Das imagens às linguagens do geográfico: Curitiba: a "Capital Ecológica"
A pesquisa realiza-se na interface da Geografia, da Cartografia e da Psicologia, embasada nas teorias lingüistica e social, tendo como referência a análise do estudo de caso sobre a Curitiba, a "capital ecológica", cuja estratégia de pesquisa foi desenvolvida por meio dos mapas mentais e da decodificação de um mapa turístico, tendo em vista que essas representações refletem condutas e valores socioculturais relacionados às pessoas e ao ambiente. No sentido de entender-se a dinâmica das construções sígnicas em relação ao espaço geográfico, buscou-se por meio desse olhar, as raízes socioculturais, referendadas pela vertente humanística perpassada pela percepção e pelos conceitos de espaço vivido, lugar e território. A idéia do ecológico, construída por intermédio dos discursos internalizados pela mídia, é referendada pela maioria dos integrantes do universo de análise, pelo verde dos parques e dos bosques: organização, transporte eficiente e limpeza, condizentes com o ambientalmente correto, sinônimo de qualidade de vida. As análises percorreram caminhos sinuosos desde a teoria social que embasa a Geografia das Representações, tangenciando as subjetividades oriundas dos enfoques fenomenológicos, permeada pelo cientificismo implícito nas teorias cognitivas e lingüísticas em direção ao conceito de Enunciado Bakhtiniano, cujo aporte é marxista. Nessa perspectiva, entendemos que os signos são construções dialógicas perpassadas por discursos que refletem ideologias particulares referenciada pelos grupos sociais.