Espaço urbano

Tecnologias apropriadas em saúde urbana e ambiente na cidade do Rio de Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ewbank, Maria Teresa de Oliveira
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
10
Ano de Publicação
1995
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
questão urbana
saúde pública
qualidade de vida
metrópole
Resumo

O presente artigo trata da cidade do Rio de Janeiro. Começa com uma breve notícia histórica e prossegue relatando algumas ações que mesmo partindo da academia podem ser encampadas pela administração municipal com o fim de melhorar alguns dos mais importantes problemas urbanos de saúde e ambiente. Faz-se, em seguida, a descrição da Iniciativa Rio-Cidade Satlde da Organização Mundial de Saúde (OMS), formulada sob a ótica do conceito ampliado de saúde e de novos projetos de pesquisa, cuja intervenção prática pretende responder a médio prazo à questão da melhoria da qualidade de vida das populações urbanas mais desfavorecidas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/43896

Espaço urbano, escola e desigualdade social

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rocha, Maria Zélia Borba
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
14
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
desigualdade social
cultura política
representações sociais
democracia e escola
Resumo

Este artigo objetiva estabelecer a possível relação existente entre a constituição do espaço urbano e o surgimento do espaço escolar como conceito e como organização. Discute a contribuição dos procederes formativos educacionais aos processos de criação e disseminação das representações sociais e de formação de personalidades democráticas em um contexto de desigualdade social. Conclui que a inserção do indivíduo no mundo do saber escolarizado é imprescindível, na sociedade contemporânea, para a elaboração e difusão de representações sociais, assim como para a constituição de personalidades mais democráticas, consistindo a escola numa instituição fulcral ao processo de consolidação da democracia no Brasil.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Bairro/Distrito
Plano Piloto; Lago Sul; Lago Norte
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Cidade/Município
Recife
Bairro/Distrito
Graças; Boa Viagem
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1995-1996
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44366

As regras da metrópole: campo urbanístico e ordem social na Região Metropolitana de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Martins, Jeová Dias
Sexo
Homem
Orientador
Nunes, Brasilmar Ferreira
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Programa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituição
Universidade de Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
sociologia urbana
urbanização
produção do espaço
ordem social
metrópole
Resumo

O estudo analisa o aparecimento e estruturação de um agrupamento social que reivindica o controle do processo de produção do espaço, com ênfase na dimensão institucional-cognitiva, tendo como base empírica a Região Metropolitana de São Paulo. O principal objetivo é contribuir para a explicação da conduta dessa comunidade humana, bem como avaliar a amplitude e profundidade da influência e condicionamento que ela exerce sobre o dever-ser da metrópole e da ordem social. Desse ponto de vista, são postos em relevo os agentes e instituições produtores de esquemas de percepção e apreciação que dão origem a modelos sociocognitivos de metrópole, princípios geradores de práticas sociais de produção, apropriação e consumo do espaço urbano.

A tese central é que a produção do espaço e da ordem social na metrópole não resulta da cooperação espontânea de indivíduos isolados nem do funcionamento do livre mercado como instituição auto-regulável, mas da competição e cooperação de agentes e instituições especializadas no interior de um espaço social específico, a saber, o campo urbanístico. Argumenta que, como espaço social hierarquizado de agentes e instituições que estabelecem relações objetivas, o campo urbanístico desenvolve autonomia relativa, isto é, cria suas próprias regras de funcionamento e de reprodução, em relação a outros espaços sociais (jurídico, político, científico) e à sociedade em geral. Explicita a dinâmica de constituição de modelos de realidade urbana, e como eles são transpostos para o território como uma coleção de objetos interconectados e comunicantes que dão coerência e sentido à dominação organizada da metrópole.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5251/4772

Distinção, cultura de consumo e gentrificação: o Centro Cultural Banco do Brasil e o mercado de bens simbólicos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vieira, Marco Estevão de Mesquita
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Mariza Veloso Motta
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Programa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituição
Universidade de Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
centro cultural
cultura
política urbana
Resumo

 

O trabalho analisa as condições de emergência dos centros culturais a partir do estudo de caso sobre o Banco do Brasil, a principal instituição financeira do País, que, por ser pioneira na criação de centros culturais corporativos, estabeleceu o paradigma que passou a conduzir os processos de enobrecimento urbano dos centros metropolitanos brasileiros.

