Mídia e comunicação

Arte ou ocupação? O graffiti na paisagem urbana de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sainz, Sylvia Taina Monasterios
Sexo
Mulher
Orientador
Feijó, Martin Cezar
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação, Arte e História da Cultura
Instituição
UPM
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
arte urbana
paisagem urbana
São Paulo
graffiti
Resumo

São Paulo, grande centro financeiro e residencial da América Latina, é também referência no mundo quanto à riqueza da sua arte urbana. A cidade tem uma estética própria e amplamente desenvolvida, que reflete em si a multiculturalidade de seus moradores. O graffiti, manifestação artística de caráter transgressor que ocupa as ruas e paredes dessa metrópole, está à vista de milhares de pessoas que em seu cotidiano transitam por um espaço urbano invadido por esta arte não formal, que além de ter um grande valor estético, faz comentários sobre os problemas da cidade, chamando a atenção para lugares ignorados pelo cidadão e interagindo com o contexto urbano. Pode-se considerar que a própria configuração da metrópole dispõe de suportes públicos que são aproveitados como espaços de comunicação e de produção artística. Cria-se um diálogo entre o artista e o espaço público à vista de todos. Portanto, esta pesquisa aprofunda as relações construídas entre o graffiti como expressão artística e a cidade de São Paulo, propondo uma análise interdisciplinar para entender o graffiti através de três dimensões: seu valor artístico, sua dimensão simbólica e sua influência na paisagem urbana. Interessa definir quanto de transgressor essa manifestação ainda tem nesse momento de crescente institucionalização e aceitação do graffiti como forma artística da arte contemporânea

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://dspace.mackenzie.br/items/5f200217-8496-4b79-9d2b-4131e024313c

Af bolado e AF/CV dizeres além do dito a constituição do sujeito pela linguagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mata, Renato Jose Da
Sexo
Homem
Orientador
Moura, Sergio Arruda De
Ano de Publicação
2013
Programa
Cognição e Linguagem
Instituição
UENF
Idioma
Português
Palavras chave
linguagem
ideologia
assujeitamento
pichação
espaço urbano
Resumo

A presente pesquisa realizada na cidade de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, noroeste fluminense, surge da observação do comportamento e da ação por meio de inscrições e pichações, assim como da observação das situações de enunciação das expressões “AF Bolado” e “AF/CV”, de alguns alunos da instituição pública de ensino, Colégio Estadual Governador Roberto Silveira, sendo os referidos alunos, também, moradores do bairro Pimentel Marques. Assim, objetivou-se investigar tal manifestação no ambiente escolar e no espaço urbano, tendo como foco o assujeitamento na Análise do Discurso, em busca de fundamentação teórica diante da ideia da construção do sujeito pela linguagem. Diante disso, na busca pelo não dito, elemento constituinte do discurso, verificar as marcas do intradiscurso na constituição do sujeito e a revelação de que stões psicossociais na busca pela construção da identidade social. Como metodologia, em Pêcheux (1984, 1990 e 1997) e Orlandi (1984, 1988, 2003 e 2010), principalmente, busca-se uma visão acerca do espaço urbano, da instituição escola e das motivações dos enunciadores em análise. Além disso, recorre-se a dados da distribuição geográfica da cidade e à pesquisa de campo, com o intuito de averiguar a percepção de outros moradores a fim de identificar a reprodução de determinado traço cultural por meio da linguagem e a questão da autoafirmação perante outras partes da cidade. Desse modo, percebe-se na enunciação desses jovens a ressignificação de um discurso de poder por meio de questões simbólicas acerca do Comando Vermelho, facção criminosa da capital do estado, como forma de se impor perante outros moradores e outros espaços dentro da cidade. Por meio do não dito na expressão “AF Bolado”, pois “bolado” estaria o bairro e não a rua ou seu enunciador, já que enunciadores do sexo feminino também utilizam a expressão no masculino, revela-se o apagamento de um discurso dominante de valorização de espaços urbanos mais privilegiados e mais organizados em sua arquitetura, uma vez que os enunciadores nomeiam todo o bairro Pimentel Marques pela sigla “AF” referente à Rua Aristides Figueiredo, via principal do referido espaço, tendo seu início no bairro Centro e até determinada altura mantendo características de um espaço mais valorizado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Bom Jesus do Itabapoana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=649242

