Psicologia

Cantando a própria história

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vilela, Ivan
Sexo
Homem
Orientador
Bosi, Eclea
Ano de Publicação
2009
Programa
Psicologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cultura popular
Desenraizamento social
História social
Memória verbal
periferia
Resumo

Este trabalho pretende realizar uma leitura da música caipira, de seus componentes e de sua principal porta-voz: a viola caipira, aqui abordada sob o ponto de vista de sua história social e musical. Nessa reflexão questionaremos alguns conceitos, já elaborados por outros autores, sobre a música caipira e sua relação com o mercado fonográfico. Para isso, nosso olhar se debruçará sobre o homem do campo do Centro-Sudeste do Brasil o caipira, a maneira como era entendido aos olhos da urbanidade e o intenso processo migratório para a grande São Paulo entre o início do século XX e os anos 1970. Ao deixarem seus locais de origem, esses migrantes entraram em um processo de perda de raízes, que chamamos desenraizamento. Por uma série de razões aqui abordadas, essas populações foram compondo as periferias das grandes cidades e sua cultura foi sendo tratada como algo menor, não canônico. Um dos aspectos da cultura dos caipiras é sua expressão musical, que teve como base poemática o romance, o contar uma história. Nessas narrativas musicais, sempre ligadas ao universo da oralidade, registraram fonograficamente a sua saga e transmitiram seus valores de vida. Pelas ondas do rádio a história dos caipiras se fez conhecida por todos fato raro num país onde é contada sempre a história dos vencedores. A radiodifusão da música caipira atuou como um fator de reenraizamento sobre os migrantes preservando seus valores e mantendo a sua história. No intuito de confirmação dessas idéias, foram realizadas entrevistas com migrantes de modo a colher suas impressões acerca da perda e aquisição de novos valores.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XIX
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-14062011-163614/pt-br.html

Um estudo sobre a participação de jovens mulheres em movimentos sociais de gênero no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gomes, Simone da Silva Ribeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Mancebo, Deise
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos sociais Rio de Janeiro
Participação política
Exclusão social
Identidade
periferia
Resumo

Compreendido como um fenômeno da contemporaneidade, a partir da década de 80 o movimento feminista é um exemplo do que se convencionou denominar por novos movimentos sociais. A partir desse momento, verifica-se uma tendência de as demandas dos movimentos expandirem-se para lutas estruturadas em torno de opressões sofridas, principalmente identitárias, no lugar de militâncias da esfera estritamente econômica. Neste contexto é que o presente estudo insere-se. Este trabalho tem como objetivo verificar as motivações de jovens brasileiras, de origens pobres, moradoras em áreas de favelas ou bairros populares, em movimentos feministas no Rio de Janeiro. Foram analisadas suas motivações iniciais e as que as manteriam militando, observando-se algumas tensões existentes nessas participações políticas. Visando ao mapeamento da ambientação histórica e política dos movimentos sociais que se abriam como possibilidades a estas jovens, buscamos traçar um breve histórico dos movimentos sociais na contemporaneidade e, em especial, nos contextos latino-americano e brasileiro, a partir da bibliografia disponível sobre o tema. Para o caso específico dos movimentos no Rio de Janeiro, foram realizadas entrevistas com antigas militantes. Tendo em vista que as entrevistadas advinham de famílias pobres, consideramos importante enveredar nas discussões sobre as exclusões sociais, a partir de uma literatura crítica ao conceito, e procurando verificar os rebatimentos das teorias à situação especial em estudo. A pesquisa de campo contou com entrevistas semi-estruturadas realizadas com cinco jovens, com idades entre 19 e 29 anos. Para efeitos analíticos, compreendemos suas histórias a partir da metodologia da História Oral, a qual visa evidenciar a multiplicidade de vozes outrora desprezadas pelo saber científico, sublinhando o caráter militante do entrevistador. Buscando conhecer as histórias de vida das entrevistadas, foram focalizados aspectos tais como: suas origens familiares, suas condições de jovens; situação de moradia e circulações pela cidade; percursos escolares e trajetórias de trabalho. A partir desses dados abordarmos suas trajetórias militantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha; Complexo do Alemão; Nova Holanda (Favela da Maré), Santa Marta e Vila Aliança
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/15306

Sentidos do grafite: um estudo sobre a identidade do jovem do Vale do Paraíba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Lais Claro
Sexo
Mulher
Orientador
Sawaia, Bader Burihan
Ano de Publicação
2018
Programa
Psicologia Social
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
Psicologia Social
Identidade (Psicologia) em jovens
Grafiteiros - Vale do Paraiba
SP
Grafitos
Resumo

