Ideologia e política

Crime, insecurity and corruption: Considering the growth of urban private security

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Garmany, Jeff
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Galdeano, Ana Paula
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/0042098017732691
Título do periódico
Urban Studies
Volume
55
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Glasgow
Página Inicial
1111
Página Final
1120
Idioma
Inglês
Palavras chave
geography
governance
private security
urban
urbanisation and developing countries
Resumo

We call into question the growing presence of private security companies (PSCs) in cities throughout the world. Though PSCs have grown enormously in recent decades, there exist few academic analyses to consider their broad-reaching effects. Researchers still have much to understand about the relationships between PSCs and changing patterns of urban development, governance and public security. PSCs are prevalent in both the Global North and South, yet their presence is perhaps most intense in emerging countries, where social inequality is high and public security is tenuous. As such, in this article we draw on specific examples from the city of São Paulo, Brazil, where demand is soaring for private security and PSCs operate in complicated networks between the state, private capital and organised crime. Our analysis draws attention to the paradoxes of urban private security, beginning with the fact that public insecurity is in fact good for PSC business. By reflecting on existing published resources – and making connections across several disciplines – our goals in this article are threefold: (1) to highlight the need for more research on PSCs in urban settings; (2) to draw attention to the ways private security is changing urban space, and; (3) to suggest that the growth of PSCs, rather than being representative of increased public security, may in some cases coincide with rising levels of urban crime and insecurity.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2018
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0042098017732691?_gl=1*1nyqfba*_up*MQ..*_ga*MTI4NTQxMjcyMC4xNzc3NDAwMTI4*_ga_60R758KFDG*czE3Nzc0MDAxMjckbzEkZzAkdDE3Nzc0MDAxMjckajYwJGwwJGgxNjkzNTMxNzA4

Patrimonialização e desenvolvimento: conexões e contradições em Brasília

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Peres, Janaina Lopes Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Bessa, Luiz Fernando Macedo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Programa
Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
213
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio;
Patrimonialização;
Desenvolvimento;
Cidade/urbano;
Direito à cidade;
Resumo

Brasília impõe-se como um interessante laboratório de análise. Expressão da arquitetura e do urbanismo modernos, a cidade foi planejada para sintetizar, simultaneamente, um projeto nacional-desenvolvimentista e o símbolo de uma pretendida mudança de rumos no país – em termos políticos, econômicos, geográficos, estratégicos e, sobretudo, sociais. Suas singularidades, juntamente com o simbolismo que envolve sua concepção e sua construção, fizeram com que já nascesse protegida e que no decurso de apenas três décadas essa proteção fosse institucionalizada em três escalas: na internacional, por meio de sua inscrição na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO (1987); na distrital, por meio do Decreto 10.829 (1987) e na federal, por meio da Portaria nº 04 (1990), posteriormente transformada na Portaria 314 do IPHAN (1992). Inevitavelmente inserida na lógica pós-moderna de crescente mercantilização das cidades, dos lugares e dos patrimônios naturais/culturais, Brasília expandiu-se, a partir do plano de Lucio Costa, de maneira rápida e desordenada, o que resultou em seu “polinucleamento” e em sua fragmentação – política, física e imaginária. Diante desse cenário, questionou-se em que medida os valores universais atribuídos a Brasília, por meio de sua patrimonialização, traduzem-se em benefícios locais, para a sociedade urbana. Por meio da análise teórica de três categorias – o patrimônio, o desenvolvimento e a cidade – e por meio da análise empírica de seu processo de patrimonialização desvelaram-se as conexões e as contradições que se estabelecem entre a patrimonialização da cidade e seu desenvolvimento, enfatizando que tais conexões e contradições reforçam-se ou anulam-se no confronto entre o discurso e o cotidiano, a teoria e a prática. São inúmeras as possibilidades de vínculo entre o patrimônio e o desenvolvimento, mas a sinergia entre esses dois processos, para ser virtuosa e positiva, depende de um catalisador, a que chamamos força política.

