Movimentos sociais

Lutas na cidade de São Paulo: Mutirão Recanto da Felicidade e Banco Comunitário União Sampaio

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bergamin, Marta de Aguiar
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2011
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades e vilas
Mutirão
Economia solidária
Resumo

No Brasil, a juventude, apesar de sua significância percentual histórica no desenho populacional, tem se tornado uma categoria social importante trazendo demandas específicas, da quais a educação e o trabalho são temas centrais. Muito recentemente, assiste-se à criação de um aparato institucional específico para a juventude, contudo, essa institucionalidade, naquilo a que visa em termos de direitos sociais, ainda não se efetivou. Desse modo, a maior parte da juventude brasileira, ou seja, a juventude pobre ou de grupos populares, é o grupo que apresenta as maiores vulnerabilidades representadas pela elevada defasagem educacional quantitativa e qualitativa e pela precária inserção no mundo do trabalho. A presente pesquisa se debruçou sobre esta problemática, com o objetivo de correlacionar e apreender as interações macrossociais naquilo que se pode definir como microssociais - nos percursos de vida e nas trajetórias escolares de quatro jovens pobres, moradores da periferia de uma cidade de médio porte no interior do estado de São Paulo. A pesquisa lançou mão de procedimentos metodológicos que tomaram por base uma composição de estratégias, entre elas, acompanhamentos individuais e coletivos no território, articulação de recursos sociais, dinamização da rede de suporte, as oficinas de atividades, dinâmicas e projetos e, especialmente, a apreensão do território de pesquisa. Tais estratégias, formuladas a partir da terapia ocupacional social e do aporte freiriano na educação, foram apoiadas pela objetivação participante proposta por Pierre Bourdieu. A abordagem sócio-histórica, eleita neste trabalho, sustentou a investigação e contribuiu para a análise das relações estabelecidas entre as políticas públicas voltadas para a juventude, sobretudo as educacionais, e o seu reflexo nos percursos de vida, com um enfoque privilegiado nas trajetórias escolares. Dentre os resultados, destaca-se que as políticas adotadas em sintonia com o sistema capitalista de produção e com a doutrina neoliberal contemporânea têm apresentado estratégias pouco eficientes, como, por exemplo, a ampliação de acesso ao ensino médio, a expansão de vagas no ensino superior e suas formas alternativas de inserção de grupos vulneráveis, que se mostraram insuficientes e, mesmo, inadequadas, devido à sua incapacidade de alcançar a juventude pobre, seus sujeitos em suas individualidades e demandas. Da mesma forma, a família e a sociedade, derivada em uma gama de atores e instituições, revelam-se, igualmente, suportes precários ou insuficientes para alavancar os projetos de vidas apresentados pelos sujeitos da pesquisa. Estes jovens, ainda que imersos nas dificuldades, limitações e precariedades, vislumbraram e projetaram possibilidades que, no concreto vivido até aqui, demonstram fracassos que se abatem sobre trajetórias específicas, evidenciando, todavia, a necessidade de uma rede mais ampliada de proteção e sustentação, capaz de fornecer aportes efetivos para o futuro e na qual a educação tem papel fundamental.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/1ba0e195-2f9b-47e9-800d-5c04e42cab2d

Trajetória de mulheres negras líderes de movimentos sociais em araraquara-sp; estratégias sociais na construção de modo de vida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Cunha-junior, Henrique Antunes
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
mulher negra
relação de gênero
educação
periferia
Resumo