O fenômeno das inscrições feitas nos muros data desde os tempos das cavernas, quando o homem registrava com imagens e símbolos sua vida cotidiana, e com isso, a história da civilização. Na Antiguidade o grafite passou a caracterizar e compor movimentos de denúncia, resistência e subversão. Já amplamente difundido por todo o mundo, no Brasil o grafite foi descriminalizado em 2011, por meio da Lei nº 12.408 que o diferenciou do vandalismo. Entretanto, mesmo diante disso, da efervescência de intervenções urbanas e da inclusão de novas conotações como de lazer e trabalho, a produção ainda é tida como marginalizada e carrega diversos estigmas a quem o faz, em especial, nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. No Vale do Paraíba, interior de São Paulo, observou-se em estudo realizado em 2015 que mesmo diante dos aspectos regulatórios e de exclusão do território, a prática de grafite essencialmente protagonizada pela juventude tem potência de transformação pessoal e social. Dessa forma, a fim de compreender melhor o processo de construção e expressão identitária do jovem que resiste e cria novas formas de ser no contexto urbano contemporâneo, o presente estudo buscou responder: “Como se dá o processo de identificação, resistência e criação do jovem grafiteiro frente às políticas de identidade socioculturais do território vale paraibano?”. O estudo é sustentado pelos aportes da Psicologia Social Crítica e constructos da categoria analítica de Identidade propostos por Antonio da Costa Ciampa (1987). Privilegiou-se como instrumento a técnica da narrativa de história de vida, analisada à luz do Sintagma Identidade-Metamorfose-Emancipação (1987), em acordo com os usuais procedimentos dos estudos identitários da categoria. Adotando ainda o uso de entrevista com informantes, registros de campo e fotografias das produções de jovens do Vale do Paraíba grafiteiros para auxiliar na caracterização do campo e suas principais questões. Entendeu-se que a prática do grafite é permeada pelas lógicas institucionais e comerciais conservadoras e aprisionantes do território, que influem nas vivências e sentidos atribuídos pelos jovens. Contudo, visto que o espaço social e as metamorfoses intercalam-se mutuamente, compreendeu-se que a criatividade revela-se como estratégia de enfrentamento as contradições presentes e políticas de identidade implicadas. Expressa no trânsito da juventude por diferentes modalidades artísticas e contextos, bem como, na organização de eventos e ações coletivas independentes, que conservam a capacidade comunicativa, crítica e expandem as possibilidades de movimentos emancipatórios

Disciplina
Referência Espacial
Região
Vale do Paraíba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6484358

Cartola-grafia: causa do Centro Cultural Cartola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chernicharo, Edna de Assunção Melo
Sexo
Mulher
Orientador
Andrade, Regina Gloria Nunes
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Psicologia Social
Centro Cultural Cartola
Intervenção
periferia
Resumo

Resultante de um convênio estabelecido entre as instituições “Centro Cultural Cartola” e “Universidade do Estado do Rio de Janeiro”, a presente dissertação teve início a partir da demanda “dificuldade com a equipe administrativa”, formulada por Nilcemar Nogueira neta de Cartola, vice-presidente do Centro, cujo objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento sociocultural de jovens da comunidade da Mangueira. Em resposta, a pesquisa Cartola-Grafia: “Causa” do Centro Cultural Cartola buscou investigar qual o impacto da promoção e da preservação do legado de Cartola na vida dos jovens atendidos pelo Centro Cultural Cartola e da equipe que trabalha nos bastidores para que os projetos sociais se tornem uma realidade. No desenvolvimento da pesquisa, procurou-se fazer uma escuta analítica de cada sujeito para, assim, conhecer as causas que levam os trabalhadores/gestores culturais a desempenharem várias atividades (gerenciamento, administração, captação de recursos financeiros, entre outras) relacionadas ao funcionamento da instituição. Na realização dessa empreitada, foi sendo instituída, passo a passo, uma metodologia própria que se adequou aos contornos demarcados pela fronteira do campo, com troca de informações entre autores oriundos de diferentes campos de saber: Sociologia, Institucionalismo, Psicopatologia do Trabalho, Ergologia, Clínica da Atividade e Psicanálise.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Comunidade da Mangueira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008-2009
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/bitstream/1/15293/1/Dissert_Edna%20de%20A%20Melo%20Chernicharo.pdf

