Violência

Crime e Poupança: Teoria e Evidências para o Brasil

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zilberman, Eduardo
Orientador
Mello, João Manoel Pinho de
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Economia
Instituição
PUC/RJ
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Poupança
Consumo
Resumo

Esta dissertação documenta uma relação interessante: crime parece induzir poupança. Enquanto a literatura de economia do crime vem focando-se nos determinantes da criminalidade, esse estudo analisa a questão reversa: como o crime afeta decisões econômica? Essa pergunta é interessante e importante, já que variáveis chaves podem ser influenciadas pela criminalidade. Usando dados no nível da cidade para o município de São Paulo, encontramos que cidades com mais crimes também tem um nível de poupança mais alto. Esse resultado é robusto à endogeneidade do crime, diferentes medidas de poupança, e um grande número de controles demográficos. Mais ainda, esse padrão só surge quando considerado o crime contra o patrimônio, o que é consistente com a teoria desenvolvida no primeiro capítulo dessa dissertação.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=32900

A metáfora do jogo e a resistência pela ginga: percepções do malandro na literatura brasileira

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cristino, Leandro Nascimento
Sexo
Homem
Orientador
de Goes, Frederico Augusto Liberalli
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Letras
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Paulo Lins
Jogo
Malandro
Resistência
Literatura brasileira contemporânea
Resumo

A variedade de perspectivas com que o personagem malandro é abordado na ficção brasileira demonstra a riqueza dessa figura e ajuda na compreensão do fascínio e interesse que desperta até hoje. Desde Leonardo Filho em memórias de um sargento de milícias, romance de Manuel Antônio de Almeida, até Passistinha em Cidade de Deus, escrito por Paulo Lins, são observados aproveitamentos distintos nos textos analisados: ora como o tipo brejeiro ou sedutor, mais próximo de sua idealização, como em ópera do malandro (Chico Buarque), ora como um sujeito bem pouco simpático, no papel de antagonista, como em clara dos anjos (Lima Barreto). Contudo, a habilidade de trânsito e negociação se confirma em todos os exemplares. De igual modo, o jogo se manifesta como um dos traços mais básicos da malandragem. Independentemente da modalidade, a prática lúdica pode se revelar como emblema de um comportamento singular, ousado e criativo. Essa percepção é mais evidente quando se analisa o conto malagueta, perus e bacanaço, de João Antônio. Seus protagonistas percorrem bares de São Paulo em busca de grandes apostas nas mesas de sinuca. Ao conjugar sua técnica sobre o pano verde e o acaso, nem sempre favorável, esses malandros aproximam jogo e vida, cuja imprevisibilidade demanda coragem e habilidade para superação dos obstáculos. Essa interpretação ainda explica as ambiguidades do personagem e, não apenas na literatura, mas também em outras manifestações culturais. Assim, mostrando-se flexível e dinâmico, o malandro contraria o pessimismo de muitos analistas contemporâneos, afirma sua vitalidade e resiste ao tempo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I

Mídia e criminalidade: o tratamento dos casos abílio diniz e daniela perez pela imprensa e suas implicações no direito penal brasileiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
de Souza, Diana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Pereira e Silva, Janice Caiafa
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
narrativa jornalística
estratégias discursivas
Resumo

Partindo da premissa de que os meios de comunicação de massa atuam como dispositivos de agendamento da pauta do Poder Legislativo nacional em matéria penal, este estudo busca analisar e identificar que estratégias discursivas foram utilizadas por três jornais de circulação nacional, a saber, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil, na cobertura do seqüestro do empresário Abílio Diniz em 1989 e do assassinato da atriz Daniela Perez em 1992. O primeiro episódio, aliado aos seqüestros de Antonio Beltran Martinez, Luís Salles e Roberto Medina, é considerado como aquele que apressou a elaboração e aprovação sem discussões da Lei de Crimes Hediondos. Já o caso Daniela Perez é apontado como um dos fatores que desencadeou uma campanha empreendida pelos meios de comunicação social para incluir o homicídio entre os crimes hediondos. Para tanto, empreendeu-se uma aproximação entre a narrativa jornalística e as narrativas folhetinesca e melodramática, analisando, principalmente, a construção maniqueísta de personagens, a noção de corte de capítulo, a busca pelo happy end e a humanização do relato. Considerando também que o jornalismo atua no processo de construção da realidade, contribuindo para a produção de clamor público ao redor de temas polêmicos, fundamentalmente no que tange à criminalidade violenta, analisou-se a editoria de Opinião das três publicações, em especial as Cartas dos Leitores, com o objetivo de identificar se, de fato, a opinião pública aderiu às versões defendidas pela imprensa em ambos os episódios.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1989 e 1992
Localização Eletrônica
http://www.pos.eco.ufrj.br/site/teses_dissertacoes_interna.php?tease=8

