Educação

A gente chega e se apropria do espaço! Graffiti e pichações demarcando espaços urbanos em Porto Alegre

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Eloenes Lima da
Sexo
Mulher
Orientador
Garbin, Elisabete Maria
Ano de Publicação
2010
Programa
Educação
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Estudos culturais
Juventude
Grafite
Graffiti
Pichação
Resumo

Este estudo problematiza práticas culturais de tribos de jovens grafiteiros e pichadores em espaços urbanos de Porto Alegre – RS, entre os anos de 2008 e 2009. Tem como referencial teórico o campo dos Estudos Culturais, da Cultura Visual e busca ferramentas metodológicas da etnografia pós-moderna. O corpus da pesquisa foi construído a partir de fotografias, filmagens, diários de campo, entrevistas e conversas que possibilitaram a construção dos eixos analíticos. O primeiro eixo – Assinaturas rascunhadas num blackbook: esboçando modos de (vi)ver – destacou o uso de cadernos escolares, blocos de desenho e agendas para a realização de esboços iniciais, os quais atuam tanto como espaços para ‗treinamento‘ de letras utilizadas no graffiti como elemento de socialização para a participação em grupos afins. O segundo eixo – Linhas, curvas, cores, poesias e 'kaos': demarcando formas (dis)formes – priorizou as interações dos graffiti e das pichações nos espaços urbanos, atribuindo a tais práticas culturais a localização dos múltiplos interstícios presentes na metrópole. Ao demarcarem territórios, os grafiteiros e pichadores promovem outros mapeamentos urbanos em que o corpo orgânico dos jovens sujeitos e o corpo de concreto da cidade se fundem numa espécie de ‗pele urbana‘. O último movimento analítico – Na fluidez da contemporaneidade: a produção de outras pedagogias – inferiu que, se por um lado, os graffiti e as pichações produzem outras pedagogias que rompem com conceitos formais de educação, por outro, observa-se que suas presenças e usos em espaços institucionais (como escolas, museus e galerias de arte) apontam para uma ‗pedagogização‘ dessas práticas culturais. À guisa de conclusão, compreende-se que, a partir dessas práticas constituídas em meio a uma urbanidade contemporânea, grafiteiros e pichadores atuam em redes sociais móveis, plurais e abertas, reforçando suas condições de ser e estar jovem em contextos contemporâneos. A característica transgressora e ilegal de tais práticas culturais também permitiu uma aproximação às formas plurais de resistências que são manifestadas nos cotidianos juvenis urbanos.  

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2008 - 2009
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/27057

Arte ou ocupação? O graffiti na paisagem urbana de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sainz, Sylvia Taina Monasterios
Sexo
Mulher
Orientador
Feijó, Martin Cezar
Ano de Publicação
2011
Programa
Educação, Arte e História da Cultura
Instituição
UPM
Idioma
Português
Palavras chave
graffiti
arte urbana
paisagem urbana
São Paulo
graffiti
Resumo

São Paulo, grande centro financeiro e residencial da América Latina, é também referência no mundo quanto à riqueza da sua arte urbana. A cidade tem uma estética própria e amplamente desenvolvida, que reflete em si a multiculturalidade de seus moradores. O graffiti, manifestação artística de caráter transgressor que ocupa as ruas e paredes dessa metrópole, está à vista de milhares de pessoas que em seu cotidiano transitam por um espaço urbano invadido por esta arte não formal, que além de ter um grande valor estético, faz comentários sobre os problemas da cidade, chamando a atenção para lugares ignorados pelo cidadão e interagindo com o contexto urbano. Pode-se considerar que a própria configuração da metrópole dispõe de suportes públicos que são aproveitados como espaços de comunicação e de produção artística. Cria-se um diálogo entre o artista e o espaço público à vista de todos. Portanto, esta pesquisa aprofunda as relações construídas entre o graffiti como expressão artística e a cidade de São Paulo, propondo uma análise interdisciplinar para entender o graffiti através de três dimensões: seu valor artístico, sua dimensão simbólica e sua influência na paisagem urbana. Interessa definir quanto de transgressor essa manifestação ainda tem nesse momento de crescente institucionalização e aceitação do graffiti como forma artística da arte contemporânea