A partir da história do Banco do Brasil e de sua ambigüidade de atuação, ora como agente de políticas publicas, ora como banco comercial, o trabalho analisa as estratégias desenvolvidas pela empresa para manter posição ante as perdas processadas com a criação do Banco Central e as ameaças de privatização decorrente da reestruturação capitalista da década de 1980 e do domínio do pensamento neoliberal. Identifica a série discursiva que moldou a invenção de suas tradições e as motivações para instalar um centro cultural na sua antiga sede no Rio de Janeiro.

O sucesso do empreendimento possibilitou recuperar o centro histórico da cidade, fato que transformou o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em âncora do Corredor Cultural, projeto de requalifacação urbana do Rio de Janeiro. Sob esse aspecto, o trabalho analisa as afinidades eletivas entre os interesses da empresa e do município e os resultados e as limitações do projeto de reurbanização carioca, suas conseqüências para o surgimento de processos semelhantes nas demais capitais brasileiras e os seus elos com os pressupostos da pós-modernidade.

A bem-sucedida ação da política urbana carioca levou as demais metrópoles brasileiras a exigir do Banco do Brasil igualdade de tratamento, dando início a uma disputa que levou a instituição a criar novos CCBB em São Paulo e Brasília. Nesse tópico, o trabalho analisa o processo de expansão dos CCBB e as novas orientações mercadológicas que o transformaram em moeda de troca. Estuda também a consolidação da era dos museus e centros culturais no Brasil sob o conceito de distinção e do mercado de bens simbólicos e como conseqüência das ações para tornar as cidades elegíveis para investimentos e trânsito dos agentes da globalização econômica.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/A
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5249/4770

Espaços de lazer e culturas jovens em Brasília: o caso de bares

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Barral, Gilberto Luiz Lima
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Arthur Trindade Maranhão
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Programa
PPGS
Instituição
Universidade de Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
juventude
lazer
cultura urbana
grupos de estilo
Resumo

A presente pesquisa nasceu da observação de que juventude e lazer têm sido categorias que vêm se construindo, paralelamente, ao longo do século XX, a partir das últimas décadas. Nessa relação entre juventude e lazer, novas formas de ocupação do tempo livre, em muitos casos impregnadas pela indústria cultural e de consumo, vêm promovendo sociabilidades alternativas que impactam sobre as formas de vivência e representação das categorias lazer e juventude. Na interseção dessas duas categorias, Brasília torna-se emblemática, se acompanharmos o desenvolvimento de seus espaços de lazer e as juventudes que vêm se afirmando nesta cidade.

Nesse sentido, esta dissertação apresenta determinados espaços de lazer no Plano Piloto e as culturas jovens que fazem desses lugares espaços de freqüentação, de divertimento e de encontros juvenis. Para a realização deste trabalho, buscou-se na extensa obra de Joffre Dumazedier o material teórico para discutir o problema do lazer nas sociedades modernas. Para a análise da construção sociocultural da categoria juventude, recuperaram-se autores como Karl Mannheim, David Matza e Pierre Bourdieu, dentre outros envolvidos em pesquisas sobre culturas jovens. Em Georg Simmel e Michel Maffesoli buscaram-se argumentos para discutir o problema da relação grupo-espaço.

Do ponto de vista metodológico, a teoria das representações sociais de Serge Moscovici propiciou conhecer mais de perto as vivências e representações sobre lazer e grupos jovens do Plano Piloto. Em termos empíricos, a pesquisa recaiu sobre o lazer noturno de grupos jovens universitários brasilienses, particularmente nos bares, os quais surgem como espaços propícios à conversação e interação entre grupos jovens. Isso vem reafirmar, então, a relação entre juventude e lazer como categorias que vêm se construindo e reconstruindo, paralelamente, ao longo da modernidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5256/4778

Psicologização das religiões: religiosidade e estilo de vida

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Siqueira, Deis
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
14
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
misticismo
esoterismo
novos movimentos religiosos
novas religiosidades
Brasília
Resumo

A pesquisa “Sociologia das Adesões: práticas místicas e esotéricas no Distrito Federal”, que está sendo desenvolvida no Departamento de Sociologia da UnB, vem confirmando o que Berger já anunciara no final da década de 60: a psicologização da religião. Esta reflexão é desenvolvida no texto a partir de várias fontes de dados coletados em torno das novas religiosidades ou novos movimentos religiosos (NMR). Estes centralizam, cada vez mais, a busca de auto-conhecimento, auto-desenvolvímento ou auto-aperfeiçoamento, já que se baseiam no princípio de que o divino se encontra sobretudo em cada pessoa. Esta busca se insere, por sua vez, na construção de um novo estilo de vida, o que vem implicando o aumento do consumo de uma grande diversidade de práticas alternativas ou não convencionais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/44333