Redes e vigilância: uma experiência de cartografia psicossocial

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Castro, Rafael Barreto de
Sexo
Homem
Orientador
Pedro, Rosa Maria Leite Ribeiro
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
177
Idioma
Português
Palavras chave
vigilância
redes sócio-ténicas
cartografia
Resumo

Partindo da evidência que o ambiente urbano e seus procedimentos de planejamento aglutinam coletivos humanos e não-humanos em suas várias ordens, ressalta-se como questão neste trabalho a presença cada vez maior dos dispositivos tecnológicos de vigilância na dinâmica das cidades. Tomando como eixo o referencial teórico de Redes Sociotécnicas, que se debruça justamente sobre o tema da produção de coletivos híbridos – essas misturas de sociedade, natureza e técnica – investigou-se em que medida este tipo de abordagem poderia contribuir para a compreensão das formas contemporâneas de sociabilidade e subjetividade produzidas como efeito desta rede. Entendendo que cada sujeito traduz a rede diferentemente, buscou-se evidenciar as diferentes versões que compõem especificamente essa controvérsia tecnocientífica e suas ressonâncias. A partir da questão principal da vigilância, foram propostos como eixos temáticos a serem aprofundados as experiências (1) da segurança – que articula questões como a violência, o medo e a confiança; e (2) da visibilidade – e os sentidos propiciados de liberdade, intimidade e privacidade. Como estratégia de pesquisa, propôs-se a escolha de uma dada fração urbana monitorada por câmeras para a realização de uma cartografia segundo três momentos: gênese, situação atual e visão de futuro. O local de realização da pesquisa foi o município de Guarujá, litoral do estado de São Paulo, uma das cidades pioneiras no que se refere à vigilância por câmeras. Como eixos de “coleta de dados”, a pesquisa foi conduzida no sentido de evidenciar as diferentes traduções em dois níveis: práticas e discursos. No âmbito das práticas, observações de caráter etnográfico foram empreendidas. Quanto aos discursos, tentou-se coletá-los através das mais variadas fontes, tais como contribuições científicas e artísticas, reportagens veiculadas na mídia, documentos e, principalmente, entrevistas com os atores da rede. Foram entrevistados moradores do município, visitantes, os responsáveis pelo projeto de monitoramento e seus operadores. Para analisar o material reunido, o método utilizado foi o de “Análise de Controvérsias”, cujo mote é seguir os atores na rede, de modo a evidenciar o jogo de forças envolvido nas diferentes apropriações e no processo de estabilização da rede. Ao final, ficou evidente que as decisões acerca destes dispositivos de vigilância são tão técnicas quanto políticas, o que faz de seu percurso um traçado de constante negociações e embates, nos quais as possibilidades e os papeis jamais estão estabelecidos de antemão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarujá
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/30/teses/RafaelBarretodeCastro.pdf

A cidade como espaço de batalha urbicida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mendonça, Marcio Jose
Sexo
Homem
Orientador
Zanotelli, Claudio Luiz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Vitória
Programa
Geografia
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Militarização
Vitória (ES)
Rio de Janeiro (RJ)
Urbicídio
Espaço de Batalha
Resumo

O presente estudo aborda a forma como a guerra moderna tem sido travada em terreno urbanizado, sobretudo nas grandes cidades, considerando a alta complexidade que o cenário urbano oferece, em virtude de todo o seu processo de urbanização, como um campo de batalha tridimensional que se dá em ruas e vielas, túneis subterrâneos, áreas verticalizadas etc. As cidades, o estudo demonstra, estão sendo configuradas como espaços de batalha, onde se desenvolvem práticas urbicidas como políticas de guerra para inviabilizar a presença nas cidades daqueles que são considerados inimigos. No que diz respeito aos diferentes cenários de conflito urbano, a pesquisa utiliza-se dos casos verificados em outros países em interface com o caso brasileiro, em específico Rio de Janeiro e Vitória, que oferecem aporte de análise e evidências empíricas capazes de demonstrar que vivenciamos um processo de retomada da militarização da cidade, no qual a cidade em si se confunde e é, mesmo, pensada como espaço de batalha do ponto de vista de exércitos regulares e grupos armados com domínio de território. Estes mostram a transformação da cidade como um todo num palco de conflito complexo que envolve práticas destinadas, no fundo, além de vencer o inimigo, a destruir o seu habitat, negando-lhe a cidade. Assim, o que estamos vendo nos conflitos recentes, em diferentes locais, é um processo de destruição da urbanidade da cidade, com o objetivo de negá-la ao inimigo, ou seja, criar uma situação de “genocídio urbano”, o qual diferentes autores têm definido como urbicídio, isto é: a negação deliberada ou a simples destruição da urbanidade que propicia a vida na cidade. No caso do Rio de Janeiro e no de Vitória, embora aí não se dê uma “guerra declarada” e de alta intensidade – o urbicídio propriamente dito –, a pesquisa lança uma reflexão sobre uma estratégia de segurança que se transfigurou previamente numa política de combate à população moradora de favelas e bairros populares. Moradores de bairros populares são, na conjuntura política e social brasileira, associados a bandidos e assim vistos como inimigos do país. Hoje o cenário real alcança o patamar de espoliação urbana de grupos vulneráveis exercida pela atividade empresarial do ramo imobiliário e por grupos armados atuantes na cidade. Tanto os ramos imobiliários como os grupos armados, cada vez mais pulverizados, exercem controle territorial sobre os recursos e sobre a infraestrutura urbana, essenciais à vida ordinária na cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8643990

