Gênero e sexualidade

Pintando com elas: uma etnografia a partir do coletivo de graffiti Freedas Crew

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Thayanne Tavares
Sexo
Mulher
Orientador
Gontijo, Fabiano De Souza
Ano de Publicação
2017
Programa
Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Experimentação
Gênero
Graffiti
Freedas Crew
Resumo

 

Esta dissertação é uma etnografia realizada a partir de um coletivo de graffiti chamado Freedas Crew. Esta crew é formada por quatro mulheres e um homem trans que, após frequentarem uma oficina de graffiti só para mulheres, idealizada por Michelle Cunha (artista visual e grafiteira), resolveram criar um coletivo capaz de fazer intervenções artísticas na Grande Belém. O objetivo deste estudo é apresentar como um coletivo de mulheres e pessoa trans se organiza e se relaciona em um cenário que privilegia a presença masculina, assim como externar quais aprendizados circundam esta prática coletiva. O campo de pesquisa, logo nas primeiras aproximações, se revelou fértil e generoso. Por meio da oficina, me foi possível adentrar neste universo do graffiti não só como pesquisadora, mas também como aprendiz dessa arte. Sendo assim, me apropriei da experimentação como caminho a ser traçado nesta investigação, atrelando conhecimento teórico simultaneamente ao aprendizado das inúmeras técnicas e moralidades que envolvem o graffiti. Esta arte, como os demais elementos do movimento hip hop, também protagoniza a presença masculina em detrimento da feminina. Diante disso, não só a experimentação foi direcionada pelo campo, mas a questão de gênero também se mostrou latente. Além da experimentação vivenciada com as integrantes do coletivo e a cena de graffiti, foram realizadas algumas entrevistas que trouxeram novos elementos de análise.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5269068

Menina mulher da pele preta - projeto de série televisiva que discute questões de gênero e raça ligados a mulher negra

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Renato Candido de
Sexo
Homem
Orientador
Hamburger, Esther Imperio
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
dramaturgia audiovisual
Mulher Negra
periferia
Relações Raciais
roteiro cinematográfico
Resumo

Esta dissertação em mestrado consiste na construção dramatúrgica de um projeto de série televisiva que dialoga questões de gênero e raça atrelados a representação da pessoa negra no audiovisual brasileiro. "Menina Mulher da Pele Preta" é o nome desta série e ela desenvolve cinco histórias de cinco mulheres negras protagonistas de diferentes idades com suas cinco diferentes realidades sociais e contextos. Seu título dialoga com a música "Essa Menina Mulher da Pele Preta" composta pelo cantor/compositor Jorge Ben, músico negro de grande referência para cultura brasileira. Apresento como parte da dissertação, o episódio piloto "Jennifer" no DVD em anexo. Neste capítulo, conta-se a história de uma adolescente filha de mãe negra e pai branco (filha de mãe solteira) moradora de uma região periférica da Zona Norte de São Paulo. Os roteiros dos cinco episódios compõem a primeira parte da dissertação. A criação da série parte de minha avaliação crítica sobre produções audiovisuais contemporâneas de grande visibilidade que retrataram espaços periféricos. Esta análise também compreende situações biográficas ocorridas comigo na relação entre periferia e universidade. Assim, com um texto ensaístico apresentado na segunda parte desta dissertação, eu me situo no debate contemporâneo sobre a política e a poética das expressões audiovisuais da periferia, de negros, para negros e sobre negros. Esta dissertação dialoga com dois textos acadêmicos recentes: Da política a poética de certas formas audiovisuais, livre docência da Professora Livre Docente Esther Império Hamburger e A Periferia nas Séries Televisivas Cidade dos Homens e Antônia, dissertação da Cientista Social e Mestre em Ciências da Comunicação Ananda Stücker. Eles se inserem num amplo debate acerca da necessidade de projetos audiovisuais atentos ao dilema da representação do outro na periferia.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-10062013-141658/pt-br.html

Trajetória de mulheres negras líderes de movimentos sociais em araraquara-sp; estratégias sociais na construção de modo de vida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Cunha-junior, Henrique Antunes
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
mulher negra
relação de gênero
educação
periferia
Resumo

