Movimentos sociais

A periferia pede passagem: trajetória social e intelectual de Mano Brown

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Rogério de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Rego, Rubem Murilo Leão
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2012.879867
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mano Brown
Hip-hop (Cultura popular)
Socialização
Racionais MC's
Movimentos sociais
Resumo

O presente trabalho discute a importância do movimento hip hop na transformação da vida de milhares de jovens das periferias das grandes cidades brasileiras. Para isso, analisa a trajetória social e intelectual de Mano Brown, líder do grupo de rap Racionais MC's. Defendemos que o movimento hip hop, mesmo com as suas contradições e incongruências, possibilita que os seus integrantes alcancem uma visão crítica do mundo, ganhem visibilidade social e, no limite, não adentrem no mundo do crime.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/879867?guid=1665875218100&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665875218100%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d879867%23879867&i=1

Dinâmicas políticas microterritorias: organizações comunitárias e acesso às políticas públicas na periferia de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amancio, Julia Moretto
Sexo
Mulher
Orientador
Tatagiba, Luciana Ferreira
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2013.907685
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Participação social
Cidadania
Políticas públicas - São Paulo (SP)
Associações comunitárias - São Paulo (SP)
Movimentos sociais urbanos
Resumo

A mobilização coletiva em torno das questões locais, protagonista na literatura especializada nas décadas 1970 e 80, deixou de ser central nos estudos sobre democracia e participação no Brasil e foi sendo substituída pelas análises sobre as instituições participativas ao longo dos anos 90. Este trabalho propõe-se a voltar seu olhar para as dinâmicas políticas microterritoriais, para os caminhos que ligam as comunidades que vivem nas periferias de São Paulo ao Estado, em busca de acesso às políticas públicas. A partir de uma abordagem exploratória, busca-se para compreender e caracterizar quais são os atores e interações sócio-políticas que ocorrem neste nível em torno da garantia de direitos coletivos. Demonstra-se que esta atuação coletiva ocorre na contramão da lógica especializada dos setores e mobiliza um variado repertório para encaminhar demandas e acessar o Estado. A análise da dinâmica política microterritorial revela a necessidade de ampliar o olhar e de incorporar outras perspectivas e categorias de análise a fim de compreender o processo histórico e relacional que explica estas lógicas de atuação nos territórios.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/907685?guid=1665874760619&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665874760619%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d907685%23907685&i=1

Trabalho à deriva: contradições e ambiguidades nas lutas e percepções dos estivadores de Santos (1993-2013)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Diéguez, Carla Regina Mota Alonso
Sexo
Mulher
Orientador
Krein, José Dari
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2014.932824
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Áreas portuárias
Trabalho
Estivadores
Privatização
Resumo

Este trabalho se situa no quadro de mudanças originadas pela reforma do setor portuário, iniciada com a promulgação da Lei nº 8.630, em 1993, cujo objetivo foi retirar o Estado das operações portuárias e abrir o setor ao capital privado, o que resultou na extinção do controle operário sobre o trabalho portuário avulso. Gerido pelos sindicatos até os anos 1990, a nova lei introduziu um novo agente, o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), dirigido por representantes patronais e responsável pela gestão do trabalho. Dessa forma, este trabalho tem por objetivo compreender como se estabeleceram as relações entre capital e trabalho após a privatização e a introdução desse novo agente, com a finalidade de verificar a configuração do campo de relações em que, durante muito tempo, os trabalhadores foram agentes dominantes. A partir disso, procurou-se entender de que forma os trabalhadores incorporaram as novas relações e reelaboraram seus sistemas de percepções, agora como agentes em posição dominada. Foram escolhidos como objeto de análise os estivadores de Santos, por serem a maior categoria portuária do Brasil e a única no Porto de Santos entre os avulsos históricos que ainda resistia a alguns aspectos da privatização. Para isso, foram mapeados os movimentos de resistência realizados por esses profissionais entre os anos de 1993 e 2013, além de suas percepções sobre as ações, seus resultados e sua posição na nova configuração. O processo de privatização e o fim do controle operário pelos estivadores resultaram em profundas mudanças na categoria, com o avanço de uma cultura de individualidade em detrimento à de solidariedade que marcou os trabalhadores portuários durante o século XX.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX; Década de 1990; 1993-2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/932824?guid=1665794954218&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665794954218%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d932824%23932824&i=1

