Violência

Os significados da punição nas penas alternativas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Berdet, Marcelo Borba
Sexo
Homem
Orientador
Batista, Analia Laura Soria
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Punição
Penas alternativas
Controle social
Justiça criminal
Controle penal
Resumo

As penas alternativas apresentam-se como um substitutivo penal à prisão no âmbito da justiça criminal e no escopo do sistema penal. No entanto, seu caráter punitivo não é comunicado ou expresso inequivocamente como o é a privação da liberdade. O propósito anunciado pelas penas alternativas é a responsabilização do infrator na comunidade, a garantia da cidadania e o reconhecimento de direitos do infrator. Então, pode-se perceber um descompasso entre a compreensão das penas alternativas enquanto uma sanção penal e o significado social que lhe é atribuído. Foi a partir do questionamento do papel político e penológico atribuído às penas alternativas na justiça criminal brasileira que este estudo tomou forma. Assim, o que está em jogo são as bases sociais, políticas e legais para entender as penas alternativas como uma forma de punição à sociedade. Uma questão geral guiou este estudo. Quais são os significados atribuídos às penas alternativas enquanto prática punitiva? De modo geral, este estudo se valeu da Grounded Theory como metodologia para análise e interpretação dos dados, utilizando-se de duas técnicas de pesquisa: a análise de conteúdo e a construção de um modelo estatístico, ambos cobrindo a execução das penas alternativas. O primeiro teve como base de dados documentos produzidos pelas instituições diretamente envolvidas na execução das penas alternativas ou que politicamente atuam no sentido de fomentar o seu uso. O segundo diz respeito aos dados coletados sobre os cumpridores de penas alternativas no Distrito Federal até setembro de 2012. Dentre os achados da pesquisa, destacam-se: (i) que a execução das penas alternativas reproduz a mesma dinâmica com relação à “seletivi a e” a justiça criminal, ou seja, o perfil dos cumpridores assemelha-se aos dos sentenciados com a pena privativa de liberdade; (ii) as penas alternativas não se desprendem do sentido da pena como uma punição imposta pela autoridade legal e, com isso, carregam consigo uma dualidade ao punir com o propósito de promover a justiça social e as políticas públicas inclusivas; (iii) as penas alternativas configuram-se como mais um controle social operado por dispositivos penais do que uma real substituição da prisão; (iv) as penas alternativas não conseguiram até então comunicar com clareza a sua dimensão punitiva à sociedade, o que se torna uma restrição política e objetiva para sua significação como real substituto à prisão.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2006-2012
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5990

As representações sociais do policiamento ostensivo: uma análise da atividade policial militar no contexto de Belo Horizonte

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Amaral, Juracy Costa
Sexo
Homem
Orientador
Porto, Orientador: Maria Stela Grossi
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Programa
Pós Graduação em Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Policiamento Ostensivo
Polícia Militar
Representação Social
Delinquência
Belo Horizonte
Resumo

Nesta tese, discute-se o policiamento ostensivo no contexto de Belo Ho-rizonte, tomando como base as representações sociais produzidas pela população entrevistada em duas regiões desse município. Analisam-se os aspectos institucionais, a imagem e o desempenho policial para compreen-der os sentidos e significados que a polícia tem para essa população. A Polícia Militar de Minas Gerais é uma instituição pública que, desde a época colonial, tem-se destacado como força repressiva no território mineiro. Cabe-lhe o poli-ciamento ostensivo, mas já auxiliou o Exército brasileiro na guerra do Paraguai, na Era Vargas e no golpe militar da década de 1960. Na segunda metade da década de 1990, os praças dessa corporação fizeram eclodir uma rebelião que teve repercussão nacional e trouxe ao debate a questão do sistema de segu-rança pública brasileiro. As preocupações com a delinquência e o interesse em compreender como a população belo-horizontina percebe e representa o poli-ciamento militar na região pesquisada fizeram originar este estudo sociológico, que trata de compreender e explicar o policiamento ostensivo com base nas representações sociais produzidas pela população pesquisada. A tese está de-senvolvida em duas partes: na primeira, trata-se das fundamentações teóricas e constituição das policiais nas sociedades; na segunda, das considerações ana-líticas e interpretações dos dados obtidos com a pesquisa empírica. Conclui-se que a população representa a polícia como principal meio de combate à delin-quência. Apesar de o seu papel ser pouco compreendido pela população pes-quisada, as representações apontam que os segmentos pesquisados confiam na polícia e refletem uma boa imagem da instituição policial, como bem capacitada e treinada, porém, admitem que o policiamento é insuficiente para combater a criminalidade. Considera-se, também, que o problema da falta de policiamen-to, nos locais onde há ocorrências de crimes, e a demora no atendimento das chamadas constituem as principais deficiências do policiamento e o motivo da incidência criminal, principalmente de furtos, roubos e assaltos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
Anos 2010
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5695

