Infância e juventude

A gente chega e se apropria do espaço! Graffiti e pichações demarcando espaços urbanos em Porto Alegre

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Eloenes Lima da
Sexo
Mulher
Orientador
Garbin, Elisabete Maria
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Estudos culturais
Juventude
Grafite
Graffiti
Pichação
Resumo

Este estudo problematiza práticas culturais de tribos de jovens grafiteiros e pichadores em espaços urbanos de Porto Alegre – RS, entre os anos de 2008 e 2009. Tem como referencial teórico o campo dos Estudos Culturais, da Cultura Visual e busca ferramentas metodológicas da etnografia pós-moderna. O corpus da pesquisa foi construído a partir de fotografias, filmagens, diários de campo, entrevistas e conversas que possibilitaram a construção dos eixos analíticos. O primeiro eixo – Assinaturas rascunhadas num blackbook: esboçando modos de (vi)ver – destacou o uso de cadernos escolares, blocos de desenho e agendas para a realização de esboços iniciais, os quais atuam tanto como espaços para ‗treinamento‘ de letras utilizadas no graffiti como elemento de socialização para a participação em grupos afins. O segundo eixo – Linhas, curvas, cores, poesias e 'kaos': demarcando formas (dis)formes – priorizou as interações dos graffiti e das pichações nos espaços urbanos, atribuindo a tais práticas culturais a localização dos múltiplos interstícios presentes na metrópole. Ao demarcarem territórios, os grafiteiros e pichadores promovem outros mapeamentos urbanos em que o corpo orgânico dos jovens sujeitos e o corpo de concreto da cidade se fundem numa espécie de ‗pele urbana‘. O último movimento analítico – Na fluidez da contemporaneidade: a produção de outras pedagogias – inferiu que, se por um lado, os graffiti e as pichações produzem outras pedagogias que rompem com conceitos formais de educação, por outro, observa-se que suas presenças e usos em espaços institucionais (como escolas, museus e galerias de arte) apontam para uma ‗pedagogização‘ dessas práticas culturais. À guisa de conclusão, compreende-se que, a partir dessas práticas constituídas em meio a uma urbanidade contemporânea, grafiteiros e pichadores atuam em redes sociais móveis, plurais e abertas, reforçando suas condições de ser e estar jovem em contextos contemporâneos. A característica transgressora e ilegal de tais práticas culturais também permitiu uma aproximação às formas plurais de resistências que são manifestadas nos cotidianos juvenis urbanos.  

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2008 - 2009
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/27057

A pichação como fenômeno socioambiental na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Padilla, Vinicius
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Lolete Ribeiro Da
Ano de Publicação
2012
Programa
Psicologia
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Espaço Urbano
Juventude
Pichação
Urban Space
Resumo

