Novas tecnologias e meio urbano

A indústria de jornais e o desafio das novas mídias: uma análise sob o ponto de vista do consumidor.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
da Silva, Bianca Delarue Carvalho
Sexo
Mulher
Orientador
Nogueira, Antônio Roberto Ramos
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Administração
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
256
Idioma
Português
Palavras chave
notícias e informações
novas mídias
mídias digitais
Resumo

O surgimento de novas tecnologias permite que as pessoas consigam acessar notícias e informações de maneira cada vez mais rápida, ameaçando indústrias já consolidadas, como a indústria de jornais impressos. Desta maneira, o objetivo deste trabalho foi contribuir para o estudo das mídias, buscando entender quais são os fatores que levam as pessoas a buscarem notícias e informações em mídias digitais ou em mídias tradicionais. Para isso, foram levantados estudos na literatura sobre o tema, buscando fatores que influenciam na utilização de mídias como o jornal impresso, a televisão, os sites de jornais, as redes sociais e outros sites. A partir desta revisão, foram testadas 76 hipóteses, representadas no modelo proposto por este trabalho, a partir de uma pesquisa quantitativa realizada em quatro capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre) e que contou com mais de 1000 respondentes consumidores de notícias e informações. Os dados coletados foram tratados e foi utilizada basicamente a Modelagem de Equações Estruturais para a verificação das hipóteses previamente levantadas. O modelo estrutural levantado explicou 84% da Atitude com relação às mídias, 35% de seu Uso, 92% da Satisfaçào com as mídias, 71% do Uso Futuro e 80% da Atenção. O modelo apresentou índices de ajustamento excelentes, que podem reforçar sua relevância. Por fim, foram apresentadas as implicações acadêmicas e gerenciais deste estudo, bem como as sugestões para estudos futuros envolvendo este mesmo tema.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.coppead.ufrj.br/publicacao/a-industria-de-jornais-e-o-desafio-das-novas-midias-uma-analise-sob-o-ponto-de-vista-do-consumidor/

Habitar a rua

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Kasper, Christian Pierre
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Laymert Garcia dos
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Pessoas desabrigadas - Aspectos sociais - São Paulo (Estado)
Cultura material
Tecnologia - Aspectos sociais
Antropologia urbana
Geografia humana
Resumo

Esta tese apresenta um estudo da cultura material de moradores de rua na cidade de São Paulo sob uma dupla perspectiva: do habitar, enquanto modo de ocupação do espaço, criação de territórios e de uma tecnologia como forma ativa de relação com o meio urbano, caracterizada como bricolagem. O ponto de vista adotado encara os modos de existência dos moradores de rua como formas de vida possíveis, e não em termos de carência, remetida a uma suposta normalidade. Tomando o estado de constante exposição de si como traço distintivo da condição de quem mora nas ruas, seu enfoque está nas táticas mobilizadas para tornar a rua habitável, táticas que envolvem o questionamento prático das funcionalidades estabelecidas, tanto dos locais públicos ocupados quanto dos materiais descartados encontrados nas ruas da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://cteme.files.wordpress.com/2009/06/kasper_2006_habitar-a-rua_tesedoutifch-unicamp.pdf

Redes e vigilância: uma experiência de cartografia psicossocial

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Castro, Rafael Barreto de
Sexo
Homem
Orientador
Pedro, Rosa Maria Leite Ribeiro
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
177
Idioma
Português
Palavras chave
vigilância
redes sócio-ténicas
cartografia
Resumo

