Geografia

Geografia da internet no Brasil: redes técnicas e espaço

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Motta, Marcelo Paiva da
Sexo
Homem
Orientador
Egler, Claudio Antônio Gonçalves
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
internet
rede
Brasil
geografia econômica
Resumo

A presente tese visa reafirmar o papel do espaço no estudo das novas tecnologias de informação e comunicação (ntics). Parte-se da hipótese que as estruturas da internet reproduzem as desigualdades socioespaciais prévias, não constituindo um padrão de ruptura, apesar de, não raro, lhe ser atribuído um caráter revolucionário no qual o espaço é tido com anulado ou minimizado. Essa hipótese foi verificada em escala nacional, a partir da análise de três dimensões: a da oferta de informações online, mensurada pela geografia dos domínios de internet no país; a do consumo, ou a quantidade de acessos à internet domésticos e de pequenas e médias empresas nos municípios brasileiros; e a da infraestrutura física, tratada pela topologia dos backbones operados pelas firmas de telecomunicações..    Os domínios apresentam uma concentração bem marcada no território, sendo grosso modo, paralela à hierarquia urbana. Quando comparados às atividades econômicas, as metrópoles, sobretudo São Paulo, emergem como os centros mais importantes. A infraestrutura, a cargo principalmente de empresas privadas, espelha a capacidade de mercado de cada cidade, estando mais presentes nos maiores centros urbanos e nas regiões mais populosas e de maior demanda solvável. Os acessos correlacionam-se mais fortemente com a renda dos domicílios, com o pib dos municípios e com o nível educacional dos cidadãos. Os resultados nos levaram a confirmar a hipótese central..    A aplicação de um modelo aditivo generalizado (gam) a partir dos dados de acesso à internet e de pib municipal evidenciou o estado do paraná como centro de uma área onde esta correlação resulta em efeitos positivos muito acima do esperado. Partiu-se, então, para uma segunda hipótese: as demandas logísticas do agronegócio e a busca por atendê-las na ação do estado local, investindo em infraestrutura de telecomunicações, são responsáveis pela difusão da internet nesse espaço, enquanto ferramenta geoeconômica de valorização do território. O cruzamento do resultado do modelo com as relações entre sedes e filiais das firmas de agronegócio, entretanto, nos apontou que a hipótese secundária é plausível, necessitando de investigações específicas para sua confirmação plena.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/16/teses/773302.pdf

As cidades mundiais do sul: Mumbai, São Paulo e Joanesburgo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mattos, Margarida Maria Carneiro Leão
Sexo
Mulher
Orientador
Egler, Claudio Antônio Gonçalves
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
economia
forças econômicas
globalização
Resumo

As possibilidades abertas no novo ambiente tecnológico e institucional, genericamente denominado “globalização”, alteraram o jogo de forças econômicas e a organização espacial que dividia o mundo entre Norte e Sul, desenvolvidos e subdesenvolvidos. A abordagem espacial desse ambiente insere-se no campo da geoeconomia, que analisa as relações entre poder e espaço na perspectiva reticular dos fluxos econômicos. Sob esse ângulo, examina-se aqui o protagonismo da Cidade na nova ordem econômica e a emergência do Sul, sob o ponto de vista de três cidades mundiais: Mumbai, São Paulo e Joanesburgo. Trabalha-se a hipótese de que essas cidades fazem a conexão entre seus países e o espaço econômico global, examinando-se a composição e o comportamento dos principais índices das suas Bolsas de Valores. Estas, por sua dimensão multiescalar, permitem compreender a lógica, a direção e a intensidade da inserção dos investimentos na economia global. O estudo revelou não apenas o peso das commodities correlacionando os três índices como também uma distribuição regionalizada dos investimentos, referida a cada uma das Bolsas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
África do Sul
Especificação da Referência Espacial
Joaenesburgo
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Índia
Especificação da Referência Espacial
Mumbai
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/16/teses/723989.pdf