Ampliando o debate sobre a participação política e a construção democrática: o movimento de moradia e as ocupações de imóveis ociosos no centro da cidade de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Thiago Aparecido Trindade
Sexo
Homem
Orientador
Luciana Ferreira Tatagiba
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2014.934753
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Participação política - São Paulo (SP)
Movimentos sociais urbanos - São Paulo (SP)
Habitação - Aspectos sociais
Resumo

Esta tese tem como objetivo principal problematizar o debate sobre a participação política e a construção da democracia no Brasil. Tendo como referência empírica as ocupações de imóveis ociosos no centro da cidade de São Paulo, ações realizadas pelo movimento de moradia da capital paulista, nossa proposta consiste em ampliar o escopo de análise referente ao tema da participação na literatura nacional. Em linhas gerais, este debate ficou restrito à dimensão institucional desta, desconsiderando outras formas de atuação política que, a despeito de se caracterizarem por sua extra institucionalidade, também podem ser entendidas como formas de participação política. O argumento central da tese é que o deslocamento analítico aqui proposto (dos espaços institucionais em direção ao espaço "das ruas") oferece vantagens analíticas importantes no debate teórico sobre a democracia, uma vez que nos possibilita lançar luz sobre temas e conflitos cruciais para o entendimento da disputa pela construção democrática e identificar com mais clareza os diferentes projetos políticos em disputa. A sociedade brasileira, no período pós-autoritário, foi capaz de avançar significativamente na construção de espaços participativos institucionais dedicados ao processo de formulação, implementação e execução das políticas públicas nas mais diferentes áreas. Atualmente, existe um significativo consenso construído em torno do ideário participativo: as mais diferentes forças políticas estão de acordo com relação à legitimidade da participação popular na administração pública. Contudo, este consenso se desfaz nitidamente quando se trata de reconhecer como legítimas outras formas de atuação política, como é o caso das ocupações de terras e imóveis ociosos promovidas pelos movimentos sociais do campo e da cidade. Ao longo do texto, procuramos esclarecer que a controvérsia encetada pelas ocupações na opinião pública está diretamente relacionada ao conflito que estas acionam: em última análise, as ocupações contestam o direito de propriedade irrestrito das classes economicamente dominantes da sociedade, ainda que não questionem o direito de propriedade em si mesmo. Para referenciar a discussão empiricamente, nos debruçamos sobre as ocupações de imóveis ociosos promovidas pelo movimento de moradia no centro da capital paulista, demonstrando que estas ações também acionam um conflito específico: o questionamento do modelo hegemônico de urbanização, que historicamente empurrou as classes mais pobres para as áreas periféricas dos grandes centros urbanos. Trata-se de uma luta, portanto, pelo direito de morar nas áreas centrais, o que classificamos, nesta tese, como uma luta pelo direito à cidade. Demonstramos também que estas ocupações, iniciadas em 1997, trouxeram importantes conquistas para o movimento em questão, tanto do ponto de vista material quanto simbólico. Apontamos ainda o debate jurídico relacionado à legitimidade e à legalidade das ocupações. Inclusive dentro do poder judiciário, podemos identificar um conflito entre diferentes concepções relacionadas à legitimidade destas ações. A metodologia da pesquisa envolveu a revisão bibliográfica e conceitual dos temas pertinentes, trabalho de campo, entrevistas, análise de material jornalístico e de documentos produzidos pelos próprios movimentos sociais analisados.

Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
A partir de 1997
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/934753?guid=1665794482938&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665794482938%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d934753%23934753&i=1

Desemprego e relações de gênero: trajetórias ocupacionais e a experiência da perda do emprego entre mulheres e homens da categoria metalúrgica em Campinas (2002 - 2012)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ferreira, Veronica Clemente
Sexo
Mulher
Orientador
Araujo, Angela Maria Carneiro
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2014.934910
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciência Política
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Relações de gênero
Desemprego - Campinas (SP) - 2002-2012
Trabalho
Setor metalúrgico
Resumo

O desemprego está relacionado à existência de um excedente de força de trabalho, mas também à atuação das instituições que estruturam o mercado de trabalho para apoiar quem perde sua ocupação em cada sociedade. Além disso, tem importante dimensão subjetiva, pois o/a trabalhador/a sem trabalho pode ou não reconhecer-se como desempregado/a, sendo sua percepção da situação de desemprego e os sentimentos dela decorrentes influenciados pela trajetória profissional e de vida de cada um e cada uma (ou seja, pela relação que cada pessoa desenvolve com o trabalho assalariado, com o(s) coletivo(s) de trabalho e com as empresas por que passou). Neste sentido, as visões sobre o trabalho e sobre o desemprego apresentam diferenças entre mulheres e homens, relacionadas a formas diferenciadas de socialização, às políticas de recursos humanos das empresas (que segregam reiteradamente as mulheres a uma posição secundária no mercado de trabalho) e às políticas públicas que regulamentam o mercado de trabalho e oferecem suporte ao cuidado infantil. Nesta tese investigamos, na perspectiva das relações sociais de gênero, a experiência do desemprego entre os homens e mulheres de uma categoria profissional majoritariamente masculina: a categoria metalúrgica. Procuramos compreender como o desemprego impacta sobre o percurso ocupacional, sobre a vida pessoal, sobre as relações familiares, sobre as estratégias de reinserção no mercado de trabalho e sobre os modelos ideais de comportamento das mulheres e dos homens desta categoria.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2002 - 2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/934910?guid=1665793888325&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665793888325%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d934910%23934910&i=1

(Des)sociabilidade & fragmentação: um estudo sobre o refluxo das lutas operárias na região de Campinas nas décadas de 1990-2000

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fagner Firmo de Souza Santos
Sexo
Homem
Orientador
Ricardo Luiz Coltro Antunes
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2015.949605
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento operário - Campinas (SP)
Sindicalismo - Campinas (SP)
Sociabilidade
Resumo

O presente trabalho busca compreender alguns aspectos da sociabilidade dos trabalhadores da base metalúrgica de Campinas e Região após a consolidação de um complexo de Reestruturação Produtiva na categoria. Trata-se de um parque industrial moderno com predomínio de indústrias transnacionais e onde, ao longo da década de 1990, instalou-se o complexo de reestruturação produtiva responsável pela drástica redução de trabalhadores da categoria e por transformações nas relações de trabalho, caracterizadas pela intensificação das atividades laborais e, como desdobramento disto, pela explosão dos casos de doenças relacionadas aos esforços repetitivos e de natureza psíquica. Essas mudanças aconteceram a despeito do papel exercido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, considerado combativo e que não aderiu aos programas e mecanismos de controle da força de trabalho forjados pelo novo modelo de produção. A postura adotada pelos sindicalistas ao longo desse período contrastou com a dos principais sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) desde meados da década de 1980, quando a Oposição Sindical Metalúrgica vence as eleições, interrompendo décadas de uma gestão sindical assistencialista e alinhada às políticas empresariais. Com isso, fez-se necessária a compreensão dos limites apresentados pelo sindicalismo campineiro frente ao complexo de reestruturação produtiva. A investigação mostrou que as cisões no seio do movimento sindical "cutista" enfraqueceram as estratégias de enfrentamento do movimento sindical campineiro frente à reestruturação produtiva e às políticas neoliberais. Com isso, o trabalhador metalúrgico campineiro tornou-se vulnerável às inseguranças trazidas pelo ambiente fabril e que se estendem ao espaço fora do trabalho e, consequentemente, ao risco do adoecimento físico e mental.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região de Campinas
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1980; Década de 1990; 1990-2000
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/949605?guid=1665793145227&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665793145227%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d949605%23949605&i=1

