Comunicação

Os Palcos Efêmeros da Cidade: táticas, ilegalismos e regulação da arte de rua em Montreal e no Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Reia, Jhessica Francielli
Sexo
Mulher
Orientador
Herschmann, Micael Maiolino
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
comunicação urbana
arte de rua
espaço público
regulação
Resumo

O objetivo central desse trabalho é analisar como se cria e no que interfere a regulação da arte de rua e dos espaços públicos em que ela acontece em Montreal e no Rio de Janeiro, a partir de uma perspectiva da comunicação urbana. Partindo de um estudo da regulação e das táticas de resistência de práticas ligadas especificamente à música e ao teatro de rua nessas duas cidades se pretende debater o papel da regulação da arte de rua (em uma perspectiva histórica e o lugar que ela ocupa hoje), assim como questionar os binários que geralmente se associam a ela (legal/ilegal, legítimo/ilegítimo, formal/informal, amador/profissional, pedinte/artista), mostrando a complexidade dessas atividades, uma vez que entre cada uma dessas categorias cabem muitas práticas e questionamentos. Também buscou-se discutir as táticas e o engajamento de artistas de rua em processos legislativos, decisórios e de políticas públicas para a legalização, o reconhecimento e a legitimação da arte de rua nas cidades estudadas. Além disso, questionou-se se essas performances, normalmente alijadas das tradicionais instituições e espaços de arte legitimados pela sociedade, podem emergir como força movente nas cidades contemporâneas, promovendo outros olhares, encontros e experiências, assim como diferentes formas de sentir e estar nos espaços públicos urbanos. No geral, a arte de rua se apresentou como um importante objeto de estudo, capaz de evidenciar disputas pelo direito à cidade. A arte de rua apresenta muitas intersecções com outras atividades que se desenvolvem nos espaços públicos e podem contribuir para o imaginário e a vida urbana de muitas formas: arte de rua como processo comunicacional, como parte da paisagem sensível da cidade, como elemento da cidade lúdica e na promoção de uma cidade de encontros e sociabilidades. Este trabalho se baseou em extensa revisão bibliográfica e documental e em pesquisa de campo, nas duas cidades, que incluiu entrevistas qualitativas semiestruturadas, observação participante e registro visual do objeto de estudo. Algumas dos resultados apontam que a regulação da arte de rua assume pelo menos três papéis entrelaçados: a regulação como oportunidade, proteção e legitimação, uma vez que reconhece a arte de rua como algo legal, respaldando também a ocupação de certos espaços públicos pelos artistas; a regulação como delimitação das práticas, determinando quem pode ser músico de rua, onde, quando e sob quais condições. Esse papel se desdobra em um terceiro: a regulação como exclusão e reprodução de desigualdades, pois além de não alterar as condições de trabalho dos artistas, acaba excluindo pessoas dessa atividade e também exerce um controle arbitrário sobre o acesso aos espaços públicos e à arte na cidade. É preciso enxergar as vantagens da regulação, ao mesmo tempo em que é necessário ter em mente suas limitações e sua força de exclusão. Ela também não pode ser vista como um fim em si mesmo, mas um primeiro passo a ser dado para fomentar cidades que disponham de cada vez mais espaços (materiais e simbólicos) para performances e oportunidades de encontro.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
País estrangeiro
Canadá
Especificação da Referência Espacial
Montreal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5307016

A Presença indígena nos grafites de Belém: Entre fraturas e resistências

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Camille Nascimento Da
Sexo
Mulher
Orientador
Neves, Ivania Dos Santos
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação, Cultura e Amazônia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Discurso
Enunciados
Presença Indígena
Grafite
Resumo