Esta tese versa sobre as experiências de mulheres negras participantes do movimento social negro, organizadora de eventos culturais e ou freqüentadoras de espaço de maioria afrodescendente moradoras de dois bairros da cidade de Araraquara, interior de São Paulo, a saber: o Santana e a Vila Xavier.  A investigação é qualitativa e procede a partir da década de 1970 a 2010 com o recurso metodológico da história oral tendo como ferramenta para coleta de dados a entrevista, com depoimentos de 21 mulheres negras que resultou na reconstrução de seus espaços de sociabilidade, no envolvimento na comunidade de maioria afrodescendente, na  representação da educação e da escola e no significado dos espaços de atuação em suas vidas. A finalidade é verificar, desvelar e perceber nas experiências dessas mulheres negras as estratégias sociais elaboradas na construção de modos de vida que contribuíram no fortalecimento da identidade, formação e atuação nos movimentos sociais negros. Estas preocupações surgem como uma forma de ampliar a compreensão de como esse contingente se encontra perante a sociedade que tem defendido seus papéis sociais.  Papéis, aliás, que acabam sendo, de alguma forma, impostos e absorvidos sutilmente como a maneira através das quais as relações sociais são mantidas. A abordagem está fundamentada em três eixos de discussões: gênero, étnicorracial e movimento social negro. Como a pesquisa é com mulheres, é inegável enfrentar as diferenças percebidas como relação de poder entre os sexos e são mulheres negras, o que possibilita a discussão étnicorracial, percebendo as discriminações, as particularidades e singularidades e também o movimento social negro na perspectiva de encaminhamento à formação e empoderamento na condição de liderança.  Visibilizá-las significa tirá-las das margens que aparece na sociedade, e construir outra história.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Araraquara
Bairro/Distrito
Santana e Vila Xavier
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/3572

Habilidade dos analistas de credito e discriminação de gênero: Evidências do microcredito em favelas no Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Agier, Isabelle A.
Sexo
Mulher
Orientador
Assunção, Juliano Junqueira
Ano de Publicação
2010
Programa
Economia
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Microcredito
Analista de credito
Gênero
periferia
Resumo

Esta tese estuda a in.uência do analista de crédito nos mecanismos de concess.ão de microcrédito a partir de uma base de dados do Vivacred, uma ONG.que atua em favelas do Rio de Janeiro. Um breve histórico do Vivacred e do.microcrédito no Brasil é apresentado no segundo capítulo..0 terceiro capítulo estima um modelo estrutural cujos resultados revelam que.a heterogeneidade na habilidade dos analistas é mais importante na fase de.seleção que na fase de auditoria dos projetos. Além disso, a habilidade dos.analistas é correlacionada com a experiência interna, mas não com a anterior,.mostrando a importância da gestão dos recursos humanos. Como os analistas.têm uma relativa autonomia, os demais capítulos analisam se esta se traduz.em comportamentos discriminatórios em relação às mulheres..O quarto capítulo documenta que as mulheres se bene.ciam de um acesso.equitativo ao crédito, mas obtêm menores volumes em relação aos homens,.dado um mesmo montante requisitado. Ao analista pode ser imputado 27,3%.da diferença no tamanho de empréstimo entre gêneros, enquanto ao comitê.de crédito, apenas 7,4%; no entanto, 65,3% é imputável às próprias mulheres.que pedem empréstimos signi.cativamente menores..O quinto capítulo compara gêneros em termo de atraso, inadimplência e.perda. Para o mesmo montante de empréstimo, a mulher tem melhor reembolso.em relação aos homens, nas três dimensões, implicando que o diferencial.encontrado no capítulo anterior não é justi.cável economicamente. Além.disso, o diferencial não se reduz ao longo do relacionamento, conforme seria.esperado caso sua origem fosse a informação assimétrica. Mais ainda, um..ador masculino permite acessar maior crédito, enquanto uma .adora feminina.não tem impacto. Preconceito, portanto, parece ser a causa provável.para essa diferenciação..Um modelo teórico à la Becker, no sexto capítulo, mostra que discriminação.pode levar a três possíveis estados: a rejeição de candidaturas femininas, a redu.ção de empréstimos para maiores pedidos femininos ou a nenhum impacto..Resultados empíricos con.rmam o segundo caso. Conforme a literatura de.psicologia .nanceira, analistas femininas tendem a reforçar esse fenômeno,.mulheres sendo mais aversas ao risco..Tendemos a atribuir os presentes resultados aos hábitos culturais. Às mulheres.falta credibilidade, especialmente entre as mais ambiciosas. Não acreditamos.que esse fenômeno seja necessariamente voluntário ou consciente e.queremos simplesmente alimentar a re.exão a respeito de um atendimento.equitativo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1997-2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=37869&idi1=&rc=1

