Espaço urbano

A pichação como fenômeno socioambiental na cidade de Manaus

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Padilla, Vinicius
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Lolete Ribeiro Da
Ano de Publicação
2012
Programa
Psicologia
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação
Espaço Urbano
Juventude
Pichação
Urban Space
Resumo

A pichação é um fenômeno que ocorre com jovens nas grandes cidades e centros urbanos. A presente pesquisa estudou esta prática por um viés socioambiental a partir dos significados e motivações dos pichadores. A principal base teórica deste trabalho é a psicologia socioambiental de Ernest Fischer, a teoria dos affordances de James Gibson e a análise de ensignação espacial de Jean Baudrillard. Concebemos ainda que os praticantes da pichação são jovens e através da teoria sociohistórica, não entendemos esta juventude como uma fase, mas sim como uma prática atuante na sociedade. Este estudo teve como objetivo geral investigar os aspectos sócioambientais presentes na prática da pichação no espaço urbano e como objetivos específicos caracterizar as diferentes formas da pichação, que ocorrem em diversos lugares da cidade; analisar as formas de escolha dos espaços e as formas de apropriação pela pichação; verificar as motivações e significados dados pelos jovens que praticam a pichação. Para realização destes a pesquisa utilizou de abordagem multimétodos no intuito de conceber a pichação de forma mais ampla e utilizando a catalogação fotográfica, entrevistas semi-estruturadas, registro em diário de campo. Estudou-se mais de 2.000 fotos com pichações em relação aos tipos de mensagens e lugares de pichação. Obteve-se como resultado que a maior parte das pichações (97%) traz mensagens comunicativas ou não-reflexivas e tiveram como lugares mais comuns lojas, indústrias e centros comerciais (33,9%), residências e propriedades privadas (28,8%) e espaços de uso público (15%). Nas entrevistas ficou claro que os jovens pichadores analisam sua prática como uma forma de vandalismo, necessidade de reconhecimento, envolvimento coletivo na cena, literatura social, protesto, prática ilegal. Além disto, eles veem na figura do pichador alguém que possui vontade de se destacar, mas que se sente incompreendido, marginalizado, diferente e consciente de sua ação e limites. Descobriu-se ainda que os principais motivos que levam os pichadores a agir são busca de liberdade, influência dos grupos, forma de se sentir produtivo, necessidade de contestação, protesto, transformação, adrenalina, proibição, interação com a cena de pichadores, desejo, entre outros. Por fim percebeu-se que a pichação trata de uma relação socioambiental bastante complexa onde os pichadores agem dialeticamente, modificando o espaço da cidade ao mesmo que se transformam no contato com este.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Manaus
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/2850

Grafite em Vila Velha: a transgressão se faz presente

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Michalovzkey, Sergio Ronaldo Skrypnik
Sexo
Homem
Orientador
Bezerra, Angela Maria Grando
Ano de Publicação
2013
Programa
Artes
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Graffiti
Arte Urbana
Vila Velha/ES
Resumo

Esta pesquisa tem como tema central o grafite como uma das possíveis expressões urbanas na cidade de Vila Velha, região metropolitana de Vitória, no estado do Espírito Santo. A fim de entendê-lo na contemporaneidade, foi necessária breve abordagem histórica assim como o levantamento de teorias sobre o planejamento arquitetônico-urbanístico. Tais elementos auxiliaram no trânsito por conceitos -mundiais -, até aportar, por fim, na cidade de Vila Velha. Além disso, a busca histórica a partir da década de 1960 ilustra os dois principais polos do grafite: Europa, maio de 1968 e Estados Unidos e, em especial, sua incorporação como um dos tripés de sustentação do movimento Hip-Hop. Têm-se também a visualização de como este fenômeno global se reproduz no Brasil e especificamente em Vila Velha. O apoio em referências bibliográficas; teses; dissertações; sites e em caráter complementar - porém não de menor importância, entrevistas e conversas por e-mails realizadas com seus praticantes; em especial o grafiteiro Bertz, é relevante para o entendimento das ações dos grafiteiros e pichadores. O estudo reconhece-as e ilustra a amplitude da difusão da estética inerente ao grafite e à pichação, em ambientes e mídias diversos, com destaque para seu caráter transgressor e ao mesmo tempo elabora um de seus paradoxos: a realimentação do sistema de bens de consumo cultural que ora nega, ora viabiliza sua existência.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Vila Velha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99019

