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“Só barulho do spray foskando algum tom”: Os grafismos urbanos na paisagem sociolinguística da cidade de Juiz de Fora/MG

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Soares, Mariana Schuchter
Sexo
Mulher
Orientador
Salgado, Ana Claudia Peters
Ano de Publicação
2018
Programa
Linguística
Instituição
UFJF
Idioma
Português
Palavras chave
paisagem sociolinguística
superdiversidade
to language
graffiti e pichações
Resumo

O objetivo deste trabalho é compreender como a superdiversidade está presente na paisagem sociolinguística da cidade de Juiz de Fora/MG por meio dos grafismos urbanos (grafites e pichações), considerando que, em seus contornos locais, essas manifestações tornaram-se frequentemente plurilíngues – conforme percepção anterior nossa – apresentando fragmentos de línguas diversas. Sob a abordagem qualitativa, por meio de etnografia e etnografia visual, a partir de entrevistas com grafiteiros e pichadores da cidade, bem como de fotografias da paisagem sociolinguística, buscamos demonstrar como a superdiversidade (VERTOVEC, 2007; BLOMMAERT, 2010, 2012, 2013), produto de movimentos migratórios e do desenvolvimento da tecnologia, pode ser vivenciada por meio de repertórios cada vez mais diversificados. Consideramos, neste contexto, que os recursos linguísticos são móveis, assim como as pessoas (KROON, DONG & BLOMMAERT, 2011), e que esses recursos são absorvidos pelo meio ambiente sociolinguístico, adaptados a ele e influenciados por grafias já existentes, formas locais de pronúncia, padrões pragmáticos ou poéticos dominantes etc. (BLOMMAERT, 2012). Buscamos desconstruir, dessa forma, a ideia de que a cidade em questão é monolíngue por meio da observação de sua paisagem, que não é só linguística, mas também social. Nesse sentido, falamos de to language, i.e, de língua como verbo (SHOHAMY, 2006; MAKONY E PENNYCOOK, 2007; GARCÍA, 2009), das práticas que estão nas ruas, longe das instituições que propagam as formas normativas, e que estão muito mais ligadas à agentividade e criatividade linguísticas. As evidências encontradas e registradas (120 fotografias) apontam para a presença de manifestações plurais em línguas diversas (como italiano, latim, espanhol, francês, inglês, entre outras) e de codemeshing (CANAGARAJAH, 2013). Apesar de existirem pichações espalhadas por toda a área de 1.435,664 km2 da cidade, inclusive em bairros periféricos, o estilo delas geralmente se difere do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Belo Horizonte. Em vez de códigos, i.e., símbolos gráficos do tag reto, encontramos, em Juiz de Fora, com mais frequência, pichações em forma de palavras que podem facilmente ser lidas por um leigo, por alguém que está fora da “cultura do spray”. Neste contexto, além de “agredir a sociedade”, a pichação também “se comunica” com ela. A ideia é protestar sim (uma vez que a propriedade privada é utilizada), mas também compartilhar ideias e marcar presença na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Juíz de Fora
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6325419

A CIDADE COMO UM LIVRO ABERTO: caligrafias urbanas nas ruas de Natal/RN

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Azevedo, Paulo Victor Felix De
Sexo
Homem
Orientador
Takeuti, Norma Missae
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
Graffiti
Pixo
Literatura menor
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo investigar a cidade contemporânea a partir do fenômeno da “Arte Urbana”, especificamente os segmentos - graffiti e pixo -, na cidade de Natal. Tendo como base a proposta de pensar “a cidade como um livro aberto”, para articular os conceitos teóricos com a experimentação artística na qual se insere o pesquisador, a superfície da cidade é pensada nesse contexto como material de análise científica ao mesmo tempo que densa descrição narrativa. Para tal finalidade, são explorados três conceitos principais; o de literatura menor (DELEUZE; GUATTARI, 1977); a partilha do sensível (RANCIÈRE, 2005); e heterotopia (FOUCAULT, 2013). Nesse sentido, a pesquisa encadeia o exercício intelectual com a sensibilidade poética, para perceber e pensar as escritas citadinas. Sendo assim, o trabalho tem como propósito evidenciar as narrativas enunciadas por essas práticas, questionando como elas ressignificam o espaço urbano de modo estético e político, na medida em que desafiam a arquitetura da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6629411