Opinião pública e opinião publicada: representação política, diretas já e a grande imprensa nos (des)caminhos da abertura

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Maria Luiza de Castro Muniz
Sexo
Mulher
Orientador
Theotonio dos Santos
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciência Política
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Imprensa
Representação
Mobilização social
Resumo

O presente trabalho foi dedicado ao estudo de editoriais publicados durante a campanha pelas diretas já por dois jornais da chamada grande imprensa: a Folha de S. Paulo e O Globo. Por meio do destaque à opinião publicada busquei demonstrar aspectos da visão de classe impressa pelos veículos analisados e pelo setor da burguesia que eles representam. Esta análise, feita a partir de eixos temáticos delimitados, consistiu ainda na abordagem do “horizonte de expectativas” traçado pela grande imprensa no período de abertura, transição e, especialmente, ao longo do processo sucessório de 1984. Procurei valorizar, como contraponto, perspectivas destoantes, as quais acabaram por evidenciar as preferências editoriais por determinada interpretação do passado recente, do presente em curso e do futuro projetado nas páginas dos jornais. A compreensão do posicionamento político-ideológico da impressa burguesa e liberal demandou o estudo da própria assimilação do ideário liberal no Brasil, sendo considerados os compromissos conservadores que fizeram parte deste processo. No intuito de fornecer uma perspectiva mais ampla das opiniões impressas, as conjunturas nacional e internacional foram analisadas conjuntamente, sendo ressaltada a interferência desta última sobre os rumos político-econômicos do Brasil. Diante do ‘desvio’ representado pela mobilização em torno das diretas já, os jornais selecionados divergiram quanto aos limites e alcances da participação popular. Já em vista das convergências opinativas, prevaleceu a defesa dos interesses de classe defendidos pela grande imprensa, burguesa e liberal. Esta busca legitimar-se na nova conjuntura democrática como porta-voz dos anseios nacionais, determinando caminhos válidos e descaminhos ultrapassados.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1980-1985
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/20113?locale-attribute=es

Da desterritorialização à ressignificação: a r-existência dos caiçaras da Juréia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pimentel, Alexandre de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Porto-Gonçalves, Carlos Walter
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Território
Re-significação identitária
Caiçaras
Resumo

A temática central desta dissertação é a compreensão das relações existentes entre os processos de re-significação identitária e de construção de novas territorialidades pelas populações caiçaras residentes na região conhecida como Juréia, localizada no vale do ribeira, litoral sul do estado de São Paulo. Nosso diálogo privilegiado se dá com duas associações locais, que tem tido um papel protagônico nas articulações das ações, reflexões e práticas dessas populações entre si, e com outros atores sociais: a união dos moradores da Juréia (umj) e a associação dos jovens da Juréia (ajj). Em nosso entendimento esses fenômenos, que se expressam em múltiplas escalas e com intensidades diferenciadas, ocorrem como r-existência (Porto-Gonçalves, 2001b) aos processos de desterritorialização material e simbólica impostos a essas populações, principalmente, pela adoção de um modelo preservacionista, que privilegia a implementação de unidades de conservação de proteção integral, em detrimento das populações que tradicionalmente ocupam esses territórios as lutas pelas condições materiais de produção e de reprodução simbólica dessas populações provocam tensões e articulações com outros sujeitos (redes sociais), de onde emergem os processos de re-significação identitária dessas populações e a apropriação discursiva e política de categorias como moradores da Juréia, como caiçaras e como população tradicional. Trata-se, portanto, de um conjunto de lutas discursivas, territoriais e jurídicas, ao mesmo tempo materiais e simbólicas, que geram novos significados e territorialidades nosso recorte espacial transcende os limites locais e se estende para todo o raio de atuação dessas duas instituições, construídas a partir de lideranças geradas entre moradores e filhos de moradores da Juréia, residentes nos bairros periféricos, e que têm sido o grande canal de lutas dessas populações.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Cidade/Município
Jureia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2005-2010
Localização Eletrônica
(N/I)