De Olho nos Muros: Itinerário do Graffiti em Fortaleza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Lara Denise Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
graffiti
pixação
habitus transgressor
Resumo

Este trabalho tem como tema o graffiti na cidade de Fortaleza e os desdobramentos dessa prática entre lugares: “dentro” e “fora” das cenas que congregam a paisagem dessas experiências. Entende-se por graffiti imagens figurativas, desenhos, letras e nomes feitos com tinta spray de várias cores em muros, paredes, viadutos, caixas de telefone, entre outros suportes, que compõem a paisagem das cidades grandes e médias, brasileiras e internacionais. Visto como atividade marginal em um passado recente no Brasil, o graffiti atualmente é uma prática permitida por lei, embora sua legalização ainda comporte contradições. Ele vem sendo cada vez mais utilizado pela mídia e publicidade e parece ter atraído a atenção da população em geral. No âmbito das visões de positividade do graffiti, identificam-se, comumente, duas posições: a que acredita que se trata de uma intervenção que embeleza a cidade e segundo a que considera que essa atividade desvia o foco da pixação e de experiências de delinquência. Pode-se dizer que o graffiti, mesmo atravessado por entendimentos diversos, é uma das linguagens que compõe a street art ou arte urbana, conceito do universo da arte que compreende as produções artísticas que utilizam o urbano como tema e como suporte. Ele também pode ser considerado uma espécie de “caligrafia urbana”, já que as letras também tem lugar no graffiti, constituindo um de seus estilos mais antigo e privilegiado. Por ocupar a esfera pública, o graffiti faz parte do rol dos registros murais que desde a pré-história utilizam as superfícies públicas para comunicação, protestos, declarações etc. Ao acompanhar os itinerários dos grafiteiros pela cidade, foi possível esboçar uma cartografia do graffiti em Fortaleza identificando-se: como ocorre a escolha dos locais grafitados, quem são os grafiteiros, de que maneira relacionam-se com a cidade, como constroem seus repertórios artísticos e de que forma articulam um habitus (BOURDIEU, 1993; 2003) específico, denominado por mim de transgressor, que é o que garante o reconhecimento como grafiteiro dentro e fora da cena. A relação entre graffiti e pixação também foi discutida, revelando as conexões que existem entre estas duas práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99828

Arte Urbano: Usos expresivos del espacio público

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Juarez, Benjamin
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Pedro Peixoto
Ano de Publicação
2014
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Espanhol
Palavras chave
Graffiti
Pixação
Sociabilidade
Entorno
São Paulo
Resumo

Há artes de fazer a cidade das quais todos formamos parte. Este trabalho naceu com a preocupação pelo esvaciamento do espaço público: específicamente interessado pelas intervenções artísticas e outras inscrições urbanas espontáneas em e desde a cidade de São Paulo (SP), e ao mesmo tempo em comunicação com artistas e scenarios de fora: de outras partes do Brasil, assim como de Latino América e da Europa. Tomaram-se em conta de dois lados tanto os mundos artísticos em sí mesmos, quanto os mundos sociais que interactuam com o entorno, e com as pessoas que habitam e circulam pelas ruas. Trabalhou-se sobre os siguintes eixos: • Entender cómo veio a se polarizar a pixação do graffiti • Resgatar o valor heurístico do relato de um artista • Considerar as mutaciones do graffiti desde os mundos artísticos e fora deles • Etnografar um espaço continuamente intervenido • Ver censura menor como indicio de mudança do uso do espaço público Procurou-se aportar elementos para analizar como a mudança de significado das intervenções afeta ao entorno e a manera em que as pessoas relacionam-se entre sí e com a rua mesma. Algumas partes da cidade resaltam pela intensidade e a maneira em que circulam fluxos (de pessoas, de intervenções, de meios de movilidade). Algumas destas forças são oferecidas e tomadas pelos poderes do capital e das autoridades. Outras não. Assim, crecem jeitos de habitar a cidade, em vez de somente circula-la de um espaço fechado a outro. 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2060151

A palavra no muro: relações entre o grafitti urbano e a Ciência da Informação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Muniz, Pollyanna Farias
Sexo
Mulher
Orientador
Netto, Carlos Xavier De Azevedo
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciência da informação
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Memória
Informação
Representação
Cultura
Resumo