Esta tese versa sobre as experiências de mulheres negras participantes do movimento social negro, organizadora de eventos culturais e ou freqüentadoras de espaço de maioria afrodescendente moradoras de dois bairros da cidade de Araraquara, interior de São Paulo, a saber: o Santana e a Vila Xavier.  A investigação é qualitativa e procede a partir da década de 1970 a 2010 com o recurso metodológico da história oral tendo como ferramenta para coleta de dados a entrevista, com depoimentos de 21 mulheres negras que resultou na reconstrução de seus espaços de sociabilidade, no envolvimento na comunidade de maioria afrodescendente, na  representação da educação e da escola e no significado dos espaços de atuação em suas vidas. A finalidade é verificar, desvelar e perceber nas experiências dessas mulheres negras as estratégias sociais elaboradas na construção de modos de vida que contribuíram no fortalecimento da identidade, formação e atuação nos movimentos sociais negros. Estas preocupações surgem como uma forma de ampliar a compreensão de como esse contingente se encontra perante a sociedade que tem defendido seus papéis sociais.  Papéis, aliás, que acabam sendo, de alguma forma, impostos e absorvidos sutilmente como a maneira através das quais as relações sociais são mantidas. A abordagem está fundamentada em três eixos de discussões: gênero, étnicorracial e movimento social negro. Como a pesquisa é com mulheres, é inegável enfrentar as diferenças percebidas como relação de poder entre os sexos e são mulheres negras, o que possibilita a discussão étnicorracial, percebendo as discriminações, as particularidades e singularidades e também o movimento social negro na perspectiva de encaminhamento à formação e empoderamento na condição de liderança.  Visibilizá-las significa tirá-las das margens que aparece na sociedade, e construir outra história.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Araraquara
Bairro/Distrito
Santana e Vila Xavier
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/3572

Morro da Conceição: uma etnografia da sociabilidade e do conflito numa metrópole brasileira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Flávia Carolina da
Sexo
Mulher
Orientador
Toledo, Luiz Henrique de
Ano de Publicação
2010
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Sociabilidade
Conflito
Território
Zona Portuária
periferia
Resumo

O Morro da Conceição está localizado no bairro da Saúde, zona portuária do Rio de Janeiro é um importante sítio histórico da cidade que apresenta atualmente um caso particular de disputa pela terra, travada entre um grupo de moradores que se auto-reconhece como Comunidade Remanescente do Quilombo da Pedra do Sal e um ordem religiosa denominada Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência – VOT. A partir da pesquisa etnográfica realizada no local durante o ano de 2008, procurou-se entender como eram organizadas as redes de sociabilidade entre os outros moradores locais relacionadas à disputa e questão. Durante o percurso etnográfico, outras relações foram sendo reveladas no plano das práticas cotidianas. A partir de uma intrincada malha de sociabilidade que misturava interesses e agentes variados, uma minuciosa trama de conflitos foi sendo descortinada. .A experiência etnográfica permitiu ver que os problemas envolvidos nos discursos e projetos de revitalização da zona portuária problematizavam o território do morro, deixando transparecer lutas que buscavam assegurar sua diversidade espacial e simbólica. Assim, os conflitos apareceram como constitutivos das sociabilidades e encontravam-se misturados nas mais “triviais” relações. Levando-se em conta o cenário político-social brasileiro voltado ao reconhecimento das comunidades quilombolas, buscou-se perceber a construção das redes de sociabilidade e das diversas representações políticas configuradas nas suas variadas formas de organização..As sociabilidades perpassadas por questões mais amplas e mediada por relações não imaginadas no momento em que se desenvolveu o projeto, revelaram o Morro da Conceição como um espaço singular, construído na alternância classificatória entre “ser” cidade e “ser favela”".

