Ciência Política

O Governo Getúlio Vargas no Rio Grande do Sul (1928-1930) e o setor financeiro regional

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Axt, Gunter
Sexo
Homem
Título do periódico
Economia e Sociedade
Volume
1
Ano de Publicação
2002
Página Inicial
119
Página Final
139
Idioma
Português
Palavras chave
Política
Getúlio Vargas
Governo
Resumo

Logo após assumir o Governo Estadual no Rio Grande do Sul em janeiro de 1928, Getúlio Vargas desencadeou um programa de reformas financeiras cujo ápice foi a criação do Banco do Estado. O presente artigo pretende avaliar aspectos da política financeira do governo Vargas, estudando as suas conseqüências, especialmente no que concerne à relação do estado com a fração financeira da classe dominante regional, e resgatando alguns antecedentes históricos que conduziram à eleição de Vargas em 1927.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
1928-1930
Localização Eletrônica
https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2153

Conexões, atores, políticas sexuais e cidade: Uma reflexão a partir da trajetória do grupo Identidade de Campinas/SP

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Zanoli, Vinícius Pedro Correia
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Facchini, Regina
Sexo:
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento LGBT
políticas públicas
Ativismo
Resumo

A cidade escolhida para a realização da pesquisa foi Campinas. Faremos um breve parêntese para apresentá-la, visto tratar-se de uma cidade do interior que carrega especificidades, como se verá adiante. Campinas dista 100 km de São Paulo, capital do estado homônimo. É ligada à capital por duas grandes rodovias e é sede do Aeroporto Internacional de Viracopos. De acordo com o último censo do IBGE em 2010, a população é de 1.080.113 habitantes, distribuídos em uma área de 795,004 Km², é a terceira cidade mais populosa do Estado, ficando atrás apenas da capital e de Guarulhos. Portanto, uma cidade do interior de grande porte. É sede da Região Metropolitana de Campinas, criada em 19 de junho de 2000, através da Lei Complementar Estadual nº 870. A região é formada por 19 municípios, com população estimada em 2,7 milhões de habitantes. Além disso, o município conta com duas grandes e importantes universidades do país, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), motivo pelo qual recebe um grande número de pessoas, que chegam todos os anos para dar início ou complementar a sua formação universitária. A cidade conta com diversos espaços de sociabilidade GLS (sigla mercadológica utilizada para se referir a lugares frequentados por gays e lésbicas), como bares e casas noturnas, localizados nos mais variados lugares. Além de ser uma cidade universitária de grande porte, sua escolha levou em conta o fato de ter sido a primeira a implementar um serviço público especializado no atendimento e apoio a LGBT no Brasil, o Centro de Referência GLTTB do município, inaugurado em 31 de julho de 2003 pela Prefeitura Municipal de Campinas. A pesquisa focalizou a trajetória e relações do grupo Identidade, o grupo ativista LGBT mais antigo em atividade do município. Esta pesquisa é de caráter etnográfico: contou com observação de reuniões de ativistas, protestos e atividades organizadas pelo grupo. Foram realizadas seis entrevistas em profundidade. O site e o blog do grupo também foram analisados. Com a análise das atividades, mensagens, vídeos e notícias contidos tanto no site quanto no blog, foi possível cotejar o material produzido por meio de observação etnográfica e entrevistas, de modo a adensar a análise.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/A

A política que alimenta e a violência que mata: Elementos para uma economia política da urbanização de favelas em cidades do Brasil e da Colômbia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Iacovini, Rodrigo Faria Gonçalves
Sexo
Homem
Orientador
Rolnik, Raquel
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Economia política
Urbanização de favelas
Violência
Resumo