Liberdade: Limites e Possibilidades de Uma Prática Clínica Psicológica com Moradores do Complexo da Maré

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Sheila Corrêa da
Orientador
Sá, Roberto Novaes de
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Liberdade
Clínica
Comunidade
periferia
Resumo

O presente trabalho pretende discutir a questão da liberdade enquanto abertura de sentido da existência, diante de limites e possibilidades para aqueles que chegam à clínica em busca de atendimento, frente a um território específico, onde condições factuais de extrema violência e restrição vêm compor um horizonte de sentido. A presente pesquisa iniciou-se em 2006, através da experiência clínica de um trabalho voluntário na comunidade Vila do Pinheiro, que compõe o conjunto de comunidades do Complexo da Maré, na Cidade do Rio de Janeiro. Dialogando com pensadores da chamada filosofia existencial, buscaremos pensar através dos atendimentos realizados na clínica, como a questão da liberdade se desvela diante da lógica da comunidade, pois compreendemos que, cotidianamente, somos atravessados por tradições, costumes, referenciais de uma época e de um território. Nossa experiência com o mundo, portanto, se dá através de um horizonte de sentido e significado. Assim, o homem da era da técnica é concebido como algo simplesmente dado, sendo classificado e condicionado por uma lógica do imediato e do controle. Neste sentido, as narrativas compartilhadas na clínica nos conduziram a um olhar mais atento para as especificidades da comunidade, ao compreendermos que nosso modo de ser se dá em um contexto impessoal, em que de início nos encontramos. Desta maneira, apostamos que nossa pesquisa, ao propor refletir a questão da liberdade enquanto abertura de sentido da existência, poderá contribuir com a clínica e com aqueles que chegam à clínica em situação de restrição de sentido.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
comunidade Vila do Pinheiro - Complexo da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/slab/uploads/2010_d_Sheila.pdf

Vidas Arquivadas e Saberes Mantidos Sob Tutela: A História Não-Oficial das Práticas de Registro em Conselho Tutelar

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ribeiro, Paula da Rocha
Sexo
Mulher
Orientador
Lobo, Lilia Ferreira
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Conselho Tutelar
Políticas Públicas
Experiência
Práticas
periferia
Resumo

A partir dos dados produzidos coletivamente durante uma pesquisa-intervenção com a equipe de um Conselho Tutelar (CT) do município do Rio de Janeiro, este trabalho visa fazer uma história não oficial das práticas de registro dos casos desse órgão, responsável pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes. O termo “história não oficial” é utilizado para deixar claro o objetivo de escapar da versão oficial contida nos regulamentos e construir uma história das práticas de registro a partir da perspectiva daqueles que a vivenciam no cotidiano, dando visibilidade aos saberes e às estratégias elaborados na experiência de trabalho. Tendo como ferramentas teóricas os conceitos da análise institucional e a perspectiva genealógica de Michel Foucault, os capítulos apresentam os temas discutidos durante os encontros da pesquisa. Questiona-se a produção sociohistórica do registro de casos e seus efeitos, promovendo um debate de como algumas práticas podem, sem percebermos, contribuir para a produção ou manutenção de vidas marginalizadas. Afirma-se a possibilidade de um uso do registro de casos que potencialize as histórias nele narradas, e uma atuação do Conselho Tutelar como parceiro das famílias na superação dos conflitos e na luta por melhores condições de vida. O trabalho também discute as vidas e os saberes que têm sido colocados à margem em nossa sociedade por serem considerados “desqualificados”, de acordo com certos padrões científicos. Analisa-se, por exemplo, como têm sido mantidos sob tutela não apenas os saberes daqueles que buscam atendimento no CT, mas também os produzidos pela própria equipe do Conselho, muitas vezes entendidos como saberes menores por serem construídos na experiência e atravessados por afetos. Aqui, estes serão abordados sob outra perspectiva: a de sua positividade, de sua potência de criação e luta. Nesse sentido, também é dado foco às experiências e aos desvios potentes que atravessaram a construção dessa dissertação, problematizando certos parâmetros de cientificidade e promovendo, ao longo do texto, a análise de implicações com o trabalho realizado e a discussão de questões éticas que envolvem a atuação do Conselho Tutelar.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Niterói
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2006-2007
Localização Eletrônica
https://slab.uff.br/wp-content/uploads/sites/101/2021/05/2010_d_PaulaRibeiro.pdf

A "Chacina do Pan"e a Produção de Vidas Descartáveis na Cidade do Rio de Janeiro: 'Não Dá Pé Não Tem Pé Nem Cabeça. Não Tem Ninguém que Mereça. Não Tem Coração que Esqueça'