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Conceição
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/items/e5be68e8-7b7a-4180-b5ce-5e12abe56a42

Estação da memória: um estudo das entidades de preservação ferroviária do estado do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matos, Lucina Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Fontes, Paulo Roberto Ribeiro
Ano de Publicação
2010
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio cultural
Ferrovias
Ferrovias e Estado
periferia
Resumo

Esta pesquisa trata da memória, tendo como campo de observação as entidades de preservação ferroviária como organizações civis juridicamente constituídas que cobram do poder público a preservação da memória ferroviária. No levantamento inicial, foram identificadas 16 entidades, das quais são recortadas duas para aprofundamento da análise: a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e o Movimento de Preservação Ferroviária, sediados na cidade do Rio de Janeiro. A proposta é demonstrar como esses grupos se estruturam em torno dessa memória. Aprofundo o debate sobre a consolidação desse conceito como categoria instituída e proponho sua reconstrução à luz dos debates atuais. Abordo em maior detalhe duas maneiras pelas quais os grupos entendem preservar a memória ferroviária: a operação de trens turísticos e o patrimônio cultural. Para alcançar seus objetivos, esses grupos usam de diversas estratégias que vão da inclusão da comunidade à denúncia aos órgãos responsáveis pelo patrimônio da União até mesmo do direito à preservação da memória ferroviária pelo Estado. Há nesses grupos a participação de figuras políticas e acadêmicas que contribuem umas com as outras. Uma das hipóteses é que a extinção da RFFSA intensificou a criação dessas entidades sob a justificativa da perda da identidade do trabalhador ferroviário. Utilizo o método de observação participante, da história oral e da internet – ferramenta comum na divulgação e armazenamento de dados desses grupos. Os referenciais teóricos estão representados nos debates sobre memória, patrimônio cultural e industrial, movimentos sociais, museus e turismo. E concluo que as entidades são exemplos das formas como a sociedade civil se organiza perante a instituição política. As entidades do Rio contribuem para a preservação de uma parcela daquilo que pode representar uma dada memória ferroviária.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008
Localização Eletrônica
https://repositorio.fgv.br/entities/publication/e0d846d9-fcd1-4ae3-8f3a-bc7301392626

Juventude e Movimento Hip Hop: a construção de identidade, luta por direitos e cidadania

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Flavia Monteiro de Castro
Sexo
Mulher
Orientador
Salvador, Andréia Clapp
Ano de Publicação
2010
Programa
Serviço Social
Instituição
PUC-RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos Sociais Culturais
Hip Hop
Identidade
Cidadania
periferia
Resumo

A dissertação em questão oferece uma reflexão acerca dos movimentos sociais culturais da atualidade, especificamente do Movimento Hip-Hop. Inicialmente foi realizada uma fundamentação teórica onde privilegiei algumas categorias de análise pertinentes ao tema de estudo, como movimento social cultural e identidade. Em seguida mostrei um pouco da história da construção cultural das Américas e do surgimento das expressões culturais e artísticas na diáspora africana. Foram ressaltados significativos aspectos dos Griots africanos, da escravidão, do Blues, do Jazz, do Lindy Hop, do Soul, do Funk e do Hip-Hop. Em seguida foram entrevistados líderes militantes dos seguintes grupos de hip-hop da periferia do Rio de Janeiro: o Coletivo Hip-Hop LUTARMADA, o Grupo Breaking Consciente da Rocinha e o Rap de Saia. A pesquisa buscou conhecer o olhar que as lideranças destes coletivos têm com relação à arte como instrumento de transformação, à identidade, à luta por direitos e ao exercício da cidadania. Buscou-se também, demarcar a influência destas visões na vida dos integrantes das organizações. O objetivo do trabalho foi, a partir da análise do discurso destes atores, conhecer as representações sociais que estes têm sobre a cultura hip-hop carioca, enquanto expressão artística e cultural e ação política. Entre as questões mais presentes nos depoimentos estavam: o aspecto identitário incluindo raça, gênero e classe; a paixão pela cultura hip-hop; a associação do hip-hop com o conhecimento; e diferentes ideologias quanto a transformação social. O aspecto mais marcante do movimento cultural do hip-hop, diz respeito a pluralidade deste movimento cultural, que ressalta ideologias diversas, muitas vezes antagônicas, e que revelam desde visões revolucionárias à luta por mudança pessoal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1920-2009
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=16846&idi1=&rc=1

