Letras

Af bolado e AF/CV dizeres além do dito a constituição do sujeito pela linguagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mata, Renato Jose Da
Sexo
Homem
Orientador
Moura, Sergio Arruda De
Ano de Publicação
2013
Programa
Cognição e Linguagem
Instituição
UENF
Idioma
Português
Palavras chave
linguagem
ideologia
assujeitamento
pichação
espaço urbano
Resumo

A presente pesquisa realizada na cidade de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, noroeste fluminense, surge da observação do comportamento e da ação por meio de inscrições e pichações, assim como da observação das situações de enunciação das expressões “AF Bolado” e “AF/CV”, de alguns alunos da instituição pública de ensino, Colégio Estadual Governador Roberto Silveira, sendo os referidos alunos, também, moradores do bairro Pimentel Marques. Assim, objetivou-se investigar tal manifestação no ambiente escolar e no espaço urbano, tendo como foco o assujeitamento na Análise do Discurso, em busca de fundamentação teórica diante da ideia da construção do sujeito pela linguagem. Diante disso, na busca pelo não dito, elemento constituinte do discurso, verificar as marcas do intradiscurso na constituição do sujeito e a revelação de que stões psicossociais na busca pela construção da identidade social. Como metodologia, em Pêcheux (1984, 1990 e 1997) e Orlandi (1984, 1988, 2003 e 2010), principalmente, busca-se uma visão acerca do espaço urbano, da instituição escola e das motivações dos enunciadores em análise. Além disso, recorre-se a dados da distribuição geográfica da cidade e à pesquisa de campo, com o intuito de averiguar a percepção de outros moradores a fim de identificar a reprodução de determinado traço cultural por meio da linguagem e a questão da autoafirmação perante outras partes da cidade. Desse modo, percebe-se na enunciação desses jovens a ressignificação de um discurso de poder por meio de questões simbólicas acerca do Comando Vermelho, facção criminosa da capital do estado, como forma de se impor perante outros moradores e outros espaços dentro da cidade. Por meio do não dito na expressão “AF Bolado”, pois “bolado” estaria o bairro e não a rua ou seu enunciador, já que enunciadores do sexo feminino também utilizam a expressão no masculino, revela-se o apagamento de um discurso dominante de valorização de espaços urbanos mais privilegiados e mais organizados em sua arquitetura, uma vez que os enunciadores nomeiam todo o bairro Pimentel Marques pela sigla “AF” referente à Rua Aristides Figueiredo, via principal do referido espaço, tendo seu início no bairro Centro e até determinada altura mantendo características de um espaço mais valorizado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Bom Jesus do Itabapoana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=649242

Escritas pela cidade: a rua como estímulo para a criação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Vanessa Camila Da
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Rogerio Barbosa Da
Ano de Publicação
2016
Programa
Estudo de Linguagens
Instituição
CEFET-MG
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
cidade
espaço público
arte urbana e trocas simbólicas
Resumo

Este trabalho se propõe a estudar o grafite como uma escrita que faz parte da humanidade desde as primeiras civilizações, e que não se intimida perante as possibilidades de várias misturas entre os códigos imagéticos e os verbais, de modo a se fundirem nas escritas embrionárias, registradas ao longo da história. A força pictórica do grafite empresta diferentes significados à palavra, e, por seu caráter coletivo, interagem no meio urbano com outras expressões. Ao longo da pesquisa viu-se que o grafite é uma das mais usuais táticas de arte urbana que se entrelaça com a arte pública no espaço citadino da cidade, que é ponto de encontro das intervenções urbanas. Ao longo do texto, tentamos mostrar a cidade, em especial Belo Horizonte como um espaço de muitos diálogos e encontros que vai das letras às imagens, os quais se entrecruzam num ambiente de profundas trocas simbólicas e expressões artísticas no cotidiano das ruas e do convívio social. A arte urbana, em destaque o grafite, apresenta, do ponto de vista social e estético, características de um elemento efêmero e provisório, feito por meio de um gesto simbólico e silencioso, em um cenário no qual as linguagens se dialogam, compartilhando os sentidos em meio às situações comunicativas do espaço urbano, onde o muro é como um caderno de caligrafia que recebe a escrita de todos aqueles que veem este território aberto para novas interações