Autor do Resumo
Janaina Lopes Pereira Peres
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Especificação da Referência Espacial
Área abrangida pelo Plano Piloto de Lucio Costa e por sua proteção patrimonial
Referência Temporal
1987–2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/19999/1/2016_JanainaLopesPereiraPeres.pdf

Das imagens às linguagens do geográfico: Curitiba: a "Capital Ecológica"

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Teixeira, Salete Kozel
Sexo
Mulher
Orientador
Simielli, Maria Elena Ramos
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mapas mentais
Socioculturais
Ecológico
Signos
Imaginario coletivo
Resumo

A pesquisa realiza-se na interface da Geografia, da Cartografia e da Psicologia, embasada nas teorias lingüistica e social, tendo como referência a análise do estudo de caso sobre a Curitiba, a "capital ecológica", cuja estratégia de pesquisa foi desenvolvida por meio dos mapas mentais e da decodificação de um mapa turístico, tendo em vista que essas representações refletem condutas e valores socioculturais relacionados às pessoas e ao ambiente. No sentido de entender-se a dinâmica das construções sígnicas em relação ao espaço geográfico, buscou-se por meio desse olhar, as raízes socioculturais, referendadas pela vertente humanística perpassada pela percepção e pelos conceitos de espaço vivido, lugar e território. A idéia do ecológico, construída por intermédio dos discursos internalizados pela mídia, é referendada pela maioria dos integrantes do universo de análise, pelo verde dos parques e dos bosques: organização, transporte eficiente e limpeza, condizentes com o ambientalmente correto, sinônimo de qualidade de vida. As análises percorreram caminhos sinuosos desde a teoria social que embasa a Geografia das Representações, tangenciando as subjetividades oriundas dos enfoques fenomenológicos, permeada pelo cientificismo implícito nas teorias cognitivas e lingüísticas em direção ao conceito de Enunciado Bakhtiniano, cujo aporte é marxista. Nessa perspectiva, entendemos que os signos são construções dialógicas perpassadas por discursos que refletem ideologias particulares referenciada pelos grupos sociais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1998-2001

Federal World-Class? Dimensões da Universidade de Brasília (UnB): entre a cidadania e o cosmopolitismo dos professores

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Aroni, Allan
Sexo
Homem
Orientador
Trigueiro, Michelangelo Giotto Santoro
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
436
Idioma
Português
Palavras chave
Universidade de Brasília;
Federal World-Class;
Educação;
Ciência;
Tecnologia e Inovação.
Resumo

Com a presente tese de doutorado apresentamos o resultado de uma pesquisa realizada com 196 professores da UnB sobre diversos temas, tais como: unidade de vínculo com a universidade; sexo; Estado de origem; o grau de sociabilidade existente entre eles; o estabelecimento de possíveis relações com outros atores, organizações e instituições; opiniões sobre quantidade de publicações, patentes, estudantes, outros professores, expansão institucional, controle das pesquisas; problemas enfrentados; objetivos. Para tanto, elaboramos um formulário eletrônico e o encaminhamos a todos os professores da instituição no final de 2012. Iniciamos o trabalho com um diagnóstico sobre o ambiente organizacional e institucional da universidade, no Brasil e no mundo. Em seguida, realizamos uma análise geral dos dados; depois uma abordagem exploratória relacionando diferentes temas; e, ao final, comparamos 8 diferentes grupos, divididos em grandes áreas do conhecimento. Não partimos de nenhuma hipótese específica, muito embora o trabalho tenha gerada uma série delas, a serem desenvolvidas futuramente. De todo modo, tendo em vista a pluralidade e a diversidade dos valores, das concepções e das práticas observadas entre os professores da UnB, realizamos uma discussão sobre um padrão internacional World-Class de qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, procurando compreender a importância da garantia de condições para uma criatividade, autonomia, ética, além do respeito a uma dinâmica própria da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação, tanto no âmbito nacional como nível internacional, considerando porém algumas singularidades das universidades federais brasileiras que denominamos Federal WorldClass.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Bairro/Distrito
Asa Norte
Localidade
Universidade de Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2012-2014
Localização Eletrônica
http://repositorio2.unb.br/handle/10482/16536