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://dspace.mackenzie.br/items/5f200217-8496-4b79-9d2b-4131e024313c

O sujeito pixador: tensões acerca da prática da pichação paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mittmann, Daniel
Sexo
Homem
Orientador
Camargo, Maria Rosa Rodrigues Martins de
Ano de Publicação
2012
Programa
Educação
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Pichação de muros - História
Espaço urbano
Sociologia urbana
Resumo

A pesquisa em mãos discute acerca da dimensão cultural e social da prática da pichação paulista, conhecido como “pixo” e ou Escola Paulista de Pichação, bem como da sua relação com as questões do ordenamento jurídico e dos movimentos de positivação da ilegalidade e da marginalidade por parte dos pichadores. Para tal empreitada partimos de alguns momentos destacáveis na história e no espaço que percebemos serem importantes de ênfase, momentos em que a escrita no espaço público urbano ganhou forma e fora posteriormente repelida pelo ordenamento e pelos governamentos locais.
Falamos nas pichações políticas de Paris no maio de 1968, do grafite étnico e racial da cidade de Nova Iorque dos anos de 1970, da pichação de protesto político dos
Palestinos, bem como do surgimento da pichação poética na capital paulista no final dos anos da década de 1970. A partir dessas primeiras diferenciações foi possível entendermos as características e particularidades da “pixação” paulista, o “pixo”, oriunda dos primeiros anos de 1980 e presente até hoje pelas grandes cidades do estado de São Paulo. Focando no movimento da “pixação” paulista – sobretudo nas cidades de São Paulo e de Campinas – procuramos entender as relações desse circuito e de seus atores – os pichadores – para com os programas de combate a prática da pichação, tão em voga nos municípios paulistas. Partindo do exemplo de Campinas, cidade que conta com este formato de programa anti-pichação desde março de 2009, arriscamos entender qual a relação do pichador e de sua prática – a escritura ilegal de nomes – com os diversos cerceamos jurídicos e morais que atingem esta forma de agir no espaço urbano.
Buscamos em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze e Félix Guattari, entre outros, o suporte e o ferramental teórico para mirar essa prática, tentando entender qual a dimensão de escrita-de-si e de máquina-de-guerra pode ser encontrado na pichação paulista contemporânea. Na busca por arquivos – para a leitura da escrita da pichação e dos pichadores – nos debruçamos em trabalhos etnográficos, em vídeos documentários, em filmes de pichadores sobre a pichação, em matérias midiáticas e em diálogos com os
próprios agentes do “pixo”, a grande maioria desses contatos mediados pelas ferramentas da internet. Por fim percebemos a pichação paulista como um movimento de grandes dimensões de sociabilidade, uma agitação que aproxima os seus atores, que os movimenta pela cidade, que os coloca em uma situação de produção de subjetividade e de formas de existir. Afinal, os pichadores querem escrever o seu nome pela cidade e dessa forma se fazerem presentes – ser visto sem ser (re)conhecido – na dimensão metropolitana do urbano.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/entities/publication/aa63a64a-df89-4ec2-9d6b-cad15b4c5bdc

CARTOGRAFIAS DE UM PASSEANTE URBANO: processos de aprendizagem e resistência no espaço urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Junior, Paulo Roberto Faber Tavares
Sexo
Homem
Orientador
Coelho, Alberto Davila
Ano de Publicação
2014
Programa
Educação e Tecnologia
Instituição
IFSUL
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia
Inscrições Urbanas
Aprendizagem
Graffiti
Pixação
Resumo

