Economia

Significados da educação e sua centralidade no consumo das famílias: Um estudo interpretativo e comparativo entre classes sociais

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Costa Filho, Murilo Carrazedo Marques da
Sexo
Homem
Orientador
Rocha, Angela Maria Cavalcanti da
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Administração de empresas
Instituição
PUC-Rio
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Estudos interpretativos
Nova classe média
Escolarização
Consumo
Resumo

O estudo de natureza qualitativa e interpretativa procurou investigar e comparar os significados que famílias de diferentes classes socioeconômicas atribuem à educação e à escolarização dos filhos, e como isso influencia o orçamento doméstico das famílias. Foram realizadas ao todo 76 entrevistas com pais e mães de 49 famílias de dois estratos sociais distintos: nova classe média (NCM) e classe média alta. O grupo da NCM foi ainda subdividido entre famílias que matriculam seus filhos em escolas privadas e famílias com filhos matriculados em escolas públicas, a fim de investigar diferenças dentro da nova classe média. Ao todo, quatro grupos distintos de famílias foram identificadas. Os dados indicam haver valorização em relação à educação em praticamente todas as famílias, mas de formas e intensidades diferentes, e guiadas por lógicas distintas. Mais importante, essas diferentes lógicas e significados orientam de forma substantiva a hierarquia de gastos da família. Dentro da NCM, prevalece a lógica da educação e dos diplomas escolares como instrumento para competição no mercado de trabalho. Contudo, há diferenças entre os grupos da NCM estudados. O primeiro grupo, famílias da NCM que matriculam os filhos em estabelecimentos de ensino particulares de baixo custo dos bairros dos subúrbios da cidade buscam uma estratégia de evitação de convívio de seus filhos com a “cultura desviante da favela”. Os gastos com educação são consideráveis, mas não há uma grande mobilização pelas melhores oportunidades educacionais para os filhos. O segundo grupo, formado predominantemente por famílias da NCM moradoras das favelas que investem na educação dos filhos, caracterizam-se por uma forte mobilização em torno da escolarização de seus filhos, na crença da educação de qualidade como ferramenta de mobilização social. Os gastos escolares assumem uma enorme centralidade nos orçamentos domésticos e grandes sacrifícios são feitos. O terceiro grupo, famílias com filhos em escolas públicas, moradoras das favelas cariocas, enxergam a escola e atividades complementares como importantes instrumentos para manter as mentes de seus filhos ocupadas e assim evitar as tentações do crime e de outras atividades desviantes que ocorrem no seio das comunidades onde habitam. Embora nessas famílias os gastos monetários com educação sejam bem mais reduzidos, a manutenção dos filhos na escola até a formatura no ensino médio, muitas vezes sem a exigência de se trabalhar em paralelo, representa um investimento considerável, na forma de abdicação de receitas do trabalho dos filhos. Por fim, nas famílias de classe média alta aqui investigadas, a educação é altamente valorizada, mas as lógicas que regem os projetos de escolarização dos filhos são bem mais plurais, e vão além da visão instrumental da escola, incluindo também lógicas socializadoras e identitárias. Os gastos com educação e atividades extracurriculares são elevadíssimos e atingem proporções altas dos orçamentos domésticos, mas raramente representam sacrifícios consideráveis, já que as rendas discricionárias dessas famílias são relativamente bem mais elevadas. Uma conjunção de fatores estruturais e culturais estão na base para explicações tentativas para as diferentes visões e lógicas do projeto escolar dos filhos destas famílias.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6381859

A produção do espaço na favela: elementos para a análise do mercado imobiliário

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Kawahara, Ivan Zanatta
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Fabricio Leal de
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
Urbanização
Propriedade fundiária
Renda da terra
Mercado imobiliário
Resumo