Preserving the (right kind of) city: The urban politics of the middle classes in Belo Horizonte, Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nogueira, Mara
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/004209801987216
Título do periódico
Urban Studies
Volume
57
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Glasgow
Página Inicial
2163
Página Final
2180
Idioma
Inglês
Palavras chave
class
governance
inequality
middle classes
politics
Resumo

Since re-democratisation, Brazil has experienced a slow but continuous process of urban reform, with the introduction of legal and institutional developments that favour participatory democracy in urban policy. Legal innovations such as the City Statute have been celebrated for expanding the ‘right to the city’ to marginalised populations. While most studies examine the struggles of the urban poor, I focus on middle-class citizens, showing how such legal developments have unevenly affected the ways in which different social groups are able to impact the production of urban space. The two cases explored in this study concern residents’ struggles to preserve their middle-class neighbourhoods against change triggered by projects related to the hosting of the 2014 World Cup in Belo Horizonte, Brazil. The first looks at the Musas Street residents’ fight against the construction of a luxury hotel in their neighbourhood, while the second examines the Pampulha residents’ struggle against the presence of street vendors and football fans in their streets. My findings show that through the articulation of legal discourses, middle-class claims on the need for preserving the environment and the city’s cultural heritage are legitimised by the actions of the local state. The article thus looks beyond neoliberalism, showing that socio-spatial segregation and inequality should not be regarded solely as the product of state–capital alliances for engendering capital accumulation through spatial restructuring, but also as the result of the uneven capacities of those living in the city to access the state resources and legitimise certain forms of inhabitance of urban space.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
Santa Lúcia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
Pampulha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0042098019872167?_gl=1*17v9yzv*_up*MQ..*_ga*MTg3NDM1NzU4My4xNzc3Mzk5Nzc0*_ga_60R758KFDG*czE3NzczOTk3NzQkbzEkZzAkdDE3NzczOTk3NzQkajYwJGwwJGgzNTczMDg0Mw..

Digital municipal currencies as a new municipalist instrument for trans-local transformation: The case of the state of Rio de Janeiro, Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Barinaga, Ester
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Diniz, Eduardo
Ocampo, Juan
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/00420980251387938
Título do periódico
Urban Studies
Volume
63
Ano de Publicação
2026
Local da Publicação
Glasgow
Página Inicial
1156
Página Final
1177
Idioma
Inglês
Palavras chave
basic income
Brazil
digital municipal currencies
new municipalism
trans-local paradox
Resumo

Emerging from the citizen movements of the early 2010s, New Municipalism merges the administrative capacity of municipal government with the organizational capacities of activists and social movements to build more equal, just and ecological local economies. In these contexts, Digital Municipal Currencies (DMCs) emerge as potent instruments of counter-hegemonic struggle, enabling cities to implement welfare policies and local economic revitalization. However, a trans-local paradox inheres to New Municipalism: how to remain local yet advance broader systemic transformation? This study compares three DMCs in Rio de Janeiro, addressing the paradox by introducing the notion of ‘standardized malleability’. It describes how cities adopt a uniform monetary infrastructure while adapting policies to local contexts, thus balancing local adaptation with trans-local scalability. The study reveals how the temporal dynamics of multi-scalar transformation shape the adoption patterns of DMCs across municipalities – from radical pioneer experiences to more pragmatic implementations – demonstrating that system change occurs through ‘repeated instances’ regardless of ideological orientation. Findings reveal DMCs as promising instruments for urban governance, enabling progressive policies amid financial constraints. However, their long-term viability depends on stable funding sources, prompting discussions on evolving DMC designs to enhance sustainability and wider adoption. The article ends with a reinterpretation of what constitutes ‘the political’ in multi-scalar transformation processes, from ‘radicalism’ to a shift of the boundaries of what is considered possible and the creation of new democratic spaces for co-governance.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Niterói
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Cabo Frio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Maricá
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2010-2025
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/00420980251387938?_gl=1*he52og*_up*MQ..*_ga*NDQ3MTMzNTY0LjE3NzczOTk2MDI.*_ga_60R758KFDG*czE3NzczOTk2MDIkbzEkZzAkdDE3NzczOTk2MDIkajYwJGwwJGgyNDk4OTM0Njg.

