Movimentos sociais

O sujeito pixador: tensões acerca da prática da pichação paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mittmann, Daniel
Sexo
Homem
Orientador
Camargo, Maria Rosa Rodrigues Martins de
Ano de Publicação
2012
Programa
Educação
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação de muros - História
Espaço urbano
Sociologia urbana
Resumo

A pesquisa em mãos discute acerca da dimensão cultural e social da prática da pichação paulista, conhecido como “pixo” e ou Escola Paulista de Pichação, bem como da sua relação com as questões do ordenamento jurídico e dos movimentos de positivação da ilegalidade e da marginalidade por parte dos pichadores. Para tal empreitada partimos de alguns momentos destacáveis na história e no espaço que percebemos serem importantes de ênfase, momentos em que a escrita no espaço público urbano ganhou forma e fora posteriormente repelida pelo ordenamento e pelos governamentos locais.
Falamos nas pichações políticas de Paris no maio de 1968, do grafite étnico e racial da cidade de Nova Iorque dos anos de 1970, da pichação de protesto político dos
Palestinos, bem como do surgimento da pichação poética na capital paulista no final dos anos da década de 1970. A partir dessas primeiras diferenciações foi possível entendermos as características e particularidades da “pixação” paulista, o “pixo”, oriunda dos primeiros anos de 1980 e presente até hoje pelas grandes cidades do estado de São Paulo. Focando no movimento da “pixação” paulista – sobretudo nas cidades de São Paulo e de Campinas – procuramos entender as relações desse circuito e de seus atores – os pichadores – para com os programas de combate a prática da pichação, tão em voga nos municípios paulistas. Partindo do exemplo de Campinas, cidade que conta com este formato de programa anti-pichação desde março de 2009, arriscamos entender qual a relação do pichador e de sua prática – a escritura ilegal de nomes – com os diversos cerceamos jurídicos e morais que atingem esta forma de agir no espaço urbano.
Buscamos em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari, entre outros, o suporte e o ferramental teórico para mirar essa prática, tentando entender qual a dimensão de escrita-de-si e de máquina-de-guerra pode ser encontrado na pichação paulista contemporânea. Na busca por arquivos – para a leitura da escrita da pichação e dos pichadores – nos debruçamos em trabalhos etnográficos, em vídeos documentários, em filmes de pichadores sobre a pichação, em matérias midiáticas e em diálogos com os
próprios agentes do “pixo”, a grande maioria desses contatos mediados pelas ferramentas da internet. Por fim percebemos a pichação paulista como um movimento de grandes dimensões de sociabilidade, uma agitação que aproxima os seus atores, que os movimenta pela cidade, que os coloca em uma situação de produção de subjetividade e de formas de existir. Afinal, os pichadores querem escrever o seu nome pela cidade e dessa forma se fazerem presentes – ser visto sem ser (re)conhecido – na dimensão metropolitana do urbano.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/entities/publication/aa63a64a-df89-4ec2-9d6b-cad15b4c5bdc

Grafite em Vila Velha: a transgressão se faz presente

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Michalovzkey, Sergio Ronaldo Skrypnik
Sexo
Homem
Orientador
Bezerra, Angela Maria Grando
Ano de Publicação
2013
Programa
Artes
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Graffiti
Arte Urbana
Vila Velha/ES
Resumo

Esta pesquisa tem como tema central o grafite como uma das possíveis expressões urbanas na cidade de Vila Velha, região metropolitana de Vitória, no estado do Espírito Santo. A fim de entendê-lo na contemporaneidade, foi necessária breve abordagem histórica assim como o levantamento de teorias sobre o planejamento arquitetônico-urbanístico. Tais elementos auxiliaram no trânsito por conceitos -mundiais -, até aportar, por fim, na cidade de Vila Velha. Além disso, a busca histórica a partir da década de 1960 ilustra os dois principais polos do grafite: Europa, maio de 1968 e Estados Unidos e, em especial, sua incorporação como um dos tripés de sustentação do movimento Hip-Hop. Têm-se também a visualização de como este fenômeno global se reproduz no Brasil e especificamente em Vila Velha. O apoio em referências bibliográficas; teses; dissertações; sites e em caráter complementar - porém não de menor importância, entrevistas e conversas por e-mails realizadas com seus praticantes; em especial o grafiteiro Bertz, é relevante para o entendimento das ações dos grafiteiros e pichadores. O estudo reconhece-as e ilustra a amplitude da difusão da estética inerente ao grafite e à pichação, em ambientes e mídias diversos, com destaque para seu caráter transgressor e ao mesmo tempo elabora um de seus paradoxos: a realimentação do sistema de bens de consumo cultural que ora nega, ora viabiliza sua existência.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Vila Velha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99019

