Processos de urbanização

Ruínas Olímpicas e a destruição infraestrutural como modo de produção da cidade: uma etnografia da vida social do Teleférico da Providência

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Duarte, Ana Clara Chequetti da Rocha
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Mariana Cavalcanti Rocha dos
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
287
Idioma
Português
Palavras chave
Infraestruturas urbanas
Megaprojetos
Ruínas
Resumo

Inaugurado durante a Copa do Mundo 2014 e abandonado após os Jogos Olímpicos 2016, um gigantesco teleférico erguido na favela da Providência, no centro da cidade do Rio de Janeiro, definha com a deterioração de seus cabos de aço, torres metálicas e três enormes estações, que conectariam esta que é conhecida como "a primeira favela" à um circuito turístico, ligando à Central de transportes metropolitanos, de um lado, e à Zona Portuária, alvo da revitalização Porto Maravilha, de outro. O Teleférico da Providência participa de uma constelação de ruínas de projetos de urbanização de favelas inacabados ou abandonados, onde a mobilidade monumental simbolizava a integração das favelas e também as inseria em novos regimes de visibilidade, explorando seu potencial turístico e o valor que poderiam agregar ao marketing urbano da "Cidade Olímpica". Desde 2016, no entanto, o Rio de Janeiro passou a conviver com as diversas "carcaças" dos megaprojetos do urbanismo olímpico, muitos que, como na Providência, já eram considerados abandonados antes mesmo de estarem completos. Essa tese busca realizar uma etnografia da trajetória da vida social do Teleférico do Morro da Providência utilizando a abordagem da antropologia das infraestruturas como instrumento conceitual e metodológico para compreender seus efeitos sociopolíticos. Seguindo os escombros materiais e simbólicos gerados pelo plano de urbanização, analisam-se as racionalidades políticas que constituíram a prática do urbanismo olímpico, e sobretudo dos processos de arruinamento que as acompanham, a fim de compreender as produtividades sociais, políticas e econômicas das ruínas. Assim, essa tese pensa as ruínas não como fragilidade do poder, mas como dispositivo que constrói e gere o espaço urbano, defendendo então que a destruição infraestrutural configura um modo de produção da cidade.

Referência Espacial
Região
Morro da Providência
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014-2023
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22772

O movimento sindical na Argentina e no Brasil (2002-2014)

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cardoso, Adalberto
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Gindin, Julián
Sexo:
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
32
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
13
Página Final
37
Idioma
Português
Palavras chave
Sindicalismo
Pós-neoliberalismo
Classe trabalhadora
Argentina
Brasil
Resumo

O artigo analisa e compara a ação do sindicalismo na Argentina e no Brasil no período 2002-2014. Na primeira seção apresentamos, em grandes linhas, os efeitos econômicos, institucionais e políticos do neoliberalismo dos anos 1990 sobre a ação sindical. Na segunda seção argumentamos, em primeiro lugar, que, no período 2002-2014, o movimento sindical se fortaleceu como ator institucional e representante dos interesses dos trabalhadores na negociação perante o Estado e as empresas. Em segundo lugar, sugerimos que a articulação com o sindicalismo foi importante tanto para o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil quanto para o Kirchnerismo na Argentina, embora por motivos diferentes. Em terceiro lugar, mostramos que, em razão do novo contexto político, econômico e social, mudanças significativas ocorreram nos alinhamentos entre correntes sindicais e em sua relação com os respectivos sistemas políticos. Na conclusão, sugerimos algumas perspectivas para o futuro do sindicalismo nos dois países, chamando atenção, dentre outras coisas, para os riscos de aprofundamento da oligarquização e burocratização dos dois movimentos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Argentina
Referência Temporal
1990-2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6241

O sertão semiárido. Uma relação de sociedade e natureza numa dinâmica de organização social do espaço

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Teixeira, Mylene Nogueira
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
31
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
769
Página Final
797
Idioma
Português
Palavras chave
Relação sociedade e natureza
Produção social do espaço
Agregação de valores
Resumo

Através do conflito social é possível observar a transformação do sertão-semiárido pernambucano. Essa análise é baseada na metodologia crítica de agregação de valores no processo de exploração de novas reservas naturais. Com isso, surgem novas mercadorias e ocorrem desmembramentos de laços sociais tradicionais (Alvater & Mahnkop, 2007; Giddens, 1991). No passado foram as desvantagens climáticas e a inóspita natureza local que impulsionaram a organização social desse território. Atualmente, é a valorização do semiárido, a riqueza do bioma caatinga, que provoca sua transformação. Em ambos os momentos, a transformação do espaço é marcada pelo distanciamento entre sociedade e natureza e pela singularidade da relação tempo e espaço a nível local (Giddens, 1991). Os dois momentos de transformação desse espaço são marcados por formas de violência peculiar: primeiro foi através do extermínio da população nativa e na atualidade é a exploração das reservas produtivas naturais.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6171

