Violência

Brasília, uma cidade como as outras? Representações sociais e práticas de violência

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Porto, Maria Stela Grossi
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
24
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
797
Página Final
826
Idioma
Português
Palavras chave
Práticas e representações sociais
Distrito Federal
Medo
Violência
Segurança pública
Resumo

Privilegiar a análise das representações sociais significa reconhecer sua importância teórico-metodológica como estratégia de conhecimento do social. Considerando a temática da qual se ocupa, o artigo explicita a pertinência da Teoria das Representações Sociais como possibilidade de análise do fenômeno da violência contemporânea, assumindo ser impossível compreendê-lo sem se interrogar sobre sentidos, valores e crenças que estruturam e presidem a vida social. O texto ressalta a importância de que políticas públicas de segurança levem em consideração significações e sentidos, de natureza subjetiva, expressos nas Representações Sociais, elaboradas e produzidas não apenas pelos integrantes da área de segurança pública mas, igualmente, por aqueles que direta ou indiretamente se beneficiam ou sofrem as consequências de seus acertos ou desacertos, ou seja, a sociedade, em seus distintos segmentos. Em outras palavras, através da utilização de evidências empíricas, aponta-se a pertinência de inserir a temática das representações sociais e de seus conteúdos no horizonte das preocupações dos formuladores de política. O Distrito Federal é o universo empírico que dá suporte às análises realizadas.    

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5492

Great, Good, and Divided: The Politics of Public Space in Rio De Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Freeman, James
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
0735-2166
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1111/j.1467-9906.2008.00417.x
Título do periódico
Journal of Urban Affairs
Volume
30
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
529
Página Final
556
Idioma
Inglês
Palavras chave
Public space
Latin American cities
Excluded majority
Ipanema
Resumo

At a time when cities, particularly large Latin American cities, are increasingly polarized and overcome with violence, and public space has long been pronounced dead, an exceptionally vibrant public realm survives in Rio de Janeiro. In the elite beach neighborhood of Ipanema, residents spend a large part of their free time in public: on the street corner, in bars, and on the beach. Ipanema has a proliferation of what Ray Oldenburg calls “third places” where neighbors, friends, and colleagues plug into and out of an ongoing public social life. But below the idyllic surface lies a conflictual social space stratified along race and class lines. Through an analysis of the discursive construction of the beach, the politics of beach access, and a 15-year old tradition of beach riots, I question the notion—popularized by Oldenburg and others—of public space as the location of an organic civil society that greases the wheels of commerce, promotes democracy, and solves its own problems in the common interest. Rather, I argue that Rio’s famous beach neighborhoods are a key arena of the public sphere where the terms of Rio’s unjust social order are challenged, negotiated, and largely reproduced. Nevertheless, Ipanema’s public space represents political possibility for the otherwise excluded majority.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Ipanema
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1111/j.1467-9906.2008.00417.x

Between social isolation and opportunity-enriching environments: Assessing neighborhood effects on the socioeconomic integration of the populations of three shanty towns in Salvador, Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Treuke, Stephan
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
0735-2166
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1080/07352166.2020.1808006
Título do periódico
Journal of Urban Affairs
Volume
44
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
1391
Página Final
1415
Idioma
Inglês
Palavras chave
Neighborhood effects
Social segmentation
Economic integration
Urban services
Resumo

We aim at assessing neighborhood effects on the socioeconomic integration of poor individuals living in three shanty towns of Salvador, Brazil. Grounded on semi-structured interviews, we demonstrate that the spatial proximity of Nordeste de Amaralina to affluent gated communities fosters the interviewees’ economic integration. However, mechanisms of social segmentation impede cross-class interactions. In the peripheral São João do Cabrito, the interviewees’ confinement to the local social context along with the absence of positive social references produce their social isolation and constrain their economic integration. Yet in the peripheral Fazenda Grande II/Jaguaripe I, the shared use of urban services by socially dissimilar groups provides an opportunity-enriching environment for the lower echelons. We discuss two mechanisms that account for neighborhood effects: changes in the support structures and the impact of crime. Concluding, we advocate for a multidimensional approach to neighborhood effects, capable of attending to the interrelatedness of micro, meso, and macro-social factors.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
São João do Cabrito
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Nordeste de Amaralina
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Fazenda Grande II
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Cidade/Município
Salvador
Bairro/Distrito
Jaguaripe I
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/07352166.2020.1808006

The politics of police violence: Political competition and police killings in Brazil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Flom, Hernán
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
0735-2166
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1080/07352166.2021.2018935
Título do periódico
Journal of Urban Affairs
Volume
46
Ano de Publicação
2022
Local da Publicação
Londres
Página Inicial
1644
Página Final
1666
Idioma
Inglês
Palavras chave
Police violence
Brazil
Political Competition
Police Reform
Resumo

