Ideologia e política

De Olho nos Muros: Itinerário do Graffiti em Fortaleza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Lara Denise Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
graffiti
pixação
habitus transgressor
Resumo

Este trabalho tem como tema o graffiti na cidade de Fortaleza e os desdobramentos dessa prática entre lugares: “dentro” e “fora” das cenas que congregam a paisagem dessas experiências. Entende-se por graffiti imagens figurativas, desenhos, letras e nomes feitos com tinta spray de várias cores em muros, paredes, viadutos, caixas de telefone, entre outros suportes, que compõem a paisagem das cidades grandes e médias, brasileiras e internacionais. Visto como atividade marginal em um passado recente no Brasil, o graffiti atualmente é uma prática permitida por lei, embora sua legalização ainda comporte contradições. Ele vem sendo cada vez mais utilizado pela mídia e publicidade e parece ter atraído a atenção da população em geral. No âmbito das visões de positividade do graffiti, identificam-se, comumente, duas posições: a que acredita que se trata de uma intervenção que embeleza a cidade e segundo a que considera que essa atividade desvia o foco da pixação e de experiências de delinquência. Pode-se dizer que o graffiti, mesmo atravessado por entendimentos diversos, é uma das linguagens que compõe a street art ou arte urbana, conceito do universo da arte que compreende as produções artísticas que utilizam o urbano como tema e como suporte. Ele também pode ser considerado uma espécie de “caligrafia urbana”, já que as letras também tem lugar no graffiti, constituindo um de seus estilos mais antigo e privilegiado. Por ocupar a esfera pública, o graffiti faz parte do rol dos registros murais que desde a pré-história utilizam as superfícies públicas para comunicação, protestos, declarações etc. Ao acompanhar os itinerários dos grafiteiros pela cidade, foi possível esboçar uma cartografia do graffiti em Fortaleza identificando-se: como ocorre a escolha dos locais grafitados, quem são os grafiteiros, de que maneira relacionam-se com a cidade, como constroem seus repertórios artísticos e de que forma articulam um habitus (BOURDIEU, 1993; 2003) específico, denominado por mim de transgressor, que é o que garante o reconhecimento como grafiteiro dentro e fora da cena. A relação entre graffiti e pixação também foi discutida, revelando as conexões que existem entre estas duas práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99828

E ai, vai ficar de toca? Cola com nós!

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Leila Cristina Leite
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Antonio Mauricio Dias Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude grafiteira
grafite
hip hop
sociabilidade
rua
Resumo

A juventude grafiteira de Belém mobiliza uma imensa rede de sociabilidade para realizar seus projetos, principalmente o “Mutirão de Grafite”. Esse projeto leva o grafite e o Movimento Hip Hop para as ruas dos bairros periférico de Belém. E esse trabalho toma esse projeto como ponto de partida para analisar essa juventude e sua rede de sociabilidade. Para isso faço todo um estudo em torno de alguns conceitos como juventude, pichação, grafite, rua, galeria para que assim consiga compreender como se dar essa dinâmica no complexo mundo do grafite. Então, realizei uma pesquisa em espaços importantes para os grafiteiros em todo o processo que antecipa e concretiza o “Mutirão de Grafite”, são esses espaços a “Casa Preta”, a “Casa do Grafite” e o próprio “Mutirão” que se concretiza na rua. Nessas casas os grafiteiros e todos aqueles que fazem parte de sua rede se reúnem para diversos fins, a elaboração de projetos, a discussão em torno de perspectivas para o desenvolvimento desses projetos e simplesmente para conversas e socialização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=276101