Af bolado e AF/CV dizeres além do dito a constituição do sujeito pela linguagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mata, Renato Jose Da
Sexo
Homem
Orientador
Moura, Sergio Arruda De
Ano de Publicação
2013
Programa
Cognição e Linguagem
Instituição
UENF
Idioma
Português
Palavras chave
linguagem
ideologia
assujeitamento
pichação
espaço urbano
Resumo

A presente pesquisa realizada na cidade de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, noroeste fluminense, surge da observação do comportamento e da ação por meio de inscrições e pichações, assim como da observação das situações de enunciação das expressões “AF Bolado” e “AF/CV”, de alguns alunos da instituição pública de ensino, Colégio Estadual Governador Roberto Silveira, sendo os referidos alunos, também, moradores do bairro Pimentel Marques. Assim, objetivou-se investigar tal manifestação no ambiente escolar e no espaço urbano, tendo como foco o assujeitamento na Análise do Discurso, em busca de fundamentação teórica diante da ideia da construção do sujeito pela linguagem. Diante disso, na busca pelo não dito, elemento constituinte do discurso, verificar as marcas do intradiscurso na constituição do sujeito e a revelação de que stões psicossociais na busca pela construção da identidade social. Como metodologia, em Pêcheux (1984, 1990 e 1997) e Orlandi (1984, 1988, 2003 e 2010), principalmente, busca-se uma visão acerca do espaço urbano, da instituição escola e das motivações dos enunciadores em análise. Além disso, recorre-se a dados da distribuição geográfica da cidade e à pesquisa de campo, com o intuito de averiguar a percepção de outros moradores a fim de identificar a reprodução de determinado traço cultural por meio da linguagem e a questão da autoafirmação perante outras partes da cidade. Desse modo, percebe-se na enunciação desses jovens a ressignificação de um discurso de poder por meio de questões simbólicas acerca do Comando Vermelho, facção criminosa da capital do estado, como forma de se impor perante outros moradores e outros espaços dentro da cidade. Por meio do não dito na expressão “AF Bolado”, pois “bolado” estaria o bairro e não a rua ou seu enunciador, já que enunciadores do sexo feminino também utilizam a expressão no masculino, revela-se o apagamento de um discurso dominante de valorização de espaços urbanos mais privilegiados e mais organizados em sua arquitetura, uma vez que os enunciadores nomeiam todo o bairro Pimentel Marques pela sigla “AF” referente à Rua Aristides Figueiredo, via principal do referido espaço, tendo seu início no bairro Centro e até determinada altura mantendo características de um espaço mais valorizado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Bom Jesus do Itabapoana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=649242

Pixadores de elite: duas décadas de uma grife

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Soares, Flavia Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Freitas, Renan Springer De
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Transgressão
Apropriação do espaço urbano
Resumo

O artigo apresenta uma breve contextualização em relação à forma como os Pixadores de Elite da cidade de Belo Horizonte se apropriam do espaço urbano. O grupo foi fundado em 1992 com o objetivo de divulgar a pixação na paisagem citadina. Dessa maneira, para esboçar a pesquisa, utilizou-se uma metodologia qualitativa através da observação participante, entrevistas semiestruturadas e análises de reportagens entre os anos de 1992 à 2013. De acordo com os resultados da investigação, observa-se uma distinção entre a formação do grupo nos anos 90 e 2000 e, por conseguinte, uma forma diferenciada para circular pela metrópole. O contexto permitiu verificar como os jovens constituem identidades, apropriam do espaço urbano e transgridem as leis através dos nomes pixados, tomando como perspectiva a cultura de rua, a segregação social e a distinção entre o espaço público e privado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
1992 - 2013
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=357232

