Sociologia

O processo de integração social da criança e adolescente imigrante na escola pública

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fabiano, Maria Lucia Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração internacional
Criança e adolescente imigrantes
Escola
Território
Integração
Resumo

O objeto deste estudo é a criança e/ou adolescente imigrante no ambiente escolar. O problema de pesquisa se constitui em verificar quais fatores interferem na relação da criança e/ou adolescente imigrante com a escola pública e em que medida o ambiente escolar favorece sua inserção, adaptação e integração, buscando compreender esse processo através da percepção que os alunos imigrantes têm da escola e dos fatores que influenciam sua adaptação e seu desenvolvimento. Também foram abordadas as respostas pedagógicas que a escola coloca em prática para acolher a comunidade imigrante.

Assim, os objetivos foram caracterizar de que forma se processa a comunicação intercultural entre a escola e o aluno estrangeiro e identificar quais abordagens e projetos estão sendo utilizados para favorecer essa integração a um novo território, cultura e língua. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública localizada na região central do município de São Paulo, que serve um território com grande presença de imigrantes, tais como bolivianos, paraguaios, peruanos, chineses, entre outros, onde predominam pessoas de classe de renda mais baixa, carente quando nos referimos às moradias precárias e também à exaustiva carga de trabalho a que os imigrantes situados na região estão sujeitos.

O trabalho apresenta, inicialmente, um panorama dos fluxos migratórios contemporâneos, seguido de uma reflexão sobre a questão do território e das territorialidades para o imigrante, e de que forma a escola pública brasileira do século XXI reconhece a interculturalidade e a diversidade em seu processo de aprendizagem, além de destacar a presença dos alunos imigrantes e os desafios e obstáculos aos quais estão sujeitos no ambiente escolar.

O estudo possibilitou perceber que, dentro da escola, os processos de integração e de aprendizagem da criança e/ou adolescente imigrante, apesar de, inicialmente, se mostrarem conturbados, geralmente pela falta de domínio da língua portuguesa, com o passar dos anos a adaptação e o desenvolvimento dessas crianças e/ou adolescentes se mostraram satisfatórios. O desafio percebido pelo estudo é a inexistência de um projeto mais amplo de inclusão que aborde a presença do aluno imigrante em sala de aula, além dos problemas que envolvem a comunidade que sua família escolheu para estabelecer um novo território. Um projeto assim asseguraria a integração e minimizaria a discriminação e o preconceito ainda muito presentes na sociedade brasileira e, por extensão, no interior da própria escola.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23943

O presídio político da Ilha Anchieta (1931-1942): comunistas, indesejáveis e trabalhadores sob sigilo em Ubatuba

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Horta, Filipe Moreno
Sexo
Homem
Orientador
Truzzi, Oswaldo Mario Serra
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Comunismo
Correcional
Era Vargas
Presídio político
Resumo

O objetivo desta tese foi investigar o período histórico de 1931 a 1942 do atual Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA), quando lá operou o Presídio Político da Ilha dos Porcos (1931-1934), a Colônia Correcional da Ilha Anchieta (1934-1939) e o Presídio Político da Ilha Anchieta (1939-1942). Por se tratar da primeira pesquisa acadêmica sobre o período mencionado, foi objetivo primário descrever densa e criticamente as informações que os documentos indicam, dentro das possibilidades materiais das múltiplas fontes consultadas.

Enquanto objetivo secundário, foi investigado o perfil dos transferidos para tal instituição de encarceramento para compreender que papéis a instituição desempenhou no múltiplo contexto social e político do estado de São Paulo durante o recorte e os acontecimentos cotidianos que envolveram toda aquela população: “detentos”, funcionários civis, militares da Força Pública e os respectivos familiares.

