Geografia

Shopping center também tem memória: uma história esquecida dos shoppings nos espaços intraurbanos do Rio de Janeiro e São Paulo nos anos 60 e 70

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Charles Albert de Andrade
Sexo
Homem
Orientador
Nelson da Nobrega Fernandes
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Shopping center
Memória
Anos 60
Anos 70
Resumo

No Rio de Janeiro e em São Paulo, nas décadas de 1960 e 1970, foram projetados e construídos dezenas de shoppings centers, que são quase desconhecidos nos trabalhos do gênero e ignorados pela ABRASCE. É um “esquecimento” que, entre outras coisas, tem a conseqüência de cimentar, no shopping Iguatemi, em São Paulo, o marco inicial desses empreendimentos para o Brasil, como um caso isolado de pioneirismo no longínquo ano de 1966. Com base em número da revista arquitetura do IAB de 1965, inteiramente dedicada a oito projetos de shopping centers então em andamento no Rio de Janeiro, este trabalho discute as origens deste empreendimento no rio de janeiro. Abordamos também um interessante debate entre os arquitetos responsáveis por estes projetos, realizado no IAB, em meados de 1964, no qual se podem observar as idéias, os conceitos e as perspectivas que guiaram suas ações. O confronto dos projetos e das realizações com as idéias de seus protagonistas fornecem um quadro muito rico e interessante do que estamos chamando de “a primeira onda de shopping center no brasil”.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Década de 1960; Década de 1970

A contribuição do cinema militante em processos de construção de identidades e territórios: o caso do movimento dos trabalhadores sem teto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tedesco, Marina Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Barbosa, Jorge Luiz
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Território
Cinema Militante
Resumo

No ano de 2005, o movimento dos trabalhadores sem teto (mtst) que atua no estado de São Paulo (existente desde a década de 1990) funda sua brigada de guerrilha cultural. Pertencente ao setor de formação, sua responsabilidade era fomentar, através dos mais diversos tipos de atividade (saraus, místicas, oficinas, produção e exibição de vídeos, etc), uma cultura política própria do movimento, que fosse capaz de funcionar, ao mesmo tempo, como propaganda, instrumento de agitação e expressão dos militantes. A iniciativa dura até o final de 2007. Esta dissertação tem como tema o cinema realizado dentro desse contexto. Seu grande objetivo é investigar como os filmes, inseridos em um projeto político-cultural que vai para muito além do audiovisual, podem contribuir em processos de construção de (novas) identidades e territórios. Para isso, trabalha-se apenas com as obras realizadas durante ocupações, posto que é principalmente embaixo, ao lado, junto aos barracos de lona preta que tais edificações acontecem. Constituem, portanto, o corpus fílmico dessa investigação Chico Mendes – a dignidade não se rende (2005) e Direitos esquecidos (2005) – acampamento Chico Mendes (Taboão da Serra, 2005-2006), Vídeo-informe 1 (2007), Vídeo-informe 2 (2007) e Vídeo-informe 3 (2007) – acampamento João Cândido (Itapecerica da Serra, 2007) – e construindo o poder popular (2008) – acampamento silvério de jesus (Embu das Artes, 2008).

Referência Espacial
Cidade/Município
Embu das Artes
Taboão da Serra
Itapecerica da Serra
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2008
Localização Eletrônica
https://cinemovimento.files.wordpress.com/2017/05/marina-cavalcanti-tedesco-dissert.pdf

Os limites do Rio: natureza e expansão urbana na Cidade do Rio de Janeiro (1990 a 2013)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Machado, Ana Brasil
Sexo
Mulher
Orientador
Gomes, Paulo Cesar da Costa
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
expansão urbana
natureza e cidade
legislação urbana
Rio de Janeiro
limites urbanos
Resumo

