Geografia

Estado e migrações no Brasil: anotações para uma história das políticas migratórias

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Vainer, Carlos Bernardo
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
13
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
15
Página Final
32
Idioma
Português
Palavras chave
migração interna
Estado
políticas migratórias
história
Resumo

Qualquer olhar medianamente atento lançado sobre a história pátria bastará para evidenciar a importância das políticas mi­gratórias . Não seria exagero afirmar que a história da constituição e evolução do Estado brasileiro tem sido, também , em boa medida, a história de conceitos, insti­tuições e práticas voltadas para equacionar e administrar a mobilização e localização de populações.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XIX-XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/741

Jovens imigrantes angolanos no Rio de Janeiro: imagens, relatos e diálogos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Petrus, Regina
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
13
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
17
Página Final
24
Idioma
Português
Palavras chave
refugiados
migração angolana
migração forçada
redes de migrantes
jovens angolanos
Resumo

Migrações induzidas ou forçadas por situações de guerra e conflitos armados são fenômenos muito antigos e significativos na história da humanidade. Tais movimen­tos migratórios foram, tradicionalmente, estudados mais com a preocupação de mensurar a população deslocada, identi­ficar seus locais de destino ou, ainda, seus movimentos de retorno uma vez termina­dos os conflitos. Fenômenos políticos, sociais e econômicos, tem-se deles uma visão muito geral ao tratá-los somente como deslocamentos no espaço, fluxos, correntes migratórias, e aos seus atores como meros números nesses fluxos. Se­gundo Sayad, se a migração é, em primei­ro lugar, um deslocamento no espaço e, antes de mais nada, no espaço físico, é pre­ciso destacar que o espaço dos desloca­mentos é também qualificado em outros sentidos: socialmente, economicamente, culturalmente, politicamente (Sayad: 1998, p.15).Esse artigo resulta de uma experiência de acompanhamento realizada, desde o início de 1998, com grupos de jovens an­golanos no Rio de Janeiro - principal pon­to de destino e concentração desses imi­grantes no Brasil. A migração de angola­nos para o Brasil e, especialmente, sua pre­sença na cidade do Rio de Janeiro, vem recebendo destaque crescente nos meios de comunicação de massa. Até o momen­to, existe pouca informação sistematizada sobre esse processo migratório, princi­palmente sobre sua fase mais recente. Pre­domina, assim, no senso comum, uma vi­são generalista e pouco precisa sobre essa migração, bem como uma imagem nega­tiva de tais imigrantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1998-2000
Localização Eletrônica
https://travessia.emnuvens.com.br/travessia/article/view/770

Urbanização: bairro e vida de bairro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Seabra, Odette Carvalho de Lima
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
13
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
11
Página Final
17
Idioma
Português
Palavras chave
bairros urbanos
urbanização
espaço urbano
industrialização
Resumo

Parece existir uma mística em relação ao bairro que o reintroduz na prática social como objeto de discurso. O bairro se torna cada vez mais portador de ideologia, com a qual, supostamente, seria possível pro­duzir uma opinião visando determinadas práticas. Isto aparece, seja nos argumen­tos preservacionistas, visando qualificar um patrimônio, seja nos argumentos de se­gurança, visando o estabelecimento de ter­ritórios. Toma-se, portanto, necessário com­preender qual é o estatuto do bairro na his­tória urbana e porque tanto se evoca o bair­ro. Afinal, é preciso não deixar margem às ontologias e nem às nostalgias. Impõe-se compreender a historicidade do bairro. Mostro, neste breve estudo, aspectos da formação dos bairros de além-Tietê em São Paulo e indico algumas das suas me­tamorfoses.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/777

Brás, Moóca e Belenzinho: formação e dissolução dos antigos bairros "italianos" além-Tamanduateí

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Andrade, Margarida Maria de
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
13
Ano de Publicação
2000
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
5
Página Final
10
Idioma
Português
Palavras chave
migração
Brás
Mooca
Belenzinho
bairros de imigrantes
Resumo