A motivação para esta dissertação é o silenciamento das sociedades indígenas. Seja na mídia televisiva, imprensa ou na internet, os discursos produzidos sobre estas sociedades são carregados de estereótipos, dando a elas o lugar do incivilizado, do estranho, do diferente da sociedade ocidental. Começamos a pesquisa a partir da observação do aumento do número de grafites na cidade de Belém nos últimos dez anos, mais precisamente com a figura indígena. Observamos também o deslocamento desta materialiade discursiva, o grafite, para outros espaços além da rua, como as galerias de arte e a internet. Nossa pesquisa busca analisar a construção dos discursos e enunciados sobre as sociedades indígenas nesta intervenção urbana. Como suporte teórico, optamos por aliar ao nosso objeto de estudo o método teórico da Análise do Discurso de vertente Francesa, com conceitos como discurso, enunciado, recorrências e dispersões, propostos por Michel Foucault, Jean-Jaqcques Courtine e Rosário Gregolin. Além disso, outros teóricos que tomam a cidade como seu objeto de pesquisa se fizeram presente em nossa análise, a saber, Massimo Canevacci e Lucrécia D’Aléssio Ferrara, que consideram a cidade como meio comunicativo. Utilizamos também a análise de Walter Mignolo sobre a enunciação fraturada decorrente do processo de colonização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
2007 - 2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5424955

Menina mulher da pele preta - projeto de série televisiva que discute questões de gênero e raça ligados a mulher negra

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Renato Candido de
Sexo
Homem
Orientador
Hamburger, Esther Imperio
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
dramaturgia audiovisual
Mulher Negra
periferia
Relações Raciais
roteiro cinematográfico
Resumo

Esta dissertação em mestrado consiste na construção dramatúrgica de um projeto de série televisiva que dialoga questões de gênero e raça atrelados a representação da pessoa negra no audiovisual brasileiro. "Menina Mulher da Pele Preta" é o nome desta série e ela desenvolve cinco histórias de cinco mulheres negras protagonistas de diferentes idades com suas cinco diferentes realidades sociais e contextos. Seu título dialoga com a música "Essa Menina Mulher da Pele Preta" composta pelo cantor/compositor Jorge Ben, músico negro de grande referência para cultura brasileira. Apresento como parte da dissertação, o episódio piloto "Jennifer" no DVD em anexo. Neste capítulo, conta-se a história de uma adolescente filha de mãe negra e pai branco (filha de mãe solteira) moradora de uma região periférica da Zona Norte de São Paulo. Os roteiros dos cinco episódios compõem a primeira parte da dissertação. A criação da série parte de minha avaliação crítica sobre produções audiovisuais contemporâneas de grande visibilidade que retrataram espaços periféricos. Esta análise também compreende situações biográficas ocorridas comigo na relação entre periferia e universidade. Assim, com um texto ensaístico apresentado na segunda parte desta dissertação, eu me situo no debate contemporâneo sobre a política e a poética das expressões audiovisuais da periferia, de negros, para negros e sobre negros. Esta dissertação dialoga com dois textos acadêmicos recentes: Da política a poética de certas formas audiovisuais, livre docência da Professora Livre Docente Esther Império Hamburger e A Periferia nas Séries Televisivas Cidade dos Homens e Antônia, dissertação da Cientista Social e Mestre em Ciências da Comunicação Ananda Stücker. Eles se inserem num amplo debate acerca da necessidade de projetos audiovisuais atentos ao dilema da representação do outro na periferia.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-10062013-141658/pt-br.html

Etnicidade, Migração e Comunicação: etnopaisagens transculturais e negociação de pertencimentos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Zanforlin, Sofia Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Elhajji, Mohammed
Ano de Publicação
2011
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
Etnicidade
Migração
Cultura
periferia
Resumo

Se no passado o pertencimento de imigrantes era negociado a partir do viés da assimilação, hoje, os grupos preferem muito mais reiterar sua cultura e seus laços originais num processo constante de negociação e interlocução com a cultura do local em que passam a.constituir suas novas vidas. Para desenvolver a nossa análise, nos concentramos na feira.Kantuta, em São Paulo, reduto da comunidade boliviana, e no Corredor da Central, no Rio de.Janeiro, onde se dava o encontro dos migrantes africanos. Assim, a relação de negociação do pertencimento nas comunidades de imigrantes está atrelada a uma sociabilidade espacial,.onde as etnopaisagens se confirmam como o lugar de troca e construção de redes e contatos.entre conterrâneos e à sociedade a qual procuram se inserir. É perceber a praça, ou o corredor, como lugar de diversão familiar e entre amigos, como o lugar da elaboração e renovação de vínculos, a busca por trabalho, a busca por pertencer.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Feira Kantuta
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Favela da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://minerva.ufrj.br/F/NPUSUT96X2AQ2IFK7UHSSHBSGP3R159DHMURV9P6V24RS4JBK8-16226?func=full-set-set&set_number=005818&set_entry=000001&format=999