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Filho, José Rodrigues de Alvarenga
Sexo
Homem
Orientador
Nascimento, Maria Lívia do; Aguiar, Kátia Faria de
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Produção de Subjetividade
Segurança Pública
Mídia
periferia
Resumo

Nossa pesquisa tem por alvo colocar em análise algumas questões sobre a tríade segurança pública-mídia-produção de subjetividade na cidade do Rio de Janeiro no primeiro semestre do ano de 2007. Para tanto, tomamos a “Chacina do Pan” como um acontecimento analisador para discutirmos: a0 como se dá, hoje, na cidade do Rio de Janeiro, a produção de vidas descartáveis, isto é, vidas sem valor; b) como alguns veículos de comunicação de grandes corporações midiáticas cobriram e apoiaram a Chacina no Complexo do Alemão; c) que processos de subjetivação são estes que vem sendo produzidos e que corroboram na produção do medo e da insegurança e, também, em aplausos e apoio a políticas de extermínios das populações pobres cariocas. Nossa pesquisa constitui-se enquanto intervenção, pois acreditamos que o papel do pesquisador não é de apenas anotar, dissertar, entrevistar etc., mas, sobretudo, de intervir. Usamos como caixa de ferramentas, a obra de autores como Foucault, Guattari, Agamben, Bauman, Wacquant, dentre outros. Fizemos uso de vasto material que compreende: artigos acadêmicos, revistas semanais (impressas e online), sites de informação na internet, livros, documentários, filmes, relatórios, manifestos, laudos, letras de música, poesias, declarações de autoridades etc. A chacina a qual nos referimos foi o resultado da mega-operação policial no Conjunto de Favelas do Complexo do Alemão em 27 de junho de 2007 e que terminou com a morte de 19 pessoas. A operação foi realizada alguns dias antes do início dos jogos Pan-americanos e teve por alvo “apaziguar” o Complexo do Alemão para evitar que supostos “traficantes” atrapalhassem o referido evento. Relatório realizado por peritos designados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal, concluíram que há fortes indícios de exceções sumárias e arbitrárias no Alemão. Através da pesquisa das notícias sobre violência criminal na cidade do Rio de Janeiro em alguns veículos de comunicação, constatamos que o discurso dos mesmos foi um dos fatores que ajudou a alimentar o clima de medo e insegurança na cidade. Além disso, tais discursos cobravam do governo fluminense uma “atitude determinada” para que os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro não fossem prejudicados pela “onda crescente de criminalidade”. A aclamada “atitude” do governo foi protagonizar nova chacina. Concluímos que a “Chacina do Pan” foi, para o grande público, a chacina que nunca aconteceu, pois nos discursos da grande mídia ou de políticos, a mesma foi vendida como: “um marco no combate à criminalidade no país” (Revista Época, 2007, ed. 476).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Complexo do Alemão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://slab.uff.br/wp-content/uploads/sites/101/2021/05/2010_d_JoseRodrigues.pdf

Natal e o meio ambiente frente aos problemas de inundação e participação popular

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nascimento, Paula Patrícia Barbalho da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Bindé, Pitágoras José
Ano de Publicação
2001
Programa
Psicologia
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Desastres
Risco
Psicologia ambiental
Políticas públicas
Resumo

O presente trabalho foi impulsionado a partir da constatação das dificuldade vivenciadas pelas comunidades residentes em áreas de risco inundacional da cidade do Natal-RN, durante o período de chuvas da capital potiguar. Nessa perspectiva, adotou-se. Como meta de pesquisa o estudo dos cenários de desastres inundacionais. Nesse sentido, foram identificados determinados modelos de respostas da população e do aparato público administrativo frente a estes eventos agressivos da natureza. A partir de uma confrontação entre os modelos de respostas, foi possível identificar e analisar deficiências no desenvolvimento de estratégias de prevenção e combate destes desastres, bem como elaborar sugestões com a finalidade de minimizar as conseqüências psicossociais de tais acontecimentos (ou seja, efeitos colaterais). Para esta pesquisa foi escolhida a lagoa de São Conrado como área de estudo, estando localizada no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, zona administrativa Oeste de Natal, por se caracterizar como uma região mais vulnerável a atais eventos. O procedimento metodológico compreendeu em: levantamento detalhado em jornais locais, análise da carta planialtimétrica da área, revisão de literatura especializada, realização de entrevistas semi-estruturadas com "atores sociais" relevantes (líderes na comunidade, Corpo de Bombeiros, Secretaria municipal de Viação e Obras, entre outros), bem como a aplicação de um questionário com perguntas abertas e fechadas com as 82 famílias residentes na área de risco. Após a identificação e análise dos cenários envolvidos foi possível verificar que soluções técnicas definitivas existem, mas são - muitas vezes - inviabilizadas pelos elevados custos de execução ou quando não descartados por desinteresse político. Outrossim, a participação social emerge como requisito fundamental e imprescindível à minimização dos riscos de inundação, mas que não ocorrerá antes da tomada de consciência do problema por parte do poder público e da comunidade. No caso da população, faz-se necessário que a mesma assuma a sua responsabilidade pela prevenção e gerenciamento das inundações no local, sem delegá-la única e exclusivamente ao poder público-administrativo, aguardando soluções mágicas e elevando o grau de dependência. São sinalizadas algumas sugestões para se tentar minimizar os efeitos negativos das inundações no local.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Natal
Bairro/Distrito
Nossa Senhora de Nazaré
Localidade
Lagoa de São Conrado
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
2001