A partir de extensa análise bibliográfica, documental e empírica, a tese busca discutir questões tratadas como secundárias pela literatura do campo e contribui para a reflexão sobre os elementos que constituem a economia política da urbanização de favelas em cidades do Brasil e da Colômbia nas últimas quatro décadas. Aprofunda-se, para tanto, na compreensão do processo de urbanização a partir de dois eixos principais: a violência estrutural que permeia e molda nossa sociedade (e como ela é mobilizada politicamente, especialmente no âmbito de políticas de urbanização de favelas) e o entrelaçamento entre as dinâmicas da "Política" (em sentido mais ampliado, do sistema político, da representação, dos governos e da cidadania) e da "política" (no sentido da política pública setorial de urbanização). Longe de ser uma questão meramente técnica ou espacial, a urbanização de favelas se revela enredada em densas e múltiplas redes e campos de força e poder; entre a violência, a política (com 'P' e com 'p'), os diversos interesses e necessidades. O problema a ser encarado são os conflitos entre as diversas e assimétricas territorialidades que configuram e constituem esses territórios e que produzem e reproduzem não somente o espaço urbano, mas o espaço político como um todo nas cidades brasileiras (São Paulo e Rio de Janeiro) e colombianas (Medellín e Bogotá) estudadas na pesquisa. Desnuda-se, ao final, como estes elementos tem dificultado o estabelecimento de uma agenda pública permanente de atuação do estado no setor, o qual, apesar do desenvolvimento histórico e da ampliação da escala, sentidos e importância na agenda política, continuamente se encontra oscilando em termos de prioridade no interior do estado de forma profundamente imbricada com os contextos social, político e econômico.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Colômbia
Especificação da Referência Espacial
Medellín; Bogotá
Referência Temporal
Década de 1980-Década de 2010
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-26092019-113927/publico/TERODRIGOFARIAGONCALVESIACOVINI.pdf

Desigualdades na pobreza: trajetórias e transições em uma favela paulistana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Récio, Maria Encarnacion Moya
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.8.2010.tde-18102010-123644
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Desigualdade
Pobreza urbana
Vulnerabilidade social
Segregação
Favela
Resumo

A tese analisa as práticas de sobrevivência e melhoria de vida entre moradores de uma favela paulistana. O objetivo é observar ao longo dos percursos de vida como evoluem suas condições de vida e bem estar, problematizando as desigualdades no interior da pobreza, com destaque para o papel exercido pelos vínculos sociais e pela sociabilidade na produção e reprodução desses fenômenos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2010
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-18102010-123644/publico/2010_MariaEncarnacionMoyaRecio.pdf

Relações público-privadas no Metrô de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Daniela Costanzo de Assis
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.8.2017.tde-14062017-090352
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade urbana
Parceria Público-Privada
Política urbana
Políticas públicas
Resumo

Este trabalho busca compreender a implementação das linhas de metrô em São Paulo e da Companhia do Metropolitano de São Paulo, desde sua formação, nos anos 1960, até os dias atuais. Buscou-se entender quem foram os principais atores nacionais e internacionais, dos setores público ou privado, que participaram das decisões sobre esta política pública em questão. Para isso, foram analisados os processos de tomada de decisão e de implementação das Linhas 1 Azul, 3 Vermelha, 2 Verde e 4 Amarela. Com os achados da pesquisa é possível argumentar que o Metrô de São Paulo, o qual foi constituído como uma empresa pública capacitada, passou por um rebaixamento do seu corpo técnico e de suas capacidades estatais, que deram espaço ao interesse de atores privados dentro da companhia, acarretando em prejuízo para a empresa pública e em atraso de obras. Tal processo se deu com a ascensão e queda de um modelo de Estado desenvolvimentista e do surgimento de novas visões de Estado influenciadas pelo New Public Management.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-14062017-090352/publico/2016_DanielaCostanzoDeAssisPereira_VOrig.pdf

Trajetórias educacionais dos jovens residentes num distrito com elevada vulnerabilidade juvenil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bittar, Mariana
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.8.2011.tde-23052012-162304
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Jovens
Trajetória Educacional
Escola
Vulnerabilidade juvenil
Esferas de sociabilidade
Resumo

Esta tese tem por objetivo explorar os mecanismos e dinâmicas que podem afetar as trajetórias educacionais dos jovens, provocando mudanças ou fortalecendo a sua direção inicial. Para caracterizar o tipo de trajetória, olhamos para os seguintes elementos: distorção idade-série, reprovações, expulsões e evasão escolar. Exploramos de que forma as esferas de sociabilidade em que os jovens estão inseridos - a família, a escola, a vizinhança, o trabalho, os programas sociais, a igreja e o lazer se articulam e afetam as suas trajetórias escolares. Além disso, investigamos em que medida eventos que ocorrem ao longo da vida do jovem podem afetar a sua conduta, a sua relação com os elos estabelecidos nos diferentes espaços de sociabilidade e, consequentemente, os seus percursos educacionais. As análises feitas neste trabalho são de cunho qualitativo. Utilizamos os seguintes instrumentos: entrevistas em profundidade, guiadas por um roteiro prévio, conversas livres, observação participativa e observação passiva da interação. Apesar de termos nos limitado a uma escola, encontramos entre os entrevistados heterogeneidade em termos de atributos individuais e dimensões socioeconômicas e culturais, fatores que influenciam as trajetórias escolares. No entanto, identificamos jovens com atributos e condições socioeconômicas similares, mas trajetórias distintas. Nestes casos, as relações estabelecidas com os elos das esferas de sociabilidade e as formas como lidaram com as situações de crise explicam as diferenças encontradas.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2011
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-23052012-162304/publico/2011_MarianaBittar_VOrig.pdf

