Arte e estética

Novo Muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barros, Yara Amaral Gurgel De
Sexo
Mulher
Orientador
Lara, Arthur Hunold
Ano de Publicação
2017
Programa
Estética e História da Arte
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Novo Muralismo
Arte de Rua
Arte Urbana
Graffiti
Artivismo
Resumo

Novo-muralismo: A pintura pública das últimas décadas na metrópole paulistana propõe uma reflexão sobre a produção da artista-pesquisadora e seu processo, em consonância com outros artistas da nova escola e os afetos que se desdobram das mesmas nos corpos da cidade. Nesta pesquisa, desenvolvida a partir da vivência nesse ambiente, o foco são as intervenções urbanas contemporâneas, no campo da pintura de rua, nas últimas décadas (2000 - 2010) e seus impactos, tanto em uma perspectiva local, quanto em um panorama da cidade. Há também, os impactos de três experiências da autora como arte-educadora em projetos sociais também em São Paulo, com a linguagem da pintura mural, nos corpos e espaços envolvidos. Os projetos são: o “Educação com Arte”, através da ONG CENPEC, na Fundação Casa; o “Jovens Urbanos”, também junto ao CENPEC, em diversos bairros periféricos com alto índice de vulnerabilidade e a “Fábrica de Cultura” da Brasilândia, através da ONG POIESIS. Novo Muralismo é o nome usado para tratar desse conjunto de obras de um grupo de artistas que rompe com a estética do hip hop, traz uma diversidade de referências, estilos e técnicas dando continuidade à história da pintura de rua com herança no muralismo latino-americano, conhecido também como nova escola. Estes trabalhos refletem o amadurecimento e consolidação desta história. O assunto é pouco discutido nos museus, sendo relevante evidenciar o potencial transformador dessa linguagem, analisando o antes e depois da intervenção no espaço público. Para isso, com respaldo teórico e prático, diferentes estéticas foram investigadas, de um recorte de artistas escolhidos para ilustrar tal fenômeno e mostrar os murais e seus impactos nos lugares, algumas de suas intervenções em espaços públicos e seus respectivos efeitos nos ambientes. A relação corpo-espaço do público e dos artistas no antes e depois da obra, do local e do conjunto de intervenções na cidade foi o foco principal da pesquisa, bem como as diferentes poéticas, a discussão sobre a questão do artivismo, passando pelo site specific, pelo recente boom dos murais em fachadas de prédios e suas transformações na paisagem urbana em São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6053619

Os Palcos Efêmeros da Cidade: táticas, ilegalismos e regulação da arte de rua em Montreal e no Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Reia, Jhessica Francielli
Sexo
Mulher
Orientador
Herschmann, Micael Maiolino
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
comunicação urbana
arte de rua
espaço público
regulação
Resumo

