A Política Para Salvador - 1972/1997
A presente dissertação trata de uma abordagem sobre a política ambiental desenvolvida, no município de Salvador, pelo poder público, durante o período de 1972 a 1997, tomando como referência a realização da Conferência da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Estocolmo, Suécia, e seus reflexos no Brasil, no estado da Bahia e conseqüentemente, Salvador. Destaca-se o período 1993-96, quando o governo municipal elaborou um programa específico para a área ambiental, discutido e apoiado pelas entidades ecológicas, culturais, ambientalistas e partidos políticos, o que permite à geografia, como ciência ambiental, desenvolver pesquisas sobre as relações do poder, seus reflexos no espaço e o envolvimento afetivo que se cria com o lugar que se vive. São abordadas as medidas e instrumentos existentes entre 1972 a 1983, quando foi criado o Centro de Recursos Ambientais, pelo Governo do Estado; a legislação municipal, na qual se destaca o Sistema de Áreas Verdes e Espaços Abertos e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. Com a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, em 1987, o município passa a ter em sua estrutura um órgão responsável pela política de meio ambiente, embora a concepção de um sistema ambiental para Salvador surja como proposta no período 1993/1996, quando, entre as variáveis consideradas, figuram o aspecto cultural da cidade, a herança africana, a religiosidade e sua relação com a natureza; a necessidade de um controle específico da produção indistinta de ruídos acima do permitido pelos índices de saúde, principalmente nas formas de lazer; a ampliação e valorização das áreas verdes e espaços públicos e a veiculação das informações como instrumento de educação ambiental.