Graffiti como meio: processo de criação entre sistemas - a lei, a rua, o mercado e a pesquisa em Arte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Boemer, Otavio Fabro
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Agnaldo Valente Germano Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Artes
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti nova iorquino
Intervenção Urbana
Street Art
Expedições
Resumo

A presente dissertação apresenta uma proposta de pesquisa no campo da linguagem da nova geração de Graffiti de rua em São Paulo, provindos da tradição nova-iorquina e inspirados no movimento culturalhip-hop. Aborda questões de sua estética, sua utopia, e relação aos sistemas a ele relacionados, seus conflitos de um lado com a lei e de outro com o mercado de arte -que determinam diferentes perfis de produção. O autor, imbuído de preceitos adquiridos em sua trajetória como artista de rua interventor, parte de um breve estudo histórico do período inicial do Graffitiem Nova York, como antecedente que esclarece as intervenções atuais, incluindo também a produção desses grafiteiros (entre eles o próprio artistapesquisador) que hoje integram o mercado de arte (reivindicação paradoxal desses artistas), tendo como base suas produções anteriores e posteriores ao ingresso nos meios expositivos institucionais bem como no campo da pesquisa disciplinada na arte do Graffiti.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=186832

Grafite em São Paulo: entre a comunicação a céu aberto e a contemplação nas galerias de arte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Robson Jose Romano
Sexo
Homem
Orientador
Pinheiro, Jose Amalio De Branco
Ano de Publicação
2014
Programa
Comunicação e Semiótica
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
COMUNICACAO
Grafite
Arte
Mestiçagem
Ambivalência
Resumo

Esta pesquisa tem como objeto de estudo a forma de expressão conhecida como grafitti na cidade de São Paulo. Atenta, enfocará as suas variações que sugerem instabilidade que se revela grafite como arte mural ou como pichação. O objetivo geral é mostrar as características do grafite, presente nos seus elementos constitutivos e em suas técnicas construtivas. O problema da pesquisa relaciona-se à inseparabilidade entre grafite e pichação e à consequente marginalização desta forma produtiva. Na fundamentação teórica, recorremos a Morin, Lotman, Martín-Barbero, Pinheiro, La Plantine, bem como ao depoimento do renomado grafiteiro Rui Amaral, que trata especificamente sobre a temática e sobre os elementos culturais presentes nesta forma de expressão artística. A hipótese é que o processo de consolidação do grafite lhe confere um sentido ambivalente e mestiço à medida que apresenta-se ora a céu aberto, nas ruas de metrópole paulista, ora em galerias de arte quando, possivelmente, perde seu caráter mais forte, o de contestação, transgressão e insubmissão, marcas estas presentes nos primeiros registros de seu surgimento em movimentos como o de Woodstock. Justifica-se a pesquisa, pois responde à necessidade de criar espaço acadêmico de discussão como uma possibilidade para romper com preconceitos, informando o leitor sobre a história do objeto, suas técnicas e especificidades que seriam, por si, valorosas como marca de um período de nossa história expressas de forma anônima.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1557808

Pixação e as linguagens visuais no bairro Benfica: uma análise dos modos de ocupação de pixos e graffiti e de suas relações entre si

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chagas, Juliana Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2015
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Graffiti
Agonística
Cidade
Benfica
Resumo