Traçados, cores e riscos: Etnografia de uma cidade redesenhada pela pichação/graffiti

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dantas, Rodrigo Nathan Romanus
Sexo
Homem
Orientador
Borges, Zulmira Newlands
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFSM
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação/graffiti
Cidade
Lutas semânticas
Visibilidades/invisibilidade
Etnografia
Resumo

Busca-se, nesta pesquisa, a realização de uma etnografia sobre pichação/graffiti em Santa Maria, tema controverso e recorrente no debate público local. Trata-se de compreender como são construídas as visibilidades/invisibilidades da pichação/graffiti, as lutas semânticas em torno da construção da inteligibilidade dos acontecimentos acerca da cidade pichada/grafitada. Como objetivos específicos temos: traçar os contornos das regularidades, dos elementos que dão forma aos pichadores/grafiteiros como grupo, suas corporeidades, reciprocidades, valores e motivações; compreender a lógica dos sistemas classificatórios acerca da dicotomia entre os termos pichação e graffiti no debate público local; entender os conflitos e negociações, intra e extra grupo, nessas disputas de sentidos em torno da cidade pichada/grafitada, protagonizadas pelas seguintes forças sociais: pichadores/grafiteiros, Estado (instituições públicas), empresas/proprietários de imóveis pichados/grafitados e jornais/intelectuais/artistas locais; refletir sobre as tensões e a coprodução do olhar etnográfico na interação entre pesquisador e interlocutores da pesquisa. Em termos teóricos, esta etnografia dialoga com autores como Clifford Geertz (1978), Néstor García Canclini (1997), Jacques Rancière (2005), Lévi-Strauss (2002), Eduardo Viveiros de Castro (2008), Gilberto Velho (1978) e José Magnani (2005). Metodologicamente, lança-se mão da observação participante, do convívio próximo e prolongado (de 2014 a 2017) entre os pichadores/grafiteiros (24 indivíduos), o que inclui interação nas ruas, no ciberespaço e, até mesmo, compartilhamento de moradia com um deles durante seis meses. Conseguiu-se, com esse aporte teórico e com o trabalho de campo, vislumbrar as inversões, as recombinações e os transbordamentos semânticos das categorias binárias (legal/ilegal, limpo/sujo, certo/errado, luz/sombra, belo/feio, visível/invisível, centro/periferia, etc.) do ato universal de classificar. Com e contra os pichadores/grafiteiros estão o Estado (instituições públicas); as empresas/proprietários de imóveis pichados/grafitados e os comunicadores/intelectuais/artistas locais. Cada uma dessas quatro forças sociais tenciona com as demais, interage em uma lógica de conflito e negociação, possui contradições internas, vias de mão dupla nesses encontros discordantes acerca da cidade pichada/grafitada. Em e entre cada uma dessas forças sociais há diferentes maneiras de construir a inteligibilidade dos acontecimentos, algumas com base em certas dicotomias, no sentido de fomentar a criminalização da prática ilegal, enquanto outras constroem a visibilidade/invisibilidade da pichação/graffiti no sentido de problematizar a criminalização, de transbordar, desordenar e reordenar os sistemas de classificação binários, e/ou promover a prática. Do ponto de vista do processo de interpretação dessas teias de significados, de coprodução do olhar etnográfico, a pichação/graffiti acaba aparecendo como uma espécie de arco narrativo autobiográfico, uma alegoria demarcadora de inflexões na percepção dos sentidos de viver a cidade e na trajetória de vida do próprio pesquisador.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Maria
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6770651

A construção do olhar na cidade: graffiti, paisagem e espaço público

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Tartaglia, Leandro Riente Da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Lima, Ivaldo Goncalves De
Ano de Publicação
2018
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Paisagem
Espaço público
Cidade
Graffiti
Resumo