O presente trabalho busca complexificar a análise das relações entre os agentes locais e entre os agentes locais e os supralocais que estabelecem a dinâmica do mercado imobiliário nesses territórios. Essas relações são constituídas por conflitos, coalisões e diversas formas de sombreamento a depender da conjuntura no espaço e no tempo. Defendemos que as estruturas de poder local são de suma importância na configuração desse mercado, mas que elas, ao mesmo tempo, são altamente dependentes dos processos desenvolvidos em outras escalas e da dinâmica geral imposta pelo capitalismo (e sua dinâmica específica em cada território). A singularidade do desenvolvimento sócio-histórico de cada favela torna necessário mesmo em estudos mais gerais considerar uma diversidade interfavelas que não é resultante somente da sua inserção na malha urbana. Ao mesmo tempo, é necessário não perder de vista que os seus desenvolvimentos singulares são, em grande medida, dependentes da cidade como um todo e que a favela é parte intrínseca da urbanização moderna brasileira, também sendo modificador de sua estrutura. A partir de experiência em campo no Turano, Manguinhos, Tijuquinha, Rocinha, Babilônia e Chapéu Mangueira, e entrevistas realizadas em duas favelas localizadas na zona sul do Rio de Janeiro, que por questão de segurança das fontes não serão identificadas, esse estudo busca debater sobre as condições impostas pelos territórios de favela que diferenciam esse mercado imobiliário do restante da cidade. Ao mesmo tempo, busca a identificação de aspectos que estão no campo do desenvolvimento singular de cada favela, a fim de levantar elementos para a análise do mercado imobiliário. Para enfrentar este desafio, foram eleitos como eixos de análise: as formas de instituição e regulação da propriedade da terra nas favelas, a formação dos estoques imobiliários e os agentes estruturadores do espaço.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7031699

A gestão de resíduos sólidos urbanos nas favelas cariocas como um dilema social sujeito à ação coletiva

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Meira, Teresa Bezerra
Sexo
Mulher
Orientador
Sarache, Roldan Petros Muradian
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Economia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
incentivos económicos
Política Nacional de Resíduos Sólidos
direito à cidade
Resumo

Este estudo nasce dentro do debate sobre o efeito dos incentivos económicos na mudança para um comportamento pró-ambiental. Em particular pretende-se contribuir para a discussão sobre o direito à cidade, refletido na gestão de resíduos sólidos urbanos-RSU nas favelas cariocas como um dilema social. Através da construção de um panorama atual sobre a produção de RSU, articulado com a componente histórica do acesso aos serviços públicos dentro das favelas cariocas, torna-se evidente a necessidade de se refletir sobre a dimensão social e política dos modelos vigentes nestes territórios. A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, possibilitou a inovação institucional que, frente à insuficiência histórica de investimentos do Estado e do mercado formal, contribui para uma melhoria da qualidade ambiental das favelas. Assim, a presente abordagem teórico-metodológica planeia entender quais são as principais diferenças entre um sistema de coleta seletiva de base comunitária e um com base no mercado, servindo-se de dois estudos de caso no Rio de Janeiro. E a partir daí inferir qual dos dois sistemas tem o desempenho mais desejável do ponto de vista da melhoria de qualidade de vida e redução de risco socioambiental. Além disso, explora a relação encontrada entre atitude e comportamento relativamente ao lixo nos espaços comuns. Por fim, são debatidos os determinantes que incentivam a ação coletiva para a gestão dos comuns, e participam das mudanças locais, tendo em conta a existência de uma necessidade de estruturas de governança participativas e território-específicas que compõem a nova economia do lixo urbano. Com o intuito de reunir um referencial analítico capaz de evidenciar a importância dos processos históricos e institucionais, além disso captar mudanças comportamentais despoletadas pela introdução de um novo modelo de gestão de RSU, este estudo está organizado em três artigos: I) Perspectivas sobre a gestão de resíduos sólidos urbanos nas favelas cariocas; II) A nova economia do lixo nas favelas cariocas; III) “A favela recicla?” - Efeitos da introdução de um incentivo económico no comportamento pró-ambiental.

Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
seculo xxi; década 1990; década 2000; década 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5835425

Da SUMOC ao Banco Central: consolidando as bases para o neoliberalismo no Brasil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Kuperman, Esther
Sexo
Mulher
Orientador
Barros, Luitgarde Oliveira Cavalcanti
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
252
Descrição Adicional
KUPERMAN, Esther. Da SUMOC ao Banco Central: consolidando as bases para o neoliberalismo no Brasil. 2008. 252 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.
Idioma
Português
Palavras chave
Neoliberalismo - Brasil
Banco Central
Política Cambial
ISEB
Política econômica - Brasil
Resumo

