É sabido que o lixo, tido genericamente como resíduos sólidos das atividades humanas, é um fato social inevitável, porém de consequências desastrosas quando não cuidado com um critério racional e objetivo. A composição qualitativa e quantitativa do lixo varia de acordo com a origem, clima, estações do ano, hábitos da população, padrão social e outros fatores, estabelecendo desta forma a gradação de seus reflexos. Esses reflexos vão desde a poluição visual, passando pela poluição ambiental através dos odores que emana ou resíduos e partículas que podem se elevar com sua incineração, quando não adequada, até atingir o seu papel mais funesto como gerador direto de doenças as mais variadas. A varrição, coleta, transporte e, disposição final do lixo sólido é um problema fundamental em Saúde Pública, pois um fim inadequado aos resíduos sólidos pode proporcionar um meio de propagação para insetos, roedores, que se comportam como transmissores de febre tifoide, cólera, diarreias, disenterias, tuberculose, antrax, conjuntivite, leptospirose, peste, tifo murino, triquinose, envenenamentos alimentares, meningites e outras.