A pichação é um fenômeno que ocorre com jovens nas grandes cidades e centros urbanos. A presente pesquisa estudou esta prática por um viés socioambiental a partir dos significados e motivações dos pichadores. A principal base teórica deste trabalho é a psicologia socioambiental de Ernest Fischer, a teoria dos affordances de James Gibson e a análise de ensignação espacial de Jean Baudrillard. Concebemos ainda que os praticantes da pichação são jovens e através da teoria sociohistórica, não entendemos esta juventude como uma fase, mas sim como uma prática atuante na sociedade. Este estudo teve como objetivo geral investigar os aspectos sócioambientais presentes na prática da pichação no espaço urbano e como objetivos específicos caracterizar as diferentes formas da pichação, que ocorrem em diversos lugares da cidade; analisar as formas de escolha dos espaços e as formas de apropriação pela pichação; verificar as motivações e significados dados pelos jovens que praticam a pichação. Para realização destes a pesquisa utilizou de abordagem multimétodos no intuito de conceber a pichação de forma mais ampla e utilizando a catalogação fotográfica, entrevistas semi-estruturadas, registro em diário de campo. Estudou-se mais de 2.000 fotos com pichações em relação aos tipos de mensagens e lugares de pichação. Obteve-se como resultado que a maior parte das pichações (97%) traz mensagens comunicativas ou não-reflexivas e tiveram como lugares mais comuns lojas, indústrias e centros comerciais (33,9%), residências e propriedades privadas (28,8%) e espaços de uso público (15%). Nas entrevistas ficou claro que os jovens pichadores analisam sua prática como uma forma de vandalismo, necessidade de reconhecimento, envolvimento coletivo na cena, literatura social, protesto, prática ilegal. Além disto, eles veem na figura do pichador alguém que possui vontade de se destacar, mas que se sente incompreendido, marginalizado, diferente e consciente de sua ação e limites. Descobriu-se ainda que os principais motivos que levam os pichadores a agir são busca de liberdade, influência dos grupos, forma de se sentir produtivo, necessidade de contestação, protesto, transformação, adrenalina, proibição, interação com a cena de pichadores, desejo, entre outros. Por fim percebeu-se que a pichação trata de uma relação socioambiental bastante complexa onde os pichadores agem dialeticamente, modificando o espaço da cidade ao mesmo que se transformam no contato com este.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/2850

Af bolado e AF/CV dizeres além do dito a constituição do sujeito pela linguagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mata, Renato Jose Da
Sexo
Homem
Orientador
Moura, Sergio Arruda De
Ano de Publicação
2013
Programa
Cognição e Linguagem
Instituição
UENF
Idioma
Português
Palavras chave
linguagem
ideologia
assujeitamento
pichação
espaço urbano
Resumo

A presente pesquisa realizada na cidade de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, noroeste fluminense, surge da observação do comportamento e da ação por meio de inscrições e pichações, assim como da observação das situações de enunciação das expressões “AF Bolado” e “AF/CV”, de alguns alunos da instituição pública de ensino, Colégio Estadual Governador Roberto Silveira, sendo os referidos alunos, também, moradores do bairro Pimentel Marques. Assim, objetivou-se investigar tal manifestação no ambiente escolar e no espaço urbano, tendo como foco o assujeitamento na Análise do Discurso, em busca de fundamentação teórica diante da ideia da construção do sujeito pela linguagem. Diante disso, na busca pelo não dito, elemento constituinte do discurso, verificar as marcas do intradiscurso na constituição do sujeito e a revelação de que stões psicossociais na busca pela construção da identidade social. Como metodologia, em Pêcheux (1984, 1990 e 1997) e Orlandi (1984, 1988, 2003 e 2010), principalmente, busca-se uma visão acerca do espaço urbano, da instituição escola e das motivações dos enunciadores em análise. Além disso, recorre-se a dados da distribuição geográfica da cidade e à pesquisa de campo, com o intuito de averiguar a percepção de outros moradores a fim de identificar a reprodução de determinado traço cultural por meio da linguagem e a questão da autoafirmação perante outras partes da cidade. Desse modo, percebe-se na enunciação desses jovens a ressignificação de um discurso de poder por meio de questões simbólicas acerca do Comando Vermelho, facção criminosa da capital do estado, como forma de se impor perante outros moradores e outros espaços dentro da cidade. Por meio do não dito na expressão “AF Bolado”, pois “bolado” estaria o bairro e não a rua ou seu enunciador, já que enunciadores do sexo feminino também utilizam a expressão no masculino, revela-se o apagamento de um discurso dominante de valorização de espaços urbanos mais privilegiados e mais organizados em sua arquitetura, uma vez que os enunciadores nomeiam todo o bairro Pimentel Marques pela sigla “AF” referente à Rua Aristides Figueiredo, via principal do referido espaço, tendo seu início no bairro Centro e até determinada altura mantendo características de um espaço mais valorizado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Bom Jesus do Itabapoana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=649242

E ai, vai ficar de toca? Cola com nós!