O objetivo central desse trabalho é analisar como se cria e no que interfere a regulação da arte de rua e dos espaços públicos em que ela acontece em Montreal e no Rio de Janeiro, a partir de uma perspectiva da comunicação urbana. Partindo de um estudo da regulação e das táticas de resistência de práticas ligadas especificamente à música e ao teatro de rua nessas duas cidades se pretende debater o papel da regulação da arte de rua (em uma perspectiva histórica e o lugar que ela ocupa hoje), assim como questionar os binários que geralmente se associam a ela (legal/ilegal, legítimo/ilegítimo, formal/informal, amador/profissional, pedinte/artista), mostrando a complexidade dessas atividades, uma vez que entre cada uma dessas categorias cabem muitas práticas e questionamentos. Também buscou-se discutir as táticas e o engajamento de artistas de rua em processos legislativos, decisórios e de políticas públicas para a legalização, o reconhecimento e a legitimação da arte de rua nas cidades estudadas. Além disso, questionou-se se essas performances, normalmente alijadas das tradicionais instituições e espaços de arte legitimados pela sociedade, podem emergir como força movente nas cidades contemporâneas, promovendo outros olhares, encontros e experiências, assim como diferentes formas de sentir e estar nos espaços públicos urbanos. No geral, a arte de rua se apresentou como um importante objeto de estudo, capaz de evidenciar disputas pelo direito à cidade. A arte de rua apresenta muitas intersecções com outras atividades que se desenvolvem nos espaços públicos e podem contribuir para o imaginário e a vida urbana de muitas formas: arte de rua como processo comunicacional, como parte da paisagem sensível da cidade, como elemento da cidade lúdica e na promoção de uma cidade de encontros e sociabilidades. Este trabalho se baseou em extensa revisão bibliográfica e documental e em pesquisa de campo, nas duas cidades, que incluiu entrevistas qualitativas semiestruturadas, observação participante e registro visual do objeto de estudo. Algumas dos resultados apontam que a regulação da arte de rua assume pelo menos três papéis entrelaçados: a regulação como oportunidade, proteção e legitimação, uma vez que reconhece a arte de rua como algo legal, respaldando também a ocupação de certos espaços públicos pelos artistas; a regulação como delimitação das práticas, determinando quem pode ser músico de rua, onde, quando e sob quais condições. Esse papel se desdobra em um terceiro: a regulação como exclusão e reprodução de desigualdades, pois além de não alterar as condições de trabalho dos artistas, acaba excluindo pessoas dessa atividade e também exerce um controle arbitrário sobre o acesso aos espaços públicos e à arte na cidade. É preciso enxergar as vantagens da regulação, ao mesmo tempo em que é necessário ter em mente suas limitações e sua força de exclusão. Ela também não pode ser vista como um fim em si mesmo, mas um primeiro passo a ser dado para fomentar cidades que disponham de cada vez mais espaços (materiais e simbólicos) para performances e oportunidades de encontro.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
País estrangeiro
Canadá
Especificação da Referência Espacial
Montreal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5307016

Que cidade queremos? Grafite, espaço e território na avenida 23 de Maio/São Paulo – SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soriano, Filipe Coutinho
Sexo
Homem
Orientador
Papali, Maria Aparecida Chaves Ribeiro
Ano de Publicação
2017
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UNIVAP
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Poder Público
Cidade e Redes Sociais
Resumo

A discussão sobre as muitas formas de se construir uma governança democrática levou muitos pensadores a sonhar com utopias desde a Ágora grega, quando a praça da cidade representava um espaço de discussões entre os cidadãos da época. A função do espaço público e das muitas formas de apropriação desse mesmo espaço pelos cidadãos traz consigo o debate sobre o papel da gestão pública e seu relacionamento com os habitantes da cidade dentro do conceito de planejamento urbano. Não distante dos processos de produção do espaço urbano a expressão artística de rua vem desempenhando um importante papel sobre a representação simbólica do espaço, porém tais movimentos artísticos e culturais, na maior parte das vezes não se traduzem em uma esfera amena de respeito e tolerância pois toda a urbe é antes de mais nada um espaço de conflitos de vários grupos sobre o mesmo território, onde o grafite surge como forma de expressão de pessoas deslocadas e de grupos minoritários. A presente pesquisa versa justamente sobre participação e conflito, e as diferentes formas de ações do poder público e a comunidade na produção do espaço urbano, sobretudo nas manifestações artísticas inseridas na paisagem urbana. O grafite, expressão de pintura mural nos muros da cidade de São Paulo desde fim do século XX é forte atração na paisagem urbana, e também tem um longo histórico de parcerias e disputas com a gestão pública. Este trabalho tem como objetivo entender como são construídos estes canais de diálogo com a prefeitura, os artistas, os veículos de comunicação e os cidadãos paulistanos, comparando duas gestões públicas que apesar de parecerem diametralmente opostas tiveram curiosos traços em comum e na produção e destruição do corredor de grafites da Avenida 23 de Maio, em um curto mais conturbado período ente o primeiro semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2017.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida 23 de Maio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5166851

Campo dos Alemães em São José dos Campos/SP como espaço de disputa simbólica: a mensagem dos muros.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Papali, Frederico
Sexo
Homem
Orientador
Zanetti, Valeria Regina
Ano de Publicação
2017
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UNIVAP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Identidades
Arte Urbana
Cidade
Planejamento Urbano
Resumo