Um estudo sobre a participação de jovens mulheres em movimentos sociais de gênero no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gomes, Simone da Silva Ribeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Mancebo, Deise
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos sociais Rio de Janeiro
Participação política
Exclusão social
Identidade
periferia
Resumo

Compreendido como um fenômeno da contemporaneidade, a partir da década de 80 o movimento feminista é um exemplo do que se convencionou denominar por novos movimentos sociais. A partir desse momento, verifica-se uma tendência de as demandas dos movimentos expandirem-se para lutas estruturadas em torno de opressões sofridas, principalmente identitárias, no lugar de militâncias da esfera estritamente econômica. Neste contexto é que o presente estudo insere-se. Este trabalho tem como objetivo verificar as motivações de jovens brasileiras, de origens pobres, moradoras em áreas de favelas ou bairros populares, em movimentos feministas no Rio de Janeiro. Foram analisadas suas motivações iniciais e as que as manteriam militando, observando-se algumas tensões existentes nessas participações políticas. Visando ao mapeamento da ambientação histórica e política dos movimentos sociais que se abriam como possibilidades a estas jovens, buscamos traçar um breve histórico dos movimentos sociais na contemporaneidade e, em especial, nos contextos latino-americano e brasileiro, a partir da bibliografia disponível sobre o tema. Para o caso específico dos movimentos no Rio de Janeiro, foram realizadas entrevistas com antigas militantes. Tendo em vista que as entrevistadas advinham de famílias pobres, consideramos importante enveredar nas discussões sobre as exclusões sociais, a partir de uma literatura crítica ao conceito, e procurando verificar os rebatimentos das teorias à situação especial em estudo. A pesquisa de campo contou com entrevistas semi-estruturadas realizadas com cinco jovens, com idades entre 19 e 29 anos. Para efeitos analíticos, compreendemos suas histórias a partir da metodologia da História Oral, a qual visa evidenciar a multiplicidade de vozes outrora desprezadas pelo saber científico, sublinhando o caráter militante do entrevistador. Buscando conhecer as histórias de vida das entrevistadas, foram focalizados aspectos tais como: suas origens familiares, suas condições de jovens; situação de moradia e circulações pela cidade; percursos escolares e trajetórias de trabalho. A partir desses dados abordarmos suas trajetórias militantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha; Complexo do Alemão; Nova Holanda (Favela da Maré), Santa Marta e Vila Aliança
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/15306

Para além dos muros: Uma abordagem antropológica sobre graffitis femininos na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Izabele Lira Queiroz De
Sexo
Mulher
Orientador
Jesus, Fatima Weiss De
Ano de Publicação
2019
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Graffitis
pixação
etnografia
práticas
urbano
Resumo

Este trabalho situa-se a partir de uma etnografia e observação participante de grupos de mulheres grafiteiras e/ou pixadoras em Manaus realizadas entre Março de 2017 e Janeiro de 2019 e um evento feminino realizado em Agosto de 2018. Trata-se de um estudo antropológico sobre a multiplicidade de práticas adotadas entre praticantes dos graffitis, as redes de apoio e protagonismo entre mulheres dentro do movimento do hip hop e suas lógicas de intervenção e apropriação da cidade, ressignificação e disputas de espaços, conflitos, manifestação artística/profissional e tensionamentos de gênero. Este trabalho contribui para a compreensão e legitimação dos graffitis feito por mulheres na cidade de Manaus através de uma ótica ampla e sensível à pluralidade de experiências e visões sobre a prática, o espaço urbano e a arte.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
2017 - 2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7674655