Esta dissertação trata de processos de aprendizagem realizados principalmente na cidade de Pelotas, mas também nas cidades de Curitiba e Porto Alegre, a partir de experiências estéticas com inscrições urbanas – graffitis, pichações, performances e instalações – considerando a capacidade de produzir marcas (ROLNIK, 1993) que estas carregam, ao desafiarem o que é efêmero na vida, estados inéditos que desestabilizam e forçam a produzir outros corpos (GIL, 2004). Seguindo as pistas deixadas por filósofos da diferença, como Gilles Deleuze e Felix Guattari, buscamos cartografar processos de subjetivação que se desenrolam a partir das inscrições, quando capturadas em seus modos de resistência, os quais colaboram para uma educação estética informal potencializadora. Destacam-se as inscrições enquanto agentes da subversão, da ação não pautada, capazes de abrir outros caminhos, provocar outras sensações, em conjunto com outros corpos, permitindo assim a liberação de uma vontade de potência (NIETZSCHE, 1983). Criações de inscritores que dizem respeito a todos que habitam e constroem uma cidade, que movimentam ações coletivas capazes de construções/ destruições, que se constituem componente compositivo junto às forças cotidianas, onde toda uma coletividade participa de um inventar (CERTEAU, 1998), de um aprendizado.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Pelotas
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1339819

O Grafite e a Pichação: O que dizem os Muros da escola?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Baasch, Mariani Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Sousa, Ana Maria Borges De
Ano de Publicação
2014
Programa
Educação
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Escola
grafite
pichação
arte
expressão
Resumo

Esta pesquisa ilustra uma investigação teórica e prática em torno das manifestações do grafite e da pichação em uma Escola Estadual da área urbana do município de Florianópolis/SC. Tem como base metodológica os estudos pós-críticos em educação e se estruturou utilizando como recurso metodológico a fotografia dos muros, dos espaços internos e externos da referida escola, além de entrevistas individuais e em grupo com os sujeitos que transitam e habitam a escola tanto do lado de dentro quanto do lado de fora. O objetivo dessa pesquisa visa compreender o lugar dos grafites e das pichações por entre os muros da escola, perspectivando interpretações em torno destas expressões-manifestações, de como ganham vida no cotidiano, do lado de dentro e do lado de fora da escola. A partir da análise dos dados e da experiência em campo, verificou-se que os grafites e pichações serviram de trampolim para uma discussão maior que estava impressa nos discursos e nas formas de habitar/transitar/existir na escola, afinal, todos queriam falar desse lugar.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Florianópolis
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1589844

Grafiteiras nas tramas de arte, juventudes e espaços formativos na cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vasconcelos, Lenita Ramos
Sexo
Mulher
Orientador
Berino, Aristoteles De Paula
Ano de Publicação
2015
Programa
Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
Instituição
UFRRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço
Cidade
Juventudes
Mulheres
Graffiti
Resumo

As cidades são cenários de muitas relações, os movimentos que emergem nesse contexto elucidam a produção de conhecimento e as formas que os sujeitos encontram de transformar e fazer parte dos espaços. As juventudes possuem uma íntima ligação com a vida urbana, possuem uma essência híbrida e transitória, da mesma forma que as culturas com as quais interagem. O graffiti é uma cultura que surgiu de movimentos de resistências e compõe a paisagem urbana, fazendo parte da vida tanto daqueles que elaboram quanto dos que transitam pelas ruas. A atuação de mulheres ainda não é usual nesse tipo de arte, o que talvez possa ser explicado pelo caráter subversivo em que a mesma surgiu, assim como pelo desencontro com alguns dos padrões sociais, em especial os que envolvem as questões de gênero. Os personagens e textos grafitados trazem elementos diferentes dos que normalmente são expostos na cidade por meio de intervenções do Estado e da mídia, criando novas paisagens e representações. Existe, portanto, todo um processo educativo/formativo nas redes de experiências presentes nas ruas, da qual o graffiti faz parte e as mulheres vêm se inserindo. A pesquisa aborda as criações de mulheres que realizam graffiti na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, tal universo é abordado metodologicamente por meio de relatos das artistas e da autora. Para tanto, são levantadas discussões que envolvem a vivência nos/com/pelos espaços, principalmente o meio urbano; as esferas do público e do privado; e a experiência de mulheres de diferentes perfis nesse contexto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3250599