Partindo da evidência que o ambiente urbano e seus procedimentos de planejamento aglutinam coletivos humanos e não-humanos em suas várias ordens, ressalta-se como questão neste trabalho a presença cada vez maior dos dispositivos tecnológicos de vigilância na dinâmica das cidades. Tomando como eixo o referencial teórico de Redes Sociotécnicas, que se debruça justamente sobre o tema da produção de coletivos híbridos – essas misturas de sociedade, natureza e técnica – investigou-se em que medida este tipo de abordagem poderia contribuir para a compreensão das formas contemporâneas de sociabilidade e subjetividade produzidas como efeito desta rede. Entendendo que cada sujeito traduz a rede diferentemente, buscou-se evidenciar as diferentes versões que compõem especificamente essa controvérsia tecnocientífica e suas ressonâncias. A partir da questão principal da vigilância, foram propostos como eixos temáticos a serem aprofundados as experiências (1) da segurança – que articula questões como a violência, o medo e a confiança; e (2) da visibilidade – e os sentidos propiciados de liberdade, intimidade e privacidade. Como estratégia de pesquisa, propôs-se a escolha de uma dada fração urbana monitorada por câmeras para a realização de uma cartografia segundo três momentos: gênese, situação atual e visão de futuro. O local de realização da pesquisa foi o município de Guarujá, litoral do estado de São Paulo, uma das cidades pioneiras no que se refere à vigilância por câmeras. Como eixos de “coleta de dados”, a pesquisa foi conduzida no sentido de evidenciar as diferentes traduções em dois níveis: práticas e discursos. No âmbito das práticas, observações de caráter etnográfico foram empreendidas. Quanto aos discursos, tentou-se coletá-los através das mais variadas fontes, tais como contribuições científicas e artísticas, reportagens veiculadas na mídia, documentos e, principalmente, entrevistas com os atores da rede. Foram entrevistados moradores do município, visitantes, os responsáveis pelo projeto de monitoramento e seus operadores. Para analisar o material reunido, o método utilizado foi o de “Análise de Controvérsias”, cujo mote é seguir os atores na rede, de modo a evidenciar o jogo de forças envolvido nas diferentes apropriações e no processo de estabilização da rede. Ao final, ficou evidente que as decisões acerca destes dispositivos de vigilância são tão técnicas quanto políticas, o que faz de seu percurso um traçado de constante negociações e embates, nos quais as possibilidades e os papeis jamais estão estabelecidos de antemão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarujá
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/30/teses/RafaelBarretodeCastro.pdf

Dilemas para a implementação de uma política pública terriotiral: um debate sobre a UPP social

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guerreiro, Maria Pandolfi
Sexo
Mulher
Orientador
Vianna, Maria Lucia Teixeira Werneck
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas, estratégias e desenvolvimento
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas Públicas
Mapa Rápido
Favela
UPP Social
Políticas Territoriais
Resumo

Em 2010 foi implantada uma política pública para as áreas de favela do Rio de Janeiro, a UPP Social. Os principais objetivos do programa eram promover a cidadania, o desenvolvimento econômico e contribuir para a integração das favelas com o restante da cidade. Seu intuito era ajudar na consolidação de uma política de pacificação e de controle territorial pelo Estado, que estava a cargo da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) - uma política de segurança implantada dois anos antes. A UPP Social não era um programa finalístico e, sim, de articulação, que se propunha a coordenar a atuação dos órgãos públicos nas favelas. A participação dos moradores e a decisão baseada em informações qualificadas eram tidas como fundamentais para se alcançar uma maior eficiência das ações públicas. Um dos resultados desta busca por informações qualificadas foi a realização do Mapa Rápido Participativo (MRP), um diagnóstico detalhado das condições urbanas dos territórios de atuação da UPP Social. Além de se debruçar sobre o MRP, esta tese buscou entender os dilemas enfrentados por esta inovadora política pública que, certamente, será uma referência para futuras políticas sociais.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7632938

Dinâmicas de autoapresentação em sites de redes sociais: performance, autorreflexividade e sociabilidade em cenas de música eletrônica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Beatriz Brandão Polivanov
Sexo
Mulher
Orientador
Simone Maria Andrade Pereira de Sá
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Auto-produção
Facebook
Cenas de música eletrônica
Resumo

