Movimentos sociais

Mulheres de kêto: etnografia de uma sociedade lésbica na periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Medeiros, Camila Pinheiro
Sexo
Mulher
Orientador
Borges, Antonádia Monteiro
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
candomblé
família
gênero
política
Resumo

Este trabalho é uma etnografia a respeito da 'sociedade lésbica feminista mulheres de kêto "Ojú oyá"', localizada em Guaianazes, periferia de São Paulo. Ao longo desta dissertação, tomam-se como eixos analíticos os vários conceitos locais agregados no nome do grupo - ou seja, as noções de sociedade, de movimento lésbico e feminista e candomblé. A esta formulação sintética construída pelas mulheres de kêto, acrescenta-se uma concepção de política que perpassa todas as demais, sendo também afetada pelas mesmas. Essas categorias centrais para as mulheres de kêto são apresentadas a partir dos lugares da pesquisa que são também os lugares de suas vidas: a prefeitura onde trabalham na política, o barracão de candomblé onde trabalham seus orixás e o apartamento onde moram, no conjunto habitacional jardim das acácias. Determinadas formulações teóricas da antropologia dita feminista buscam expandir, por meio do confronto etnográfico, algumas bases canônicas da disciplina, dentre as quais se destacam as noções de parentesco, família e gênero. O movimento etnográfico proposto pelas mulheres de kêto leva-nos a tomar esse debate acadêmico como modelo de diálogo para refletir, da mesma forma, sobre os termos política e candomblé. O objetivo desta etnografia é conjugar esses diversos temas seguindo portanto uma proposta epistemológica que diz respeito tanto à antropologia quanto às pessoas que os vivem de modo intenso e inseparável cotidianamente.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Guaianazes
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XXI

Elementos inflamáveis: organizações e militância anarquista no Rio de Janeiro e São Paulo (1945-1964) - seropédica, rj

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Rafael Viana Da
Sexo
Homem
Orientador
Jean Rodrigues Sales
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFRRJ
Página Inicial
1
Página Final
410
Idioma
Português
Palavras chave
Anarquismo
Classe Trabalhadora
Cultura Política
História do Anarquismo
Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar as organizações e a militância anarquista no Rio e Janeiro e em São Paulo durante o período de 1946 a 1964. Pretendemos no presente estudo analisar a cultura política anarquista do período e as diferentes práticas militantes realizadas pelo anarquismo. Servindo-nos de diferentes fontes documentais (cartas, entrevistas, jornais, folhetos e atas) e de um amplo debate historiográfico procuramos neste trabalho elucidar as transformações operadas na sua cultura política e as práticas de inserção social organizadas por seus militantes. A constituição de grupos ou organizações específicas almejou no período a formação de uma Federação Anarquista Brasileira mas a oxigenação ideológica dessas organizações dependia do sucesso de suas estratégias no interior da classe trabalhadora. À partir de uma análise baseada na História Política e na História Social e de diferentes procedimentos metodológicos procuramos mapear o campo político anarquista e o resultado dos congressos anarquistas realizados nesses estados, assim como elucidar as diferentes práticas que os militantes anarquistas estiveram envolvidos; tais como imprensa, solidariedade aos exilados da Espanha e Portugal, relações com outras organizações, práticas sindicais e ações culturais

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Seropédica
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1945-1964
Localização Eletrônica
https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/3344

A previdência social rural e os quilombos: uma análise desse direito no Vale do Ribeira - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Brugnhara, Ariane Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Debora Franco Lerrer
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais Em Desenvolvimento, Agricultura E Sociedade
Instituição
UFRRJ
Página Inicial
1
Página Final
401
Idioma
Português
Palavras chave
Previdência Rural
Quilombos
Universalidade
Especificidade
Resumo

O trabalho de pesquisa dessa dissertação buscou analisar a relação entre o direito previdenciário, preconizado em suas normativas enquanto um direito universal, com a especificidade quilombola. O estudo foi realizado no Vale do Ribeira localizado ao sul do estado de São Paulo que concentra o maior número de territórios quilombolas deste estado. Foram analisados o processo de constituição histórica da previdência social rural e da terminologia quilombos. A partir da reconstituição histórica dessas trajetórias buscou-se evidenciar que os direitos são frutos de lutas sociais que reivindicam que o Estado assimile tais demandas. Entretanto a garantia dessas institucionalidades não implica que os direitos sejam exercitados, ou seja, faz-se necessário organizar outras lutas sociais para a efetivação dos direitos já conquistados. No mesmo sentido da contínua reivindicação dos direitos, as regulamentações devem ser permanentemente questionadas, uma vez que as normativas enquadram um tipo ideal de sujeito de direitos que nem sempre acompanham as dinâmicas e complexidades sociais ao longo da história. Neste trabalho, foram analisadas as regulamentações previdenciárias relacionadas com as especificidades quilombolas a partir dos seus principais aspectos que podem ser resumidas em: populações negras rurais que utilizam a terra e os recursos naturais de maneira comunal, sem necessariamente produzirem para o sistema econômico formal.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1364560#

