Medicina Social / Saúde Pública

Notas de uma pesquisa participante com migrantes-adolescentes em conflito com a lei

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Almeida, Cristiano Rodineli
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2024
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescência
Migração
Socioeducação
Psicologia
Resumo

Este trabalho tem como objetivo compartilhar algumas notas de uma pesquisa de doutorado, em desenvolvimento, no Programa de Pós-graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência, na Universidade Federal de São Paulo, com migrantes-adolescentes em conflito com a lei e cumprindo Medidas Socioeducativas de privação de liberdade no estado de São Paulo. Para tanto, procedemos a uma pesquisa assentada na Metodologia Arqueológica Participativa (MAP), sendo uma plataforma qualitativa que poderá nos auxiliar na explicação dos fenômenos migratórios e a privação de liberdade. Assim, realizar-se-á encontros presenciais e individuais com esses adolescentes nos Centros de Atendimento nos quais estão internados. Do ponto de vista teórico-analítico a pesquisa em tela ancora-se nos pressupostos da Filosofia da Migração, Anticolonialidade e da Psicanálise. Quanto à relevância, ela, efetivamente, somente poderá ser dita pelos próprios participantes. São eles, os sujeitos da pesquisa, que nos dirão qual será sua importância social. O que podemos dizer no momento é que sua atual relevância é mostrar para o Sistema Socioeducativo, a comunidade acadêmica e sociedade que esses adolescentes, migrantes e socioeducandos, existem, a despeito de toda a invisibilidade acerca de suas presenças nas páginas oficiais da instituição e governo, e na produção intelectual do país.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/1369

Más allá de la duda razonable. Radiografía de la muerte violenta y no violenta en São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Muñoz, Linda Guadalupe Reyes
Sexo
Mulher
Orientador
Durão, Susana Soares Branco; Villalón, Adriana María
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Espanhol
Palavras chave
pessoas desaparecidas
mortes violentas
medicina legal
documentos oficiais
anatomia patológica
Resumo

A partir de uma etnografia realizada no Programa de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (PLID) de São Paulo, o qual tem como foco processo de identificação humana dos corpos e suas partes. Essa dissertação tem como objetivo examinar e refletir entre várias comunicações burocráticas inscritas em documentos oficiais responsáveis por gerenciar a morte violenta e não violenta do Estado. Em particular, analisar um caso de desaparecimento de pessoa e de um Inquérito Policial de Encontro de Cadáver iniciado pela Polícia Civil, com o intuito de aprofundar nas dinâmicas internas do Estado sobre o conceito de evidência e das ciências forenses envolvidas e, ao mesmo tempo, conformar uma evidência própria que revele como os efeitos retóricos na produção das práticas burocráticas e periciais provocam indiferença social, bem como são identificadas as diferentes maneiras de gerir as mortes e o desaparecimento de pessoas se relacionam no impacto das baixas taxas de resolução de casos de homicídio pela polícia estadual em São Paulo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2020
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1395718

Serviços de saúde mental para imigrantes e refugiados na cidade de São Paulo: contribuições para um debate

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Carvalho, Luciana de Andrade
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Cruz, Janaína Alves Sampaio
Sampaio, Leonardo Augusto Negreiros Parente Capela
Pereira, Alexandre Branco
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i84.917
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
imigrantes
refugiados
serviços de saúde mental
psiquiatria cultural
Resumo

O número de imigrantes e refugiados aumentou nos últimos anos no Brasil e na cidade de São  Paulo. Há anos, a cidade de São Paulo se caracteriza como um polo de atração de migrantes,  havendo diversos serviços já voltados a esta população. Porém, com a mudança do perfil e  número, os serviços têm se reinventado para atender às demandas. As questões de saúde  mental surgiram como elementos importantes na percepção de profissionais, o que fez com  que programas e projetos fossem desenvolvidos para garantir um suporte específico. São  apresentados brevemente alguns serviços de suporte em saúde mental para esta população  existentes hoje na cidade de São Paulo. O Programa de Psiquiatria Social e Cultural (ProSol),  que presta atendimento psiquiátrico, é apresentado em maiores detalhes considerando suas  especificidades na provisão de acesso e cuidado a imigrantes e refugiados.    