Mobilizando redes e construindo arenas participativas: o trabalho social nas políticas de urbanização de favelas da CDHU

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silveira, Mariana Costa
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ativismo institucional
Burocracia
Implementação de políticas públicas
Trabalho social
Urbanização de favelas
Resumo

De que forma burocracias e atores não-estatais influenciam o processo de implementação de políticas públicas? No contexto da política em estudo, ou seja, no âmbito do trabalho social em políticas de urbanização de favelas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), a pergunta de fundo é: como a agência situada de atores implementadores influenciou a criação de arenas participativas, num contexto organizacional-institucional adverso? Partindo desta pergunta, este trabalho analisa os diferentes perfis da burocracia implementadora, considerando suas trajetórias, valores, padrões relacionais e formas de atuação heterogêneas em três territórios urbanizados pela CDHU ao longo dos anos: Projeto Pantanal em São Paulo, Programa Serra do Mar em Cubatão e Projeto Pimentas em Guarulhos. Cada um destes três casos analisados conformou distintos cenários à implementação da política, com seus arranjos organizacionais-institucionais específicos. Os principais achados da pesquisa mostram que a construção de arenas participativas e a concretização de práticas do trabalho social se deram de forma gradual e experimental, a partir da atuação ativista dos diferentes agentes implementadores. Foram identificados quatro padrões de atuação engajada ou ativista da burocracia e oito distintos perfis ou papéis dos burocratas entrevistados. Os resultados também sugerem que a atuação criativa destes agentes é influenciada pelos variados cenários organizacionais-institucionais onde estão inseridos, pois conformam distintas estruturas de oportunidades ou constrangimentos à sua ação. Ainda assim, o que se percebe é que, a despeito do contexto conservador das administrações da CDHU, a burocracia implementadora, junto com atores não-estatais envolvidos na implementação da política, lançou mão de diversas estratégias de atuação no sentido de (i) criar e concretizar arenas participativas funcionais no âmbito da política e de (ii) influenciar a construção de um método de trabalho nas políticas de urbanização de favelas da Companhia, entre as diferentes áreas técnicas da CDHU.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Cubatão
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-25032019-123843/pt-br.php

Transformações de um instrumento de política pública: habitação de interesse social nas Operações Urbanas Consorciadas em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Abreu, Stéfano Pagin Paredes de
Sexo
Homem
Orientador
Marques, Eduardo
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Instrumentos de política pública
Mudanças institucionais graduais
Operações urbanas
Habitação de interesse social
Layering
Resumo

Como mudam os instrumentos de política pública? A pergunta que intitula este trabalho pode ser respondida através de uma característica principal: gradualismo. Parte dos modelos explicativos que visam compreender transformações em políticas públicas partem de uma análise de fatores e processos exógenos. Estas abordagens constantemente privilegiam a ótica de um dos atores que participam do jogo da distribuição de recursos da política, sejam estes o governo, a sociedade civil, os capitais, ou quaisquer outros atores imersos nestas disputas. Ainda que o olhar para as atuações dos atores seja fundamental, há dois riscos intrínsecos a esta estratégia, são eles: a formação de um viés explicativo de acordo com as premissas dos atores onde se estabelece o enfoque analítico e o abandono dos fatores e processos causais que ocorrem de forma endógena à política. Este trabalho visa oferecer um enfoque analítico que se dá por dentro da política pública, através da análise dos seus instrumentos. Em paralelo à formação de conjunturas críticas externas abruptas, que fogem ao controle dos atores imersos ao jogo, há um processo gradual de mudanças que só é possível captar através deste tipo de abordagem. A análise do instrumento das Operações Urbanas em São Paulo permite compreender como estas alterações internas ocorrem de maneira paulatina e gradual através de um processo de layering - ao passo que conjunturas mais abruptas acontecem de maneira exógena ao instrumento. A combinação destes processos é o que viabiliza transformações mais amplas no instrumento, que são, por fim, institucionalizadas.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2017
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-08052018-122826/publico/2017_StefanoPaginParedesdeAbreu_VOrig.pdf

