Espaço urbano

As pessoas dos livros e os livros das pessoas: uma etnografia sobre a produção e circulação de obras LGBTs

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Nathanael Araújo da
Sexo
Homem
Orientador
Reinheimer, Patrícia
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
livros
etnografia
antropologia da arte
pessoa
mercado editorial
Resumo

A presente dissertação versa sobre a emergência de “livros de literatura LGBT” promovidos por autores, Editoras e editores engajados no processo de sua criação e defesa. As perguntas gerais que nortearam a pesquisa foram: quais as possíveis experiências que as pessoas desenvolvem com os livros? Como e por que estabelecem relações com este objeto? De que maneira aspectos de gênero e sexualidade passam a compor estes vínculos? O que a emergência ou novas formas de nomeação de tais artefatos nos permitem perceber? Para dar conta destes questionamentos, desenvolvi trabalho de campo com observação participante em lançamentos de livros, debates literários e saraus de literatura organizados por inúmeros indivíduos nos mais variados espaços da cidade do Rio de Janeiro e em São Paulo. Deste modo foi possível apreender as pessoas dos livros e os livros das pessoas com fins a compreender e explicar o sentido de suas ações, responsáveis por conformar uma rede de relações que visam construir o que denomino por “mundo dos livros LGBTs”, no qual circulam objetos, pessoas e valores.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4759572

As contradições do espaço público na cidade de São Paulo: uma abordagem a partir do Minhocão e seus diferentes usos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, José Carlos de
Sexo
Homem
Orientador
Veras, Maura Pardini Bicudo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Minhocão
Cidade capitalista
Rodoviarismo
Resumo

Esta dissertação analisa as diferentes “apropriações” do espaço do Minhocão, construído como eixo viário para a circulação rápida do automóvel e, mais recentemente apropriado para usos diversos, como o lazer, sobretudo. A urbanização capitalista de São Paulo atingiu o ápice nos anos 70, sobretudo com a abertura do mercado para as indústrias do setor automobilístico. Contudo, desde 1930, a implantação de um modelo de planejamento e gestão urbanas produziu graves impactos socioespaciais, dentre os quais, um tecido urbano fragmentado, o espraiamento da mancha urbana para regiões periféricas, a privatização do espaço público, o crescimento das desigualdades socioeconômicas e a segregação espacial. O Minhocão, construído a partir desse modelo, se tornou uma obra emblemática da submissão do espaço urbano ao rodoviarismo, ideologia que justifica o investimento de maior parte dos recursos públicos em infraestrutura voltada para o transporte individual. No final da década de 80, com a inauguração da nova fase do capitalismo, houve mudanças no modo de produção, no entanto, os impactos socioespaciais persistiram em escalas cada vez mais amplas. Nesse período iniciou-se a “apropriação” lúdica do Minhocão aos domingos e feriados. Ela reúne uma diversidade de atores para o usufruto de eventos culturais, práticas esportivas e outras atividades de lazer. Se por um lado, a “apropriação” lúdica torna possível o resgate do espaço público como lugar do convívio social e promove o direito à cidade, por outro, também pode reproduzir as demandas da cidade capitalista. Para desenvolver essa hipótese central, partimos do referencial crítico-dialético e da pesquisa empírica, de viés etnográfico, com os usuários do Minhocão durante as atividades lúdicas. Os autores que embasaram essa análise do espaço público e os aspectos contraditórios dos seus diferentes usos, em âmbito micro ou macroestrutural, compartilham um objetivo comum: a transformação do espaço público, embora oriundos de variados campos de pesquisa: arquitetura e urbanismo, filosofia, sociologia urbana, história e política. O resultado da análise teórica e da pesquisa empírica indica que o Minhocão reproduz demandas da cidade capitalista, todavia, enquanto lugar que reúne diferentes grupos para atividades lúdicas, pode também promover novas formas de “apropriação” do espaço público e a participação cidadã de diversos atores sociais.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Minhocão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4417301

A modernização do Porto de Santos e a relação porto-cidade: um estudo comparativo entre dados históricos, IDH e percepção do trabalhador portuário