De fábrica de marginal a mães guerreiras: uma etnografia sobre a luta de mães de vítimas da violência do Estado

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ota, Maria Eduarda
Sexo
Mulher
Orientador
Zaluar, Alba Maria
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Maternidade militante
Racismo
Feminismo negro
Violência policial - Rio de Janeiro (Estado)
Mães
Resumo

O presente trabalho é resultado de uma etnografia multissituada sobre a atuação política de mães de vítimas da violência do Estado do Rio de Janeiro no período de 2014 a 2018. Nesses quatro anos de pesquisa acompanhei eventos públicos e privados, institucionais e não-institucionais, abertos e reservados, nos quais precisava constantemente negociar minha presença e reposicionar-me de acordo com cada situação: às vezes como pesquisadora, outras vezes como apoiadora da causa. Analisei assim atos de protesto, audiências públicas, palestras, seminários, homenagens, missas religiosas, grupos focais, cursos de capacitação, entrevistas individuais e conversas informais, além de materiais secundários como livros e documentários com a participação das mães. Destarte, a tese está dividida em três grandes partes, além da introdução e conclusão. Na primeira parte abordo a relação de mães de vítimas da violência institucional com o Estado a partir da teoria do Estado nas margens de Das e Poole e da ascensão do Estado penal de Wacquant, mostrando de que forma o Estado se apresenta para essas mulheres em seu cotidiano, sobretudo através da polícia, do sistema socioeducativo e do sistema judiciário, o que Wacquant chamaria de mão direita do Estado ou braço repressivo do Estado, onde violações aos Direitos Humanos são frequentes por se tratarem de margens desse Estado em que a linha entre o legal e ilegal é tênue e facilmente ultrapassada. Na segunda parte busco trabalhar a organização política dessas mães a partir da discussão com teorias de movimentos sociais, destacando sua organização em rede, a relação com ONGs, a construção da identidade coletiva, a profissionalização do ativismo, as pautas simbólicas e materiais incluindo tanto reivindicações de reconhecimento quanto de redistribuição, e a internacionalização da luta e da denúncia do racismo. Por fim, na última parte busco pensar o conceito de etos guerreiro como discutido por Zaluar nas favelas do Rio de Janeiro para propor a noção de etos da guerreira construído por mães de vítimas da violência institucional que se identificam como mães guerreiras , trazendo a discussão sobre a maternidade negra a partir de Collins, Davis e Rocha. Nesse sentido, a tese retrata a transformação da identidade dessas mulheres de fábricas de marginal a mães guerreiras, da heteroidentificação estigmatizante à autoidentificação positiva constitutiva de um etos específico, a partir da apropriação de sua história e da autoafirmação enquanto atrizes políticas fundamentais na defesa de Direitos Humanos e na luta contra a violência institucional e o racismo estrutural nos dias atuais.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014-2018
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/15453

Mediação de conflitos na UPP: missão dada é missão cumprida?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Camara, Bruno Chadud
Sexo
Homem
Orientador
Geraldo, Pedro Heitor Barros
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Niterói
Programa
Sociologia e Direito
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Mediação Extrajudicial
UPP
Favela
Policial Militar
Resumo

A dissertação investiga o projeto de mediação de conflitos na PMERJ, a partir de sua inserção na política de segurança pública denominada Unidades de Polícia Pacificadora. Refletimos a atuação do policial como gestor de conflitos nos ambientes de favela, o compartilhamento de suas moralidades, com as tensões dele resultantes, e o uso das ferramentas de mediação de conflitos como mecanismo de redução de tensões entre moradores. Investigamos a atuação dos policiais incumbidos da missão de realizar as mediações, a partir de casos particulares, onde pudemos observar a atuação deles diretamente na gestão de conflitos, procurando generalizar seus resultados para outras áreas de atuação da PMERJ.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7649926