Gonzaga de Sá, um flâneur com “pés-de-chumbo”: cidade e modernidade em Lima Barreto

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cristina Machado, Maria
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
13
Ano de Publicação
1998
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
costumes
literatura
crítica social
contexto histórico
Resumo

O artigo explora as visões da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX, presentes no romance de Lima Barreto e discute como a dinâmica da implantação da modernidade em contextos periféricos se processa tardiamente e de forma subalterna em relação às metrópoles, centros do capitalismo internacional.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
início do século XX
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44236

O Grafite como discurso de (Re)Existência na Ladeira da Preguiça

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Reis, Isabela Assunção
Sexo
Mulher
Orientador
Teixeira, Maria da Conceição Reis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Salvador
Programa
Estudo de linguagens
Instituição
UNEB
Página Inicial
1
Página Final
93
Idioma
Português
Palavras chave
Análise de Discurso
Memória
Contradiscurso
Ladeira da Preguiça
Grafite
Resumo

Trata-se da Análise do Discurso de re(existência) na Ladeira da Preguiça sob a ótica da linha francesa, filiada á Teoria Pêcheutiana. Tomaram-se como operador de análise os conceitos de memória, sujeito discursivo e forma de silêncio, para investigar quais discursos são materializados pelos grafites elaborados para eventos políticos-culturais na localidade da Ladeira da Preguiça em Salvador/Ba. Fundada no século XVI, é a segunda ladeira da primeira capital do Brasil, atualmente classificada como uma das “cracolândias” da metrópole baiana, pelo grande número de dependentes químicos e/ou pessoas em situação de rua, um dos motivos para ser marginalizada e sofrer com o preconceito social. Um dos mecanismos encontrados pela comunidade, para alterar está realidade, foi através dos grafites, produzidos nas fachadas das casas e nas faixas que compõem as manifestações culturais promovidas pelos “preguiçosos”, com intuito de resgatar a cidadania e identidade local. Constitui-se assim, discursivamente como uma comunidade que emerge sentidos no espaço urbano. O grafite, linguagem que era repudiada pela organização da cidade - por revelar o que o discurso dominante por muito tempo tentou silenciar – faz retomar o sentido histórico através de seu interdiscurso e, hoje, é utilizado pelos moradores para romper o silêncio social e institucional ao qual são submetidos. Discutem-se os possíveis efeitos de sentidos gerados pelos grafites, destacando seu papel como linguagem, e sua importância como testemunho histórico e social, consequentemente, como operador da memória discursiva. Sua leitura forneceu elementos para uma análise contemporânea, que o concebeu como objeto simbólico, produtor de sentido, com características conceptuais e estéticas próprias, apontando questões sobre o contexto sócio-histórico-ideológico no qual foi produzido. Deste modo, o grafite contribui com a memória social como um contradiscurso, que rompe o silenciamento e a relação do público e do privado, de forma subversiva. Materializa-se como prática contra hegemônica, dos lugares de produções dos dizeres. Por conseguinte, o material aqui analisado apontou para as condições de produção, dos dizeres nele contidos, revelando a realidade social da comunidade da Ladeira da Preguiça, bem como a posição dos sujeitos dos dizeres, frente à problemática social na que estão submetidos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Ladeira da Preguiça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9365726

Goiânia: cidade de pedras e de palavras

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mello, Márcia Metran de
Sexo
Mulher
Orientador
Rouanet, Barbara Freitag
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
491
Página Final
514
Idioma
Português
Palavras chave
Goiânia
imaginário urbano
espaço urbano
literatura
Resumo

"Goiânia: cidade de pedras e de palavras" trabalha, principalmente, com o imaginário urbano. É uma pesquisa que quer ver emergir a cidade oculta no imaginário de seus habitantes. Considerando-se que a cidade pode ser desvelada pela justaposição de olhares e discursos, opta-se por eleger como fonte de estudos, o espaço urbano e a literatura.