Cenários urbanos: o papel da paisagem na construção do discurso político em março de 1964

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
da Silva, Thiago Rocha Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Gomes, Paulo Cesar da Costa
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11137/2006_2_255-256
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
discurso
geografia cultural
manifestações políticas
Resumo

O objetivo deste trabalho é promover uma reflexão sobre o papel da paisagem para a construção do discurso em manifestações políticas. Mais especificamente, o que buscamos aqui é tentar compreender as relações entre o discurso da manifestação política e os significados socialmente compartilhados a respeito do lugar onde se realiza esta manifestação.    Para tanto, partimos da construção de uma perspectiva metafórica da paisagem vista como um cenário. A idéia da paisagem como cenário se apóia na possibilidade de concebermos o cenário como um sistema espacial de significação, construído a partir da apropriação, pelo encenador, dos significados das formas eleitas para constituir esse cenário. Esse conjunto de formas simbólicas se conjugaria com os outros sistemas de significação do espetáculo, tais como o texto, a fala, o figurino ou a iluminação, por exemplo, dando corpo ao discurso deste espetáculo...A paisagem por sua vez, também pode ser compreendida como um conjunto de formas simbólicas, um sistema espacial de significação, como vem sendo feito por diversos trabalhos no campo da geografia cultural renovada. O que se pretende ao pensar a paisagem como um cenário é incorporar a possibilidade da apropriação de alguns significados desta paisagem para a construção de discursos. No caso deste nosso trabalho, os discursos políticos...Propomos com esta dissertação promover à luz da perspectiva da paisagem como cenário a interpretação de duas manifestações políticas ocorridas em março de 1964, um momento crucial da história do nosso país. A primeira delas foi o comício da central, ocorrido em 13 de março, na cidade do Rio de Janeiro, enquanto a segunda foi a marcha da família, com deus, pela liberdade, ocorrida seis dias depois, em 19 de março, na cidade de São Paulo em resposta ao comício. Além da possibilidade de diálogo entre essas duas manifestações, pretendemos enfatizar o papel fundamental da paisagem na construção de seus discursos, buscando uma abordagem original para os eventos pela ótica da geografia.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1964
Localização Eletrônica
https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/6655

Mulheres de kêto: etnografia de uma sociedade lésbica na periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Medeiros, Camila Pinheiro
Sexo
Mulher
Orientador
Borges, Antonádia Monteiro
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
candomblé
família
gênero
política
Resumo

Este trabalho é uma etnografia a respeito da 'sociedade lésbica feminista mulheres de kêto "Ojú oyá"', localizada em Guaianazes, periferia de São Paulo. Ao longo desta dissertação, tomam-se como eixos analíticos os vários conceitos locais agregados no nome do grupo - ou seja, as noções de sociedade, de movimento lésbico e feminista e candomblé. A esta formulação sintética construída pelas mulheres de kêto, acrescenta-se uma concepção de política que perpassa todas as demais, sendo também afetada pelas mesmas. Essas categorias centrais para as mulheres de kêto são apresentadas a partir dos lugares da pesquisa que são também os lugares de suas vidas: a prefeitura onde trabalham na política, o barracão de candomblé onde trabalham seus orixás e o apartamento onde moram, no conjunto habitacional jardim das acácias. Determinadas formulações teóricas da antropologia dita feminista buscam expandir, por meio do confronto etnográfico, algumas bases canônicas da disciplina, dentre as quais se destacam as noções de parentesco, família e gênero. O movimento etnográfico proposto pelas mulheres de kêto leva-nos a tomar esse debate acadêmico como modelo de diálogo para refletir, da mesma forma, sobre os termos política e candomblé. O objetivo desta etnografia é conjugar esses diversos temas seguindo portanto uma proposta epistemológica que diz respeito tanto à antropologia quanto às pessoas que os vivem de modo intenso e inseparável cotidianamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Guaianazes
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XXI