“Cuidado” in Urban Brazil: an auto-ethnographic discussion of fear and safety in public space

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tseng, Han Hui
Sexo
Mulher
Orientador
Moura, Cristina Patriota de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Antropologia
Instituição
UnB
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
favela
Rocinha
Brasília
Resumo

“Cuidado!” é um dos ditos mais frequentes que recebi ao longo da minha vida urbana no Brasil. Esta dissertação se centra em analisar os conselhos e avisos de segurança que recebi nos dois lugares urbanos onde passei a maior parte do tempo: o bairro de classe média na Ala Sul de Brasília e a favela Rocinha no Rio de Janeiro. Ao me colocar como o método e como o sujeito, a auto-etnografia é aplicada neste trabalho para narrar a experiênciavivida. Partindo de minha posição como uma estrangeira no Brasil, faço uma comparação sobre segurança e violência dos dois lugares urbanos distintos e falo sobre o espaço urbano, a segurança e violência pública do Brasil, assim como meus sentimentos em relação ao perigo e ao medo. Ao longo da dissertação, os elementos diferentes da sociedade brasileira são envolvidos e elaborados, incluindo gênero, idade, etnia, classe, status, identidade baseada no lugar, posição social e vida familiar.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Bairro/Distrito
Ala Sul
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8938316

Quando é na favela e quando é no asfalto: controle social repressivo e mobilizações entre lugares de luta

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Almeida, Brena Costa de
Sexo
Mulher
Orientador
Paiva, Angela Maria de Randolpho
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC-Rio
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilização
Mães e familiares de vítimas de violência estatal
Ciclo de protesto
Militarização
Controle social repressivo
Resumo

A presente tese é construída com o objetivo de contribuir para compreensão das relações entre mobilizações e controle social repressivo, a partir de uma perspectiva socioespacial, tomando como base o ciclo de protestos de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e os movimentos de mães e familiares de vítimas de violência de Estado das favelas e periferias da cidade. Trata-se do resultado de uma experiência de pesquisa na qual foi possível acompanhar diretamente as dinâmicas de mobilização e repressão desenvolvidas durante as manifestações de 2013 e, posteriormente, junto aos coletivos e movimentos protagonizados pelas mães e familiares de vítimas de violência de Estado no Rio. Analisa ainda como se constitui a luta dos familiares em torno da reivindicação pública e elaboração política do luto e do sofrimento pela perda de um ente querido. Observou-se que durante o ciclo de protestos uma lógica repressiva de intervenções militarizadas desenvolvidas tanto no “asfalto”, quanto nas “favelas”, alcançou maior expressividade na cena pública, assim como, os eventos de protesto desencadeados pelos atores sociais nos dois contextos. Nesse sentido, a abordagem compreende os efeitos das interações entre repressão e mobilizações e explicita todo um conjunto de repertórios, de enquadramentos e de modos de subjetivação que se produzem, se conservam e se transformam no curso do tempo, resultando, de um lado, na produção da criminalização do “inimigo”, que pode ser o “insurgente” e o “indesejável” da cidade e, de outro lado, na produção de práticas, estratégias e elaborações simbólicas e discursivas por parte dos atores sociais, que constituem enquadramentos de luta por Voz e por direitos.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7748641

Dilemas para a implementação de uma política pública terriotiral: um debate sobre a UPP social

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guerreiro, Maria Pandolfi
Sexo
Mulher
Orientador
Vianna, Maria Lucia Teixeira Werneck
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas, estratégias e desenvolvimento
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas Públicas
Mapa Rápido
Favela
UPP Social
Políticas Territoriais
Resumo

Em 2010 foi implantada uma política pública para as áreas de favela do Rio de Janeiro, a UPP Social. Os principais objetivos do programa eram promover a cidadania, o desenvolvimento econômico e contribuir para a integração das favelas com o restante da cidade. Seu intuito era ajudar na consolidação de uma política de pacificação e de controle territorial pelo Estado, que estava a cargo da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) - uma política de segurança implantada dois anos antes. A UPP Social não era um programa finalístico e, sim, de articulação, que se propunha a coordenar a atuação dos órgãos públicos nas favelas. A participação dos moradores e a decisão baseada em informações qualificadas eram tidas como fundamentais para se alcançar uma maior eficiência das ações públicas. Um dos resultados desta busca por informações qualificadas foi a realização do Mapa Rápido Participativo (MRP), um diagnóstico detalhado das condições urbanas dos territórios de atuação da UPP Social. Além de se debruçar sobre o MRP, esta tese buscou entender os dilemas enfrentados por esta inovadora política pública que, certamente, será uma referência para futuras políticas sociais.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7632938