O desafio de gerir e planejar uma cidade relaciona estreitamente a regulação de usos e a classificação de áreas e, por conseguinte, produz descontinuidades entre estas. Gerir a cidade é, portanto, gerir também as suas descontinuidades. A expansão urbana, contemporaneamente, é frequentemente associada a um amplo leque de custos ambientais e sociais e coloca em questão o crescimento de determinadas classes de áreas sobre outras, demandando políticas específicas que regulem a expansão intraurbana e atuem sobre o contato entre as áreas colocadas em situação de interface. São inúmeros os exemplos de cidades que adotam políticas públicas voltadas para a gestão do crescimento extensivo e a proteção de espaços livres. No Rio de Janeiro, ao longo dos anos 2000, em diferentes momentos, o projeto denominado ecolimites foi mobilizado. O projeto tinha como objetivo declarado conter o crescimento das favelas sobre as áreas verdes da cidade. Desta maneira, o objetivo da presente tese é descrever um momento particular da redefinição do problema do crescimento urbano na cidade do Rio de Janeiro. Para tanto, e a partir de uma perspectiva geográfica, os objetivos específicos são descrever os limites e interfaces que atuam na construção e na experimentação de soluções para este problema, bem como as categorias espaciais mobilizadas neste processo. Considerando que uma nova visão sobre o crescimento urbano coloca a cidade e, sobretudo, a favela em relação com o “ambiente natural”, e que o “ambiente construído” foi bastante explorado tanto na Geografia como em outros campos do conhecimento, as categorias que serão privilegiadas por esta análise serão aquelas correlatas à “natureza” na cidade. A partir da análise de textos legais, notícias de jornal e artigos elaborados pelos técnicos da prefeitura do Rio de Janeiro, a hipótese desta tese é a de que noções associadas às descontinuidades espaciais atuaram de forma decisiva na redefinição do crescimento urbano na cidade do Rio de Janeiro, produzindo um novo regime de visibilidade para este problema público. Ao longo do período analisado, o crescimento urbano passa a ser reconhecido como expansão urbana ou crescimento horizontal de algumas classes de área sobre as outras, aqui designadas como categorias espaciais, o que pode ser verificado por meio da redefinição de sua própria espacialidade.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1990-2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6711293

A violenta produção do espaço urbano carioca: as favelas como manifestação do processo de segregação socioespacial e os desafios de uma educação para além do capital

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silveira, Alan
Sexo
Homem
Orientador
Mattos, Regina Celia de
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
PUC-Rio
Idioma
Português
Palavras chave
Produção do espaço
favelas
segregação socioespacial
Resumo

Quando analisamos o cotidiano das favelas percebemos que além da exclusão de parcelas da população existe a sua legitimação por ocupar um espaço considerado “anômalo” à cidade, o que nos leva a interpretá-las enquanto manifestação do processo de segregação socioespacial. Nesta dissertação partimos do princípio de que a segregação é fundamento e condição da violenta urbanização capitalista. A associação da favela com as imagens de “perigo”, de “crime” e de “descontrole”, se perpetua até os dias atuais, criando estereótipos que no caso da capital fluminense comporta aproximadamente um quarto da população. Outra questão relevante é que boa parte dos moradores de favelas introjetam essas representações do seu espaço de vivência, sofrendo a violência simbólica ao não se sentirem pertencentes à cidade, na maioria das vezes reforçada pela escola assim como pela geografia escolar quando aborda a favela como um problema urbano. O preconceito é categoria do pensamento e do comportamento cotidianos que se objetiva nas práticas espaciais, levando aqueles que são o alvo dessas práticas preconceituosas a conviver com a violência simbólica e até mesmo física. Acreditamos que a docência, e de maneira mais específica o ensino de Geografia, possa constituir mediação fundamental para estabelecer a lógica das classes populares a partir de formas espaciais de resistências, como as favelas, dando visibilidade a esses sujeitos, exercendo um papel de contrainternalização da hierarquia social a qual estão submetidos no decorrer de suas trajetórias de vida, ou seja, a partir de um projeto de educação para além do capital.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX; Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7095816

Cartografia das áreas verdes urbanas: efetividade e representação da influência no espaço urbano em Paulínia (SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bargos, Danubia Caporusso
Sexo
Mulher
Orientador
Matias, Lindon Fonseca
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2015.946305
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Geotecnologia ambiental
Arborização urbana
Qualidade ambiental
Paulínia (SP) - Meio ambiente
Resumo