Após a investigação, foi possível determinar que o Presídio Político da Ilha dos Porcos (1931-1934) recebeu, no mínimo, vinte e cinco (25) detidos nacionais e estrangeiros por atividades políticas, dentre eles importantes membros do Partido Comunista do Brasil (PCB), assim como o secretário da União dos Operários em Fábricas de Tecidos (UOFT), então maior associação sindical no estado. Identificou-se também casos de brasileiros detidos na Ilha dos Porcos que foram deportados para fora das fronteiras nacionais, a partir dos estados de Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Foi revelado ainda que, pelo menos entre setembro de 1934 a janeiro de 1936, a colônia foi ilegalmente reativada: além de não possuir regulamento e decreto dando a sua criação, funcionou sob “sigilo” em relação a uma parcela dos civis lá detidos perante o Judiciário, o Executivo e mesmo parte da própria polícia paulista, em momento que o país já estava sob o regime democrático da Constituição de 1934.

Para o terceiro momento de presídio político, foi possível identificar detidos sob justificativa do “estado de emergência” e da “manutenção da ordem pública”, denúncias de trabalho forçado, a presença de militares filiados à Ação Integralista Brasileira (AIB) servindo no destacamento da Força Pública e o aumento do número de mortes no início da década de 1940, o que pode ter acelerado o processo de transformação daquele espaço em Instituto Correcional da Ilha Anchieta (ICIA) em 1942. Neste período, a ilha não recebeu apenas comunistas, integralistas e todas categorias de detidos correcionais, mas também “dementes” e “mendigos”.

Assim, argumento que a Ilha Anchieta foi a instituição de confinamento de máxima exceção no estado de São Paulo, desempenhando a função de “válvula de escape para os casos insolúveis”, a partir das ações policiais que praticavam um “serviço de saneamento” e “profilaxia social” no meio urbano de São Paulo e Santos.

Para tal, esta pesquisa vale-se, como fonte explorada de forma pioneira, do Arquivo do Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA) e de distintos acervos já conhecidos do Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP), principalmente o do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS) e da Academia de Polícia Civil (ACADEPOL). Somam-se em segundo plano a pesquisa de jornais da época a partir da Hemeroteca da Biblioteca Nacional Digital (BNDigital) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), a pesquisa sobre a legislação estadual no acervo histórico da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e a pesquisa no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOSP), a partir do acervo da Imprensa Oficial Estadual.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Ubatuba
Bairro/Distrito
Ilha Anchieta
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1931-1942
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13714

O policial ambivalente: uma etnografia do curso de formação de soldados da PMESP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Monteiro, Thomas Machado
Sexo
Homem
Orientador
Durão, Susana Soares Branco
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Formação policial
Soldado da Polícia Militar de São Paulo
Cultura policial
Treinamento
Escola Superior de Soldados
Resumo

Este trabalho consiste na investigação do curso de formação de soldados da Polícia Militar de São Paulo à luz de uma imersão etnográfica realizada na maior escola de formação de policiais do Brasil, a Escola Superior de Soldados de Pirituba (ESSD), entre os anos de 2016 a 2018. A partir desta exposição, irei argumentar que a atual experiência da formação de soldados na PMESP transcorre, de maneira central, em uma pedagogia sustentada pela problemática da ambiguidade profissional e não prioritariamente pela exaltação de valores institucionais ligados à virtuosidade ou à guerra, como tem sido amplamente proposto em estudos sobre a formação policial no Brasil. Neste contexto, observo a presença de dimensões violentas na formação dos soldados como uma consequência dos processos culturais, morais e profissionais concebidos sob o panorama da ambiguidade corporativa e da frustração pessoal.

Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pirituba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1162373

O palco das elites: o “movimento de renovação teatral” na cidade de São Paulo (1939-1949)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, William Santana
Sexo
Homem
Orientador
Pinheiro Filho, Fernando Antonio
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia da cultura
Teatro brasileiro
Elites
Cacilda Becker
Resumo