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Leila Cristina Leite
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Antonio Mauricio Dias Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude grafiteira
grafite
hip hop
sociabilidade
rua
Resumo

A juventude grafiteira de Belém mobiliza uma imensa rede de sociabilidade para realizar seus projetos, principalmente o “Mutirão de Grafite”. Esse projeto leva o grafite e o Movimento Hip Hop para as ruas dos bairros periférico de Belém. E esse trabalho toma esse projeto como ponto de partida para analisar essa juventude e sua rede de sociabilidade. Para isso faço todo um estudo em torno de alguns conceitos como juventude, pichação, grafite, rua, galeria para que assim consiga compreender como se dar essa dinâmica no complexo mundo do grafite. Então, realizei uma pesquisa em espaços importantes para os grafiteiros em todo o processo que antecipa e concretiza o “Mutirão de Grafite”, são esses espaços a “Casa Preta”, a “Casa do Grafite” e o próprio “Mutirão” que se concretiza na rua. Nessas casas os grafiteiros e todos aqueles que fazem parte de sua rede se reúnem para diversos fins, a elaboração de projetos, a discussão em torno de perspectivas para o desenvolvimento desses projetos e simplesmente para conversas e socialização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=276101

A pichação como fenômeno socioambiental na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Padilla, Vinicius
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Iolete Ribeiro Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Psicologia
Instituição
UFMA
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Espaço Urbano
Juventude
Resumo

A pichação é um fenômeno que ocorre com jovens nas grandes cidades e centros urbanos. A presente pesquisa estudou esta prática por um viés socioambiental a partir dos significados e motivações dos pichadores. A principal base teórica deste trabalho é a psicologia socioambiental de Ernest Fischer, a teoria dos affordances de James Gibson e a análise de ensignação espacial de Jean Baudrillard. Concebemos ainda que os praticantes da pichação são jovens e através da teoria sociohistórica, não entendemos esta juventude como uma fase, mas sim como uma prática atuante na sociedade. Este estudo teve como objetivo geral investigar os aspectos sócioambientais presentes na prática da pichação no espaço urbano e como objetivos específicos caracterizar as diferentes formas da pichação, que ocorrem em diversos lugares da cidade; analisar as formas de escolha dos espaços e as formas de apropriação pela pichação; verificar as motivações e significados dados pelos jovens que praticam a pichação. Para realização destes a pesquisa utilizou de abordagem multimétodos no intuito de conceber a pichação de forma mais ampla e utilizando a catalogação fotográfica, entrevistas semi-estruturadas, registro em diário de campo. Estudou-se mais de 2.000 fotos com pichações em relação aos tipos de mensagens e lugares de pichação. Obteve-se como resultado que a maior parte das pichações (97%) traz mensagens comunicativas ou não-reflexivas e tiveram como lugares mais comuns lojas, indústrias e centros comerciais (33,9%), residências e propriedades privadas (28,8%) e espaços de uso público (15%). Nas entrevistas ficou claro que os jovens pichadores analisam sua prática como uma forma de vandalismo, necessidade de reconhecimento, envolvimento coletivo na cena, literatura social, protesto, prática ilegal. Além disto, eles veem na figura do pichador alguém que possui vontade de se destacar, mas que se sente incompreendido, marginalizado, diferente e consciente de sua ação e limites. Descobriu-se ainda que os principais motivos que levam os pichadores a agir são busca de liberdade, influência dos grupos, forma de se sentir produtivo, necessidade de contestação, protesto, transformação, adrenalina, proibição, interação com a cena de pichadores, desejo, entre outros. Por fim percebeu-se que a pichação trata de uma relação socioambiental bastante complexa onde os pichadores agem dialeticamente, modificando o espaço da cidade ao mesmo que se transformam no contato com este.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=117962