O espaço urbano, denominado "cidade de pedras", tem como enfoque o plano urbanístico de Goiânia e as diferentes manifestações arquitetônicas que surgiram ao longo de sua existência. As análises buscam captar o dinamismo da vida urbana e seus múltiplos significados, atribuídos pela população e pelo poder público. Nesse sentido, a retrospectiva ao passado é necessária para um entendimento mais amplo da cidade de hoje.

A "cidade de palavras", ou seja, a cidade vista pela literatura, lança luz sobre as representações literárias feitas sobre a Goiânia de hoje. Não se trata, porém, de crítica literária; a literatura é suporte para estudos de cunho sociológico. Com esse intuito, investiga-se toda a produção de crônicas publicadas, durante o ano de 2003, nos dois principais jornais da capital de Goiás, O Popular e Diário da Manhã, totalizando 520 textos. Nesses escritos, a cidade imaginária apresenta-se nas entrelinhas.

"A cidade de pedras" e "a cidade de palavras" conectam-se e entrecruzam suas significações. A compreensão de uma leva à elucidação da outra.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5120

Brasília: as controvérsias da uitopia modernista na cidade das palavras

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barroso, Eloísa Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Rouanet, Barbara Freitag
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Página Inicial
1
Página Final
236
Idioma
Português
Palavras chave
literatura
sociologia
cidade moderna
Resumo

Brasília:  as  controvérsias  da  utopia  modernista  na  cidade das  palavras  é  uma  pesquisa  que  busca  fazer  emergir  da  “cidade das palavras” a “cidade real”. Considera-se, aqui, que a justaposição do  discurso  sociológico  ao  discurso  literário  permite  o desvelar de  Brasília:  a  cidade modernista.  Na  tentativa  de  estabelecer uma  leitura  da  cidade  construída  sob  os  preceitos  da arquitetura modernista,  procura-se  nesta  tese, sob  o  prisma  de  uma  leitura sociológica, analisar os textos literários que têm Brasília como lugar para a tessitura da crônica, do conto, do romance e da poesia. Nas análises  dos  textos  literários,  procura-se  a configuração  de  uma cidade  moderna  que,  ao  longo  do  seu  processo  de urbanização, passa  por  várias  transformações.  Nesta pesquisa,  trabalha-se  com a  hipótese  de  que  o  texto  literário  é  um locus  privilegiado para se  perceber  o  processo  de “megalopolização”  vivenciado  pela cidade.  Sensível  às  profundas  transformações  nas  relações  sociais que são responsáveis por transfigurar a racionalidade e a aura de metrópole modernista planejada, ele decodifica as metamorfoses por meio de uma linguagem subjetiva. Com sensibilidade, a cidade vista  pela  linguagem  literária  torna-se  suporte  para  a  imersão  de estudos  pertinentes  à sociologia  urbana.  A  “cidade-texto”  capta  o dinamismo da vida urbana e os diversos sentidos atribuídos à cidade. Assim, Brasília ora é utopia, ora é solidão, ora é a megalópole em construção. E é dessa diversidade de significações que a “cidade das palavras” produz a “fisiognomia” da “cidade real”.

Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio2.unb.br/bitstream/10482/1140/1/DISSERTACAO_2008_EloisaPereiraBarroso.pdf

Livros migrantes – uma geografia literária do livro yiddish no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Acselrad, Henri
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/1980-85852503880006207
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração judaica
Bibliotecas
Geografia literária
Livro yiddish
Resumo

O presente texto reconstitui a geografia literária do livro yiddish traçada pela imigração judaica da Europa do Leste para o Rio de Janeiro, a partir do início do século XX. Examinando as marcas da trajetória espacial destes livros migrantes, o artigo procura, a partir da consulta ao acervo composto ao longo de mais de cem anos pela Biblioteca Scholem Aleichem do Rio de Janeiro, descrever a espacialidade dos fluxos culturais expressos nos livros e entender a sequência de ações que deu vida extraterritorial a tais objetos, exprimindo os conteúdos intelectuais compartilhados por uma geração que militou na convergência entre luta social e luta linguística.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/remhu/a/Ksp7tpxRwQcBTymL3WTsNtb/?lang=pt

Imagens de migrantes na poesia de Mário de Andrade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Costa, Iná Camargo
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
6
Ano de Publicação
1993
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Modernismo brasileiro
Poesia
Industrialização
Arte
Italianos
Resumo

Mário de Andrade acreditava na possibilidade da língua falada no Brasil se tornar independente da portuguesa. Por conta disso, adotou o procedimento reco­mendado por Maiakóvski: escrever de acor­do com a língua falada, sem se preocupar com as regras gramaticais (portuguesas) vigentes. Vivendo numa cidade como São Paulo, impensável sem os imigrantes que a construíram, não seria de admirar que os sons, palavras e expressões por ele ouvidos nas ruas da cidade acabassem aparecendo na sua poesia.

Nos anos 20, quando Mário de Andrade começou a escrever poesia moderna, São Paulo era uma cidade que mostrava em sua paisagem imigrantes de diversas naciona­lidades. principalmente italianos. E Mário usava suas palavras e expressões em sua poesia. Por outro lado, a cidade integrava-se aceleradamente ao mundo industriali­zado, de modo que também estavam no ar as línguas inglesa e francesa. A primeira sobretudo nas relações econômicas e a segunda como índice de “cultura erudi­ta”. Com essas informações, mesmo su­márias, é possível decodificar tanto o em­prego simpático quanto o crítico de ex­pressões em línguas estrangeiras nos poe­mas do livro Paulicéia Desvairada, publi­cado em 1922.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1920
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/383

Brasileiros migrantes na literatura

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sales, Teresa
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i43.846
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura
Migração
Narrativas
Resumo

A academia se debruça sobre o fenômeno das migrações analisando seus aspectos demográficos, econômicos, sociais e políticos. Há porém uma outra perspectiva pela qual têm sido abordadas as migrações, sejam elas intemas a um país ou internacionais. Pelo seu caráter de epopéia, de êxodo e de aventura que mobiliza m ilhares de pessoas em movimentos de desenrasizamento, as migrações têm dado origem a uma vasta produção literária. E nessa produção literária que melhor se expressa o drama humano das migrações. Quem melhor do que Steinbeck para expressar o êxodo rural provocado pela Crise de 1929 nos Estados Unidos?

Apesar da recência de nossa emigração em direção a outros países, a partir do momento em que me interessei por esse fenômeno, fiquei atenta à produção literária sobre o assunto. O que encontrei foi ainda muito pouco. Porém já com algumas obras sugestivas e que indicam um campo fértil para outros trabalhos, à  à medida em que o Brasil solidifica sua posição de país também de emigração.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/846

A difícil viagem de retorno à aldeia

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Amorim, José Edilson de
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura brasileira
Migração
Antônio Torres
Oswaldo Elias Xidieh
Resumo

O romance de Antônio Torres tematiza o complexo da volta do migrante ao local de origem com a mesma dimensão humana, concretamente dramática, apontada pelo vivo ensaio antropológico do professor paulista Oswaldo Elias Xidieh: as marcas da esperança, da frustração e da impossibilidade. A presença dramática de um dos personagens centrais do romance expõe um percurso existencial que resume a trágica situação social de muitos outros migrantes. Acompanhemos os caminhos de Nelo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1970
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/843