Considerando o espaço urbano como um campo de significação que comporta um conjunto de relações históricas, políticas, econômicas, sociais, estéticas e culturais, este trabalho, de caráter exploratório, tem como objeto de estudo o graffiti no espaço urbano. Para isso procurou subsídios na ação de grafiteiros, quando, em encontros realizados em julho de 2007, agosto de 2010 e março de 2013 no Campo dos Alemães em São José dos Campos/SP, eles se reuniram sob a bandeira do Hip Hop, para se expressarem através da música, da dança, poesia e principalmente do graffiti, sendo que este era, na época dos dois primeiros, proibido por lei. Buscou-se assim, investigar se o graffiti pode ser considerado instrumento de construção e afirmação de identidades, que se revelaram nesta ação. Para o estudo, problematiza-se que o graffiti dos muros do bairro Campo dos Alemães é expressão de apropriação e ressignificação de território e da paisagem urbana, e procura saber em que medida isto aconteceu. Como hipótese considera-se que esta pratica, quando proibida, foi uma possibilidade que teve, para os artistas, significado e sentido de liberdade, e se estabeleceu como forma de resistência; um meio de dar voz às suas individualidades; de expressar possibilidades de vida e de marcar território. Como método, utilizou uma abordagem qualitativa, exploratória, descritiva, bibliográfica e documental, onde se fez um registro fotográfico e cartográfico dos graffiti, observação de campo e colheu depoimento de dois dos idealizadores e participantes, para conhecer sua motivação. Da investigação, os achados apontam para o graffiti como prática que possibilita esta afirmação e mesmo a construção de novas identidades num bairro estigmatizado pela exclusão social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São José dos Campos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007 - 2013
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5652846

Pintando com elas: uma etnografia a partir do coletivo de graffiti Freedas Crew

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Thayanne Tavares
Sexo
Mulher
Orientador
Gontijo, Fabiano De Souza
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Experimentação
Gênero
Graffiti
Freedas Crew
Resumo

 

Esta dissertação é uma etnografia realizada a partir de um coletivo de graffiti chamado Freedas Crew. Esta crew é formada por quatro mulheres e um homem trans que, após frequentarem uma oficina de graffiti só para mulheres, idealizada por Michelle Cunha (artista visual e grafiteira), resolveram criar um coletivo capaz de fazer intervenções artísticas na Grande Belém. O objetivo deste estudo é apresentar como um coletivo de mulheres e pessoa trans se organiza e se relaciona em um cenário que privilegia a presença masculina, assim como externar quais aprendizados circundam esta prática coletiva. O campo de pesquisa, logo nas primeiras aproximações, se revelou fértil e generoso. Por meio da oficina, me foi possível adentrar neste universo do graffiti não só como pesquisadora, mas também como aprendiz dessa arte. Sendo assim, me apropriei da experimentação como caminho a ser traçado nesta investigação, atrelando conhecimento teórico simultaneamente ao aprendizado das inúmeras técnicas e moralidades que envolvem o graffiti. Esta arte, como os demais elementos do movimento hip hop, também protagoniza a presença masculina em detrimento da feminina. Diante disso, não só a experimentação foi direcionada pelo campo, mas a questão de gênero também se mostrou latente. Além da experimentação vivenciada com as integrantes do coletivo e a cena de graffiti, foram realizadas algumas entrevistas que trouxeram novos elementos de análise.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5269068

A PIXAÇÃO COMO APROPRIAÇÃO DA CIDADE: o pixador como formador do cenário urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Alan Oziel Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Regina Helena Alves Da
Ano de Publicação
2017
Programa
História
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Pixação
Memória
Cidade
Dissenso
Resumo