Esta tese tem como tema a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC) embrião do Banco Central do Brasil, durante os anos 50, definida como espaço de construção da hegemonia de uma fração das classes dominantes. Examinamos aqui como as diferentes frações da burguesia brasileira procuravam construir o consenso através de seus aparelhos privados de hegemonia - a FIDF (Federação das Indústrias do Distrito Federal), o ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros), a ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e a Revista Digesto Econômico. Tal consenso também passava pela difusão dos ideários desenvolvimentista e liberal, aqui confrontados e identificados quanto aos seus pontos de convergência e divergência.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 50
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8358

Circuito espacial produtivo das confecções e exploração do trabalho na metrópole de São Paulo: os dois circuitos da economia urbana nos bairros da Brás e Bom Retiro (SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Silvana Cristina da
Sexo
Mulher
Orientador
Cataia, Marcio Antonio
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Divisões territoriais administrativas
Geografia urbana
Economia urbana - São Paulo
Vestuário - Indústria
Resumo

Em período recente, houve uma reorganização do circuito espacial de produção do vestuário em escala planetária. No Brasil, as etapas da produção, distribuição, comércio e consumo passaram por transformações significativas. No entanto, a cidade de São Paulo, apesar de perder relativamente parte da produção, ainda possui centralidade neste ramo de atividade. A compreensão do redesenho do circuito produtivo do vestuário demanda o entendimento da divisão territorial do trabalho, que se revela pela economia urbana da cidade e da urbanização. Deste modo, apresentamos nesta tese a caracterização do circuito espacial de produção do vestuário em diálogo com a teoria dos dois circuitos da economia urbana (circuito superior e inferior) da cidade de São Paulo, enfocando as áreas de especialização produtiva (os bairros do Brás e Bom Retiro), juntamente com o principais agentes estruturadores do espaço nesta cidade. O circuito superior do vestuário, composto pelas empresas modernas, vem se apropriando das formas de organização típicas do circuito inferior por meio da subcontratação. As grandes empresas varejistas de atuação nacional e internacional e os atacadistas do Brás e Bom Retiro se especializam nas atividades mais sofisticadas e destinam a execução (etapa da costura) para as pequenas oficinas de costura que, em geral, utilizam mão de obra imigrante, sobretudo de bolivianos. Identificamos assim os nexos entre as atividades do circuito superior e inferior vinculados ao ramo do vestuário.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Grande São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Grande São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bom Retiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/856640

O efeito SEBRAE na economia das comunidades pacificadas do Rio de Janeiro pós-lei complementar 128/2008 Norberto Martins Ferreira Rio de Janeiro-RJ 12

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Norberto Martins
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Jose Claudio Ferreira da
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Economia e Gestão Empresarial
Instituição
UCAM
Idioma
Português
Palavras chave
comparação nacional
comportamento empreendedor
desenvolvimento econômico e social
comunidades pacificadas
Resumo

A presente pesquisa resulta em um trabalho para o mestrado em Economia Empresarial defendida na Universidade Candido Mendes no Rio de Janeiro, em dezembro de 2017, que contemplou uma pesquisa de campo com diversas Comunidades na cidade do Rio de Janeiro realizada em janeiro de 2017. Nestes locais onde consultores e instrutores do SEBRAE executam o trabalho para desenvolvimento econômico dos empreendedores e levam serviços de formalização e atendimento em consultoria na gestão de negócios, bem como a realização de cursos, palestras, seminários, feiras e eventos. As informações levantadas o mais próximo deles podem agregar conhecimento sobre suas praticas e costumes com intuito de entendermos melhor estes empreendedores. Assim a pesquisa de campo foi desenvolvida por mim para obter dados de 5 (cinco) comunidades, Rocinha, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus, Vila Cruzeiro e Babilônia, e comparar com dados já existentes e catalogados de outras pesquisas. A principal fonte de comparação foi à pesquisa GEM-2016-Global Entrepreneurship Monitor dentre outras pesquisas e dados secundários que serão citados na pesquisa. O SEBRAE é o serviço de apoio ás micro e pequenas empresas e busca o fortalecimento destas. Assim o aproveitamento da pesquisa para a melhoria dos trabalhos desenvolvidos por esta entidade é fator no desenvolvimento econômico nestes locais e pode ajudar também os gestores públicos. Algumas de nossas perguntas da pesquisa de campo visaram descobrir se o SEBRAE acrescenta conhecimento a estes empreendedores e o que pode ser realizado no desenvolvimento destas regiões tão carentes. Outras perguntas para obter um entendimento do publico, que ficou definido ser os MEI, Micros empreendedores individuais conforme Lei Complementar 128/2008. Assim compus uma analise sobre a pesquisa de campo e em cada questão levantada efetuei comentários sobre proximidades ou não aos resultados obtidos na pesquisa GEM. Sobre a conclusão do trabalho apresentado fica a importância de obter resultados mais próximos destes empreendedores, mesmo havendo dificuldades para levantamento dos dados nas Comunidades. Comprova-se que este tipo de pesquisa pode ajudar no desenvolvimento dos empreendedores e de suas regiões. No Brasil mais de sete milhões de empreendimentos saíram da informalidade e este número por si só evidencia a importância do estudo apresentado. Sendo que nossa principal proposta foi de identificar comportamentos dos empreendedores destas Comunidades e do entorno, e as possíveis melhorias para o desenvolvimento econômico destes locais.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
zona oeste; zona norte; centro; zona sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha;Chapéu Mangueira; Cidade de Deus;Vila Cruzeiro ; Babilônia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6231937