Authoritarian neoliberalism, urban peripheries and the rise of the extreme right in Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fontes, Leonardo
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1177/00420980251345749
Título do periódico
Urban Studies
Volume
62
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
Glasgow
Página Inicial
2976
Página Final
2992
Idioma
Inglês
Palavras chave
authoritarianism
Brazil
far right
neoliberalism
urban peripheries
Resumo

This article examines the coexistence of progressive and conservative discourses among Brazil’s urban popular classes, challenging binary interpretations of peripheral mobilisations as either emancipatory or aligned with ‘popular conservatism’. Based on ethnographic fieldwork in the periphery of São Paulo and informed by debates on neoliberalism and the rise of the far right, the analysis identifies four progressive and three conservative publics among the urban popular classes. It argues that progressive publics are held together by geographically situated social capital, whereas conservative publics are primarily structured around moral capital.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2015-2018
Localização Eletrônica
https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/00420980251345749?_gl=1*ceczui*_up*MQ..*_ga*MzkwNjQ4NzYwLjE3NzczOTc2MzY.*_ga_60R758KFDG*czE3NzczOTc2MzUkbzEkZzAkdDE3NzczOTc2MzUkajYwJGwwJGgxNjk5OTg1NTc2

A sustentabilidade no Planejamento e Gestão de Parques Urbanos em Curitiba/PR: uma questão paradigmática?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matiello, Alexandre Maurício
Sexo
Homem
Orientador
Mattedi, Cécile Hélène Jeanne Raud
Ano de Publicação
2001
Programa
Sociologia Política
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento urbano
Parques urbanos
Gestão ambiental
Cidade Ecológica
Sustentabilidade
Resumo

A forma com a qual a ciência e o desenvolvimento têm enfocado o meio ambiente se evidenciou nas últimas décadas através de uma crise globalizada. A degradação da natureza comparece de maneira contundente acusando a obsolescência do paradigma racionalista-cartesiano adotado, inclusive, no planejamento e gestão das cidades, os quais têm repetido até hoje este racionalismo na aplicação dos conceitos do Modernismo, como o zoneamento funcional do espaço urbano. O lazer é mais uma destas funções, de caráter meramente contemplativo, relegado a espaços distantes da habitação, sujeitos ao descaso das Municipalidades, sem incentivos de utilização, e expresso em projetos que negligenciam a interação com o meio ambiente existente. Dentro deste contexto, os parques urbanos são mais uma das faces visíveis de um modelo insustentável de urbanidade. Partindo desta problemática, retomamos as contribuições da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, ocorrida em 1992 no Rio de Janeiro, a partir da qual têm ficado mais explícita a tentativa das cidades de se organizarem na busca por uma alternativa viável de desenvolvimento, mais sustentável. O Ecodesenvolvimento emerge como uma importante abordagem, e dá o sentido claro de que "sustentabilidade" engloba além da dimensão ambiental, as dimensões econômica, social, cultural, entre outras. O atendimento destas dimensões numa nova abordagem para a cidade encontra na noção ecossistêmica um notável refinamento teórico, que permite-nos entender os processos de interação dos sistemas natural e antrópico no meio urbano, e, a partir daí, revela-nos um destacado papel para as áreas verdes neste meio, para a manutenção e resgate do equilíbrio ecossistêmico, além do tradicional lazer. Além de assimilar outras funções, um paradigma inovador em planejamento e gestão de áreas verdes, particularmente os parques urbanos, passa pela revisão de valores tais como os seus métodos e práticas, critérios de locação, forma, distribuição e tamanho. Igualmente, num novo modelo, o lazer é manifestado de uma maneira mais ampla que o seu caráter contemplativo; o desenho, como ferramenta de projeto, aparece para renovar a prática desintegrada de ação sobre o meio ambiente urbano; e novas formas de participação para o planejamento e gestão de áreas verdes dão um novo perfil à praxis política da cidade. Com base nestas referências teóricas nos propomos a analisar o caso de Curitiba – PR, que com seus numerosos parques e bosques, vem surgindo como uma tentativa dita inovadora e sustentável e que conta com a "participação da população" para o êxito de seus programas. Sob o título de "Cidade Ecológica" vem se difundindo como modelo a ser seguido. Contudo, que teorias esse propagandeado modelo tem assimilado dentro do debate sobre a crise ecológica e das propostas alternativas? Até que ponto os valores assimilados verificam realmente um novo paradigma de planejamento e gestão de parques? Apesar do reconhecimento internacional, a "sustentabilidade", tanto do discurso quanto da prática nas políticas de criação de áreas verdes da cidade, revelou-se frágil, amplamente apoiada nas estratégias de marketing que divulgam uma imagem positiva da cidade, fazendo das áreas verdes uma das principais ilustrações de um modelo forjado que não tem bases teóricas explícitas ou comprovações científicas de sucesso; um modelo que não só não se consolidou, como repete valores intrínsecos ao paradigma anterior, em ações de caráter monodisciplinar, desintegradas entre si, em uma práxis política autocrática onde a população é persuadida a participar graças às estratégias publicitárias criadas, aderindo aos parques, mas não intervindo de forma deliberada nas decisões.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1999-2001