Formação de territórios ferroviários no oeste paulista, 1868-1892

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
da Silva, Marcelo Werner
Sexo
Homem
Orientador
Abreu, Mauricio de Almeida
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
ferrovias
geografia histórica
oeste paulista
São Paulo
Resumo

Essa pesquisa foi realizada segundo a perspectiva da geografia histórica, a partir de uma análise sincrônica-diacrônica, que articulando as noções de circulação, fluxos e redes, enfatizou o conceito de território. O estudo trata da implantação ferroviária na região conhecida como Oeste Paulista, no atual estado de São Paulo, entre os anos de 1868 e 1892. A construção das ferrovias foi acompanhada pela expansão da cultura cafeeira e pelo crescimento populacional da região e representou o prolongamento da ferrovia, já existente, entre as cidades de Jundiaí e o porto de Santos. A implantação ferroviária foi abordada através da articulação de duas escalas distintas. A primeira escala corresponde à região de instalação das ferrovias Paulista, Mogiana, Ituana e Rio Claro. Com essa escala procuramos identificar as práticas territoriais adotadas pelas ferrovias concorrentes em seu objetivo de manter e ampliar seu sistema de transporte e assim consolidar seu território ferroviário, entendido como a área de atuação privilegiada, em que mediavam as principais interações espaciais, particularmente de mercadorias, passageiros e mensagens telegráficas. Os conflitos entre essas ferrovias, pela defesa das zonas privilegiadas e pela primazia em novas concessões, foram configurando o território de cada uma e a rede ferroviária da região. Esses conflitos foram analisados pela ótica particular de uma das ferrovias, a Companhia Paulista, que representa a segunda escala analisada, a do território ferroviário dessa companhia. Através dessa escala pudemos acompanhar a formação e o gerenciamento de um território ferroviário, através de suas sucessivas fases de implantação e das estratégias territoriais adotadas, como foram a diversificação do transporte, com a adoção do transporte hidroviário, e o fortalecimento interno da companhia. Com essa escala foi possível mapear os principais fluxos no interior desse território ferroviário: por um lado eles se concentravam nas cidades de Campinas e Rio Claro, pólos regionais; por outro os principais fluxos se estabeleciam com o território ferroviário da companhia São Paulo Railway, que fazia a ligação de Santos a Jundiaí, de quem a Companhia Paulista era tributária, e com os territórios ferroviários das companhias Mogiana e Rio Claro, que eram suas tributárias. Desse modo, pudemos constatar que as ações e estratégias para o enfrentamento dos conflitos territoriais e para o gerenciamento interno do território ferroviário da Companhia Paulista foram fundamentais para o desenvolvimento posterior dessa ferrovia, que se firmou como a mais importante do estado de São Paulo e uma das melhores e mais eficientes do país. Do mesmo modo a própria viação férrea paulista teve suas bases e premissas de desenvolvimento fundadas no período analisado

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1868-1892
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/16/teses/716492.pdf

A cidade como espaço de batalha urbicida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mendonça, Marcio Jose
Sexo
Homem
Orientador
Zanotelli, Claudio Luiz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Vitória
Programa
Geografia
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Militarização
Vitória (ES)
Rio de Janeiro (RJ)
Urbicídio
Espaço de Batalha
Resumo