Quando falamos dos grafites urbanos, temos representações simbólicas aliadas a uma produção material e este conjunto está disposto em um domínio heterogêneo, onde uma categorização dicotômica levaria a uma perda significativa de seu valor informacional. O que deve ficar claro é que o que se intenciona analisar não é uma “cultura”, “sociedade” ou mesmo “grupo” nitidamente distinto, mas sistemas abertos em diferentes graus de coexistência. Seguindo uma linha que se utiliza da Ciência da Informação como arcabouço teórico e percorre os meandros da arqueologia e antropologia, apoiando-se na teoria semiótica para obtenção de uma representação e compreensão do movimento mural como expressão que remete informações não apenas aos indivíduos produtores, mas também a sociedade e auxilia nas formações identitárias. As imagens do grafite urbano configuram uma “realidade paralela” no espaço da cidade, considerando aqui, sobretudo o mundo ocidental, estes compartilham também de semelhantes espaços geográficos e sociais, o que possibilita a construção gradativa de sua “peregrinação imagética” na proposição de novas formas de exposição e de apropriação do urbano, com uma grande carga de significação e de simbolismo. O presente trabalho pretende demonstrar o alicerce desta uma cultura específica, atribuindo à pintura representações contextualizadas com o movimento das ruas, tendo em vista que, elas registram expressões, que só podem ser compreendidas de maneira apropriada quando considerados o meio em que elas foram produzidas e o público específico para o qual elas se destinam, buscou-se ainda, meios para registrar, mapear e difundir os painéis da arte mural, definindo atributos com base nas teorias de representação e semiótica foi possível delinear as faces do fenômeno mural no bairro do Recife, mais conhecido popularmente como Recife Antigo, tendo este uma parte destacada como área de pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Bairro/Distrito
Recife Antigo
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1482361

Grafiteiras nas tramas de arte, juventudes e espaços formativos na cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vasconcelos, Lenita Ramos
Sexo
Mulher
Orientador
Berino, Aristoteles De Paula
Ano de Publicação
2015
Programa
Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço
Cidade
Juventudes
Mulheres
Graffiti
Resumo

As cidades são cenários de muitas relações, os movimentos que emergem nesse contexto elucidam a produção de conhecimento e as formas que os sujeitos encontram de transformar e fazer parte dos espaços. As juventudes possuem uma íntima ligação com a vida urbana, possuem uma essência híbrida e transitória, da mesma forma que as culturas com as quais interagem. O graffiti é uma cultura que surgiu de movimentos de resistências e compõe a paisagem urbana, fazendo parte da vida tanto daqueles que elaboram quanto dos que transitam pelas ruas. A atuação de mulheres ainda não é usual nesse tipo de arte, o que talvez possa ser explicado pelo caráter subversivo em que a mesma surgiu, assim como pelo desencontro com alguns dos padrões sociais, em especial os que envolvem as questões de gênero. Os personagens e textos grafitados trazem elementos diferentes dos que normalmente são expostos na cidade por meio de intervenções do Estado e da mídia, criando novas paisagens e representações. Existe, portanto, todo um processo educativo/formativo nas redes de experiências presentes nas ruas, da qual o graffiti faz parte e as mulheres vêm se inserindo. A pesquisa aborda as criações de mulheres que realizam graffiti na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, tal universo é abordado metodologicamente por meio de relatos das artistas e da autora. Para tanto, são levantadas discussões que envolvem a vivência nos/com/pelos espaços, principalmente o meio urbano; as esferas do público e do privado; e a experiência de mulheres de diferentes perfis nesse contexto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3250599

Leitura de imagem, dialogismo e graffiti: Contribuições para o ensino da arte

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Macedo, Erika Sabino De
Sexo
Mulher
Orientador
Foerste, Gerda Margit Schutz
Ano de Publicação
2015
Programa
Educação
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
leitura de imagem
dialogismo
graffiti
Resumo

