Antropologia

Pintando com elas: uma etnografia a partir do coletivo de graffiti Freedas Crew

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Thayanne Tavares
Sexo
Mulher
Orientador
Gontijo, Fabiano De Souza
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Experimentação
Gênero
Graffiti
Freedas Crew
Resumo

 

Esta dissertação é uma etnografia realizada a partir de um coletivo de graffiti chamado Freedas Crew. Esta crew é formada por quatro mulheres e um homem trans que, após frequentarem uma oficina de graffiti só para mulheres, idealizada por Michelle Cunha (artista visual e grafiteira), resolveram criar um coletivo capaz de fazer intervenções artísticas na Grande Belém. O objetivo deste estudo é apresentar como um coletivo de mulheres e pessoa trans se organiza e se relaciona em um cenário que privilegia a presença masculina, assim como externar quais aprendizados circundam esta prática coletiva. O campo de pesquisa, logo nas primeiras aproximações, se revelou fértil e generoso. Por meio da oficina, me foi possível adentrar neste universo do graffiti não só como pesquisadora, mas também como aprendiz dessa arte. Sendo assim, me apropriei da experimentação como caminho a ser traçado nesta investigação, atrelando conhecimento teórico simultaneamente ao aprendizado das inúmeras técnicas e moralidades que envolvem o graffiti. Esta arte, como os demais elementos do movimento hip hop, também protagoniza a presença masculina em detrimento da feminina. Diante disso, não só a experimentação foi direcionada pelo campo, mas a questão de gênero também se mostrou latente. Além da experimentação vivenciada com as integrantes do coletivo e a cena de graffiti, foram realizadas algumas entrevistas que trouxeram novos elementos de análise.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5269068

Bnei anussim: uma experiência de judaísmo na periferia paulistana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gutierrez, Carlos Andrade Rivas
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
judaísmo
novas identidades
periferia
Resumo

O objetivo dessa reflexão é realizar a análise acerca da inserção de um novo agente no campo judaico, suas relações dentro desse campo e também com a metrópole. Um ex-pastor da Assembleia de Deus e fiéis de instituições pentecostais e neopentecostais passam a se identificar como bnei anussim, isto é, afirmam-se descendentes dos judeus forçados a se converter na Inquisição. Após as tentativas fracassadas de reconhecimento da identidade judaica perante as autoridades rabínicas, criam a sinagoga Beith Israel, no bairro de São Mateus, periferia de São Paulo. Lá, praticam o judaísmo, conforme seus próprios esquemas de percepção, ortodoxo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Mateus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-23052012-154251/fr.html

Como morrem projetos de policiamento comunitário. O caso GPAE nas favelas do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Marcus André de Souza Cardoso da
Sexo
Homem
Orientador
Machado, Lia Zanotta
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
projetos de policitamento comunitário em favelas do RJ
periferia
Resumo

O presente estudo trata do impacto da implantação de um projeto de policiamento comunitário em duas favelas da cidade do Rio de Janeiro: Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Na tese, procuro demonstrar que as relações entre policiais e moradores são permeadas por demandas de reconhecimento e respeito, dentro de uma lógica de circulação de reciprocidades. A presença e atuação do policiamento comunitário foi responsável pela primeira experiência positiva que os moradores das duas favelas tiveram com a polícia. Os moradores das duas favelas se sentiram valorizados, tendo suas demandas pelo reconhecimento de dignidade, segurança, circulação e direitos atendidas. O desgaste do policiamento comunitário começou a se fazer antes de se completar um ano, quando a implementação, inicialmente exitosa, não conseguia mais assegurar um ambiente semelhante ao passado valorizado e há volta das práticas do tráfico que produzem diretamente medo e insegurança nos moradores.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela Cantagalo e Pavão-Pavãozinho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://www.dan2.unb.br/images/doc/Tese_090.pdf

Morro da Conceição: uma etnografia da sociabilidade e do conflito numa metrópole brasileira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Flávia Carolina da
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Sociabilidade
Conflito
Território
Zona Portuária
periferia
Resumo