Política, subjetividade e arte urbana: o graffiti na cidade.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Gabriel Bueno
Sexo
Homem
Orientador
Zanella, Andrea Vieira
Ano de Publicação
2013
Programa
Psicologia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
arte urbana
política
cinema documentário
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma imersão etnográfica na cultura da arte urbana de Florianópolis. Características destacadas desta cultura foram sua dimensão política, sua relação com a cidade e como os sujeitos nela envolvidos se constituem como grafiteiros, pichadores, artistas. O método etnográfico foi composto por duas frentes: primeiro o pesquisador veio a praticar a arte do graffiti, alçando proximidade com os demais praticantes, buscando compreender seus códigos e o que representa realizar tais pinturas pela cidade; segundo foi realizado, paralelamente a escrita da pesquisa, um documentário sobre o graffiti de Florianópolis. O documentário proporcionou acesso aos artistas e o registro de suas ações e depoimentos. A etnografia foi orientada segundo a teoria do antropólogo Massimo Canevacci, compondo a compreensão da cidade e da cultura do graffiti a partir de fragmentos e de seus códigos comunicacionais. A produção do documentário teve como orientação a teoria de Jean-Louis Comolli, onde o imprevisível é um rico elemento numa obra documental. A análise desta pesquisa foi dividida em três unidades temáticas: O signo como campo de afirmação axiológica; Política, resistência e enfrentamento; e Graffiti como forma de experienciar a cidade contemporânea. A primeira analisa como a linguagem se caracteriza como um campo político de afirmação ideológica a partir da teoria do Circulo de Bakhtin; a segunda aponta para características de formas contemporâneas de se fazer política, tendo como base a teoria de Jacques Rancière e Michel Foucault; a terceira analisa o envolvimento dos participantes da pesquisa com a cidade a partir de suas ações estéticas, segundo autores que teorizam sobre a cidade, como Richard Sennett, David Harvey e Marshall Berman, e também a partir de reflexões próprias do núcleo de pesquisa onde está dissertação foi realizada, o NUPRA/UFSC. Esta pesquisa apresenta alguns modos de se fazer política na sociedade contemporânea, não por via de enfrentamentos diretos, mas sim inventando novas práticas de existir nas cidades.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=107574

Por uma política cultural que dialogue com a cidade: o caso do encontro entre o MASP e o graffiti (2008-2011)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Verano, Paulo Nascimento
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Lucia Maciel Barbosa De
Ano de Publicação
2013
Programa
Ciência da Informação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Apropriação social da informação
espaço público
graffiti
museu
política cultural
Resumo

Em 2008 o Museu de Arte de São Paulo (MASP) recusou uma exposição da dupla de grafiteiros OsGemeos. Em 2011, organizou sua segunda mostra de graffiti em três anos. No mesmo ano, a Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo criou na capital o Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU). Em 2008, a Prefeitura de São Paulo apagara um mural de grandes proporções dos mesmos OsGemeos. Pretende-se compreender por que, no final da primeira década do século XXI, a política cultural formulada pelo MASP escolheu o graffiti como uma manifestação urbana a ser ali exibida, traçando-se um paralelo com opção similar feita pela Secretaria da Cultura em relação ao graffiti no espaço público. Está nessas ações uma tentativa de estabelecer novos modos de relacionamento com a cidade e, de algum modo, participar de sua reconfiguração? A ação permitiria estabelecer-se algum paralelo com as origens do museu concebido por Lina Bo Bardi, que nas suas primeiras décadas de criação travava forte diálogo crítico com a cidade? Considera-se a intensificação do diálogo entre os equipamentos culturais e o espaço público -- e com as manifestações artísticas e culturais no espaço público -- como potente para religar os laços entre os cidadãos e os equipamentos culturais da cidade, ao mesmo tempo em que se considera que uma maior intensificação no relacionamento entre pessoas, arte e cultura, equipamentos culturais e cidade contribui para uma ampliação dos usos da cidade e do relacionamento de seus moradores com o simbólico, entendendo-se que pelo diálogo passam obrigatoriamente as ideias de dissenso (RANCIÈRE, 2012), negociação e conflito (CANCLINI, 2004).

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008 - 2011
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=813576

A representação visual do pincel atômico em Goiás na década de 1980

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Nathalia De
Sexo
Mulher
Orientador
Borges, Maria Elizia
Ano de Publicação
2014
Programa
História
Instituição
UFG
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite Pincel Atômico
Arte Urbana
Estado de Goiás
Resumo

O trabalho ―A representação visual do Pincel Atômico em Goiás na década de 1980‖ aborda o cenário da arte urbana goiana no fim da década de 1980. O grupo, constituído por dois grafiteiros, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da arte do grafite nas ruas de Goiânia e cidades vizinhas, deixando os muros coloridos e com inscrições dotadas de muita crítica, humor e alegria, usando para tanto o spray. O Pincel Atômico teve uma postura atuante no cenário artístico goiano na década de 1980, época em que as ruas eram utilizadas como espaço de expressão artística, abordando temáticas polêmicas, que envolviam questões políticas, morais e sociais de âmbito nacional e internacional como a AIDS, o rock e a radioatividade. Sua atuação teve particular importância quando Goiás passava por um momento delicado em consequência do acidente radiológico desencadeado pelo rompimento de uma cápsula de Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987. Essa arte singular, que faz da cidade um ―texto urbano‖ de alto potencial cognitivo, nos permite investigar nossas relações com ela, muitas vezes de modo inconsciente. A história cultural de uma cidade também se faz vista e analisada pelas representações visuais instaladas no seu perímetro urbano.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
Anos 1980
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1336952

