Espaço urbano

A cidade dos picos: a prática do skate e os desafios da citadinidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Machado, Giancarlo Marques Carraro
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2018.tde-26032018-122700
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Skate
Citadinidade
Cidade
Espaços Urbanos
Antropologia Urbana
Resumo

A presente tese revela como a citadinidade é permeada por múltiplas configurações, enquadramentos, agenciamentos e contradições, além do jogo relacional entre "estratégias" e "táticas" que ocorre numa São Paulo considerada a partir de uma perspectiva citadina. A realização do skate de rua (street skate) constitui-se como foco de uma investigação que o trata não apenas como uma prática multifacetada que transcorre no urbano, mas, igualmente, como sendo uma própria prática do urbano transposta por resistências, transgressões, conflitos e negociações, enfim, por posicionamentos díspares frente às governanças que são feitas dos espaços da cidade. Desta forma objetiva-se analisar como os skatistas embaralham certos ordenamentos urbanos e põem em suspensão "embelezamentos estratégicos" de uma cidade gerenciada como mercadoria e voltada para práticas de cidadania que são englobadas sobretudo por lógicas de consumo. As abordagens etnográficas aqui contidas revelam ainda como jovens citadinos questionam premissas que permeiam "lugares próprios" marcados por esperadas univocidades e estabilidades por meio de suas artimanhas, percepções, maneiras e experiências e contribuem, assim, para a redefinição do espaço enquanto um "lugar praticado" com a apregoação de novas leituras e valores simbólicos. A São Paulo do skate, portanto, apresenta-se não como uma realidade definida a priori, como algo acabado e definido, mas em permanente construção em razão de seu caráter relacional e situacional.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-26032018-122700/pt-br.php

O "sistema da rua" em ação: uma etnografia com moradores de rua em Fortaleza (CE)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Holanda, Jorge Garcia De
Sexo
Homem
Orientador
Schuch, Patrice
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Antropologia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Moradores de Rua
Etnografia
Modos de Habitar
Cidade
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo trabalhar com narrativas de moradores de rua que revelam os modos como a rua é por eles pensada e vivida. Ela é resultado de uma pesquisa etnográfica que realizei na cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará, entre o final do ano de 2015 e meados de 2016. A partir dos relatos de quatro pessoas - Roberto, Josué, Julia e Paulista -, que ao longo do trabalho de campo tornaram-se as interlocutoras-chaves da pesquisa, busco discutir como algumas categorias nativas são definidas por essas pessoas. Estas categorias são as de morador de rua, sistema da rua e se virar. Partindo da noção de que movimento e conhecimento são simultaneamente coproduzidos nos processos de habitar a rua, busco aqui discutir as micropolíticas dessas categorias, apontando para as formas como são operacionalizadas como um saber prático nos trajetos dessas pessoas na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2015-2016
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/169010

Os corpos dos ursos: uma etnografia do meio ursino paulistano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Diniz, Antony Henrique Tomaz
Sexo
Homem
Orientador
Gregori, Maria Filomena
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Ursos
Erotismo
Corpo
Sexualidade
Antropologia
Resumo

Esse trabalho é uma etnografia realizada entre 2013 e 2015 na cidade de São Paulo sobre o tema das corporalidades dos ursos. Visa descrever essas corporalidades, entender os contextos de sua produção, e suas relações, sempre contextuais, com eixos de diferenciações sociais tais como raça, geração, performances de masculinidades e classe. O que significa um pouco do que é ser urso em uma cidade como São Paulo? A partir de um grupo especifico de interlocutores frequentadores do meio (ou cena) ursino, e como eles articulam temas como erotismo, desejo, abjeção, alteridade e moralidades em meio à produção constante de corpos apanhados em um caleidoscópio de sentidos, construções e relações sociais. Através de uma perspectiva que combina estudos de sexualidades, etnografias urbanas e análises que ambicionam levar a sério a interseccionalidade de pessoas concretas, busca-se descrever algo de uma experiência de campo plena de reflexividades e questionamentos sobre as ursinidades, seus limites, borrões e possibilidades de norma e transgressão dentro da miríade plural das homossexualidades masculinas de hoje.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/985188