Das imagens às linguagens do geográfico: Curitiba: a "Capital Ecológica"

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Teixeira, Salete Kozel
Sexo
Mulher
Orientador
Simielli, Maria Elena Ramos
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mapas mentais
Socioculturais
Ecológico
Signos
Imaginario coletivo
Resumo

A pesquisa realiza-se na interface da Geografia, da Cartografia e da Psicologia, embasada nas teorias lingüistica e social, tendo como referência a análise do estudo de caso sobre a Curitiba, a "capital ecológica", cuja estratégia de pesquisa foi desenvolvida por meio dos mapas mentais e da decodificação de um mapa turístico, tendo em vista que essas representações refletem condutas e valores socioculturais relacionados às pessoas e ao ambiente. No sentido de entender-se a dinâmica das construções sígnicas em relação ao espaço geográfico, buscou-se por meio desse olhar, as raízes socioculturais, referendadas pela vertente humanística perpassada pela percepção e pelos conceitos de espaço vivido, lugar e território. A idéia do ecológico, construída por intermédio dos discursos internalizados pela mídia, é referendada pela maioria dos integrantes do universo de análise, pelo verde dos parques e dos bosques: organização, transporte eficiente e limpeza, condizentes com o ambientalmente correto, sinônimo de qualidade de vida. As análises percorreram caminhos sinuosos desde a teoria social que embasa a Geografia das Representações, tangenciando as subjetividades oriundas dos enfoques fenomenológicos, permeada pelo cientificismo implícito nas teorias cognitivas e lingüísticas em direção ao conceito de Enunciado Bakhtiniano, cujo aporte é marxista. Nessa perspectiva, entendemos que os signos são construções dialógicas perpassadas por discursos que refletem ideologias particulares referenciada pelos grupos sociais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1998-2001

Projeto "Machuca: somos todos um". Intercultural de educomunicação em ecologia cultural da paz

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Baes, Paolo Alejandro Miranda
Sexo
Homem
Orientador
Zangari, Wellington
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ecologia
Educomunicação
Interação social
Psicologia social
periferia
Resumo

O presente trabalho representa um esforço de sistematização do grande número de reflexões que surgem das experiências de educomunicação desenvolvidas por três escolas da cidade de São Paulo com realidades socioculturais significativamente diferentes: uma escola pública da periferia de São Paulo, um colégio católico particular e uma escola indígena Guarani. Estas comunidades interagiram por meio de diversas mídias na criação de diálogos e debates, e realizaram encontros com enfoque na discussão da Ecologia e Cultura da Paz. A pesquisa, portanto, pretendeu descrever os processos de integração sociocultural que estas três comunidades educacionais viveram. A noção de pobreza espiritual/existencial foi parte importante das reflexões da pesquisa uma vez que reúne uma ampla gama de idéias e representações presentes nas comunidades participantes relativas à crise cultural e de valores que afeta seu convívio. No mês de maio de 2009 foram realizadas entrevistas com crianças, jovens e adultos de cada uma das três escolas antes de realizar os encontros. No mês de dezembro de 2009 as mesmas pessoas foram entrevistadas visando verificar possíveis mudanças ao comparar suas expectativas, atitudes, imaginários e a respeito do que afirmaram sobre os fundamentos do processo de integração que as experiências interculturais permitiriam a crianças, adolescentes, pais e educadores das três escolas participantes

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Miguel Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04062012-114407/publico/baez_me.pdf