GRAFISMOS URBANOS: Mensagens políticas em grafites e pichações na região central de Porto Alegre (2013-2014)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bastianello, Tainara Andressa Becker
Sexo
Mulher
Orientador
Silveira, Fabricio Lopes Da
Ano de Publicação
2015
Programa
Ciências da Comunicação
Instituição
UNISINOS
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Pichação
Política
Resumo

Esta dissertação problematiza a tematização de mensagens políticas através dos grafismos urbanos − grafite e pichação − na região central de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A partir de um mapeamento fotográfico, inserido no processo metodológico da Etnografia, que se realiza no contexto de 2013-2014, período em que se dão as manifestações sociais que eclodem em todo o país, este estudo passa a acompanhar a forma como grafites e pichações contribuem para as relações de diálogo, denúncia e contestação das pautas levantadas por essas manifestações. Da mesma forma, torna-se central compreender a relação que se estabelece entre a apropriação do espaço urbano por grafiteiros e pichadores em diálogo com a cidade e como os atos de pichar e grafitar podem ser compreendidos enquanto microrresistências diárias de uma cultura política urbana e transgressora.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2013 - 2014
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2413678

O espectro do caos: a contemporaneidade e a ambivalência da arte urbana paulistana (1970-1990)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Narduchi, Camila Goulart
Sexo
Mulher
Orientador
Spini, Ana Paula
Ano de Publicação
2016
Programa
História
Instituição
UFU
Idioma
Português
Palavras chave
Arte urbana
Grafite
Picho
Memória
Representações
Resumo

A presente dissertação tem como tema central as práticas do grafite e do picho como arte urbana na cidade de São Paulo e sua relação ambivalente entre discursos e buscas por legitimidade, no período de 1970 a 1990. A proposta é mostrar que, sendo grafite ou picho, ambas constituem formas de expressão contemporâneas em seu surgimento no Brasil. Com motivações e processos que não se opõem de maneira radical, sua apresentação hierárquica, principalmente, deve ser problematizada. A partir da análise de algumas dessas reconfigurações artísticas e seu entrelaçamento com a dinâmica e expansão da cidade de São Paulo que perpassam pelo coletivo Tupinãodá, considerado um dos primeiros grupos de arte urbana do Brasil com articulações mais plurais, juntamente com um de seus ex-integrantes, o artista Jaime Prades, a argumentação passa a ser construída. O artista em questão tem sua fala realçada para estabelecer-se uma problematização de discursos, na tentativa de articular os caminhos da arte urbana paulistana. Enfim, em meio a uma crescente institucionalização do grafite ao longo da década de 1980, amparada em grande parte por sua representação em alguns jornais de grande circulação, produz-se um debate sobre a construção de legitimidade, suas ancoragens em produções de gosto e sua relação com o hegemônico, para então traçar uma correlação com os processos do picho. O objetivo principal deste trabalho reside, portanto, na tentativa de desarticular essa dicotomia aparente. Opta-se pelo questionamento no sentido de uma ambivalência dessa arte de rua, que toma o espaço público como suporte para si. Em acordo com um processo de analogias, revela-se a finalidade de equacionar liberdade criativa, transgressão, método, institucionalização e repressão, muitas vezes propulsionados por um mesmo agente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970 - 1990
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4155642

O DES-LUGAR DA PIXAÇÃO: UMA ESCRITA DE RESISTÊNCIA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Queiroz, Priscila De Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Soares, Luis Eustaquio
Ano de Publicação
2016
Programa
Letras
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Minorias
Discurso
Poder
Resistências
Resumo

