Sociologia

Escritas urbanas: um estudo sobre a pixação e o graffiti na cidade de João Pessoa-PB

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Paulo Sergio dos
Sexo
Homem
Orientador
Queiroz, Tereza Correia da Nóbrega
Ano de Publicação
2012
Programa
Sociologia
Instituição
UFPB
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Pixação
Intervenção Urbana
Resumo

A cidade de João Pessoa vem passando por intenso processo de urbanização nos últimos 20 anos, que é acompanhado por transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e artísticas. Nesse contexto surgem novas formas de expressão e de comunicação que desenvolvem códigos, signos, símbolos e culturas próprias, a exemplo da pixação e do grafitti. Este trabalho estudou a origem e expansão destas práticas no espaço público da cidade analisando os sujeitos que as desenvolvem, suas formas de atuação na cidade, o sentido que atribuem a essas práticas e às suas produções. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com inspiração etnográfica, que também coletou informações através da internet. A pesquisa demonstrou a origem comum dessas manifestações, seus conflitos, tensões e diferenciações internas e as mudanças decorrentes do contato com novos atores sociais e do reconhecimento do grafitti como manifestação artística e da estigmatização da pixação como vandalismo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
João Pessoa
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/7486

Pixadores de elite: duas décadas de uma grife

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soares, Flavia Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Freitas, Renan Springer De
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Transgressão
Apropriação do espaço urbano
Resumo

O artigo apresenta uma breve contextualização em relação à forma como os Pixadores de Elite da cidade de Belo Horizonte se apropriam do espaço urbano. O grupo foi fundado em 1992 com o objetivo de divulgar a pixação na paisagem citadina. Dessa maneira, para esboçar a pesquisa, utilizou-se uma metodologia qualitativa através da observação participante, entrevistas semiestruturadas e análises de reportagens entre os anos de 1992 à 2013. De acordo com os resultados da investigação, observa-se uma distinção entre a formação do grupo nos anos 90 e 2000 e, por conseguinte, uma forma diferenciada para circular pela metrópole. O contexto permitiu verificar como os jovens constituem identidades, apropriam do espaço urbano e transgridem as leis através dos nomes pixados, tomando como perspectiva a cultura de rua, a segregação social e a distinção entre o espaço público e privado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1992 - 2013
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=357232

De Olho nos Muros: Itinerário do Graffiti em Fortaleza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Lara Denise Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
graffiti
pixação
habitus transgressor
Resumo

Este trabalho tem como tema o graffiti na cidade de Fortaleza e os desdobramentos dessa prática entre lugares: “dentro” e “fora” das cenas que congregam a paisagem dessas experiências. Entende-se por graffiti imagens figurativas, desenhos, letras e nomes feitos com tinta spray de várias cores em muros, paredes, viadutos, caixas de telefone, entre outros suportes, que compõem a paisagem das cidades grandes e médias, brasileiras e internacionais. Visto como atividade marginal em um passado recente no Brasil, o graffiti atualmente é uma prática permitida por lei, embora sua legalização ainda comporte contradições. Ele vem sendo cada vez mais utilizado pela mídia e publicidade e parece ter atraído a atenção da população em geral. No âmbito das visões de positividade do graffiti, identificam-se, comumente, duas posições: a que acredita que se trata de uma intervenção que embeleza a cidade e segundo a que considera que essa atividade desvia o foco da pixação e de experiências de delinquência. Pode-se dizer que o graffiti, mesmo atravessado por entendimentos diversos, é uma das linguagens que compõe a street art ou arte urbana, conceito do universo da arte que compreende as produções artísticas que utilizam o urbano como tema e como suporte. Ele também pode ser considerado uma espécie de “caligrafia urbana”, já que as letras também tem lugar no graffiti, constituindo um de seus estilos mais antigo e privilegiado. Por ocupar a esfera pública, o graffiti faz parte do rol dos registros murais que desde a pré-história utilizam as superfícies públicas para comunicação, protestos, declarações etc. Ao acompanhar os itinerários dos grafiteiros pela cidade, foi possível esboçar uma cartografia do graffiti em Fortaleza identificando-se: como ocorre a escolha dos locais grafitados, quem são os grafiteiros, de que maneira relacionam-se com a cidade, como constroem seus repertórios artísticos e de que forma articulam um habitus (BOURDIEU, 1993; 2003) específico, denominado por mim de transgressor, que é o que garante o reconhecimento como grafiteiro dentro e fora da cena. A relação entre graffiti e pixação também foi discutida, revelando as conexões que existem entre estas duas práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99828

E ai, vai ficar de toca? Cola com nós!