Este estudo examina a atividade teatral na cidade de São Paulo na década de 1940. Nesta década, um grupo da elite ilustrada paulistana, insatisfeita com o teatro vigente na cidade, lançou um “movimento de renovação teatral”, que era composto por grupos de teatro amador (o Grupo de Teatro Experimental liderado por Alfredo Mesquita, o Grupo Universitário de Teatro liderado por Décio de Almeida Prado e os Artistas Amadores liderados por Madalena Nicol e Paulo Autran) com o objetivo de “modernizar” a cena teatral, dominada pelas companhias de comédia profissionais consideradas antiquadas. Criaram, para isso, uma nova posição no campo teatral – um “polo amador-moderno-erudito” em oposição ao predominante “polo profissional-popular-comercial”. A historiografia teatral clássica trata esse período como de “modernização” e “surgimento do verdadeiro teatro” em São Paulo, no entanto, o que houve foi uma “elitização” da atividade teatral na cidade. Os primeiros frutos sólidos desse “movimento de renovação” foram duas instituições criadas em 1948 – consideradas marcos do “teatro brasileiro moderno” – o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e a Escola de Arte Dramática (EAD). Além disso, foi analisado de que forma cada um desses polos - microcosmos, microssociedades, epicentros - reagiu materialmente e simbolicamente às transformações socioeconômicas da cidade em curso no plano do real e nas sociedades imaginadas nos palcos e quais foram as estratégias materiais e simbólicas dos agentes envolvidos na atividade teatral. A trajetória de Cacilda Becker será tratada num capítulo à parte: uma trânsfuga de classe na gênese do “teatro de elite” na cidade de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1939-1949
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-03062021-201956/pt-br.php

O intercâmbio político entre parlamentares e as emissoras paulistas de televisão católica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Placeres, Giulliano
Sexo
Homem
Orientador
Souza, Andre Ricardo
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Religião e política
Mercado religioso
Emissoras católicas
Mídia televisiva
Renovação carismática católica
Resumo

O presente trabalho aborda o apoio político mútuo entre parlamentares e as quatro maiores redes televisivas católicas brasileiras: TV Aparecida, Canção Nova, Rede Vida e TV Século XXI. É apontada a atuação de atores sociais em prol desses canais televisivos e, igualmente, o apoio político-eleitoral que eles recebem destes. O suporte a tais emissoras faz parte da estratégia católica de atuar em contraposição ao avanço das denominações evangélicas, sendo uma forma disso, ainda o estímulo à Renovação Carismática Católica (RCC). Nesse contexto, ocorre a eleição de parlamentares no Congresso Nacional com ostensiva identidade católica, ligados sobremaneira à RCC.

A partir de pesquisa de campo e sistemática consulta bibliográfica, são analisadas alianças entre políticos e religiosos, processos de concessão e outorga de emissoras de TV por parte do governo federal e campanhas eleitorais. Dentre os sujeitos apontados destacam-se ações coordenadas entre padres, bispos, cardeais, empresários, parlamentares como deputados, governadores, ministros de estado além de chefes do poder executivo. Verifica-se como a atuação de tais agentes movendo-se em distintos campos de poder exerceu papel significativo para a criação e manutenção das emissoras católicas. Por outro lado, a existência de tais veículos comunicativos no mercado religioso brasileiro contribuiu para que a contínua evasão católica não fosse ainda mais substantiva.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13115

Na cabeça da mulher negra: uma trama em trânsito que cruza o Atlântico e recria rotas na atualidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Vanessa Florencio de
Sexo
Mulher
Orientador
Castro, Ana Lucia de
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Transição capilar
Feminismo negro
Relações étnico-raciais
Processos identitários
Diáspora negra
Resumo

A pesquisa tem como objetivo entender as implicações do processo de transição capilar para mulheres negras. Qual foi a experiência das mulheres negras ao experimentar sua corporeidade de forma positiva, uma vez que suas vivências são marcadas pelas violências raciais? Para um maior entendimento, mobilizamos o aporte teórico oferecido pelo feminismo negro, além de entrevistar quatro mulheres negras com base nos estudos de história oral do sociólogo Michael Pollak (1982). A historiadora Beatriz do Nascimento (1989) nos oferece ferramentas conceituais para pensar a mulher negra desde a sua travessia violenta pelo Atlântico. Também abordamos a primeira Marcha do Orgulho Crespo de São Paulo como um movimento social.