A presente pesquisa foca na análise das práticas da pixação e do graffiti e de suas relações na cidade de Fortaleza-CE. Esse estudo teve como delimitação de campo o bairro Benfica e através de uma metodologia etnográfica as ruas e avenidas desse bairro foram percorridas por meio de caminhadas que tiveram como foco a observação e registro, por meio de fotografias, dos signos de pixos, graffiti e publicidade. Problematizamos de que maneira essas intervenções ocupam a cidade e de que modo elas se relacionam entre si. Os muros apresentaram relações, em sua maioria, conflituosas a partir de uma disputa por visibilidade. A partir das imagens de campo e fala dos interlocutores foram desenvolvidas discussões acercas das seguintes relações: costura, atropelo, rasura, sufoco e cobertura. As narrativas também deflagraram diferenciações nas fronteiras entre pixação, graffiti e arte urbana. Para além da agonística que permeiam esses campos, a ação de ressignificar o urbano por meios dessas linguagens foi vista a partir das contribuições de Rancière e de outros autores como Foucault e Agamben como cenas de dissenso ou micropolíticas de resistência que possibilitam rearranjos de poder, desafiando as forças da disciplina e da normatização.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2355158

PICHAÇÃO E GANGUE NA DÉCADA DE 1990: experiências de intervenção urbana na cidade de São Luís

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Antonio Marcos Melo
Sexo
Homem
Orientador
Navarro, Alexandre Guida
Ano de Publicação
2015
Programa
História
Instituição
UFMA
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Gangue
São Luís
Década de 1990
Resumo

O estudo com gangues no tempo presente requer paciência, dedicação e coragem. Estes três alicerces práticos foram essências para o andamento desta pesquisa, que foi realizada a partir de entrevistas com ex-pichadores ludovicenses da década de 1990 e material impresso do referido período histórico e local citados. No trabalho em questão, busca-se problematizar a cerca da pichação na cidade de São Luís no decênio de 1990, e como esta inscrição em muros e marquises da referida cidade é vista pelo olhar dos pichadores e dos periódicos locais. Deste modo, entendendo que um trabalho acadêmico necessita de aportes teóricos, a referente pesquisa apoiou-se na antropologia urbana de José Magnani, nas análises sobre gangues juvenis de Miriam Abramovay e Glória Diógenes, na História oral e na História Cultural do Urbano de Sandra Pesavento, a fim de tecer argumentos coerentes e compatíveis com as mais recentes discussões historiográficas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Luís
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Maranhão
Referência Temporal
1990 - 1999
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3416414

Lutas na cidade de São Paulo: Mutirão Recanto da Felicidade e Banco Comunitário União Sampaio

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bergamin, Marta de Aguiar
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades e vilas
Mutirão
Economia solidária
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/1ba0e195-2f9b-47e9-800d-5c04e42cab2d

Trajetória de mulheres negras líderes de movimentos sociais em araraquara-sp; estratégias sociais na construção de modo de vida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Cunha-junior, Henrique Antunes
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
mulher negra
relação de gênero
educação
periferia
Resumo

Esta tese versa sobre as experiências de mulheres negras participantes do movimento social negro, organizadora de eventos culturais e ou freqüentadoras de espaço de maioria afrodescendente moradoras de dois bairros da cidade de Araraquara, interior de São Paulo, a saber: o Santana e a Vila Xavier.  A investigação é qualitativa e procede a partir da década de 1970 a 2010 com o recurso metodológico da história oral tendo como ferramenta para coleta de dados a entrevista, com depoimentos de 21 mulheres negras que resultou na reconstrução de seus espaços de sociabilidade, no envolvimento na comunidade de maioria afrodescendente, na  representação da educação e da escola e no significado dos espaços de atuação em suas vidas. A finalidade é verificar, desvelar e perceber nas experiências dessas mulheres negras as estratégias sociais elaboradas na construção de modos de vida que contribuíram no fortalecimento da identidade, formação e atuação nos movimentos sociais negros. Estas preocupações surgem como uma forma de ampliar a compreensão de como esse contingente se encontra perante a sociedade que tem defendido seus papéis sociais.  Papéis, aliás, que acabam sendo, de alguma forma, impostos e absorvidos sutilmente como a maneira através das quais as relações sociais são mantidas. A abordagem está fundamentada em três eixos de discussões: gênero, étnicorracial e movimento social negro. Como a pesquisa é com mulheres, é inegável enfrentar as diferenças percebidas como relação de poder entre os sexos e são mulheres negras, o que possibilita a discussão étnicorracial, percebendo as discriminações, as particularidades e singularidades e também o movimento social negro na perspectiva de encaminhamento à formação e empoderamento na condição de liderança.  Visibilizá-las significa tirá-las das margens que aparece na sociedade, e construir outra história.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Araraquara
Bairro/Distrito
Santana e Vila Xavier
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/3572