A cidade delas – Coletivo das mina e as marcas narrativas de uma territorialidade das mulheres na cidade de Vitória

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Jesus, Mariana Batista De
Sexo
Mulher
Orientador
Cirilo, Aparecido Jose
Ano de Publicação
2019
Programa
Comunicação e Territorialidades
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
mulheres
cidade
artivismo
grafite
feminismos
Resumo

Esta pesquisa visa analisar as formas de ação, resistência e as marcas narrativas produzidas a partir destas ações empreendidas por mulheres como meio de romper com os regimes de invisibilidade a que estão submetidas no território da cidade. Compreendendo os processos culturais como espaço de lutas, nos debruçamos sobre o Coletivo das Mina (CdM), coletivo de arte urbana composto por mulheres e atuante na região da Grande Vitória, mais especificamente, sobre a realização do Festival de Mulheres no Grafitti (FEME/ES), ocorrido em março de 2016 na região da Poligonal I, conhecida como Território do Bem, a partir da perspectiva do entrecruzamento entre práticas artísticas e de ativismo político, sintetizadas no conceito de artivismo, na produção de novas territorializações da cidade. Desta forma nos propomos investigar duas questões centrais: como a arte urbana, em especial o grafite, é instrumentalizado pelas grafiteiras do CdM como prática artivista de visibilização das mulheres e quais sentidos as marcas narrativas das imagens do grafite realizados durante o FEME/ES comunicam. Partindo de uma premissa transdisciplinar, o referencial teórico-metodológico se alinha com os estudos da territorialidade, feminismos, artivismo, análise do discurso e dialogismo para compreender a constituição do território físico e simbólico da cidade contemporânea, a relação das mulheres com este território em relação aos regimes de invisibilidade e silenciamento produzidos, a prática artística como forma de resistência e os sentidos que evocam as marcas narrativas produzidas durante o festival, que provocam fissuras na dinâmica da comunicação urbana. A partir desta perspectiva, identificamos que estas grafiteiras realizam um artivismo como principal método para romper com a invisibilidade e o silenciamento, que, embebido em uma estética feminista, reformulam a experiência política das mulheres com a cidade no sentido de uma desterritorialização das dinâmicas sociais que produz uma reterritorialização do espaço urbano, sintetizada por uma feminilização da arquitetura da urbe a partir da criação de marcas narrativas que situam as mulheres no centro do espaço urbano a partir de suas demandas, experiências e subjetividades, materializada, ainda que de forma efêmera, pelos enunciados do grafite, que viabilizam outras relações possíveis com a cidade.

Referência Espacial
Zona
Grande Vitória
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7834576

De spray na mão: cotidiano, discriminação e resistências de grafiteiras em Belo Horizonte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Alexsandra Nascimento Da
Sexo
Mulher
Orientador
Carrieri, Alexandre De Padua
Ano de Publicação
2019
Programa
Administração
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Subjetividades capitalísticas
Gênero
Resumo

O grafite é uma expressão que sofreu inúmeras modificações ao longo do tempo, mas que possui como marco moderno de origem as revoltas de maio de 1960, quando foi símbolo de revolta. Em uma investigação preliminar sobre o tema em Belo Horizonte, observou-se que ser grafiteira era diferente de ser grafiteiro. Neste ínterim, realizou-se uma pesquisa qualitativa que visava compreender como ocorrem os processos de subjetivação das grafiteiras na cidade, sob a perspectiva das subjetividades capitalísticas. Considerou-se também o histórico do grafite e questões relativas a gênero. Realizou-se uma pesquisa de campo composta por entrevistas, observação participante e diários de campo. Os principais resultados apontam para um cotidiano repleto de discriminação pelo fato de serem mulheres, mas para o qual elas adotam uma postura de resistência. Ademais, frente, às questões capitalísticas, tem-se que ora a postura é de resistência, ora é de cooptação pelo regime capitalista