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nogueira, Amanda Carvalho de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Savio, Marco Antonio Cornacioni
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Santo André
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Porto de Santos
desenvolvimento
trabalhadores
porto-cidade
Resumo

O Brasil, país com mais de 200 milhões de habitantes, necessita de infraestrutura portuária, que permita a movimentação de grandes quantidades de materiais, para manter-se em constante desenvolvimento. O maior porto marítimo do Brasil e da América Latina é o Porto de Santos, no Estado de São Paulo, que tem recebido, nos últimos anos, investimentos para aumentar sua capacidade operacional. Para estabelecer o equilíbrio do binômio forças econômicas e sociais, é necessário que esses investimentos influenciem o desenvolvimento humano. Este estudo compilou a história da relação porto-cidade; a evolução de índices da cidade, tal como o IDH; além da realização de pesquisa de campo, por meio de entrevistas estruturadas, aplicadas em 14 trabalhadores portuários, que acompanharam o antes e o pós Lei n.8.630/93 – conhecida como Lei dos Portos-. Por meio da comparação das pesquisas realizadas, propõe-se identificar a percepção do trabalhador portuário dos impactos da modernização dos portos em suas vidas e nas condições sociais da cidade de Santos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Localidade
Porto de Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3921465

A cidade de São Paulo e o centro expandido: empreendimentos, ajustes e reajustes da configuração do espaço urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miranda, Leianne Theresa Guedes
Sexo
Mulher
Orientador
Rodrigues, Arlete Moyses
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Parceria Público-Privada Habitacional Casa Paulista (São Paulo, SP)
Planejamento urbano – São Paulo (SP)
Espaço urbano
Parceria público-privada
Resumo

Essa pesquisa busca estudar os empreendimentos, ajustes e reajustes da configuração do espaço urbano na cidade de São Paulo, sobretudo, aqueles propostos em 2013 para o Centro expandido, nosso espaço-objeto de análise, a fim de perceber como as relações entre o poder público e a iniciativa privada impactam as formas de reprodução material da classe trabalhadora. Para tanto, buscamos apreender os percursos e os recursos das “personificações do capital” ligadas ao setor imobiliário; como por meio do “sistema especializado”, do qual o Estado faz parte, a iniciativa privada logra maior rentabilidade imobiliária, ao mesmo tempo em que cria a falsa consciência da necessidade da lógica de parcerias público-privadas (PPP‟s) e a ideia de desnecessidade do público. Nesse sentido, este trabalho se debruça especialmente sobre a análise da Parceria Público-Privada (PPP) Habitacional Casa Paulista.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro expandido
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3727483

Relações de alteridade, segregação e degradação urbanas em São Paulo: uma análise dos efeitos simbólicos da presença de segmentos populacionais étnicos estigmatizados na "vizinhança"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cunha, Moises de Freitas
Sexo
Homem
Orientador
Veras, Maura Pardini Bicudo
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Alteridade
Degradação urbana
Segregação
Resumo

Este trabalho propõe-se a analisar a questão da habitação e vizinhança em São Paulo, tendo como conceitos nucleares a presença de fatores étnicos, simbólicos (renda psíquica, por exemplo) na avaliação da degradação urbana. Em outros termos, como a presença de pessoas consideradas “outsiders” (ELIAS e SCOTSON, 2000) pode influenciar e impactar decisões de “estabelecidos” quanto a aquisição e ou manutenção de propriedades imobiliárias, resultando na (des)valorização de empreendimentos habitacionais. Propõe também a análise das atitudes para com “outsiders”, quanto a estigmas (“Culture of Poverty”) e ideologias de dominação “...racial segregation as essential to the maintenance of racial supremacy...” (HARRIS, 2003) como aqueles impostos a partir da segunda metade do século XIX, nos termos de Norbert Elias, Erving Goffman e Oscar Lewis, respectivamente. Visa-se também testar o “Teorema de Thomas” como possível eixo explicativo na compreensão de fontes de estigma, do preconceito contra pessoas vistas como “outsiders” nas cidades atuais. A partir de um estudo de caso em um condomínio vertical do bairro do Belém em São Paulo foram realizadas entrevistas com moradores para apreender o significado das atitudes de alteridade/degradação urbanas. Visa-se também, com este estudo, melhor pensar e, se possível, propor abordagens corretivas, coletivas ou individuais, quase nos moldes de “fragmentos emancipatórios” de Habermas, ou ainda uma abordagem de Jean Paul Sartre que diz: “... não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim...”.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Belém
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4438693