A escrita como arma: uma análise do pensamento social na Literatura Marginal

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Benevenuto, Silvana José
Sexo
Mulher
Orientador
Tolentino, Célia Aparecida Ferreira
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
UNESP/MAR
Idioma
Português
Palavras chave
literatura marginal
violência
literatura e sociedade
periferia
Resumo

O presente trabalho analisa a coletânea Literatura marginal: talentos da escrita periférica (2005). Organizada por Ferréz, um dos mais importantes idealizadores deste projeto literário e responsável pela rubrica Literatura Marginal, que nomeia a obra, tem o peso de lançar em livro onze autores, incluindo o organizador, alguns deles completamente desconhecidos pelo público nacional. Interessa-nos discutir o que escreve e o que pensa este narrador que se autodefine “marginal” e, com isso, colocar em evidência sua visão de mundo, o que, segundo entendemos, pode ser apreendido não restritamente naquilo que discursam, mas sim a partir da análise da relação existente entre o conteúdo e a forma desta manifestação literária. Mais que os escritores, estamos propondo pensar a própria narrativa como expressão de um coletivo, de um grupo que em comum traz consigo a condição de ser morador de periferia e acreditar que as letras podem ser uma arma. Para combater o quê e a quem? É a pergunta que norteia esta nossa análise e que nos faz dedicar a uma discussão sobre o narrador desta literatura. Destaca-se a forma que a própria matéria literária assume quando, em alguns momentos, o narrador elabora um discurso “violento” em contrarresposta à violência sofrida, ou, ainda, quando deixa suscitar a noção de destino como explicação para uma situação ao qual se vê submetido. Para tanto, a literatura é pensada a partir de sua relação com a matéria social, particularmente a violência, discutindo a intersecção entre literatura e sociedade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/entities/publication/30a73fe5-face-46e2-9654-6de3d43f8467

Morais do drama urbano: violência policial, discurso midiático e produção de contos morais

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Durão, Susana
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Coelho, Maria Claudia
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
29
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
921
Página Final
940
Idioma
Português
Palavras chave
Grupo Cultural AfroReggae
Movimentos sociais
Discurso midiático
Policiamento
Violência urbana
Resumo

Este trabalho analisa a cobertura midiática do assassinato de Evandro João da Silva, um dos “líderes” do Grupo Cultural AfroReggae (GCAR), ocorrido no Centro do Rio de Janeiro, em outubro de 2009, em consequência de reação a um assalto. A análise baseia-se na interpretação de que as propostas de intervenção social do GCAR constituem um “projeto moral” ancorado na noção de responsabilidade para com o outro. Este projeto seria desenvolvido, no plano discursivo, através de pequenos “contos morais”, que têm como protagonista o sobrevivente, cuja marca emocional é a esperança. Porém, a morte de Evandro insere um dado novo nestes contos: seu protagonista é um mártir, associado não à esperança, mas à utopia. Tomamos este escândalo de opinião pública como um drama social, um momento em que a “sociedade” (neste caso a carioca) discute a si mesma, ou, dito de outro modo, como um ritual, nos termos de Geertz (1978), uma “história que a sociedade conta sobre ela mesma para si mesma”. Qual seria então a “moral” desta história que coloca o GCAR diante de um desafio: lidar com a emergência de um mártir em suas fileiras de sobreviventes? O material analisado é a cobertura do evento no jornal O Globo, no período de 19 a 24 de outubro de 2009. O foco da análise está nas representações da instituição policial presentes nas falas dos diversos atores sociais participantes do debate: autoridades, especialistas, membros do grupo e leitores do jornal.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5928