EM NOME DO PIXO - a experiência social e estética do pixador e artista Djan Ivson.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Gustavo Lassala
Sexo
Homem
Orientador
Neto, Abilio Da Silva Guerra
Ano de Publicação
2014
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UPM
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Pichação
Pixador
Arte
Biografia
Resumo

Tipo de intervenção urbana ilegal nativa de São Paulo, a pixação é praticada por jovens de bairros periféricos, que – em busca de notoriedade – se arriscam nessa modalidade ao escalar edificações para carimbar suas marcas em lugares de grande visibilidade. No seu desenvolvimento histórico, a prática passou por um processo parcial de aceitação na área artística, resultando na legitimação social e estética de alguns de seus personagens. Um deles é Djan Ivson Silva, sujeito selecionado como foco desta pesquisa. Com personalidade incomum, detentor de um significativo acervo de documentos e um grande conhecimento sobre a história da pixação, Djan foi líder dos grupos nos quais atuou e o principal responsável por levar sua prática para um campo tradicionalmente ocupado pelas elites intelectuais. Definido pela mídia como “artista/pixador”, a situação pessoal de Djan Ivson expressa a ambiguidade do caráter atual desta manifestação cultural, que se situa entre o fenômeno social e artístico. Esta tese – dividida em três capítulos, cada um deles subdivido entre a descrição da trajetória pessoal do personagem e a interpretação das transformações da pixação – articula os vasos comunicantes entre os âmbitos individual e coletivo, possibilitando vislumbrar passo a passo como um jovem transgressor da periferia se envolve com a discussão da arte contemporânea sem perder os laços com sua base social.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1825239

O Grafite e a Pichação: O que dizem os Muros da escola?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Baasch, Mariani Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Sousa, Ana Maria Borges De
Ano de Publicação
2014
Programa
Educação
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Escola
grafite
pichação
arte
expressão
Resumo

Esta pesquisa ilustra uma investigação teórica e prática em torno das manifestações do grafite e da pichação em uma Escola Estadual da área urbana do município de Florianópolis/SC. Tem como base metodológica os estudos pós-críticos em educação e se estruturou utilizando como recurso metodológico a fotografia dos muros, dos espaços internos e externos da referida escola, além de entrevistas individuais e em grupo com os sujeitos que transitam e habitam a escola tanto do lado de dentro quanto do lado de fora. O objetivo dessa pesquisa visa compreender o lugar dos grafites e das pichações por entre os muros da escola, perspectivando interpretações em torno destas expressões-manifestações, de como ganham vida no cotidiano, do lado de dentro e do lado de fora da escola. A partir da análise dos dados e da experiência em campo, verificou-se que os grafites e pichações serviram de trampolim para uma discussão maior que estava impressa nos discursos e nas formas de habitar/transitar/existir na escola, afinal, todos queriam falar desse lugar.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1589844

Riscos Rebeldes: Notas Etnográficas e Criminológicas Sobre a Pichação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tuduri, Fernando Piccoli
Sexo
Homem
Orientador
Junior, Ney Fayet De Souza
Ano de Publicação
2014
Programa
Ciências Criminais
Instituição
PUCRS
Idioma
Português
Palavras chave
Criminologia cultural
crimes de estilo
criminologia juvenil
arte urbana
graffiti
Resumo

Este trabalho tem ênfase principal no fenômeno da pichação enquanto cultura juvenil marginalizada e desprezada pela sociedade de forma geral. O principal objetivo é o estudo deste fenômeno a partir dos próprios envolvidos, os pichadores, valendo-se do método etnográfico de pesquisa. A partir de uma análise que foca nas leituras criminológicas contemporâneas, na criminologia cultural e nos estudos sobre desvio e criminalização das práticas culturais e da vida cotidiana, o que esta pesquisa propõe é uma visão cada vez mais abrangente sobre as artes urbanas perseguidas e criminalizadas pelas agências de controle e pela mídia de massa. O estudo se desenvolve em quatro capítulos, partindo de uma análise mais geral a respeito do que se espera de uma criminologia nos dias de hoje, seguido por um segundo capítulo que aborda especificamente os protagonistas da história e o fenômeno do graffiti e da pichação. O terceiro capítulo vai refletir diretamente sobre a criminalização das artes de ruas e como as representações sociais acabaram por condenar a prática da pichação, tornando isso um crime e fazendo dos pichadores os vilões. Ao final, fruto da pesquisa etnográfica realizada no ano de 2013 em Porto Alegre, são trazidas as próprias impressões dos pichadores sobre seus atos e relatos do convívio direto do autor com estes jovens.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=149616