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4752791

O DES-LUGAR DA PIXAÇÃO: UMA ESCRITA DE RESISTÊNCIA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Queiroz, Priscila De Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Soares, Luis Eustaquio
Ano de Publicação
2016
Programa
Letras
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Pixação
Minorias
Discurso
Poder
Resistências
Resumo

Para compreender melhor o aspecto resistente da escrita de pixação e salientar as tensões existentes entre discurso, poder e resistência, partimos do pressuposto de que o poder está em toda parte porque provém de todos os lugares, justamente por não ser uma instituição e nem uma estrutura, e sim uma situação estratégica complexa. Assim, como alguns discursos tentam controlar os indivíduos, existe também a luta pelo discurso (FOUCAULT, 2003). Um conjunto enorme de regras na sociedade rege os corpos e gera reações e contrarreações, criando vários cerceamentos: o muro protege do outro e a câmera protege o muro e o que está dentro dele. Há uma normatização, mas não uma normalização, afinal as pixações são formas de opor resistências a um discurso padrão e tentativas de inserir novas formações discursivas (FERNANDES, 2011). Se pixar conota recusa em aceitar determinados conceitos de valor, também reforça o ímpeto de estar em seu des-lugar – o lugar errado por (in)direito. Da maneira em que aparece, a escrita política é também um mecanismo de desterritorializaçãoe um agenciamento coletivo, o que nos permite aproximar a pixação do conceito de literatura menor (DELEUZE; GUATTARI, 1977). Sendo as pixações componentes dos sentidos da cidade, elas também simbolizam as tensões urbanas vigentes, como forma de manifestar reinvindicações sóciopolítico-culturais.Para evidenciar a potência de uns devires contramuros, selecionamos algumas pixações (tag-frases e frases) encontradas na Grande Vitória entre 2013 e 2015, que de forma afirmativa e / ou combativa inscrevem minorias em espaços estabelecidos por / para maioria.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
2013 - 2015
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3601531

Grafite: uma etnografia dos produtores da escrita urbana de Salvador

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cruz, Evanilton Goncalves Gois Da
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Emilia Helena Portella Monteiro De
Ano de Publicação
2017
Programa
Língua e Cultura
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
Leitura
Escrita
Letramentos Vernaculares
Etnografia
Grafite
Resumo

Tradicionalmente, os estudos sobre a História da Cultura Escrita eram voltados para o âmbito institucional e privilegiavam quase exclusivamente a prática ortodoxa da escrita, de modo que outras manifestações do escrito em sociedade não eram submetidas à pesquisa. Os resquícios dessa postura, atravessada por desigualdades raciais e sociais, ainda ressoam em nosso tempo. Por isso, este trabalho segue uma outra direção, aliado ao conceito de história vista de baixo (SHARPE, 1992), que busca expandir os objetos historiográficos, no intuito de examinar práticas tradicionalmente subalternizadas, como é o caso do grafite. Através de uma perspectiva sócio-histórica, observam-se os usos da escrita distante de instâncias oficiais de normatização. O presente estudo se realizou através da perspectiva etnográfica; a estratégia metodológica permitiu a observação participante e entrevistas individuais com os grafiteiros e grafiteiras da cidade. A partir da imersão no “universo” do grafite soteropolitano, foi possível analisar os usos sociais que tal prática tem para aqueles que a realizam, o que permitiu evidenciar as disputas pelo espaço público, e compreender o uso da escrita distante de instâncias oficiais de normatização e do espaço da escolarização. Apresenta-se, nesse sentido, a descrição de códigos e categorias inerentes à prática do grafite: siglas de vinculação aos grupos, estilos das letras e características do grafite soteropolitano. A contextualização do grafite em Salvador possibilitou compreender algumas trajetórias de grafiteiros e grafiteiras na cidade, bem como a transformação por quais passaram as escritas urbanas. Esse conjunto de resultados permite reconhecer a diversidade de sujeitos que participam dessa manifestação cultural e possibilita identificar como as escritas urbanas circulam na cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5010246