As áreas verdes urbanas são consideradas importantes indicadores da qualidade ambiental urbana. Apesar da reconhecida importância destes elementos na manutenção e melhoria da qualidade de vida da população ainda são apontados inúmeros desafios relacionados ao estudo desta temática. O principal objetivo deste trabalho consiste na realização de um estudo da efetividade do uso e da representação das áreas de influência das áreas verdes urbanas na cidade de Paulínia (SP), cujo fruto resultante seja a apresentação de uma forma diferenciada de representação e análise das áreas verdes urbanas. A metodologia aplicada fundamenta-se no emprego das geotecnologias para produção cartográfica e realização de análises quali-quantitativas dos resultados obtidos e mostrou-se adequada para o estudo das áreas de influência das áreas verdes urbanas, uma vez que promoveu uma melhor compreensão do tema e possibilitou a elaboração de uma forma diferenciada de representação das áreas em estudo. Os resultados da pesquisa indicam que o município de Paulínia possui um reduzido número de áreas verdes que se encontram distribuídas heterogeneamente na área urbana municipal. A espacialização das áreas de influência das áreas verdes em termos de acessibilidade, com distâncias de 100, 400, 450, 675 e 800 metros, revelou a carência destas áreas em algumas localidades da cidade e a necessidade de proteção das áreas verdes urbanas, visto à extensão territorial que estas áreas podem beneficiar por meio das suas funções ecológica, estética e de lazer.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Paulínia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://hdl.handle.net/20.500.12733/1625220

Obsolescência espacial: o ambiente urbano de Santana em São Paulo - SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Gonçalves, André Vinícius Martinez
Sexo
Homem
Orientador
Rodrigues, Arlete Moysés
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia urbana
Solo - Uso
Mercado imobiliário
Planejamento urbano
Resumo

Esta tese analisa o processo de obsolescência espacial urbana em São Paulo, tendo como recorte espacial de estudo o bairro de Santana, situado na zona norte da cidade. A noção de obsolescência como tema de investigação se contrapõe ao que se convencionou denominar de deterioração urbana, que é impreciso e não responde ao processo que levam a decadência física, funcional e econômica dos ambientes construídos. O conceito de obsolescência espacial urbana refuta a noção de deterioração por entender que a problemática que se impõe nos ambientes construídos da cidade é de ordem sócio geográfica. Nesse sentido, analisa-se a organização e produção da cidade, na sua dimensão de mercadoria que envolve um amplo leque de agentes produtores. Observa-se que no processo de produção e reprodução do capital e do espaço geográfico, as áreas da cidade tidas como obstáculos ou que não se enquadram aos ideários e exigências da moderna economia global, estarão situadas no universo da obsolescência espacial. Distingue-se a realidade da obsolescência na esfera industrial com a que ocorre na dimensão urbana, demonstrando que o processo se dá nos interstícios das contradições do processo de produção e reprodução do espaço-mercadoria. Apresenta-se a contextualização geográfica do bairro de Santana destacando o processo sobre a obsolescência. Analisa-se criticamente o planejamento urbano adotado pelo Estado representado pela PMSP entre os anos de 1960/80, e dos anos de 1990 e as intervenções projetadas para Santana até os dias atuais. As intervenções ao agirem seletivamente no espaço intraurbano de bairros como Santana fomentam a obsolescência espacial em seus ambientes construídos. Por fim, tendo como foco de reflexão o mercado imobiliário e os agentes que o constituem a partir de Santana analisa-se as relações existentes entre as categorias preço da terra, ambiente construído e a renda fundiária como forma de explicar e clarificar a gênese e os mecanismos que alimentam o processo da obsolescência espacial urbana.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Santana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-1980; 1990-2015

Mobilidade, trabalho e segregação: região Sudoeste da metrópole paulistana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Isaac Rodrigues
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Regina Célia Bega dos
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Geografia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Política urbana
Espaço urbano
Metrópole
Transporte urbano
Resumo

Esta dissertação discute a problemática da mobilidade urbana na metrópole paulistana, tendo como recorte espacial de análise a região Sudoeste, cujos municípios têm diferenças entre si no que diz respeito à disponibilidade de meios de transporte e de integração entre os modais, fenômeno que resulta em maior e menor mobilidade das pessoas que circulam diariamente pelo espaço urbano metropolitano, sobretudo em relação ao trajeto da moradia para o trabalho e vice versa. Sendo assim, os únicos beneficiados com um sistema de transporte desigual, do ponto de vista qualitativo entre os diversos lugares, sem dúvida são os empresários, que reproduzem seu capital de forma continua, sendo que o trabalhador paga alto preço para circular pela região metropolitana. Assim, a mobilidade é um dos elementos mais essenciais para o desenvolvimento da sociedade e para que haja uma apropriação efetiva do espaço urbano, sobretudo por parte dos mais pobres, para que haja, de fato, uma vivência plena no espaço urbano.