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/917

Anatomia da saúde pública. Epidemias e enfermidades na São Paulo dos imigrantes, na passagem para o século XX: o caso dos espanhóis

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cánovas, Marília Dalva Klaumann
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i84.915
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração em massa
Imigração espanhola
Saúde Pública
Epidemias
Associações Beneficentes
Resumo

Concebido, em parte, como decorrência do processo de imigração em massa, o modelo sanitário adotado pelo Estado de São Paulo refletiu o vínculo que associava o imigrante  exclusivamente aos interesses da economia do café. O impacto da chegada da massa  estrangeira e a complexa dinâmica populacional observada após a entrada daqueles largos  contingentes, se, por um lado, provocou um desequilíbrio motivado pelo aparecimento de  inúmeras moléstias trazidas por eles, por outro, os fez defrontar-se com as doenças tropicais,  exóticas aos seus corpos, causando, conseqüentemente, um choque entre populações  imunológica e culturalmente distintas. Diante disso, e dada a carência da assistência prestada  aos imigrantes pobres e enfermos, e a negligência das oligarquias estaduais com respeito a  medidas sanitárias, este artigo pretende discutir como soluções alternativas germinaram no  seio da colônia espanhola radicada em São Paulo, quer sejam as originadas pelas associações  de beneficência e ajuda mútua ou as de cárater filantrópico exercidas por membros da colônia,  destacando, ainda, como o uso de antigas práticas caseiras populares de cura proliferaram  junto às tradições terapeuticas dos imigrantes, enquanto crescia, estimulado pelos reclames  nas publicações semanais, o uso de medicamentos, elixires e preparados, a quem se atribuíam  propriedades miraculosas. 

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/915

Migrando pelas veredas: a psicanálise no trabalho clínico-político com migrantes e refugiados

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rosa, Miriam Debieux
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Binkovisk, Gabriel
Seicman, Pedro
Gebrim, Ana
Nogueira, Tiago
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
trauma
sofrimento sociopolítico
migração
Resumo

O Grupo Veredas - Psicanálise e Imigração consiste em um projeto de extensão do Laboratório  de Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) da USP, coordenado pela Profa. Dra. Miriam  Debieux Rosa. Apresentaremos seu campo epistemológico teórico-clínico de articulação  entre psicanálise, sociedade e política. Procuramos escutar a experiência de sujeitos afetados  diretamente por fatos sociais e políticos que levam à exclusão, segregação e consequente  migração do país de origem e a busca de refúgio em país estrangeiro ou dentro do próprio  país. Nesse artigo apresentamos os desafios clínico políticos que os trabalhos em várias  instituições de acolhimento a imigrantes e refugiados nos incitaram a desenvolver. Destacamos  as coordenadas da clínica frente às violências que chamamos de clínica do traumático, a clínica  migrante, os acolhimentos que temos chamados de psicanálise de um só momento, a oficina  de canção de si, a rede transferencial e a construção da Rede de Cuidados em Saúde para  Imigrantes e Refugiados. 

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bela Vista
Localidade
Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Glicério
Localidade
Missão Paz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Belenzinho
Localidade
Abrigo Aparecida
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/916

Mulheres, depressão e cotidiano: uma etnografia dos grupos de psicoterapia em um serviço de saúde mental em Araraquara (São Paulo, BR)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cremonte, Laura
Sexo
Mulher
Orientador
Cardoso, Marina Denise
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
saúde mental
cotidiano
objetos
habitar
família
Resumo