Cooperação e organização em assentamentos rurais: a proposta das comunas da terra e a virada do MST para os urbanos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Neto, Joao Augusto De Andrade
Sexo
Homem
Orientador
Leonilde Servolo De Medeiros
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais Em Desenvolvimento, Agricultura E Sociedade
Instituição
UFRRJ
Página Inicial
1
Página Final
369
Idioma
Português
Palavras chave
Cooperação
Organização.
Resumo

A presente pesquisa se destina ao estudo de processos de cooperação e de organização em assentamentos rurais conquistados por meio da ação política e da mobilização social dirigidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). O foco empírico está nas experiências de assentamentos situados na Região Metropolitana de São Paulo, chamados pelo MST de Comunas da Terra, uma “nova forma de assentamento” organizada pelo Movimento junto à sua base de acampados e assentados no estado de São Paulo. Uma das características distintivas desses assentamentos é o fato de serem estabelecidos em áreas próximas aos centros urbanos, sendo formados por pessoas em geral provenientes de periferias urbanas, as quais não necessariamente possuem experiências agrícolas prévias ou algum tipo de herança sociocultural camponesa, podendo incluir trabalhadores desempregados urbanos e mesmo pessoas em situação de rua. A proposta das Comunas da Terra se volta à organização nos assentamentos por meio da tentativa de estabelecimento de processos de cooperação entre os assentados. A história da virada do MST para o recrutamento de um público de tipo “urbano” é um elemento central na tese, abordado por meio de pesquisa empírica e bibliográfica.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/5361

Anarquismo, sindicatos e revolução no Brasil (1906-1936)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Tiago Bernardon de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Marcelo Badaró Mattos
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Anarquismo
Sindicalismo-Brasil
Movimento operário
Resumo

Entre os anos de 1906 e 1936, particularmente, o movimento e as idéias anarquistas contribuíram para o desenvolvimento da identidade e consciência da classe trabalhadora no Brasil. Sua área de ação concentrou-se, basicamente, nos centros urbanos e o público alvo preferencial de sua propaganda foram os trabalhadores das cidades, embora os libertários partilhassem de uma concepção mais ampla de classe, segundo a qual pertenceriam à mesma classe todos os que vivessem de seu próprio trabalho e não da exploração alheia, fossem eles do campo ou da cidade, exercessem atividades manuais ou não. Assim, a presente tese versa sobre a trajetória do movimento anarquista em sua relação com o movimento operário brasileiro, sobretudo nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e do antigo Distrito Federal. Procura-se apresentar as estratégias, concepções e avaliações desenvolvidas pelos militantes libertários quanto às possibilidades de se fazer eclodir no Brasil um processo revolucionário que permitisse a concretização de seu ideal.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1906-1936
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/td/1142.pdf

A contribuição do cinema militante em processos de construção de identidades e territórios: o caso do movimento dos trabalhadores sem teto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tedesco, Marina Cavalcanti
Sexo
Mulher
Orientador
Barbosa, Jorge Luiz
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Território
Cinema Militante
Resumo

No ano de 2005, o movimento dos trabalhadores sem teto (mtst) que atua no estado de São Paulo (existente desde a década de 1990) funda sua brigada de guerrilha cultural. Pertencente ao setor de formação, sua responsabilidade era fomentar, através dos mais diversos tipos de atividade (saraus, místicas, oficinas, produção e exibição de vídeos, etc), uma cultura política própria do movimento, que fosse capaz de funcionar, ao mesmo tempo, como propaganda, instrumento de agitação e expressão dos militantes. A iniciativa dura até o final de 2007. Esta dissertação tem como tema o cinema realizado dentro desse contexto. Seu grande objetivo é investigar como os filmes, inseridos em um projeto político-cultural que vai para muito além do audiovisual, podem contribuir em processos de construção de (novas) identidades e territórios. Para isso, trabalha-se apenas com as obras realizadas durante ocupações, posto que é principalmente embaixo, ao lado, junto aos barracos de lona preta que tais edificações acontecem. Constituem, portanto, o corpus fílmico dessa investigação Chico Mendes – a dignidade não se rende (2005) e Direitos esquecidos (2005) – acampamento Chico Mendes (Taboão da Serra, 2005-2006), Vídeo-informe 1 (2007), Vídeo-informe 2 (2007) e Vídeo-informe 3 (2007) – acampamento João Cândido (Itapecerica da Serra, 2007) – e construindo o poder popular (2008) – acampamento silvério de jesus (Embu das Artes, 2008).