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Leila Cristina Leite
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Antonio Mauricio Dias Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude grafiteira
grafite
hip hop
sociabilidade
rua
Resumo

A juventude grafiteira de Belém mobiliza uma imensa rede de sociabilidade para realizar seus projetos, principalmente o “Mutirão de Grafite”. Esse projeto leva o grafite e o Movimento Hip Hop para as ruas dos bairros periférico de Belém. E esse trabalho toma esse projeto como ponto de partida para analisar essa juventude e sua rede de sociabilidade. Para isso faço todo um estudo em torno de alguns conceitos como juventude, pichação, grafite, rua, galeria para que assim consiga compreender como se dar essa dinâmica no complexo mundo do grafite. Então, realizei uma pesquisa em espaços importantes para os grafiteiros em todo o processo que antecipa e concretiza o “Mutirão de Grafite”, são esses espaços a “Casa Preta”, a “Casa do Grafite” e o próprio “Mutirão” que se concretiza na rua. Nessas casas os grafiteiros e todos aqueles que fazem parte de sua rede se reúnem para diversos fins, a elaboração de projetos, a discussão em torno de perspectivas para o desenvolvimento desses projetos e simplesmente para conversas e socialização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=276101

Arte Urbano: Usos expresivos del espacio público

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Juarez, Benjamin
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Pedro Peixoto
Ano de Publicação
2014
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Espanhol
Palavras chave
Graffiti
Pixação
Sociabilidade
Entorno
São Paulo
Resumo

Há artes de fazer a cidade das quais todos formamos parte. Este trabalho naceu com a preocupação pelo esvaciamento do espaço público: específicamente interessado pelas intervenções artísticas e outras inscrições urbanas espontáneas em e desde a cidade de São Paulo (SP), e ao mesmo tempo em comunicação com artistas e scenarios de fora: de outras partes do Brasil, assim como de Latino América e da Europa. Tomaram-se em conta de dois lados tanto os mundos artísticos em sí mesmos, quanto os mundos sociais que interactuam com o entorno, e com as pessoas que habitam e circulam pelas ruas. Trabalhou-se sobre os siguintes eixos: • Entender cómo veio a se polarizar a pixação do graffiti • Resgatar o valor heurístico do relato de um artista • Considerar as mutaciones do graffiti desde os mundos artísticos e fora deles • Etnografar um espaço continuamente intervenido • Ver censura menor como indicio de mudança do uso do espaço público Procurou-se aportar elementos para analizar como a mudança de significado das intervenções afeta ao entorno e a manera em que as pessoas relacionam-se entre sí e com a rua mesma. Algumas partes da cidade resaltam pela intensidade e a maneira em que circulam fluxos (de pessoas, de intervenções, de meios de movilidade). Algumas destas forças são oferecidas e tomadas pelos poderes do capital e das autoridades. Outras não. Assim, crecem jeitos de habitar a cidade, em vez de somente circula-la de um espaço fechado a outro. 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2060151

Pixação e as linguagens visuais no bairro Benfica: uma análise dos modos de ocupação de pixos e graffiti e de suas relações entre si

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chagas, Juliana Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2015
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Graffiti
Agonística
Cidade
Benfica
Resumo

A presente pesquisa foca na análise das práticas da pixação e do graffiti e de suas relações na cidade de Fortaleza-CE. Esse estudo teve como delimitação de campo o bairro Benfica e através de uma metodologia etnográfica as ruas e avenidas desse bairro foram percorridas por meio de caminhadas que tiveram como foco a observação e registro, por meio de fotografias, dos signos de pixos, graffiti e publicidade. Problematizamos de que maneira essas intervenções ocupam a cidade e de que modo elas se relacionam entre si. Os muros apresentaram relações, em sua maioria, conflituosas a partir de uma disputa por visibilidade. A partir das imagens de campo e fala dos interlocutores foram desenvolvidas discussões acercas das seguintes relações: costura, atropelo, rasura, sufoco e cobertura. As narrativas também deflagraram diferenciações nas fronteiras entre pixação, graffiti e arte urbana. Para além da agonística que permeiam esses campos, a ação de ressignificar o urbano por meios dessas linguagens foi vista a partir das contribuições de Rancière e de outros autores como Foucault e Agamben como cenas de dissenso ou micropolíticas de resistência que possibilitam rearranjos de poder, desafiando as forças da disciplina e da normatização.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2355158

“MINAS DE MINAS”: trajetórias de mulheres grafiteiras na cidade de Belo Horizonte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinheiro, Christiane Nicolau
Sexo
Mulher
Orientador
Medeiros, Regina De Paula
Ano de Publicação
2015
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC-MG
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti
Estilo de vida
Arte de rua
Trajetória
Performance
Resumo