Leitura de imagem, dialogismo e graffiti: Contribuições para o ensino da arte

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Macedo, Erika Sabino De
Sexo
Mulher
Orientador
Foerste, Gerda Margit Schutz
Ano de Publicação
2015
Programa
Educação
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
leitura de imagem
dialogismo
graffiti
Resumo

A tese em questão inscreve-se na problemática que envolve a leitura de imagem no ensino da Arte no Brasil, enquanto campo conceitual e metodológico. Tem como objetivo geral elaborar uma leitura de imagem do graffiti de Vitória/ES, a partir do conceito de dialogismo proposto por Mikhail Bakhtin (1895-1975), visando a contribuir com o debate no ensino da Arte. Como objetivos específicos, o presente trabalho busca problematizar a questão da abordagem da imagem artística no ensino da arte, analisar o percurso histórico e conceitual da arte urbana, estabelecer relações entre o graffiti, a Arte e seu ensino, e analisar as produções do graffiti na cidade de Vitória - ES. Busca responder como a leitura de imagem do graffiti, a partir da perspectiva bakhtiniana, pode contribuir para o debate no ensino da Arte na atualidade. O estudo defende a tese de que as produções artísticas urbanas se apresentam como um rico objeto de leitura no âmbito educativo as quais, analisadas sob o ponto de vista dialógico, oferecem ao leitor uma compreensão crítica de seus aspectos históricos, expressivos e conceituais. Para o entendimento do campo educacional investigado, esta tese estabelece um diálogo com as publicações e produções teóricas relacionadas à imagem no ensino da Arte, ao graffiti e ao conceito de dialogismo. Nesse processo, desenvolve reflexões à respeito das tendências atuais acerca das abordagens da imagem artística na contemporaneidade e sobre a importância da formação dos professores de Arte nesse contexto. Na busca de compreender as contribuições do discurso do graffiti e da perspectiva bakhtiniana para o ensino da arte, investiga as produções urbanas do graffiti de Vitória a partir do eixo teóricometodológico denominado análise dialógica do discurso. Como procedimentos para a produção de dados, utiliza como ferramentas metodológicas entrevistas semiestruturadas com os artistas urbanos, registro fotográfico das produções do graffiti, coleta de documentos e visitas a museus e galerias abertas de arte. Nos procedimentos de análise de dados, a pesquisa aborda as concepções bakhtinianas para a análise do discurso da linguagem investigada. A pesquisa possibilitou o reconhecimento da significativa contribuição da teoria bakhtiniana também para a análise de imagens. Permitiu a construção de um percurso analítico sobre elas, através de suas leituras dialógicas, favorecendo o conhecimento significativo e aprofundado sobre das imagens artísticas investigadas. O desenvolvimento da leitura de imagem proposta por este trabalho foi embasada em conceitos abordados em quatro obras do filósofo russo: Estética da criação verbal, Marxismo e filosofia da linguagem, Problemas da poética de Dostoiévski, 8 Estética e teoria do romance e Para uma filosofia do ato responsável. Algumas concepções tratadas nessas publicações constituíram o quadro teórico que engendrou a investigação sobre a arte urbana a partir de uma perspectiva bakhtiniana. O relatório da pesquisa finaliza concluindo que a abordagem do graffiti no âmbito educativo, a partir de uma perspectiva dialógica, contribui para o ensino da Arte na atualidade, ao gerar uma compreeensão do sentido das imagens artísticas num processo que ultrapassa o nível plástico e expressivo das produções analisadas e avança em direção a um nível extralinguístico. Considera, assim, a imagem artística constituída pela interação de diferentes discursos, na relação com suas condições de produção e como elo em um processo de comunicação amplo. Dessa forma, a abordagem a partir da perspectiva bakhtiniana produz encontros com a imagem artística permeados pela crítica, pela pesquisa e pela reflexão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.ufes.br/handle/10/2250