O objetivo geral desta tese é analisar a nova geografia que o graffiti apresenta na cidade do Rio de Janeiro, tendo em vista os aparatos legais que regulamentam sua prática e definem a sua localização nesse espaço. Dessa forma, busca-se analisar a maneira como o graffiti é produzido em cidades contemporâneas; pautando a dimensão estética que esse graffiti passa a apresentar, ao mesmo tempo que se busca identificar as intencionalidades dos atores sociais envolvidos na configuração da paisagem e na lógica que estabelece um ordenamento visual do espaço urbano. Para isso, torna-se necessário compreender as tensões geradas no espaço público da cidade a partir de novas regulamentações legais sobre o graffiti. O trabalho é resultado de um acúmulo de experiências que deriva na construção metodológica de um olhar analítico responsável por atribuir ao pesquisador um duplo papel, possibilitando uma contribuição investigativa da cidade como geógrafo e grafiteiro, simultaneamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6550000

A formação de professores no curso Pré-vestibular Comunitário Prof. Wellington Ricardo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Marcelo Duarte de
Sexo
Homem
Orientador
Sobreira, Henrique Garcia
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação, Cultura e Comunicação
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Formação docente
Educação popular
Pré-vestibular comunitário
periferia
Resumo

    Essa pesquisa trata da investigação da formação na docência no curso Pré-Vestibular Comunitário Prof. Wellington Ricardo, com sede na periferia da cidade do Rio de Janeiro, e busca avaliar como os docentes deste curso, imbuídos da construção de um ensino popular, articulam e desenvolvem diferentes saberes e práticas que passam a se constituir como características importantes de sua constituição como professor. O estudo tem como objetivos conhecer o pensamento dos docentes deste curso a respeito do que é ser professor e o seu papel na sociedade, e também verificar de que maneiras esses docentes aprimoram sua formação e a sua prática como professores atuando no WR. Para tanto, alguns elementos foram considerados, como: a história escolar dos professores do curso, sua formação inicial, bem como os fatores de contexto relacionados a diferentes vivências junto à equipe do WR que influenciam nessa aprendizagem. Os pressupostos metodológicos utilizados neste estudo se coadunam com aqueles desenvolvidos pela chamada crítica imanente e investem na possibilidade da construção de uma teoria dialética da formação de professores, visando contribuir para a constituição não-metafísica do sujeito. Este trabalho endossa a perspectiva que a comunicação inconsciente influencia, de modo muito mais efetivo e prático, do que a comunicação verbal (racionalizada pelos indivíduos), o entendimento sobre o processo de formação do magistério. A vivência proveniente da inserção desses docentes numa comunidade não-totalizante e sem hierarquias permite que competências e habilidades que dificilmente seriam possíveis num curso de formação ou numa estrutura formal de ensino fossem edificadas e difundidas com sucesso. Desse modo, pode-se constatar na pesquisa, o incremento de uma nova forma de pensar e atuar politicamente, inventada pelos docentes WR. Assim, os docentes do curso reconstroem em seu dia-a-dia uma nova maneira de fazer e viver a política. Essa reconstrução passa necessariamente pelo investimento que fazem no estabelecimento de relações de amizade e de vínculos sólidos entre seus participantes. Uma nova forma que investe na participação horizontal e valorização da solidariedade e da autonomia, que passa, por isso, a produzir uma espécie de cultura pedagógica, que serve como apoio para a formação política e também profissional dos próprios docentes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Oswald Cruz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1996-2006
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/10094

Um estudo sobre a participação de jovens mulheres em movimentos sociais de gênero no Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gomes, Simone da Silva Ribeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Mancebo, Deise
Ano de Publicação
2010
Programa
Psicologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos sociais Rio de Janeiro
Participação política
Exclusão social
Identidade
periferia
Resumo