Tomando os sites de redes sociais como lugares para a autoapresentação dos atores sociais na vida cotidiana, o trabalho tem por objetivo entender como atores de cenas da música eletrônica paulistana e carioca se autoapresentam no Facebook. Tal recorte justificou-se, dentre outros aspectos, pelo intenso uso que os atores dessas cenas demonstraram fazer do site, sendo um agrupamento social que pode ser considerado early adopter do Facebook no Brasil. Buscamos problematizar os argumentos de uma série de autores que defende que os sites de redes sociais teriam trazido à tona ou potencializado sobremaneira a superexposição dos sujeitos e de suas intimidades na contemporaneidade, aliadas a uma busca incessante e indiscriminada por visibilidade. Partimos de três premissas teóricas que nos permitem entender os modos como os atores se auto-apresentam nos sites de redes sociais: 1) o conceito de autorreflexividade de Giddens; 2) o entendimento do consumo como produtor identitário e 3) as perspectivas de Goffman e dos interacionistas simbólicos sobre apresentação de si enquanto co-construção com a figura do “outro”. O aporte metodológico foi baseado principalmente na etnografia, através da realização de cinco entrevistas em profundidade com atores sociais das cenas aqui investigadas, além da observação participante de seus perfis no Facebook. Aplicamos ainda questionário online com perguntas abertas e fechadas via Facebook. Pudemos concluir que os processos de autoapresentação desses atores sociais no Facebook estão relacionados à performatização de determinados aspectos de suas identidades para públicos imaginados específicos, fazendo com que tenham de gerenciar cuidadosamente as impressões que desejam criar para sua rede de contatos, buscando manter ou, ao contrário, romper propositalmente com uma suposta coerência expressiva entre seus selves off-line e no Facebook e instaurando novos regimes de visibilidade na contemporaneidade.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2009-2012
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/19998?locale-attribute=es

Câmeras de vigilância: as novas tecnologias na governamentalidade contemporânea

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Leal, Rita de Cássia Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Ivana Bentes
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
câmeras
medo
risco
governo
Resumo

Este trabalho tem como objeto de estudo o uso crescente das câmeras de vigilância, em espaços públicos e privados, buscando identificar quais são os discursos midiáticos e as práticas sociais que contribuem para que esta proliferação ocorra e seja aceita pela sociedade. Nesse sentido, estes dispositivos se configuram como dispositivos de governo da população, que se efetiva por meio da prevenção, da visibilidade e do controle. Nas questões referentes a segurança, ao prometerem proteger, assegurar, ou “cuidar”, estes discursos apelam, primordialmente, para uma das mais antigas paixões humanas, o medo. Utilizando a mídia impressa, nomeadamente o jornal folha de São Paulo, como campo empírico, a pesquisa documentou, analisou e disponibilizou informações sobre as matérias divulgadas referentes à presença das câmeras de vigilância, considerando um período temporal de dez anos. Nos discursos midiáticos, as câmeras de vigilância aparecem, na maior parte das vezes, de forma positivada, como capazes de antecipar e de inibir os riscos aleatórios decorrentes da ação do outro. Este discurso se encontra em perfeita sintonia com a nova forma de governamentalidade contemporânea, em que a liberdade de escolha e a responsabilidade individual, apregoam a co-responsabilização e convocam todos os segmentos sociais a participarem do modelo de assepsia preditiva promovido pela sociedade do risco.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Smart urbanism and the politics of digital visibility: mapping informality in the city of Rio de Janeiro (2008-2016)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Maia, Flavia Neves
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Rachel Coutinho Marques da
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Urbanismo
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade Inteligente
Visibilidade Digital
Informalidade
Urbanismo Smart
Poder
Resumo