“Só barulho do spray foskando algum tom”: Os grafismos urbanos na paisagem sociolinguística da cidade de Juiz de Fora/MG

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Soares, Mariana Schuchter
Sexo
Mulher
Orientador
Salgado, Ana Claudia Peters
Ano de Publicação
2018
Programa
Linguística
Instituição
UFJF
Idioma
Português
Palavras chave
paisagem sociolinguística
superdiversidade
to language
graffiti e pichações
Resumo

O objetivo deste trabalho é compreender como a superdiversidade está presente na paisagem sociolinguística da cidade de Juiz de Fora/MG por meio dos grafismos urbanos (grafites e pichações), considerando que, em seus contornos locais, essas manifestações tornaram-se frequentemente plurilíngues – conforme percepção anterior nossa – apresentando fragmentos de línguas diversas. Sob a abordagem qualitativa, por meio de etnografia e etnografia visual, a partir de entrevistas com grafiteiros e pichadores da cidade, bem como de fotografias da paisagem sociolinguística, buscamos demonstrar como a superdiversidade (VERTOVEC, 2007; BLOMMAERT, 2010, 2012, 2013), produto de movimentos migratórios e do desenvolvimento da tecnologia, pode ser vivenciada por meio de repertórios cada vez mais diversificados. Consideramos, neste contexto, que os recursos linguísticos são móveis, assim como as pessoas (KROON, DONG & BLOMMAERT, 2011), e que esses recursos são absorvidos pelo meio ambiente sociolinguístico, adaptados a ele e influenciados por grafias já existentes, formas locais de pronúncia, padrões pragmáticos ou poéticos dominantes etc. (BLOMMAERT, 2012). Buscamos desconstruir, dessa forma, a ideia de que a cidade em questão é monolíngue por meio da observação de sua paisagem, que não é só linguística, mas também social. Nesse sentido, falamos de to language, i.e, de língua como verbo (SHOHAMY, 2006; MAKONY E PENNYCOOK, 2007; GARCÍA, 2009), das práticas que estão nas ruas, longe das instituições que propagam as formas normativas, e que estão muito mais ligadas à agentividade e criatividade linguísticas. As evidências encontradas e registradas (120 fotografias) apontam para a presença de manifestações plurais em línguas diversas (como italiano, latim, espanhol, francês, inglês, entre outras) e de codemeshing (CANAGARAJAH, 2013). Apesar de existirem pichações espalhadas por toda a área de 1.435,664 km2 da cidade, inclusive em bairros periféricos, o estilo delas geralmente se difere do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Belo Horizonte. Em vez de códigos, i.e., símbolos gráficos do tag reto, encontramos, em Juiz de Fora, com mais frequência, pichações em forma de palavras que podem facilmente ser lidas por um leigo, por alguém que está fora da “cultura do spray”. Neste contexto, além de “agredir a sociedade”, a pichação também “se comunica” com ela. A ideia é protestar sim (uma vez que a propriedade privada é utilizada), mas também compartilhar ideias e marcar presença na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Juíz de Fora
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6325419