A tese em questão inscreve-se na problemática que envolve a leitura de imagem no ensino da Arte no Brasil, enquanto campo conceitual e metodológico. Tem como objetivo geral elaborar uma leitura de imagem do graffiti de Vitória/ES, a partir do conceito de dialogismo proposto por Mikhail Bakhtin (1895-1975), visando a contribuir com o debate no ensino da Arte. Como objetivos específicos, o presente trabalho busca problematizar a questão da abordagem da imagem artística no ensino da arte, analisar o percurso histórico e conceitual da arte urbana, estabelecer relações entre o graffiti, a Arte e seu ensino, e analisar as produções do graffiti na cidade de Vitória - ES. Busca responder como a leitura de imagem do graffiti, a partir da perspectiva bakhtiniana, pode contribuir para o debate no ensino da Arte na atualidade. O estudo defende a tese de que as produções artísticas urbanas se apresentam como um rico objeto de leitura no âmbito educativo as quais, analisadas sob o ponto de vista dialógico, oferecem ao leitor uma compreensão crítica de seus aspectos históricos, expressivos e conceituais. Para o entendimento do campo educacional investigado, esta tese estabelece um diálogo com as publicações e produções teóricas relacionadas à imagem no ensino da Arte, ao graffiti e ao conceito de dialogismo. Nesse processo, desenvolve reflexões à respeito das tendências atuais acerca das abordagens da imagem artística na contemporaneidade e sobre a importância da formação dos professores de Arte nesse contexto. Na busca de compreender as contribuições do discurso do graffiti e da perspectiva bakhtiniana para o ensino da arte, investiga as produções urbanas do graffiti de Vitória a partir do eixo teóricometodológico denominado análise dialógica do discurso. Como procedimentos para a produção de dados, utiliza como ferramentas metodológicas entrevistas semiestruturadas com os artistas urbanos, registro fotográfico das produções do graffiti, coleta de documentos e visitas a museus e galerias abertas de arte. Nos procedimentos de análise de dados, a pesquisa aborda as concepções bakhtinianas para a análise do discurso da linguagem investigada. A pesquisa possibilitou o reconhecimento da significativa contribuição da teoria bakhtiniana também para a análise de imagens. Permitiu a construção de um percurso analítico sobre elas, através de suas leituras dialógicas, favorecendo o conhecimento significativo e aprofundado sobre das imagens artísticas investigadas. O desenvolvimento da leitura de imagem proposta por este trabalho foi embasada em conceitos abordados em quatro obras do filósofo russo: Estética da criação verbal, Marxismo e filosofia da linguagem, Problemas da poética de Dostoiévski, 8 Estética e teoria do romance e Para uma filosofia do ato responsável. Algumas concepções tratadas nessas publicações constituíram o quadro teórico que engendrou a investigação sobre a arte urbana a partir de uma perspectiva bakhtiniana. O relatório da pesquisa finaliza concluindo que a abordagem do graffiti no âmbito educativo, a partir de uma perspectiva dialógica, contribui para o ensino da Arte na atualidade, ao gerar uma compreeensão do sentido das imagens artísticas num processo que ultrapassa o nível plástico e expressivo das produções analisadas e avança em direção a um nível extralinguístico. Considera, assim, a imagem artística constituída pela interação de diferentes discursos, na relação com suas condições de produção e como elo em um processo de comunicação amplo. Dessa forma, a abordagem a partir da perspectiva bakhtiniana produz encontros com a imagem artística permeados pela crítica, pela pesquisa e pela reflexão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.ufes.br/handle/10/2250

O muro como mídia: uma introdução sobre as imagens urbanas nas superfícies da cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ribeiro, Dany
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Mauricio Ribeiro Da
Ano de Publicação
2015
Programa
Comunicação
Instituição
UNIP
Idioma
Português
Palavras chave
Mídia
Muro
Imagem
Grafite
Pichação
Resumo

Esta pesquisa está inserida no campo da Comunicação e Cultura Midiática, vinculada à Linha de Pesquisa “Contribuições da Mídia para a Interação entre Grupos Sociais”, e tem como tema “O Muro como Mídia”. O muro, compreendido como mídia, caracteriza-se como um local em que comumente se registram mensagens, imagéticas ou escritas, que expõem pensamentos, técnicas e formas, registrando imagens e textos desde os primórdios da humanidade até o tempo presente. A partir desta perspectiva, definimos como objetivo principal compreender o papel desta superfície na cultura e, sobretudo, nos processos comunicacionais. Como objetivos derivados, compreender a complexidade desta manifestação no contexto urbano e dos espaços públicos, focando, em especial, as manifestações que ocorrem na cidade de São Paulo, compreendidas tanto como grafite e como pichações. A hipótese central da pesquisa aponta o muro como um veículo do imaginário, capaz de possibilitar a genealogia da cultura humana presente, ainda, no contemporâneo, no qual pudemos constatar significativa relação com o ambiente virtual. O método baseia-se na problematização, a partir das referências teóricas, do fenômeno observado no ambiente urbano e na rede mundial de computadores. Para tanto, a pesquisa conta com contribuições da Teoria da Mídia (Harry Pross), da Teoria da Imagem (Norval Baitello Jr., Hans Belting e Mauricio Ribeiro da Silva), da Teoria do Imaginário, do Mito e da Cultura (Gilbert Durand, Mircea Eliade), assim como o conceito de Mediosfera (Malena Segura Contrera)