 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/949423

Circuitos turísticos Ítalo-descendentes: o uso contemporâneo das heranças culturais no sul e sudeste do Brasil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Panis, Marcelo
Sexo
Homem
Orientador
Luchiari, Maria Tereza Duarte Paes
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Geografia
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Imigrantes italianos
Patrimônio cultural
Identidade cultural
Resumo

A imigração de italianos para o Brasil, entre o final do século XIX e o início do XX, representou um dos mais importantes capítulos históricos da formação sócio-espacial do país. No período contemporâneo os lugares onde estes imigrantes se fixaram são marcados pela presença de bens materiais e imateriais que representam esta identidade cultural. Objetos, saberes e práticas que constituem conteúdos que fortalecem os nexos de pertencimento à memória e às tradições ítalo-descendentes no presente. São exatamente para essas materialidades, práticas e saberes remanescentes que o olhar desse trabalho se direciona. Heranças de grande valor histórico e social que resistiram às mudanças no tempo e no espaço e, por este motivo, considerados patrimônios culturais na atualidade, não apenas por estarem salvaguardados por instrumentos de proteção, mas por receberem o reconhecimento por sua importância histórica e social. Neste presente, a dinâmica econômica global impõe à complexidade socioespacial novas demandas de uso e funcionamento dos lugares, modificando algumas práticas sociais cotidianas, inclusive, a forma de pensar a materialidade e as representações simbólicas das diversas culturas. Isto significa que o conjunto dos objetos, costumes e tradições tendem a ganhar novos usos para atender às transformações na dinâmica socioespacial, processo no qual há a incorporação do valor de mercado ao valor cultural, processo evidenciado por meio dos circuitos turísticos ítalo-descendentes. Em tal processo, o turismo figura como uma atividade que incrementa os rendimentos familiares, ao mesmo tempo em que contribui na preservação dos bens materiais e conteúdos simbólicos da cultura, uma vez que o uso turístico do patrimônio cultural garante sua continuidade no tempo e no espaço. Assim, este trabalho tem como proposta analisar a atual representação da identidade cultural dos descendentes de imigrantes italianos existente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo, tomando como referência os processos de refuncionalização dos bens culturais ítalo-descendentes, orientados por políticas públicas de planejamento territorial, bem como por estratégias econômicas de valorização turística da cultura.

 

Referência Espacial
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://view.officeapps.live.com/op/view.aspx?src=http%3A%2F%2Fwww.augm-cadr.org.ar%2Farchivos%2F8va-bienal%2FMV.30.doc&wdOrigin=BROWSELINK

Mobilidade cotidiana e acidentes de trânsito em Campinas-SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bertho, Ana Carolina Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Aidar, Tirza
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Acidentes de trânsito - Campinas (SP)
Segregação urbana
Resumo