A CIDADE COMO UM LIVRO ABERTO: caligrafias urbanas nas ruas de Natal/RN

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Azevedo, Paulo Victor Felix De
Sexo
Homem
Orientador
Takeuti, Norma Missae
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
Graffiti
Pixo
Literatura menor
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo investigar a cidade contemporânea a partir do fenômeno da “Arte Urbana”, especificamente os segmentos - graffiti e pixo -, na cidade de Natal. Tendo como base a proposta de pensar “a cidade como um livro aberto”, para articular os conceitos teóricos com a experimentação artística na qual se insere o pesquisador, a superfície da cidade é pensada nesse contexto como material de análise científica ao mesmo tempo que densa descrição narrativa. Para tal finalidade, são explorados três conceitos principais; o de literatura menor (DELEUZE; GUATTARI, 1977); a partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005); e heterotopia (FOUCAULT, 2013). Nesse sentido, a pesquisa encadeia o exercício intelectual com a sensibilidade poética, para perceber e pensar as escritas citadinas. Sendo assim, o trabalho tem como propósito evidenciar as narrativas enunciadas por essas práticas, questionando como elas ressignificam o espaço urbano de modo estético e político, na medida em que desafiam a arquitetura da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6629411

Gonzaga de Sá, um flâneur com “pés-de-chumbo”: cidade e modernidade em Lima Barreto

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cristina Machado, Maria
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
13
Ano de Publicação
1998
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
costumes
literatura
crítica social
contexto histórico
Resumo

O artigo explora as visões da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX, presentes no romance de Lima Barreto e discute como a dinâmica da implantação da modernidade em contextos periféricos se processa tardiamente e de forma subalterna em relação às metrópoles, centros do capitalismo internacional.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
início do século XX
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44236

O Grafite como discurso de (Re)Existência na Ladeira da Preguiça

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Reis, Isabela Assunção
Sexo
Mulher
Orientador
Teixeira, Maria da Conceição Reis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Salvador
Programa
Estudo de linguagens
Instituição
UNEB
Página Inicial
1
Página Final
93
Idioma
Português
Palavras chave
Análise de Discurso
Memória
Contradiscurso
Ladeira da Preguiça
Grafite
Resumo

Trata-se da Análise do Discurso de re(existência) na Ladeira da Preguiça sob a ótica da linha francesa, filiada á Teoria Pêcheutiana. Tomaram-se como operador de análise os conceitos de memória, sujeito discursivo e forma de silêncio, para investigar quais discursos são materializados pelos grafites elaborados para eventos políticos-culturais na localidade da Ladeira da Preguiça em Salvador/Ba. Fundada no século XVI, é a segunda ladeira da primeira capital do Brasil, atualmente classificada como uma das “cracolândias” da metrópole baiana, pelo grande número de dependentes químicos e/ou pessoas em situação de rua, um dos motivos para ser marginalizada e sofrer com o preconceito social. Um dos mecanismos encontrados pela comunidade, para alterar está realidade, foi através dos grafites, produzidos nas fachadas das casas e nas faixas que compõem as manifestações culturais promovidas pelos “preguiçosos”, com intuito de resgatar a cidadania e identidade local. Constitui-se assim, discursivamente como uma comunidade que emerge sentidos no espaço urbano. O grafite, linguagem que era repudiada pela organização da cidade - por revelar o que o discurso dominante por muito tempo tentou silenciar – faz retomar o sentido histórico através de seu interdiscurso e, hoje, é utilizado pelos moradores para romper o silêncio social e institucional ao qual são submetidos. Discutem-se os possíveis efeitos de sentidos gerados pelos grafites, destacando seu papel como linguagem, e sua importância como testemunho histórico e social, consequentemente, como operador da memória discursiva. Sua leitura forneceu elementos para uma análise contemporânea, que o concebeu como objeto simbólico, produtor de sentido, com características conceptuais e estéticas próprias, apontando questões sobre o contexto sócio-histórico-ideológico no qual foi produzido. Deste modo, o grafite contribui com a memória social como um contradiscurso, que rompe o silenciamento e a relação do público e do privado, de forma subversiva. Materializa-se como prática contra hegemônica, dos lugares de produções dos dizeres. Por conseguinte, o material aqui analisado apontou para as condições de produção, dos dizeres nele contidos, revelando a realidade social da comunidade da Ladeira da Preguiça, bem como a posição dos sujeitos dos dizeres, frente à problemática social na que estão submetidos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Ladeira da Preguiça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9365726