What affects police killings of denizens in the cities of developing democracies? Brazil is one of the countries with the most casualties from police lethality, yet deaths from police interventions vary greatly across its cities, as well as over time. Since most of its police forces are formally responsive to state-level governments, the political dynamics at this government tier are essential to comprehend urban policing — and its resort to deadly violence. I argue that subnational political competition explains whether state-level governments can implement reforms to reduce police lethality. I illustrate this argument through a within-case, cross-case comparison of the city-states of São Paulo and Rio de Janeiro since re-democratization in the 1980s. While lower fragmentation and partisan continuity at the state-level government enabled and consolidated reforms that mitigated police violence in São Paulo, higher fragmentation and turnover inhibited reforms and increased police lethality in Rio. Building on interviews with subnational politicians and police officers as well as statistics on police killings, this paper helps spark an urgent conversation in urban studies on police violence in the urban Global South and expands the police reform literature by developing a theory of how politics influences police violence.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1980-2018
Localização Eletrônica
https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/07352166.2021.2018935

Medos urbanos e mídia: o imaginário sobre juventude e violência no Brasil atual

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pinheiro Koury, Mauro Guilherme
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
26
Ano de Publicação
2011
Idioma
Português
Palavras chave
Ciências Sociais
Sociologia
Medos Urbanos
Cultura do Medo
Violência
Resumo

Este artigo discute a cultura e a indústria do medo no Brasil atual, através da relação entre juventude e violência, e no avaliar as consequências desta correlação por meio das proposições levantadas pela mídia brasileira no imaginário nacional. Essa problemática é compreendida tendo em vista a questão da formação dos jovens no país nessa primeira década do século XXI, e em um momento de mudanças significativas nos padrões de comportamento nacional. Mudanças que pulverizam os valores sociais e caminham a passos largos para o individualismo crescente nas relações societárias e uma ampliação do medo do outro, no interior das formas interativas a que estão sujeitos não apenas a juventude, mas a população em geral.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2001 - 2010
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5613

As configurações sociais do medo do crime na cidade de Goiânia

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Frattari, Najla Franco
Sexo
Mulher
Orientador
Costa, Arthur Trindade Maranhão
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Medo do Crime
Insegurança
Configurações Sociais
Resumo

Este trabalho tem por objetivo apresentar um estudo sobre o medo do crime realizado na cidade de Goiânia. A abordagem empregada assenta-se no entendimento de que o medo, ainda que generalizado entre os diferentes grupos sociais, é informado a partir de experiências e contextos diversos nos quais os indivíduos estão inseridos. Nesse sentido, não pode ser explicado somente através de análises estatísticas que buscam mensurar de que forma diferentes variáveis interferem no medo e sentimento de insegurança, buscando assim estabelecer relações de causalidade. Por maior que fosse o número de relações que se pudesse estabelecer, elas não conduziriam por si mesmas, a um entendimento claro do medo do crime nos diversos contextos e o modo como afeta a vida das pessoas nesses contextos. Diferentes lógicas culturais, sociais e situacionais informam o conteúdo do medo e insegurança dos diversos grupos. Além de se relacionar com a percepção de outros problemas sociais e inquietações urbanas, o medo adquire contornos diferenciados segundo as categorias sociais e adquire em cada uma um significado específico. Ele reconfigura-se encontrando em cada momento várias figurações para o perigo. Procuramos, portanto, compreender as particularidades do medo urbano, estudando sujeitos, lugares, situações e estratégias empregadas para enfrentá-lo. Buscamos ainda, entender os elementos que influenciam na sua ocorrência, bem como, o modo como se articulam em diferentes contextos e realidades sociais, ou seja, buscamos compreender as diferentes configurações sociais do medo e o tipo de representações que delas emergem.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiania
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
2000-2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/15005

Mulas, olheiras, chefas & outros tipos: heterogeneidade nas dinâmicas de inserção e permanência de mulheres no tráfico de drogas em Brasília-DF e na Cidade do México

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carneiro, Ludmila Gaudad Sardinha
Sexo
Mulher
Orientador
Bandeira, Lourdes Maria
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Mulheres
Tráfico de Drogas
Relações Sociais de Gênero
Sistema de Justiça e Penal
Resumo