Esta tese trata da relação entre depressão e condição feminina, analisando, em particular, como, na praxe psiquiátrica, práticas sociais e expectativas referentes ao gênero se articulam com as experiências situadas e pulverulentas de mulheres que vivem situações complexas ligadas ao sofrimento cotidiano e às emoções difíceis de serem compreendidas. A pesquisa foi conduzida, por meio do método etnográfico, no âmbito de grupos de psicoterapia somente para mulheres realizados em um ambulatório de saúde mental na cidade de Araraquara, estado de São Paulo, Brasil. O objetivo era observar como é modelado e socialmente produzido e trocado o diagnóstico de depressão aos interno dos serviços de saúde mental comunitária numa cidade brasileira, no quadro do processo da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB), observando as diversas modalidades de acesso e de tratamento dos usuários com diagnóstico de depressão e seguindo os diferentes percursos terapêuticos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2016

Habitar o cotidiano, construir territórios: uma etnografia das práticas de saúde mental comunitária no município de São Carlos, Estado de São Paulo, Brasil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ingrande, Dalila
Sexo
Mulher
Orientador
Minelli, Massimiliano; Cardoso, Marina Denise
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde mental
Cotidiano
Objetos
Habitar
Família
Resumo

A presente tese, fruto de uma pesquisa etnográfica no estado de São Paulo sobre a temática da saúde mental comunitária, analisa a relação entre saúde mental e saúde da família, a partir do processo de territorialização dos serviços e da desinstitucionalização das práticas de saúde mental, que teve início nos anos noventa e que hoje está ainda em processo de construção. 

Trata-se de uma transição de um modelo de atenção à saúde baseado no hospital como espaço principal de tratamento e cura das doenças, para um outro, focado na importância da prevenção e promoção da saúde, promovidas através da difusão de vários serviços no território, da valorização da família como conjunto de relações nas quais a saúde se realiza concretamente, da participação comunitária e do progressivo fechamento dos hospitais psiquiátricos. Exatamente por causa da complexidade dessa transição, considerou-se necessário explicitar a heterogeneidade das práticas e das relações sociais encontradas, através de uma perspectiva que leva em conta as modalidades concretas nas quais os territórios se constroem partindo da interação entre sujeitos, espaços de vida, objetos cotidianos, habitações, bairros, cidades, e deixando emergir a importância da materialidade dentro dos processos de subjetivação.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7667?show=full

Política pública de saúde à população em situação de rua: trajetória dos modos de sua organização na cidade de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Davanço, Danielle
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Carneiro Junior, Nivaldo
Sexo:
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
População em situação de rua
Cuidado em saúde
Políticas de saúde
Equidade
Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a trajetória do processo de organização da atenção à saúde para a população em situação de rua na cidade de São Paulo no contexto do SUS, período de 2000 a 2017, destacando alguns aspectos tecnoassistenciais. Para tanto, realizou-se pesquisa documental e revisão bibliográfica. A partir do final da década de 1990 é possível encontrar experiências de cuidado para a população em situação de rua, na região central do município, que tinham como estratégias diminuir as iniquidades de acesso aos serviços e ações em saúde, fortemente referenciadas no modelo Estratégia Saúde da Família. Em 2011, com a Política Nacional de Atenção Básica, surge o Consultório na Rua (CnaR), dando especificidade tecnoassistencial, sendo hoje o principal dispositivo de cuidado às pessoas em situação de rua. O CnaR tem se mostrado potente no enfrentamento das vulnerabilidades. Todavia, faz-se necessário avaliar o efetivo acesso e cuidado em saúde nas práticas do CnaR, contribuindo, desse modo, para a qualificação e consolidação do SUS.

 
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2017
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/931

Envelhecimento em movimento: mulheres agenciando seus (per)cursos de vida na cidade de Santos, litoral paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sartorelli, Andreia Nara Leonardo
Sexo
Mulher
Orientador
Possas, Lidia Maria Vianna
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia do Envelhecimento
Mulheres idosas
Antropologia visual
Santos
Fotografia
Resumo