Há um forte argumento hoje em favor do uso de tecnologias e dados digitais para melhorar o funcionamento das cidades e a vida dos cidadãos. Cidades inteligentes são apresentadas como uma solução para uma variedade de problemas urbanos, incluindo crise econômica, sustentabilidade ambiental e injustiça social. Oferecendo mais nuances para essa suposição, esta tese engaja-se criticamente com a noção de urbanismo inteligente (SU) e visibilidade digital. Esta pesquisa foca em mapeamentos digitais da informalidade, um fenômeno que vem ganhando importância a partir do início da década de 2010, especialmente no Sul Global, devido ao seu suposto potencial de reconfiguração das dinâmicas de poder em cidades. As narrativas atuais sobre a inclusão de assentamentos informais em mapas on-line geralmente vinculam a visibilidade digital à inclusão urbana. Os mapeamentos digitais da informalidade seriam formas de empoderar os cidadãos excluídos e de integrar territórios isolados, de forma que passem a ser reconhecidos como parte das cidades. A visibilidade digital da informalidade também representaria a semente de um urbanismo inteligente alternativo. Em contraponto a esta narrativa, este estudo questiona: A visibilidade digital é, em si mesma, sempre igual à inclusão urbana? Para responder a essa questão, este estudo explora diferentes formas de invisibilidade que coexistem com a visibilidade das favelas nos mapeamentos digitais do Rio de Janeiro, Brasil. O período de análise é de 2008 a 2016, marcado por intensas transformações no regime de visibilidade da cidade do Rio, em preparação para as Olimpíadas de 2016 e outros megaeventos. Em outras palavras, procura-se responder: Como a visibilidade digital das favelas através de mapeamentos se desdobra no fazer da cidade do Rio entre 2008 e 2016? Empiricamente, o estudo baseia-se em dados existentes sobre crescimento urbano, remoção de habitações, deslocamento populacional e outras formas de (in) visibilidade de favelas no contexto das Olimpíadas de 2016. Também se baseia em dados produzidos sobre mapeamentos digitais de favelas. Teoricamente, alinha-se com o Urbanismo Smart, um debate acadêmico crítico atento à equação entre poder e conhecimento em cidades inteligentes. Também compreende, entre outras áreas, a geografia urbana crítica, a teoria crítica da tecnologia e a cartografia crítica. O referencial conceitual analítica do governo (analytics of government) é utilizado para perceber como o poder é exercido em um regime de práticas do urbanismo, em um espaço e tempo bem delimitados. Ao prover um conhecimento teórico, histórico e contextual da visibilidade e sua relação com o urbanismo, indica-se que: A visibilidade digital é uma dimensão do exercício de poder, assim, não pode ser, por si só, sempre igual à inclusão urbana. A questão de pesquisa e a tese são orientadas para a teorização. Elas não foram desenhadas para simplesmente fornecer uma resposta sim / não, mas para definir as bases de perguntas do tipo como. Cada um dos capítulos representa uma “camada” na construção do argumento sobre como a visibilidade digital se desdobra: (1) A visibilidade digital é uma dimensão do exercício do poder e, como tal, desempenha um papel na produção social de cidades (inteligentes). (2) Visibilidade digital, mapeamento e urbanismo são práticas sociais de governar. (3) A visibilidade e a inclusão das favelas (in) têm sido processos ambíguos e disputados em toda a história do Rio, e esse também é o caso hoje da visibilidade digital. Estas três sentenças visam fornecer clareza teórica à noção de visibilidade digital, a fim de auxiliar futuras pesquisas no desenvolvimento de conceitos e teorização dentro do Urbanismo Smart. A preocupação não é apenas desvelar a narrativa da inclusão urbana por meio da visibilidade digital como simplista, mas abrir discussões sobre a relevância política e o impacto dessa narrativa. Em outras palavras, este trabalho chama a atenção para um problema não respondido: Se a visibilidade digital não é, por si só, igual à inclusão urbana, então, como a visibilidade digital realmente produz o urbano? Os resultados revelam que a visibilidade digital não é necessariamente igual à inclusão urbana. Os assentamentos informais não recebem um conjunto de direitos de existir na cidade, uma vez que se tornam digitalmente visíveis. A visibilidade digital não é um mecanismo de ligar / desligar, mas uma jornada rumo a uma forma de experiência urbana contemporânea em que a visibilidade digital e a invisibilidade, assim como as inclusões e exclusões urbanas, coexistem e se entrelaçam. Esta conclusão é relevante porque reforça as descobertas anteriores sobre a natureza política das cidades inteligentes, ao passo em que sugere um compromisso mais profundo da agenda do SU com a visibilidade como uma categoria para as ciências sociais e uma dimensão do exercício do poder. Há necessidade de uma racionalização e argumentação crítica aprofundadas sobre as relações entre poder e visibilidade digital nas Cidades Inteligentes, de modo a compreender melhor as dinâmicas que precisam ser transformadas, como as exclusões urbanas.

Referência Espacial
Zona
zona oeste; zona norte; centro; zona sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7601579

Empresas públicas de TIC: proposta de um modelo analítico para auxiliar a sua gestão com empreendedorismo público e alianças estratégicas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
João Paulo Vieira Tinoco
Sexo
Homem
Orientador
Teresia Diana Lewe Van Aduard De Macedo-Soares
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Administração de Empresas
Instituição
PUC-Rio
Página Inicial
1
Página Final
246
Idioma
Português
Palavras chave
Administração estratégica
Alianças estratégicas
Empreendedorismo
Resumo