Nas últimas décadas, o número de pessoas encarceradas tem-se ampliado em todo o mundo, concomitantemente à complexificação das estratégias proibicionistas, à utilização do encarceramento em detrimento de alternativas penais, à criminalização de novas condutas, à manutenção da prisão preventiva como política criminal e ao recrudescimento das penas. O trabalho destaca o fato de que o aprisionamento feminino aumentou consideravelmente, tendo, inclusive, ocorrido mais intensamente que o encarceramento masculino em termos proporcionais. É bastante significativo que o crescimento da privação de liberdade das mulheres está profundamente ligado à ampliação da demanda e à oferta de drogas, à criação e modificação de leis sancionadoras das mesmas, bem como à recente presença e atuação de mulheres na produção, na venda e na distribuição destas substâncias criminalizadas. A presente investigação, a partir de um olhar crítico em relação à criminalização de condutas, à criação da figura da/o criminosa/o e à utilização da estratégia proibicionista em relação às drogas, reflete sobre o contexto latino americano que cerca a complexidade deste fenômeno por meio de experiências localizadas nas capitais federais, Brasília-DF, no Brasil, e da Cidade do México, no México. Tais escolhas têm o intuito de demonstrar que o fenômeno do crescimento de mulheres criminalizadas por tráfico de drogas ocorre a partir de um contexto de guerra contra as mesmas, estratégia estatal proibicionista que tem atingido toda a América Latina de forma bastante singular em comparação com outras realidades mundiais. A partir disto, o objetivo foi identificar a heterogeneidade existente nas diversas dinâmicas de aproximação e permanência das mulheres nesta rede criminalizada por meio da construção de uma tipologia que busca representar os intrincados meandros percorridos pelas mulheres em suas trajetórias de vida até chegarem ao primeiro contato com o tráfico de drogas. A construção desta tipologia e sua análise ancoram-se nas situações de vulnerabilidade a que as mulheresestão expostas pelas hierarquias sociais de gênero estabelecidas nas sociedades investigadas. Ao mesmo tempo, por meio da captação das atuais especificidades da presença feminina no tráfico de drogas - entendendo estas em uma dinâmica simultânea e articulada entre uma escolha pessoal e o produto de relações sociais -, pretende-se mostrar a fluidez das categorias de agência e de subjugamento em suas trajetórias de envolvimento e de permanência com o tráfico de substâncias ilícitas, bem como a heterogeneidade das experiências possíveis dentro desta rede criminalizada. Isto porque esta complexidade expõe casos de protagonismo feminino e a desestabilização dos enrijecidos papéis sociais de gênero, ainda que pelo cometimento de ações consideradas criminosas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
País estrangeiro
México
Especificação da Referência Espacial
Cidade do México
Referência Temporal
2011-2015
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unb.br/handle/10482/20023

Políticas de Segurança Pública: um olhar sobre a formação da agenda, das mudanças do padrão de policiamento e da manutenção do policiamento comunitário no Distrito Federal

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Gilvan Gomes da
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Arthur Trindade Maranhão
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas de segurança
Policiamento comunitário
Habitus policial
Resumo

Este trabalho tem como objeto de análise as interações sociais que influenciaram o processo de formulação e de implementação da Política de Segurança Pública Policiamento Comunitário no Distrito Federal a partir de 2007, sob a gestão do Governador José Roberto Arruda (DEM). Para tanto, foram analisados os atores envolvidos, a concepção inicial dos formuladores do programa, as metas estabelecidas e quais as ações foram realizadas para a Implementação da Política Pública. O método utilizado foi a etnografia centrada na observação participante das interações policiais militares para compreender o habitus policial militar e a percepção construída sobre a doutrina e a estratégia de policiamento comunitário; em entrevistas semiestruturadas com atores políticos e especialistas que tiveram atuação no processo de agenda, implementação e manutenção da política; e na análise documental que orientou as condutas policiais militares e reestruturou o organograma da PMDF para implementar o policiamento comunitário em seu quadros por força de convênio entre o Governo do Distrito Federal o Ministério da Justiça. As redes constituídas regional e nacionalmente possibilitaram que houvesse condições de implementação da política, todavia, não havia a previsão da mudança estrutural da cadeia hierárquica típica das instituições militares para distribuir o poder de decisão para os policiais militares executivos do policiamento comunitário. Verificou-se que há uma gradação da mudança da percepção do que é policiamento comunitário pelos policiais militares e as poucas ações motivadas para buscar maior legitimidade da ação policial e maior proximidade dos policiais militares com a comunidade policiada foram pontuais, pautando-se por esforços individuais por não haver uma prática institucionalizada de consolidação do Policiamento Comunitário no Distrito Federal na PMDF. O insucesso da implementação da política se deu pela não continuidade da convergência dos fluxos (indicadores de problemas favoráveis, legitimidade da solução e apoio político); pela impossibilidade de monitorar e avaliar a execução da política por não haver metas e indicadores; por não ter sido considerado o habitus policial militar que privilegia um capital social do ethos guerreiro, que conta com um dispositivo de recompensa pelo reconhecimento policial que orienta suas ações para a produção de indicadores já consolidados como essenciais para a manutenção da segurança pública, próprios do policiamento tradicional.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2007-2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/19123