Forjaria Solidária: movimento sindical e economia solidária em uma indústria metalúrgica recuperada no ABC paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Calandro, Raffaele Enrico
Sexo
Mulher
Orientador
Ramalho, José Ricardo Garcia Pereira
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
movimento sindical
economia solidária
metalúrgica
Resumo

Esta dissertação pretende observar a relação entre movimento cooperativista e o movimento sindical a partir do estudo do caso da UNIFORJA, um sistema de cooperativas localizado na região do ABC Paulista. As cooperativas foram criadas no final da década de 1990, sob a gestão dos trabalhadores que recuperaram uma metalúrgica em situação falimentar. Acredita-se que os agentes sindicais, no campo da economia solidária, têm concepções e modos de ação próprios e influenciam nas experiências de trabalho cooperativo. Realizou-se dez entrevistas semiestruturadas, observação participante e pesquisas em acervos de mídias impressas e digitais, e secções de documentação e memória locais. Tratou-se a economia solidária a partir do conceito de campo. Assim, foi possível tratar a multiplicidade de agentes e organizações e suas distintas concepções a respeito das práticas cooperativas, associativistas e autogestionárias.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Final da década de 1990-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3821322

“#VemPraRua”: as manifestações de junho de 2013 em São Paulo e a nova esfera pública

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gomes, Juliana Larissa de Laet
Sexo
Mulher
Orientador
Pait, Heloisa
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
novos meios de comunicação
esfera pública
espaço urbano
manifestações de junho de 2013
Resumo

A partir de um histórico da relação da cidade de São Paulo com os meios de comunicação, que resgata facetas de nossa cultura política, de um apanhado conceitual que ilumina os vários significados pessoais e coletivos da comunicação mediada e de uma pesquisa empírica viva que destaca imagens, experiências e lugares das manifestações de junho de 2013, essa dissertação oferece uma contribuição teórica que descortina o elo entre as pequenas telas individuais e as grandes telas coletivas que são palco da ação política contemporânea. Investiga-se a constituição de uma nova esfera pública a partir da atuação nas tecnologias móveis de informação e comunicação, que são denominadas pequenas telas. Através das pequenas telas os indivíduos se colocam na esfera pública, a grande tela. Atuar no espaço público, nesse contexto, envolve estar presente em tais telas, mas isso não basta. Os novos meios de informação e comunicação, como ímãs, atraem os indivíduos para determinados locais que se tornam centrais na ação, ao mesmo tempo em que os espaços somente podem se tornar centrais e se constituírem como espaços públicos quando a ação neles ocorre. O registro da selfie, dos vídeos e dos relatos das experiências vividas no espaço público durante a ação política, feito através das pequenas telas, são ferramentas de atuação política através das quais os espaços da cidade são ressignificados numa relação íntima, porém mediada, do usuário com eles. Tal experiência é vivida, então, coletivamente nas grandes telas que são palco da ação política.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Junho de 2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/1d031ebf-4036-41d1-ad72-f9654aacc5cf

Mulheres, direito à cidade e estigmas de gênero: A segregação urbana da prostituição em Campinas

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Ramos, Diana Heléne
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
978-8539109579
Edição (nome da editora)
Annablume Editora
Ano de Publicação
2022
Idioma
Português
Palavras chave
Gênero Feminino
Estigma
Prostituição
Violência
permanência
Resumo