Na pesquisa, a transição capilar aparece como um tipo de agenciamento infrapolítico, uma das formas que as mulheres negras encontraram para não serem totalmente submetidas ao discurso do colonizador. Ainda que as opressões sofridas por essas mulheres não se encerrem nesta tensão, a transição capilar evidencia a busca por uma imagem positiva da estética negra, há séculos multifacetada pelas violências coloniais.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/eb6e4191-6fe6-4559-8ac2-1057619d2879

Movimento autônomo secundarista de São Paulo: conflitos, processos sociais e formação política

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ramos, Rubia de Araujo
Sexo
Mulher
Orientador
Bastos, Elide Rugai
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Escolas
Conflito social
Processo decisório
Resistência ao governo
Resumo

A pesquisa objetiva identificar processos sociais decorrentes da experiência de organização do movimento autônomo dos estudantes secundaristas de São Paulo no período entre 2015 e 2018. Para isso, busca analisar como os jovens se organizam e atuam a partir da construção de uma consciência coletiva sobre a relação entre a educação pública de qualidade e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Aponta aspectos sociais recentes, expressos na forma da organização autônoma e horizontal do movimento secundarista, nos permitindo tratar a questão da legitimidade na mobilização estudantil enquanto movimento social e manifestação de seu tempo.

Para cumprir os objetivos propostos nesta pesquisa, considero a política educacional adotada pelo governo estadual paulista desde os anos de 1990; novas emergências dos movimentos sociais de 2013 que possam ter influenciado os secundaristas autônomos; a relação de conflito entre estado e comunidade escolar; e processos de socialização por meio de novas tecnologias de informação e comunicação. A pesquisa parte da hipótese de que a organização dos secundaristas autônomos é, ela própria, um processo social relevante para ganhos políticos na direção da manutenção e intensificação da democracia no estado de São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1129225

Mobilidade urbana: análise da morfologia e das transformações do transporte individual na cidade de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fontes, Ana Paula Correa Vitorino
Sexo
Mulher
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade urbana
Transporte individual motorizado
Aplicativos de mobilidade
Resumo

Um dos grandes desafios que se interpõem ao desenvolvimento dos grandes centros urbanos, nas megacidades do século XXI, diz respeito à capacidade de adaptação destas cidades aos enormes fluxos de pessoas, produtos e mercadorias que precisam circular de maneira fluida e eficiente diariamente. O cipoal de fatores que interferem na qualidade do deslocamento urbano perpassa políticas públicas de mobilidade, percepção de segurança, priorização de meios de transportes rápidos, leves, não motorizados e não-poluentes, ênfase no deslocamento coletivo em detrimento do individual, priorização de rotas de pessoas e mercadorias em plataformas multimodais que sejam planejadas previamente de forma a promover inteligência urbana, economicidade e, indispensavelmente, velocidade. O grande número de veículos automotores nas grandes metrópoles mundiais e, de forma específica, no Brasil e em São Paulo, impacta definitivamente a qualidade e eficiência da mobilidade urbana. Muitas soluções vêm sendo apresentadas como forma de suplantação deste desafio, tais como os aplicativos de mobilidade e compartilhamento de viagens sob demanda. O objetivo deste estudo foi verificar e discutir se, e em que medida, o advento do avanço tecnológico e o surgimento de aplicativos de deslocamento individual sob demanda impactaram as formas de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. Pesquisa qualitativa indireta caracterizada como revisão de literatura e análise de documentos. A partir da Pesquisa Origem Destino 2017, publicação decenal do Metropolitano de São Paulo, foram analisadas as transformações na morfologia do transporte em geral e, mais precisamente, no transporte individual motorizado. Os resultados encontrados demonstram um aumento (12,4%), entre 2007 e 2017, no uso do transporte individual motorizado em praticamente todas as sub-regiões, exceto o centro de São Paulo. Houve queda da taxa de uso de viagens motorizadas individuais pelo automóvel (2,2%), aumento do uso de motos (31%) e de deslocamentos com táxis sob demanda de (425%). Mudanças estruturais em condições sociais como renda, estabilidade financeira e profissional e precarização do trabalho, localidade de matrícula escolar além do aumento do custo fixo de manutenção do veículo próprio contribuíram para a explosão do uso de táxis sob demanda, mas que ainda não representam nem 2% da mobilidade urbana em São Paulo. No entanto, o ponto mais interessante a ser apresentado é que as formas de locomoção motorizada geral (66% - 67%) coletiva (55% - 54%) e individual (45% - 46%), não motorizada geral (34% - 33%) a pé (98% - 97%) e de bicicleta (2% - 3%) denunciam que não houve alteração significativa na morfologia da mobilidade urbana da cidade de São Paulo entre 2007 e 2017.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23987