Segurança privada e direitos civis na cidade de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Lopes, Cleber da Silva
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
30
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
651
Página Final
671
Idioma
Português
Palavras chave
Cidade de São Paulo
Agentes de segurança privada
Policiamento
Crimes
Direitos civis
Resumo

O artigo investiga as violações de direitos civis cometidas por seguranças regulares, semirregulares e irregulares que executam policiamento privado na cidade de São Paulo. Esses agentes têm violado direitos e liberdades individuais no exercício de suas atividades profissionais? Quais são as principais violações e onde elas mais ocorrem? Diferentes tipos de agentes cometem distintas violações de direitos civis? Essas violações se assemelham às que ocorrem nas atividades de policiamento público? O trabalho procura responder a essas questões a partir de uma análise exploratória das ocorrências policiais envolvendo seguranças particulares da cidade de São Paulo entre janeiro de 2009 e setembro de 2010. Os dados indicam que os profissionais de segurança privada não raramente violam a integridade física, a liberdade e a honra dos cidadãos, especialmente dos que frequentam espaços de entretenimento, comércio e terminais de transporte público. Enquanto seguranças regulares cometem mais violações nos terminais de transporte coletivo, seguranças semirregulares e irregulares se excedem mais em casas noturnas, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais. Os dados também sugerem que o padrão de abusos presente nas atividades de policiamento privado é distinto daquele encontrado nas atividades de policiamento público. Enquanto policiais parecem usar e abusar com maior frequência dos poderes legais que lhes conferem o direito de usar força letal para a manutenção da ordem pública, profissionais de segurança privada usam e abusam com mais frequência de ferramentas físicas e corporais não letais em nome da manutenção da ordem no interior de espaços policiados por instituições privadas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009 - setembro de 2010
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6025

Reconhecimento, Identidade e Trabalho Sujo na PMDF

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Márcio Júlio da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Batista, Analía Laura Soria
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Programa
Pós Graduação em Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Militar
Reconhecimento Social
Identidade
Trabalho Sujo
Resumo

O presente trabalho discorre sobre a construção identitária dos policiais militares do Distrito Federal diante da estigmatização da atividade po-licial como trabalho sujo. Em detalhe, a maneira como esses profissio-nais estabelecem suas relações sociais guarda estreito vínculo com o cenário cultural em torno de seu trabalho. Nesse sentido, o desprestígio associado à estigmatização da profissão constitui fator inequívoco de estruturação da iden-tidade policial militar. Para tanto, utiliza-se o debate do reconhecimento social como categoria referencial à teoria social, em que a ação social é marcada por uma base motivacional afetiva. A construção identitária, dessa forma, refere-se à autocompreensão positiva de si mesmo, cujo contraste são as situações vivenciadas como experiências de desrespeito, as quais negam reconhecimento ao sujeito. Nesse sentido, o trabalho policial é percebido dentre as ocupações que se inserem marginalmente na divisão moral do trabalho, trazendo consigo o sentido simbólico do sujo.

Dois grupos de sujeitos compõem a pesquisa: os noviços e os demissionários. Os primeiros são representados pelos policiais militares que ingressaram na instituição em 2010. Já os demissionários são constituídos pelos profissionais que voluntariamente deixaram a carreira desde 2000 até 2011. Dessa forma, analisaram-se as suas percepções, reações e sentimentos acerca do reconhe-cimento social da atividade policial. Ainda mais, buscaram-se problematizar as distinções sobre a estigmatização do trabalho policial, as reações emocionais que caracterizam as experiências de desrespeito vividas, bem como as autor-relações positivas acerca de seus modos distintos de vida, ou seja, seu habi-tus. Diante das análises, assinalaram-se as expectativas em torno do ingresso, bem como as motivações para a demissão no contexto da PMDF. Foram dis-cutidas as distinções e racionalizações que marcam as interações internas, em que as construções dignificantes, como as categorias dos vibradores e dos operacionais, disputam com as funções estigmatizadas, como os encagaçados e os administrativos. Além disso, a discussão da socialização na polícia militar permitiu compreender os efeitos da estigmatização sobre a forma como o tra-balho policial é percebido e, por conseguinte, desempenhado na PMDF. Nesse sentido, insere-se a noção de violência expressiva na interpretação de distinções diante dos relatos apresentados.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2000-2011
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5667