram diferenças focais entre o proclamado e o vivido. A necessidade de democratização das relações sociais dentro dos espaços escolares se revela fundamental aos estudos sobre gestão.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Madureira ; Méier
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/10155

A formação de professores no curso Pré-vestibular Comunitário Prof. Wellington Ricardo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Marcelo Duarte de
Sexo
Homem
Orientador
Sobreira, Henrique Garcia
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação, Cultura e Comunicação
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Formação docente
Educação popular
Pré-vestibular comunitário
periferia
Resumo

    Essa pesquisa trata da investigação da formação na docência no curso Pré-Vestibular Comunitário Prof. Wellington Ricardo, com sede na periferia da cidade do Rio de Janeiro, e busca avaliar como os docentes deste curso, imbuídos da construção de um ensino popular, articulam e desenvolvem diferentes saberes e práticas que passam a se constituir como características importantes de sua constituição como professor. O estudo tem como objetivos conhecer o pensamento dos docentes deste curso a respeito do que é ser professor e o seu papel na sociedade, e também verificar de que maneiras esses docentes aprimoram sua formação e a sua prática como professores atuando no WR. Para tanto, alguns elementos foram considerados, como: a história escolar dos professores do curso, sua formação inicial, bem como os fatores de contexto relacionados a diferentes vivências junto à equipe do WR que influenciam nessa aprendizagem. Os pressupostos metodológicos utilizados neste estudo se coadunam com aqueles desenvolvidos pela chamada crítica imanente e investem na possibilidade da construção de uma teoria dialética da formação de professores, visando contribuir para a constituição não-metafísica do sujeito. Este trabalho endossa a perspectiva que a comunicação inconsciente influencia, de modo muito mais efetivo e prático, do que a comunicação verbal (racionalizada pelos indivíduos), o entendimento sobre o processo de formação do magistério. A vivência proveniente da inserção desses docentes numa comunidade não-totalizante e sem hierarquias permite que competências e habilidades que dificilmente seriam possíveis num curso de formação ou numa estrutura formal de ensino fossem edificadas e difundidas com sucesso. Desse modo, pode-se constatar na pesquisa, o incremento de uma nova forma de pensar e atuar politicamente, inventada pelos docentes WR. Assim, os docentes do curso reconstroem em seu dia-a-dia uma nova maneira de fazer e viver a política. Essa reconstrução passa necessariamente pelo investimento que fazem no estabelecimento de relações de amizade e de vínculos sólidos entre seus participantes. Uma nova forma que investe na participação horizontal e valorização da solidariedade e da autonomia, que passa, por isso, a produzir uma espécie de cultura pedagógica, que serve como apoio para a formação política e também profissional dos próprios docentes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Oswald Cruz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1996-2006
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/10094

Cidades secas, vidas secas: A trajetória das águas e sua regulamentação no Rio de Janeiro sob uma perspectiva urbano-ambiental

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Boina, Katiucia
Sexo
Mulher
Orientador
Mota, Mauricio Jorge Pereira da
Ano de Publicação
2010
Programa
Direito
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Direito ambiental Rio de Janeiro (Estado)
Recursos hídricos
Direito de águas
periferia
Resumo

Esta tese analisará a distribuição das águas na cidade do Rio de Janeiro considerando os elementos sociais, jurídicos, políticos, e seus reflexos no direito urbano e ambiental. Nesse aspecto referenciará as medidas de regulação e de organização da estrutura urbana, desde a formação da cidade até os dias atuais, assim como as consequências da exclusão e da ausência das políticas urbanas equitativas. No início, as ocupações irregulares, se distantes do centro e dos bairros elitizados, não despertavam maiores demandas do poder público, porém com o aumento das periferias e as ocupações próximas aos bairros formais, inúmeras medidas adotadas optaram pela remoção, contenção e a destruição dos espaços sem apresentar uma solução, agravando os problemas urbanos. Tais problemas, reconhecidamente sociais, passam a ser denominados urbanos e ambientais, gerando uma complexa criminalização dos moradores das periferias. As intervenções nos espaços são legalizadas pelo instrumento jurídico, as residências suburbanas são classificadas como ilegais e, por consequência, os recursos que deveriam atender a todos na cidade são direcionados apenas para cidade legalizada, criando a celeuma da desigualdade. Assim, amontoados em barracos precários, sem abastecimento de água, energia, esgoto e coleta de lixo, as periferias multiplicam as diversas formas de violência, uma vez que o direito não socorre esses moradores que, abandonados pela lei, vivem a escassez das águas e a especulação dos serviços ilegais de abastecimento. A crise do abastecimento não é causada pelas populações mais empobrecidas, mas pelo mercado que se apropria da maior parte desses recursos, dentro do sistema de uma lógica capitalista, e exclui aqueles que não podem pagar pelo abastecimento regular. Nesse sentido, este trabalho entende que o direito, ainda que tenha se tornado regulatório pode assumir um caráter revolucionário e transformador em que o direito das águas seja um direito da comunidade, por isso, um bem público não estatal, por fim objetiva esse trabalho estudar as leis das águas dentro do paradigma da solidariedade hídrica.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
século XIX - XXI
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/9223