Cidade e natureza: tecendo redes no processo de gestão ambiental

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mourão Sá, Lais
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Rodrigues Makiuchi, Maria de Fátima
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
18
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
89
Página Final
113
Idioma
Português
Palavras chave
Gestão Ambiental Urbana
Saber Ambiental
Redes Solidárias
Resumo

As relações cidade/natureza a partir da abordagem sociopolítica da gestão ambiental são tema deste artigo. Tendo o Distrito Federal como recorte, e, em especial, a área compreendida pela sub-bacia do Riacho Fundo, a partir de uma abordagem sócio-histórica do processo de urbanização de Brasília, enfatizam-se os impasses gerados pelo impacto urbano sobre os recursos hídricos locais e o papel desempenhado pela sociedade civil e poder público, na regulação da dinâmica socioambiental urbana. É apontada a necessidade de se construir um saber ambiental que integre e ultrapasse a racionalidade instrumental e disjuntiva da visão moderna e acione as possibilidades de emergência de novas formas de construção de conhecimento e estratégias de ação. Nessa perspectiva, a integração da dimensão educativa no espaço político é condição de um efetivo surgimento de alternativas viáveis às questões ambientais concretas. A experiência de formação de redes solidárias é discutida como possibilidade de emergência de novos sujeitos coletivos e como prática de articulação entre saberes locais e científicos orientados a uma práxis responsável.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Localidade
Sub-bacia do Riacho Fundo
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5014

ENTRE A CULTURA POPULAR E A ARTE URBANA: A cidade de São Caetano de Odivelas-Pará nos murais contemporâneos de And Santtos e Adriano DK

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brito Cosme, Priscilla
Sexo
Mulher
Orientador
Dos Santos Neves, Ivania
Ano de Publicação
2020
Programa
Comunicação
Instituição
UFPA
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade comunicativa
São Caetano de Odivelas
Interação
Graffiti
Murais Contemporâneos
Resumo

As cidades e seus sujeitos são historicamente construídos, suas memórias são fraturadas e, a depender das condições de possibilidades, visibilizam e silenciam discursos. Nesse sentido, tomamos a cidade não como um espaço neutro, esvaziado de memória, ou ainda um cálculo urbanístico, mas sim como espaço interativo e comunicativo. A partir desta perspectiva, analisamos os murais contemporâneos com a imensidão de cores, pincéis, tintas, spray de graffiti e Boi de Máscaras, desenvolvidos pelos artistas Adriano DK e And Santtos, com a noção de “odivelismo” proposta por ele, um estudo voltado aos valores sociais e culturais da cidade de São Caetano de Odivelas, no estado do Pará. Nosso objetivo é compreender como suas obras traduzem o espaço urbano, interagem com os moradores da cidade e deixam ver a diversidade étnica de seus moradores. Para tanto, o trabalho de campo com base em tonalidades etnográficas, envolve entrevistas semiestruturadas com atores sociais da cidade, mas se pauta, sobretudo, nas experiências vividas na cidade em companhia do artista. Nosso referencial teórico-metodológico se fundamenta na formulação de cidade comunicativa e polifônica, proposta por Lucrécia Ferrara e Canevacci, nos estudos de Foucault sobre saberes sujeitados e na definição de mural contemporâneo de Gitahy e sobre a abordagem antropológica do graffiti por Campos. Esta investigação identificou uma forma de etnomural, constituída como uma expressão pautada no cotidiano do odivelense, na poesia singular, no sentimento do morador às margens do rio Mojuim revelada em ritmos, sons e cultura popular, o olhar do mangue e da pesca, do brincar no cortejo Boi de Máscaras materializada nos muros da urbe.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Caetano de Odivelas
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9784472

ÚTERO URBE: Mulheres, territorialidades e insurgências na paisagem urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tiemi Takiya Teixeira, Carolina
Sexo
Mulher
Orientador
Aparecido Jose Cirilo
Ano de Publicação
2020
Programa
Artes
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Corporalidade
Território
Arte
Feminismos
Resumo