O Morro da Conceição está localizado no bairro da Saúde, zona portuária do Rio de Janeiro é um importante sítio histórico da cidade que apresenta atualmente um caso particular de disputa pela terra, travada entre um grupo de moradores que se auto-reconhece como Comunidade Remanescente do Quilombo da Pedra do Sal e um ordem religiosa denominada Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – VOT. A partir da pesquisa etnográfica realizada no local durante o ano de 2008, procurou-se entender como eram organizadas as redes de sociabilidade entre os outros moradores locais relacionadas à disputa e questão. Durante o percurso etnográfico, outras relações foram sendo reveladas no plano das práticas cotidianas. A partir de uma intrincada malha de sociabilidade que misturava interesses e agentes variados, uma minuciosa trama de conflitos foi sendo descortinada. .A experiência etnográfica permitiu ver que os problemas envolvidos nos discursos e projetos de revitalização da zona portuária problematizavam o território do morro, deixando transparecer lutas que buscavam assegurar sua diversidade espacial e simbólica. Assim, os conflitos apareceram como constitutivos das sociabilidades e encontravam-se misturados nas mais “triviais” relações. Levando-se em conta o cenário político-social brasileiro voltado ao reconhecimento das comunidades quilombolas, buscou-se perceber a construção das redes de sociabilidade e das diversas representações políticas configuradas nas suas variadas formas de organização..As sociabilidades perpassadas por questões mais amplas e mediada por relações não imaginadas no momento em que se desenvolveu o projeto, revelaram o Morro da Conceição como um espaço singular, construído na alternância classificatória entre “ser” cidade e “ser favela”".

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Conceição
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/e5be68e8-7b7a-4180-b5ce-5e12abe56a42

Traçados, cores e riscos: Etnografia de uma cidade redesenhada pela pichação/graffiti

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dantas, Rodrigo Nathan Romanus
Sexo
Homem
Orientador
Borges, Zulmira Newlands
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFSM
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação/graffiti
Cidade
Lutas semânticas
Visibilidades/invisibilidade
Etnografia
Resumo

Busca-se, nesta pesquisa, a realização de uma etnografia sobre pichação/graffiti em Santa Maria, tema controverso e recorrente no debate público local. Trata-se de compreender como são construídas as visibilidades/invisibilidades da pichação/graffiti, as lutas semânticas em torno da construção da inteligibilidade dos acontecimentos acerca da cidade pichada/grafitada. Como objetivos específicos temos: traçar os contornos das regularidades, dos elementos que dão forma aos pichadores/grafiteiros como grupo, suas corporeidades, reciprocidades, valores e motivações; compreender a lógica dos sistemas classificatórios acerca da dicotomia entre os termos pichação e graffiti no debate público local; entender os conflitos e negociações, intra e extra grupo, nessas disputas de sentidos em torno da cidade pichada/grafitada, protagonizadas pelas seguintes forças sociais: pichadores/grafiteiros, Estado (instituições públicas), empresas/proprietários de imóveis pichados/grafitados e jornais/intelectuais/artistas locais; refletir sobre as tensões e a coprodução do olhar etnográfico na interação entre pesquisador e interlocutores da pesquisa. Em termos teóricos, esta etnografia dialoga com autores como Clifford Geertz (1978), Néstor García Canclini (1997), Jacques Rancière (2005), Lévi-Strauss (2002), Eduardo Viveiros de Castro (2008), Gilberto Velho (1978) e José Magnani (2005). Metodologicamente, lança-se mão da observação participante, do convívio próximo e prolongado (de 2014 a 2017) entre os pichadores/grafiteiros (24 indivíduos), o que inclui interação nas ruas, no ciberespaço e, até mesmo, compartilhamento de moradia com um deles durante seis meses. Conseguiu-se, com esse aporte teórico e com o trabalho de campo, vislumbrar as inversões, as recombinações e os transbordamentos semânticos das categorias binárias (legal/ilegal, limpo/sujo, certo/errado, luz/sombra, belo/feio, visível/invisível, centro/periferia, etc.) do ato universal de classificar. Com e contra os pichadores/grafiteiros estão o Estado (instituições públicas); as empresas/proprietários de imóveis pichados/grafitados e os comunicadores/intelectuais/artistas locais. Cada uma dessas quatro forças sociais tenciona com as demais, interage em uma lógica de conflito e negociação, possui contradições internas, vias de mão dupla nesses encontros discordantes acerca da cidade pichada/grafitada. Em e entre cada uma dessas forças sociais há diferentes maneiras de construir a inteligibilidade dos acontecimentos, algumas com base em certas dicotomias, no sentido de fomentar a criminalização da prática ilegal, enquanto outras constroem a visibilidade/invisibilidade da pichação/graffiti no sentido de problematizar a criminalização, de transbordar, desordenar e reordenar os sistemas de classificação binários, e/ou promover a prática. Do ponto de vista do processo de interpretação dessas teias de significados, de coprodução do olhar etnográfico, a pichação/graffiti acaba aparecendo como uma espécie de arco narrativo autobiográfico, uma alegoria demarcadora de inflexões na percepção dos sentidos de viver a cidade e na trajetória de vida do próprio pesquisador.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6770651