A dança das facas: trabalho e técnica em seringais paulistas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Deus, Eduardo Di
Orientador
Sautchuk, Carlos Emanuel Manzolillo
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Distrito Federal
Programa
Antropologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Sangradores/as
Trabalho
Seringueira
Ritmo
Resumo

A sangria de seringueiras é a extração do látex destas árvores para a produção de borracha natural. Nas plantações de seringueiras do interior de São Paulo, e ao longo de toda a história da borracha, a extração é um momento crucial. Toda uma rede de relações é gerada a partir dos encontros habilidosos dos sangradores ou seringueiros com as árvores, com a mediação de facas e outros objetos técnicos. Fruto de décadas de fluxos e refluxos globais e tropicais, as pequenas e médias plantações do planalto ocidental de São Paulo respondem por mais da metade da produção de borracha natural no brasil, país de origem da seringueira, que outrora vivenciou ciclos de grande prosperidade do extrativismo deste material na floresta amazônica. O ofício do sangrador é singular, unindo a expertise no trato de uma espécie vegetal cultivada, um ritmo de trabalho e uma rotina similares ao trabalho industrial, com uma habilidade artesanal no manejo de facas específicas para realizar incisões precisas nas cascas das árvores. Trabalho rural, rotina industrial, habilidade artesanal. Este ofício é exemplar das limitações destas categorias classificatórias das atividades humanas. A presente tese apresenta uma antropologia histórica das técnicas de sangria de seringueiras, tendo as plantações do planalto ocidental paulista como ambiente etnográfico. A partir de um entendimento antropológico da técnica e de uma abordagem do trabalho como engajamento nas atividades produtivas, pretende-se compreender os ritmos e fluxos envolvidos nas fundamentais relações entre sangradores e árvores.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://icts.unb.br/jspui/handle/10482/31923?mode=full

Mulheres em movimento: registrando memórias migrantes

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Waldman, Tatiana Chang
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Morales, Maria Angélica Beghini
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i78.360
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
mulheres migrantes
São Paulo- Brasil
História oral
Resumo

A proposta deste artigo é apresentar o Projeto de História Oral do Museu da Imigração intitulado “Mulheres em movimento: migração e mobilização feminina no estado de São Paulo”, que teve início em julho de 2015. Desde então já foram realizadas entrevistas com oito mulheres migrantes, todas residentes na cidade de São Paulo, de diferentes idades, origens (até o momento entrevistamos mulheres de países da América do Sul, como Bolívia, Chile e Peru), e com trabalhos e projetos em diversas áreas de atuação. O projeto foi elaborado a partir da observação de uma crescente mobilização e conquista de espaços, especialmente nos últimos anos, por parte das mulheres migrantes na cidade de São Paulo. A proposta é refletir sobre o processo migratório e a experiência da mobilidade da perspectiva feminina e de gênero.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/360

Nas fissuras do concreto: política e movimento nas hortas comunitárias da cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Machini, Mariana Luiza Fiocco
Sexo
Mulher
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2018.tde-12092018
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Horta Urbana Comunitária
Agricultura Urbana
Movimento
Política
Cidade
Resumo

Esta dissertação analisa algumas das hortas urbanas comunitárias da cidade de São Paulo. Trata-se de uma etnografia que explora as conexões, motivações e formas de ação desses agrupamentos autogeridos de voluntários que criam e mantêm espaços de plantio em áreas públicas. São tratadas de maneira mais detida três delas: a horta das corujas, no bairro da Vila Beatriz, a horta do centro cultural São Paulo, no bairro Vergueiro e a horta dos ciclistas, na avenida paulista. A intenção dessa análise, no entanto, não é se ater a territórios fixos, e sim apreender os movimentos propiciados pela prática das hortas comunitárias na cidade. Dessa maneira, são aqui traçadas algumas das relações entre essas hortas e outras formas de agricultura urbana em São Paulo, seus entrelaçamento e perspectivas de co-construções que emergem entre humanos e não humanos, além de suas relações com instâncias políticas formais. A interação entre as ações no espaço público, as técnicas e os ensinamentos de agroecologia propagados pelas hortas e a rede de trocas que opera entre elas expõe maneiras de se vincular à cidade que são permeadas por uma noção de política do cotidiano, a qual não se encontra apenas nas relações com o e do estado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Beatriz
Localidade
horta das corujas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vergueiro
Localidade
Centro Cultural São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Especificação da Referência Espacial
horta
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Avenida Paulista
Localidade
horta dos ciclistas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-12092018-135858/pt-br.php