Para compreender melhor o aspecto resistente da escrita de pixação e salientar as tensões existentes entre discurso, poder e resistência, partimos do pressuposto de que o poder está em toda parte porque provém de todos os lugares, justamente por não ser uma instituição e nem uma estrutura, e sim uma situação estratégica complexa. Assim, como alguns discursos tentam controlar os indivíduos, existe também a luta pelo discurso (FOUCAULT, 2003). Um conjunto enorme de regras na sociedade rege os corpos e gera reações e contrarreações, criando vários cerceamentos: o muro protege do outro e a câmera protege o muro e o que está dentro dele. Há uma normatização, mas não uma normalização, afinal as pixações são formas de opor resistências a um discurso padrão e tentativas de inserir novas formações discursivas (FERNANDES, 2011). Se pixar conota recusa em aceitar determinados conceitos de valor, também reforça o ímpeto de estar em seu des-lugar – o lugar errado por (in)direito. Da maneira em que aparece, a escrita política é também um mecanismo de desterritorializaçãoe um agenciamento coletivo, o que nos permite aproximar a pixação do conceito de literatura menor (DELEUZE; GUATTARI, 1977). Sendo as pixações componentes dos sentidos da cidade, elas também simbolizam as tensões urbanas vigentes, como forma de manifestar reinvindicações sóciopolítico-culturais.Para evidenciar a potência de uns devires contramuros, selecionamos algumas pixações (tag-frases e frases) encontradas na Grande Vitória entre 2013 e 2015, que de forma afirmativa e / ou combativa inscrevem minorias em espaços estabelecidos por / para maioria.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
2013 - 2015
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3601531

Mãos e a cidade; Uma análise sobre a trajetória de rodrigo grau e a prática de grafiti no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Beatriz Novo Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Tommasi, Maria Livia De
Ano de Publicação
2017
Programa
Cultura e Territorialidades
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Arte Direito à Cidade
Resumo

O presente trabalho visa refletir sobre alguns novos arranjos artísticos, culturais e políticos da prática do graffiti na cidade do Rio de Janeiro. Combinando perspectivas históricas, sociológicas e antropológicas, a análise aqui apresentada propõe duas dimensões que se entrelaçam. Uma investiga a prática do graffiti em relação ao mercado da arte e às políticas públicas, que cada vez mais legitimam estéticas urbanas, especificamente no âmbito das chamadas “requalificações urbanas” realizadas em ocasião dos megaventos na cidade do Rio de Janeiro. A outra dimensão investiga a trajetória do grafiteiro e artista plástico Rodrigo Grau, oriundo da zona norte do Rio. As vivências de Grau oferecem ferramentas úteis para compreender como a prática do graffiti se desenvolve a partir do indivíduo que deseja interferir, com tinta, na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5066304

Que cidade queremos? Grafite, espaço e território na avenida 23 de Maio/São Paulo – SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soriano, Filipe Coutinho
Sexo
Homem
Orientador
Papali, Maria Aparecida Chaves Ribeiro
Ano de Publicação
2017
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UNIVAP
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Poder Público
Cidade e Redes Sociais
Resumo

A discussão sobre as muitas formas de se construir uma governança democrática levou muitos pensadores a sonhar com utopias desde a Ágora grega, quando a praça da cidade representava um espaço de discussões entre os cidadãos da época. A função do espaço público e das muitas formas de apropriação desse mesmo espaço pelos cidadãos traz consigo o debate sobre o papel da gestão pública e seu relacionamento com os habitantes da cidade dentro do conceito de planejamento urbano. Não distante dos processos de produção do espaço urbano a expressão artística de rua vem desempenhando um importante papel sobre a representação simbólica do espaço, porém tais movimentos artísticos e culturais, na maior parte das vezes não se traduzem em uma esfera amena de respeito e tolerância pois toda a urbe é antes de mais nada um espaço de conflitos de vários grupos sobre o mesmo território, onde o grafite surge como forma de expressão de pessoas deslocadas e de grupos minoritários. A presente pesquisa versa justamente sobre participação e conflito, e as diferentes formas de ações do poder público e a comunidade na produção do espaço urbano, sobretudo nas manifestações artísticas inseridas na paisagem urbana. O grafite, expressão de pintura mural nos muros da cidade de São Paulo desde fim do século XX é forte atração na paisagem urbana, e também tem um longo histórico de parcerias e disputas com a gestão pública. Este trabalho tem como objetivo entender como são construídos estes canais de diálogo com a prefeitura, os artistas, os veículos de comunicação e os cidadãos paulistanos, comparando duas gestões públicas que apesar de parecerem diametralmente opostas tiveram curiosos traços em comum e na produção e destruição do corredor de grafites da Avenida 23 de Maio, em um curto mais conturbado período ente o primeiro semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2017.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida 23 de Maio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5166851