De Olho nos Muros: Itinerário do Graffiti em Fortaleza

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Lara Denise Oliveira
Sexo
Mulher
Orientador
Diogenes, Gloria Maria Dos Santos
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
graffiti
pixação
habitus transgressor
Resumo

Este trabalho tem como tema o graffiti na cidade de Fortaleza e os desdobramentos dessa prática entre lugares: “dentro” e “fora” das cenas que congregam a paisagem dessas experiências. Entende-se por graffiti imagens figurativas, desenhos, letras e nomes feitos com tinta spray de várias cores em muros, paredes, viadutos, caixas de telefone, entre outros suportes, que compõem a paisagem das cidades grandes e médias, brasileiras e internacionais. Visto como atividade marginal em um passado recente no Brasil, o graffiti atualmente é uma prática permitida por lei, embora sua legalização ainda comporte contradições. Ele vem sendo cada vez mais utilizado pela mídia e publicidade e parece ter atraído a atenção da população em geral. No âmbito das visões de positividade do graffiti, identificam-se, comumente, duas posições: a que acredita que se trata de uma intervenção que embeleza a cidade e segundo a que considera que essa atividade desvia o foco da pixação e de experiências de delinquência. Pode-se dizer que o graffiti, mesmo atravessado por entendimentos diversos, é uma das linguagens que compõe a street art ou arte urbana, conceito do universo da arte que compreende as produções artísticas que utilizam o urbano como tema e como suporte. Ele também pode ser considerado uma espécie de “caligrafia urbana”, já que as letras também tem lugar no graffiti, constituindo um de seus estilos mais antigo e privilegiado. Por ocupar a esfera pública, o graffiti faz parte do rol dos registros murais que desde a pré-história utilizam as superfícies públicas para comunicação, protestos, declarações etc. Ao acompanhar os itinerários dos grafiteiros pela cidade, foi possível esboçar uma cartografia do graffiti em Fortaleza identificando-se: como ocorre a escolha dos locais grafitados, quem são os grafiteiros, de que maneira relacionam-se com a cidade, como constroem seus repertórios artísticos e de que forma articulam um habitus (BOURDIEU, 1993; 2003) específico, denominado por mim de transgressor, que é o que garante o reconhecimento como grafiteiro dentro e fora da cena. A relação entre graffiti e pixação também foi discutida, revelando as conexões que existem entre estas duas práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=99828

E ai, vai ficar de toca? Cola com nós!

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Leila Cristina Leite
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Antonio Mauricio Dias Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude grafiteira
grafite
hip hop
sociabilidade
rua
Resumo

A juventude grafiteira de Belém mobiliza uma imensa rede de sociabilidade para realizar seus projetos, principalmente o “Mutirão de Grafite”. Esse projeto leva o grafite e o Movimento Hip Hop para as ruas dos bairros periférico de Belém. E esse trabalho toma esse projeto como ponto de partida para analisar essa juventude e sua rede de sociabilidade. Para isso faço todo um estudo em torno de alguns conceitos como juventude, pichação, grafite, rua, galeria para que assim consiga compreender como se dar essa dinâmica no complexo mundo do grafite. Então, realizei uma pesquisa em espaços importantes para os grafiteiros em todo o processo que antecipa e concretiza o “Mutirão de Grafite”, são esses espaços a “Casa Preta”, a “Casa do Grafite” e o próprio “Mutirão” que se concretiza na rua. Nessas casas os grafiteiros e todos aqueles que fazem parte de sua rede se reúnem para diversos fins, a elaboração de projetos, a discussão em torno de perspectivas para o desenvolvimento desses projetos e simplesmente para conversas e socialização.

Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=276101

Política, subjetividade e arte urbana: o graffiti na cidade.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almeida, Gabriel Bueno
Sexo
Homem
Orientador
Zanella, Andrea Vieira
Ano de Publicação
2013
Programa
Psicologia
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
arte urbana
política
cinema documentário
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo realizar uma imersão etnográfica na cultura da arte urbana de Florianópolis. Características destacadas desta cultura foram sua dimensão política, sua relação com a cidade e como os sujeitos nela envolvidos se constituem como grafiteiros, pichadores, artistas. O método etnográfico foi composto por duas frentes: primeiro o pesquisador veio a praticar a arte do graffiti, alçando proximidade com os demais praticantes, buscando compreender seus códigos e o que representa realizar tais pinturas pela cidade; segundo foi realizado, paralelamente a escrita da pesquisa, um documentário sobre o graffiti de Florianópolis. O documentário proporcionou acesso aos artistas e o registro de suas ações e depoimentos. A etnografia foi orientada segundo a teoria do antropólogo Massimo Canevacci, compondo a compreensão da cidade e da cultura do graffiti a partir de fragmentos e de seus códigos comunicacionais. A produção do documentário teve como orientação a teoria de Jean-Louis Comolli, onde o imprevisível é um rico elemento numa obra documental. A análise desta pesquisa foi dividida em três unidades temáticas: O signo como campo de afirmação axiológica; Política, resistência e enfrentamento; e Graffiti como forma de experienciar a cidade contemporânea. A primeira analisa como a linguagem se caracteriza como um campo político de afirmação ideológica a partir da teoria do Circulo de Bakhtin; a segunda aponta para características de formas contemporâneas de se fazer política, tendo como base a teoria de Jacques Rancière e Michel Foucault; a terceira analisa o envolvimento dos participantes da pesquisa com a cidade a partir de suas ações estéticas, segundo autores que teorizam sobre a cidade, como Richard Sennett, David Harvey e Marshall Berman, e também a partir de reflexões próprias do núcleo de pesquisa onde está dissertação foi realizada, o NUPRA/UFSC. Esta pesquisa apresenta alguns modos de se fazer política na sociedade contemporânea, não por via de enfrentamentos diretos, mas sim inventando novas práticas de existir nas cidades.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=107574

Por uma política cultural que dialogue com a cidade: o caso do encontro entre o MASP e o graffiti (2008-2011)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Verano, Paulo Nascimento
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Lucia Maciel Barbosa De
Ano de Publicação
2013
Programa
Ciência da Informação
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Apropriação social da informação
espaço público
graffiti
museu
política cultural
Resumo

Em 2008 o Museu de Arte de São Paulo (MASP) recusou uma exposição da dupla de grafiteiros OsGemeos. Em 2011, organizou sua segunda mostra de graffiti em três anos. No mesmo ano, a Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo criou na capital o Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU). Em 2008, a Prefeitura de São Paulo apagara um mural de grandes proporções dos mesmos OsGemeos. Pretende-se compreender por que, no final da primeira década do século XXI, a política cultural formulada pelo MASP escolheu o graffiti como uma manifestação urbana a ser ali exibida, traçando-se um paralelo com opção similar feita pela Secretaria da Cultura em relação ao graffiti no espaço público. Está nessas ações uma tentativa de estabelecer novos modos de relacionamento com a cidade e, de algum modo, participar de sua reconfiguração? A ação permitiria estabelecer-se algum paralelo com as origens do museu concebido por Lina Bo Bardi, que nas suas primeiras décadas de criação travava forte diálogo crítico com a cidade? Considera-se a intensificação do diálogo entre os equipamentos culturais e o espaço público -- e com as manifestações artísticas e culturais no espaço público -- como potente para religar os laços entre os cidadãos e os equipamentos culturais da cidade, ao mesmo tempo em que se considera que uma maior intensificação no relacionamento entre pessoas, arte e cultura, equipamentos culturais e cidade contribui para uma ampliação dos usos da cidade e do relacionamento de seus moradores com o simbólico, entendendo-se que pelo diálogo passam obrigatoriamente as ideias de dissenso (RANCIÈRE, 2012), negociação e conflito (CANCLINI, 2004).