A partir da década de 1960, foram criadas empresas públicas, ou autarquias, específicas para a função de processamento de dados, chamada atualmente de tecnologia da informação e comunicação (TIC) nos três níveis de governo no Brasil: federal, estadual e municipal. O objetivo teria sido dar mais agilidade administrativa a estas empresas em comparação aos órgãos da administração direta. Além de sua flexibilidade administrativa ter sido significativamente reduzida pela constituição de 1988, atualmente estas empresas atuam em um ambiente mais competitivo. De fato, existem significativas barreiras à entrada, baseadas na legislação, para as empresas privadas de serviços de TIC, mas elas não são proibidas de prestar serviços diretamente para o governo. Nesse contexto, as empresas públicas de serviços de TIC atuam em um cenário onde três desafios se destacam. Em primeiro lugar, a necessidade de realizar inovações é constante, não só pelas exigências dos negócios de seus clientes, como também pelas próprias mudanças trazidas pelas novas tecnologias. Em segundo lugar, cabe renovar e complementar as suas competências e, para este fim, as alianças estratégicas são um meio importante. Finalmente, enfrentam o desafio de buscar um alinhamento estratégico com seus clientes frente à pressão da concorrência das empresas privadas do setor e às dificuldades geradas pela inflexibilidade administrativa imposta pela legislação do Brasil. Seus dirigentes, portanto, devem compreender a complexidade desse ambiente e dispor de ferramentas gerenciais para estabelecer e administrar estratégias que aumentem a chance de sucesso de sua gestão. Desta forma, o objetivo desta pesquisa é propor um arcabouço analítico para auxiliar a análise estratégica das empresas públicas de TIC, considerando a necessidade de se ter uma abordagem relacional e um ambiente que propicie o empreendedorismo público. O arcabouço analítico proposto é uma variação do modelo SNA de Macedo-Soares (2002), com a inclusão de construtos e variáveis relativos às empresas públicas de TIC e ao empreendedorismo público. A estratégia da pesquisa foi baseada em um estudo de múltiplos casos realizados em quatro empresas: o IPLANRIO (do município do Rio de Janeiro), o Proderj (do estado do Rio de Janeiro), a Prodesp (do estado de São Paulo) e o Serpro (federal). O protocolo utilizado incluiu um estudo documental, uma survey com gestores de diversos níveis organizacionais e entrevistas em profundidade com gestores estratégicos. Os resultados evidenciaram que a aplicação do arcabouço analítico proposto contribui para a identificação de adaptações nas estratégias das empresas pesquisadas, de forma a melhorar a sua adequação ao seu ambiente e às suas características organizacionais.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
A partir de 1960
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=19919@1

Minorias e discurso na esfera pública digital: o caso da Parada Gay

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guimarães, Juliana Depiné Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Braga, Adriana Andrade
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
PUC/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Parada Gay
Minorias sexuais
Esfera pública
Discurso
Resumo

A dissertação dedica-se a investigar e compreender as opiniões e interpretações elaboradas por diversos segmentos sociais a respeito dos temas suscitados pela parada do orgulho LGBT, considerando que o evento propõe um agendamento de questões caras às minorias sexuais na sociedade. O ambiente de investigação foi a internet e o foco recaiu sobre os discursos a respeito da parada do orgulho LGBT da cidade de São Paulo de 2011, presentes em blogs pessoais e sites de notícias. À luz de teorias oriundas da análise do discurso, identificaram-se padrões, referentes aos temas mais recorrentes suscitados pela manifestação e às estratégias discursivas relativas a cada tema. Neste processo, o estudo estipulou três categorias de análise, relativas às discussões sobre a pertinência do evento, aos direitos civis de minorias sexuais e ao juízo moral – biológico e religioso – sobre sexualidades não heteronormativas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=56254@1

O "esperar troquinho" no centro de Porto Alegre: tradição e inovação na cultura Mbyá-Guarani

Tipo de material
Texto na Web
Autor Principal
Andrea Grazziani Otero
Sexo
Mulher
Autor Organizador
Andrea Grazziani Otero
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Online
Instituição
Universidade de São Paulo
Descrição Adicional
Texto publicado na seção "Graduação em Campo", da Revista Ponto Urbe.
Idioma
Português
Palavras chave
Mbyá-Guarani
Porto Alegre
Especificidades sócio-culturais
Grupo Étnico
Mulheres
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1919