Juventude imigrante: estigma, conflito e circuito de lazer na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Bruno Rafael de Matos
Sexo
Homem
Orientador
Albuquerque, José Lindomar Coelho
Ano de Publicação
2020
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unifesp
Idioma
Português
Palavras chave
Estigma
Juventude
Relações sul-sul
Imigração
Resumo

Esta pesquisa aborda a inserção de jovens imigrantes e filhos de imigrantes bolivianos, peruanos e paraguaios nos espaços de lazer da cidade de São Paulo. Conforme abordado ao longo das análises, os imigrantes das respectivas nacionalidades convivem diariamente com os estigmas criados pela sociedade local. Esses estigmas são passados de pais para filhos e influenciam os modos como estes últimos constroem sua identidade, ocupam os espaços da cidade para atividades de lazer, relacionam-se com brasileiros e outros imigrantes, e ainda como reagem à caracterização negativa produzida pela sociedade de recepção.

A pesquisa se justifica pelo fato de evitar a tendência de visualizar os imigrantes unicamente como força de trabalho (Sayad, 1998). As metodologias adotadas foram a observação de campo nos lugares frequentados pelos jovens imigrantes bolivianos, peruanos, paraguaios e outros sul-americanos, como a Rua Coimbra e a Praça Kantuta, a realização de entrevistas semiestruturadas com os jovens imigrantes e seus familiares, bem como conversas informais, realizadas em diferentes momentos com interlocutores brasileiros e imigrantes.

Pode-se dizer que a Rua Coimbra não é o único lugar frequentado pela juventude imigrante, pois outros espaços vêm se consolidando na região metropolitana de São Paulo. Dentre eles, se destacam as baladas localizadas na Vila Maria, Pari e Centro, como também a batalha de rap batizada por seus organizadores como "Batalla Callejera".

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/111a2da8-f692-4941-a80f-d862f31559ea

Jogando meu corpo no mundo: relações entre "conflito urbano" e "acumulação social da diferença"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cunha, Janaina Maldonado Guerra
Sexo
Mulher
Orientador
Feltran, Gabriel de Santis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Conflito urbano
Diferença
Regimes normativos
Periferia
Sociologia urbana
Resumo

Este trabalho tem como objetivo compreender as relações entre conflito urbano e diferença na São Paulo contemporânea. A partir do estudo etnográfico conduzido em uma periferia da zona leste de São Paulo, discuto as gramáticas e os regimes normativos que emergem dos processos de diferenciação em operação nas cidades. Parto da ideia de que as categorias marcadoras da diferença balizam a constituição das gramáticas mobilizadas pelos sujeitos para a compreensão dos problemas sociais em cada situação cotidiana. Considero que os sentidos dessas categorias são disputados através das relações sociais e se relacionam com a produção de ordenamentos e formações de soberania nos espaços urbanos. Teoricamente, proponho um diálogo entre dois campos de estudos distintos: a sociologia urbana e os estudos da diferença. A partir disso, sugiro que o conflito urbano é atravessado por um processo de ‘acumulação social da diferença’ do qual emergem posições de sujeito mais ou menos reificadas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13727?show=full