Impactos Ambinetais do uso e Ocupação do Solo Urbano em Quirinópolis - GO
Quirinópolis, cuja origem data do século XIX, é uma das muitas cidades da região do Sudoeste Goiano, que apresentou crescimento demográfico e espacial lento até 1960 e intenso após 1970, contemporaneamente à expansão da nova fronteira agrícola do cerrado, viabilizada por programas federais como o POLOCENTRO, derivado do II Plano Nacional de Desenvolvimento, que objetivaram a apropriação rápida das terras ao sistema produtivo agropecuário moderno, voltado à exportação. Nesse contexto, a presente pesquisa objetivou analisar a sua evolução urbana entre 1960 e 2000, na busca das causas dos impactos ambientais negativos, os quais foram, inventariados, classificados, mapeados e relacionados, sobretudo aos dados demográficos, aos vários mapas do meio físico e ao uso e ocupação do sítio urbano numa perspectiva histórico-evolutiva, cujos produtos serviram para a delimitação das áreas mais críticas e dos vetores atuais da expansão urbana atual, além de permitirem uma compreensão do processo de urbanização, quanto aos fundamentos teóricos, com base no apoio da bibliografia consultada. Os resultados permitiram constatar que o afluxo da população, sobretudo de baixa renda imigrada do campo do próprio município e arredores, além de outras regiões do país, acarretou crescimento demográfico rápido e intenso que demandou novas áreas para moradia. Essa demanda foi atendida mediante a também rápida apropriação das áreas limítrofes da cidade, onde foram instalados vários sucessivos loteamentos destinados às classes menos favorecidas desse processo e às custas de desmatamentos irregulares e ocupação de áreas nem sempre favoráveis a esse tipo de uso sem a infra-estrutura adequada. O antigo sítio urbano situado às margens do córrego Cruzeiro hoje está transformado no setor central da cidade e o sítio urbano já ocupa as áreas dos córregos das Clemências e Capela e extravasa os limites do perímetro urbano oficial.