Esta dissertação objetivou analisar o estilo de vida, as trajetórias e a performance de um grupo de mulheres grafiteiras, a crew “Minas de Minas”, sua percepção sobre arte do graffiti e a sua relação com a apropriação dos espaços da cidade de Belo Horizonte. Foram utilizadas as técnicas de observação participante nos diferentes eventos e trajetória dos atores e entrevista em profundidade com as quatro jovens participantes do grupo. Este trabalho se apoiou nas teorias das ciências sociais, especialmente referente ao espaço urbano, performance, identidade e trajetórias. A leitura analítica foi feita a partir das narrativas das entrevistadas que abordaram os elementos identitários, o modo de vida, a forma de organização, a performance e o espaço da rua no graffiti, aspectos que serão tratados ao longo deste estudo. Como conclusão, destacamos que o graffiti, suas formas, cores e perspectivas impressas no espaço citadino é a expressão dos sentimentos, referências artísticas, ativismo e ideologia das escritoras de rua. Além disso, como estilo de vida, essa arte expressa valores e comportamentos próprios, que questionam e procuram romper com a ordem social vigente reguladora da vida citadina. Destacamos ainda que a forma de sociabilidade no graffiti integra atores de diversas classes sociais que, no espaço da rua, reforçam os ideais de solidariedade e coletividade, próprios desse movimento. Ademais, constatamos que o graffiti produzido pelo grupo em questão uniu mulheres que compartilham do mesmo drama social e expressa uma forma particular de visualizar e de se situar no mundo. Por meio dele, as jovens grafiteiras acessam novas vivências e oportunidades, sobretudo através de empreendimentos que, além de gerar recurso financeiro, fortalece a cultura do graffiti. Finalmente, destacamos como a organização das grafiteiras, por meio de uma crew feminina, pode ser uma forma de ganhar visibilidade e reconhecimento no meio e em outras esferas da vida, além de romper com os rótulos em torno da atuação de mulheres no graffiti,ambiente majoritariamente masculino.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2360364

Biograficidade: A arte urbana na formação de si e do espaço Fortaleza 2017

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Albuquerque, Alessandra Oliveira Araujo
Sexo
Mulher
Orientador
Olinda, Ercilia Maria Braga De
Ano de Publicação
2017
Programa
Educação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
Graffiti
Narrativa
Espaço Entre
Biograficidade
Resumo

Esta tese tem como objetivo investigar como a arte urbana pode atuar na formação de si e dos espaços. Desenvolvo um estudo com cinco artistas urbanos da cidade de Fortaleza – Narcélio Grud, Emerson Tubarão, Gleison Luz, Leandro Alves e Rafael Limaverde – com o intuito de compreender como a produção de graffitis pelas ruas da cidade aparece como elemento biográfico em suas narrativas e como suas produções podem transformar os espaços ao serem incorporadas à paisagem urbana, compondo a ideia de “biograficidade”, desenvolvida nesta tese como uma forma de escrita que deixamos na cidade e que ela incorpora em sua narrativa. Uso os fundamentos e procedimentos da pesquisa (auto)biográfica, a partir de autores como Josso (2004), Delory-Momberger (2012a), Pineau (2006) e Ferrarotti (1988), como base metodológica e epistemológica da tese. Para a construção de dados para a análise, uso a entrevista narrativa a partir das contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2005). Dividi o processo de análise das entrevistas em duas etapas, sendo a primeira a metodologia da “nuvem de palavras”, em que desenvolvo uma articulação teórica a partir das categorias emergentes das falas dos sujeitos. Na segunda etapa, uso a “compreensão cênica” de Marinas (2007) para analisar o contexto da entrevista, fazer uma articulação das cenas do cotidiano dos entrevistados e, por último, uma análise das imagens implícitas, esquecidas ou mesmo evitadas. Após a análise individual das entrevistas, faço uma discussão sobre graffiti a partir do “espaço entre”, categoria em que desenvolvo com base em autores como Deleuze (2006) e Samain (2012). Ao perceber que o graffiti foi um elemento recorrente em todas as falas e que existia uma diferenciação na forma como era visto pelos sujeitos da pesquisa, resolvi analisar como existe uma produção a partir da diferença, uma multiplicidade que não permite uma definição estável do graffiti e também uma conversação entre as narrativas, tanto nas suas aproximações quanto nos seus distanciamentos. Para fazer uma discussão sobre “biograficidade”, uso principalmente Jacques (2012), Certeau (1998) e Delory-Momberger (2012a), os autores e o campo possibilitam uma compreensão de que a nossa experiência possui uma forte relação com o espaço, pois mudamos e somos transformados por ele. Além disso, foi possível chegar à compreensão de que existe uma narrativa do espaço em si, visto que as marcas que deixamos no espaço podem ser articuladas e formar uma narrativa urbana.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5085171

Luz e poder na dramática conquista do meio natural. A privatização dos rios paulistanos e a reflexividade sócio-ambiental