Biograficidade: A arte urbana na formação de si e do espaço Fortaleza 2017

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Albuquerque, Alessandra Oliveira Araujo
Sexo
Mulher
Orientador
Olinda, Ercilia Maria Braga De
Ano de Publicação
2017
Programa
Educação
Instituição
UFC
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade
Graffiti
Narrativa
Espaço Entre
Biograficidade
Resumo

Esta tese tem como objetivo investigar como a arte urbana pode atuar na formação de si e dos espaços. Desenvolvo um estudo com cinco artistas urbanos da cidade de Fortaleza – Narcélio Grud, Emerson Tubarão, Gleison Luz, Leandro Alves e Rafael Limaverde – com o intuito de compreender como a produção de graffitis pelas ruas da cidade aparece como elemento biográfico em suas narrativas e como suas produções podem transformar os espaços ao serem incorporadas à paisagem urbana, compondo a ideia de “biograficidade”, desenvolvida nesta tese como uma forma de escrita que deixamos na cidade e que ela incorpora em sua narrativa. Uso os fundamentos e procedimentos da pesquisa (auto)biográfica, a partir de autores como Josso (2004), Delory-Momberger (2012a), Pineau (2006) e Ferrarotti (1988), como base metodológica e epistemológica da tese. Para a construção de dados para a análise, uso a entrevista narrativa a partir das contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2005). Dividi o processo de análise das entrevistas em duas etapas, sendo a primeira a metodologia da “nuvem de palavras”, em que desenvolvo uma articulação teórica a partir das categorias emergentes das falas dos sujeitos. Na segunda etapa, uso a “compreensão cênica” de Marinas (2007) para analisar o contexto da entrevista, fazer uma articulação das cenas do cotidiano dos entrevistados e, por último, uma análise das imagens implícitas, esquecidas ou mesmo evitadas. Após a análise individual das entrevistas, faço uma discussão sobre graffiti a partir do “espaço entre”, categoria em que desenvolvo com base em autores como Deleuze (2006) e Samain (2012). Ao perceber que o graffiti foi um elemento recorrente em todas as falas e que existia uma diferenciação na forma como era visto pelos sujeitos da pesquisa, resolvi analisar como existe uma produção a partir da diferença, uma multiplicidade que não permite uma definição estável do graffiti e também uma conversação entre as narrativas, tanto nas suas aproximações quanto nos seus distanciamentos. Para fazer uma discussão sobre “biograficidade”, uso principalmente Jacques (2012), Certeau (1998) e Delory-Momberger (2012a), os autores e o campo possibilitam uma compreensão de que a nossa experiência possui uma forte relação com o espaço, pois mudamos e somos transformados por ele. Além disso, foi possível chegar à compreensão de que existe uma narrativa do espaço em si, visto que as marcas que deixamos no espaço podem ser articuladas e formar uma narrativa urbana.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://sucupira-legado.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5085171

Parque Zoobotânico Leopoldo Linhares Fernandes e sua Contribuição para o Ensino de Ciências Naturais e Educação Ambiental.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Agda Lemes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Macedo, Miramy
Ano de Publicação
2002
Programa
Educação
Instituição
UFMT
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Ambiental
Biodiversidade
Ciências biologicas
Conservação da natureza
Parque urbano
Resumo

Este trabalho revela os aspectos históricos, a diversidade biológica e a importância do Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes", Município de Alta Floresta, Mato Grosso, para a comunidade altaflorestense, nos aspectos educacionais, científicos e de lazer. Apresenta, de maneira sucinta, a criação das Unidades de Conservação, precipuamente em Mato Grosso, relacionando-as com a recente preocupação acerca da destruição e conservação da Biodiversidade, abordando como sendo fundamentais um currículo pós-moderno e ações de educação ambiental. Utiliza uma abordagem qualitativa com enfoque no Estudo de Caso objetivando a compreensão do pensamento dos professores e acadêmicos de Ciências Biológicas, bem como dos visitantes na conservação deste patrimônio ambiental em perímetro urbano e na melhoria da qualidade de vida.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Alta Floresta
Localidade
Parque Zoobotânico "Leopoldo Linhares Fernandes"
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://www.cedoc.fe.unicamp.br/banco-de-teses/37196