O arranjo gerencial: Estado, empresas de engenharia e arquitetos nos cotidianos de gestão da política habitacional em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pulhez, Magaly Marques
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.102.2014.tde-16032015-141443
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Campo profissional do arquiteto
CDHU
Empresas gerenciadoras
Engenharia Consultiva
Política habitacional
Resumo

A pesquisa aborda os arranjos estabelecidos entre departamentos estatais, empresas privadas e grupos profissionais na determinação, na regulação e na execução cotidiana da política habitacional em São Paulo. Empiricamente, o trabalho focaliza as empresas de gerenciamento e consultoria - ou simplesmente gerenciadoras - que atuam como terceirizadas há pelo menos vinte e cinco anos junto à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano - CDHU, empresa pública vinculada à Secretaria de Habitação do estado de São Paulo, desenvolvendo atividades concernentes à função gerencial, de administração e controle das etapas de concepção, viabilização, implantação e operação de programas e empreendimentos. Alocadas no amplo setor da Engenharia Consultiva, a atuação destas empresas no país ganha significativa envergadura ainda nos anos 1960, durante a ditadura militar, acompanhando a tendência de transformação do modus operandi estatal e de expansão do repasse de funções executivas do Estado para o setor privado, já então amparada na doutrina gerencialista da eficiência, da competência e da qualidade. Ao longo da tese, são discutidas questões sobre a própria ideia da função gerencial como dispositivo de gestão e como racionalidade, sua recepção e incorporação ao desenho da política habitacional brasileira e a participação das empresas consultoras nessa dinâmica, a partir de um enfoque sobre os caminhos de seu desenvolvimento no país, os agentes envolvidos, as relações políticas, institucionais, profissionais e corporativas estabelecidas, o surgimento do "serviço especializado de gerenciamento" como uma ramificação da Engenharia Consultiva e seu estriamento pelas estruturas públicas estatais alegadamente falidas, justificado em discurso pela inexorabilidade da terceirização. Além disso, são também problematizados o peso destas empresas na estrutura de gestão atualmente formalizada e os desdobramentos que, desde aí, implicam uma reconfiguração do campo profissional de arquitetos e urbanistas envolvidos com a questão habitacional em São Paulo nas últimas duas décadas, seus constrangimentos e potencialidades diante dos novos arranjos determinados em torno da execução da política pública.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-2014
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/102/102132/tde-16032015-141443/pt-br.php

As transformações nas políticas habitacionais brasileiras nos anos 1990: o caso do Programa Integrado de Inclusão Social da Prefeitura de Santo André

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Blanco Jr, Cid
Sexo
Homem
Orientador
Rizek, Cibele
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.18.2006.tde-22012007-120238
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Favelas
Políticas habitacionais
Santo André
Urbanização
Resumo

Esta dissertação visa analisar as transformações ocorridas nas políticas habitacionais para favelas implementadas no Brasil a partir dos anos 1990, após a crise do modelo de remoções e construção massiva de conjuntos habitacionais nas periferias das cidades e da consolidação das urbanizações de favela como política oficial. Esse processo foi antecedido pelo fechamento do Banco Nacional de Habitação, pela nova constituição brasileira e pelo ajuste fiscal proposto pelas agências internacionais, causando mudanças significativas na capacidade de investimento dos governos locais e alterando o perfil das políticas habitacionais brasileiras. Essas novas políticas passaram a contemplar não somente a intervenção física, mas também várias ações sócio-econômicas, diluindo a questão habitacional dentro do contexto da nova questão social, resultando na diminuição de investimentos no setor da habitação de interesse social. Para exemplificar esse caso, será apresentado o processo de construção do programa integrado de inclusão social desenvolvido pela Prefeitura de Santo André a partir de 1997, baseado em programas de urbanização de favelas desenvolvidas no final dos anos 1980 na mesma cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Cidade/Município
Santo André
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2006
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18142/tde-22012007-120238/pt-br.php