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008 - 2011
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=813576

Prezas e rolês pela metrópole: Entre pixadores e pixações em Belo Horizonte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carvalho, Rodrigo Amaro De
Sexo
Homem
Orientador
Horta, Andrei Isnardis
Ano de Publicação
2013
Programa
Antropologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
pixadores
pixações
representações do espaço
socialidades
consumo cultural
Resumo

A presente pesquisa buscou apresentar uma etnografia dos pixadores na/da cidade de Belo Horizonte, com objetivo, em linhas gerais, de investigar e compreender seus modos de socialidades, as suas representações e usos da cidade, e, consequentemente, as territorialidades criadas por estes agentes a partir de seus trajetos e intervenções em meio à paisagem citadina. Abordamos ao longo da pesquisa o modo como os pixadores dominam todo um conjunto de saberes em torno da prática da pixação, o que nos permitiu mostrar uma correspondência entre: estilos, materiais, técnicas e suportes. Discutir esta questão foi de suma importância para pensarmos como, ao longo da história, foram mantidas as socialidades entre estes grupos, bem como para pensar o intercâmbio com o estilo carioca e o paulista. Dessa maneira, de forma mais enfática, pudemos defender a tese de que, apesar dos intensos intercâmbios estilísticos, a pixação belo-horizontina construiu seu próprio estilo. Ademais, discutimos os distintos momentos em que a pixação mineira extrapola os limites da paisagem da capital belo-horizontina. Abordamos mais um espaço de socialidades importante dentre os pixadores, qual seja, as festas de pixação. Posteriormente, tratamos das ocasiões em que os pixadores se reúnem em torno do lançamento dos DVDs especializados, que retratam a prática da pixação. Na sequência, exploramos o fenômeno da pixação como consumo cultural, com o intuito de problematizar como os pixadores produzem os seus próprios produtos, de modo que ficará claro para o leitor como esta produção é complementar a constituição da pessoa do pixador. Por fim, discutimos como são ambíguas as relações estabelecidas pelos pixadores com os veículos de comunicação, a partir de uma abordagem mais ampla do fenômeno, com o intuito de investigar e problematizar o fato dado de que a pixação é tida como uma forma de desvio social.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1145405

Graffiti como meio: processo de criação entre sistemas - a lei, a rua, o mercado e a pesquisa em Arte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Boemer, Otavio Fabro
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Agnaldo Valente Germano Da
Ano de Publicação
2013
Programa
Artes
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Graffiti nova iorquino
Intervenção Urbana
Street Art
Expedições
Resumo

A presente dissertação apresenta uma proposta de pesquisa no campo da linguagem da nova geração de Graffiti de rua em São Paulo, provindos da tradição nova-iorquina e inspirados no movimento culturalhip-hop. Aborda questões de sua estética, sua utopia, e relação aos sistemas a ele relacionados, seus conflitos de um lado com a lei e de outro com o mercado de arte -que determinam diferentes perfis de produção. O autor, imbuído de preceitos adquiridos em sua trajetória como artista de rua interventor, parte de um breve estudo histórico do período inicial do Graffitiem Nova York, como antecedente que esclarece as intervenções atuais, incluindo também a produção desses grafiteiros (entre eles o próprio artistapesquisador) que hoje integram o mercado de arte (reivindicação paradoxal desses artistas), tendo como base suas produções anteriores e posteriores ao ingresso nos meios expositivos institucionais bem como no campo da pesquisa disciplinada na arte do Graffiti.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=186832