Cruzando olhares: imigrantes e refugiados nos movimentos de ocupação em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Martins, Flávia Elaine da Silva
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i82.370
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos de ocupação
Moradia
Refugiados
Metrópoles
Resumo

Este artigo busca refletir sobre a dificuldade de imigrantes e refugiados em conseguir moradia nas metrópoles de chegada. Para tanto, localizamos inicialmente o Brasil como destino nos processos migratórios recentes, ressaltando conteúdos presentes na migração Sul-Sul. Em seguida, identificamos o contexto mundial e brasileiro de transformação da moradia em uma mercadoria cada vez mais rara e cara. Conteúdos comuns, presentes nas duas situações, se revelam a partir da presença de refugiados e imigrantes junto aos movimentos de ocupação em prédios urbanos de São Paulo. Pesquisando as pautas de reivindicações surgidas neste cruzamento de olhares, passamos a identificar demandas e perspectivas que apontam para outro projeto de cidade e de sociedade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/370

A vida dos produtos "ecossociais": Uma etnografia sobre consumo em tempos de capitalismo verde

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Jacomo, Tiago Miguel
Sexo
Homem
Orientador
Helfst Leicht Collaco, Janine
Ano de Publicação
2020
Programa
Antropologia
Instituição
UFG
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia do consumo
Antropologia urbana
Mercados públicos
Narrativa visual
Resumo

Essa etnografia discute - através de uma narrativa textual e visual - o que é considerado um produto "ecossocial" bem como as interações sociais envolvidas na produção e consumo desses objetos que são vendidos Mercado Municipal de Pinheiros em São Paulo capital. Os produtos "ecossociais" são feitos por diversas comunidades tradicionais do bioma brasileiro cerrado, esses produtos são beneficiados no distrito federal. Essa é uma etnografia multi-situada onde em campos diversos houve a construção de uma narrativa que discutiu as relações entre humanos e objetos. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pinheiros
Localidade
Mercado Municipal de Pinheiros
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10500170

Método de avaliação do espaço urbano quanto à seguridade percebida pelas mulheres ao caminharem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Lara Reis
Sexo
Mulher
Orientador
Ribeiro, Rochele Amorim
Código de Publicação (DOI)
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/19785
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCar
Página Inicial
1
Página Final
174
Idioma
Português
Palavras chave
Seguridade percebida
Desafios das mulheres no transporte
Planejamento urbano
Método multicritério
Sistema de Informação Geográfica
Resumo

Caminhar é a forma mais básica e fundamental de mobilidade, permitindo conectividade e
interação entre o indivíduo e o ambiente construído. Entretanto, pesquisas têm demonstrado
que as características do ambiente construído influenciam na seguridade percebida pelos
pedestres e na opção pela caminhada. Ademais, tem-se que o gênero é uma das variáveis mais
relevantes neste aspecto, ao considerar que as chances de as mulheres optarem pelo transporte
a pé são cerca de duas vezes menores em relação às dos homens. Tendo em vista que a
seguridade diz respeito à prevenção de riscos à integridade pessoal, física e psicológica do
indivíduo, a presente pesquisa se fundamenta a partir da seguinte pergunta: que método de
avaliação pode subsidiar o planejamento de áreas urbanas perceptivelmente mais seguras nos
trajetos a pé, sobretudo para as mulheres? Assim, o objetivo geral deste trabalho foi propor um
método de avaliação do espaço urbano quanto à seguridade percebida pelas mulheres ao
caminharem. O estudo foi composto por três etapas: (1) seleção de características do ambiente
construído que interferem na seguridade percebida de pedestres, considerando principalmente
o gênero feminino; (2) definição de um instrumento de avaliação da percepção de seguridade
de pedestres no espaço urbano, através do Analytic Hierarchy Process (AHP); e (3) realização
de estudo de caso em recorte de área urbana no intuito de mapear locais mais ou menos seguros
perceptivelmente para os pedestres, considerando o gênero, utilizando um Sistema de
Informação Geográfica (SIG). Para o desenvolvimento da etapa 1, foi feita uma revisão
bibliográfica sobre o tema, viabilizando-se mediante análise de publicações nacionais e
internacionais, de cunhos científico e técnico, disponibilizadas em bibliotecas e mecanismos de
busca virtuais. Na etapa 2, foi aplicado um questionário visando obter os pesos e a hierarquia
de priorização das medidas e dos aspectos selecionados previamente, por meio da percepção
dos entrevistados, considerando a média geral e o filtro de gênero, bem como etnia, faixa etária
e orientação sexual. Já para a etapa 3, foi delimitada área central do município de Franca (SP)
como objeto de estudo. De modo geral, têm-se como resultados (I) a proposta de oito medidas
agrupadas em quatro aspectos do espaço urbano; (II) a obtenção da seguinte hierarquia de
priorização, do aspecto mais importante para o menos importante pela média geral: circulação
de pessoas (0,30), fiscalização (0,27), manutenção viária (0,22) e atratividade do espaço urbano
(0,21); e (III) a visualização de diferenças na avaliação da área de estudo quanto à percepção de
seguridade entre pedestres do gênero feminino e do gênero masculino. O trabalho subsidia a
gestão pública no que se refere ao planejamento urbano e de transportes, além de contribuir
com o estado da arte através da seleção, da ponderação e do mapeamento das principais
características do ambiente construído que interferem na seguridade percebida ao caminhar.