Morro da Conceição: uma etnografia da sociabilidade e do conflito numa metrópole brasileira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Flávia Carolina da
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Sociabilidade
Conflito
Território
Zona Portuária
periferia
Resumo

O Morro da Conceição está localizado no bairro da Saúde, zona portuária do Rio de Janeiro é um importante sítio histórico da cidade que apresenta atualmente um caso particular de disputa pela terra, travada entre um grupo de moradores que se auto-reconhece como Comunidade Remanescente do Quilombo da Pedra do Sal e um ordem religiosa denominada Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – VOT. A partir da pesquisa etnográfica realizada no local durante o ano de 2008, procurou-se entender como eram organizadas as redes de sociabilidade entre os outros moradores locais relacionadas à disputa e questão. Durante o percurso etnográfico, outras relações foram sendo reveladas no plano das práticas cotidianas. A partir de uma intrincada malha de sociabilidade que misturava interesses e agentes variados, uma minuciosa trama de conflitos foi sendo descortinada. .A experiência etnográfica permitiu ver que os problemas envolvidos nos discursos e projetos de revitalização da zona portuária problematizavam o território do morro, deixando transparecer lutas que buscavam assegurar sua diversidade espacial e simbólica. Assim, os conflitos apareceram como constitutivos das sociabilidades e encontravam-se misturados nas mais “triviais” relações. Levando-se em conta o cenário político-social brasileiro voltado ao reconhecimento das comunidades quilombolas, buscou-se perceber a construção das redes de sociabilidade e das diversas representações políticas configuradas nas suas variadas formas de organização..As sociabilidades perpassadas por questões mais amplas e mediada por relações não imaginadas no momento em que se desenvolveu o projeto, revelaram o Morro da Conceição como um espaço singular, construído na alternância classificatória entre “ser” cidade e “ser favela”".

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Conceição
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/e5be68e8-7b7a-4180-b5ce-5e12abe56a42

Estação da memória: um estudo das entidades de preservação ferroviária do estado do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matos, Lucina Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Fontes, Paulo Roberto Ribeiro
Ano de Publicação
2010
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio cultural
Ferrovias
Ferrovias e Estado
periferia
Resumo

Esta pesquisa trata da memória, tendo como campo de observação as entidades de preservação ferroviária como organizações civis juridicamente constituídas que cobram do poder público a preservação da memória ferroviária. No levantamento inicial, foram identificadas 16 entidades, das quais são recortadas duas para aprofundamento da análise: a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e o Movimento de Preservação Ferroviária, sediados na cidade do Rio de Janeiro. A proposta é demonstrar como esses grupos se estruturam em torno dessa memória. Aprofundo o debate sobre a consolidação desse conceito como categoria instituída e proponho sua reconstrução à luz dos debates atuais. Abordo em maior detalhe duas maneiras pelas quais os grupos entendem preservar a memória ferroviária: a operação de trens turísticos e o patrimônio cultural. Para alcançar seus objetivos, esses grupos usam de diversas estratégias que vão da inclusão da comunidade à denúncia aos órgãos responsáveis pelo patrimônio da União até mesmo do direito à preservação da memória ferroviária pelo Estado. Há nesses grupos a participação de figuras políticas e acadêmicas que contribuem umas com as outras. Uma das hipóteses é que a extinção da RFFSA intensificou a criação dessas entidades sob a justificativa da perda da identidade do trabalhador ferroviário. Utilizo o método de observação participante, da história oral e da internet – ferramenta comum na divulgação e armazenamento de dados desses grupos. Os referenciais teóricos estão representados nos debates sobre memória, patrimônio cultural e industrial, movimentos sociais, museus e turismo. E concluo que as entidades são exemplos das formas como a sociedade civil se organiza perante a instituição política. As entidades do Rio contribuem para a preservação de uma parcela daquilo que pode representar uma dada memória ferroviária.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.fgv.br/entities/publication/e0d846d9-fcd1-4ae3-8f3a-bc7301392626