Esta dissertação de mestrado resulta de uma pesquisa sobre o envelhecimento a partir de mulheres na cidade de Santos, litoral paulista. Os encontros ocorreram no decorrer do ano de 2019 em três distintos grupos de atividade física voltados, preferencialmente, a pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos. O objetivo deste estudo antropológico busca apreender de que forma as mulheres das quais me aproximei agenciam seu processo de envelhecimento e, em que medida suas escolhas tangenciam o “envelhecimento ativo”, que se trata de uma política de saúde implementada pela Organização Mundial da Saúde, a partir de 2002. Esta investigação buscou compreender como o “bem envelhecer” se apresenta na atmosfera da cidade, nos lugares em que passei mais tempo: calçadão do canal 1 e Parque Roberto Mário Santini (plataforma do emissário submarino), SESC Santos (Canal 5), Centro Esportivo Manoel Nascimento Junior (Zona Noroeste) e a casa das mulheres que me acolheram. O referencial teórico que permeia esta pesquisa é a Antropologia da Velhice articulada com a Antropologia Visual, as quais alicerçam as questões teórico-metodológicas. Entre conversas no intervalo das aulas de ginástica e hidroginástica, alongamentos próximos ao mar, “boquinhas”, cafés e variadas imagens do processo de envelhecer, é possível constatar a heterogeneidade e as subjetividades relacionadas ao envelhecimento. Os resultados da pesquisa demonstram como o envelhecer é subjetivo e depende da agência de cada pessoa, ainda que haja uma linha que une os diferentes relatos na busca incessante pelo movimento, não só físico, mas como forma de dar sentido às suas vidas. Movimentar-se no sentido de se sentir viva/o.

Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10294166

A repetição da construção da interioridade do sujeito em ambulatórios didáticos: uma etnografia por meio da circulação entre hábitos, adicções, dependências e prazeres com drogas e/ou substâncias

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Chaves Júnior, Wander Wilson
Sexo
Homem
Orientador
Passetti, Edson
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Drogas - Abuso
Adicção
Hábito (psicologia)
Vício em drogas
Controle social
Resumo

Esta pesquisa parte de experimentação etnográfica realizada em dois ambulatórios universitários para tratamento de dependência com drogas, localizados na cidade de São Paulo. Parte-se dessas etnografias para situar as drogas entre fluxos abertos e fechados dos tratamentos públicos de saúde mental. Não estamos mais diante da antiga psiquiatria asilar, agora, as pessoas entram e saem dos prédios físicos das instituições. Não somente pessoas, mas cadáveres, líquidos, bactérias, lixo, conceitos, moléculas, subjetividades... Entra muita coisa e sai muita coisa. Estes caminhos levaram a pensar os efeitos da nova gestão sobre drogas e dependências na ultrapassagem da sociedade disciplinar, enunciada por Michel Foucault, para a contemporânea sociedade de controle, esboçada por Gilles Deleuze. As chamadas drogas são proibidas há mais de um século, mas o que se entende por dependência já aparece no campo dos discursos durante o século XVIII. Na pesquisa de campo é possível constatar vários conceitos sendo operacionalizados: hábitos, adicções e dependências. Os conceitos e realidades também aparecem de forma heterogênea, caso das próprias drogas que, ora são substância, ora medicamentos, e, em outros momentos se apresentam de formas mistas. Aberto e fechado, descentralização e verticalização são dois conjuntos de práticas que aparecem com insistência ao longo da análise. A sociedade de controle não prescinde de seus fechamentos e suas verticalizações, mesmo que operando em espaços abertos e fluxos contínuos recombina-se unidades. Buscou-se analisar estas práticas que intercambiam conceitos, realidades e articulações se disjuntando, e ao mesmo tempo se remontando e fundando. Há sempre uma verticalização para cortar e refundar este um central no ambulatório propriamente dito ou no sujeito individual com suas histórias de vida. Os discursos produzidos sobre dependência de drogas também versam sobre uma interiorização, muitas vezes sobre uma fuga daquilo que se é. Esta relação é muitas vezes comparada com o casamento, nos devolvendo a imagem de uma situação-limite do processo de interiorização do sujeito. Iniciou-se pelas caminhadas em direção ao campo, terreno da geografia, para daí habitar a história atravessando o presente e o presente invocando a história. A exposição da pesquisa se propôs a um fluxo contínuo de escrita, sem um agrupamento temático por capítulos levando à produção de traçados de pequenos cortes de fluxos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22671