A autorrepresentação das favelas: a criação de mundos possíveis por sujeitos heterotópicos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Lilian Saback de Sá
Sexo
Mulher
Orientador
Habert, Angeluccia Bernardes
Ano de Publicação
2010
Programa
Comunicação
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Audiovisual
autorrepresentação
documentário
favela
periferia
Resumo

Este trabalho faz uma reflexão sobre a autorrepresentação da favela a partir da produção audiovisual feita por jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro. O estudo investiga a capacitação por meio de núcleos de audiovisual instalados dentro das comunidades, a produção e o conteúdo dos filmes, o diálogo da favela com os recursos humanos e materiais do mercado audiovisual e da academia para pensar a constituição de sujeitos heterotópicos dispostos a criar estratégias que permitam a sua inserção no mercado cinematográfico.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha, Complexo da Maré, Cidade de Deus
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16087&idi1

O Muro de fora: Matrizes e desenvolvimentos da pintura e escritura mural paulistana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Graca, Pedro Moreira
Sexo
Homem
Orientador
Kossovitch, Leon
Ano de Publicação
2018
Programa
Filosofia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Estética
Arte
Graffiti
Pichação
Arte Urbana
Resumo

A multiplicidade das pinturas e escrituras murais na cidade de São Paulo desde os anos 1970 até os dias de hoje não evidencia uma ordem ou hierarquias que permitam separar uma assinatura rabiscada com um giz de cera em um muro de uma pintura de várias cores com tinta spray, pichação enquanto mero vandalismo do graffiti enquanto pintura mural elaborada. O que o presente trabalho busca mostrar é que cada um dos grandes grupos que compõe as diversas vertentes de pintura e escritura mural praticadas na cidade de São Paulo tem suas próprias matrizes, exemplos e muitas vezes regras estritas de procedimento e valoração interna. A busca por uma separação entre grandes grupos se dá na primeira parte da dissertação, ao sugerir uma história em ordem cronológica dos maiores grupos que se estabeleceram durante o final da década de 1970 e toda a década de 1980, traçando referências e pontos de contato desses grupos com outras práticas análogas no resto do mundo. A segunda parte do trabalho busca estabelecer alguns conceitos que podem ajudar a entender o desenvolvimento de alguns desses grupos e indivíduos. Em seguida o trabalho de alguns praticantes será analisado a fim de propor uma quebra com a linhagem formadora inicial desses mesmos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2000
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6807040

A pixação na paisagem de São Paulo: o risco com o construção do sentido da vida urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Altamirano, Micaela
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Ana Claudia Mei Alves De
Ano de Publicação
2018
Programa
Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
Grafitos
São Paulo
Arte de rua
Comunicação visual
Resumo

A presente pesquisa busca investigar quais efeitos de sentido são produzidos no espaço público a partir da presença massiva da manifestação visual denominada pixação (grafada com “x”) em edifícios e monumentos no cenário contemporâneo de São Paulo. O objetivo geral da pesquisa é compreender quais os valores articulados nesta escrita cifrada, que revelam modos de estar e acontecer na cidade, na construção sincrética com o espaço urbano que presentifica as desigualdades e descontinuidades produzidas ao longo dos anos de desenvolvimento da cidade. Considerando os estudos mais relevantes sobre a pixação, principalmente nas áreas da sociologia, urbanismo e comunicação, objetivamos detalhar e aprofundar a compreensão dessa manifestação a partir de uma perspectiva inexplorada: como seus modos de presença constroem novos sentidos no espaço público. O corpus de estudo que focaliza a análise do espaço abarca os distritos Sé e República, da área central de São Paulo, que mantém as marcas diacrônicas de seu edificar. Para apresentar e analisar as táticas empreendidas pelos pixadores, coletamos dados empíricos, notícias de mídias digitais e impressas e vídeos produzidos internamente ao movimento. Analisando os processos comunicacionais e identitários construídos neste espaço ocupado pela pixação, adentramos no como as manifestações aí correlacionam a parte e o todo da cidade, abordando o seu fazer sentir os riscos e as interações que essas promovem com aquele que, observando-as, adentra em suas articulações enredando-se nelas para entretecer a sua tessitura. O estudo tem como base teórica as premissas da semiótica discursiva proposta por Algirdas Julien Greimas, com os procedimentos metodológicos do percurso gerativo de sentido, assim como as da sociossemiótica de Eric Landowski na formulação de regimes de sentido, interação e risco, regimes de visibilidade, construção identitária pelas alteridades e os postulados de Ana Claudia de Oliveira, principalmente no que diz respeito à semiótica da visualidade. O resultado nos coloca diante de uma manifestação visual de forte valor estético e estésico que traduz os modos de viver a cidade sob a perspectiva de uma população periférica e muitas vezes marginalizada, que passa a compor o enunciado dos espaços públicos com a memória de seus percursos individuais e coletivos nas narrativas da urbe. Apropriando-se do centro da megalópole, essa população periférica se reinscreve enquanto protagonista ao ressignificar seu lugar invisibilizado na história. A pesquisa contribui, assim, para a reflexão sobre as estratégias de democratização e apropriação do espaço público e seu patrimônio