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Victorino, Valerio Igor Principe
Sexo
Homem
Orientador
Hirano, Sedi
Ano de Publicação
2002
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia ambiental
Recursos hídricos
Ecologia
Privatização
Gestão pública
Resumo

O objetivo desta pesquisa foi compreender as articulações sociais determinantes do modo de aproveitamento das águas que circundam a cidade de São Paulo e verificar se existiram ou não alternativas ao caos ambiental atual. Inicialmente estudamos a emergência da questão do abastecimento de água enquanto questão social relevante e as alternativas que foram discutidas em nível exclusivamente técnico. Dada a expansão monopolista da indústria hidrelétrica, investigamos o processo de consolidação da hegemonia da empresa canadense Light & Power sobre as águas paulistanas. Procuramos reconstituir os momentos onde foram tomadas as decisões fundamentais, revivendo especialmente as vozes que desconfiavam da radicalidade do processo tomada dos rios. Levantamos as implicações das decisões estatais, orientadas pela hegemonia do setor elétrico privado, para a emergência de forças sociais progressivas que culminaram na criação de novos canais de expressão e participação pública, descentralizada e democrática: os comitês de bacia hidrográfica. Destacamos as potencialidades das questões ambientais para a reconfiguração das instituições e apontamos os desafios para a democratização ecológica da sociedade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Os Palcos Efêmeros da Cidade: táticas, ilegalismos e regulação da arte de rua em Montreal e no Rio de Janeiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Reia, Jhessica Francielli
Sexo
Mulher
Orientador
Herschmann, Micael Maiolino
Ano de Publicação
2017
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
comunicação urbana
arte de rua
espaço público
regulação
Resumo

O objetivo central desse trabalho é analisar como se cria e no que interfere a regulação da arte de rua e dos espaços públicos em que ela acontece em Montreal e no Rio de Janeiro, a partir de uma perspectiva da comunicação urbana. Partindo de um estudo da regulação e das táticas de resistência de práticas ligadas especificamente à música e ao teatro de rua nessas duas cidades se pretende debater o papel da regulação da arte de rua (em uma perspectiva histórica e o lugar que ela ocupa hoje), assim como questionar os binários que geralmente se associam a ela (legal/ilegal, legítimo/ilegítimo, formal/informal, amador/profissional, pedinte/artista), mostrando a complexidade dessas atividades, uma vez que entre cada uma dessas categorias cabem muitas práticas e questionamentos. Também buscou-se discutir as táticas e o engajamento de artistas de rua em processos legislativos, decisórios e de políticas públicas para a legalização, o reconhecimento e a legitimação da arte de rua nas cidades estudadas. Além disso, questionou-se se essas performances, normalmente alijadas das tradicionais instituições e espaços de arte legitimados pela sociedade, podem emergir como força movente nas cidades contemporâneas, promovendo outros olhares, encontros e experiências, assim como diferentes formas de sentir e estar nos espaços públicos urbanos. No geral, a arte de rua se apresentou como um importante objeto de estudo, capaz de evidenciar disputas pelo direito à cidade. A arte de rua apresenta muitas intersecções com outras atividades que se desenvolvem nos espaços públicos e podem contribuir para o imaginário e a vida urbana de muitas formas: arte de rua como processo comunicacional, como parte da paisagem sensível da cidade, como elemento da cidade lúdica e na promoção de uma cidade de encontros e sociabilidades. Este trabalho se baseou em extensa revisão bibliográfica e documental e em pesquisa de campo, nas duas cidades, que incluiu entrevistas qualitativas semiestruturadas, observação participante e registro visual do objeto de estudo. Algumas dos resultados apontam que a regulação da arte de rua assume pelo menos três papéis entrelaçados: a regulação como oportunidade, proteção e legitimação, uma vez que reconhece a arte de rua como algo legal, respaldando também a ocupação de certos espaços públicos pelos artistas; a regulação como delimitação das práticas, determinando quem pode ser músico de rua, onde, quando e sob quais condições. Esse papel se desdobra em um terceiro: a regulação como exclusão e reprodução de desigualdades, pois além de não alterar as condições de trabalho dos artistas, acaba excluindo pessoas dessa atividade e também exerce um controle arbitrário sobre o acesso aos espaços públicos e à arte na cidade. É preciso enxergar as vantagens da regulação, ao mesmo tempo em que é necessário ter em mente suas limitações e sua força de exclusão. Ela também não pode ser vista como um fim em si mesmo, mas um primeiro passo a ser dado para fomentar cidades que disponham de cada vez mais espaços (materiais e simbólicos) para performances e oportunidades de encontro.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
País estrangeiro
Canadá
Especificação da Referência Espacial
Montreal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5307016