Referência Espacial
Cidade/Município
Embu das Artes
Taboão da Serra
Itapecerica da Serra
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2008
Localização Eletrônica
https://cinemovimento.files.wordpress.com/2017/05/marina-cavalcanti-tedesco-dissert.pdf

Política urbana federal de reabilitação dos centros antigos. Debates e diretrizes sobre habitação e inclusão social.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Helena Rosa dos Santos Galiza
Sexo
Mulher
Orientador
Maria Laís Pereira da Silva
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Reabilitação urbana
Áreas centrais
Políticas públicas
Resumo

O trabalho analisa a atual política urbana nacional de reabilitação de áreas centrais, focando os seus objetivos na questão habitacional dos centros e nas dificuldades de sua implementação, com inclusão social. Utiliza, como fontes e procedimentos metodológicos principais, uma ampla revisão bibliográfica e documental, acrescida de entrevistas realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo e São Luís, com segmentos do movimento social pela moradia, e representantes de governos e da academia. Apóia-se, também, na experiência direta da autora em projetos sobre o tema. Buscando contextualizar historicamente a questão, o trabalho aborda inicialmente as primeiras propostas brasileiras de recuperação do estoque imobiliário subutilizado dos centros antigos, com potencial habitacional. Comenta a repercussão dessas idéias no Banco Nacional da Habitação - BNH, a tentativa da caixa econômica federal - caixa de retomar a questão, no ano 2000, e as proposições atuais do ministério das cidades. Relata as iniciativas locais das três cidades e utiliza as entrevistas ali realizadas para expor um amplo painel de análises e propostas. Embora reconhecendo a importância das iniciativas recentes da política urbana federal, o trabalho conclui por uma grave lacuna entre a teoria e a prática das propostas governamentais, insuficientes para atingir os objetivos pretendidos, nos aspectos institucionais, jurídicos, sociais, econômicos, financeiros e culturais. Finalizando, indica que falta, entre outros fatores, uma liderança nacional efetiva na política de reabilitação de áreas urbanas centrais, refletida em ações estratégicas específicas e na disponibilização de recursos financeiros que incentivem o cumprimento da função social dos imóveis subutilizados, a gestão social de valorização dessas áreas, a moradia digna e a ascensão sócio-econômica das famílias de baixa renda, residentes desses centros antigos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
São Paulo
São Luís
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2000-2007
Localização Eletrônica
https://patronage.fapema.br/anexos/ACC-PROD_0072020SECID-1229-20.pdf

O cinema na greve e a greve no cinema: memórias dos metalúrgicos do ABC (1979-1991)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Carolina Granato da
Sexo
Mulher
Orientador
Maciel, Laura Antunes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Cinema
Greve
Cineasta
Metalúrgicos
Resumo

Este trabalho discute o embate entre visões fílmicas e memórias elaboradas sobre a primeira greve geral metalúrgica do ABC, em março de 1979, que atingiu o setor automotivo, central na economia brasileira naqueles anos e símbolo da atividade industrial do século XX, tentando relacionar a construção da história na tela ao movimento. Três cineastas: o militante da ala vermelha Renato Tapajós e os comunistas Leon Hirszman e João Batista de Andrade, cada qual com sua equipe, realizaram seis filmes de curta e longa-metragem, documentários e de ficção, cinco finalizados e lançados entre 1979 e 1982, enquanto a liderança daquela greve emergia na arena política com a fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em 1980, em oposição do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Com suas imagens censuradas pela TV, os grevistas “fabulam” (Deleuze, 1985) sobre aquela greve nos documentários. Tapajós e Batista através dos curtas-metragens Greve de Março e Greve!, lançados no calor da hora, dialogaram com os desdobramentos da greve. Batista e Leon, dirigentes de associações de cineastas, financiados pela Embrafilme (1969-1990), rodaram e lançaram respectivamente O homem que virou suco (1980), cuja referência àquela greve é direta, pontual e breve com a inserção de planos do curta-metragem, e Eles não usam Black-tie (1981), a história de uma greve que, todavia, renega o exemplo de São Bernardo; ambos foram exibidos em salas paulistas, cariocas, de outras capitais e, também para os operários do ABC. Tapajós, cuja experiência com os metalúrgicos antecedia à greve de 1979, continuou a filmá-los até 1981 e realizou o longa-metragem linha de montagem (1982), exibido para os protagonistas. Leon, por sua vez, diretor de Black-tie, maior sucesso comercial sobre o tema no cinema brasileiro, não concluiu o documentário ABC da greve que, finalizado pelo fotógrafo Adrian Cooper, estreou em 1991 sem qualquer vínculo com os protagonistas.

Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1979-1991
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Tese-2008_SILVA_Maria_Carolina_Granato_da-S.pdf

Ocupações de sem-tetos e psicologia do trabalho: como construir origamis interventivos?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Patrícia Tomimura
Sexo
Mulher
Orientador
Helder Pordeus Muniz
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ocupação
Movimentos sociais
Psicologia do trabalho
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo compreender as abordagens epistemológicas e metodológicas de intervenção encontradas tanto na psicologia do trabalho quanto nas práxis dos movimentos sociais que podem auxiliar no desenvolvimento do poder de ação dos coletivos de duas ocupações do Movimento dos Sem-Teto no Rio de Janeiro: Zumbi dos Palmares e a Chiquinha Gonzaga. Essa questão central foi pesquisada através da pesquisa bibliográfica acerca desses dois domínios, descreveu-se o pensamento de autores brasileiros acerca da conjuntura que possibilitou o surgimento dos movimentos sociais no Brasil e a práxis utilizada pelo clube das mães, movimento social dos anos 80 de São Paulo. Em seguida, analisou-se como a organização do trabalho se dava nas ocupações e enfocou-se o trabalho nas mesmas como atividade coletiva, através de abordagens da psicologia do trabalho francesa, principalmente a psicodinâmica do trabalho e a clínica da atividade. Estabeleceu-se um fio condutor que ligava os movimentos sociais e a psicologia do trabalho: a questão da experiência. De um lado, as metodologias de pesquisa-intervenção derivadas de Oddone e colaboradores (1986) valorizavam a experiência do trabalhador. Essas pesquisas conduzem o trabalhador a um processo de formação, onde o conhecimento sobre o meio visa identificar as novicidades, ou seja, aquilo que adoece no trabalho, e se organizar, planejar e efetivar lutas e ações contra isso. Por outro lado, a experiência de participar de uma ocupação numa metrópole contemporânea, em que há organização e poder popular, é também um processo de formação política. Essa formação produz um certo tipo de conhecimento e ação sobre o meio, que podemos denominar de política, junto com Eder Sader (1988), pois visa a percepção e análise da novicidade do meio social, a organização coletiva e a efetivação de uma luta para transformar essa novicidade. Desse modo, pode-se considerar que o trabalho de apoio nas ocupações deve se basear na colaboração entre a experiência dos ocupantes e o conhecimento formal dos apoiadores, na construção de dispositivos de produção de conhecimento e transformação: as comunidades ampliadas de pesquisa.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Logradouro
Zumbi dos Palmares
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Logradouro
Chiquinha Gonzaga
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1980-2007

A Folha de S. Paulo e os protestos pelo impeachment de Collor

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vinícius Sales do Nascimento França
Sexo
Homem
Orientador
Christiane Vieira Laidler
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em História Social
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
104
Descrição Adicional
FRANÇA, Vinícius Sales do Nascimento. A Folha de S. Paulo e os protestos pelo impeachment de Collor. 2015. 104 f. Dissertação (Mestrado em História Social do Território) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Gonçalo, 2015.
Idioma
Português
Palavras chave
Imprensa
Movimentos Sociais
Neoliberalismo
Collor (1990-1992)
Governo
Resumo

A presente dissertação tem como objetivo observar as representações construídas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o conjunto de protestos de rua, ocorrido nos meses de agosto e setembro de 1992, que influenciou o processo de impeachment do presidente Collor. A pesquisa também questionou o interesse e atuação do jornal em relação a Collor desde as eleições de 1989 até o impeachment. Para responder a tais problemas, o trabalho mobilizou os conceitos de hegemonia e imprensa como partido político, propostos por Gramsci, o conceito de campo jornalístico, de Bourdieu, e o de agenda-setting, delineado por McCombs e Shaw. A historiografia consultada abordou o contexto histórico anterior ao governo Collor, as relações entre o presidente e os grandes veículos de imprensa do país, a história do periódico e o papel dos movimentos sociais no processo de impeachment. A revisão bibliográfica, apoiada pela leitura de editoriais do jornal, constatou que ele apoiava medidas neoliberais, como as privatizações das empresas públicas e o fim de mecanismos protecionistas do Estado à indústria nacional, que foram implementadas por Collor. Porém, o periódico fazia oposição ao presidente devido ao fracasso da sua política econômica e a sua postura autoritária em relação às críticas jornalísticas. Para perceber a visão da Folha de S. Paulo sobre os movimentos sociais, a pesquisa examinou textos editoriais e o conteúdo publicado no caderno Folhateen, voltado ao público jovem, durante os meses de julho a setembro de 1992. As análises mostraram que, em um primeiro momento, o jornal viu as manifestações com desconfiança. Posteriormente, com o seu crescimento, ele passou a apoiá-las e procurou influenciar a sua direção, diminuindo a importância dos partidos e entidades sindicais e estudantis de esquerda nas suas narrações dos protestos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
SÃO PAULO
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1989 - 1992
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13580