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
República
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6377800

A cidade delas – Coletivo das mina e as marcas narrativas de uma territorialidade das mulheres na cidade de Vitória

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Jesus, Mariana Batista De
Sexo
Mulher
Orientador
Cirilo, Aparecido Jose
Ano de Publicação
2019
Programa
Comunicação e Territorialidades
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
mulheres
cidade
artivismo
grafite
feminismos
Resumo

Esta pesquisa visa analisar as formas de ação, resistência e as marcas narrativas produzidas a partir destas ações empreendidas por mulheres como meio de romper com os regimes de invisibilidade a que estão submetidas no território da cidade. Compreendendo os processos culturais como espaço de lutas, nos debruçamos sobre o Coletivo das Mina (CdM), coletivo de arte urbana composto por mulheres e atuante na região da Grande Vitória, mais especificamente, sobre a realização do Festival de Mulheres no Grafitti (FEME/ES), ocorrido em março de 2016 na região da Poligonal I, conhecida como Território do Bem, a partir da perspectiva do entrecruzamento entre práticas artísticas e de ativismo político, sintetizadas no conceito de artivismo, na produção de novas territorializações da cidade. Desta forma nos propomos investigar duas questões centrais: como a arte urbana, em especial o grafite, é instrumentalizado pelas grafiteiras do CdM como prática artivista de visibilização das mulheres e quais sentidos as marcas narrativas das imagens do grafite realizados durante o FEME/ES comunicam. Partindo de uma premissa transdisciplinar, o referencial teórico-metodológico se alinha com os estudos da territorialidade, feminismos, artivismo, análise do discurso e dialogismo para compreender a constituição do território físico e simbólico da cidade contemporânea, a relação das mulheres com este território em relação aos regimes de invisibilidade e silenciamento produzidos, a prática artística como forma de resistência e os sentidos que evocam as marcas narrativas produzidas durante o festival, que provocam fissuras na dinâmica da comunicação urbana. A partir desta perspectiva, identificamos que estas grafiteiras realizam um artivismo como principal método para romper com a invisibilidade e o silenciamento, que, embebido em uma estética feminista, reformulam a experiência política das mulheres com a cidade no sentido de uma desterritorialização das dinâmicas sociais que produz uma reterritorialização do espaço urbano, sintetizada por uma feminilização da arquitetura da urbe a partir da criação de marcas narrativas que situam as mulheres no centro do espaço urbano a partir de suas demandas, experiências e subjetividades, materializada, ainda que de forma efêmera, pelos enunciados do grafite, que viabilizam outras relações possíveis com a cidade.

Referência Espacial
Zona
Grande Vitória
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7834576

Comunicação do Oprimido: movimentos populares midiáticos nas favelas do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Fernanda Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Soares, Raquel Paiva de Araujo
Ano de Publicação
2010
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação do oprimido
Comunicação dialógica
periferia
Resumo