A arte que colore a cidade: Um estudo sobre o graffiti em Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Delcaro, Fatima Regina Da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Ramos, Evandro De Morais
Ano de Publicação
2018
Programa
Sociedade e Cultura na Amazônia
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Urbanismo
Cultura
Comunicação
Amazônia
Resumo

Esta pesquisa visa compreender como a arte do Graffiti se manifesta na cidade de Manaus/AM; como os grafiteiros se apropriam de elementos da cultura amazônica e quais os seus propósitos e os sentidos dado a sua arte. Para alcançar tal objetivo, primeiramente aborda-se a gênese da produção do Graffiti entendendo as transformações e desdobramentos ao longo do tempo, que fizeram com que alcançasse o status de Arte. Busca-se também, entender o processo de urbanização de Manaus, a incorporação de novos hábitos e costumes e a formação de grupos urbanos. As análises desdobram-se sobre a história de vida de três grafiteiros atuantes em Manaus: Amazon, Raiz e Erê, que permitiram conhecer em suas trajetórias, obras, estilos e propostas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou instrumentos da pesquisa etnográfica para a coleta de dados, como a entrevista tipo história de vida e a observação participante. Quanto aos resultados observa-se que a prática do Graffiti em Manaus é dinâmica, fomentada por muitos eventos. Os grafiteiros em sua maioria fazem parte da cultura Hip Hop. Os três grafiteiros entrevistados apresentam técnicas aprimoradas no uso do spray, e através de temáticas amazônicas provocam reflexões sobre questões ambientais, sociais e culturais. Esta pesquisa teve como finalidade contribuir com os estudos sobre a arte do Graffiti em Manaus, e devido à amplitude do tema, deixa em aberto caminhos para outras frentes de pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7233712

Cidade: Modos de ler, usar e se apropriar - Uma etnografia das práticas de graffiti de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Leal, Gabriela Pereira De Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Junior, Heitor Frugoli
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Arte Urbana
Usos da Rua
Espaço Urbano
Citadinidade
Resumo

Nesta etnografia, as práticas de graffiti de São Paulo, ao mesmo tempo em que ocuparam um lugar central enquanto foco de análise e reflexões, foram tomadas como uma janela para pensar e produzir conhecimento sobre a cidade. Partiu-se de dois objetivos centrais: investigar os usos da rua destas práticas e as possibilidades de cidades que emergem nesta interação. O trabalho de campo voltou-se, principalmente, aos processos de pintura na rua, o que colocou a pesquisa em movimento pelo espaço urbano e configurou uma etnografia multisituada. Na escrita da dissertação, os dados etnográficos e as análises foram organizados em duas partes complementares. Na primeira, a trajetória das práticas de graffiti na cidade de São Paulo conduz as reflexões, mas sem perder de vista a relação estabelecida com outros contextos, as trocas com outras práticas de pintura na rua, as narrativas que elaboram representações distintas deste fazer e a interação complexa estabelecida com diferentes agentes e esferas do poder público. Na segunda parte, a partir da análise situacional de três processos de pintura, são apresentados modos de ler, usar e se apropriar da cidade, que são ao mesmo tempo condição e consequência de fazer graffiti, bem como produzem efeitos nos sujeitos e nos espaços urbanos. A partir desta aproximação é possível apreender as práticas de graffiti enquanto um fazer que não apenas modifica esteticamente as superfícies construídas, como também coloca em questão a eficácia de certos postulados urbanísticos e jurídicos. Esta investigação identificou uma forma de citadinidade, constituída pelas experiências de pintar na rua, que nos lembra da condição de possibilidade de fazer e praticar a cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6432107

A cidade e seus Graffiti: Uma etnografia de rua na região portuária da cidade de Pelotas/RS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fuchs, Fabricio Barreto
Sexo
Homem
Orientador
Magni, Claudia Turra
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia
Instituição
UFPel
Idioma
Português
Palavras chave
Paisagem urbana
Cidade moderna
Arte de rua
Etnografia de rua
Graffiti
Resumo