Are Social Forums the Future of Social Movements?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Marcuse, Peter
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1111/j.1468-2427.2005.00593.x
Título do periódico
IJURR - International Journal of Urban & Regional Research
Volume
29
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Nova Jersey
Página Inicial
417
Página Final
424
Idioma
Inglês
Palavras chave
Social Forums
social change
social movements
political program
Resumo

Social Forums, modeled on the World Social Forums, are not social movements in the classic sense. They are not, and do not purport to be, the organizational form through which basic social change will be achieved, or can best be pursued. But they do bring together elements of many social movements, afford an opportunity for coalition-building among them, frequently around urban issues, and thus make a significant contribution to achieving such change. Conceivably they may be the foundation for an international social movement for change, but if so it is likely to coalesce about a specifically political program. Some concrete suggestions are made which might enhance their effectiveness.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
País estrangeiro
Índia
Especificação da Referência Espacial
Mumbai
Referência Temporal
1990-2004
Localização Eletrônica
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-2427.2005.00593.x

Urban Conflict and Social Movements in Poor Countries: Theory and Evidence of Collective Action

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Walton, John
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1111/1468-2427.00152
Título do periódico
IJURR - International Journal of Urban & Regional Research
Volume
22
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
Nova Jersey
Página Inicial
460
Página Final
481
Idioma
Inglês
Palavras chave
urban poor
political actors
Collective action
theoretical framework
neoliberalism
Resumo

This paper evaluates the perennial question of whether the urban poor in developing countries are autonomous political actors or co-opted tools of patronage. I develop a theoretical interpretation of urban politics, arguing that collective action is shaped by changing configurations of state, economy and civil society. Collective action is expressed in struggles over labor, public goods and political rights — issues of varying salience in different periods of development. The theoretical framework generates a set of propositions which I evaluate with reference to a wide range of secondary evidence. At bottom, the data indicate that collective action varies in form and intensity (militance) with specifiable conditions. Illustratively, clientism did predominate during the ‘developmental decades’ (1960–80) that followed earlier (1930–60) experiences of militant labor conflict and yielded in the current period of neoliberalism to struggles for political rights.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Estados Unidos
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Colômbia
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Peru
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
México
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Taiuã
Referência Temporal
1860-1988
Localização Eletrônica
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1468-2427.00152