Cartografia cultural do Graffiti a partir de São Gonçalo: Memórias de 1990 aos anos 2010
Cartografia Cultural do Graffiti a partir de São Gonçalo: memórias de 1990 aos anos 2010 se situa na interdisciplinaridade e parte dos conceitos e técnicas da geografia. Mapas de artistas graffiteiros de Alcântara e Trindade (SG/ RJ), que atuam da gênese à atualidade, contêm a memória de eventos (ações) da cultura graffiti, na proposição do deslocando do (a) artista para a representação cartográfica. A linguagem da tradicional cartografia foi uma escolha estratégica que localizou São Gonçalo como centro desta filosofia, na percepção da cidade como a nascente da Bacia Cultural do Graffiti do estado do Rio de Janeiro. As narrativas de Aila, Gal e Siri geraram os mapas e o estudo foi enriquecido pela trajetória de Fabio Ema, considerado precursor. A metodologia foi instrumentalizada pela participação e clareza das intencionalidades e os mapas responderam às perguntas das cartografias sociais: “onde, quando e como se desenvolveu o graffiti?”, com foco nas ações vividas coletivamente. O surgimento das tipologias de eventos iluminou a essência da cultura, significando a cartografia cultural proposta, em seu duplo sentido de produto e processo. Com a soma das informações espaciais do campo, oferecidas por três artistas, criou-se o mapa que recebe o título da pesquisa e os pontos demarcam as territorialidades da cultura, na dimensão do espaço e tempo, como uma particularidade da análise. Esta soma sumariamente matemática, recebeu a conceituação da sobreposição de Milton Santos, refletindo o global sobre o local, através dos sistemas de formação, difusão e manutenção da cultura, na perspectiva de artistas gonçalenses. Ao desdobrar na exposição Cartografias da Arte Urbana (SESC São Gonçalo) e no media metragem documental Manifesto Graffiti SG (2019), a pesquisa apresenta seu inacabamento e a potência de devires.