A história e as representações acerca do bairro de prostituição Jardim Itatinga demostram como se organizam diferentes territórios prostitucionais na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, Brasil. A “Zona” foi planejada pelo poder público, na década de 1960, e, desde então, tornou-se o lugar da prostituição na cidade. Essa política de segregação resultou na perseguição das prostitutas que, contudo, persistem trabalhando fora dali. Entre suas estratégias de proteção e permanência, a mais expressiva é a fundação da Associação Mulheres Guerreiras, localizada no centro da cidade. O livro examina, portanto, as tensões, os conflitos, as táticas e as estratégias de um grupo social historicamente estigmatizado e com forte presença em áreas urbanas centrais, face às intervenções do planejamento urbano. Sua circulação nos diferentes locais de prostituição em Campinas, suas estratégias para o estabelecimento de “pontos” de permanência em espaços não planejados oficialmente para sua presença, suas redes e articulações com outros pares “desviantes” e, principalmente, suas táticas de resistência à expulsão e luta por reconhecimento são objetos de atenção. Busca-se compreender como se estrutura, nos espaços físicos e políticos da cidade essa disputa particular – marcada por recortes de classe, de raça e especialmente de gênero – que tem a prostituição como foco de interesse. Pretende-se, por fim, possibilitar o vislumbramento de uma organização urbana generificada que se justifica em discursos ora sanitários, ora econômicos, ora morais e cuja história registra a constante tensão entre o planejamento urbano oficial e os habitantes da cidade, com suas reivindicações pelo direito a nela existirem. Baseado na tese “‘Preta, pobre e puta’: a segregação urbana da prostituição em Campinas: Jardim Itatinga” (2015, IPPUR-UFRJ), ganhadora do Prêmio Capes de tese 2016 em planejamento urbano e regional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960 - 2016
Localização Eletrônica
N/A

Recife cinemática: o imaginário urbano nos filmes de Kleber Mendonça Filho

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Paula Gonçalves da
Sexo
Mulher
Orientador
Sérgio Carvalho Benício de Mello
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Pernambuco
Programa
Programa de Pós-Graduação em Administração
Instituição
Universidade Federal de Pernambuco
Idioma
Português
Palavras chave
Imaginário urbano
Política
Cinema
Kleber Mendonça Filho
Jacques Rancière
Resumo

A interligação entre cinema e urbanismo data do início do século XX como uma chave tanto para a compreensão da vida moderna quanto à propagação de imaginários das cidades ditas modernas. Os filmes podem levar o público a ter uma experiência com a cidade representada e contribuir para a construção de novos imaginários urbanos, além de se caracterizarem como uma importante ferramenta analítica do discurso urbano. Assim propomos uma investigação crítica sobre o Recife representado nos filmes do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho. O estudo visa a partir das cenas de dissenso contribuir com a crítica aos pressupostos que podem estar vivos no imaginário sobre a cidade. A escolha de acessar a cidade representada nos filmes está fundamentada teórica e metodologicamente no componente político da arte de Jacques Rancière, para o qual a política é o movimento de dissensos que permitem que novos conceitos, povos, direitos se tornem visíveis, dizíveis e possam ser partilhados dentro de um mesmo campo do sensível. Nesse sentido, defendemos a tese de que o conteúdo audiovisual produzido pelo cineasta Kleber Mendonça Filho contribui para a construção de um novo imaginário urbano que reverbera uma crítica à ideia de que a cidade se beneficia ao seguir uma lógica de progresso, no qual o ideal de cidade moderna ainda é tido como padrão social de referência. Ao final do trabalho, apresentamos a contribuição para a ressignificação do imaginário urbano representada por uma única Recife cinemática formada por três cidades distintas e complementares: vitrine, quente e segregada.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
século XX
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33725

Para além das favelas cariocas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Serraglio Polucha, Ricardo
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Nascimento Neto, paulo
Procopiuck, Mario
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Título do periódico
Espaços urbanos e metropolização no Brasil (1940-1970)
Volume
36
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
Revista online
Página Inicial
1
Página Final
30
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
Informalidade urbana
Política habitacional
Curitiba
Resumo

A historiografia brasileira sobre informalidade urbana tem avançado para novos lócus de análise, superando a tradicional predominância das favelas cariocas. Nesse cenário, tem-se por objetivo investigar a gênese do pensamento e da ação estatal sobre favelas em Curitiba entre 1946 e 1965, destacando a influência do circuito pan-americano de difusão de ideias urbanas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1946-1965
Localização Eletrônica
https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/1875/1809