Goiânia: cidade de pedras e de palavras

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mello, Márcia Metran de
Sexo
Mulher
Orientador
Rouanet, Barbara Freitag
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
491
Página Final
514
Idioma
Português
Palavras chave
Goiânia
imaginário urbano
espaço urbano
literatura
Resumo

"Goiânia: cidade de pedras e de palavras" trabalha, principalmente, com o imaginário urbano. É uma pesquisa que quer ver emergir a cidade oculta no imaginário de seus habitantes. Considerando-se que a cidade pode ser desvelada pela justaposição de olhares e discursos, opta-se por eleger como fonte de estudos, o espaço urbano e a literatura.

O espaço urbano, denominado "cidade de pedras", tem como enfoque o plano urbanístico de Goiânia e as diferentes manifestações arquitetônicas que surgiram ao longo de sua existência. As análises buscam captar o dinamismo da vida urbana e seus múltiplos significados, atribuídos pela população e pelo poder público. Nesse sentido, a retrospectiva ao passado é necessária para um entendimento mais amplo da cidade de hoje.

A "cidade de palavras", ou seja, a cidade vista pela literatura, lança luz sobre as representações literárias feitas sobre a Goiânia de hoje. Não se trata, porém, de crítica literária; a literatura é suporte para estudos de cunho sociológico. Com esse intuito, investiga-se toda a produção de crônicas publicadas, durante o ano de 2003, nos dois principais jornais da capital de Goiás, O Popular e Diário da Manhã, totalizando 520 textos. Nesses escritos, a cidade imaginária apresenta-se nas entrelinhas.

"A cidade de pedras" e "a cidade de palavras" conectam-se e entrecruzam suas significações. A compreensão de uma leva à elucidação da outra.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5120

Brasília: as controvérsias da uitopia modernista na cidade das palavras

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barroso, Eloísa Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Rouanet, Barbara Freitag
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
236
Idioma
Português
Palavras chave
literatura
sociologia
cidade moderna
Resumo

Brasília:  as  controvérsias  da  utopia  modernista  na  cidade das  palavras  é  uma  pesquisa  que  busca  fazer  emergir  da  “cidade das palavras” a “cidade real”. Considera-se, aqui, que a justaposição do  discurso  sociológico  ao  discurso  literário  permite  o desvelar de  Brasília:  a  cidade modernista.  Na  tentativa  de  estabelecer uma  leitura  da  cidade  construída  sob  os  preceitos  da arquitetura modernista,  procura-se  nesta  tese, sob  o  prisma  de  uma  leitura sociológica, analisar os textos literários que têm Brasília como lugar para a tessitura da crônica, do conto, do romance e da poesia. Nas análises  dos  textos  literários,  procura-se  a configuração  de  uma cidade  moderna  que,  ao  longo  do  seu  processo  de urbanização, passa  por  várias  transformações.  Nesta pesquisa,  trabalha-se  com a  hipótese  de  que  o  texto  literário  é  um locus  privilegiado para se  perceber  o  processo  de “megalopolização”  vivenciado  pela cidade.  Sensível  às  profundas  transformações  nas  relações  sociais que são responsáveis por transfigurar a racionalidade e a aura de metrópole modernista planejada, ele decodifica as metamorfoses por meio de uma linguagem subjetiva. Com sensibilidade, a cidade vista  pela  linguagem  literária  torna-se  suporte  para  a  imersão  de estudos  pertinentes  à sociologia  urbana.  A  “cidade-texto”  capta  o dinamismo da vida urbana e os diversos sentidos atribuídos à cidade. Assim, Brasília ora é utopia, ora é solidão, ora é a megalópole em construção. E é dessa diversidade de significações que a “cidade das palavras” produz a “fisiognomia” da “cidade real”.

Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio2.unb.br/bitstream/10482/1140/1/DISSERTACAO_2008_EloisaPereiraBarroso.pdf