Ao narrar a história do grafite no Brasil, onde estão as mulheres? Entender sua participação indica-nos como é insuficiente centrar-nos em registros visuais, dado que as nuances da ocupação do espaço público devem ser vistas descortinando, fora da paisagem, camadas da experiência feminina silenciada. Mas como revelar essas camadas? A ocupação urbana das mulheres no grafite será investigada, tendo como lócus analítico o processo criativo impulsionado pelos encontros da residência artística Útero Urbe, realizados entre 2014 e 2019 nas cidades de João Pessoa, São Luís do Maranhão e São Paulo. Nesse percurso, ensejamos disparar processos criativos através de encontros com mulheres e dissidentes de gênero, transpondo a narrativa hegemônica da linguagem e a distribuição desigual de suas inscrições pelo espaço urbano. Nesse sentido, centraremos nossa análise em dois blocos para entender, em um primeiro momento, como vêm se constituindo o campo do grafite, realocando a definição em consonância com uma perspectiva contracolonial e trazendo à tona vozes historicamente silenciadas. Em nossa análise buscamos desvelar os regimes de visibilidades e as diferentes escalas em movimento e disputa através das cidades e dentro do próprio movimento do grafite, em diálogo com a perspectiva de Grada Kilomba, Gloria Anzaldua, Lorena Cabnal, Rita Segato, Beatriz Nascimento, entre outras. Ao mesmo tempo, iremos entrelaçar narrativas de artistas e coletivas que acionam a intervenção urbana, relatando experiências e epistemologias insurgentes em Abya Yala, como o Coletivo Mujeres Creando, Maçãs Podres e Periferia Segue Sangrando. Em um segundo momento, investigaremos as cartografias coletivas realizadas em Útero Urbe, convocando os eixos corpo e território; bem como discorreremos sobre os encontros nas cidades supracitadas. A trama de todas as narrativas e perspectivas reunidas nessa investigação, buscam tornar-se um contraponto reflexivo e estético, ao mesmo tempo que realiza uma mirada tática de ocupação e incorporação das cidades, por mulheres em fuga e anunciação.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
João Pessoa
São Luís
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Maranhão
Referência Temporal
2014-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9255879

UMA CIDADE MUDA NÃO MUDA: Mulheres, Graffitis e Espaços Urbanos Hostis

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lima Rodrigues de Barros, Erna Raisa
Sexo
Mulher
Orientador
Marcon, Frank Nilton
Ano de Publicação
2020
Programa
Sociologia
Instituição
UFS
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
espaços hostis
mulheres
cidades
gênero
Resumo

“Uma Cidade muda não muda: graffiti e mulheres no espaço público” propõe uma leitura do graffiti enquanto fenômeno urbano em diálogo com a estrutura da cidade como espaço de disputas a partir de uma perspectiva de gênero. Busca contribuir para uma discussão sobre o transitar das mulheres pelo ambiente público “por sobre os ombros” de grafiteiras que ressignificam estes espaços, apoiadas na representação de entendimentos sobre uma cidade pensada e planejada segundo uma ideia de universalidade do humano, ou seja, uma perspectiva hegemônica do masculino em detrimento do feminino. Assim, o objetivo principal da Tese é a identificação dos espaços hostis à presença das mulheres no espaço público da cidade e a reflexão acerca da resistência das grafiteiras a estes espaços através da reinvindicação de uma agência na cidade. Para isso, a metodologia utilizada foi a observação dos usos cotidianos e discursos de grafiteiras na Grande Aracaju – SE, através do registro fotográfico e fílmico de suas intervenções no ambiente urbano, percorrendo diferentes trajetos junto a elas, e também sozinha, a fim de compreender a prática do graffiti como ferramenta de representação, contestação e expressão feminina. Deparei-me durante estes trajetos com uma estrutura urbana que atende por uma lógica masculina de planejamento não sensível ao gênero, que impõe às mulheres um transitar cheio de limitações, que apresentei nesta Tese através de Pranchas Fotográficas, dispostas em montagens das imagens colhidas em campo. A pesquisa teve como resultado a compreensão de que as grafiteiras resignificam e transgridem diferentes espaços hostis às mulheres, guiadas por sentimentos de resistência e sororidade, através da reinvindicação de uma agência estetizada e de dinâmicas particulares de diálogo e atuação na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Aracaju
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Sergipe
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10362584