O presente trabalho é um olhar histórico sobre a pixação na cidade de Belo Horizonte e investiga como tal forma de escrita configurou-se, desde a década de 1980 aos dias atuais. A investigação é dedicada não somente aos escritos nos muros, mas explora a pixação a partir da relação entre sujeito e cidade, verificando como o pixo constituise nessa relação. Desta forma, entendemos que a urbe não é somente o suporte para o pixo, mas seu elemento constituidor e, portanto, analisamos como a pixação apropria-se da cidade, dos seus discursos e espaços instituídos e, a partir da subversão destes, constrói seus próprios lugares de socialização e memória, fazendose presente no cenário urbano. Investigamos, também, as estratégias de formação da memória da pixação e sua função na coesão do grupo. Para este fim, analisamos os dispositivos de memória dos adeptos dessa forma de escrita: folhinhas (coleções de folhas de papel com pixo de diversos praticantes, iniciantes e veteranos), fotografias de agendas (muros que reúnem inscrições de pixadores e de grupos variados), relíquias (muros com pixações antigas de autores que já não atuam mais) e coleções de recortes de jornais e revistas com matérias sobre pixo. Buscando evidenciar o lastro histórico da pixação, inserimo-la em um percurso das escritas não convencionadas em suportes não convencionais e apresentamos, também, um possível caminho percorrido da pichação à pixação, passando pelas modificações formais destas escritas e pela distinção de suas nomenclaturas. Buscamos, ainda, demonstrar as relações existentes entre a dinâmica social, em aspectos demográficos e políticos, e a configuração do pixo. Nesta pesquisa abordamos a pixação como uma ação política e questionamos o entendimento de que a pixação constitua mero rabisco, pois percebemos como ela evidencia uma escolha por uma forma de se apropriar e ressignificar a cidade, não se restringindo à juventude de seus praticantes. Por fim, este trabalho possibilita perceber como a pichação e pixação passam de elemento estratégico nos confrontos políticos e torna-se algo com centralidade em sua própria feitura como ação política.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1980-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5672580

A Presença indígena nos grafites de Belém: Entre fraturas e resistências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Camille Nascimento Da
Sexo
Mulher
Orientador
Neves, Ivania Dos Santos
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação, Cultura e Amazônia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Discurso
Enunciados
Presença Indígena
Grafite
Resumo

A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
2007 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5424955

Muros ocupados: A práxis do muralismo militante como ação de propaganda política

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amorim, Gabriel De Avellar
Sexo
Homem
Orientador
Rodrigues, Carlos De Azambuja
Ano de Publicação
2017
Programa
Artes Visuais
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
muralismo
autonomia
movimentos populares
comunicação popular
educação popular
Resumo

Esta pesquisa visa realizar uma análise de alguns processos de pinturas coletivas em espaços públicos, definidas aqui como “muralismo militante”. Tomando como estudo de caso quatro pinturas feitas por um movimento popular do Rio de Janeiro, o Movimento de Organização de Base (MOB), sendo duas delas realizadas com jovens e crianças de uma favela da cidade e as outras com estudantes de uma escola pública da região metropolitana.Como também alguns outros relevantes exemplos realizados em outros países da , históricos e contemporâneos. A produção deste “muralismo militante” se insere nos debates sobre a produção imagética e cultural por parte de grupos, movimentos sociais e organizações políticas, assim como as relações entre arte e política. Mais precisamente, em como analisar, desde um ponto de vista estético, este tipo de produção que muitas vezes parte principalmente de uma demanda política. Diante disso, a pesquisa propõe a possibilidade de haver uma relação entre a práxis, ou a prática política, identificada no espaço social de construção destes murais e seu resultado estético. Buscando, assim, trazer para o campo estético a problematização dos processos de produção de formas de propaganda política realizados por organizações de esquerda, envolvendo ideias e propostas como“autonomia”, “educação popular”, “comunicação popular”. Para isso, buscou-se ideia de“Estética da Formatividade” de Pareyson, na qual a concepção estética se desenvolve no processo de construção da obra de arte. Os resultados mais relevantes foram poder contextualizar diferentes manifestações de “mural político” e categorizá-las tomando como base a práxis presente em sua elaboração e o conteúdo visual presente em suas imagens.Em como os elementos e demandas populares locais se faziam mais presentes em murais onde seu espaço de construção possibilitava maior participação política das pessoas participantes. Não apenas executando a pintura – que nos casos estudados também poderia ser feita por artistas ou militantes –, mas principalmente pautando e pensando seu conteúdo.Ao contrário de outras experiências onde mesmo que as pessoas exercessem a ação de pintar, muitas vezes os conteúdos já haviam sido elaborados por outras pessoas

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5574192

MURAL ETNIAS — ENTRE SIGNIFICAÇÕES E REPRESENTAÇÕES:Um marco na revitalização do Porto Maravilha