No período que se estende, grosso modo, de 1870 até os anos de 1940, o Brás (incluindo parte do atual Pari), a Moóca e o Belenzinho transformaram-se, de subúrbios de chácaras em bairros industriais e operários. No final do século XIX, quando São Paulo apenas despontava no cenário urba­no brasileiro, Brás, Moóca e Belenzinho incluíam-se entre os novos bairros que nas­ciam na capital pela concentração do con­tingente crescente de imigrantes que afluía à cidade uma vez iniciada a Grande Imi­gração, promovida pelo governo brasilei­ro no quadro de substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre. Destacou-se como maior con­centração de imigrantes e de fábricas da cidade e destacou-se como núcleo de in­tensa vida própria, a ponto de merecer a designação de “ou tra cidade”, frequentemente atribuída ao conjunto até os anos de 1940. Mas, essa “outra cidade”, esse con­junto de bairros, sofreram, na segunda metade do século XX, um processo muito intenso de descaracterização, no sentido da dissolução de sua antiga identidade como bairros de imigran­tes que, ao mesmo tempo que os distingui­rá na cidade, constituira elemento de redefinição da própria cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Mooca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Belenzinho
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1870-2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/776

Nas redes do comércio de retalhos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gomes, Sueli de Castro
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i40.819
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
14
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Indústria têxtil
Redes
Brás
Resumo

O comércio de retalhos e resídu­os têxteis está localizado nas ruas do Brás, antigo bairro in­dustrial e operário da cidade de São Paulo. Esse bairro hoje, concentra um grande número de indústrias e lojas de confecções, que vendem no atacado e no varejo para as “sacoleiras” de todas as par­tes do Brasil. O comércio de retalhos nas­ce nos interstícios das antigas indústrias têxteis e estende-se, posteriormente, para os rejeitos das confecções, as quais forne­cem diariamente toneladas de resíduos e retalhos para serem comercializados pelos "retalheiros”. Uma parte desses retalhos e rejeitos é comprada por costureiras da Grande São Paulo e até mesmo por “sacoleiras”, sendo que a maior parte des­sa mercadoria é enviada para Santa Cruz do Capibaribe - cidade do interior pernambucano, que possui um pólo de con­fecções de “sulanca" - vestuário de quali­dade inferior, consumido, predominante­mente, por uma população de baixa renda. O nordestino de menor poder de consumo passa a ser consumidor do “lixo”, do re­jeito das confecções do Centro do Sul. Entre os retalhos de informações, per­cebemos uma rede de pessoas e mercado­rias em torno do comércio de retalhos e resíduos e dessa maneira, inicia-se nossa teia de investigações

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/819

Migração e trabalho no mundo contemporâneo: Uma experiência acerca da migração Dekassegui

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ocada, Fábio Kazuo
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i45.806
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Dekassegui
Brasil-Japão
Habitus
Cultura
Resumo

A pergunta que norteia o desenvolvimento deste estudo diz respeito às razões que levam o migrante Dekassegui a migrar para o Japão, submetendo-se a condições de trabalho consideradas “sujas, perigosas e pesadas”. A natureza desta indagação é intrínseca à própria condição social do pesquisador. Portanto, para a leitura deste trabalho é preciso ter em vista o fato de que o autor deste estudo é neto de imigrantes japoneses e vivenciou, a partir da década de 90, o momento em que o fenômeno da migração Dekassegui adentrou seu círculo familiar, tornando-se uma realidade cotidiana efetiva.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/806

Flexibilidade e mobilidade nas agroindústrias de carne do oeste catarinense

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Espíndola, Carlos José
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Flexibilização do trabalho
Reestruturação produtiva
Agroindústria
Resumo

As agroindústrias processa­doras de suínos e aves, originadas modestamente a partir de pequenos capitais locais, transformaram Santa Catarina em um dos maiores polos produtores de carne do mundo. Na suinocultura o estado “barriga-verde” respondeu, em 2001, por 665 mil toneladas produzidas e 210 mil exportadas (80% das exportações brasileiras). Na avicultura, o estado abateu em 2001 cerca de 642,9 milhões de aves (2º colocado no ranking nacional) e liderou as exportações com 479,4 mil toneladas, ou seja, 38,4% do total de frango exportado pelo Brasil (ICEPA, 2002). Esse dinamismo foi resultado de estratégias operacionais que combinavam flexibilização nas relações de trabalho, mobilidade social (referente aos movimentos de indivíduos de uma camada para outra na hierarquia social, implicando em mudança de ocupação e status), rotas de investimentos, reconversão produtiva, integração vertical, etc.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
Segunda metade do século XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/805