O presente estudo aborda a forma como a guerra moderna tem sido travada em terreno urbanizado, sobretudo nas grandes cidades, considerando a alta complexidade que o cenário urbano oferece, em virtude de todo o seu processo de urbanização, como um campo de batalha tridimensional que se dá em ruas e vielas, túneis subterrâneos, áreas verticalizadas etc. As cidades, o estudo demonstra, estão sendo configuradas como espaços de batalha, onde se desenvolvem práticas urbicidas como políticas de guerra para inviabilizar a presença nas cidades daqueles que são considerados inimigos. No que diz respeito aos diferentes cenários de conflito urbano, a pesquisa utiliza-se dos casos verificados em outros países em interface com o caso brasileiro, em específico Rio de Janeiro e Vitória, que oferecem aporte de análise e evidências empíricas capazes de demonstrar que vivenciamos um processo de retomada da militarização da cidade, no qual a cidade em si se confunde e é, mesmo, pensada como espaço de batalha do ponto de vista de exércitos regulares e grupos armados com domínio de território. Estes mostram a transformação da cidade como um todo num palco de conflito complexo que envolve práticas destinadas, no fundo, além de vencer o inimigo, a destruir o seu habitat, negando-lhe a cidade. Assim, o que estamos vendo nos conflitos recentes, em diferentes locais, é um processo de destruição da urbanidade da cidade, com o objetivo de negá-la ao inimigo, ou seja, criar uma situação de “genocídio urbano”, o qual diferentes autores têm definido como urbicídio, isto é: a negação deliberada ou a simples destruição da urbanidade que propicia a vida na cidade. No caso do Rio de Janeiro e no de Vitória, embora aí não se dê uma “guerra declarada” e de alta intensidade – o urbicídio propriamente dito –, a pesquisa lança uma reflexão sobre uma estratégia de segurança que se transfigurou previamente numa política de combate à população moradora de favelas e bairros populares. Moradores de bairros populares são, na conjuntura política e social brasileira, associados a bandidos e assim vistos como inimigos do país. Hoje o cenário real alcança o patamar de espoliação urbana de grupos vulneráveis exercida pela atividade empresarial do ramo imobiliário e por grupos armados atuantes na cidade. Tanto os ramos imobiliários como os grupos armados, cada vez mais pulverizados, exercem controle territorial sobre os recursos e sobre a infraestrutura urbana, essenciais à vida ordinária na cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8643990

Minha laje, minha vida: reflexões sobre o habitar favelado na busca por maior qualidade de vida na favela da Rocinha, Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Duarte, Gabriela Franco
Sexo
Mulher
Orientador
Fernandes, Ulisses da Silva
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Qualidade de vida
Rocinha
Favela
Laje
Buen vivir
Resumo

Com cerca de 1,4 milhão de moradores em aglomerados subnormais, o Rio de Janeiro é o município que lidera o ranking nacional de população residente em favelas. Em 2010, ano do último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representava 23% do total da população carioca. Desse contingente, a Rocinha contribui com 69.356 habitantes, o que lhe confere o título de maior favela do país. Dessa forma, refletir sobre o habitar favelado tendo como exemplo empírico essa favela, no qual a laje é objeto central, foi o foco do presente trabalho. O trabalho teve por objetivo lançar indagações iniciais a respeito do quanto este elemento construtivo, ao adquirir singularidades no contexto de grandes favelas como a Rocinha, potencialmente é também um facilitador de uma ou mais formas de qualidade de vida para o/a morador/a favelado/a. Assim, parte-se da compreensão de que, se há lajes em muitas construções, nas favelas a laje é patrimônio, recebe muitos usos e proporciona mobilidades. Tendo isso em vista, assume-se por objeto esse elemento construtivo tomado geograficamente como uma unidade espacial das residências faveladas, capaz de articular mobilidade, paisagem e lugar e, por isso, em alguma medida, prover bem estar a quem as possui. O objetivo do trabalho é compreender o que a laje pode representar em termos materiais e afetivos para um morador da favela, em especial da Rocinha, abordando a história envolvida na sua construção. Em busca desse entendimento, aplicamos como metodologia a realização de entrevistas com quatro famílias moradoras da favela da Rocinha, que possuem em suas lajes a representação de uma parte significativa de suas histórias de vida. O objetivo foi captar relatos que transpareçam a importância que uma laje pode ter não apenas para aqueles que a possuem, mas que também se envolvem ativamente na sua conquista. Percebeu-se, ao longo do trabalho, os diversos usos e funções das lajes, as estratégias realizadas para sua construção e as dificuldades encaradas ao longo do processo, o que aponta para desafios futuros que indicam a necessidade de se conceber as favelas como espaços com dinâmica própria, que ainda carecem de políticas que auxiliem na questão habitacional levando em conta as especificidades envolvidas nessas áreas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9200903