Educação Ambiental: Ações compartilhadas escola e comunidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Azevedo, Carla Juny Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Grabauska, Claiton Jose
Ano de Publicação
2002
Programa
Educação
Instituição
UFSM
Idioma
Português
Palavras chave
Educação Ambiental
Colaboração
Cúrriculo escolar
Serviços públicos
EMESP
Resumo

Essa pesquisa está vinculada a uma proposta de Educação Ambiental (EA) respaldada teórica e metodologicamente na investigação-ação emancipatória e na concepção Freireana. Na proposta da investigação-ação o pesquisador interage com os sujeitos sociais do contexto investigado por meio do diálogo, reconhecendo como essencial a articulação entre os conhecimentos escolares, os advindos da vivência da comunidade e aqueles abarcados a partir da aproximação de técnicos de diferentes instituições governamentais e não-governamentais. Considera-se que a participação comunitária apresenta-se como único meio destas coletividades, assentadas em áreas públicas desprovidas de serviços de infra-estrutura urbana possam reivindicar melhores condições de vida. Trata-se, portanto de uma pesquisa comprometida com a questão social, que busca ampliar a comunicação da escola com a comunidade. Neste sentido envolveu uma proposta de planejamento colaborativo das atividades curriculares, da qual participaram professoras e alunos da (Pré-Escola à 4a série do Ensino Fundamental) da Escola de Ensino Fundamental Municipal São Paulo (EMSP). A partir dessa proposta confirma-se que foram viabilizadas ações que representam a intencionalidade de em cada nova experiência superar uma determinada "situação-limite". Tais ações foram denominadas "desafios", ou situações que superam a prática habitual da escola e da comunidade. De um modo geral, pode-se afirmar que as atividades ocorridas dentro do período das aulas, tiveram mais êxito no plano da participação das educadoras do que aquelas que visavam formar uma equipe de estudos e de planejamento da prática educativa. Muitos fatores concorreram para desfavorecer o desenvolvimento de um estado de ânimo por parte das professoras que propiciasse uma genuína inserção de cada uma dessas profissionais e resultasse num trabalho identificado com a causa e principalmente, numa produção coletiva. Não somente o fato da maioria delas não participarem do corpo docente efetivo e atuarem como suplementares, mas a dificuldade de se estabelecer horários para que fossem realizadas as reuniões de estudos e planejamentos. E sobretudo, a atribulação vivenciada durante os meses que antecederam e que acompanharam a greve dessas profissionais, que mesmo sem receber salários participaram de alguns encontros. Confirma-se que o momento da ação pedagógica é aquele que mais desperta o interesse de participação, da maioria dessas profissionais, pelo que pode acrescentar à prática. Dentre os resultados pode-se ressaltar a incorporação de mais uma proposta de mestrado, que vem sendo desenvolvida na Escola Municipal de Ensino Infantil Montanha Russa, que também atende a essa comunidade. A participação das mulheres da Vila N.S. Aparecida na organização de parcerias para realização do cadastramento dos moradores, único meio de agilizar o andamento do processo de regularização fundiária da área. A implantação da coleta do lixo, na Vila, como resultado da luta empreendida em direção à mobilização dos moradores, à articulação de parcerias e à reivindicação perante o Poder Público. Por fim, consta como indicativo da possibilidade de futuro para o movimento organizativo iniciado, a formação de um grupo composto por mulheres da comunidade da Vila N.S. Aparecida e Pérsio Reis, que visa realizar um esforço de cooperação na produção artesanal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2001-2002
Localização Eletrônica
https://earte.fe.unicamp.br/index.php/node/81790