A reestruturação do sistema bancário no Brasil após o ano de 2000 através do uso de novas tecnologias: a hegemonia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Agnaldo Martins de
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Gustavo de Oliveira Coelho de
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Novas tecnologias
Hegemonia
Modernização
Concentração bancária
Resumo

Esta dissertação aborda as mudanças ocorridas na reestruturação do sistema bancário brasileiro, a sua superioridade sobre o território em especial a concentração bancária existente na região Sudeste, especialmente no estado de São Paulo, fazendo um recorte da capital paulistana. Analisando as transformações técnicas e tecnológicas ocorridas no setor bancário e a empregabilidade nos bancos brasileiros, destacando a hegemonia que tanto o Estado de São Paulo como a cidade de São Paulo exercem em relação às demais capitais brasileiras e as regiões, Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Serão analisadas também a evolução do sistema bancário brasileiro desde o ano de 2000, até 2008 com o propósito de entender o processo de desterritorialização das agências bancárias pelo território brasileiro, além dos correspondentes não bancários, atendimento via internet, celular, as demissões ocorridas no setor, além da modernização dos bancos com a implantação das novas tecnologias voltadas para o setor bancário, bem como as novas tendências no que diz respeito à implantação novas tecnologias e serviços nos bancos. Abordará os processos de reestruturação do Sistema Financeiro Nacional, as novas formas de gestão e reestruturação bancária, e os impactos que esse conjunto de fatores causou na empregabilidade dos bancários no Brasil. Na análise será evidenciada a hegemonia que os bancos exercem sobre parte do capital que circula no país, bem como o controle que o setor bancário impõe na atuação das atividades não bancárias junto a empresas líderes no mercado nacional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2008
Localização Eletrônica
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/12348