Prisões em flagrante por crimes de drogas: análise da questão racial em duas metrópoles brasileiras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sinhoretto, Jacqueline
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Zilli, Luís Felipe
Couto, Vinícius Assis
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243902e48073
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
39
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
1
Página Final
28
Idioma
Português
Palavras chave
Segurança pública
Polícia
Drogas
Política de Drogas
Racismo Institucional
Resumo

Este artigo discute a atuação das organizações policiais nos chamados “crimes de drogas”. A partir de análise de dados sobre prisões em flagrante nas cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), buscou-se mensurar o quanto dimensões socioespaciais (território onde ocorreram as prisões, bem como sexo, idade e raça/cor das pessoas presas) afetam a decisão policial de classificar os casos como “porte de drogas para uso pessoal” ou “tráfico de drogas”. Por serem o que a legislação define como “crimes sem vítimas”, as “ocorrências de drogas” evidenciam processos de suspeição racializada e territorializada que orientam o policiamento ostensivo no Brasil. Em São Paulo, parece haver uma diretriz institucional para que quase todos os casos sejam classificados como “tráfico”. Já em Belo Horizonte, prisões feitas em favelas possuem chances desproporcionalmente mais altas de receber a tipificação mais gravosa. Em ambas as capitais, o perfil racial das pessoas presas influencia a tipificação criminal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2013-2017
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/48073

Dispositivo militarizado da segurança pública. Tendências recentes e problemas no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Souza, Luís Antônio Francisco de
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
30
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
207
Página Final
223
Idioma
Português
Palavras chave
Segurança
Polícia
Polícia Militar
Militares
Forças Armadas
Resumo

O Brasil não espantou totalmente todos os fantasmas de seu recente passado de regime de exceção. Ainda não houve o restabelecimento completo da normalidade democrática, não obstante a consagração dos princípios da democracia formal e do Estado democrático de direito. O país ainda não conseguiu levar, para parcelas importantes da população, os princípios de justiça, paz, desenvolvimento e equidade. O aparato estatal "particularmente polícia e justiça" ainda apresenta limitações em termos de controle social, transparência e efetividade. Diante de tantas incompletudes, enfrenta-se a escalada da violência, da criminalidade, do crime organizado e da desestrutura urbana. Como resposta aos problemas percebidos como urgentes, a jovem democracia brasileira apela para as instituições da segurança pública e, na falta e insuficiência destas, para as forças privadas de vigilância. As Forças Armadas, igualmente, são acionadas como garantidoras da ordem e da paz dentro do território e das comunidades. Estamos diante de uma tendência de militarização da segurança pública? Esta tendência é nova? Corresponde a que práticas e a que aspirações da sociedade brasileira globalizada? É o que se pretende discutir no presente artigo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Anos 1960-2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5958

Acumulação Social da Violência e Sujeição Criminal em Alagoas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nascimento, Emerson Oliveira
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
32
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
465
Página Final
485
Idioma
Português
Palavras chave
Acumulação social
Sujeição criminal
Violência
Homicídios
Alagoas
Resumo

Utilizando-se dos conceitos de acumulação social da violência e sujeição criminal, o presente texto visa construir uma reflexão sobre o fenômeno da violência no estado de Alagoas. A partir da compilação de matérias jornalistas, documentos oficiais e entrevistas com os agentes do sistema de justiça criminal estadual, buscou-se situar historicamente o problema da violência na região. Argumento que ao longo dos últimos cinquenta anos, dos tradicionais crimes de mando à  “institucionalização” dos grupos de extermínio, e destes para o fenômeno da multiplicação desenfreada dos crimes de homicídio no estado, assistiu-se ao acumulo de formas e práticas de violência diferentes que sedimentaram a constituição de tipos ditos perigosos e não menos dessemelhantes. Na contramão das análises que insistem em interpretar a violência de hoje como contiguidade do passado agrário, escravocrata e monocultor alagoano, argumento que a explosão de homicídios no estado é um acontecimento peculiar e relativamente recente.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
1967-2017
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6289