(Des)(Re)territorialização dos catadores de metais recicláveis em São Paulo: de territorialidades precárias às disputas no interior do território

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alexandre Henrique Asada
Sexo
Homem
Orientador
Jose Carlos Milleo de Paula
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Nas encruzilhadas da rebeldia: uma etnocartografia dos straightedges em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bittencourt, João Batista de Menezes
Sexo
Homem
Orientador
Maroni, Amnéris Ângela
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2011.795669
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Etnologia
Cartografia
Jovens
Corpo
Antropologia urbana
Resumo

A pesquisa consiste numa etnocartografia das práticas adotadas e difundidas pelos straightedges de São Paulo, jovens que ganharam destaque no cenário musical punk/hardcore brasileiro por adotarem um estilo de vida pautado pela abstinência de drogas, sejam elas licitas ou ilícitas, como também por defenderem uma dieta vegetariana. Ao acompanhar garotos e garotas em diferentes espaços e situações, podemos compreender o straightedge como um território subjetivo mutável que ganha forma em determinadas situações, assumindo contornos menos ou mais totalizantes. Esse ponto de vista percebe a criação dos modos de existência dos jovens straightedges a partir das múltiplas conexões que estes realizam em seu cotidiano, descartando o modelo identitário das representações, que homogeneíza as práticas e os sentidos que lhes são atribuídos. Para realizar essa coleta do sensível, lancei mão do método etnocartográfico que, ao invés de interpretar, de traduzir os signos, pergunta sobre a emergência das estruturas de sentido. Se a etnografia permite ao pesquisador a aproximação de um grupo para obter uma melhor compreensão de suas práticas, a cartografia, por outro lado, o ajuda compreender os movimentos do desejo, a apontar as linhas de força, as intensidades e os afetos que o atravessam. Assim, consideramos crucial a junção dessas tradições que raramente são convidadas a dialogar. Com a utilização desse método foi possível obter uma leitura diferenciada do estilo de vida straightedge e das práticas que o compõem, percebendo esse fenômeno como resultado do embate entre fluxo e representação que sustenta a vida social.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/795669?guid=1665881230168&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665881230168%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d795669%23795669&i=1

Dinâmicas políticas microterritorias: organizações comunitárias e acesso às políticas públicas na periferia de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amancio, Julia Moretto
Sexo
Mulher
Orientador
Tatagiba, Luciana Ferreira
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2013.907685
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Participação social
Cidadania
Políticas públicas - São Paulo (SP)
Associações comunitárias - São Paulo (SP)
Movimentos sociais urbanos
Resumo

A mobilização coletiva em torno das questões locais, protagonista na literatura especializada nas décadas 1970 e 80, deixou de ser central nos estudos sobre democracia e participação no Brasil e foi sendo substituída pelas análises sobre as instituições participativas ao longo dos anos 90. Este trabalho propõe-se a voltar seu olhar para as dinâmicas políticas microterritoriais, para os caminhos que ligam as comunidades que vivem nas periferias de São Paulo ao Estado, em busca de acesso às políticas públicas. A partir de uma abordagem exploratória, busca-se para compreender e caracterizar quais são os atores e interações sócio-políticas que ocorrem neste nível em torno da garantia de direitos coletivos. Demonstra-se que esta atuação coletiva ocorre na contramão da lógica especializada dos setores e mobiliza um variado repertório para encaminhar demandas e acessar o Estado. A análise da dinâmica política microterritorial revela a necessidade de ampliar o olhar e de incorporar outras perspectivas e categorias de análise a fim de compreender o processo histórico e relacional que explica estas lógicas de atuação nos territórios.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/907685?guid=1665874760619&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665874760619%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d907685%23907685&i=1

Da desterritorialização à ressignificação: a r-existência dos caiçaras da Juréia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pimentel, Alexandre de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Porto-Gonçalves, Carlos Walter
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Território
Re-significação identitária
Caiçaras
Resumo