Autor do Resumo
Lara Reis Rodrigues
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
São Paulo
Cidade/Município
Franca
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2024
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/19785

Interações entre planejamento urbano e gestão de riscos de desastres na bacia hidrográfica do Ribeirão Arrudas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Garcia, Letícia Clipes
Sexo
Mulher
Orientador
Araújo, Rogério Palhares Zschaber de
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFMG
Página Inicial
1
Página Final
173
Idioma
Português
Palavras chave
planejamento urbano
gestão de risco de desastre
bacia hidrográfica
defesa civil
Resumo

A dissertação apresentada estuda interações entre o planejamento urbano e as ações
de gestão de risco de desastres em contextos intraurbanos, sob a escala de uma bacia
hidrográfica – a do Ribeirão Arrudas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O
objetivo do estudo foi investigar se há, e quais os níveis, de interação entre as ações
para a gestão de riscos de desastres – agenciadas pelo Sistema de Defesa Civil – e as
ações de planejamento urbano – agenciadas pelas políticas urbanas, oriundas das
esferas municipais, estadual ou federal. Para alcançar tal entendimento, foram
investigados os instrumentos de política urbana, com ênfase nos zoneamentos
municipais, e os instrumentos de gestão de riscos de desastres, em paralelo ao
mapeamento das ocorrências atendidas pelas Coordenadorias Municipais de Defesa
Civil num espectro de dez anos desde a sanção da lei federal que institui a Política
Nacional de Proteção e Defesa Civil, em 2012. A análise do cruzamento desses dados –
do planejamento urbano, da gestão de riscos e das ocorrências de desastres –, consistiu
na leitura da espacialização dessas ocorrências em contraste com os zoneamentos
municipais, e com os mapeamentos de áreas de risco disponibilizados em cartas
geotécnicas. A partir dessas sobreposições de camadas, se discutiu sobre as
reincidências de ocorrências de desastres dentro de determinados polígonos dos
zoneamentos municipais, assim como visualizou-se que as áreas sob risco não são
necessariamente as áreas onde têm ocorrido desastres. Com essa percepção, foi
analisada a distribuição dessas situações na escala da bacia hidrográfica, tomando
proveito da sua dinâmica supra municipal, cuja escala orienta, ao menos em tese, as
ações de gestão de riscos de desastres. A análise das informações espaciais e
documentais identificou potencialidades do mapeamento de ocorrências de desastres
para uma interface entre gestão do risco e planejamento urbano, este em seu papel de
manejar o desenvolvimento de cidades mais seguras ambientalmente e com
distribuição democrática da minimização de riscos ambientais urbanos, sobretudo
num contexto de conurbação no qual são superados limites administrativos municipais.

Autor do Resumo
Letícia Clipes Garcia
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Belo Horizonte
Zona
Bacia Hidrográfica do Ribeirão Arrudas
Cidade/Município
Belo Horizonte
Contagem
Sabará
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2012-2021
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/61269