Este trabalho versa sobre a aplicação de teorias do educador brasileiro Paulo Freire ao campo da Comunicação. Propõe um caminho para a interdisciplinaridade entre os campos da Comunicação e Educação a partir do estudo de Freire nos cursos de Comunicação e analisa a aplicação de seus conceitos nos movimentos populares midiáticos. Investiga a hipótese de que os meios de comunicação devem ser dialógicos e construídos a partir de sujeitos históricos – neste caso, o oprimido. Seguindo as teorias freireanas como norte, o estudo tem como objetivo a análise das principais estratégias para a superação da opressão: a comunicação como diálogo (e não como transmissão de informação ou comunicado); a conscientização (ou leitura) crítica da situação de opressão; a autonomia (ou empoderamento) do oprimido; o papel da liderança revolucionária (ou intelectual orgânico); a articulação política por meio dos movimentos ou grupos populares; as possibilidades de comunicação dialógica a partir das novas tecnologias; além do estudo do conceito de oprimido em si e das favelas como território do oprimido. Esta temática justifica-se pelo fato de que a opressão social ainda é a grande questão atual que deve ser resolvida pela humanidade. A metodologia utilizada parte de um viés sociológico, conceitual e descritivo, contextualizando e historicizando as questões tratadas por meio de revisão bibliográfica e revendo essas teorias sob uma ótica analítica. Valendo-se de mapeamento quali-quantitativo, a pesquisa quantifica e descreve, ainda, cerca de 50 movimentos populares de mídia nas favelas do Rio de Janeiro e 30 instituições de apoio à comunicação comunitária e movimentos nacionais pela democratização da comunicação. Este mapeamento é, como na práxis freireana, o aspecto prático e aplicado do trabalho. As conclusões e resultados da pesquisa baseiam-se no fato de que, numa ordem social marcada por ambiguidades, contradições, determinismos e possibilidades, a comunicação do oprimido deve atuar nas brechas oferecidas pelo próprio sistema no intuito de superá-lo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
-
Localização Eletrônica
https://ppgac-ecoufrj.com.br/dissertacoes/

Cidade dos Homens na televisão brasileira: análise da trajetória e da estrutura narrativa da série

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Scaldaferri, Danilo Marques
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Maria Carmem Jacob de
Ano de Publicação
2010
Programa
Comunicação e Cultura Contemporãnea
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
Televisão brasileira
ficção seriada
programas de efeitos
audiovisual
periferia
Resumo

Esta dissertação nasce da crença na necessidade de que se analisem com especial atenção aqueles produtos que emergem e diferenciam-se em meio ao incessante fluxo televisual. Este esforço de pesquisa soma-se a trabalhos desenvolvidos por estudiosos que defendem a importância da análise televisiva. O objeto do estudo e do percurso aqui propostos é a série Cidade dos Homens, exibida pela Rede Globo de 2002 a 2005 e produzida em parceria com a O2 Filmes. O programa que se escolheu para esta análise teve o seu lugar aqui conquistado por conta de sua “qualidade”, ou “qualidades”: suas características particulares que tangenciam, margeiam e não poucas vezes acertam em cheio o centro da discussão que pretende, ainda que de maneira não muito exata, estabelecer parâmetros que ajudem a valorar os programas de TV. A audiência de Cidade dos Homens surpreendeu a emissora e os produtores. Ao todo foram 4 temporadas, 19 episódios, nos quais Laranjinha e Acerola, os dois personagens principais, viveram tanto dramas próprios e quase universais da adolescência, quanto aqueles intimamente relacionados aos problemas específicos das favelas do Rio de Janeiro. Cidade dos Homens levou ao público brasileiro uma parcela da população do país que quase não se vê, como protagonistas, nas ficções da televisão nacional. O exercício analítico neste estudo, passa pela identificação dos programas de efeitos e dos efeitos predominantes provocados pelo texto audiovisual da série e através de quais estratégias eles são alcançados. Ainda que orientada pelo desejo de alcançar os “efeitos” de Cidade dos Homens e as suas estratégias de programação - e talvez por isso mesmo - esta pesquisa se viu diante da inevitável necessidade de visitar as regras e a movimentação dos agentes em campo. No caso de um estudo acerca de programas televisivos, não se crê, segundo as premissas desta dissertação, na possibilidade de uma pesquisa que os destaque completamente da rede - ou grade - em que se inserem. Pensando na TV, uma análise que rigorosamente só enxergue o que está “no texto” vai perder de vista uma série de informações que modificam, dão forma e constituem o que de fato o.objeto é.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
-
Localização Eletrônica
https://www.docsity.com/pt/docs/cidade-dos-homens-na-televisao-brasileira-sem-imagens/9176219/