A temática central desta dissertação é a compreensão das relações existentes entre os processos de re-significação identitária e de construção de novas territorialidades pelas populações caiçaras residentes na região conhecida como Juréia, localizada no vale do ribeira, litoral sul do estado de São Paulo. Nosso diálogo privilegiado se dá com duas associações locais, que tem tido um papel protagônico nas articulações das ações, reflexões e práticas dessas populações entre si, e com outros atores sociais: a união dos moradores da Juréia (umj) e a associação dos jovens da Juréia (ajj). Em nosso entendimento esses fenômenos, que se expressam em múltiplas escalas e com intensidades diferenciadas, ocorrem como r-existência (Porto-Gonçalves, 2001b) aos processos de desterritorialização material e simbólica impostos a essas populações, principalmente, pela adoção de um modelo preservacionista, que privilegia a implementação de unidades de conservação de proteção integral, em detrimento das populações que tradicionalmente ocupam esses territórios as lutas pelas condições materiais de produção e de reprodução simbólica dessas populações provocam tensões e articulações com outros sujeitos (redes sociais), de onde emergem os processos de re-significação identitária dessas populações e a apropriação discursiva e política de categorias como moradores da Juréia, como caiçaras e como população tradicional. Trata-se, portanto, de um conjunto de lutas discursivas, territoriais e jurídicas, ao mesmo tempo materiais e simbólicas, que geram novos significados e territorialidades nosso recorte espacial transcende os limites locais e se estende para todo o raio de atuação dessas duas instituições, construídas a partir de lideranças geradas entre moradores e filhos de moradores da Juréia, residentes nos bairros periféricos, e que têm sido o grande canal de lutas dessas populações.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Cidade/Município
Jureia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2005-2010
Localização Eletrônica
(N/I)

Cenários urbanos: o papel da paisagem na construção do discurso político em março de 1964

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
da Silva, Thiago Rocha Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Gomes, Paulo Cesar da Costa
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11137/2006_2_255-256
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
discurso
geografia cultural
manifestações políticas
Resumo

O objetivo deste trabalho é promover uma reflexão sobre o papel da paisagem para a construção do discurso em manifestações políticas. Mais especificamente, o que buscamos aqui é tentar compreender as relações entre o discurso da manifestação política e os significados socialmente compartilhados a respeito do lugar onde se realiza esta manifestação.    Para tanto, partimos da construção de uma perspectiva metafórica da paisagem vista como um cenário. A idéia da paisagem como cenário se apóia na possibilidade de concebermos o cenário como um sistema espacial de significação, construído a partir da apropriação, pelo encenador, dos significados das formas eleitas para constituir esse cenário. Esse conjunto de formas simbólicas se conjugaria com os outros sistemas de significação do espetáculo, tais como o texto, a fala, o figurino ou a iluminação, por exemplo, dando corpo ao discurso deste espetáculo...A paisagem por sua vez, também pode ser compreendida como um conjunto de formas simbólicas, um sistema espacial de significação, como vem sendo feito por diversos trabalhos no campo da geografia cultural renovada. O que se pretende ao pensar a paisagem como um cenário é incorporar a possibilidade da apropriação de alguns significados desta paisagem para a construção de discursos. No caso deste nosso trabalho, os discursos políticos...Propomos com esta dissertação promover à luz da perspectiva da paisagem como cenário a interpretação de duas manifestações políticas ocorridas em março de 1964, um momento crucial da história do nosso país. A primeira delas foi o comício da central, ocorrido em 13 de março, na cidade do Rio de Janeiro, enquanto a segunda foi a marcha da família, com deus, pela liberdade, ocorrida seis dias depois, em 19 de março, na cidade de São Paulo em resposta ao comício. Além da possibilidade de diálogo entre essas duas manifestações, pretendemos enfatizar o papel fundamental da paisagem na construção de seus discursos, buscando uma abordagem original para os eventos pela ótica da geografia.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1964
Localização Eletrônica
https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/6655