Medidas de Separação Espacial nas Redes de Utilidades como Indicadores da Estrutura Espacial do Sistema Urbano
Este trabalho estuda a estrutura espacial que torna viável a interação espacial. A estrutura espacial é representada em função da infra-estrutura de serviços, composta pelo conjunto de redes de utilidades: rede de transporte, rede elétrica e rede de telecomunicações. A posição espacial de uma localidade deve ser descrita em função da posição relativa dos núcleos urbanos, representados por seus centróides, em relação a cada uma destas redes de utilidades. Como a articulação das diversas redes de utilidades constitui o sistema de cidades sobre os quais se realiza a interação espacial, a identificação da posição relativa dos núcleos no sistema de cidades, são adotadas, como parâmetros para a avaliação da distância, diferentes medidas de separação espacial. Para cada rede de utilidades, é estudada qual a medida de separação espacial mais adequada para viabilizar uma descrição da localidade e são selecionadas algumas medidas para avaliação. Uma aplicação da metodologia proposta, analisando a posição relativa de 22 sedes municipais na região de Ribeirão Preto (Estado de São Paulo, Brasil), permitiu dimensionar a variação na posição espacial relativa dos núcleos em função da rede considerada. Os resultados confirmam a mudança na posição relativa dos núcleos e conseqüentemente a necessidade de descrever a posição relativa em função da rede de utilidades. Os resultados obtidos indicam que a proximidade do mercado, medida nas redes de utilidades dá um bom indicador das possibilidades de interação espacial de cada núcleo urbano.