Compreendido como um fenômeno da contemporaneidade, a partir da década de 80 o movimento feminista é um exemplo do que se convencionou denominar por novos movimentos sociais. A partir desse momento, verifica-se uma tendência de as demandas dos movimentos expandirem-se para lutas estruturadas em torno de opressões sofridas, principalmente identitárias, no lugar de militâncias da esfera estritamente econômica. Neste contexto é que o presente estudo insere-se. Este trabalho tem como objetivo verificar as motivações de jovens brasileiras, de origens pobres, moradoras em áreas de favelas ou bairros populares, em movimentos feministas no Rio de Janeiro. Foram analisadas suas motivações iniciais e as que as manteriam militando, observando-se algumas tensões existentes nessas participações políticas. Visando ao mapeamento da ambientação histórica e política dos movimentos sociais que se abriam como possibilidades a estas jovens, buscamos traçar um breve histórico dos movimentos sociais na contemporaneidade e, em especial, nos contextos latino-americano e brasileiro, a partir da bibliografia disponível sobre o tema. Para o caso específico dos movimentos no Rio de Janeiro, foram realizadas entrevistas com antigas militantes. Tendo em vista que as entrevistadas advinham de famílias pobres, consideramos importante enveredar nas discussões sobre as exclusões sociais, a partir de uma literatura crítica ao conceito, e procurando verificar os rebatimentos das teorias à situação especial em estudo. A pesquisa de campo contou com entrevistas semi-estruturadas realizadas com cinco jovens, com idades entre 19 e 29 anos. Para efeitos analíticos, compreendemos suas histórias a partir da metodologia da História Oral, a qual visa evidenciar a multiplicidade de vozes outrora desprezadas pelo saber científico, sublinhando o caráter militante do entrevistador. Buscando conhecer as histórias de vida das entrevistadas, foram focalizados aspectos tais como: suas origens familiares, suas condições de jovens; situação de moradia e circulações pela cidade; percursos escolares e trajetórias de trabalho. A partir desses dados abordarmos suas trajetórias militantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha; Complexo do Alemão; Nova Holanda (Favela da Maré), Santa Marta e Vila Aliança
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009-2010
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/15306

Conselhos Comunitários de Segurança: a violência em diálogo políticas governamentais e suas práticas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nogueira, Inês Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Myrian Sepúlveda dos
Ano de Publicação
2010
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Segurança pública
Conselhos comunitários
Políticas públicas
Democracia participativa
periferia
Resumo

Os conselhos comunitários de segurança pública do Rio de Janeiro representam uma mudança institucional na área das políticas públicas de segurança. Trata-se de um canal de abertura que permite a participação no plano local, caracterizado pela busca da instauração de diferentes padrões de interação entre governo e sociedade em torno do tema segurança. Baseado nas recentes análises acerca da sociedade civil, em que esta vem sendo tratada cada vez mais como instância aproximada da esfera governamental. O trabalho propõe expor uma análise político-social do conselho comunitário do bairro Méier e suas adjacências, localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta região é conhecida pelos contrastes sociais e elevados índices de violência, por concentrar, de uma só vez, um comércio próspero, grande número de habitantes e diversas comunidades carentes dominadas pelo tráfico de drogas e de armas. A experiência deste conselho permite conhecer que a consolidação desta arena depende não só da presença de organizações e representantes sociais aptos a reivindicar múltiplos interesses, mas também do comprometimento do governo em reconhecer essas arenas como canais privilegiados na relação entre poder público e sociedade. O conselho caracteriza-se como uma ferramenta inovadora à medida que trata de um tema conflituoso como a segurança pública. Esta arena permite a aproximação entre comunidade e instituições historicamente fechadas como as polícias militar e civil. O exercício dos conselhos comunitários de segurança pública pode colaborar para o aprofundamento de uma democracia brasileira mais participativa e de um Estado mais poroso, na medida em que aposta no envolvimento de uma sociedade civil mais organizada e atuante, de um Poder Executivo e órgãos governamentais mais dispostos ao diálogo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Méier
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2000-2009
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/8458