Capacitação e mobilidade profissional de migrantes de Minas Gerais na construção civil de São Paulo, 1960/1970

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ribeiro, Eduardo Magalhães
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Galizoni, Flávia Maria
Assis, Thiago de Paula
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade do trabalho
Trabalho urbano
Migrantes rurais
Resumo

A adaptação de trabalhadores de origem rural ao trabalho urbano foi um assunto que ocupou muitos pesquisadores brasileiros. Vários autores descreveram as precárias condições de vida de um campo que expulsava lavradores e, ao mesmo tempo, não os preparava para enfrentar as dificuldades da cidade. Conhecendo apenas o trabalho pesado do campo, certam ente seriam marginalizados ou excluídos nos novos ofícios. Como foi possível a milhões de camponeses entrar no mercado de trabalho, aprender suas regras, conseguir uma razoável mobilidade profissional e adquirir habilidades que somavam à sua modesta bagagem de conhecimentos formais? Investigando a trajetória desses migrantes percebe-se que isso ocorreu pela combinação das redes solidárias que formaram nos centros urbanos com os sistemas de gerência de força de trabalho utilizados pelas empresas. Este é o assunto deste artigo: analisar a trajetória urbana de lavradores mineiros que migraram para a capital de São Paulo nas décadas de 1960 e 1970. Saindo do campo , principalmente do alto Jequitinhonha, com pouca escolaridade, nenhum dinheiro e muita vontade de trabalhar, entraram na construção civil, conseguiram ascender profissionalmente ocupando cargos de oficiais, e, boa parte das vezes, amealharam rendimentos que serviram para engordar seus patrimônios nas com unidades de origem, quando retomaram.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-1970
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/803

Urbanismo, urbanização e vida cotidiana

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Flávia Elaine da
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
5
Página Final
10
Idioma
Português
Palavras chave
urbanização
Jaguaré
urbanismo
migração interna
vida cotidiana
Resumo

Tendo realizado este texto no sentido de localizar a vida cotidiana como um plano da sociedade a ser desvendado, o objetivo agora será encontrar um acesso para compreensão deste nebuloso plano. O plano da vida cotidiana deve nos fornecer o movimento existente entre a formulação, a programação, a redução, a hierarquização da vida do homem na cidade e da sua luta, mas a escolha de uma janela se faz necessária e ela foi feita no sentido de encontrar o movimento entre urbanismo e urbanização. O urbanismo deverá aparecer tanto como sistema decódigos que interferem na vida do homem na cidade, quanto como forma de pensar e dominar a cidade e na cidade, mas é apenas a abordagem da urbanização que nos remete a um processo avassalador e totalizante, que se tenta compreender.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Nova Jaguaré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1930-2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/757

Do colonato ao assalariamento

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mariano, Neusa de Fátima
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i49.740
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
17
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Êxodo rural
Migração
Memórias
Resumo

Os relatos aqui reunidos são de ex-trabalhadores do campo em Jaú-SP; suas lembranças expressam o modo de vida simples ñas colonias durante as décadas de 1940, 50 e inicio de 60. Os depoimentos versam ainda sobre a sociabilidade nos dias de hoje, no contexto das novas relações de trabalho, com a im plantação do assalariamento no campo. Os ex-trabalhadores em questão são resultado da intensa miscigenação que, no estado de São Paulo, envolveu populações caipiras, negros e imigrantes europeus. Foram trabalhadores agrícolas, prim eiro com o colonos e, depois com o assalariados no campo ou na cidade. Como assalariados, muitos tomaram-se moradores da cidade de Jaú e da metrópole paulistana, tendo assim, vivenciado a experiência do êxodo rural.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Jaú
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1940-2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/740