A região portuária de Pelotas, cidade situada no sul do Rio Grande do Sul, é particularmente profícua em ruínas - herança de um polo industrial próspero que iniciou suas atividades ao final do século XIX, cujos vestígios materiais, ainda visíveis, denunciam a decadência econômica que assolou o município a partir da década de 1970. Os muros abandonados em profusão tornaram-se telas para o graffiti, um agente na constituição da paisagem deste bairro que passa por transformações urbanas consideráveis - seja pela implantação e incremento de polos universitários, seja pela reativação de instalações do porto da cidade. Foi neste universo citadino, em diálogo com uma rede de grafiteiros locais e considerando as interfaces da Antropologia urbana e Antropologia da imagem, que esta pesquisa, fundamentada metodologicamente na etnografia de rua, procurou investigar a arte urbana enquanto fenômeno peculiar às transformações da paisagem da região portuária de Pelotas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região portuária de Pelotas
Cidade/Município
Pelotas
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6629467

Para além dos muros: Uma abordagem antropológica sobre graffitis femininos na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Izabele Lira Queiroz De
Sexo
Mulher
Orientador
Jesus, Fatima Weiss De
Ano de Publicação
2019
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Graffitis
pixação
etnografia
práticas
urbano
Resumo

Este trabalho situa-se a partir de uma etnografia e observação participante de grupos de mulheres grafiteiras e/ou pixadoras em Manaus realizadas entre Março de 2017 e Janeiro de 2019 e um evento feminino realizado em Agosto de 2018. Trata-se de um estudo antropológico sobre a multiplicidade de práticas adotadas entre praticantes dos graffitis, as redes de apoio e protagonismo entre mulheres dentro do movimento do hip hop e suas lógicas de intervenção e apropriação da cidade, ressignificação e disputas de espaços, conflitos, manifestação artística/profissional e tensionamentos de gênero. Este trabalho contribui para a compreensão e legitimação dos graffitis feito por mulheres na cidade de Manaus através de uma ótica ampla e sensível à pluralidade de experiências e visões sobre a prática, o espaço urbano e a arte.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
2017 - 2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7674655

NEGRAFIAS NO CENTRO DE SÃO PAULO: A presença e a representação do negro na arte urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barbosa, Marina Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Carolin Overhoff
Ano de Publicação
2019
Programa
História da Arte
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
imagens de negras/os
identidade
população afro-brasileira
São Paulo
Resumo

O Brasil é um país multirracial e pluriétnico no qual mais da metade da população auto declara-se negra e parda. Contudo, esta maioria não é visível, por exemplo, nos meios de comunicação – propagandas, nos programas televisivos e jornalísticos – e nem tampouco possui expressividade, de forma minimamente equânime, em outros setores culturais – no cinema, no teatro – e sociais, sobretudo em profissões de grande visibilidade como na política, no judiciário, legislativo, executivo etc. Um dos primeiros elementos de autoafirmação da negritude passa pela revalorização e pelo reconhecimento de sua própria imagem, tanto individual como coletiva. O graffiti tem sido um meio de expressão e uma forma de afirmar esta imagem na cidade de São Paulo, na medida que os grafiteiros incorporam ao seu repertório temáticas raciais e étnicas negras para evidenciar sua visibilidade/invisibilidade social, construir e valorizar sua identidade cultural negra. O presente trabalho visa mapear e analisar a presença de imagens de negros e negras presente nos graffitis – nas negrafias – encontrados em percursos específicos pela cidade de São Paulo, atentando-se para uma possível reconfiguração e apropriação do espaço assim como a democratização do mesmo. Este percurso é o da própria autora – estudante e trabalhadora. Para tanto, com base neste estudo de caso etnográfico a dissertação oferecerá uma análise da presença e da representação da/do negra/o nas negrafias, perguntando se ela consegue reconfigurar uma cidade que se quer branca. Trata-se, portanto, de um trabalho que traz para a História da Arte uma proposta metodológica antropológica e etnográfica, pois o recorte não se baseia exclusivamente no conceito de obra de arte ou no estudo de artistas escolhidos, senão do vivenciar a cidade por meio de um percurso considerado comum nele, porém de um ponto de vista subjetivo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8193226