A sensação de insegurança na vizinhança da população do Distrito Federal entre 2015 e 2018

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ribeiro, Allan Kássio de Oliveira Santos
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Arthur Trindade Maranhão
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
sensação de insegurança
medo do crime
pesquisa de vitimização
Resumo

O presente estudo analisa a sensação de insegurança na vizinhança da população do Distrito Federal, levando em conta o período de 2015 a 2018. Será feito avaliação da variação da sensação de insegurança no período, bem como as características da insegurança por perfil demográfico e distribuição geográfica. Trabalhamos a hipótese da correlação entre a sensação de insegurança na vizinhança e desordens, ou seja, as vizinhanças com mais desordens sociais e físicas são também os locais onde os residentes sentem maior insegurança ao transitar pelas ruas e dentro da residência. A presente pesquisa faz parte do campo de estudos sobre o medo do crime, que busca avaliar o fenômeno da insegurança, suas causas e efeitos, nas sociedades contemporâneas. Os resultados indicaram que onde há desordens, há insegurança na vizinhança. Os três níveis de desordens (crimes violentos letais intencionais - CVLI, crimes contra o patrimônio - CCP e incivilidades) tiveram correlação significativa com a insegurança na vizinhança.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2015-2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/37955

As narrativas sobre as facções criminosas em Alagoas: polícias, juventudes, territorialidades, criminalidades e racismo institucional

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Sérgio da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Caruso, Haydée Glória Cruz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Facções criminosas
Juventudes
Violências
Resumo

Os processos que orientaram a formação social, política e cultural de Alagoas são marcados pelas violências. É a partir da integração e interação desses processos que a violência se torna uma importante narrativa comum e institucional para explicar problemas relacionados aos conflitos sociais. Na vida urbana alagoana, especificamente maceioense, se refletiu processos históricos de orientação colonial. É por isso que as desigualdades sociais e raciais são latentes, expondo feridas e reproduzindo dinâmicas de exclusão. As narrativas captadas através das experiências sociais de atores e atrizes da vida cotidiana apresentam inúmeras questões que tornam pertinentes as reflexões sobre as violências. Dentre essas narrativas as Facções Criminosas se apresentam de forma central. Seus modos de operar na vida cotidiana, sua presença no contexto institucional e sua influência nos processos de mediação em torno das territorialidades, políticas públicas e no comportamento juvenil, seja nos seus bairros, ou nos ambientes virtuais, são destacados. Os papéis das Facções Criminosas nas narrativas da violência reverberam e legitimam políticas de segurança pública e do racismo institucional. Esse último torna-se mola mestra desse cenário de mortes e encarceramento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Maceió
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Alagoas
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
http://repositorio2.unb.br/handle/10482/44588

Expectativas desencaixadas: o problema da construção da autolegitimidade entre policiais militares

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Gisi, Bruna
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Silvestre, Giane
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202035030010
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
35
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
885
Página Final
908
Idioma
Português
Palavras chave
Legitimidade
Autolegitimidade
Polícia Militar
Contato
Abordagem policial
Resumo

O artigo trata da construção da autolegitimidade de policiais a partir de pesquisa qualitativa realizada com praças da Polícia Militar de São Paulo. O objetivo é analisar o impacto das percepções e expectativas dos policiais sobre as atividades de policiamento na construção da legitimidade reivindicada por eles. Parte-se da concepção de legitimidade policial como processo dialógico continuamente atualizado nos contatos com a população. Foram realizadas 28 entrevistas em profundidade com praças da PMESP em oito distritos da cidade de São Paulo. As análises indicam uma disjunção entre a visão dos policiais sobre sua função e autoridade e a percepção sobre as respostas da população. Os entrevistados demonstram confiança em sua autoridade e valorização do trabalho de controle do crime, mas percebem um déficit de legitimidade nas respostas da população, que questiona sua autoridade nas abordagens. Consideram ainda certas demandas da população como excessivas e desvios de sua função.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/30911