MENINAS SPRAY Um olhar sobre o processo de criação da grafiteira Kika e o coletivo DasMina

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Mariana De Araujo Reis
Sexo
Mulher
Orientador
Cirilo, Aparecido Jose
Ano de Publicação
2015
Programa
Artes
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Arte-contemporânea
Intervenção Urbana
Resumo

Está pesquisa pretende refletir a cerca do grafite feminino produzido no Espírito Santo com ênfase na capital Vitória. Dentro desse recorte foram abordadas quatro crews diferentes concentrando os estudos no coletivo DasMina com ênfase na produção da grafiteira Kika. Buscou –se compreender a experiência de meninas grafiteiras em seu cotidiano e analisar as questões de identidade e suas implicações com suas vidas privadas. As grafiteiras são jovens entre 16 e 25 anos que vivem e trabalho no Estado do Espírito Santo, sua maioria reside na capital Vitória, Estas grafiteiras imprimem nos muros uma prática de construção de identidade, como mulheres conquistando espaço em um território até então predominantemente masculino, é possível perceber o grafite como um elemento de expressão sociocultural cada vez mais presente nas metrópoles. Os dados desta pesquisa constituem-se em fontes orais, através de diálogos semiestruturados que foram utilizados como uma ferramenta que possibilitou a aproximação do pesquisador de forma pouco formal, possibilitando a incursão do pesquisador dentro da cena do grafite no estado de forma mais natural, estabelecendo um laço de confiança entre o pesquisador e o pesquisado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2625332

Grafiteiras nas tramas de arte, juventudes e espaços formativos na cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vasconcelos, Lenita Ramos
Sexo
Mulher
Orientador
Berino, Aristoteles De Paula
Ano de Publicação
2015
Programa
Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço
Cidade
Juventudes
Mulheres
Graffiti
Resumo

As cidades são cenários de muitas relações, os movimentos que emergem nesse contexto elucidam a produção de conhecimento e as formas que os sujeitos encontram de transformar e fazer parte dos espaços. As juventudes possuem uma íntima ligação com a vida urbana, possuem uma essência híbrida e transitória, da mesma forma que as culturas com as quais interagem. O graffiti é uma cultura que surgiu de movimentos de resistências e compõe a paisagem urbana, fazendo parte da vida tanto daqueles que elaboram quanto dos que transitam pelas ruas. A atuação de mulheres ainda não é usual nesse tipo de arte, o que talvez possa ser explicado pelo caráter subversivo em que a mesma surgiu, assim como pelo desencontro com alguns dos padrões sociais, em especial os que envolvem as questões de gênero. Os personagens e textos grafitados trazem elementos diferentes dos que normalmente são expostos na cidade por meio de intervenções do Estado e da mídia, criando novas paisagens e representações. Existe, portanto, todo um processo educativo/formativo nas redes de experiências presentes nas ruas, da qual o graffiti faz parte e as mulheres vêm se inserindo. A pesquisa aborda as criações de mulheres que realizam graffiti na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, tal universo é abordado metodologicamente por meio de relatos das artistas e da autora. Para tanto, são levantadas discussões que envolvem a vivência nos/com/pelos espaços, principalmente o meio urbano; as esferas do público e do privado; e a experiência de mulheres de diferentes perfis nesse contexto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3250599