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Aline Rayane De Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Brandao, Marcus Vinicius Dohmann
Ano de Publicação
2017
Programa
Artes Visuais
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Porto Maravilha
paisagem urbana
arte pública
intervenção urbana
Eduardo Kobra
Resumo

A presente pesquisa trata das representações e da circularidade da imagem na paisagem urbana, constituindo um estudo de caso sobre o mural Etnias- Todos Somos Um. O mural, objeto de investigação deste estudo, é obra do artista Eduardo Kobra e foi produzido com ajuda da sua equipe nos meses que antecederam à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O mural está localizado na fachada de um antigo armazém, em frente à Parada dos Navios do VLT Carioca, no trecho da Avenida Rodrigues Alves que compõe o Boulevard Olímpico, na Região Portuária do Rio de Janeiro, o Porto Maravilha. O objetivo desta pesquisa visa compreender os significados culturais do mural Etnias Todos Somos Um, a partir do reconhecimento das particularidades de suas representações nos contextos social e cultural. Propõe-se ainda, a promover uma observação crítica a partir da investigação dos processos de sua produção e divulgação, abordados enquanto ação coletiva de arte, cujo agente principal é o artista Eduardo Kobra. A metodologia aplicada no desenvolvimento desta pesquisa teve caráter descritivo, por tratar-se de uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do contexto da vida real. A pesquisa desenvolveu-se através da coleta, análise e interpretação de dados, com base em uma pesquisa documental e bibliográfica, levantamento de campo e entrevista estruturada com o autor. A pergunta de pesquisa está formulada sobre qual o papel deste mural como principal interferência artística na transformação da paisagem da Avenida Rodrigues Alves, na Região Portuária do Rio de Janeiro. O presente objeto de pesquisa constituiu-se como novo marco visual da Avenida Rodrigues Alves, que, após passar por várias ações de revitalização urbana, tornou-se um polo inovador na produção de ações coletivas de arte, assumindo a forma de uma galeria de arte à céu aberto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Porto Maravilha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5455724

Menina mulher da pele preta - projeto de série televisiva que discute questões de gênero e raça ligados a mulher negra

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Renato Candido de
Sexo
Homem
Orientador
Hamburger, Esther Imperio
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
dramaturgia audiovisual
Mulher Negra
periferia
Relações Raciais
roteiro cinematográfico
Resumo

Esta dissertação em mestrado consiste na construção dramatúrgica de um projeto de série televisiva que dialoga questões de gênero e raça atrelados a representação da pessoa negra no audiovisual brasileiro. "Menina Mulher da Pele Preta" é o nome desta série e ela desenvolve cinco histórias de cinco mulheres negras protagonistas de diferentes idades com suas cinco diferentes realidades sociais e contextos. Seu título dialoga com a música "Essa Menina Mulher da Pele Preta" composta pelo cantor/compositor Jorge Ben, músico negro de grande referência para cultura brasileira. Apresento como parte da dissertação, o episódio piloto "Jennifer" no DVD em anexo. Neste capítulo, conta-se a história de uma adolescente filha de mãe negra e pai branco (filha de mãe solteira) moradora de uma região periférica da Zona Norte de São Paulo. Os roteiros dos cinco episódios compõem a primeira parte da dissertação. A criação da série parte de minha avaliação crítica sobre produções audiovisuais contemporâneas de grande visibilidade que retrataram espaços periféricos. Esta análise também compreende situações biográficas ocorridas comigo na relação entre periferia e universidade. Assim, com um texto ensaístico apresentado na segunda parte desta dissertação, eu me situo no debate contemporâneo sobre a política e a poética das expressões audiovisuais da periferia, de negros, para negros e sobre negros. Esta dissertação dialoga com dois textos acadêmicos recentes: Da política a poética de certas formas audiovisuais, livre docência da Professora Livre Docente Esther Império Hamburger e A Periferia nas Séries Televisivas Cidade dos Homens e Antônia, dissertação da Cientista Social e Mestre em Ciências da Comunicação Ananda Stücker. Eles se inserem num amplo debate acerca da necessidade de projetos audiovisuais atentos ao dilema da representação do outro na periferia.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-10062013-141658/pt-br.html