Rotatividade Migratória: um novo olhar para as migrações internas no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Baeninger, Rosana
Sexo
Mulher
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
20
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Migração interna
Urbanização
Migração interestadual
Censo demográfico
Resumo

O artigo analisa os movimentos migratórios no Brasil, acompanhando as transformações em sua dinâmica nas últimas décadas. Os movimentos migratórios internos no Brasil, dos últimos 60 anos, estão fortemente relacionados aos processos de urbanização e de redistribuição espacial da população, marcados pela intensa mobilidade populacional. Nesse contexto, os clássicos fatores de atração e expulsão se esgotam para as explicações do fenômeno migratório. As evidências empíricas dos censos demográficos e das PNADs permitem conhecer as alterações nas tendências migratórias nacionais, revelando novas condições migratórias para diferentes estados: áreas de retenção migratória, áreas de perdas migratórias e áreas de rotatividade migratória. O século 21 anuncia a expansão dos espaços da migração no Brasil, marcados pelo crescimento de áreas de rotatividade migratória.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1950-2012
Localização Eletrônica
https://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/article/view/332

Ruínas olímpicas e a destruição infraestrutural como modo de produção da cidade: uma etnografia da vida social do teleférico da Providência

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Duarte, Ana Clara Chequetti da Rocha
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Mariana Cavalcanti Rocha dos
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
287
Idioma
Português
Palavras chave
Infraestruturas urbanas
Megaprojetos
Ruínas
Resumo

Inaugurado durante a Copa do Mundo 2014 e abandonado após os Jogos Olímpicos 2016, um gigantesco teleférico erguido na favela da Providência, no centro da cidade do Rio de Janeiro, definha com a deterioração de seus cabos de aço, torres metálicas e três enormes estações, que conectariam esta que é conhecida como "a primeira favela" à um circuito turístico, ligando à Central de transportes metropolitanos, de um lado, e à Zona Portuária, alvo da revitalização Porto Maravilha, de outro. O Teleférico da Providência participa de uma constelação de ruínas de projetos de urbanização de favelas inacabados ou abandonados, onde a mobilidade monumental simbolizava a integração das favelas e também as inseria em novos regimes de visibilidade, explorando seu potencial turístico e o valor que poderiam agregar ao marketing urbano da "Cidade Olímpica". Desde 2016, no entanto, o Rio de Janeiro passou a conviver com as diversas "carcaças" dos megaprojetos do urbanismo olímpico, muitos que, como na Providência, já eram considerados abandonados antes mesmo de estarem completos. Essa tese busca realizar uma etnografia da trajetória da vida social do Teleférico do Morro da Providência utilizando a abordagem da antropologia das infraestruturas como instrumento conceitual e metodológico para compreender seus efeitos sociopolíticos. Seguindo os escombros materiais e simbólicos gerados pelo plano de urbanização, analisam-se as racionalidades políticas que constituíram a prática do urbanismo olímpico, e sobretudo dos processos de arruinamento que as acompanham, a fim de compreender as produtividades sociais, políticas e econômicas das ruínas. Assim, essa tese pensa as ruínas não como fragilidade do poder, mas como dispositivo que constrói e gere o espaço urbano, defendendo então que a destruição infraestrutural configura um modo de produção da cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Localidade
Teleférico da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009-2016
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/22772

Uma sociologia das políticas de waterfront regeneration no Brasil: análise de três casos emblemáticos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fedozzi, Luciano
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Vivian, Mariana
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136020015
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
719
Página Final
743
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia política
Neoinstitucionalismo
Urbanismo
Waterfront regeneration
Casos múltiplos
Resumo

Este artigo discute o tema das políticas de waterfront regeneration (WR) no Brasil. Especificamente, propõe uma sociologia política dos processos institucionais de produção de tais intervenções através da análise dos casos dos projetos Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), do Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), e do Porto Novo e Novo Recife, em Recife (PE). Para tanto, articula uma leitura teórica de diferentes abordagens direcionadas aos fenômenos do político e do urbano a uma pesquisa empírica qualitativa de estudo de casos múltiplos baseado em análises documentais e entrevistas. Ao final, propõe um modelo analítico para interpretação dos casos com base na síntese teórica desenvolvida e, especialmente, na perspectiva neoinstitucionalista, e apresenta um enquadramento possível de leitura dos processos de produção de tais políticas no Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Localidade
Porto Maravilha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Porto Alegre
Localidade
Cais Mauá
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Cidade/Município
Recife
Localidade
Porto Novo e Novo Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1980-2020
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/32894

Medo do Crime, Desordens e Coesão Social no Distrito Federal

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Costa, Arthur Trindade M.
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Durante, Marcelo Ottoni
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136020011
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
613
Página Final
637
Idioma
Português
Palavras chave
Medo do Crime
Desordens
Coesão Social
Serviços Públicos
Distrito Federal
Resumo