Os acidentes de trânsito vêm sendo estudados por pesquisadores e técnicos de diversas áreas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,24 milhão de pessoas morrem a cada ano vítimas de acidentes de trânsito. Em 2011, mais de 43 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de transporte terrestre no Brasil, o que corresponde a 22,4 óbitos por 100 mil habitantes. Muitos fatores são apontados como causas desse tipo de ocorrência: ausência de leis adequadas e/ou de fiscalização, uso de álcool por motoristas e motociclistas, uso de celular ao volante, falhas no processo de formação dos condutores, falta de atenção ou de respeito para com os demais usuários da via pública, problemas relacionados à infraestrutura ou ao funcionamento do veículo, demora ou deficiência no atendimento às vítimas. Sem negar a importância destes fatores, o objetivo deste estudo foi avaliar como a exposição ao risco de acidentes pode ser potencializada pelas condições de mobilidade dos indivíduos que, por sua vez e, em grande medida, está condicionada pela segregação espacial urbana. Para isso, a pesquisa parte de uma revisão sobre alguns conceitos e definições dados pela literatura nas áreas de geografia, sociologia, antropologia e engenharia de tráfego, além da demografia. Em seguida, é apresentada a análise empírica construída com as seguintes fontes dados: acidentes fatais e não fatais em vias públicas municipais ocorridos no município de Campinas (SP) no ano de 2009, compilados pela EMDEC/Setransp e com informações coletadas especialmente para esta pesquisa; dados do Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); e dados da Pesquisa Origem e Destino 2011, realizada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM). A partir do georreferenciamento dos locais de residência das vítimas, são calculadas taxas de vitimização por Áreas de Ponderação e por zonas da Pesquisa Origem e Destino (O/D). As taxas de vitimização são confrontadas com informações socioeconômicas, demográficas e de mobilidade através de análises de correlação. Embora as conclusões não possam ser inferidas para o nível individual, observa-se que em áreas com maiores percentuais de pessoas com baixa renda há menor posse de meios próprios de transporte e menores taxas de acidentes. A condição que "propicia" a vitimização é intermediária. Talvez porque essas pessoas tenham condições de escolher como realizarão sua mobilidade e a escolha da moto seja sempre uma escolha arriscada. Talvez porque elas tenham um emprego, mas não tenham condições de morar perto deste emprego, o que as obriga a realizar os deslocamentos de maneira insegura. Aqueles com as piores condições socioeconômicas e, consequentemente, com pouquíssimas oportunidades de mobilidade cotidiana, não estão expostos ao risco de acidentalidade. De outro lado, aqueles que se localizam no outro extremo na pirâmide social tem possibilidades de escolhas quanto à intensidade e formas seguras de se locomoverem para realização das atividades cotidianas. Entretanto, nenhum dos dois extremos mostra um "ideal" de mobilidade ou de segurança no trânsito, apenas reforçam o uso desigual das vias públicas, onde quem pode se desloca muitas vezes e com segurança e quem não pode se desloca pouco e, quando tem condições econômicas mínimas, o faz com pouca segurança.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2014.937817

A formação da periferia urbana metropolitana e a democracia socioespacial: a proposta de uso de qualidade de vida (IQV) no plano diretor municipal de Carapicuíba (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pimentel, Alexandre Simões
Sexo
Homem
Orientador
Alves, Vicente Eudes Lemos
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Democracia socioespacial
Indicadores sociais
Periferia
Plano diretor participativo
Resumo

Propõe-se compreender, na dissertação, como se deu a construção da periferia urbana, tendo como enfoque o município de Carapicuíba-SP, localizado na parte oeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Objetiva-se, especialmente, entender como, a partir da escala do município, é possível realizar uma leitura das disputas e dos conflitos socioespaciais e as formas disponíveis para a compreensão da presença da democracia socioespacial numa periferia densamente povoada e que sofre influência dos comandos exercidos pelo movimento urbano metropolitano e que foge ao controle de decisões do poder público municipal. A partir da vivência no município e do acompanhamento das disputas entre os moradores da cidade com distintas condições econômicas, buscou-se analisar de que maneira essas diferenciações sociais e de locais de habitação dos moradores refletem nas reivindicações distintas destes em relação ao uso e apropriação do espaço da cidade. Para tanto, propôs-se entender o processo de construção do Plano Diretor Participativo (PDP) de Carapicuíba, ocorrido entre 2009 e 2010, e de que maneira as diversas audiências públicas ocorridas durante a execução do PDP foram ocasiões em que se revelaram as disputas pelo uso diferenciado do território da cidade. Do mesmo modo, nesse trabalho, propõe-se analisar a pesquisa de opinião pública sobre qualidade de vida no município, realizada no mesmo período do PDP, e se a inserção desse instrumento na lei do Plano Diretor Participativo municipal pode se transformar em um indicador de política pública de qualidade de vida. Ou seja, de que maneira uma pesquisa que analisa as desigualdades internas municipais pode permitir leituras qualitativas sobre a democracia sócio-espacial em Carapicuíba, na medida em que ela poderia captar as prioridades da população em relação a determinados serviços prestados pelo poder público, podendo servir de orientação para uma agenda pública a partir da criação de bases de informações que subsidiem o diálogo entre o poder público municipal e a população local. Busca-se, nesse sentido, avaliar se os indicadores sociais podem auxiliar a mensuração do desenvolvimento humano do município, tornando-se uma possibilidade para análise dos progressos da democracia socioespacial.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Carapicuíba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009-2010