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2571387

Pixação e as linguagens visuais no bairro Benfica: uma análise dos modos de ocupação de pixos e graffiti e de suas relações entre si

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chagas, Juliana Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2015
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Graffiti
Agonística
Cidade
Benfica
Resumo

A presente pesquisa foca na análise das práticas da pixação e do graffiti e de suas relações na cidade de Fortaleza-CE. Esse estudo teve como delimitação de campo o bairro Benfica e através de uma metodologia etnográfica as ruas e avenidas desse bairro foram percorridas por meio de caminhadas que tiveram como foco a observação e registro, por meio de fotografias, dos signos de pixos, graffiti e publicidade. Problematizamos de que maneira essas intervenções ocupam a cidade e de que modo elas se relacionam entre si. Os muros apresentaram relações, em sua maioria, conflituosas a partir de uma disputa por visibilidade. A partir das imagens de campo e fala dos interlocutores foram desenvolvidas discussões acercas das seguintes relações: costura, atropelo, rasura, sufoco e cobertura. As narrativas também deflagraram diferenciações nas fronteiras entre pixação, graffiti e arte urbana. Para além da agonística que permeiam esses campos, a ação de ressignificar o urbano por meios dessas linguagens foi vista a partir das contribuições de Rancière e de outros autores como Foucault e Agamben como cenas de dissenso ou micropolíticas de resistência que possibilitam rearranjos de poder, desafiando as forças da disciplina e da normatização.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2355158

O grafite no contexto urbano da cidade de São Carlos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Janete Ferreira Rodrigues Dos
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Dilma De Melo
Ano de Publicação
2015
Programa
Estética e História da Arte
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Arte de rua
Arte mural
Arte urbana
Grafite
Pichação
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo o estudo sobre a expressão artística e estética dos grafites urbanos, mais especificamente na cidade de São Carlos, tendo como base a contextualização do processo histórico do grafite no Brasil e no Mundo, abordando a sua importância como movimento de cultura, resistência sócio-cultural, veículo de comunicação e obra de arte de rua. Também foram pesquisadas as relações do grafite com o Sanca Hip Hop, evento que ocorre anualmente, desde o ano de 2007, no mês de novembro em parceria com o movimento Negro e o coletivo de Hip Hop de São Carlos. Neste estudo procuramos contribuir para a compreensão das intervenções do grafite - um dos elementos do Movimento Hip Hop - apresentando como instrumento a produção estética na cidade de São Carlos, tendo como um recorte necessário para a amostra dos trabalhos, a pista de skate e imediações do Bairro Santa Felícia e pista de skate e imediações do Bairro Cidade Aracy 2, geradas durante o Sanca Hip Hop e o Pré-Sanca Hip Hop. Os sujeitos da pesquisa são os grafiteiros Bico Madrugas (Danilo Alves Barbosa), Lelin Alves (José Wesley Barbosa Alves), Stan Bellini (Leandro Augusto Bellini) e Spok (Luis Carlos Dias de Almeida), em ordem alfabética, que manifestaram interesse em participar da pesquisa. A metodologia empregada foi a entrevista gravada e depois transcrita com a devida autorização dos grafiteiros: Bico Madrugas e Spok, realizadas em locais diferentes de acordo com a disponibilidade de cada um. A entrevista com os grafiteiros Lelin Alves e Stan Bellini se deram por meio de resposta ao questionário enviado por email, devido os participantes não residirem na cidade. Ainda com relação a entrevistas, algumas questões que surgiram durante a redação do trabalho, foram respondidas através de recurso eletrônico do messenger do facebook. Também foi realizada a análise nas obras que consideramos mais relevantes. Para o embasamento da pesquisa utilizouse o referencial teórico de Lara (1996), Costa (1994, 2000) e Zamboni (2001).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007-2015
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3525470