Neste artigo analisamos o medo do crime entre os moradores do Distrito Federal utilizando os dados da Pesquisa Distrital de Vitimização, realizada em 2015. Inicialmente apresentamos as principais abordagens sobre o medo do crime e seus achados mais importantes. Em seguida, após descrever o medo do crime entre os moradores do DF, exploramos sua correlação com alguns fatores ambientais: a presença de desordens, a coesão social e a qualidade dos serviços públicos. Verificamos que dentre esses fatores ambientais, as desordens e a qualidade dos serviços públicos estão mais fortemente associadas ao medo do crime, ao passo que a coesão social se mostrou menos importante para explicar o fenômeno.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/34151

Estado de bem-estar social e “comunidades epistêmicas da austeridade fiscal” no Brasil: de Lula da Silva a Jair Bolsonaro (2003-2020)

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pinho, Carlos Eduardo Santos
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136010010
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Estado de bem-estar social
Comunidades epistêmicas da austeridade fiscal
Constituição Federal de 1988
Políticas públicas
Resumo

A partir de aparato teórico-conceitual e de pesquisa empiricamente alicerçada, este artigo analisa a construção discursiva e a inserção institucional das ideias das “comunidades epistêmicas da austeridade fiscal” no Brasil, tendo em vista o recente recrudescimento de políticas liberal-ortodoxas e suas reverberações para o Estado do bem-estar social. Trata-se de investigar quem são esses atores e instituições, como atuam, como se organizam, por quem são formados ou financiados. O principal objetivo é descobrir como suas ideias em defesa da constrição fiscal foram formuladas e disseminadas, a partir do final do primeiro mandato (2003-2006) do governo Lula da Silva (2003-2010), quando da substituição da “convenção neoliberal” pela concepção desenvolvimentista, e intensificadas no governo Dilma Rousseff (2011-2016). Tal discurso adquiriu um caráter unificado no programa de austeridade “Uma ponte para o futuro” (2015), foi sacramentado na ruptura democrática de 2016 e implementado com celeridade pelos policy-makers dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. As “comunidades epistêmicas” argumentam que as políticas públicas preconizadas na Constituição Federal de 1988 são a principal causa da elevação dos gastos com bem-estar, do crescimento acelerado da dívida pública e da provável insolvência do Estado brasileiro.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2003-2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/29907

Conflitos e arenas decisórias de megaprojetos de infraestrutura: uma discussão do Porto de São Sebastião - São Paulo/Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Feital, Marcela da Silveira
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Brondízio, Eduardo Sonnewend
Ferreira, Lúcia da Costa
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
34
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Conflitos sociais
Arena decisória
Burocracia
Megaempreendimentos
Licenciamento ambiental
Resumo

A aprovação de megaprojetos envolve arenas de negociação/decisão em diversos níveis, com atores diversos em termos de interesses e recursos sociais. Essa pesquisa analisou a arena decisória referente à expansão do Porto de São Sebastião (SP) – porto inserido em área ambientalmente peculiar, com relevância histórica, econômica e estratégica para o desenvolvimento regional/nacional. Assim, foram analisadas as implicações de uma tendência de burocratização da arena ambiental para os conflitos associados a megaprojetos. Para isso, foram adaptadas teorias sobre racionalização, conflitos e arena social. Os dados empíricos incluíram materiais de audiências públicas, mídia e relatórios técnicos, entrevistas com atores-chave. O trabalho discutiu as implicações das interações no âmbito de cada nível no planejamento e no processo de licenciamento ambiental no Brasil, demonstrando que os atores com interesses divergentes adotaram estratégias de ação diferentes para influenciar as decisões. Além disso, elementos organizacionais do processo decisório contribuíram para um diálogo desigual, menos aberto e transparente.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Sebastião
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/23971

E a festa, onde foi parar?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Evelyn, Suzanna Sochaczewski
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i1.273
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
1
Ano de Publicação
1988
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração interna
Migrante temporário
São Paulo
Resumo

É o trabalho em São Paulo que permite a sobrevivência e permanência do migrante temporário no campo. É por isso que ele vem para a cidade, mas o preço que paga é algo, pois o trabalho que o mantêm é aquele que o embrutece e que o desumaniza. O tra­balho que remunera e que volta pa­ra o sertão sob a forma de dinheiro, roupas, enxadas, arados é também aquele que dá ao migrante tempo­rário na cidade as piores condições de vida. O trabalho que garante a sua sobrevivência não garante a vida como festa em São Paulo. E assim enquanto a festa não migrar também a migração continua pro­visória recriando, a cada vez, este personagem contraditório, dividido, operário e lavrador que é o migran­te temporário.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1980
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/273