Trabalho autônomo e conflitos: o comércio ambulante no território dos trens

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, José Carlos Brito
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Gustavo de Oliveira Coelho de
Ano de Publicação
2009
Programa
Geografia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Desemprego
Comércio ambulante nos trens
Território dos trens
Economia informal
Globalização
Resumo
Esta pesquisa analisa e procura compreender o aumento das atividades informais de maneira geral e do comércio ambulante como um caso específico e os conflitos entre o poder público e esses trabalhadores do comércio ambulante. Esta análise é realizada enquanto resultante de uma dinâmica inerente ao próprio sistema capitalista que se assenta em contradições socioeconômicas, dentre elas a necessidade de geração de um excedente de mão-de-obra para, dessa maneira, ter a sua disposição um exército de reserva. Nesse sentido essa análise leva em consideração o processo de urbanização sofrido pela RMSP como um dos pressupostos de promoção do desemprego que teve suas causas em várias variáveis. O fenômeno do aumento na prática dessas atividades, denominadas nessa pesquisa como trabalho autônomo , praticada pelos trabalhadores ambulantes nos trens e outros espaços públicos da RMSP, se acentuou a partir das décadas de 80 resultantes de crises econômicas que atingiram o Brasil provocando enorme recessão econômica e um desemprego que pode ser caracterizado como conjuntural. Esse desemprego acentua-se de sobremaneira na década de 90 resultante do processo de abertura econômica empreendido pelo Estado brasileiro como forma de integração do País ao processo de globalização. A forma como se deu essa integração, marcada por uma abertura econômica desenfreada, repercutiu em vários aspectos da economia do País: empreendeu-se uma nova territorialidade das plantas industriais proporcionado pelo desenvolvimento dos meios técnico-científico-informacionais atingindo principalmente a RMSP por ser esta a mais industrializada do País; a mesma também passa por um processo de reestruturação produtiva em que perde espaço o caráter industrial e ganham espaço as atividades terciárias; implanta-se um novo modelo de organização administrativa e do processo de produção adotado pelas empresas, o modelo flexível também denominado pós-fordista, que exigem um novo perfil de profissional com maior e melhor qualificação para executar as tarefas, agora com um maior grau de complexidade e flexibilidade. Essas transformações repercutiram diretamente nos níveis de desemprego que passaram a atingir índices cada vez maiores. As atividades informais em geral e o trabalho ambulante tornaram-se, dessa forma, numa forma de garantir a sobrevivência para esse enorme contingente de desempregados, passando a se consolidarem não como alternativas temporárias e sim como trabalho de fato. Da mesma forma que crescia o número de praticantes no comércio ambulante cresciam os conflitos que passaram a contar inclusive com ações policiais empreendidas violentamente. O território dos Trens da CPTM, enquanto espaços públicos e de grande apelo para o comércio devido ao grande fluxo de passageiros, passou a ser um desses lugares onde este quadro socioeconômico se refletiu e os conflitos se acirraram. Esse território que oferece condições mais fáceis de possibilitar aos praticantes dessa atividade uma condição de organização e legalização da atividade visando proporcionar condições dignas a um número significativo de trabalhadores foi o lócus escolhido nesta pesquisa como uma das partes da complexa e contraditória dinâmica da economia capitalista

 
Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1980; Década de 1990; Década de 2000
Localização Eletrônica
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/12350

A geografia do trabalho informal no centro da cidade de São Paulo nos anos 90

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Ricardo Agnelo de
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Gustavo de Oliveira Coelho de
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia do trabalho
Globalização e desemprego
Comércio informal de rua
Revitalização do centro histórico
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1990
Localização Eletrônica
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/12347

Determinantes da aglomeração espacial da atividade industrial no Estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bonini, André Leme da Silva Fleury
Sexo
Homem
Orientador
Pompeo, José Nicolau
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Economia
Instituição
PUC-SP
Página Inicial
1
Página Final
83
Idioma
Português
Palavras chave
desenvolvimento econômico
aglomeração espacial
competitividade industrial
Resumo

A mundialização do capital e o processo da globalização são os grandes responsáveis pelo o aumento da competitividade. Se por um lado, as empresas buscam estrategicamente a melhor localização para otimizar os custos de produção e de distribuição, por outro, os governos locais competem entre si para criar a cesta de oportunidade mais adequada para postular a atração de novos negócios privados. Sob a visão da Nova Geografia Econômica (NGE), pesquisamos quais são as externalidades positivas, ou forças centrípetas, que levam à aglomeração das atividades, e as externalidades negativas, ou forças centrífugas, que levam a dispersão dos investimentos. Para este fim, apresentamos estimativas cross section avaliadas empiricamente através de diversas variáveis por meio de uma aplicação para as cidades e microrregiões paulistas no ano de 2010. Os principais resultados mostram que o número de indústrias do setor de transformação e a população com pelo menos o nível superior de graduação concluído, influenciam positivamente a aglomeração. Já quanto maior a distância da localidade até a capital, menores são as chances da ocorrência da aglomeração. A conclusão que chegamos é que ao nível municipal, a simples aglomeração de indústrias é condição suficiente para a atração de novas empresas e condiz com a teoria dos benefícios dos clusters proposta por Krugman (1997), ao passo que no nível micorregional demonstramos a relevância do capital humano qualificado como fator de determinante na localização de indústrias, corroborando as ideias de Porter (1989). Sugerimos que os municípios agindo cooperativamente em suas microrregiões, podem apresentar melhor desempenho dos indicadores que determinam a formação do PIB industrial e desta forma se tornam mais atrativos ao investimento privado, contribuindo com um ambiente onde as empresas criam suas vantagens competitivas. Evidenciamos a necessidade de esforços para que municípios pensem em políticas públicas em conjunto com os governos da microrregião; e, com a ajuda estatal, consigam melhorar os indicadores apresentados, criando polos de desenvolvimento que ressoe em melhorias na qualidade de vida para a sociedade

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/9434