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7700047

Entre a pele que sou e a pele que somos: Uma dança com o inconsciente coletivo de Salvador através dos seus grafites e pixos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lopes, Juliana Mendonca
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Ines Karin Linke
Ano de Publicação
2016
Programa
Artes Visuais
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
arte urbana
inconsciente coletivo
Salvador
Didi-Huberman
Hillman
Resumo

Esta dissertação consiste em uma dialética entre aspectos coletivos que permeiam o espaço urbano em Salvador através da linguagem de imagens selecionadas dos grafites e pixos nos muros. Essas escritas nos muros carregam, em sua maioria, a denúncia de problemas vivenciados nas grandes cidades sendo, como também aspectos que dizem respeito a um inconsciente coletivo. Portanto este diálogo visa percorrer um caminho necessário para observarmos onde estamos como também onde queremos e podemos chegar, visto que, os problemas da vida urbana perpassam de formas diferentes, por todos aqueles que a habitam. Por meio de uma aproximação entre conceitos da psicologia analítica e da filosofia da arte de Didi-Huberman, temos como objetivo investigar às possíveis mobilizações de afeto, em especial o amor, que estas intervenções urbanas podem tecer tanto no âmbito coletivo quanto individual. Dessa forma, observaram-se em Salvador aspectos relacionados a quatro temas centrais: a expressividade do amor, a luta pelo feminino e a luta feminista, a espiritualidade e nossa relação com a natureza

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9214782

O papel da escola pública na construção de ações preventivas ao HIV/AIDS entre jovens da periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Alvira Soares Reis da
Sexo
Mulher
Orientador
Koga, Dirce Harue Ueno
Ano de Publicação
2010
Programa
Serviço Social
Instituição
UNICSUL
Idioma
Português
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo verificar o papel da escola pública na construção de ações preventivas aos HIV/AIDS entre jovens da periferia de São Paulo. Esta pesquisa tem caráter quanti-qualitativo e teve como objeto de estudo uma escola localizada na Zona Sul de São Paulo. Foram utilizados como procedimentos metodológicos, estudo de documentos oficiais da escola, aplicação de questionários com questões objetivas e abertas. A pesquisa revelou que a “orientação sexual” para os jovens e adolescentes é precária e direcionada somente a algumas turmas do Ensino Fundamental durante as aulas de Biologia, mediante projeto específico da Secretaria Estadual de Educação. A pesquisa revela que muitos jovens iniciam suas atividades sexuais durante o Ensino Fundamental  sem  nenhum cuidado com o uso de preservativos e que, tanto as famílias como a escola, ainda não estão livres do preconceito quando o assunto é sexo, o que dificulta a conscientização de jovens e adultos para a necessidade de conhecer métodos preventivos e a negociação do uso de preservativos durante as relações sexuais. Em conseqüência disso, os jovens passam a discutir questões sexuais com os parceiros e amigos, longe da oitiva da família e professores.  De acordo com a pesquisa, os alunos estão disponíveis para falar sobre sexo, homossexualidade e métodos preventivos, porém, o preconceito ainda é muito grande em torno destes temas. A pesquisa diz que os adolescentes  que fazem sexo sem os cuidados preventivos acabam sendo pais e mães muito jovens e destes, são poucos os que têm assistência familiar e escolar, o que facilita a evasão escolar. Na maioria das vezes, nem a família e nem a escola estão preparadas para falar sobre “orientação sexual”, por falta de formação adequada e por preconceito. Os Parâmetros Curriculares Nacionais garantem a possibilidade de um trabalho efetivo e interdisciplinar para o tema, mas, a pesquisa constatou um grau mínimo de envolvimento pedagógico com o tema, sugerindo a necessidade de um projeto efetivo de “orientação sexual” que envolva a família, a escola e a comunidade durante o Ensino Básico.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Sul
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://research.ebsco.com/c/pypfru/search/details/njy4eeq5ov?limiters=FT%3AN%2CRV%3AN%2CFC%3AN&q=O%20papel%20da%20escola%20p%C3%BAblica%20na%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20a%C3%A7%C3%B5es%20preventivas%20ao%20HIV%2FAIDS%20entre%20jovens%20da%20periferia%2